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Azulão



 

Passerina brissonii

Características

Mede 15,5 cm de comprimento, é um pássaro belíssimo e também excelente cantor.

Habitat

Campos e proximidades de matas.

Ocorrência

Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

Hábitos

O casal troca alimento, quando um deposita no bico do outro sementes já descascadas.

Alimentação

Sementes

Reprodução

Reproduzem-se na primavera-verão, construindo o ninho a pouca altura do solo.

Ameaças

Destruição do habitat e caça para o tráfico de animais para atender apreciadores de pássaros canoros que os mantém em gaiolas.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Azulão

Esta espécie além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso.

Esta espécie além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso. Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim ainda verdes; pequenas frutas silvestres e todo tipo de insetos, o bico é forte, mas aprecia muito as comidas macias. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade. Em nosso Estado é considerado uma espécie de rara ocorrência.

Fonte: www.avedomestica.com

 

Azulão

Criação

Iremos falar agora sobre a criação de “AZULÃO”, compreendendo as três formas diversas ocorrentes no Brasil. Como sempre, vamos adotar a classificação de Sybley, que cita quatro subespécies: Cyanocompsa cyanoides, C. brissonii, C. parellina e C. glaucocaerulea. Eles existem em quase todos os países da América. Consideramos como o C.brissonii, o existente de Goiás em direção ao Sul do Brasil até a Argentina, 16 a 17 cm – mais longilíneo, o macho adulto possue penas azul escuro e fêmea de penas marrom cor de terra; o C.cyanoides o do Nordeste brasileiro até a América Central, 16,5 a 17,5 cm– mais corpulento, o macho adulto possue penas azul claro e a cabeça bem esbranquiçada; a fêmea de penas marrom claro; o C. glaucocaerulea, é o AZULINHO, menorzinho de 13 a 14 cm, e população bem mais restrita, ocorre no Sul do Brasil de Santa Catarina até a Argentina.

O C. parrellina existe na América Central e não no Brasil. Estão, como não podia deixar de ser, também ameaçados de extinção, especialmente pela caça predatória e pela degradação do meio-ambiente. No Centro Sul do Brasil, procriam na natureza, do início da primavera até o início do outono, ou seja; de setembro a março. A partir desta época, param de cantar, fazem a muda anual e juntam-se em bandos, os adultos e os jovens.

Este procedimento os ajuda na tarefa de alimentação nos meses de escassez. Seu ambiente natural preferido são as grotas, os brejo, as bordas de matas e as florestas ralas, sempre por perto de muita água. A verdade é que eles não são exigentes com o habitat, adaptam-se bem em variados tipos de locais. Quando no processo de reprodução, torna-se um pássaro extremamente territorialista, cada casal demarca a sua área e não permite a presença de outros adultos da mesma espécie; o macho canta intermitentemente a todo volume para delimitar o seu espaço. O AZULÃO, além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso. De modo recente, tem despertado interesse para a criação doméstica.

Daí, como se faz com os outros passeriformes é preciso a intensificação da reprodução para suprir a demanda. A Lei 5.197, está em vigor e ela diz que o animal silvestre é propriedade do estado e é proibida a sua captura. Contudo, notadamente com objetivos de preservação, a sociedade permite que se conviva com eles desde que sejam nascidos em criatórios domésticos, e os que estão já cativos são plenamente suficientes para o incremento da reprodução.

As Portarias do IBAMA, a 118 (para profissionais) e a 057 (para hobistas), estabelecem condições para a procriação. Só falta, então, entrarmos em ação e mãos à obra, para reproduzir o AZULÃO. Quem sabe, no futuro, poderemos efetuar os necessários repovoamento; com este pássaro é muito fácil fazê-lo. Tem-se tido notícias de vários criadores, embora de criação ainda um tanto esparsada; o certo é que ele procria com muita facilidade, é de fácil manejo, muito dócil e manso; dos passeriformes, é o mais manso de todos, muitas vezes, aceita ser pego pela mão de determinada pessoa e não demonstra nenhum medo.

