
A avelã (Corylus avellana) e o fruto de um arbusto que cresce espontaneamente em boa parte da Europa, na América do Norte e na Ásia Menor, local provável de sua origem. Há mais de 100 variedades delas em várias partes do mundo. Os chineses já conheciam a avelã há mais de 5.000 anos e os gregos e romanos comiam o fruto com indicação medicinal. Só mais tarde, ganhou valor na culinária.
Trata-se de um pequeno fruto esférico e com uma casca muito resistente e dentro
dela está a semente comestível, com elevado teor de gordura e de sabor levemente
adocicado. Pode ser consumido cru ou usado com ingredientes para preparo de
bolos, biscoitos, manteiga de avelã, sorvete e pasta de chocolate.
Usada também em preparações salgadas dá mais sabor e crocância.
A avelã pode ser comprada com a casca, descascada e torrada sem pele.
Prefira comprar as avelãs com casca e deixe para eliminá-la quando for usar. Escolha as de casca brilhante, não muito grossa e íntegras. Não compre as avelãs com manchas na casca e com furos.
Se comprar avelã descascada evite as sementes murchas e com manchas escuras. Isso significa que estão armazenadas por muito tempo e o sabor pode estar amargo.
Evite comprar avelã triturada ou pasta de avelã. Faça esta preparação em casa. O sabor é bem mais agradável.
As avelãs com casca podem ser guardadas em temperatura ambiente e em local ventilado por até seis meses. Já as descascadas devem ser guardadas na geladeira e em recipiente fechado.
Como a avelã é um alimento rico em gordura, nutriente que oxida com mais facilidade é recomendado guardar a avelã descascada protegida do ar, evitando a rancificação da semente. Avelãs rancificadas ou oxidadas ficam com sabor mais marcante e amargo.
O sabor da avelã fica mais agradável sem a pele encontrada junto à semente. Para facilitar a sua retirada toste as sementes em uma frigideira sem parar de mexer. Depois de fria esfregue-as usando um pedaço de pano.
Outra opção para tirar a casca é cozer o grão em água. Assim a pel sai com facilidade.
A avelã sem casca pode ser usada para preparar pasta ou farinha, muito usada no preparo de bombons, tortas e de chocolate.
Fonte: www.bebaleite.com.br

A avelã é um produto singular. Um estudo da Universidade
de Georgetown, de Washington, recomenda consumir 25 avelãs por dia para reduzir
o risco de doenças cardiovasculares. O valor da avelã reside na sua particular
composição em ácidos gordos, contendo mais ácido oleico que o azeite.
É por isso que devemos incluir a avelã num menu completo da dieta mediterrânica?
Sim, sem dúvida alguma. A avelã é uma grande fonte de minerais, especialmente
de magnésio e potássio, necessários para um correto desenvolvimento do funcionamento
muscular.
Por outro lado, é um alimento rico em fibra, vitaminas e antioxidantes,
o que torna este fruto tão pequeno num enorme contentor de todos os nutrientes
necessários para a nossa saúde.
Quando comemos avelãs...
Costumamos pensar que estamos a comer muitas calorias. E é verdade: o consumo
da avelã traduz-se num alto teor calórico.
Mas poucas pessoas sabem que a composição particular deste fruto produz um comportamento específico no nosso corpo (segundo as conclusões de estudos científicos): após o consumo de avelãs, o corpo, de forma natural, tende a compensar nas refeições posteriores a proporção de calorias a consumir.
Ou seja: a ingestão de avelãs transmite-nos uma sensação de saciedade suficiente para, voluntariamente, reduzirmos o consumo de alimentos calóricos nas refeições posteriores.
Por seu turno, a energia utilizada para digerir as avelãs e o processo de absorção dos alimentos contribui para reduzir a sensação de fome.
Por esta razão, podemos dizer que a avelã nos ajuda a sentirmo-nos
mais satisfeitos e a regular a necessidade de comer entre refeições.
Ferrero e a avelã
A avelã é um dos frutos mais típicos e característicos das
colinas que rodeiam Alba, na zona de Piamonte, onde a Ferrero tem as suas
origens. Naturalmente, a tradição gastronómica da zona manteve-se no desenvolvimento
dos seus produtos, e com ela os valores deste fruto tradicional.
