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Babaçu

Babaçu

O babaçu é uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras, distribuido-se por mais de 18 milhões de hectares em todo o Brasil.

É constituído por um conjunto de seis espécies de palmeiras do gênero Orbignia, sendo as mais importantes O. speciosa e O. oleifera. Como espécie típica precursora, alastrou-se espontaneamente por uma grande área nos estados do Maranhão, Tocantins, Goiás, Pará e Piauí, vindo a constituir maciços muitos densos chegando a ter mais de mil indivíduos por hectare. Em verdade, a área de ocorrência desta palmeira abrange toda a Amazônia, a pré-Amazônia maranhense e o centro-oeste. Seu espetacular povoamento é uma característica marcante. Cresce muito rapidamente, logo após a retirada da floresta original, e de forma densa, como se houvera sido plantada.

Em termos socioeconômicos, o babaçu apresenta-se como um importante recurso utilizado há séculos para produção de óleo, sendo um vegetal em destaque para mais de 300 mil famílias extrativistas que têm na quebra manual do coco, para retirada da amêndoa, sua principal fonte de renda.

Em áreas de intensos conflitos agrários, que tem seu centro na região do Bico do Papagaio, vem a se constituir em elemento central deste conflito, que tem de um lado fazendeiros, que querem o corte das palmeiras, para ocupação do solo para atividades agropecuárias e, de outro lado, os extrativistas que precisam da palmeira para sua sobrevivência e, por conseguinte, precisam de aceso às áreas de produção.

Desta forma, o babaçu constitui o eixo central socioeconômico na região que vem gerando, nas últimas décadas, mortes, pobreza e êxodo rural.

A tese a ser explorada neste artigo é de que o recurso babaçu, se utilizado sustentavelmente, na totalidade de seu potencial, com o uso de tecnologias variadas na produção de diversos itens, para uso químico, energético e alimentício, pode conduzir ao oposto da situação atual, a geração de riqueza, emprego e renda numa das regiões mais pobres do Brasil.

Deve ser lembrado ainda que, além do fruto, podem ser exploradas outras partes da palmeira, tais como, por exemplo, talo da folha para produção de fibras; o talo do cacho que abriga os frutos para uso energético, em queima direta ou gaseificação, e ainda, a possibilidade de implantação de sistemas agro-florestais, com o cultivo de outras espécies florestais, que podem servir de cultura de subsistência e comercialização de outros produtos alimentícios, madeireiros, aromáticos, medicinais e outros não-madeireiros.

Há também, a possibilidade de consórciar com cultivos, como por exemplo, a baunilha natural que cresce espontaneamente, como uma trepadeira, na palmeira babaçu.

O recurso

Os babaçuais apresentam uma cobertura de mais de 10 milhões de hectares, apenas no estado do Maranhão.

A produção nacional de amêndoas chega a cerca de 200 mil toneladas por ano, produzindo 70 mil toneladas de óleo (SOUZA et al, 1980) o que é inferior à demanda nacional e mundial. O aumento da produção depende da adoção de técnicas de manejo adequado, do uso diversificado de todas as partes da palmeira, corrigindo os desperdícios da produção.

Não há dúvidas quanto à abundância e potencial produtivo do recurso babaçu.

Em verdade, a quantidade de recurso não deve ser interpretada como eixo central e responsável único pelos investimentos na região, mas sim o seu manejo adequado com as preocupações centradas nas vertentes sociais, ambientais e econômicas com sólida base tecnológica a apoio governamental.

Assim, é válido ressaltar que o incentivo a esta atividade como forma capaz de mudanças no quadro atual de pobreza, conflitos agrários e degradação ambiental, passa pela compreensão das falhas encontradas atualmente na produção, pelo entendimento dos conflitos e pela valorização de novas formas e técnicas de organizar o trabalho já desempenhado.

Desta forma, sinaliza-se que a potencialização da cadeia produtiva do babaçu deve ter como base compromisso ambiental e social, no que diz respeito a técnicas florestais e o reconhecimento das comunidades presentes na região, buscando a geração de trabalho digno para as mulheres quebradeiras-de-coco babaçu e um melhor aproveitamento do recurso já coletado há tantos anos.

Multiusos do Babaçu

A grande vantagem do babaçu está na sua capacidade de fornecer uma ampla variedade de produtos úteis, pois toda a planta é aproveitada e muitos subprodutos são obtidos.

