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Bacia Hidrográfica

O que é Bacia Hidrográfica

A bacia hidrográfica pode ser entendida como um "Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. A noção de bacia hidrográfica inclui naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores d'água, cursos d'água principais, afluentes, subafluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia".

O artigo 171 da Constituição Estadual estabeleceu um modelo sistêmico para a gestão das águas do Rio Grande do Sul, no qual a bacia hidrográfica foi definida como unidade básica de planejamento e gestão. A Lei 10.350/1994 regulamentou este artigo e estabeleceu, para cada bacia do Estado, a formação de um comitê de gerenciamento, o comitê de bacia.

Para o Rio Grande do Sul, de acordo com a referida lei, foi determinada a existência de três Regiões Hidrográficas, as quais foram subdivididas em bacias hidrográficas, totalizando, até o presente momento, 23 unidades. Para cada uma destas está previsto a formação de um comitê para a gestão integrada dos seus recursos hídricos.

Rio

Um rio e seus afluentes formam uma bacia fluvial ou hidrográfica.

Para facilitar os estudos, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) separou os rios brasileiros em nove bacias.

Seis delas são chamadas bacias autônomas, pois têm um rio principal e seus afluentes: bacias Amazônica do Tocantins-AraguaiaParaguai do Paraná do São Francisco e do Uruguai.

As outras três são chamadas bacias agrupadas, pois não têm um rio principal que as nomeie.

São elas: bacia do Nordeste, do Leste e do Sudeste-Sul.

Rios de planície

São usados basicamente para a navegação fluvial, pois não apresentam saltos, cataratas ou cachoeiras em seu caminho. O Amazonas, por exemplo, é navegável desde sua foz, no oceano Atlântico, até a cidade de Iquitos, no Peru. O número impressionante de seus afluentes, mais de 7 mil, permite a navegação em mais de 230 mil km. Com as cheias periódicas, há uma rede de canais e braços de rios, como os igarapés, que são estreitos cursos-d’água. Todos eles transformam-se em verdadeiras estradas de água. Além de servirem como hidrovia, os rios amazônicos têm também uma fauna riquíssima, com cerca de 1.400 espécies de peixes que são a base da alimentação para a população da região Norte.

Outra bacia muito utilizada na navegação é a do Paraguai, localizada numa extensa planície, no centro do continente sul-americano. Uma de suas características é a facilidade de integrar-se a outras bacias, principalmente à do Paraná, por meio dos rios Prado e Coxim.

Rios de planalto

A maior parte de nossos rios é de planalto e tem uma grande importância na economia nacional.

Muitos deles apresentam inúmeras quedas-d’água - caso das Cataratas do Iguaçu, no Paraná (foto ao lado), que podem ser excelentes fontes para a produção de energia. Cerca de 91% de toda a energia elétrica produzida no Brasil tem origem nas usinas hidrelétricas. São gerados 58 milhões de quilowatts anuais nas 93 usinas em funcionamento, mas o potencial hidrelétrico de todas as bacias hidrográficas brasileiras chega a 260 milhões de quilowatts. Mas os desníveis bruscos e acentuados, as quedas e as cachoeiras dificultam a navegação.

Mesmo assim, os trechos navegáveis das bacias típicas de planalto são aproveitados para integrar a economia regional. O melhor exemplo é o do rio São Francisco, que tem 1.300 km navegáveis, entre Pirapora (Minas Gerais) e Juazeiro (Bahia) e trechos encachoeirados aproveitados para geração de energia elétrica nas usinas de Paulo Afonso, Sobradinho, Moxotó, Xingó e Três Marias. No mesmo caso encontra-se a bacia do Paraná, bastante explorada por hidrelétricas e que vem aproveitando os trechos navegáveis para a integração regional com o sul do continente. Nela foi criada a Hidrovia Tietê-Paraná, importante via de transporte de mercadorias para o Mercosul - Mercado Comum do Sul.

Tipos de rios

No Brasil, há rios com os mais diferentes aspectos. As águas que os alimentam vêm das chuvas e por causa de nosso clima tropical, muito chuvoso, a maioria dos rios brasileiros nunca seca.

Mas há exceções: rios temporários que somem nas secas, como é o caso do rio Jaguaribe (no Ceará). Também existem rios que se tornam subterrâneos e depois voltam a ficar visíveis, como o Paraguaçu (na Bahia). Como a maior parte do relevo brasileiro é ocupada por planaltos, é também por eles que correm os nossos rios. Encachoeirados, com grandes desníveis entre a nascente e a foz, eles têm grandes quedas-d’água.

Algumas delas são: Urubupungá, no rio Paraná; Iguaçu, no rio Iguaçu; Pirapora, Sobradinho, Paulo Afonso e Itaparica, no rio São Francisco. Temos ainda os rios que correm nas planícies, menos abundantes no Brasil.

Exemplos: os da bacia Amazônica, localizados na região Norte, e os da bacia Paraguaia, localizados na região Centro-Oeste, ocupando vastas áreas do Pantanal Mato-Grossense.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Bacia Hidrográfica

O Brasil, dada a sua grande extensão territorial e a predominância de climas úmidos, tem uma extensa rede hidrográfica.

As bacias hidrográficas brasileiras oferecem, em muitos trechos, grandes possibilidades de navegação. Apesar disso, o transporte hidroviário é pouco utilizado no país. Em outros trechos, nossos rios apresentam um enorme potencial hidrelétrico, bastante explorado no Centro-Sul do país em decorrência da concentração urbano-industrial, mas sub-utilizado em outras regiões, como a Amazônia.

Tecnicamente, a hidrografia brasileira apresenta os seguintes aspectos:

Não possui lagos tectônicos, pois as depressões tornaram-se bacias sedimentares. Em nosso território, só há lagos de várzea (temporários, muito comuns no Pantanal) e lagoas costeiras, como a dos Patos (RS) e a Rodrigo de Freitas (RJ), formadas por restingas.