Dificilmente suas unhas crescem. Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim de preferência, ainda verdes; pequenas frutas silvestres e adoram todo tipo de insetos, o bico é forte mas aprecia muito as comidas macias. Seu canto é muito mavioso e pode ser dividido em dois tipos: a) o canto normal – compõe-se de uma frase de cerca de 10 notas repetindo um som tipo “tifliu”- em variados tons, este é o canto usual e corriqueiro; são inúmeros dialetos, cada região tem um, ou mais longo ou mais melodioso que o outro; b) a surdina, mata-virgem ou alvorada que querem dizer a mesma coisa – neste caso ele chega a cantar certa de 2 minutos sem parar repetindo um módulo de mais ou menos 6 notas – ti-é-té-é-tuéé, como exemplo.

A surdina é, sem dúvida, um dos sons mais bonitos que se pode ouvir de um pássaro cantando. O AZULÃO, consegue ir alternando o tom e o volume das notas à medida que vai cantando, dando a impressão a quem escuta que está longe e depois mais próximo.

Ele não aprende o canto de outro pássaros, pelo contrário, o curió principalmente é que assimila muito bem o seu canto. Nos pequenos anúncios deste AO, está lá a gravação de “Carbô”, que apresenta os dois tipos de cantos mencionados acima. Considera-se que o melhor canto é o oriundo do Estado do Paraná. No Rio Grande do Sul, há torneios de qualidade de canto e de fibra, sob os auspícios da FOG. Vive, se bem tratado em ambientes domésticos por volta de 20 anos. A alimentação básica de grãos deve ser: alpiste 50%, painço 20%, aveia 10%, arroz em casca 10% e niger 10%. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água. Não recomendamos a utilização de verduras de espécie alguma, provoca diarréia e o AZULÃO é muito susceptível a este mal.

Para suprir suas necessidades nutricionais o mais importante é fazer a farinhada e ali se ministrar grande parte dos ingredientes necessários à saúde da ave. Pode ser elaborada da seguinte forma: 5 partes de milharina, 1 parte de germe de trigo; 1 parte de farelo de proteína de soja texturizada; 4 colheres de sopa de suplemento F1 da Nutrivet para um quilo; 1 gr de Mold-Zap para um quilo da mistura; 1 gr. de sal por 1 quilo da mistura; 2 gr. de Mycosorb por quilo, e 2 gr de Lactosac (probiótico). Após tudo isso estar bem misturado, coloque na hora de servir, duas colheres de sopa cheias dessa farinhada uma colher de sopa cheia de Aminosol. Importante também, ferver durante 20 minutos os grãos alpiste, painço, arroz em casca, lavar bem e misturar à farinhada. Quando houver filhotes no ninho adicione o ovo cozido. Outra mistura importante deve ser feita com farinha de ostra 20%, Aminopan 30% e areia 50%. É preciso, também ministrar inseto vivo, tipo larvas de tenébrio, à base de 5 de manhã e 5 à tarde, por filhote.

Em suma, o AZULÃO consome quase de tudo, é muito fácil alimentá-lo adequadamente. Os grandes problemas deles são: a diarréia inespecífica e a muda encruada decorrentes, quase sempre da alimentação inadequada, é só corrigir, conforme discriminado acima. Além disso, são muito propensos a serem afligidos por ácaros especialmente de penas, utilize Permozim para combater. Só falta, então a escolha do local apropriado, ele deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura deve ficar na faixa de 20 a 30 graus Celsius e a umidade relativa na faixa de 40 a 60%.

A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. Em viveiro, o manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que têm a relação custo/benefício menor - elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento x 40cm largura x 35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de bucha, de diâmetro 7 cm e 5 cm de profundidade no centro. Não esqueça de pendurar bastante raiz de capim e pedaços de corda de sisal para estimular a fêmea. Sabe-se que uma fêmea está pronta quando ela começa a voar muito, a arrancar papel do fundo, carregar capim no bico e levá-lo para o ninho. No manuseio do macho, o melhor é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, assim pode-se utilizar um macho para até 6 fêmeas. Elas podem ficar bem próximas umas das outras em prateleiras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Importante a administração de Energette®, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho.