O fruto fornece uma manteiga vegetal de sabor agradável e de valor nutritivo. As amêndoas podem ser consumidas in natura, como também produzem um óleo rico em ácido láurico que usado em diversos fins: na alimentação humana, na produção de cosméticos, como lubrificante e pode ser transformado em biodiesel. O mesocarpo do fruto produz carvão de excelente qualidade, sendo empregado como fonte de energia em siderurgias.

De todas as partes da planta, o fruto é a que apresenta o maior potencial econômico, chegando a produzir mais de 64 subprodutos.

Atualmente o óleo da amêndoa é o produto do babaçu mais utilizado e comercializado no mercado. Porém existe uma carência de estudos que viabilizem um maior aproveitamento dessas matérias primas.

A planta adulta produz por ano aproximadamente 2 mil frutos, sendo que em um quilo contém cerca de 4 frutos maduros (LORENZI et al, 1996). Cada fruto pode pesar entre 40 a 400 g de peso seco (REVILLA, 2002). Em 17,6 mil kg de coco obtém-se 2,64 mil kg de epicarpo, 3,52 kg mil de mesocarpo, 10,384 mil kg de endocarpo e 1,056 kg de amêndoas (WISNIEWSKI, 1981).

Cada 1.700 quilos de coco babaçu correspondem ao poder calorífico de 1.000 Kg do melhor carvão mineral. Em média, para cada 100 kg de coco obtém-se 5,4 kg de óleo e 4,5 kg de torta (FONSECA, 1992). A amêndoa constitui apenas 6 a 10% do fruto, e dela se obtém 66% de óleo. Assim, para cada 100 kg de coco se obtém 6 kg de óleo (CARVALHO et al, 1952). Para cada quilo de casca obtém-se 30% de carvão, 60% de ácido acético, 1,5% de ácido metílico e 8% de alcatrão. Uma tonelada de coquilhos destilados fornece 15% de coque siderúrgico (150 kg), 28,2% de gás combustível (287 m³), 5,1% de alcatrão (51 kg) e 57,7% de elementos pirolenhosos (GOMES, 1977).

Para cada 500 kg de carvão obtido a partir do endocarpo do fruto, é necessário coletar frutos em 1,7 ha de babaçual (BALICK & PINHEIRO, 2000) com 50 a 100 palmeiras produtivas por hectare (COSTA et al, 2000).

Kono (1977 in: WISNIEWSKI, 1981) observou em babaçuais nativos praticamente virgens, que ocorrem 56,2 palmeiras produtivas por hectare cada uma com 1,8 cachos por ano e 101 cachos por há-ano. Cada cacho pesa cerca de 24 kg e por hectare produz-se 2,5 toneladas /ha/ano. Analisando a relação entre palmeiras, encontra-se 969 plantas/ha entre 2 a 5 anos, 21 palmeiras/ha de 6 a 8 anos e 120 palmeiras adultas, totalizando 1.110 indivíduos. Se considerada apenas a produção de óleo, em comparação com outras oleaginosas, o rendimento do óleo é considerado baixo, 90 a 150 kg / ha / ano ou 1,5 toneladas / ha / ano de frutos, no Maranhão. A espécie Orbignya oleifera produz cerca de 5 t / ha / ano mostrando grande potencial de exploração comercial e possibilidades de aumentar essa produtividade (BALICK & PINHEIRO, 2000).

Extrativismo e Comercialização

No total de 5 anos, quando houve o Censo Agropecuário (1970, 75, 80, 85, 96), foram produzidas 700 mil t de amêndoa de babaçu, que geraram como valor de venda e ingresso para as comunidades envolvidas neste período, 840 milhões de reais (Censo Agropecuário, IBGE).

Assim, por ano, foram extraídos 140 mil t que renderam à Amazônia 170 milhões de reais. Desse modo, cada quilo de babaçu foi vendido a um preço médio de 0,80 reais (1970-96, segundo o Censo Agropecuário do IBGE). Um trabalhador, em média, extrai cerca de 130 kg por mês durante a safra de babaçu (6 meses) e ganha com a venda deste produto 160,00 reais/mês.

O que demonstra que o babaçu é um investimento promissor de renda familiar das comunidades rurais brasileiras, sobretudo as do estado do Maranhão, que maior contribuem com seu potencial de extração deste fruto.