Todos os rios brasileiros, com exceção do Amazonas, possuem regime pluvial. Uma pequena quantidade de água do rio Amazonas provém do derretimento de neve na cordilheira dos Andes, caracterizando um regime misto (nival e pluvial).

Todos os rios são exorréicos. Mesmo os que correm para o interior têm como destino final o oceano, como o Tietê, afluente do rio Paraná, que por sua vez deságua no mar (estuário do Prata).

Há os rios temporários apenas no Sertão nordestino, onde o clima é semi-árido. No restante do país os rios são perenes.

Predominam rios de planalto em áreas de elevado índice pluviométrico. A existência de muitos desníveis no terreno e o grande volume de água possibilitam a produção de hidreletricidade.

Com exceção do rio Amazonas, que possui foz mista (delta e estuário), e do rio Parnaíba, que possui foz em delta, todos os rios brasileiros que deságuam livremente no oceano formam estuários.

As principais bacias hidrográficas brasileiras são:

Bacia Amazônica
Bacia do Araguaia / Tocantins
Bacia Platina (composta pela bacia do Paraná e bacia do Uruguai)
Bacia do São Francisco
Bacias Secundárias (Atlântico Sul).

Fonte: www.frigoletto.com.br

Bacia Hidrográfica

Uma bacia hidrográfica é uma unidade fisiográfica, limitada por divisores topográficos, que recolhe a precipitação, age como um reservatório de água e sedimentos, defluindo-os em uma seção fluvial única, denominada exutório. Os divisores topográficos ou divisores de água são as cristas das elevações do terreno que separam a drenagem da precipitação en A bacia hidrográfica, associada a tre duas bacias adjacentes.

A bacia hidrográfica, associada a uma dada seção fluvial ou exutório, é individualizada pelos seus divisores de água e pela rede fluvial de drenagem; essa individualização pode se fazer por meio de mapas topográficos. Os divisores de água de uma bacia formam uma linha fechada, a qual é ortogonal às curvas de nível do mapa e desenhada a partir da seção fluvial do exutório, em direção às maiores cotas ou elevações. A rede de drenagem de uma bacia hidrográfica é formada pelo rio principal e pelos seus tributários, constituindo-se em um sistema de transporte de água e sedimentos, enquanto a sua área de drenagem é dada pela superfície da projeção vertical da linha fechada dos divisores de água sobre um plano horizontal, sendo geralmente expressa em hectares (ha) ou quilômetros quadrados (km2).

Uma bacia hidrográfica é um sistema que integra as conformações de relevo e drenagem. A parcela da chuva que se abate sobre a área da bacia e que irá transformar-se em escoamento superficial, chamada precipitação efetiva, escoa a partir das maiores elevações do terreno, formando enxurradas em direção aos vales. Esses, por sua vez, concentram esse escoamento em córregos, riachos e ribeirões, os quais confluem e formam o rio principal da bacia. O volume de água que passa pelo exutório na unidade de tempo é a vazão ou descarga da bacia.

Bacia Hidrográfica

A Figura acima ilustra a seqüência de passos que deve ser empregada para se fazer a delimitação da bacia hidrográfica de interesse, baseada em um mapa topográfico com curvas de nível e indicação dos cursos d’água.

A bacia hidrográfica deve ser delimitada no ponto inicial da modelagem do rio (por exemplo, onde há o primeiro lançamento de esgotos), de forma a permitir a determinação da vazão neste ponto. Adicionalmente, deve ser feita a delimitação da bacia ao final do trecho simulado do rio, para se ter a configuração completa do sistema em estudo.

Fonte: www.etg.ufmg.br

Bacia Hidrográfica

Conceito

Bacia Hidrográfica é um conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. A idéia de bacia hidrográfica está associada à noção da existência de nascentes, divisores de águas e características dos cursos de água, principais e secundários, denominados afluentes e subafluentes.

Uma bacia hidrográfica evidencia a hierarquização dos rios, ou seja, a organização natural por ordem de menor volume para os mais caudalosos, que vai das partes mais altas para as mais baixas.

As bacias podem ser classificadas de acordo com sua importância, como principais (as que abrigam os rios de maior porte), secundárias e terciárias; segundo sua localização, como litorâneas ou interiores.

Em bacias de inclinação acentuada como a do Rio Colorado, nos Estados Unidos, o processo de busca do perfil de equilíbrio fluvial tende a estreitar a área da bacia. De forma contrária, bacias de inclinação baixa como a do Rio Amazonas tendem a ser mais largas.

A Bacia Como Unidade de Planejamento

A necessidade de promover a recuperação ambiental e a manutenção de recursos naturais escassos como a água, fez com que, a partir da década de 70, o Bacias Hidrográficas de bacia hidrográfica passasse a ser difundido e consolidado no mundo.

Para enfrentar problemas como poluição, escassez e conflitos pelo uso da água, foi preciso reconhecer a bacia hidrográfica como um sistema ecológico, que abrange todos os organismos que funcionam em conjunto numa dada área. Entender como os recursos naturais estão interligados e são dependentes.

Ou seja, quando o curso de um rio é alterado para levar esgotos para longe de uma determinada área, acaba por poluir outra. Da mesma forma, a impermeabilização do solo em uma região provoca o escoamento de águas para outra, que passa a sofrer com enchentes. Diante de exemplos como esses, tornou-se necessário reconhecer na dinâmica das águas, que os limites geográficos para trabalhar o equilíbrio ecológico têm que ser o da bacia hidrográfica, ou seja, o espaço territorial determinado e definido pelo escoamento, drenagem e influência da água, do ciclo hidrológico na superfície da Terra e não aquelas divisões políticas definidas pela sociedade, como municípios, Estados e países, que não comportam a dinâmica da natureza.

