

Nada ainda foi comprovado pela comunidade científica sobre
a eficiência da babosa contra o câncer, mas em 1998 a planta chegou
a alcançar preços absurdos.
Com um livro intitulado “O Câncer tem Cura”, o Frei Romano Zago transformou a imagem da babosa: de planta indicada para embelezamento de pele e cabelos, ela entrou para as páginas de revistas e programas de rádio e TV como uma poderosa arma contra o câncer.
A receita para uso interno, segundo o próprio Frei, é muito antiga: “acredita-se que ela tenha surgido na Idade Média”. A fama repentina provocou uma procura incrível pela babosa que, como era de se esperar no Brasil, virou objeto de especulação, sendo vendida por valores absurdos e, pior ainda, aos pedaços, permitindo que pessoas inescrupulosas vendam outro tipo de planta, passando-a por babosa, aproveitando-se que a maioria da população não tem muito conhecimento na identificação de plantas.
De qualquer forma, a comunidade científica ainda não comprovou nada a respeito das conclusões do Frei Romano sobre a eficiência da babosa contra o câncer. Estudos já comprovaram que a babosa fortalece o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória e antiviral.
Embora o uso da planta tenha sido aprovado nos Estados Unidos para testes em pacientes com Aids e câncer, desde 1994, ainda não foi divulgado nenhum resultado. Algumas pesquisas isoladas mostraram que os oligossacarídeos presentes na babosa ajudam a combater as células malignas, no entanto, concluiu-se também que seu consumo não deve ser indiscriminado, pois pode provocar dores abdominais, fortes diarréias (que os defensores do uso afirmam ser o “efeito limpeza”) e, em doses elevadas, pode causar até inflamação nos rins.
O produtor Rogélio Dosouto conta que a procura pela babosa em seu viveiro de plantas aumentou subitamente. Interessado em saber mais a respeito dos poderes medicinais da babosa, o produtor resolveu estudar as referências existentes a respeito. Ele acredita que a planta realmente apresenta propriedades curativas impressionantes: “Todas as referências bibliográficas que pesquisei indicam a espécie Aloe vera como possuidora de princípios ativos com potentes propriedades medicinais”, explica Rogélio. “As pesquisas indicam que as substâncias contidas na Aloe vera fortalecem o sistema imunológico com uma atividade antiviral, antitumoral e inclusive inibindo a multiplicação do vírus da Aids.
As mesmas pesquisas mostram que os princípios ativos encontram-se no gel mucilaginoso das folhas da Aloe vera e não na casca da folha”.
Embora convencido dos poderes da babosa, o produtor lembra que o uso interno da planta deve ser feito com muita cautela, “observando a reação individual de cada pessoa”.
Cautela com a ingestão da babosa também é a recomendação do professor Marcos Roberto Furlan, Mestre em Horticulticultura e especialista em plantas medicinais. Segundo Furlan, os principais componentes da babosa (aloína, aloeferon, aloetina e barbalodina) são os responsáveis pelas propriedades medicinais da planta que, além de cicatrizante, é utilizada como tônico digestivo e laxante. Mas ele adverte: “como os componentes da babosa têm propriedades emenagogas (aumentam o fluxo sangüíneo), ela é contra-indicada na gravidez; além disso, em altas doses, a planta pode se transformar num purgativo drástico, sendo totalmente desaconselhável seu uso em crianças”.
As mesmas advertências são enfatizadas no Compêndio de Fitoterapia Herbarium, de Magrid Teske e Anmy M. Trentini: além da gravidez, seu uso é contra-indicado em casos de varizes, hemorróidas, afecções renais, enterocolites, apendicites, prostatites e cistites. O uso interno prolongado provoca hipocalemia, diminui a sensibilidade do intestino, necessitando aumento gradativo da dose, favorecendo o surgimento de hemorróidas. Em crianças os efeitos colaterais podem ser potencializados, tornando o uso interno extremamente perigoso.
Enquanto cresce a discussão em torno da indicação da babosa para uso interno, por outro lado, é unânime o reconhecimento das propriedades da planta para uso externo. Sobre a pele, as substâncias contidas na babosa agem formando uma camada protetora e refrescante, com amplo uso cosmético e medicinal.