Por outro lado, é importante colocar que ao diversificar e estimular o uso e aproveitamento de todas as partes do fruto, bem como o melhor refinamento, para obtenção de inúmeros subprodutos é a adoção de um posicionamento de maior agregação de valor, logo, de maior renda para as famílias rurais da região de ocorrência dos babaçuais.

Pontos promissores para aprimoramento tecnológico

Quando se comparam os esforços investidos em pesquisas tecnológicas e o potencial de geração de riquezas e trabalho do babaçu, se percebe a enorme desproporção aplicada a este recurso e o quanto a preocupação governamental não consegue se traduzir em soluções viáveis em campo.

O babaçu, ao longo de décadas é reconhecido como um grande potencial, mas pouco vem sendo estudando, o que inviabiliza por muitas vezes o aprimoramento tecnológico de sua cadeia produtiva, conseqüentemente a obtenção de novas e eficazes técnicas de obtenção e valorização de todas as partes do fruto.

Também, muitas vezes os esforços de pesquisa têm um viés equivocado, ao não se contemplar as comunidades, em todo o seu potencial, nas propostas de solução, como foram os casos de algumas máquinas desenvolvidas para a quebra do duro endocarpo, que tecnologicamente tiravam os extrativistas da cadeia produtiva e que resultaram em fracasso.

A separação das etapas de coleta e beneficiamento é uma importante medida de avanço para a eficiência na obtenção dos subprodutos do babaçu.

Atualmente, as quebradeiras de coco babaçu realizam este trabalho de coleta e trato do material coletado no mesmo local.

A atividade é realizada de forma coletiva, onde as quebradeiras congregam-se em um encontro de mulheres, é um rito realizado cotidianamente, uma bonita manifestação cultural, com muita conversa, cantorias e troca de experiências. Após a coleta do fruto, para a quebra da casca e obtenção da amêndoa, a mulher, fica sentada sobre o chão, prendendo com uma das pernas um machado, cujo fio é usado para abrir o endocarpo com o uso de um macete de madeira.

Nesta condição, vários são os riscos de ferimentos e de exposição da saúde pela possibilidade de ataques por animais peçonhentos e pelo posicionamento incorreto do ponto de vista ergonômico. Há, ainda, um desperdiço muito grande do material babaçu que é deixado no campo e acaba sendo inutilizado.

Desta maneira, a forma que vem sendo realizada a exploração e o beneficiamento do babaçu, pode ser considerada pouco eficiente e produtiva.

Uma nova abordagem, aqui sugerida para a quebra do coco babaçu, não só respeita a forma cultural como a atividade é desenvolvida atualmente, como também valoriza o papel fundamental da mulher neste processo.

A intenção é criar um método que assegure a produtividade, mas que priorize o trabalho desempenhado pelas mulheres quebradeiras.

Semi-Mecanização do processo

A semi-mecanização da produção, certamente, trará dinamismo ao processo, com aumento de produtividade, aproveitamento de partes do fruto anteriormente inutilizadas, e a mudança da postura de trabalho da quebradeira, melhorando em muito a questão de saúde, ergonomia e a diminuição de riscos e acidentes de trabalho. O debate em relação à mecanização dos métodos de extração e beneficiamento de produtos florestais, muitas vezes apresenta-se polêmico por prever a dispensa do trabalho dos extrativistas, como já aconteceu com o próprio babaçu.

O melhoramento tecnológico, não pode ter por base somente a a vertente da eficiência produtiva econômica, mas sim a distribuição dos benefícios nas dimensões sociais, econômicas e ambientais.

A máquina para beneficiamento do babaçu, aqui proposta, se diferencia por assumir a importância social, cultural e ecológica das mulheres quebradeiras - de – coco.

Desta forma, como um pressuposto básico na equação do problema, elas devem permanecer como ponto chave na cadeia produtiva e não apenas como ponte de ligação do babaçu com a máquina, como já proposto em outras oportunidades e que não obtiveram sucesso.

Com intuito de dinamizar e aproveitar integramente a matéria babaçu, a semi-mecanização apresenta-se como via tecnológica factível, no ponto de vista econômico e social.

Para melhor esclarecer a proposta, é apresentada abaixo uma fotografia do coco cortado ao meio onde podem se ver as várias partes do babaçu.