Desde que o homem passou viver em sociedades organizadas e reconheceu a importância de controlar a disponibilidade de água potável, surgiram as primeiras tentativas da humanidade de modificar o ambiente natural. O desenvolvimento de atividades como a agricultura e a urbanização sempre estiveram ligados ao controle da água. Civilizações do antigo Egito, da China, Índia e Mesopotâmia eram chamadas de civilizações hidráulicas. A ascensão e queda desses povos está intimamente ligada aos usos e abusos da água.

O mesmo acontece com a nossa sociedade. Todo desenvolvimento de regiões urbanizadas e rurais é definido de acordo com a disponibilidade das águas doces, ou seja, sua quantidade e qualidade. Portanto, para promover o desenvolvimento sustentável e o intercâmbio entre regiões com interesses comuns, ou entre as que brigam pelo direito de utilizar a água para determinado fim, foi preciso reconhecer e adotar o Bacias Hidrográficas de bacia hidrográfica em todo o mundo.

No Brasil, esse conceito passou a ser desenvolvido em meados dos anos 70. No estado de São Paulo, as primeiras experiências surgiram em 1976, na região metropolitana, com a criação do Comitê do Acordo firmado entre o estado de São Paulo e o Ministério das Minas e Energia.

Bacias Hidrográficas Brasileiras

O Brasil reúne oito grandes bacias hidrográficas, distribuídas conforme o mapa abaixo, que apresenta a vazão específica e precipitação anual de cada bacia hidrográfica.

A distribuição da água no Brasil não é uniforme e as regiões mais populosas e industrializadas apresentam menor disponibilidade de recursos hídricos. Esse é um dos fatores que obriga o país a adotar um sistema nacional de recursos hídricos, com gestão integrada, tendo a bacia hidrográfica como unidade de gerenciamento.

Distribuição dos recursos hídricos no Brasil

Sudeste: 6%
Sul: 7%
Nordeste: 3%
Centro Oeste:16%
Norte: 68%

REGIÕES HIDROGRÁFICAS

A Lei 9.433/97 estabelece que a bacia hidrográfica é a unidade territorial para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

Com o objetivo de respeitar as diversidades sociais, econômicas e ambientais do País, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos - CNRH, aprovou em 15 de outubro de 2003, a Resolução No. 32 que instituiu a Divisão Hidrográfica Nacional.

Fonte: www.rededasaguas.org.br

Bacia Hidrográfica

Três grandes compartimentos do ciclo hidrológico retêm as águas por diferentes tempos: a atmosfera, a superfície terrestre e o sub-solo. Desta forma, as águas circulam constantemente pelo planeta através dos fenômenos de evaporação, condensação e precipitação.

Em cada um desses "círculos" do ciclo hidrológico as águas permanecem determinado tempo; podem ficar alguns dias na atmosfera, semanas ou anos em solos, rios e lagos, de 100 a 3.000 anos nos oceanos e até por mais de 10.000 anos nas calotas polares e no sub-solo.

A água é também a principal responsável pela forma atual da superfície terrestre, ela desgasta as rochas das regiões montanhosas e, seja como geleiras, rios, cachoeiras, ou corredeiras, transporta continuamente o material resultante deste desgaste para as regiões mais baixas, depositando-as nos vales, várzeas, fundo de lago ou oceano.

O círculo de escoamento superficial onde as águas correm pela superfície terrestre é denominado bacia hidrográfica e em toda bacia o escoamento das águas sempre fluem para seu único ponto de saída, o enxutório.

Os seres vivos também participam do ciclo da água, vegetais e animais constantemente absorvem água do meio ambiente e a devolvem em forma de fezes e urina, além disso, através da respiração e transpiração a água volta ao meio em forma de vapor.

A cobertura vegetal é que protege o solo da ação erosiva de chuvas muito forte ou mesmo de ventos. Quando há desmatamento a enxurrada provoca a erosão, isto é, escava o solo e os barrancos, arranca e transporta terra para os rios, deixando as águas turvas, assoreadas e o solo estéril, porque levam do solo a camada de húmus (de cor escura e rica em sais minerais que dão fertilidade a terra); a água do rio por sua vez, que era para estar límpida e transparente, fica eutrofizada, isto é, de cor escura, com turbidez e rica em sais minerais que alimentam as algas. Em um ecossistema desequilibrado, as algas em floração consomem todo oxigênio disponível, causam gosto e odor na água, mortandade de peixes e também produzem micro-toxinas.

Ultimamente as intervenções humanas no meio ambiente têm negligenciado a relação entre a água e seu entorno natural provocando forte impactos. Em São Paulo a chuva ácida tem pH 4,5 devido a poluição do ar. E o processo de impermeabilização em função do uso e ocupação do solo urbano, como moradias, industria e comércio, asfaltamento de ruas e calçadas, aumentam o fluxo de escoamento superficial, impedem a infiltração e a percolação para os depósitos subterrâneos; além de provocarem enchentes e erosão com o carreamento de resíduos sólidos que assoreiam os corpos d'água.

BACIA HIDROGRÁFICA

Uma maneira global de trabalhar a temática da água se relaciona com o conceito de bacias hidrográficas, que são aqueles lugares da superfície terrestre cujas águas superficiais se dirigem a um ponto de confluência.

Cada bacia tem condições específicas de clima, relevo, vegetação, etc., que determinam as condições do ciclo da água. Por sua vez, a gestão de uma bacia hidrográfica é parte de um conceito mais amplo que se denomina de ordenação ambiental do território e que inclui todos os elementos de manejo dos ecossistemas em uma visão integral para o desenvolvimento sustentável.

O critério de manejo de bacias nos leva a trabalhar naquilo que alguns denominam a unidade ecológica menor, onde se realiza o ciclo da água. Por isso, é importante ter claras as múltiplas relações que existem nestas unidades e das quais depende o bom manejo da água e, consequentemente, a possibilidade de relacionarmos adequadamente com a base de vida.