Externamente, estas são as principais indicações de uso da babosa:
No tratamento de queimaduras (fogo ou raios solares); acne, coceiras, eczemas, erisipela, ferimentos difíceis de cicatrizar e picadas de insetos;
Como fitocosmético, é excelente desodorante, removedor de impurezas da pele, fortalecedor do couro cabeludo. Ajuda a combater a caspa, previne contra as rugas hidratando peles ressecadas e flácidas e, aplicada como loção após a barba, é ótima suavizante para a pele.
Para essas indicações, não é necessário nenhum tipo de preparado especial, basta cortar a folha da babosa e aplicar a polpa diretamente sobre a região a ser tratada.
O nome Aloe vera seria originário do hebráico halal ou do arábico alloeh (= substância amarga, brilhante) e do latim vera (= verdadeira). Ao que tudo indica, ela é considerada uma planta poderosa há muito tempo. Antigos muçulmanos e judeus acreditavam que a babosa representava uma proteção para todos os males e, por isso, usavam as folhas até penduradas na porta de entrada da casa.
Alexandre, o Grande, teria conquistado as Ilhas de Socotorá, no Oceano Índico (século IV a.C.), porque lá vegetava abundantemente um tipo de babosa que produzia uma tinta violácea.
Há quem diga, entretanto, que na verdade, o conquistador conhecia os poderes cicatrizantes da babosa e seu principal interesse nas ilhas era ter plantas suficientes para curar os ferimentos dos seus soldados após as batalhas.
Quanto às suas virtudes cosméticas, basta dizer que ao serem descobertos os segredos de beleza de Cleópatra, a polpa da babosa ocupava lugar de destaque. O que parece ser confirmado pela indústria atual, pois o ingrediente entra na fabricação de inúmeros cremes, loções bronzeadoras, shampoos, condicionadores, máscaras, etc.
Existem centenas de espécies de babosa, a maioria de origem africana, pertencentes à Família das Lileáceas. As espécies mais conhecidas como medicinais são a Aloe vera, que nasce em forma de tufo e produz flores amarelas e a Aloe arborescens, que nasce em torno de um pequeno tronco e produz flores alaranjadas e vermelhas.
Além da diferença na disposição das folhas, a Aloe arborescens apresenta espinhos mais proeminentes nas bordas das folhas.
No seu livro, o Frei Romano Zago afirma que a espécie Aloe arborescens apresenta melhores resultados que a Aloe vera (barbadensis) - mais usada na indústria cosmética. Para ele, as propriedades medicinais encontram-se na folha toda e não apenas no gel, assim, como na arborescens o volume da casca é muito grande, há maior concentração de substâncias.
Segundo o produtor Rogélio Dosouto, a babosa, (tanto a Aloe vera quanto a arborescens) desenvolve-se bem em qualquer tipo de solo, desde que seja bem drenado.
Mas, precisa de pleno sol para se desenvolver bem. Além de medicinal, a babosa é muito ornamental: pode ser usada em jardins de pedra ou cultivada em vasos, por exemplo. Neste caso, o substrato ideal é uma mistura de 1 parte pó de xaxim, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de areia. Para acelerar o desenvolvimento, após o plantio da muda e seu perfeito enraizamento, o produtor aconselha uma adubação com NPK 10-10-10, ao redor da planta. Após um ano ou quando a planta estiver bem desenvolvida, a recomendação é para usar NPK 4-14-8, também ao redor da planta, duas vezes ao ano.
É interessante usar sempre um vaso grande (com no mínimo 20 cm de diâmetro), pois tanto a Aloe vera quanto a Aloe arborescens emitem brotações laterais que, após atingirem cerca de 15 cm., podem ser aproveitadas como mudas para a formação de outros vasos.
Rose Aielo Blanco
Fonte: www.jardimdeflores.com.br

Além de beneficiar a pele e os cabelos, essa planta fortalece o sistema imunológico.
Há muitos séculos que civilizações do mundo inteiro consomem a babosa. Suas propriedades curativas são comprovadas pela ciência.
É uma planta rica em minerais e vitaminas antioxidantes que evitam o envelhecimento das células. Tem aminoácidos essenciais e secundários que regeneram e recuperam os tecidos, enzimas que atuam no processo digestivo, acelerando o metabolismo e, portanto, favorece a eliminação das toxinas e do colesterol. Outra substância, a acemannan, ativa o sistema imunológico na defesa contra vírus, bactérias e poluição ambiental.
