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História da Áustria

Os primórdios

Por volta de 400 a.C., os celtas chegaram às regiões central e oriental da Áustria. Por volta de 15 a.C., os romanos dominaram a parte ao sul do Danúbio e tornaram esse território parte de seu Império. No final do século II d.C., tribos do norte começaram a invadir a Áustria romana. Em 476 d.C., o Império Romano ruiu. Durante o período de declínio, grupos asiáticos, germânicos e eslavos se estabeleceram na Áustria.

Do final do século VIII a 814, a região foi dominada por Carlos Magno. O rei da Germânia, Oto I, passou a reinar sobre a Áustria em 955, sendo coroado imperador em 962. Até 1806, o território governado por reis germânicos constituiu o Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria se tornado o Estado mais importante. Em 976, o imperador Oto II passou o controle do nordeste da Áustria a Leopoldo I, da família Babenberg. Em 1156, Frederico I declarou a região um ducado.

Os Habsburgo

Em 1246, o rei Ottokar da Boêmia assumiu o controle dos ducados dos Babenberg. Os príncipes da Germânia elegeram, em 1273, Rodolfo I, da família Habsburgo, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Rodolfo derrotou Ottokar.

No século XIV, os Habsburgo perderam a coroa do Sacro Império. Um dos maiores Habsburgo foi Maximiliano I. Em 1496, ele casou seu filho Filipe com a filha do rei da Espanha. Filipe foi pai do rei Carlos I da Espanha, em 1516, e imperador Carlos V do Sacro Império, em 1519. Em 1556, Carlos renunciou a seus tronos, e Fernando I, seu irmão, tornou-se imperador do Sacro Império.

Guerras Napoleônicas

A Áustria perdeu muitos territórios nas Guerras Napoleônicas do final do século XVIII e início do XIX. Napoleão conquistou grande parte do Sacro Império Romano-Germânico e, em 1806, aboliu o Império. O imperador Francisco II da Germânia mudou seu título de arquiduque para imperador da Áustria e governou como Francisco I. Napoleão foi finalmente derrotado em 1815.

Confederação Germânica

O Congresso de Viena, que produziu o tratado de paz que se seguiu às Guerras Napoleônicas, restituiu à Áustria seus territórios, com exceção da Bélgica. Organizou a Confederação Germânica, uma união de Estados independentes. A Áustria e a Prússia iniciaram uma luta pela liderança da confederação. Em 1866, ocorreu a Guerra Austro-Prussiana, na qual a Itália e a Prússia em pouco tempo derrotaram a Áustria. A Confederação Germânica foi dissolvida. A Prússia formou uma nova confederação sem a Áustria.

Áustria-Hungria

Em 1867, os húngaros forçaram o imperador Francisco José I a dar à Hungria o mesmo status que a Áustria detinha no Império, criando a dupla monarquia da Áustria-Hungria. Logo, os eslavos e outros grupos minoritários da Áustria-Hungria passaram a exigir o direito de se autogovernar. A Sérvia liderou o movimento nacionalista eslavo. Em 1914, os nacionalistas sérvios assassinaram, em Sarajevo, na então província da Bósnia-Herzegovina, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro. A Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial. A Alemanha e outros países se uniram à Áustria-Hungria contra os Aliados, que compreendiam a Grã-Bretanha, a França, a Rússia.

República da Áustria

A Áustria-Hungria derrotada assinou o armistício em novembro de 1918, que entre outras coisas exigia sua dissolução. O Imperador Carlos I renunciou ao governo e partiu para o exílio e a Áustria tornou-se uma República, terminando assim o multissecular domínio dos Habsburgo. Este novo país teve o nome de Áustria Alemã (1918-1919) e só depois Áustria (1919-1938), período que corresponde à Primeira República Austríaca.

Em 1920, o país adotou uma Constituição democrática. Em 1938, as tropas alemãs se apoderaram do país. Adolf Hitler anunciou, então, a união da Áustria e da Alemanha Nazi, o chamado Anschluss.