Podemos definir bacia hidrográfica como sendo a área que, delimitada pelos divisores de água, contribui para o rio.

A bacia hidrográfica abrange uma área na superfície da Terra , onde todas as ações que envolvem os diversos usos de água ou de líquidos provocam seu escoamento para os rios e córregos existentes no fundo do vale.

No Brasil existem diversas bacias hidrográficas importantes, tais como: Amazonas, Paraná, Paraguai, São Francisco, Araguaia, Tocantins, Iguaçu, entre outras.

Também no Estado de São Paulo existem diversas bacias hidrográficas, sendo as principais: Tietê, Paraíba do Sul, Ribeira do Iguape, Paranapanema, Grande, entre outras.

O DAEE é o órgão com a responsabilidade de realizar a gestão da água nas bacias hidrográficas do Estado de São Paulo

A água é indispensável para a manutenção dos ecossistemas, devemos manejá-la de maneira integral !

Fonte: www.agua.bio.br

Bacia Hidrográfica

Bacia Hidrográfica são regiões geográficas formadas por rios que deságuam num curso principal de água.

Os rios têm grande importância econômica; eles irrigam terras agrícolas, abastecem reservatórios de água urbanos, fornecem alimentos e produzem energia através das hidrelétricas. O transporte fluvial também tem grande importância e é muito utilizado em razão da economia de energia e grande capacidade de carga dos navios.

A produção brasileira de energia em 1997 é de 185.961.000 tep (toneladas equivalentes de petróleo), enquanto o consumo total é de 227.279.000 tep. O déficit de 41.318.000 tep é suprido com importações. A produção nacional concentra-se em energia primária renovável – energia hidráulica, lenha e derivados de cana-de-açúcar – que alcança 70,7% do total. As formas de energia primária não renovável, que incluem petróleo, gás natural, carvão, urânio (U308), são responsáveis por 29,3% da produção interna. Processada em hidrelétricas e refinarias, a energia primária transforma-se em eletricidade, gasolina, óleo diesel etc.

Cerca de 97% da energia elétrica produzida no Brasil é gerada em hidrelétricas. Somente a Bacia do Prata possui cerca de 60,9% das hidrelétricas em operação ou construção. O país aproveita, no entanto, apenas uma pequena parte do seu potencial hidráulico. De 127 mil Mw/ano de capacidade estimada, apenas 32,2 mil Mw/ano são produzidos. O alto custo de construção de uma usina, somada aos problemas sociais e ambientais decorrentes do alagamento de grandes áreas, desestimula a instalação de novas hidrelétricas. A região amazônica é o exemplo mais claro dessa dificuldade. Apesar de ter o maior potencial hidrelétrico do país, seus rios são pouco apropriados para a construção de usinas por correrem em regiões muito planas, que requerem o alagamento de áreas mais extensas. A Usina de Balbina, no estado do Amazonas, precisou inundar 2.360 km² para produzir 250 mw de energia. Já a Usina de Boa Esperança, no Piauí, localizada em terreno mais adequado, alagou apenas 352,2 km² para gerar energia equivalente.

Bacia do Rio Paraguai

O rio Paraguai nasce no estado do Mato Grosso, desloca-se para o sul, recebendo vários tributários, principalmente do lado leste, até desembocar no rio Paraná.

A precipitação média anual é de 1700 mm na parte alta da bacia e de 1100 mm na região do pantanal, uma extensa planície de 180.000 Km², a oeste do estado do Mato Grosso. A declividade dessa planície é de aproximadamente 40 cm/Km de leste a oeste e de 2cm/Km de norte a sul.

Os rios da região têm capacidade de suportar as descargas médias, mas durante fortes cheias alaga-se uma área de aproximadamente 30.000 Km². As enchentes ocorrem na região do alto curso da bacia, provocadas pelas fortes precipitações, propagando-se para a região do pantanal. O lento escoamento das águas no pantanal e a complexa combinação das contribuições de cada planície, funcionando as lagoas e baias como reguladores, recebendo água na elevação do nível e cedendo na recessão, levam as cheias do rio Paraguai a se propagar durante vários meses do ano, a jusante. Ocorrem enchentes locais em diversas regiões, ao longo do ano, dependendo do regime de chuvas. Na região entre Cáceres e Cuiabá, o trimestre mais chuvoso estende-se de janeiro a março, com ocorrência de níveis elevados em março. Na sub-bacia do Miranda, o trimestre mais chuvoso estende-se de dezembro a fevereiro, com ocorrência de níveis elevados em fevereiro.

Em Cáceres, as cheias ocorrem entre fevereiro e março, com águas escoando para jusante e recebendo contribuições intermediárias até alcançar Corumbá entre maio e junho, e Porto Murtinho, entre julho e agosto. De Bela Vista do Norte até deixar o território brasileiro, na foz do rio Apa, o rio Paraguai apresenta uma hidrografia de enchente muito uniforme, com apenas um pico anual, próximo a Forte Coimbra. A partir daí até a confluência do rio Apa, podem ocorrer pequenos picos devido a contribuições locais.

O Ciclo Hidrológico da Água

Chamamos de ciclo hidrológico, ou ciclo da água, a constante mudança de estado da água na natureza.O grande motor deste ciclo é o calor irradiado pelo sol.

A permanente mudança de estado físico da água, isto é do ciclo hidrológico, é a base da existência da erosão da superfície terrestre. Não fossem as forças tectônicas, que agem no sentido de criar montanhas, hoje a Terra seria um planeta uniformemente recoberto por uma camada de 3 km de água salgada.

Em seu incessante movimento na atmosfera e nas camadas mais superficiais da crosta, a água pode percorrer desde o mais simples até o mais complexo dos caminhos.

Quando uma chuva cai, uma parte da água se infiltra através dos espaços que encontra no solo e nas rochas. Pela ação da força da gravidade esta água vai se infiltrando até não encontrar mais espaços, começando então a se movimentar horizontalmente em direção às áreas de baixa pressão.