As anilhas serão colocadas do 7 o ao 10o dia de vida, com diâmetro de 3,0 mm - bitola 4, a ser adquirida no Clube onde seja sócio. Cada fêmea choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. Quase todas as AZULONAS são excelentes mães, cuidam muito bem dos filhotes, por isso, muitos criadores as utilizam como babás para criar filhotes de bicudos.

Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene.

Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis. Como recado final, confiamos que todos aqueles criadores que apreciam este maravilhoso pássaro, passem efetivamente a se preocupar com a reprodução deles e que com o respectivo aprimoramento genético buscando conseguir exemplares de alta qualidade e que assim se possa combater o tráfico ilegal, como também o respeito da sociedade pelo real trabalho de preservação executado.

Aloísio Pacini Tostes

Temperamento

Dentre os pássaros nativos criados em ambiente doméstico no Brasil, o Azulão se destaca, não somente pelo seu canto, sua coloração exuberante, de brilho intenso, sua postura esbelta e imponente, mas também pelo seu temperamento.

É um pássaro manso por natureza, permanece tranqüilo com a aproximação humana. Podemos dizer que, se forem manejados corretamente, com o passar do tempo se aproximam cada vez mais de quem os manuseia. Com o uso de alguns artifícios, como o oferecimento de alguma guloseima, por exemplo, as Tenébrias, vamos conquistando a confiança deles aos poucos, e, em algumas semanas, já observamos resultados expressivos. Por experiência própria posso afirmar que em pouco tempo quase todos passam a pegar as larvas das mãos de quem os trata. Essa afinidade pode ir aumento, além de pegar comida na mão, eles podem “empuleirar” sobre os dedos, ser manuseados sem ressentimentos, e em alguns casos passam até a sair da sua gaiola, tomando-se o cuidado de faze-lo dentro de um ambiente fechado.

A docilidade do Azulão também pode ser visto nas fêmeas. É muito comum ver fêmeas de Azulão tratando de filhotes de outras espécies, principalmente de Bicudos e Curiós. Esses exemplares, apesar de não terem participado do processo de choca, quando colocados junto dos filhotes, respondem ao pedido de comida dos mesmos, atendendo prontamente.

Interessante também o comportamento de um casal durante o período de cortejamento. O macho trata da sua fêmea no bico com freqüência. Se o casal for mantido junto durante o período de incubação dos ovos, também é comum ver o macho alimentando a fêmea no ninho.

Por fim, gostaria de dizer que quem tiver a oportunidade de poder conviver com um Azulão, que o faça de maneira carinhosa e delicada. Deixe-o num lugar movimentado, perto das pessoas, ele fará parte da família. Logo terá muito mais do que um lindo pássaro de canto, terá um verdadeiro companheiro.

Como evitar problemas de penas

Freqüentemente, tenho me deparado com pessoas que estão tendo problemas de penas com seus azulões. Dessa maneira, vi a necessidade de estudar o assunto e escrever este artigo, de forma que passe a servir como consulta para os mantedores de azulões, minimizando a ocorrência de problemas de plumagem.
De início, temos de frisar que as diferentes espécies de aves nativas do Brasil divergem muito quanto a sua dieta em estado natural. As espécies chamadas de onívoras, como é o caso do azulão, têm variações na sua dieta em estado selvagem, variando de acordo com a disponibilidade, exigências, eficiência de aproveitamento, palatabilidade, predadores, etc.

As diferenças anatômicas entre espécies que ingerem diferentes dietas são grandes. Uma espécie que se alimente de néctar, por exemplo, tem um aparelho digestivo mais curto e simples do que uma espécie que se alimenta de vegetais ou insetos. Vale ressaltar que o fato de as aves voarem traz vantagens no sentido de encontrar alimentos e percorrer grandes distâncias, porém um melhor aproveitamento alimentar nem sempre seria vantajoso, pois isto implicaria num sistema metabólico mais complexo, e conseqüente menor capacidade de voar e menor agilidade.