Após a Segunda Guerra Mundial

Após a Segunda Guerra Mundial, a Áustria foi dividida em zonas de ocupação americana, britânica, francesa e russa, que, no entanto, lhe permitiriam estabelecer um único governo provisório. Após as eleições de novembro de 1945, formou-se um governo nacional. Em 1955, os Aliados suspenderam sua ocupação do país. Para obter a independência, a Áustria concordou em permanecer neutra na Guerra Fria.

Por ser capital de uma nação neutra e ocupar uma posição estratégica, Viena tornou-se a sede de algumas conferências sobre a Limitação de Armas Estratégicas (Salt), iniciadas em 1969 entre a União Soviética e os Estados Unidos. No princípio da década de 1970, foi iniciada a construção de uma sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Viena.

História recente

O país foi incorporado à União Européia (UE) em 1995. Em 1997, Franz Vranitzky renunciou ao cargo de chanceler, após 11 anos de mandato. Viktor Klima assumiu o cargo e governou até 1999.

Em 2000, o presidente Klestil autorizou a coalizão entre o Partido Liberal Austríaco (FPÖ), do líder de extrema-direita Joerg Haider, e o Partido Popular Austríaco (ÖVP), do chanceler Wolfgang Schuessel. Essa autorização foi decidida sob muitos protestos dos países da UE, que temiam uma ascensão nazista ao poder. Em 1999, o país aceitou adotar a moeda única européia, o euro, que entrou em circulação em 2002.

A coligação FPÖ-ÖVP foi desfeita em setembro de 2002, devido a divergências internas, que culminaram na dissolução do parlamento e na antecipação das eleições para novembro desse ano. O partido do primeiro-ministro saiu vencedor, seguido pelos social-democratas. A extrema-direita de Joerg Haider foi a grande derrotada, recebendo pouco mais de um terço dos votos obtidos na eleição anterior, em 1999. Sem maioria no parlamento, o ÖVP refez a coligação com o FPÖ em fevereiro de 2003, para compor o gabinete do chanceler Schuessel. Em meados de 2003, uma proposta de reforma da previdência, dificultando o acesso a aposentadoria, resultou nos maiores protestos dos últimos 50 anos no país.

Fonte: pt.wikipedia.org

história da Áustria

A Áustria está situada na Europa Central. Geograficamente o seu território engloba os Alpes Orientais (que cobrem dois terços da superfície) e a região do Danúbio. Tem uma superfície de 83.858 km2 e tem fronteiras com a Alemanha, República Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovénia, Itália, Suiça e Liechtenstein.

O país combina várias paisagens que incluem as montanhas dos Alpes e as planícies com algumas colinas. Na base dos Alpes, na bacia de Viena e na planície Panoniana ficam as principais áreas de actividades económicas. O pico mais elevado da Áustria é o Grossglockner com 3.797 m e o seu rio mais longo é o Danúbio que percorre 350 km na Áustria.

A Áustria é uma república federal que inclui os seguintes estados: Burgenland, Carinthia, Baixa Áustria, Salzburg, Styria, Tyrol, Alta Austria, Viena e Vorarlberg. A população total é 8,1 milhões de habitantes e a língua oficial é o alemão. 78% dos austríacos são católicos e 5% protestantes.

História

A Áustria, originalmente Ostarrichi, completou seu primeiro milénio em 1996. Mas a sua história começou muito antes, entre 80 mil e 10 mil a.C. Nessa época, começaram a chegar os primeiros povos à região banhada pelo Rio Danúbio. Mais tarde fez parte do Império Romano.

Com a partida dos romanos, monges irlandeses e escoceses iniciaram um processo de cristianização nas montanhas. Em 976 a dinastia bávara de Babenbergs ficou com a administração da Áustria e em 1156 a Áustria foi declarada um Ducado com privilégios importantes aos seus soberanos. Em 1282 os Habsburgs tomaram posse do Ducado da Áustria tendo adquirido outros ducados da região. Finalmente em 1437, o Duque Albrecht V casou-se com a filha do Imperador Sigismund tornando-se no primeiro imperador Habsburg.