A única força que se opõe a este movimento é a força de adesão das moléculas d'água às superfícies dos grãos ou das rochas por onde penetra.

A água da chuva que não se infiltra, escorre sobre a superfície em direção às áreas mais baixas, indo alimentar diretamente os riachos, rios, mares, oceanos e lagos.

Em regiões suficientemente frias, como nas grandes altitudes e baixas latitudes, calotas polares, esta água pode se acumular na forma de gelo, onde poderá ficar imobilizada por milhões de anos.

O caminho subterrâneo das águas é o mais lento de todos. A água de uma chuva que não se infiltrou levará poucos dias para percorrer muitos e muitos quilômetros. Já a água subterrânea poderá levar dias para percorrer poucos metros. Havendo oportunidade esta água poderá voltar à superfície, através das fontes, indo se somar às águas superficiais, ou então, voltar a se infiltrar novamente.

A vegetação tem um papel importante neste ciclo, pois uma parte da água que cai é absorvida pelas raízes e acaba voltando à atmosfera pela transpiração ou pela simples  e direta evaporação (evapo-transpiração).

Fonte: www.ft.unicamp.br

Bacia Hidrográfica

O que é uma BACIA HIDROGRÁFICA?

É uma área onde toda chuva que cai corre por riachos e rios secundários para um mesmo rio principal, localizado num ponto mais baixo da paisagem, sendo separado por outras bacias por uma linha divisória chamada de divisor de águas.

É o local onde se planeja os recursos hídricos da região.

Os comitês de bacias hidrográficas cuidam do uso, conservação e recuperação das águas das bacias hidrográficas.

Como se forma UMA BACIA?

Geralmente a água escoa dos pontos mais altos para os mais baixos e a formação da bacia acontece pelo desgaste que a água realiza no relevo de determinada área, podendo resultar em diversas formas: vales – depressões nas montanhas, planícies mais ou menos largas, maior ou menor quantidade de nascentes.

Conheça as bacias hidrográficas DA PARAÍBA

O Estado da Paraíba está dividido em onze bacias hidrográficas. As bacias hidrográficas dos rios Piranhas, Jacu, Curimataú, Trairi e Guaju, ultrapassam as fronteiras do Estado e englobam áreas do Estado vizinho (Rio Grande do Norte), constituindo assim, bacias de domínio federal, enquanto as bacias hidrográficas do Rio Paraíba, as do Litoral Sul (formadas pelas bacias dos Rios Abiaí e Gramame) e as do Litoral Norte (formadas pelas bacias dos Rios Miriri, Mamanguape e Camaratuba) são de domínio estadual.

Por que a sociedade deve proteger a BACIA?

É importante saber que ao adotarmos a bacia hidrográfica como sendo uma , definimos assim, o espaço geográfico de atuação que ajuda a promover o planejamento regional, a controlar os usos da água na região proteger conservar as fontes de captação da bacia com diferentes pessoas e setores as soluções para os.

Vale destacar também que a Bacia Hidrográfica está relacionada ao espaço físico e não político, ou seja, geralmente ultrapassa a fronteira dos municípios, Estados e, mesmo, países.

A utilização da água de um rio implica em respeito a certas normas e à lei. Sua proteção constitui uma obrigação para todo indivíduo ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pela sociedade nem pelo Estado.

Fonte: www.aesa.pb.gov.br

Bacia Hidrográfica

Conceitos Básicos

Bacias hidrográficas são definidas como áreas nas quais a água escoa para um único ponto de saída, conhecido como seção de controle. Todos os corpos d’água que nascem nas cabeceiras de uma bacia fluem para a seção de controle, também conhecida como exutório da bacia. Portanto, consiste de uma área na qual ocorre uma captação da água proveniente da atmosfera e que é convertida em escoamento, a partir de limites geográficos, conhecidos como divisores de água, e direcionamento do fluxo para a seção de controle.

Bacias hidrográficas normalmente fazem parte de outras bacias de maior porte e assim sucessivamente, até as grandes bacias como do Rio Paraná, São Francisco e Amazonas. Sendo assim, a adoção do termo sub-bacia hidrográfica pode ser mais apropriado, haja vista que os critérios de definição quanto ao tamanho, são imprecisos.

Assim, tem-se, por exemplo: a bacia hidrográfica, é integrante de uma bacia maior, que engloba o município de Lavras; esta por sua vez, integra a bacia do Alto Rio Grande. A bacia do Alto Rio Grande é uma sub-bacia da bacia do Rio Grande, a qual possui sua seção de controle junto à sua afluência junto ao Rio Paranaíba, formando assim, o Rio Paraná, sendo, portanto, uma sub-bacia da Bacia do Rio Paraná. Observa-se que todos os pequenos corpos d’água que nascem na bacia da UFLA atingirão o oceano Atlântico, na seção de controle da Bacia do Rio Paraná, na Argentina.

Destacam-se os seguintes elementos fisiográficos numa bacia hidrográfica:

Divisores de Água: linha que representa os limites da bacia, determinando o sentido de fluxo da rede de drenagem e a própria área de captação da bacia hidrográfica
Seção de Controle:
local por onde toda a água captada na bacia (enxurrada e corpos d’água) é drenada
Rede de Drenagem:
constitui-se de todos os corpos d’água da bacia e canais de escoamento, estes não necessariamente perenes. São canais perenes aqueles em regime permanente de fluxo. São considerados intermitentes os corpos d’água que fluem somente na época das chuvas, ou seja, quando as nascentes (aqüíferos) estão abastecidas. Com a estação de déficit hídrico, tais canais podem vir a secar; e são efêmeros os canais pelos quais fluem água somente quando ocorre escoamento originado de precipitação, ou seja, a enxurrada. Quando a precipitação termina, o fluxo cessa em pouco tempo.