Observar o que a espécie ingere em estado selvagem seria uma forma de se tentar formular uma dieta adequada, porém há limitações quanto a essa prática, pois numa espécie onívora como o azulão, a dieta é muito variável, além de as condições domésticas serem muito diferentes das selvagens – Em domesticidade os pássaros estão num ambiente termoneutro, e tem uma exigência energética menor pelo fato de estarem confinados.

Muitos dos proprietários de azulões têm se espelhado no tratamento oferecido com sucesso há décadas para bicudos e curiós para tratar de seus azulões. Porém, temos observado que essa prática não é a mais indicada, pois com esse tratamento notamos ocorrência de problemas de plumagem, principalmente após a muda dos azulões. Em reprodução doméstica de azulões, em alguns casos foram notadas penas brancas nas asas dos filhotes, sendo esse também um sintoma de desbalanceamento de aminoácidos da dieta, em especial da lisina. Baseado na informação de que existem grandes variações anatômicas dentre as espécies de acordo com seus hábitos alimentares, e com base nos sintomas apresentados, podemos concluir que os azulões devem receber um tratamento diferenciado, que seja mais adequado à espécie.

Além da água, energia, vitaminas, minerais, etc que devem estar presentes na dieta dos azulões, notamos que os nutrientes diretamente envolvidos com os problemas de penas dos azulões são os Aminoácidos. Dos 20 aminoácidos contidos na proteína, noves são chamados de essenciais, isto é, não são sintetizados pelos pássaros, devendo estar necessariamente presentes na dieta. São eles: Arginina, Isoleucina, Leucina, Lisina, Metionina, Fenilalanina, Treonina, Triptofano e Valina. Histidina, Glicina e Prolina são sintetizados por pássaros, porém em quantidades pequenas, que em alguns momentos podem passar a ser essenciais, devendo ser suplementados pela dieta.

Esses nutrientes devem estar presentes todos os dias na dieta de um azulão, porém, notamos que em alguns momentos da vida, os requerimentos são maiores, como por exemplo, no desenvolvimento do filhote, período no qual ocorre intensa deposição muscular e formação de penas. Durante a muda, há formação de novas penas, formadas em mais de 90% de proteínas na matéria seca. Outra fase em que a demanda por aminoácidos essenciais cresce é durante a fase de postura de uma fêmea.

Predizer qual a quantidade fornecer de cada aminoácido para um azulão na mantença ou nas fases de maior exigência é quase impossível. O que nos resta, é utilizarmos algumas práticas simples que têm dado resultado:

Mistura de sementes

A mistura de sementes deve ser bem variada. Utilizar maior proporção de alpiste, e jamais exagerar na quantidade de girassol, semente que os azulões adoram, mas que é muito oleosa (altamente energética).

Farinhada

O fornecimento de uma farinhada de excelente qualidade é indicado durante todo o ano. Dar preferência aquelas farinhadas secas que possuem ovo e insetos na sua fórmula.

Fornecimento de Ovo

Principalmente durante a fase de procriação, o fornecimento de ovo cozido, além de uma excelente farinhada, tem proporcionado aos filhotes pleno atendimento das exigências, não aparecem penas brancas nas asas e o desenvolvimento é muito satisfatório.

Ração extrusada

Segundo os fabricantes, este produto é completo e balanceado, atendendo totalmente as exigências dos pássaros. Vale ressaltar que não possuímos informações sobre seu fornecimento contínuo durante anos seguidos e que no caso de fornecimento, deve-se procurar por produtos de empresas idôneas.

Banho e Frutas

Importante lembrar, que a alimentação pode ser complementada com o fornecimento de frutas, legumes e larvas, sem exageros (ex: pepino, maçã). Além disso, devemos proporcionar banhos de água e de sol pela manhã, fundamentais para a beleza, qualidade e brilho das penas.

Concluindo, podemos afirmar que, utilizando algumas simples práticas, não notamos qualquer dificuldade com os azulões. Pelo contrário, podemos dizer que o azulão é um pássaro fantástico, de lide muito fácil, temperamento calmo na proximidade humana, um verdadeiro companheiro!