A babosa também apresenta princípios ativos fitoterápicos que penetram na pele, hidratando e nutrindo. Seus componentes saponínicos e antraquinônicosagem como analgésico e antiinflamatório nas dores de coluna e outras dores. Os agentes alcalinizantes do sangue nela contidos, devido à normalização do PH, promovem equilíbrio fisiológico celular.
A FDA (Food and Drug Administration, dos Estados Unidos) admite que o suco da babosa tem no máximo 50ppm de Aloin, pigmento amargo de cor amarela e brilhante que está presente na casca e que deve ser estabilizado para o uso oral e local.
/A estabilização significa que a babosa está livre de contaminação por bactérias, fungos e vírus, como conservantes naturais e antioxidantes para proteger sua cor e paladar.

Entre as inúmeras qualidades da babosa, destaca-se poderosa ação antipatológica, obtida por meio da estimulação do sistema imunológico, em casos de câncer de origem ionizante e biológico, gastrite e úlcera gástrica e duodenal, hipertensão arterial e problemas cardíacos, obesidade, artrite reumática e gota, artrose e osteoporose, prostatites e infecções ginecológicas, cálculos renais e vesícula biliar, alergias respiratórias como asma e bronquite e problemas dermatológicos como psoríase e aczema.
A babosa tem grandes benefícios quando usada externamente. Em forma de gel, 100% estabilizada, ela é incidaca para queimaduras, feridas incisivas, lesões por infecções bacterianas, eczemas e psoríase. Nesses casos, sua ação ocorre devido à penetração nas três camadas da pele, trazendo células hidratadas e oxigenadas para superfície, e removendo-as.
A babosa que contenha elastina, colágeno e óleos essenciais é eficaz para hidratação e regeneração nutricional celular, resultando na perfeita manutenção da jovialidade da pele.
Por causa dessas propriedades, várias civilizações no passado homenagearam a Aloe Vera (a babosa) como dádiva à humanidade.
Na Índia, era chamada de cetro divino (as folhas apontam para o céu). Os chineses a chamam de Lu-Hui e a consideram boa para a saúde, longevidade e potência sexual. No Egito, em 1550 a.C., o papyrus ebers detalhava minuciosamente o valor medicinal da Aloe Vera. O herbário grego, Dioscorides (41-68 d.C.), afirma que a planta pode "induzir ao sono, fortificar o corpo, diminuir a barriga e limpar o estômago". Na Colômbia, é costume amarrar folhas de babosa nos pés e nas mãos de crianças para proteção contra mordidas de insetos. Tribos africanas, em epidemia de gripe, banhavam-se infusão de babosa para eliminar os germes. Caçadores esfregavam a babosa no corpo para disfarçar o odor da transpiração e passarem despercebidos pelos animais.
A babosa é um fitoterápico cujos benefícios possuem ampla comprovação científica. Seu uso é também extensivo à veterinária.
Fonte: www.parana-online.com.br

A PLANTA ALOE VERA (Babosa)
É uma planta da família das Liláceas que possui inúmeras propriedades e entre as muitas espécies a Barbadensis é considerada a verdadeira. Por isso seu nome Aloe V
era. São de destacar suas propriedades curativas, regeneradoras, umectantes e nutritivas. É chamada a planta da beleza e da saúde, e o seu descobrimento remonta-se a milênios atrás.
Na atualidade, instituições científicas e docentes, como o Instituto de Ciências e Medicina Linus Paulin
g (de Palo Alto, California), o Instituto Weisman (de Israel), a Universidade de Oklahoma (EE.UU) e outros que serão indicados mais adiante, têm efetuado estudos formais sobre a espécie de Aloe Vera chamada Barbadensis Miller apoiados por provas de laboratório e experiências químicas.
Algumas das suas propriedades são as seguintes:
INIBIDORA DA DOR Seus princípios ativos tem uma notável capacidade de penetração até as camadas mais profundas da pele, inibindo e bloqueando as fibras nervosas periféricas (receptoras da dor), interrompendo de modo reversível a condução dos impulsos. Além disso, reduz a dor por possuir uma poderosa força anti-inflamatória.