A rede de drenagem é extremamente importante para caracterização e manejo das bacias hidrográficas, determinando suas características de escoamento superficial e o potencial de produção e transporte de sedimentos. Observa-se que estas propriedades hidrológicas são de grande importância para o manejo da bacia, especialmente no contexto ambiental e são diretamente influenciadas pelas características da rede de drenagem.

Cobertura vegetal e classe de solos são ambas fundamentais para caracterização do ambiente e controlam a dinâmica da água dentro da bacia hidrográfica. Cada cobertura vegetal exerce uma influência diferente no tocante às características de evapotranspiração e de retenção da precipitação. Da mesma forma, os tipos de solo, que além do aspecto evaporativo, interferem decisivamente nos processos de infiltração de água e por conseqüência direta, nas características do escoamento superficial e transporte de sedimentos.

Igualmente importante, é o formato da bacia hidrográfica. Bacias hidrográficas geralmente apresentam 2 formatos básicos, com tendência a serem circulares ou elípticas (alongadas). As formas têm importância especial no comportamento das cheias. As primeiras têm tendência de promover maior concentração da enxurrada num trecho menor do canal principal da bacia, promovendo vazões maiores e adiantadas, relativamente às bacias alongadas, que produzem maior distribuição da enxurrada ao longo do canal principal, amenizando, portanto, as vazões e retardando as vazões máximas.

Classificação de Bacias Hidrográficas

a) Pequenas Bacias

O conceito de pequenas bacias é controverso. Não está somente associado ao tamanho (área) das mesmas, mas ao objetivo dos estudos que serão desenvolvidos.

Algumas propriedades são importantes para se definir uma bacia hidrográfica como pequena

Uniformidade da distribuição da precipitação em toda a área da bacia
Uniformidade da distribuição da precipitação no tempo
O tempo de duração da chuva geralmente excede o tempo de concentração da bacia
A geração de escoamento e produção de sedimentos ocorrem em grande parte nas vertentes da bacia e, o armazenamento e o fluxo concentrados nos cursos d’água não são significativos

Estas propriedades são estabelecidas com o objetivo de facilitar a modelagem do processo de transformação chuva-vazão. Contudo, há um problema que não pode ser desconsiderado, que é a questão da variabilidade, principalmente espacial, dos eventos de precipitação e da capacidade de infiltração de água no solo, que combinados, produzirão grande variação na geração do escoamento superficial.

Portanto, o conceito de homogeneidade também deve ser considerado, especialmente em função dos objetivos a serem alcançados. Estes devem ser norteados em função de uma melhor compreensão das relações físicas e matemáticas que envolvem os vários componentes do ciclo hidrológico.

b) Bacias Representativas

Tais bacias são definidas de forma que possam representar uma região homogênea. São instrumentadas com aparelhos para monitoramento e registro dos eventos hidrológicos e climáticos. Estas bacias são utilizadas para estudos hidrológicos sem que haja alteração de suas características fisiográficas, em especial solo e cobertura vegetal, que são mantidas estáveis. Assim sendo, há necessidade de grandes séries históricas de dados hidrológicos, em especial de vazão e precipitação.

O principal objetivo de bacias representativas instrumentadas é produzir informações hidrológicas e meteorológicas para toda uma região homogênea a que pertencem. Além de longos períodos de análise são feitos estudos climáticos, hidrogeológicos e pedológicos.

Enfim, bacias representativas instrumentadas têm como objetivos científicos:

Avaliação detalhada dos processos físicos, químicos e biológicos do ciclo hidrológico, necessitando-se de longas séries históricas e mínima alteração do meio
Calibração de modelos hidrológicos para simulação do comportamento da bacia, associado ao escoamento superficial, água no solo e evapotranspiração da região homogênea, que a bacia representa
Simular os efeitos de mudanças naturais de aspectos fisiográficos no ciclo hidrológico

c) Bacias Experimentais

São bacias hidrográficas que visam basicamente a estudos científicos dos componentes do ciclo hidrológico e eventuais influências nos componentes deste.

Assim, pode-se produzir alterações intencionais nas características de uso do solo e vegetação na bacia. Normalmente, por constituírem-se em áreas destinadas estritamente a pesquisa, o tamanho destas bacias não ultrapassa 4 km2, sendo, portanto, de pequenas dimensões.

Os principais objetivos das bacias experimentais são:

Avaliar a influência de manejos como desmatamento e influência de diferentes usos do solo na produção de erosão e no ciclo hidrológico
Testar, validar e calibrar modelos de previsão hidrológica
Treinamento de técnicos e estudantes com os aparelhos de medição hidrológica (medidores de vazão, linígrafos, molinetes, etc) e climática
Como em bacias representativas, estudos detalhados de processos físicos, químicos e biológicos do regime hídrico das bacias

Normalmente, busca-se um estudo comparativo dos efeitos de manejos, portanto, é necessário que haja mais de uma bacia monitorada.

d) Bacias Elementares

São bacias de pequena ordem, constituindo-se na menor unidade geomorfológica onde ocorre, de maneira completa, o ciclo hidrológico.

Apresentam áreas inferiores a 5 km2, permitindo as seguintes considerações:

Uniformidade em toda área dos eventos pluviométricos
Características de vegetação e pedologia semelhantes em toda a bacia
Controle sobre a entrada de sedimentos provenientes de outras áreas
Identificação rápida e precisa de mudanças no horizonte superficial dos solos que constituem as bacias
Não haja efeitos significativos da concentração de água e sedimentos nas calhas dos cursos d’água, quando comparada à produção destes nas vertentes.

Se houver condições de comprovação de tais premissas, podem-se conduzir estudos numéricos precisos do ciclo hidrológico, que ajudarão no entendimento dos processos envolvidos com o mesmo. Em bacias experimentais e elementares podem-se fazer estudos cuja necessidade de informações varie de um período extenso de análise (grandes séries históricas) ou períodos bastante curtos, tudo dependendo dos objetivos.

