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FOGO DE CHÃO

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Não é mágica, truque ou ilusionismo, o fogo sai da terra como se viesse direto das profundezas do inferno. Mas não se trata de um fenômeno sobrenatural, é apenas a manifestação do planeta, expelindo os gases emanados de suas entranhas numa forma de arroto que, em contato com o ar, entra em combustão, provocando as labaredas. Estamos falando do Azerbaijão, um dos países mais ricos em gás natural e petróleo.

Esse fenômeno pirotécnico ainda se manifesta em várias partes do planalto iraniano e foi citado por Marco Pólo em seu diário de viagem pela rota da seda, no século 12, uma vez que o Azerbaijão também estava no caminho das caravanas.

TEMPLO ZOROASTRA – ATESHGYAKH

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Esse efeito natural nem sempre foi encarado como conseqüência física ou química da natureza. Há aproximadamente três mil anos, adeptos da seita zoroastra, chamados de “adoradores do fogo” acreditavam que esse fogo emanado da terra era uma manifestação divina. Os templos religiosos do zoroastrismo, onde celebravam rituais, cerimônias e cultos, eram construídos em torno das emanações e são conhecidos como templos do fogo. Ainda hoje, a parte mais importante do templo é a câmara onde se conserva o fogo sagrado que arde numa pira metálica colocada sobre uma plataforma de pedra.

BERÇO DE OURO

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A histórica terra do Azerbaijão está situada sobre um lençol de petróleo muito próximo da superfície.Em razão dessa característica geográfica, poças de petróleo afloram na superfície do terreno por todo o país, especialmente na orla marítima.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE; A NATUREZA QUE O DIGA!

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Essa dádiva da natureza não trouxe apenas riqueza para o país, mas dramáticas conseqüências, como a grande poluição visual e ambiental, principalmente do Mar Cáspio. Por toda a costa, a perder de vista, erguem-se milhares de torres de prospecção de petróleo, das quais, centenas delas estão abandonadas e enferrujadas sobre poças do precioso líquido, mais parecendo um mar negro de sucatas.

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A área do mar Cáspio, que banha a cidade de Baku, capital do Azerbaijão, é considerada pelos cientistas a área de maior devastação ecológica do mundo devido à severa poluição do ar, da água e dos solos. A poluição dos solos resulta de derivados do petróleo, do uso de DDT como pesticida e também dos desfoliantes tóxicos usados na produção de algodão. Sobre as águas da Baía de Baku (a mais poluída do mundo), flutua uma nata de produtos químicos e orgânicos poluentes.

“SOLTANDO GASES"

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Além dos gases que saem da terra em forma de fogo, existe na região de Qobustan a chamada FLATULÊNCIA GEOGRÁFICA, uma das mais incomuns manifestações de vida do nosso planeta. Trata-se de crateras no solo, com aparência de caldeirões borbulhantes, que expelem barro vulcânico em temperatura ambiente, cientificamente chamado “palcik vulcanlar” ou, popularmente, acne geológico.

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Esse “acne geológico” é causado por sedimentos moles e não consolidados abaixo da bacia do mar Cáspio que, misturados com a água ,o gás e o óleo do sub solo borbulham na superfície em forma de lama líquida.

O Azerbaijão é um dos lugares mais antigos da civilização no planalto iraniano. Ela fazia parte do império persa. A língua oficial é o Azeri, uma ramificação do turco.

Do tamanho de Portugal, o Azerbaijão está localizado no Cáucaso entre o Irã e a Rússia às margens do mar Cáspio,. O norte do país é ocupado por montanhas que chegam até 4.500 metros. As férteis encostas são recobertas de pastagens, plantação de algodão e de grãos. Já na costa central do Cáspio fica a barreira semi desértica.

COLCHA DE RETALHOS

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BAKU é a capital e a maior cidade do Azerbaijão. Considerando sua arquitetura, é uma verdadeira colcha de retalhos. O complexo da cidade velha é uma mistura de monumentos e palácios medievais, mansões do século 19, construídas durante a “corrida” do petróleo, e também algumas monstruosidades arquitetônicas da era soviética.

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A cidadela é contornada por muralhas, com vários portais de acesso. Andar pelas ruelas e desvendar o mercado de antiguidades, tapetes e artesanato é voltar ao tempo das antigas caravanas da seda. Aliás, por estar na rota dos antigos mercadores, Baku era um ponto de parada das caravanas.

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Ainda hoje existe a construção original do século 14 que servia de alojamento aos mercadores e seus camelos.

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Hoje, esta belíssima construção em pedra funciona como restaurante, onde são servidos pratos típicos ao som de cânticos e danças azeris.