Rob de Wit

O Azulão é um pássaro belíssimo e de um canto maravilhoso, deveríamos dar a ele um lugar de destaque que merece; são pouco os criadores que reproduzem porque até há pouco ficava fácil "legalizar" um sem ter que ter o trabalho - sempre difícil - de reprodução doméstica; a situação está mudando e esperamos que doravante tenhamos inúmeros criatórios deles; não nenhuma dificuldade em reproduzi-los, pelo contrário, comem de tudo e as fêmeas são extraordinárias mães, tem até servido para tratar filhotes de outros pássaros com excelência - as fêmeas abaixam falso, só se deve por o macho junto quando os ninhos estão prontos; ter-se cuidado com piolhos - são muito susceptíveis - ; pouquíssima verdura para não provocar diarréia, uma farinhada bem balanceada facilita o processo; no mais as técnicas são as mesmas empregadas para o bicudo e o curió.

Aloisio Pacini Tostesl

Finda a muda de penas, o frio diminui, os dias ficam longos e quentes. Nesse cenário nossas aves nativas costumam iniciar o processo reprodutivo. Com as condições acima descritas favoráveis, geralmente, temos o início pleno da reprodução logo após o início das chuvas na região do Brasil Central.

Porém não é só de fatores ambientais que o sucesso da reprodução depende. É fundamental que o criador tenha feito um bom trabalho de preparação. Esse trabalho inclui ter proporcionado adequado descanso para os pássaros durante a muda de penas, além de ter proporcionado excelentes condições nutricionais até então e também estar certo de que as condições sanitárias estão ótimas.

Antes de nos focarmos sobre as fêmeas, temos de nos atentar aos machos. Pois bem, é muito comum termos problemas com as penas em azulões. Durante minha caminhada junto à esse maravilhoso pássaro, notei que na grande maioria das vezes, o problema de penas se dá nos machos.

Acho que é o momento de refletirmos, porque o problema ocorre preferencialmente em machos? Se o ambiente e a alimentação das fêmeas é semelhante ao dos reprodutores, porque estes sofrem mais? A resposta está, basicamente no fator manejo. Pois bem, todos sabemos que azulões são extremamente territorialistas, talvez até mesmo o mais territorialista de todos os nativos. Aí é que entra a importância extrema do manejo do criadouro. Temos de ter uma série de cuidados com os machos, em especial na época da muda. Nessa fase, o que os azulões precisam é de tranqüilidade. Promover disputas nessa fase pode inviabilizar toda a temporada reprodutiva. Não tenho a menor dúvida de que em 99% dos casos de problemas de penas em azulões, o culpado é o proprietário.

Erra principalmente ao submeter o pássaro à condições de estresse. Erro comum é ver criadores forçando o azulão a cantar o mais rápido possível ao final da muda. Vale a dica: Mantenha o azulão acomodado até que por si mesmo ele reinicie a cantoria. Esse processo tem que ser natural, não pode ser forçado. Azulão bem manejado, sem ser exposto ao estresse, além de bem nutrido, não tem problemas de penas.

O canto do macho no ambiente de criação pode ser fundamental para que as fêmeas iniciem a postura. Isso, na zootecnia, é chamado de fator macho. Ele libera feromônios e estimula a produção de hormônios nas fêmeas.

A criação pode ser feita em viveiros, mas nada impede que seja feita em gaiolas. As de metal são as mais indicadas, são de fácil manejo e limpeza. Importante frisar que cada fêmea fica numa gaiola, sem contato visual com outra fêmea.

Nesse momento, é importante oferecer uma alimentação que estimule a postura. Essa alimentação, basicamente deve ser composta de um nível maior de proteína, feito através do oferecimento de farinhadas e rações extrusadas ricas nesse nutriente. Isso pode ser visto também em ambiente natural. Com a chegada do verão, o número de insetos (ricos em proteína) aumenta muito, e azulões ingerem muitos insetos. Há criadores que fazem essa suplementação com o oferecimento de farinhada de filhotes, larvas de tenébrio ou mesmo de ovo cozido. 
O ninho mais adequado para os azulões é o ninho feito de bucha vegetal, o mesmo utilizado para bicudos, facilmente encontrado no mercado. Para a construção do ninho, as fêmeas aceitam bem sisal desfiado e raízes.

