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Babaçu

Babaçu

O Babaçu é o fruto de uma palmeira nativa da região norte do Brasil e que apresenta em seu interior várias sementes ou amêndoas de onde é extraído o Óleo de Coco Babaçu.

O babaçu é uma cultura extrativista, não havendo plantações comerciais.

Características da planta

Palmeira elegante que pode atingir até 20 m de altura. Estipe característico por apresentar restos das folhas velhas que já caíram em seu ápice. Folhas com até 8 m de comprimento, arqueadas. Flores creme-amareladas,aglomeradas em longos cachos. Cada palmeira pode apresentar até 6 cachos, surgindo de janeiro a abril.

Fruto

Frutos ovais alongados, de coloração castanha, que surgem de agosto a janeiro, em cachos pêndulos. A polpa é farinácea e oleosa, envolvendo de 3 a 4 sementes oleaginosas.

Cultivo

Cresce espontaneamente nas matas da região amazônica, 2.000 frutos anualmente, porém não suporta longos períodos.

Sobre o Óleo de Coco Babaçu

Do fruto apenas 6 a 8% são sementes. Destas sementes são extraídos de 65 a 68% de um óleo de cor branca a levemente amarelada.

Esta cor vai depender da temperatura, pois o Óleo de Coco Babaçu apresenta-se como uma gordura à temperatura ambiente.

O óleo de Coco babaçu apresenta odor e sabor suave característico.

Utilização do Óleo de Coco Babaçu

O Óleo de Coco Babaçu é muito utilizado para fins alimentícios e na fabricação de margarinas. Este óleo apresenta propriedades semelhantes ao óleo de dendê (ou palma), apresentando alto teor de ácido láurico.

Aplicação do Óleo de Coco Babaçu

O Óleo de Coco Babaçu tem várias aplicações, dentre as quais podemos destacar: indústria cosmética, alimentícia, sabões, sabão de coco, detergentes, lubrificantes, entre outras.

O principal produto extraído do babaçu, e que possui valor mercantil e industrial, são as amêndoas contidas em seus frutos. As amêndoas - de 3 a 5 em cada fruto - são extraídas manualmente em um sistema caseiro tradicional e de subsistência.

É praticamente o único sustento de grande parte da população interiorana sem terras das regiões onde ocorre o babaçu: apenas no Estado do Maranhão a extração de sua amêndoa envolve o trabalho de mais de 300 mil famílias. Em especial, mulheres acompanhadas de suas crianças: as "quebradeiras", como são chamadas.

Não obstante as inúmeras tentativas de se inventar e implementar a utilização de máquinas para a realização da tarefa, a quebra do fruto tem sido feita, desde sempre, da mesma e laboriosa maneira. Sendo a casca do fruto do babaçu de excepcional dureza, o procedimento tradicional utilizado é o seguinte: sobre o fio de um machado preso pelas pernas da "quebradeira", fica equilibrado o coco do babaçu; depois de ser batido, com muita força e por inúmeras vezes, com um pedaço de pau, finalmente, o coco parte-se ao meio, deixando aparecer suas preciosas amêndoas.

De maneira geral, praticamente todas as palmeiras em especial o dendê, o buriti e o babaçu - concentram altos teores de matérias graxas, ou seja, gorduras de aplicação alimentícia ou industrial.

Assim, o principal destinatário das amêndoas do babaçu são as indústrias locais de esmagamento, produtoras de óleo cru. Constituindo cerca de 65% do peso da amêndoa, esse óleo é subproduto para a fabricação de sabão, glicerina e óleo comestível, mais tarde transformado em margarina, e de uma torta utilizada na produção de ração animal e de óleo comestível.

Apesar de demorar para atingir a maturidade e começar a frutificar, do babaçu tudo se aproveita, também como acontece com a maioria das palmeiras. Especialmente nas economias de subsistência e em regiões de pobreza. Suas folhas servem de matéria-prima para a fabricação de utilitários - cestos de vários tamanhos e funções, abanos, peneiras, esteiras, cercas, janelas, portas, armadilhas, gaiolas, etc. - e como matéria-prima fundamental na armação e cobertura de casas e abrigos.

Durante a seca, essas mesma folhas servem de alimento para a criação.

