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Ayrton Senna

Ayrton Senna da Silva não foi apenas um grande piloto de Fórmula-1. Ele foi o maior ídolo de um país tão carente de ídolos como o Brasil. Todo brasileiro lembra-se de, pelo menos uma vez, ter acordado domingo de manhã para ver alguma corrida de Senna pela TV. Ou de ter ficado acordado madrugada a dentro torcendo por mais um título mundial. Aos 34 anos de idade, tricampeão mundial de Fórmula-1, detentor de 41 vitórias (segunda melhor marca da F-1) e 65 pole positions - recorde absoluto na categoria - em 11 anos de carreira, Senna morreu da forma como sempre gostou de viver: guiando em alta velocidade. Suas vitórias e seus momentos mais gloriosos, como nas duas vitórias em GPs Brasil (1991 e 1993), e em tantos outros circuitos, sempre com a bandeira brasileira em punho, jamais serão esquecidos. Portanto, trazemos aos nossos usuários a GALERIA AYRTON SENNA. Com todos os números, dados pessoais, títulos e curiosidades sobre um dos maiores ídolos do esporte mundial.

Ayrton Senna

Você sabia que Ayrton Senna conquistou sua primeira vitória na F-1 em Portugal em 1985, com uma Lotus/Renault? E que, depois disso, jamais voltou a vencer no Estoril?

Que seu primeiro pódio foi no GP de Mônaco, em 1984, guiando uma Toleman/Hart? Senna chegou em segundo lugar, e só não venceu a corrida por questão de metros.

Que Senna é o maior vencedor da história do GP de Mônaco? Ele conquistou seis vitórias nas ruas de Monte Carlo, quebrando o histórico recorde de cinco vitórias do inglês Graham Hill, tornando-se o "Mr. Mônaco".

Que, apesar de ser rapidíssimo em treinos, chegando a conquistar 65 pole positions em sua carreira, Senna obteve apenas 19 voltas mais rápidas em corridas?

Ayrton Senna

Que em sua última corrida pela McLaren, em Adelaide (AUS) em 1993, Senna venceu e deu à escuderia a supremacia sobre a Ferrari em número total de vitórias na F-1?

Dados gerais

Nascimento: 21 de março de 1960, em São Paulo, Brasil.
Falecimento: 01 de maio de 1994, em Ímola, Itália.
Títulos mundiais: 3 (1988, 1990 e 1991).
Equipes pelas quais correu: Toleman, Lotus, McLaren e Williams
GPs disputados: 161

AYRTON SENNA - Trajetória

Ayrton Senna da Silva nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960. Entre os amigos, tinha um apelido: Beco. Quando pequeno, Senna tinha alguns problemas motores, o que acabou retardando seu desenvolvimento físico. Estes problemas, entretanto, lhe ensinaram que a perseverança poderia fazer com que ele superasse obstáculos e dificuldades. Aos 7 anos, entretanto, um fato inusitado mostrou que ele havia nascido para vencer nas pistas. Aproveitando-se de um descuido de seu pai, Ayrton, que passava o carnaval em Itanhaém (SP), entrou no carro da família e, sem que ninguém jamais o tivesse ensinado a dirigir, deu partida e saiu guiando. E só foi parado por um policial, que declarou, mais tarde, que o menino mal conseguia alcançar os pedais.

Senna sempre teve adoração por automobilismo. Tanto que, em redações feitas na escola primária, já se descrevia como um piloto de Fórmula-1. Aos 13 anos estreou em corridas, vencendo a primeira prova de kart realizada em Interlagos. Estava dado o primeiro passo do piloto Ayrton Senna rumo às pistas nacionais e internacionais.

Correndo em karts, Senna só não sagrou-se campeão mundial. Entre 1978 e 81 foi o campeão brasileiro. Em 1977 e 78, campeão sul-americano. Ainda em 78, partiu para a disputa do mundial de kart. Foi 6º em seu ano de estréia. Nos dois anos seguintes (1979 e 80), foi vice-campeão mundial. Em 1981 e 82, classificou-se respectivamente em 4º e 14º lugar no mundial de kart.

Trajetória

Ayrton Senna da Silva nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960. Entre os amigos, tinha um apelido: Beco. Quando pequeno, Senna tinha alguns problemas motores, o que acabou retardando seu desenvolvimento físico. Estes problemas, entretanto, lhe ensinaram que a perseverança poderia fazer com que ele superasse obstáculos e dificuldades. Aos 7 anos, entretanto, um fato inusitado mostrou que ele havia nascido para vencer nas pistas. Aproveitando-se de um descuido de seu pai, Ayrton, que passava o carnaval em Itanhaém (SP), entrou no carro da família e, sem que ninguém jamais o tivesse ensinado a dirigir, deu partida e saiu guiando. E só foi parado por um policial, que declarou, mais tarde, que o menino mal conseguia alcançar os pedais.

Senna sempre teve adoração por automobilismo. Tanto que, em redações feitas na escola primária, já se descrevia como um piloto de Fórmula-1. Aos 13 anos estreou em corridas, vencendo a primeira prova de kart realizada em Interlagos. Estava dado o primeiro passo do piloto Ayrton Senna rumo às pistas nacionais e internacionais.

