
O babaçu é um tipo específico de palmeira que cresce de forma extensiva no nordeste do Brasil e produz um coco muito pequeno.
O coco é geralmente coletado por mulheres de uma das regiões mais pobres do Brasil, chamadas de quebradeiras de coco babaçu.
A fruta do babaçu é suplemento essencial da dieta e fonte de renda para famílias em comunidades rurais da região, e ainda hoje tem um grande valor econômico, porque rende um número infinito de produtos derivados.
Da castanha se produz o óleo de babaçu, que tem aroma de avelã e é usado em pratos regionais, especialmente a base de peixe. ,
Os cocos são coletados nos babaçuais pelas quebradeiras, que quebram as castanhas com um machado para extrair o óleo. Os cocos caem das árvores quando estão maduros e são coletados em pequenas áreas de terra trabalhadas coletivamente pela comunidade local e trabalhadores sem terra.
A apropriação ilegal da terra por grandes empresas e o aumento de cultivo de soja em grandes monoculturas industriais estão ameaçando a sobrevivência da produção do coco de babaçu. A maior parte das castanhas é vendida para a cooperativa de pequenos produtores de Lago do Junco (na região do Médio Mearim), que produz o óleo e outros produtos derivados. O óleo extraído é usado para a fabricação de sabonetes, cosméticos, margarina, gorduras especiais e óleo de cozinha. Para extrair o óleo comestível, as castanhas são torradas, esmagadas no pilão e misturadas à água quente, que facilita a separação das partes oleosas das castanhas.
A farinha do mesocarpo do babaçu, rica em amido, é usada em receitas locais e para preparar uma bebida nutritiva. Com o endocarpo, produz-se carvão.
A produção de coco de babaçu está concentrada no parte sul do estado do Maranhão, ao norte do estado de Tocantins e no estado do Pará.
No sul do Maranhão cerca de 1550 famílias de agricultores familiares e extrativistas vivem da produção do babaçu e produtos derivados.
Fonte: www.slowfoodbrasil.com
Nome popular: babaçu, baguaçu ou coco-de-macaco
Nome científico: Orbignya phalerata
Família botânica: Arecáceas


Brasil - Região Amazônica e Mata Atlântica na Bahia
O babaçu é uma palmeira com tronco (estipe) reto, não ramificado e pode atingir 10 a 20 metros de altura. As folhas são verdes, voltadas para o céu, arqueadas e pode atingir até 8 metros de comprimento.
As flores são produzidas em inflorescência tipo cacho e de cor amarelo-clara a branca. Os frutos são ovais, alongados, de coloração castanha e a sua polpa, farinácea de coloração branca. Mas, a maior parte do fruto é ocupada por um caroço central duro e contém, no seu interior, 3 a 5 sementes (amêndoas), ricas em óleo comestível.
As plantas de babaçu se desenvolvem bem em regiões de clima quente, e ocorrem principalmente nos estados do Maranhão, Piauí, Mato Grosso e áreas isoladas dos estados do Ceará, Pernambuco e Alagoas. São encontradas também na Bolívia, Guianas e Suriname. A propagação da planta é feita através de sementes.
A produção de babaçu é por extrativismo e feita principalmente por comunidades de pequenas vilas das regiões Norte e Nordeste do Brasil. No Maranhão, as mulheres que extraem as amêndoas de babaçu são conhecidas como “quebradeiras” e hoje existem diversas cooperativas. Além das amêndoas, as folhas são usadas na confecção de artesanatos.
Do babaçu se aproveita tudo:
1) das amêndoas, é extraído o óleo, usado como óleo comestível e para fabricação de sabão e glicerina
2) das amêndoas verdes, extrai-se um líquido branco que é consumido como leite
3) as folhas são usadas no fabrico de cestos de vários tamanhos e funções, abanos, peneiras, esteiras, cercas, janelas, portas, armadilhas, gaiolas, para cobertura de casas e abrigos, como alimentos para a criação durante a seca
4) das palmeiras jovens, extrai-se o palmito e um líquido para produzir um vinho bastante apreciado na região
5) estipes ou troncos, usados na marcenaria ou como adubo quando apodrecidos
6) a parte dura dos frutos resulta num carvão de excelente qualidade. Ainda hoje, essa planta não é bem explorada de forma racional no Brasil.
O percentual aproximado de óleo na extração é de 60%
Chukichi Kurozawa
Fonte: www.megabio.ind.br