Esta união com a tradição e as origens é inalterável nos produtos Ferrero: os seus sabores e as emoções que evocam tornam-nos únicos e identificáveis e fazem com que a marca perdure no tempo.
Fonte: www.nutella.pt

A avelã é uma boa fonte de fibras, de cálcio, de ferro, de fósforo, de potássio, de magnésio, de enxofre, de sódio, de tiamina, de ácido fólico e de vitamina E.
É, portanto, muito nutritiva e energética, antioxidante e vermífuga.
Recomenda-se em casos de diabetes, tuberculose e hipertensão. É ainda aconselhada a desportistas, grávidas e adolescentes. Rica em arginina, que tem a capacidade de modificar a actividade dos receptores do colesterol, pode reduzi-lo e servir de regulador lipídico.
Na antiguidade, era utilizada principalmente para combater crises de rins, pois atribuíam-lhe a capacidade de dissolver os cálculos. O pólen das flores de aveleira é também um bom remédio para combater a epilepsia.
Este fruto contém ainda inibidores de protease, que têm uma reconhecida acção anticancerígena. As folhas têm uma acção anti-inflamatória e adstringente, sendo recomendada como tónico venoso em situação de varizes, fragilidade capilar e edemas causados por insuficiência venosa.
Este fruto é ainda anti-diarreico e em uso externo alivia varizes, úlceras, hemerróides e inflamações orofaríngeas. Na culinária, as avelãs são consideradas a mais digestiva das oleaginosas.
Este fruto combina bem com pratos de aves e caça, pode ser usado para guarnecer pratos de peixe e crustáceos e é também muito utilizado na confecção de sobremesas, de bolos, de biscoitos e de cremes. Aconselha-se a conservação do miolo de avelã no frigorífico para evitar que rance.
O seu valor nutritivo será ainda mais preservado se guardar as avelãs com casca e descascá-las só no momento de as utilizar. A manteiga de avelã é mais digestiva que a própria avelã. Em pastelaria, dá uma consistência mais cremosa que a avelã em pó e fica deliciosa barrada no pão.
As aveleiras protegem e alimentam a vida selvagem. Podem plantar-se como plantas ornamentais, ou para sombreamento de outras plantas.
As aveleiras em árvores ou arbustos são benéficas para as pastagens e noutros locais para afastar as moscas. As vacas gostam de mordiscar as suas folhas o que aumenta a quantidade de gordura no leite, enquanto que os taninos actuam como agente de limpeza do seu aparelho digestivo.
Nos humanos, no entanto, estes mesmos taninos podem irritar a mucosa do estômago. Tenha em atenção que os taninos encontram-se apenas nas folhas. Os frutos consumidos com moderação são um excelente suplemento alimentar. Em fitoterapia, utilizam-se as as folhas e os frutos e por vezes a casca. As folhas são muito rica em taninos e flavonóides. Os frutos contém entre 13 a 16% de proteínas.
As avelãs eram já conhecidas e muito utilizadas na antiguidade.
Existem vários documentos egípcios onde a avelã era mencionada como tendo propriedades terapêuticas, tanto o fruto como o óleo extraído ou as próprias folhas.
Sabe-se também que entrava na alimentação dos povos
pré-históricos, existindo já na era terciária, tendo-se encontrado numerosos
fósseis de folhas e resíduos de frutos em túmulos neolíticos. Era muito apreciada
por gregos e romanos.
Na China, este fruto é cultivado há mais de 5 mil anos. Outrora acreditava-se que uma haste de aveleira em forquilha tinha poderes sobrenaturais. Os romanos descrevem as qualidades mágicas dos ramos desta planta para procurarem água no solo e detectar a presença de minerais preciosos.
A aveleira (Corylus avellana L.), da família das coriláceas (betuláceas), é um arbusto alto, podendo atingir até 5 metros de altura. Apresenta rebentos revestidos de pêlos glandulosos, folhas moles, ovais, terminadas em ponta, duplamente serradas, alternas e pubescentes quando jovens.
Cresce um pouco por toda a Europa, excepto no extremo Norte, na Ásia Ocidental e Central e no Norte de África. Em Portugal, é cultivada sobretudo na região Norte. Encontra-se em matas e bosques, mas também em parques e jardins, margens de riachos e sebes.
Fernanda Botelho
Fonte: mulher.sapo.pt