O estipe do babaçu, quando apodrecido, serve de adubo; se em boas condições, é usado em marcenaria rústica. Das palmeiras jovens, quando derrubadas, extraise o palmito e coleta-se uma seiva que, fermentada, produz um vinho bastante apreciado regionalmente. As amêndoas verdes - recém-extraídas, raladas e espremidas com um pouco de água em um pano fino fornecem um leite de propriedades nutritivas semelhantes às do leite humano, segundo pesquisas do Instituto de Recursos Naturais do Maranhão. Esse leite é muito usado na culinária local como tempero para carnes de caça e peixes, substituindo o leite de coco-da-baía, e como mistura para empapar o cuscuz de milho, de arroz e de farinha de mandioca ou, até mesmo, bebido ao natural, substituindo o leite de vaca.

A casca do coco, devidamente preparada, fornece um eficiente carvão, fonte exclusiva de combustível em várias regiões do nordeste do Brasil.

A população, que sabe aproveitar das riquezas que possui, realiza freqüentemente o processo de produção do carvão de babaçu durante a noite: queimada lentamente em caieiras cobertas por folhas e terra, a casca do babaçu produz uma vasta fumaça aproveitada como repelente de insetos.

Outros produtos de aplicação industrial podem ser derivados da casca do coco do babaçu, tais como etanol, metanol, coque, carvão reativado, gases combustíveis, ácido acético e alcatrão.

Conclusões e recomendações

O fruto do Babaçu apresenta um grande potencial energético, e seu aproveitamento passa pela utilização integral do fruto, sem que ocorra o descarte do mesocarpo (que contém mais da metade da massa e a maior parte do potencial energético).

Uma aplicação que vem ganhando destaque é a produção de álcool de babaçu a partir das sementes.

O babaçu é a única palmeira que pode ser utilizada para este fim, pois contém amido.

De todos os óleos vegetais de uso industrial o óleo de coco babaçu tem o mais alto índice de saponificação e o mais baixo valor de iodo e refração, o que o qualifica para o preparo de pomadas cremosas.

Joana D'Arc Vieira

Fonte: sbrtv1.ibict.br

Babaçu

ÓLEO DE COCO BABAÇU

Babaçu

OUTRAS DENOMINAÇÕES:

Óleo de Babaçu, Gordura de Coco.
Do fruto: aguaçu, uauaçu, coco-de-macaco, coco-pindoba.

FAMÍLIA DA PLANTA

Palmaceas.

NOME BOTÂNICO DA PLANTA

Orbygnia oleifera, (ou O. martiana, ou nostrana, ou Attalea funifera).

DENOMINAÇÕES ESTRANGEIRAS

Grasso ou burro di Cocco, babasú, babassu palm.

Sobre o Babaçu

O Babaçu é o fruto de uma palmeira nativa da região norte do Brasil e que apresenta em seu interior várias sementes ou amêndoas de onde é extraído o Óleo de Coco Babaçu.

O babaçu é uma cultura extrativista, não havendo plantações comerciais.

Sobre o Óleo de Coco Babaçu

Do fruto apenas 6 a 8% são sementes. Destas sementes são extraídos de 65 a 68% de um óleo de cor branca a levemente amarelada.

Esta cor vai depender da temperatura, pois o Óleo de Coco Babaçu apresenta-se como uma gordura à temperatura ambiente.

O óleo de Coco babaçu apresenta odor e sabor suave característico.

Utilização do Óleo de Coco Babaçu

O Óleo de Coco Babaçu é muito utilizado para fins alimentícios e na fabricação de margarinas. Este óleo apresenta propriedades semelhantes ao óleo de dendê (ou palma), apresentando alto teor de ácido láurico.

Aplicação do Óleo de Coco Babaçu

O Óleo de Coco Babaçu tem várias aplicações, dentre as quais podemos destacar: indústria cosmética, alimentícia, sabões, sabão de coco, detergentes, lubrificantes, entre outras.

Comentários

Outra aplicação que vem ganhando destaque é a produção de álcool de babaçu a partir das sementes.

O babaçu é a única palmeira que pode ser utilizada para este fim, pois contém amido.

O mercado do Óleo de Coco Babaçu vem atravessando uma grave crise devido a concorrência com o óleo de palma vindo da Ásia.

De todos os óleos vegetais de uso industrial o óleo de coco babaçu tem o mais alto índice de saponificação e o mais baixo valor de iodo e refração, o que o qualifica para o preparo de pomadas cremosas.

Fonte: www.campestre.com.br

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