Por exemplo: na avaliação dos efeitos de diferentes práticas agrícolas pode-se trabalhar com períodos curtos de análise; já na avaliação dos efeitos de desmatamento ou função hidrológica de diferentes coberturas vegetais, há necessidade de uma série maior de dados para se chegar a resultados conclusivos.

Fonte: www.deg.ufla.br

Bacia Hidrográfica

O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade.

Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica.

Quanto à navegabilidade, esses rios, dado o seu perfil não regularizado, ficam um tanto prejudicados. Dentre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação.

Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.

De maneira geral, os rios têm origem em regiões não muito elevadas, exceto o rio Amazonas e alguns de seus afluentes que nascem na cordilheira andina.

Em termos gerais, como mostra o mapa acima, pode-se dividir a rede hidrográfica brasileira em sete principais bacias, a saber: a bacia do rio Amazonas; a do Tocantins - Araguaia; a bacia do Atlântico Sul - trechos norte e nordeste; a do rio São Francisco; a do Atlântico Sul - trecho leste; a bacia Platina, composta pelas sub-bacias dos rios Paraná e Uruguai; e a do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul.

Bacia Hidrográfica

Bacia do rio Amazonas

Em 1541, o explorador espanhol Francisco de Orellana percorreu, desde as suas nascentes nos Andes peruanos, distante cerca de 160 km do Oceano Pacífico, até atingir o Oceano Atlântico, o rio que batizou de Amazonas, em função da visão, ou imaginação da existência, de mulheres guerreiras, as Amazonas da mitologia grega.

Este rio, com uma extensão de aproximadamente 6.500 km, ou superior conforme recentes descobertas, disputa com o rio Nilo o título de mais extenso no planeta. Porém, em todas as possíveis outras avaliações é, disparado, o maior.

Sua área de drenagem total, superior a 5,8 milhões de km2, dos quais 3,9 milhões no Brasil, representa a maior bacia hidrográfica mundial. O restante de sua área dividi-se entre o Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana e Venezuela. Tal área poderia abranger integralmente o continente europeu, a exceção da antiga União Soviética.

O volume de água do rio Amazonas é extremamente elevado, descarregando no Oceano Atlântico aproximadamente 20% do total que chega aos oceanos em todo o planeta. Sua vazão é superior a soma das vazões dos seis próximos maiores rios, sendo mais de quatro vezes maior que o rio Congo, o segundo maior em volume, e dez vezes o rio Mississipi. Por exemplo, em Óbidos, distante 960 km da foz do rio Amazonas, tem-se uma vazão média anual da ordem de 180.000 m3/s. Tal volume d'água é o resultado do clima tropical úmido característico da bacia, que alimenta a maior floresta tropical do mundo.

Na Amazônia os canais mais difusos e de maior penetrabilidade são utilizados tradicionalmente como hidrovias. Navios oceânicos de grande porte podem navegar até Manaus, capital do estado do Amazonas, enquanto embarcações menores, de até 6 metros de calado, podem alcançar a cidade de Iquitos, no Peru, distante 3.700 km da sua foz.

O rio Amazonas se apresenta como um rio de planície, possuindo baixa declividade. Sua largura média é de 4 a 5 km, chegando em alguns trechos a mais de 50 km. Por ser atravessado pela linha do Equador, esse rio apresenta afluentes nos dois hemisférios do planeta. Entre seus principais afluentes, destacam-se os rios Iça, Japurá, Negro e Trombetas, na margem esquerda, e os rios Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu, na margem direita.

Bacia do rio Tocantins - Araguaia

A bacia do rio Tocantins - Araguaia com uma área superior a 800.000 km2, se constitui na maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro. Seu principal rio formador é o Tocantins, cuja nascente localiza-se no estado de Goiás, ao norte da cidade de Brasília. Dentre os principais afluentes da bacia Tocantins - Araguaia, destacam-se os rios do Sono, Palma e Melo Alves, todos localizados na margem direita do rio Araguaia.

O rio Tocantins desemboca no delta amazônico e embora possua, ao longo do seu curso, vários rápidos e cascatas, também permite alguma navegação fluvial no seu trecho desde a cidade de Belém, capital do estado do Pará, até a localidade de Peine, em Goiás, por cerca de 1.900 km, em épocas de vazões altas.

Todavia, considerando-se os perigosos obstáculos oriundos das corredeiras e bancos de areia durante as secas, só pode ser considerado utilizável, por todo o ano, de Miracema do Norte (Tocantins) para jusante.

O rio Araguaia nasce na serra das Araras, no estado de Mato Grosso, possui cerca de 2.600 km, e desemboca no rio Tocantins na localidade de São João do Araguaia, logo antes de Marabá. No extremo nordeste do estado de Mato Grosso, o rio dividi-se em dois braços, rio Araguaia, pela margem esquerda, e rio Javaés, pela margem direita, por aproximadamente 320 km, formando assim a ilha de Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. O rio Araguaia, é navegável cerca de 1.160 km, entre São João do Araguaia e Beleza, porém não possui neste trecho qualquer centro urbano de grande destaque.

Bacia do Atlântico Sul - trechos norte e nordeste

Vários rios de grande porte e significado regional podem ser citados como componentes dessa bacia, a saber: rio Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi, Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru, Mearim e Parnaíba.

Em especial, o rio Parnaíba é o formador da fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, por seus 970 km de extensão, desde suas nascentes na serra da Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas da região.

Bacia do rio São Francisco

A bacia do rio São Francisco, nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, e atravessa os estados da 88Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O rio São Francisco possui uma área de drenagem superior a 630.000 km2 e uma extensão de 3.160 km, tendo como principais afluentes os rios Paracatu, Carinhanha e Grande, pela margem esquerda, e os rios Salitre, das Velhas e Verde Grande, pela margem direita.