A partir do século XV, os Habsburg tornam-se monarcas do Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria como centro. Nesta fase conseguiram dominar a Borgonha e os Países Baixos através de casamentos e aquisições e finalmente o trono espanhol. Em 1522 a dinastia tomou um rumo espanhol e outro austríaco tendo então o trono austríaco anexado a Boémia e a Hungria. Nos séculos XVI e XVII a história pautou-se por confrontos com o Império Otomano que por duas vezes cercou Viena. No entanto a Áustria conseguiu reverter a expansão dos Otomanos e através de aquisições de novos territórios tornou-se uma potência dominante na Europa do século XVII. Na segunda metade deste século XVIII a Imperatriz Maria Theresa e o seu filho Joseph II implementaram vastas reformas para um estado moderno. Mas as guerras com a França revolucionária, entre 1791 e 1814, implicam perda de territórios e selam o fim do Sacro Império Romano-Germânico em 1806, dissolvido por Franz II. No entanto o monarca manteve a coroa da Áustria que ao lado da Prússia tornou-se na maior potência da Confederação Germânica.

O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, em 28 de Junho de 1914, por um estudante sérvio, leva as autoridades imperiais a declarar guerra contra a Sérvia, iniciando a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A derrota em 1918 leva à dissolução do vasto império dos Habsburgo e à proclamação da República. O tratado de paz assinado em 1919 impõe a cedência de territórios para a Itália, o reconhecimento da independência da Hungria, Checoslováquia, Polónia e Jugoslávia, além de proibir a união da Áustria com a Alemanha.

Em 1938, o ditador alemão Adolf Hitler (nascido na Áustria) promove a anexação do país à Alemanha, decisão que é aprovada pelos austríacos em plebiscito. Depois de libertado pelos aliados, em 1945, o país é dividido em 4 zonas de ocupação: norte-americana, britânica, francesa e soviética. As forças de ocupação retiraram-se dez anos depois e reconhecem a soberania da Áustria, que se torna um Estado neutro. Nos anos seguintes, a Áustria experimenta um período de grande crescimento económico.

O plebiscito realizado em 12 de junho de 1994, a prova, por maioria de dois terços, a entrada do país na União Europeia (UE), o que acontece oficialmente em Janeiro de 95.

Fonte: mundofred.home.sapo.pt

HISTÓRIA DA REPÚBLICA DA ÁUSTRIA

Ocupada na Antiguidade por celtas, a região é conquistada pelos romanos no ano 15 antes de Cristo.

Com a desintegração do Império Romano no século V, o território é ocupado por sucessivos povos bárbaros: vândalos, godos, hunos, lombardos e ávaros.

Depois de breve estabilidade sob o comando de Carlos Magno, a disputa entre nobres germânicos leva à criação do ducado da Áustria em 1156.

No século XV, os Habsburgo tornam-se monarcas do Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria como centro. Os domínios austríacos expandem-se até o século XVIII.

As guerras com a França revolucionária, entre 1791 e 1814, implicam a perda de territórios e selam o fim do Sacro Império Romano-Germânico...

Império Austro-Húngaro

A política de restauração contribui para o fortalecimento do Império Austríaco. Ao lado da Prússia, o país torna-se a maior potência da Confederação Germânica.

Com o chanceler Klemens Metternich (1809-1848), conhece o desenvolvimento industrial. Em 1848, a onda revolucionária liberal e nacionalista derruba Metternich...

Sob domínio do imperador Francisco José I (Franz Josef, 1848-1916), a Áustria é expulsa da Confederação Germânica.

O processo de unificação da Itália e da Alemanha enfraquece o país, que em 1867 se une à Hungria para formar o Império Austro-Húngaro.

Império estabelecido em 1867, a partir da união da Áustria e da Hungria em uma "Monarquia dual". Surge em conseqüência das agitações nacionalistas que esfacelam o então Império Austríaco, comandado pelos Habsburgo.