QOBUSTAN : TESTEMUNHO DE UM PASSADO DISTANTE

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Além das riquezas do solo, existe um sítio arqueológico no Azerbaijão que é um verdadeiro tesouro nacional: são os antiqüíssimos petroglifos de QOBUSTAN, considerados os mais bem elaborados do mundo com inscrições em pedra, datadas dos séculos 12 a 8 antes de Cristo.

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Usar e desfrutar da natureza sem destruí-la, foi o exemplo que os homens da pré-história nos deixaram. E nós, que exemplo deixaremos para os homens do futuro? Será que a terra tem, mesmo, um futuro?

Fonte: www.saojosedoscampos.com.br

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HIstória de Azerbaijão

Os restos arqueológicos encontrados na zona datam do Paleolítico. Desde a pré-história, a Comunidade de Estados Independentes tem sido um terreno habitual de passagem entre oriente e ocidente. Tem encontrado restos de escitas, sármatas do século VII aC., godos e hunos no III dC. e membros de tribos eslavas que, no século VII, conseguem fazer-se com o território, que hoje ocupa o centro da Rússia e embora tenha se mantido até nossos dias, tiveram de lutar com kázaros e vikings, que também obtiveram uma parte do território.

Os Eslavos

Perante a chegada dos vikings, os eslavos juntaram-se criando, no século IX, o seu próprio domínio desde o que se extenderam a Kiev, ocupando as atuais BielorRússia, Ucrânia e parte da Rússia. A Rus de Kiev foi adquirindo cada vez mais poder vencendo aos kázaros, chegando inclusive a ameaçar o Império Bizantino. No ano 988, a Rus converte-se ao cristianismo propiciando o acercamento com os estados europeus e a criação de uma autêntica cultura russa herdeira da eslava, do alfabeto cirílico que segue a funcionar nos nossos dias e das influências de Bizâncio que decai ostensivamente a partir do 1054, quando rompem-se as relações entre Roma e o Império Bizantino. Esta ruptura consiguiu que o isolamento fosse maior potenciando as relações interiores entre Igreja e Estado, durante o governo de Yaroslav o Sábio. Após a sua morte, produz-se uma fragmentação do poder e do território.

A Presença dos Tártaros e os Czares

Outras cidades tomam o relevo sendo Vladimir a mais importante e da que emprende-se a união do território russo. O príncipe governante em Vladimir, Yuri Dolgoruki, é o fundador de Moscou, no ano de 1156. As lutas entre os russos favoreceram a invasão dos tártaros que instalaram-se em Saraj. Moscou foi um fiel aliado dos invasores pelo que consiguiu aumentar o seu poder, além de que a sua situação geográfica influiu, pois encontrava-se no centro, onde passavam todas as rotas comerciais com Ásia. Este apoio finalizou no século XV, quando Moscou derrota às forças tártaras, anexando Novgorod, deixa de pagar o tributo ao Kam e reconquista os terrenos ocupados pelos lituanos. Uma vez consolidado o território, era necessário consolidar a economia, assim os camponenses tinham de pagar cada vez mais impostos e em troca obtinham leis, que concediam-lhes cada vez menos direitos, em favor dos seus senhores, chegando a converter-se em servos da gleba. Por outra parte, os governantes deixaram de lado a antiga aristocracia para outorgar a propriedade das terras àqueles homens que não duvidaram em combater ao seu lado, acabando assim com as heranças. Ivan III se auto proclamou czar no século XVI, convertendo o seu reinado no último bastião ortodoxo do mundo. O sucessor Ivan IV, conhecido mundialmente como O Terrível, conseguiu consolidar o poder autocrático dos czares de maneira indiscutível, através de contínuas guerras e de uma persiguição desumana, contra os boyardos, membros da antiga aristocracia. Após a sua morte, Moscou estava seriamente debilitada em todos os aspectos.

A sucessão de Ivan o Terrível, deu lugar a numerosos conflitos internos, que não terminaram até 1613, com o nomeamento de Mijail Romanov, cujos descendentes governaram Rússia até 1917. Durante este período os camponenses pioraram ainda mais a sua condição, foi conquistada Sibéria, anexaram parte da Ucrânia e Kiev, produziram-se múltiplos conflitos bélicos e religiosos e, foi incrementada a abertura para o ocidente da mão de Pedro I o Grande, de uma maneira absolutamente sanguinária. No interior do país promulgaram leis que condenavam com a morte àquelas pessoas, que não vestiam roupas ocidentais ou não aparavam as barbas e, desapropiaram a maior parte dos bens da Igreja ortodoxa. Mudou a capital do estado para uma cidade recentemente criada, São Petersburgo. Com a morte do czar em 1725, chegou o conhecido como reinado das czarinas, que supos uma volta às tradições e a consolidação da Rússia, como potencia mundial.