A partir desse momento, muita atenção para não perder o momento da gala. É muito comum a fêmea pedir “falsa gala”, mas nesse momento o macho não costuma galar, parece saber que é falsa. Quando é pra valer ele não perde tempo.

Podemos notar, a partir de agora, certas diferenças com relação à curiós e bicudos. Ao contrario dos anteriores, onde é comum vermos agressões se o momento não for o correto para a gala, os azulões se demonstram muito amorosos. Pode-se tentar deixar o casal junto, raramente acontece desentendimento. Isso pode ser prático para quem não tem tempo para ficar observando a gala. Deixe o casal junto e separe o macho quando a os ovos estiverem entre o 8º e 10º dia de incubação. Nota-se que a fêmea não pede gala “em silêncio” como curiolas. Elas costumam emitir um ruído tipo “pi-pi-pi-pi-pi-pi” contínuo. Depois de serem galadas ficam com as penas arrepiadas, como se tivessem tomado banho.

O comportamento do macho também é diferente de curiós e bicudos, que em geral “batem fogo”, ficam arrepiados e cantam. O azulão não costuma cantar nem se arrepiar. Ele muda a posição das asas, que ficam semi-levantadas, como se ficasse com ombros levantados. É uma postura muito elegante e que o deixa com ares de valentia.

São postos de 2 a 3 ovos. Os dias seguintes ao nascimento são muito semelhantes ao de outras espécies de nativos. Os filhotes devem receber ótima alimentação, tomando-se o cuidado para não deixar a farinhada azedar, o que acarreta a morte de filhotes. Atenção especial ao momento de anilhar: as anilhas para azulões são de 2.8mm, o que significa que devem ser anilhados bem novos, entre o 6° e 7º dia de vida.

O “desmame” é feito depois dos 35 dias. É comum ver fêmea alimentando filhotes por mais tempo, da mesma forma que é comum ver filhotes alimentando uns aos outros. As azulonas fazem jus à fama de excelentes mães, tratam com facilidade da sua prole e ainda podem ser usadas para alimentar filhotes de outras espécies.

Os filhotes podem ser separados imediatamente ou mantidos em gaiolões comunitários nos primeiros meses. Gosto da segunda opção, pois noto que o comportamento social é de extrema importância.

É comum ver azulões adultos extremamente mansos, e filhotes bastante arredios. Isso não é motivo de preocupação, pois com o passar do tempo esses filhotes se tornam mansos. Também é comum ver machos ficando pintados já na muda de ninho, com poucos meses de vida. E ficam totalmente azuis já na muda seguinte.

Podemos ver que a reprodução de azulões não é difícil. Diria, pelo contrário, que se a criação é bem manejada, podemos criar vários filhotes sem dificuldade. Vale também salientar que uma eventual dificuldade no manuseio de vários machos num único ambiente é comum. Porém, posso afirmar que, o criador que domina esse manejo com azulões, está apto a lidar com qualquer outro nativo, com facilidade.

Por fim gostaria de desejar sucesso as criadores. O mercado procura muito e paga bem por filhotes devidamente registrados. O azulão é maravilhoso.

Rob de Wit

Fonte: www.cobrap.org.br

Azulão

NOME

Azulão

NOME CIENTÍFICO

Cyanocompsa brissonii.

NOME EM INGLÊS

Ultramarine Grosbeak

OUTROS NOMES

Pássaro azulão-bicudo ... lindo-azul, gurandi-azul ou sairuçu, azulão-da-serra, cairé, azulão-de-cabeça-vermelha, dentre outros nomes. ...

ORDEM

Passeriformes Sub Ordem Passeres (Oscines)

FAMÍLIA

Cardinalidae

LOCALIZAÇÃO

Ocorre em todo o território brasileiro, além de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Argentina, além do norte da Venezuela e Colômbia.

TAMANHO

Cerca de 17 cm

Nº DE FILHOTES

2 a 3 ovos, com 3 a 4 posturas por temporada, Não é necessário a formação de casais.