Correndo em karts, Senna só não sagrou-se campeão mundial. Entre 1978 e 81 foi o campeão brasileiro. Em 1977 e 78, campeão sul-americano. Ainda em 78, partiu para a disputa do mundial de kart. Foi 6º em seu ano de estréia. Nos dois anos seguintes (1979 e 80), foi vice-campeão mundial. Em 1981 e 82, classificou-se respectivamente em 4º e 14º lugar no mundial de kart.

Em 1981, Senna partiu para mais um desafio: o Campeonato Inglês de Fórmula Ford-1600. Assinou com a equipe Van Diemen e disputou dois campeonatos simultâneos: RAC (Royal Automobilism Club) e Toensede Thorensen. Venceu ambos, com uma campanha sensacional: em 19 provas, conquistou 11 vitórias, quatro segundos lugares, um terceiro, um quarto e um quinto. Fez duas pole positions e 10 voltas mais rápidas.

No ano seguinte, Senna deu mais um passo em sua carreira: foi disputar a Fórmula 2000, nos campeonatos inglês e europeu, pela equipe Rusher Green. Após 28 provas, sagrou-se campeão com nova demonstração de talento: 21 vitórias e dois segundos lugares, além de 13 pole positions e 22 voltas mais rápidas.

Ainda em 1982, Senna estreou na Fórmula-3, último passo antes da F-1. Já na estréia, o brasileiro fez a pole position, venceu e estabeleceu a volta mais rápida da prova. Mas não conquistou o campeonato. O título veio em 1983, com 13 vitórias e dois segundos lugares em 20 provas. Na categoria, ele acumulou 14 pole positions e 13 voltas mais rápidas.

Com estas credenciais, Senna conseguiu um contrato na Fórmula-1 pela equipe Toleman, que apesar de pequena, acenava com a oportunidade que o brasileiro tanto sonhava.

A estréia na F-1 foi no dia 25 de março de 1984, no GP do Brasil, em Jacarepaguá, ao volante de uma Toleman/Hart. Apesar dos problemas que o levaram a abandonar a corrida de estréia, Senna mostrou talento e marcou pontos nas duas provas seguintes: África do Sul e Bélgica. Mas a maior emoção do ano ficaria por conta do GP de Mônaco. Disputada sob chuva torrencial, a corrida estava ameaçada de ser suspensa. Ayrton Senna pressionava Alain Prost, então campeão mundial que corria com a McLaren. Vendo que Senna certamente venceria a prova, o belga Jack Ickx encerrou o GP momentos antes de Senna ultrapassar o francês. Como a prova foi encerrada prematuramente, os pontos foram distribuídos pela metade. Senna recebeu 3 pontos e Prost 4,5. Ao final da temporada, Prost perdeu o campeonato para Niki Lauda por apenas 0,5 ponto. Caso tivesse chegado em segundo lugar, Prost teria sido campeão do mundo.

Senna terminou sua primeira temporada em 9º lugar com 13 pontos em 15 provas disputadas (ele não se qualificou para disputar o GP de San Marino).

Em seu segundo ano, 1985, Senna assinou com a Lotus, equipe de maior porte que lhe possibilitaria almejar vitórias no campeonato, algo impossível com a Toleman. E assim foi. Em Portugal, no dia 21 de abril, também sob chuva, Senna fez uma corrida perfeita, largando na pole position, liderando a prova de ponta a ponta e fazendo a melhor volta. Era a primeira vitória do brasileiro na F-1. No campeonato, Senna conseguiu uma melhora considerável de rendimento, marcando 38 pontos e terminando em 4º lugar.

Em 1986, Senna continuou a se destacar. As vitórias começaram a surgir na Lotus, e ele passou a ser considerado não mais uma promessa, mas um piloto que cedo ou tarde conquistaria um campeonato mundial. Naquele ano, terminando também em 4º lugar, mas com 55 pontos, Senna se preparava para conquistar seu primeiro título na F-1, sentindo que ele não tardaria a chegar.

Em 1987, com o domínio das Williams de Nélson Piquet e Nigel Mansell, Senna tentou ao máximo levar sua Lotus, já com motores Honda, aos primeiros lugares. Foram duas vitórias e uma pole position. Terminou o campeonato em 3º lugar, atrás apenas de Piquet e Mansell. Mas o melhor da temporada foi o contrato que assinou com a McLaren. A partir de então, Senna passaria a contar com um equipamento de ponta graças a um acordo de exclusividade para fornecimento de motores fechado com a Honda.

Com a motivação redobrada pelos bons treinos realizados com o novo equipamento, Senna estreou na nova equipe em 1988, tendo como companheiro o já bicampeão mundial Alain Prost, vencedor dos dois últimos mundiais, ambos pela McLaren.

Graças a este verdadeiro time dos sonhos, a McLaren dominou completamente o campeonato de 1988, vencendo 15 das 16 provas, e Senna estabeleceu o recorde de 13 pole positions em uma única temporada. Para fechar o ano com chave de ouro, o brasileiro venceu oito provas - contra sete de Prost - e sagrou-se campeão mundial de F-1 pela primeira vez. A corrida decisiva aconteceu em Suzuka (JAP), e Senna, que teve problemas na largada, fez uma prova memorável, conquistando a vitória e o título.