O século XIX

O século XIX começa com o nomeamento de Alexandro I como czar. Foi ele quem consiguiu vencer a invasão das tropas de Napoleão em 1812 graças ao duro inverno ruso. Os sucessores continuaram com as guerras expansionistas, enquanto no interior, a parte de uma tentativa de abolir a servidão da gleba por parte de Alexandro II que morreu assasinado, a situação deteriorava-se cada vez mais. A princípios do século XX sucedem-se as ondas revolucionárias, que obrigam a Nicolás II a outorgar uma constituição em 1906. Quando estoura a Primeira Guerra Mundial, Rússia alia-se com a Inglaterra e a França, desde o primeiro momento, sofrendo a invasão da Polônia pelas tropas alemãs.

O Comunismo e a Segunda Guerra Mundial

Em 1917 começa a Revolução Russa, que acabou com o poder dos czares e a transformação do país na União de Repúblicas Socialistas Soviéticas. Com a morte de Lenim, em 1924, a economia sofre um forte retrocesso, enquanto que o governo passa às maõs da troika, Kamenev, Zinoviev e Stalin. Este último consegue fazer-se com o poder expulsando aos outros dois membros da troika. Durante este período a economia russa, revitaliza-se através de uma forte industrialização, posta em marcha no primeiro plano quinquenal e, a estabilização das relações diplomáticas que culminaram com a entrada na Sociedade de Nações, em 1934. De 1936 a 1938 Stalim realiza uma minuciosa depuração do regime, acabando com qualquer mostra de dissidência para seu trabalho, inicia o II plano quinquenal e põe em andamento o III que é interrompido pela invasão alemã na Segunda Guerra Mundial que ao finalizar divide o poder político mundial em dois bandos: os Estados Unidos e Rússia, iniciando a Guerra Fria.

Depois da morte de Stalin

Com a morte de Stalin em 1953, a diplomacia russa adquire uma importância enorme cujo objetivo é conseguir a coexistência pacífica das potencias. Não foi fácil, entre outros incidentes o muro de Berlim, em 1961 e a crise em Cuba, em 1962, estiveram perto de ocasionar uma guerra, que teria efeitos catastróficos. Com a chegada de Brezhnev, em 1964, inicia-se uma intensificação de relações com os outro países do leste, seguindo a linha marxista mais pura. A situação mundial tensiona-se cada vez mais, a China começa um processo de abertura para o capitalismo, que não gosta nada da URSS, a invasão do Afganistão provoca uma séria crise, com os Estados Unidos, que agrava ainda mais, com a instalação, em 1983, dos primeiros mísseis em solo europeu, para potenciar a política de força comandada pelo Presidente Reagan. Andropov e Chernenko continuam na mesma linha, mas com a chegada ao governo russo de Gorvachov, em 1985, tudo começa a mudar.

O princípio das mudanças

Os presidentes norte-americano e russo, Reagan e Gorvachov, reunem-se pela primeira vez em Genebra em novembro de 1985. Os frutos percebem-se claramente no interior da União Soviética, produzindo uma clara abertura, assim como uma menor pressão ao resto dos países do leste, no exterior as relações diplomáticas com ocidente melhoram notavelmente culminando com a assinatura da eliminação dos euro mísseis e a retirada das tropas russas do Afganistão. Porém, esta abertura não foi fácil para Gorvachov, múltiplas críticas do setor mais reacionário, movimentos independentistas em distintas repúblicas e o Golpe de Estado falido de 1991, que acabou com a proibição do Partido Comunista da União Soviética, melhorando notavelmente a credibilidade no interior do país, a favor de Boris Yeltsin, atual presidente russo. Gorvachov destitui o dia15 dezembro de 1991, criando o dia 21 desse mesmo mês, a Comunidade de Estados Independentes. A CEI está composta por 11 repúblicas da antiga URSS: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Kazajstán, Kirguizistán, Moldavia, Rússia, Tadzhikistán, Turkmenistán, Ucrânia e Uzbekistán. Nos acordos de constituição todas elas cederam à Rússia o controle do armamento nuclear estratégico e BielorRússia e Ucrânia assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear comprometendo-se a eliminar as armas nucleares do seu território. A situação da CEI não está ainda, claramente definida, com uma economia francamente deteriorada e problemas políticos sérios na Rússia tudo está ainda no ar.

Fonte: www.viajarbajoprecio.com

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