ANTIINFLAMATORIA - A Aloe Vera tem uma ação similar à dos esteroides, como a cortisona, mas sem seus efeitos colaterais. Por isso é útil em problemas como bursites, artrites, lesões, golpes, mordida de insetos, etc.
QUERATOLITICO Faz com que a pele danificada dê lugar a um tecido de células novas.
ANTIBIOTICO Sua capacidade bacteriostática, bactericida , fungicida e anti-viral, elimina bactérias (inclusive Salmonela e Estafilococos) que causam infecções, inibindo sua ação danosa.
REGENERADOR CELULAR A Aloe Vera possui um hormônio que acelera a formação e crescimento de células novas. Graças ao cálcio que contém, elemento vital na osmose celular (intercâmbio de líquidos), ajuda às células a manter seu frágil equilíbrio interno e externo.
ENERGÉTICO E NUTRITIVO Uma das características de maior importância da gelatina é que contém 18 aminoácidos , necessários para a formação e estruturação das proteínas, que são a base das células e tecidos. Também contém minerais como cálcio, fósforo, cobre, ferro, manganês, magnésio, potássio e sódio, todos elementos indispensáveis para o metabolismo e a atividade celular. Aloe Vera contém também vitaminas: A, excelente para a visão, cabelo e pele, vitamina B1, B3, B6, B12, para o sistema nervoso central e periférico e vitamina C, responsável pelo fortalecimento do sistema imunológico e pela tonicidade dos capilares do sistema cardiovascular e circulatório.
DIGESTIVO A Aloe Vera contém grandes quantidades de enzimas necessárias para o processamento e aproveitamento dos carboidratos, gorduras e proteínas no organismo.
DESINTOXICANTE Contém ácido urônico, elemento que facilita a eliminação de toxinas o nível celular, e a nível geral estimula a função hepática e renal, primordiais na desintoxicação do nosso organismo.
REIDRATANTE E CICATRIZANTE Penetra profundamente nas três camadas da pele (derme, epiderme e hipoderme), graças à presença das ligninas e dos polisacáridos. Restitui os líquidos perdidos, tanto naturalmente como por deficiências de equilíbrio ou danos externos, reparando os tecidos de dentro para fora tanto nas queimaduras (fogo ou sol) quanto as fissuras, cortes, ralados, esfolados, perda de tecidos, etc. São muitos benefícios tanto para uso tópico (externo) na pele como em membranas e mucosas.
ANTIALÉRGICO Combate às alergias sem os efeitos indesejáveis de outros produtos como os que são baseados em cortisona.
O Gel da planta contém muitos nutrientes (mais de 200), o que faz dela um meio de fornecer ao organismo do combustível que necessita para manter ou recuperar a saúde. São esses nutrientes os responsáveis dos efeitos benéficos do gel. Por isso é conhecida como A Planta Milagrosa, ainda que, na verdade, é o corpo humano que faz os milagres.
Entre outros componentes, o gel da planta tem:
12 VITAMINAS:entre eles -> A, C, B1,B2, B3, B6, o complexo B12, C, E
20 MINERAIS: entre eles -> cálcio, fósforo, potássio, ferro, sódio, cobre, cromo, magnésio, manganês e zinco.
18 AMINOÁCIDOS :entre eles, sete dos oito essenciais -> Fenilalanina, Isoleucina, Leucina, Lisina, Metionina, Treonina, Valina, Ácido Aspártico, Ácido Glutâmico, Alanina, Arginina, Glicina, Histidina, Prolina, Serina, Tirosina, Cisteína e Hidroxiprolina
ENZIMAS :lipases, creatina fosfoquinase, nucleotidase, fosfatase alcalino, proteolitiase, lipases, catalases, amilases, proteases, celulases, bradquininase
MONO E POLISSACARÍDEOS :São vários os mucopolissacarídeos contidos no Gel de Aloe Vera. Entre outros destacam-se: celulose, glucose, galactose, xilose, arabinose, manose, aldopentose, ácido urônico, lipase,alinase, etc. O Gel de Aloe Vera contém alto teor de uma substância chamada acemannan (acetil-manose) .
ALGUMAS DAS OUTRAS SUBSTÂNCIAS :ácidos graxos, ligninas, saponinas, antraquinonas , hormônios , ácido salicílico, esteroides.
Fonte: www.santanaforever.com