Segundo o acordo assinado, os dois países são estados separados, com constituições, línguas, governos e Parlamentos diferentes.

Os magiares comandam a Hungria, enquanto alemães controlam a Áustria. São unidos por um único monarca e por ministros comuns para assuntos estrangeiros, guerra e finanças.

Na prática a Monarquia dual não demora a se mostrar restrita. O direito a voto é exclusivo das classes mais altas. Os ministros se reportam diretamente ao imperador, que, em caso de emergência, tem o poder de governar sem o Parlamento.

Apesar do controle magiar e alemão, o Império ainda abriga grupos de outras nacionalidades – tchecos, poloneses, ucranianos, eslovacos, sérvios, romênios, croatas, eslovenios e italianos – que se sentem excluídos do processo político.

Os conflitos étnicos prosseguem durante as décadas de 1870 e 1880 e se agravam com o aumento do anti-semitismo na Áustria...

A fim de garantir suas posses na península balcânica, os Habsburgo adotam uma política de amizade com o recém-criado Império alemão. O Império Austro-Húngaro se compromete a não intervir nos assuntos internos alemães e, em troca, recebe a ajuda da Alemanha para limitar a influência russa no sudoeste europeu.

Em 1879, a Alemanha e o Império Austro-Húngaro assinam uma aliança formal. Em 1882, com a entrada da Itália, cria-se a Tríplice Aliança.

Em 1908, a Áustria anexa duas províncias que pertencem à Sérvia. Apoiados pelos russos, os sérvios protestam e a guerra só é evitada por causa do apoio alemão ao Império.

Os conflitos de fronteira continuam e, em 28/06/1914, o herdeiro do trono austro-húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, e sua esposa são assassinados em Sarajevo, capital da Bósnia, por um estudante, nacionalista sérvio, leva à guerra contra a Sérvia...

O incidente desencadeia a I Guerra Mundial. Em novembro de 1918, o governo húngaro anuncia a separação da Áustria. Com o fim da guerra, nesse mesmo ano, o Império é totalmente dividido...

De acordo com o sistema de alianças militares, Áustria, Alemanha e Itália (Tríplice Aliança) enfrentam Rússia, França e Inglaterra (Tríplice Entente).

A derrota em 1918 leva à dissolução do vasto Império dos Habsburgo e à proclamação da República...

II Guerra

Os tratados de paz assinados em 1919 impõem cessão de territórios para a Itália, reconhecimento da independência da Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e Iugoslávia, além de proibir a união da Áustria com a Alemanha.

Em 1934, o chanceler conservador Engelbert Dollfuss, que promulgara uma nova Constituição de cunho fascista, é assassinado numa frustrada tentativa de golpe de Estado dos nazistas austríacos favoráveis à união com a Alemanha.

Em 1938, o ditador alemão Adolf Hitler (nascido na Áustria) anexa o país à Alemanha, decisão que é aprovada pelos austríacos em plebiscito.

Com a derrota na II Guerra Mundial, o país é dividido em quatro zonas: norte-americana, britânica, francesa e soviética.

As forças de ocupação retiram-se dez anos depois e reconhecem a soberania da Áustria, que se torna Estado neutro. Nos anos seguintes, o país experimenta grande crescimento econômico.

Em 1966, a vitória do Partido Popular Austríaco (conservador) põe fim a 20 anos de coalizão entre conservadores e social-democratas.

Fonte: www.sergiosakall.com.br

História da Áustria

A ameaça nazista ronda a Áustria

A formação de um governo composto por representantes do Partido da Liberdade, de extrema direita, esta provocando grande polêmica no mundo e, em especial nos países da União Européia, Estados Unidos e Israel.

É a primeira vez que um grupo nazista chega ao comando de um Estado, em um país europeu, desde a Segunda Guerra Mundial. O líder desse partido, Joerg Haider, declarou suas simpatias por Hitler e chegou a condecorar soldados da SS que participaram da guerra.

O novo governo foi formado sob comando do Partido Popular, de centro direita, sendo que o ministério é composto por 6 representantes de cada um dos partidos políticos.