O epicarpo, chamado de casca, é fibroso, ligno-celulósico e representa 15% do peso seco do fruto. O mesocarpo é uma camada marrom-clara que se localiza depois do epicarpo, de natureza amilácea, e corresponde a 20% do peso seco do fruto. O endocarpo, camada mais escura que envolve as amêndoas, é altamente concentrado em lignina, representa 59% do fruto. As amêndoas, ocorrem entre 3 a 6 unidades por fruto, podendo chegar a 8, correspondem a 6% do peso do fruto seco. Da amêndoa se produz óleo (66%) e o restante é material fibroso, que, após extração do óleo, pode ser utilizado na alimentação animal.

Consideramos que o melhoramento tecnológico da cadeia produtiva passa, primeiramente, pela inserção de uma máquina simples que realizará a primeira etapa do beneficiamento, após a coleta do coco pelas mulheres e chegada do material ao galpão. Esta etapa tem como objetivo a seguinte separação: epicarpo e mesocarpo para uma via e endocarpo e amêndoa para outra. Em seguida, a mesma máquina, ou uma segunda, separa o epicarpo do endocarpo. Enquanto o primeiro poderá ter emprego na fabricação de chapas, o segundo, o mesocarpo em forma farinácea, tem grande potencial de uso direto como rico alimento humano. Esta máquina idealizada, em uma rampa central libera o endocarpo juntamente com a amêndoa sobre uma esteira que leva o material ao alcance da mão das mulheres.

As mulheres neste momento assumem seu papel na cadeia produtiva, pela segunda vez, de forma confortável e segura, sentadas em volta de uma longa mesa, que certamente será transformada em roda de conversa, de amplo convívio. Elas recebem o material (endocarpo + amêndoa) e executam a quebra com equipamento simples, contendo o fio do machado, sobre uma mesa com pequeno declive em formato de bacia, que manterá o material seguro, facilitando o manuseio. Suas mãos estarão protegidas com uma luva de aço, evitando acidentes. A mulher separa o endocarpo da amêndoa. O endocarpo tem amplo emprego na preparação de carvão de alta qualidade ou pode ser empregado para queima direta. As amêndoas podem ser consumidas in natura, como também, produzem um óleo rico em ácido láurico que pode ser usado para diversos fins: na alimentação humana, na produção de cosméticos, como lubrificante e pode ser transformado em biodiesel. Atualmente o óleo da amêndoa é o produto do babaçu mais utilizado e comercializado no mercado.

2. Conclusões

Desde o início de sua exploração buscou-se inventar e implementar a utilização de máquinas para a realização da quebra do fruto do babaçu.

Muitas destas tentativas, várias delas infrutíferas, excluíam a mulher do processo produtivo, numa lógica tradicional da evolução tecnológica, que no caso do babaçu tem que necessariamente ser revista.

Por outro lado não se pode vangloriar o método tradicional, de baixa produtividade, insalubre, de alto risco de acidentes e, essencialmente de subsistência, inviabilizando a ampliação da renda e a acumulação de capital, aprisionando o produtor primário a uma forma atrasada de produção e de vida. Poucos estudos sociais, econômicos e tecnológicos associados à carência de políticas públicas para o setor tornam complexas as lacunas da cadeia produtiva do babaçu, como também cada vez mais precária a situação de centenas de milhares de famílias que sobrevivem deste recurso.

A possibilidade de semi-mecanização do processo com foco social poderá trazer uma nova força a comercialização do babaçu, bem como encorajar as mulheres a continuarem acreditando no excepcional potencial desta palmeira.

3. Bibliografia

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Fonte: www.lateq.unb.br

Babaçu

Família: Arecaceae
Nome científico: Orbignya spp.
Nome comum: Babaçu-do-amazonas, Babaçu, palha branca.

Babaçu
A venda da amêndoa do côco é a principal fonte de lucro para a economia familiar do babaçu

O Babaçu do Amazonas tem origem e distribuição amazônica. Ocorrem em áreas de terra firme na Amazônia Ocidental e, com maior frequência, em áreas desmatadas de floresta primária.

É descrita como uma palmeira monocaule de crescimento lento. Possui a base protegida por bainhas foliares persistentes, quando jovem

Produz fruto ovóide com extremidade apontada e o cálice persistente na base, de 9 cm a 10 cm de diâmetro longitudional. A propogação é feita por sementes. A planta produz em média 4 cachos com 330 frutos, pesando cerca de 28 quilos.

A amêndoa é consumida in natura e os frutos são utilizados para a obtenção de farinha, carvão e alimentação natural.

Fonte: portalamazonia.globo.com

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