Azulão

O macho é utilizado apenas no processo de cópula, e a fêmea fica responsável pela incubação e cuidado com os filhotes.

Estão, como não podia deixar de ser, também ameaçados de extinção, especialmente pela caça predatória e pela degradação do meio-ambiente. No Centro Sul do Brasil, procriam na natureza, do início da primavera até o início do outono, ou seja; de setembro a março. A partir desta época, param de cantar, fazem a muda anual e juntam-se em bandos, os adultos e os jovens. Este procedimento os ajuda na tarefa de alimentação nos meses de escassez. Seu ambiente natural preferido são as grotas, os brejo, as bordas de matas e as florestas ralas, sempre por perto de muita água. A verdade é que eles não são exigentes com o habitat, adaptam-se bem em variados tipos de locais. Quando no processo de reprodução, torna-se um pássaro extremamente territorialista, cada casal demarca a sua área e não permite a presença de outros adultos da mesma espécie; o macho canta intermitentemente a todo volume para delimitar o seu espaço.

O AZULÃO, além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso. De modo recente, tem despertado interesse para a criação doméstica. Daí, como se faz com os outros passeriformes é preciso a intensificação da reprodução para suprir a demanda. A Lei 5.197, está em vigor e ela diz que o animal silvestre é propriedade do estado e é proibida a sua captura. Contudo, notadamente com objetivos de preservação, a sociedade permite que se conviva com eles desde que sejam nascidos em criatórios domésticos, e os que estão já cativos são plenamente suficientes para o incremento da reprodução.

As Portarias do IBAMA, a 118 (para profissionais) e a 057 (para hobistas), estabelecem condições para a procriação. Só falta, então, entrarmos em ação e mãos à obra, para reproduzir o AZULÃO. Quem sabe, no futuro, poderemos efetuar os necessários repovoamento; com este pássaro é muito fácil fazê-lo. Tem-se tido notícias de vários criadores, embora de criação ainda um tanto esparsada; o certo é que ele procria com muita facilidade, é de fácil manejo, muito dócil e manso; dos passeriformes, é o mais manso de todos, muitas vezes, aceita ser pego pela mão de determinada pessoa e não demonstra nenhum medo. Dificilmente suas unhas crescem. Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim de preferência, ainda verdes; pequenas frutas silvestres e adoram todo tipo de insetos, o bico é forte mas aprecia muito as comidas macias.

O AZULÃO, consegue ir alternando o tom e o volume das notas à medida que vai cantando, dando a impressão a quem escuta que está longe e depois mais próximo. Ele não aprende o canto de outro pássaros, pelo contrário, o curió principalmente é que assimila muito bem o seu canto. Nos pequenos anúncios deste AO, está lá a gravação de “Carbô”, que apresenta os dois tipos de cantos mencionados acima. Considera-se que o melhor canto é o oriundo do Estado do Paraná. No Rio Grande do Sul, há torneios de qualidade de canto e de fibra, sob os auspícios da FOG.

Vive, se bem tratado em ambientes domésticos por volta de 20 anos. A alimentação básica de grãos deve ser: alpiste 50%, painço 20%, aveia 10%, arroz em casca 10% e niger 10%. Dois dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d’água. Não recomendamos a utilização de verduras de espécie alguma, provoca diarréia e o AZULÃO é muito susceptível a este mal. Para suprir suas necessidades nutricionais o mais importante é fazer a farinhada e ali se ministrar grande parte dos ingredientes necessários à saúde da ave.

Pode ser elaborada da seguinte forma:

5 partes de milharina
1 parte de germe de trigo
1 parte de farelo de proteína de soja texturizada
4 colheres de sopa de suplemento F1 da Nutrivet para um quilo
1 gr de Mold-Zap para um quilo da mistura
1 gr. de sal por 1 quilo da mistura
2 gr. de Mycosorb por quilo
2 gr de Lactosac (probiótico)

Após tudo isso estar bem misturado, coloque na hora de servir, duas colheres de sopa cheias dessa farinhada uma colher de sopa cheia de Aminosol. Importante também, ferver durante 20 minutos os grãos alpiste, painço, arroz em casca, lavar bem e misturar à farinhada. Quando houver filhotes no ninho adicione o ovo cozido. Outra mistura importante deve ser feita com farinha de ostra 20%, Aminopan 30% e areia 50%. É preciso, também ministrar inseto vivo, tipo larvas de tenébrio, à base de 5 de manhã e 5 à tarde, por filhote.