A Formação do governo da Austria é a seguinte:

No Parlamento: 52 deputados ( 26,91%) do Partido Popular 52 deputados ( 26,91%) do Partido da Liberdade 65 deputados ( 33,15%) do Partido Social Democrata 14 deputados ( 7,1% ) do Partido Verde

A nova Aliança ministerial

Partido Popular: Chanceler, interior, agricultura, economia, educação, exterior; Partido da Liberdade: Vice-chancelaria, justiça, finanças, defesa, infraestrutura e ass. Social

O novo Chanceler (1° ministro) é Wolfgang Schüssel, do Partido Popular

O Totalitarismo

O Totalitarismo é caracterizado pela centralização e pela imposição dos valores do Estado sobre os valores individuais. No totalitarismo, todas as atividades, econômicas, religiosas, sociais ou culturais são controladas pelo Estado, que por sua vez fica sob domínio de um único partido ou um único chefe político. Os grupos que defendem o totalitarismo são anti-liberais Ao final da Primeira Guerra mundial, os impérios haviam sido derrotados e os países liberais lideraram a reorganização mundial, liderados por EUA, Inglaterra e França - os 3 grandes - que mantiveram o colonialismo e determinaram uma política imperialista também na Europa, impondo condições amargas aos países derrotados, marginalizando a Itália e impondo uma nova divisão geopolítica `a região: Formou-se o "leste europeu" e a Iugoslávia. Na Europa pós Primeira Guerra, todos os países passaram a ter regimes políticos liberais, com exceção da Rússia Soviética.

No entanto, a crise econômica de várias nações, a insatisfação de vários países com os acordos de paz e a "ameaça socialista", fez surgir vários partidos nacionalistas e forte oposição aos governos e princípios liberais, propondo em oposição, o estabelecimento de um governo forte, ao qual a população deveria estar subordinada, como única forma de recuperação, estabilidade e prosperidade.

Foi nesse contexto que surgiu primeiro o fascismo na Itália, liderado por Benito Mussolini e posteriromente o Nazismo na Alemanha, liderado por Adolf Hitler.

O NAZISMO

A exaltação do sentimento nacionalista tornou-se muito intensa desde o final da guerra, principalmente nas fileiras do exército, que apesar das conquistas que havia obtido durante o conflito, fora obrigado a render-se. Qual a explicação para essa situação? De uma forma geral, o isolamento da Alemenha. Sem colônias ou aliados o exército não teria outra opção.

Mas por que a Alemanha não tinha colônias ou aliados? Bem, nesse caso a resposta é mais complexa e envolve todo o desenvolvimento da economia mundial a partir da política neocolonialista e imperialista. Os aliados da Alemanha foram derrotados no decorrer do conflito.

Uma das formas de explicar a derrota alemã foi procurando os culpados dentro da própria Alemanha e desta forma, a necessidade de se achar um culpado e o preconceito arraigado contra os judeus, foram utilizados para fortalecer o nacionalismo e consequentemente o anti semitismo, bases da teoria nazista.

Em 1918, terminada a guerra, o Segundo Reich foi extinto e deu lugar a um regime republicano, parlamentarista, de tendência liberal. Os novos governantes acitaram as condições impostas pelo Tratado de Versalhes, aprofundando a crise econômica. No ano seguinte, a Liga Espartaquista, grupo comunista organizou um golpe, que mesmo fracassado, serviu para estimular os movimento mais conservadores, como a fundação do Partido Nacional Socialista (NAZISTA) que, exaltando o nacionalismo, contou com o apoio da burguesia, de setores de classe média, da Igreja Católica, militares e de grande número de desempregados. A primeira tentativa de chegar ao poder por parte dos nazistas ocorreu em 1923 - Putsch de Munique - que ao fracassar, levou seu principal líder, Hitler, à prisão. Durante a década de 20 o Partido Nazista cresceu, apoiado em uma teoria melhor definida, em forte propaganda, na ação terrorista de seus grupos paramilitares e aproveitando-se da crise econômica e do elevado nível de desemprego.