O ano seguinte, 1989, também foi amplamente dominado pelas McLaren, que não tinha concorrentes. O campeonato seria decidido novamente entre Senna e Prost. O francês chegou ao GP do Japão com vantagem. Caso nenhum dos dois terminasse a prova, o título iria para Prost. O francês liderava a corrida e Senna tentava de todas as formas ultrapassá-lo. Até que, na 46ª volta, Senna fez o ataque definitivo. Prost bloqueou sua passagem e o choque foi inevitável. Prost imediatamente saiu do carro, mas Senna, pegando um atalho por entre a proteção da pista, voltou à prova.

Após parar no boxe para consertar o spoiller dianteiro, afetado no choque, Senna partiu em perseguição a Alessandro Nannini, que liderava a prova. Faltando poucas voltas para o final, Senna conseguiu ultrapassar Nannini no mesmo ponto em que havia tido o acidente com Prost, e venceu a corrida. A direção da prova, entretanto, desclassificou o brasileiro, alegando que ele utilizou um atalho para continuar na prova. Prost sagrava-se campeão pela terceira vez, com a ajuda de Jean Marie Balestre, o então presidente da FIA.

A temporada de 1990 foi marcada pela ida de Prost para a Ferrari, e pela chegada do austríaco Gerhard Berger na McLaren. Senna tinha todas as condições de ser bicampeão, já que a Ferrari apresentava problemas no desenvolvimento do carro. Mas Prost, com grande maestria, levou a Ferrari à disputa do título mundial. A decisão seria novamente em Suzuka, e a largada, com Senna e Prost na primeira fila, prometia ser emocionante. A situação era inversa em relação a 1989. Senna estava na frente no campeonato, e caso nenhum dos dois terminasse a prova, o brasileiro seria campeão. Assim que a luz verde foi acesa, Prost, que estava na pole position, pulou na frente, e Senna manteve-se na segunda posição. Mas, no início da primeira volta, Senna provocou um acidente com Prost, tirando o francês da pista e também deixando a prova. O bicampeonato de Senna estava garantido, mas sem o mesmo brilho de 1988.

Em 1991, a McLaren manteve sua hegemonia. Pela primeira vez as vitórias valeriam 10 pontos. Senna começou arrasador, com quatro vitórias nos quatro primeiros GPs da temporada. Mas a Williams, com Nigel Mansell e Riccardo Patrese, começava a mostrar força. A vitória mais emocionante de Senna no ano foi no GP Brasil, prova que o piloto ainda não havia vencido. Com problemas mecânicos durante mais da metade da corrida, Senna teve que conduzir seu McLaren com apenas a sexta marcha, resistindo à aproximação de Patrese. No final, completamente esgotado, Senna mal teve forças para sair do carro. No pódio, para delírio da torcida, o piloto comemorou como se tivesse conquistado um título.

Com a vantagem conseguida nas primeiras provas, Senna passou a administrar a liderança do campeonato, compensando no braço a superioridade tecnológica dos carros da Williams. O final da temporada não foi tão emocionante como os anteriores, mas deu ao brasileiros seu terceiro título, com 96 pontos, contra 72 de Mansell.

Os anos de 1992 e 1993 foram ruins para o piloto brasileiro. Ainda na McLaren, Senna não conseguia mais conter as Williams, que dominaram completamente as provas. Nos bastidores, ele mantinha conversas com Frank Williams e os rumores da transferência do brasileiro para a equipe inglesa eram cada vez mais fortes. Até que, em meados de 1993, após mais uma vitória no GP do Brasil, Senna anunciou oficialmente sua ida para a equipe, terminando com um casamento de seis anos com a McLaren. Mas antes de se despedir de sua principal equipe, Senna conquistou a sexta vitória em Mônaco e, em sua última prova pela McLaren, em Adelaide, Austrália, Senna venceu e deu à equipe a supremacia em total de vitórias sobre sua mais tradicional rival, a Ferrari

O sonho de pilotar a Williams acabou em três provas, com três pole positions mas sem receber nenhuma bandeirada de chegada. Num fatídico Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, o melhor piloto de todos os tempos encontrou a morte ao bater de frente num muro de proteção. As investigações que se seguiram ao acidente revelaram que seu capacete foi perfurado por uma haste da suspensão dianteira, causando a morte cerebral do piloto, que faleceu pouco depois de chegar ao hospital.

Seu corpo foi recebido no Brasil por uma multidão órfã de seu maior ídolo, que o velou na Câmara de São Paulo e o acompanhou pelas ruas da cidade até o local do enterro, reservado à família e aos amigos próximos. A cena do caixão carregado pelos campeões mundiais Émerson Fittipaldi, Jackie Stewart e Alain Prost, acompanhados de Berger, Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi, resumiu o que o brasileiro representou para a mais nobre categoria do automobilismo mundial.

Fonte: www.lochasracing.hpg.ig.com.br

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