Em suma, o AZULÃO consome quase de tudo, é muito fácil alimentá-lo adequadamente. Os grandes problemas deles são: a diarréia inespecífica e a muda encruada decorrentes, quase sempre da alimentação inadequada, é só corrigir, conforme discriminado acima. Além disso, são muito propensos a serem afligidos por ácaros especialmente de penas, utilize Permozim para combater.

Só falta, então a escolha do local apropriado, ele deve ser o mais claro possível, arejado e sem correntes de vento. A temperatura deve ficar na faixa de 20 a 30 graus Celsius e a umidade relativa na faixa de 40 a 60%. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia não o aconselhamos. Em viveiro, o manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Para quem optar por utilizar gaiolas – que têm a relação custo/benefício menor - elas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimento por 40 cm largura e 35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral. A do macho pode ser a metade disso.

No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar grade que terá que ser lavada e desinfetada uma vez por semana, no mínimo. Utilizar ninhos, de preferência de bucha, de diâmetro 7 cm e 5 cm de profundidade no centro. Não esqueça de pendurar bastante raiz de capim e pedaços de corda de sisal para estimular a fêmea. Sabe-se que uma fêmea está pronta quando ela começa a voar muito, a arrancar papel do fundo, carregar capim no bico e levá-lo para o ninho. No manuseio do macho, o melhor é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo para outra gaiola, assim pode-se utilizar um macho para até 6 fêmeas. Elas podem ficar bem próximas umas das outras em prateleiras, separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3.

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade podendo ser separado da mãe com 35 dias. Importante a administração de Energette®, através de uma seringa graduada, no bico dos filhotes enquanto eles estão no ninho para ajudar a fêmea no tratamento. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. As anilhas serão colocadas do 7 o ao 10o dia de vida, com diâmetro de 3,0 mm - bitola 4, a ser adquirida no Clube onde seja sócio. Cada fêmea choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. Quase todas as AZULONAS são excelentes mães, cuidam muito bem dos filhotes, por isso, muitos criadores as utilizam como babás para criar filhotes de bicudos.

Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

Como recado final, confiamos que todos aqueles criadores que apreciam este maravilhoso pássaro, passem efetivamente a se preocupar com a reprodução deles e que com o respectivo aprimoramento genético buscando conseguir exemplares de alta qualidade e que assim se possa combater o tráfico ilegal, como também o respeito da sociedade pelo real trabalho de preservação executado.

Seu canto é muito mavioso e pode ser dividido em dois tipos:

O canto normal – compõe-se de uma frase de cerca de 10 notas repetindo um som tipo “tifliu”- em variados tons, este é o canto usual e corriqueiro; são inúmeros dialetos, cada região tem um, ou mais longo ou mais melodioso que o outro

A surdina, Mata-virgem ou Alvorada que querem dizer a mesma coisa – neste caso ele chega a cantar certa de 2 minutos sem parar repetindo um módulo de mais ou menos 6 notas – ti-é-té-é-tuéé, como exemplo. A surdina é, sem dúvida, um dos sons mais bonitos que se pode ouvir de um pássaro cantando

Fonte: www.riscoserabiscos.net

Azulão

Passerina brissonii

Esta espécie além de ser um pássaro belíssimo, é também muito apreciado pelo seu canto maravilhoso.

Na natureza, a alimentação é muito variada, consomem semente de capim ainda verdes; pequenas frutas silvestres e todo tipo de insetos, o bico é forte, mas aprecia muito as comidas macias.

O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho aos dezesseis dias de idade. Em nosso Estado é considerado uma espécie de rara ocorrência.

Fonte: www.zoologiarn.hpg.ig.com.br

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