Os elementos que melhor expressam a doutrina nazista são: o nacionalismo exarcebado, o anti liberalismo, anti comunismo, anti semitismo, defendia ainda a "Teoria do espaço Vital", justificando o ideal expansionista. A crise iniciada em 1929 afetou duramente a Alemanha e consequentemente o governo liberal. Os Nazistas aproveitaram-se desta situação e em 1932, obtendo expressiva vitória eleitoral, fato que levou Hitler ao cargo de Chanceler em Janeiro de 1933. Em 27 de fevereiro as organizações paramilitares nazistas incendiaram o Parlamento, atribuindo a culpa aos comunistas, que foram violentamente perseguidos, muitos eliminados, possibilitando então a vitória dos nazistas das eleições do mês seguinte, que daria a Hitler plenos poderes.

PASSADO E PRESENTE

Uma das maiores preocupações em relação ao novo governo da Áustria refere-se à política frente aos imigrantes. O neonazismo que desenvolveu-se em vários países da Europa nas duas últimas décadas teve como principal motivação o preconceito de origem racial, atingindo comunidades de origem africana, do leste europeu, Turquia ou do Oriente Médio, acusadas como responsáveis pelas dificuldades econômicas de diversos países, uma vez que tirariam o trabalho de muitos e ainda determinariam gastos "sociais" por parte dos governos.

Fonte: www.historianet.com.br

HISTÓRIA da Áustria

A História da Áustria desde o século XIII esteve dominada pela família dos Hapsburgos. A região foi conquistada por Carlos Magno e permaneceu como parte do Santo Império Romano. No século XVI, os Hapsburgos tinham ganho firmeza o título de Imperador, embora o seu poder fosse muitas vezes vazio e sem distinção assentando na quantidade de terras, muitasdas quais podeiam ser encontradas na Áustria. Com Carlos V, a Áustria fazia parte de um vasto império; contudo com a abdicação de Carlos em 1556, as partes espanholas e alemãs das suas terras foram separadas passando para o seu filho e irmão respectivamente.

Os Hapsburgos
Os Hapsburgos

O Santo Império Romano como unidade política estava cada vez mais fragmentado, levando um observador do século XVIII a comentar que "nem santo, nem romano, nem um Império". Foi formalmente abolido em Agosto de 1806, Fracisco II já tinha assumido o título de "Imperador da Áustria". E muitas das partes norte e leste do Império tinham sido absorvidas na Prússia.

Durante os séculos XVII e XVIII, a Áustria - e em particular Viena - tornou-se num dos maiores centros culturais da Renascença associada com os termos Barroco e o Iluminismo; os acontecimentos musicais deste período foram particularmente notáveis. O Império Austríaco (nessa altura o Império Austro-Húngaro) acabou, após a Primeira Guerra Mundial; a Áustria foi declarada uma república. Em 1938 foi incorporada no Terceiro Reich mas foi libertada em 1945 e reposta como uma república sob protecção dos poderes aliados.

A independência total foi restaurada em Julho de 1955. A Áustria tem sido governada de acordo com um modelo ortodoxo europeu ocidental. Os maiores partidos , o Österreichische Volkspartei (ÖVP – PartyPartido do Povo Austríaco) e o Sozialdemokratische Partei Österreichs (SPÖ – Partido Social Democrata da Áustria), detiveram um monopólio efectivo da política austríaca até 1980, e viram o crescimento da ultra-direita e dos ambientalistas.

A década também trouxe uma atenção não muito usual sobre a Àustria quando o ex-Secretário Geral das Nações Unidas, Kurt Waldheim, foi apontado para a presidência; embora seja um cargo titular, a presidência carrega um grande significado simbólico. A controvérsia sobre o desempenho de Waldheim durante a Segunda Guerra Mundial, na qual serviu como oficial de inteligência do exército, e assim ter conhecimento de - e a cumplicidade em - deportações em massa e execuções.

Kurt Waldheim
Kurt Waldheim

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