De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso, em função da construção de hidrelétricas com grandes lagos e eclusas, como é o caso de Sobradinho e Itaparica.

Bacia do Atlântico Sul - trecho leste

Da mesma forma que no seu trecho norte e nordeste, a bacia do Atlântico Sul no seu trecho leste possui diversos cursos d'água de grande porte e importância regional. Podem ser citados, entre outros, os rios Pardo, Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das Contas e Paraguaçu.

Por exemplo, o rio Paraíba do Sul está localizado entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os de maior significado econômico no país, possui ao longo do seu curso diversos aproveitamentos hidrelétricos, cidades ribeirinhas de porte, como Campos, Volta Redonda e São José dos Campos, bem com industrias importantes como a Companhia Siderúrgica Nacional.

Bacia Platina, ou dos rios Paraná e Uruguai

A bacia platina, ou do rio da Prata, é constituída pelas sub-bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, drenando áreas do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

O rio Paraná possui cerca de 4.900 km de extensão, sendo o segundo em comprimento da América do Sul. É formado pela junção dos rios Grande e Paranaíba. Possui como principais tributários os rios Paraguai, Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Representa trecho da fronteira entre Brasil e Paraguai, onde foi implantado o aproveitamento hidrelétrico binacional de Itaipu, com 12.700 MW, maior usina hidrelétrica em operação do mundo. Posteriormente, faz fronteira entre o Paraguai e a Argentina. Em função das suas diversas quedas, o rio Paraná somente possui navegação de porte até a cidade argentina de Rosário.

O rio Paraguai, por sua vez, possui um comprimento total de 2.550 km, ao longo dos territórios brasileiro e paraguaio e tem como principais afluentes os rios Miranda, Taquari, Apa e São Lourenço. Nasce próximo à cidade de Diamantino, no estado de Mato Grosso, e drena áreas de importância como o Pantanal mato-grossense. No seu trecho de jusante banha a cidade de Assunción, capital do Paraguai, e forma a fronteira entre este país e a Argentina, até desembocar no rio Paraná, ao norte da cidade de Corrientes.

O rio Uruguai, por fim, possui uma extensão da ordem de 1.600 km, drenando uma área em torno de 307.000 km2. Possui dois principais formadores, os rios Pelotas e Canoas, nascendo a cerca de 65 km a oeste da costa do Atlântico. Fazem parte da sua bacia os rios Peixe, Chapecó, Peperiguaçu, Ibicuí, Turvo, Ijuí e Piratini.

O rio Uruguai forma a fronteira entre a Argentina e Brasil e, mais ao sul, a fronteira entre Argentina e Uruguai, sendo navegável desde sua foz até a cidade de Salto, cerca de 305 km a montante.

Bacia do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul

A bacia do Atlântico Sul, nos seus trechos sudeste e sul, é composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d'água e geração de energia elétrica.

Fonte: www.brcactaceae.org

Bacia Hidrográfica

BACIA DO RIO AMAZÔNAS

Características físicas

A Bacia Amazônica abrange uma área de drenagem da ordem de 6.112 .000 Km², ocupando cerca de 42 % da superfície do território nacional.

A maior rede hidrográfica mundial é a da Bacia Amazônica, com área de drenagem da ordem de 6 x 106 km² prolongando-se dos Andes até o Oceano Atlântico. Ocupa cerca de 42% da superfície brasileira, estendendo-se além da fronteira da Venezuela à Bolívia.

Seu principal curso de água é o rio Amazonas, que com extensão de 6.570 km, nasce em território peruano, no riacho Lauricocha, originário da lagoa do Ninõ, nas geleiras da cordilheira de Santa Anna, cerca de 5.000m acima do nível do mar. O percurso inicial, da ordem de 45 Km, é realizado em quedas, no sentido norte, formando as lagoas Santa Anna, Cablocacha, Nieveurco, Tinquincocha, Yanacocha e Patarcocha. Após escoar no Lago Lauricocha, toma a denominação de Marañon, ainda no Andes, onde recebe pequenas contribuições, e após atravessar o Pongo de Manseriché, segue aproximadamente a direção leste até a foz, no Atlântico. Entra no Brasil na confluência com o rio Javari, somente a partir da confluência com o rio Javari, próximo a Tabatinga, sendo, então, chamado de Solimões e, somente a partir da confluência com o rio Negro, passa a ser denominado de Amazonas. Próximo a Manaus, bifurca-se com o Paraná do Careiro, estimando-se aí uma largura da ordem de 1.500m e profundidade em torno de 35 m. Entre a confluência do rio Negro e a região das ilhas, próximo a desembocadura, é conhecido por Baixo Amazonas.

Em virtude de sua posição geográfica, praticamente paralela ao Equador, o regime do Amazonas é influenciado pelos dois máximos de pluviosidade dos equinócios, sendo, por isso conhecido como regime fluvial de duas cheias.

A bacia Amazônica está sujeita ao regime de interferência, portanto tem contribuintes dos hemisférios Norte e Sul, coincidindo a cheia de um hemisfério com a vazante do outro.

BACIA DO TOCANTINS - ARAGUAIA

Características físicas

A bacia hidrográfica do Tocantins-Araguaia localiza-se quase que integralmente entre os paralelos 2º e 18º e os meridianos de longitude oeste 46º e 56º. Sua configuração alongada no sentido longitudinal, seguindo as diretrizes dos dois importantes eixos fluviais - o Tocantins e o Araguaia - que se unem no extremo setentrional da Bacia, formando o baixo Tocantins, que desemboca no Rio Pará, pertencente ao estuário do rio Amazonas

A bacia do rio Tocantins possui uma vazão média anual de 10.900m3/s, volume médio anual de 344 Km3 e uma área de drenagem de 767.000Km2 , que representa 7,5% do território nacional; onde 83% da área da bacia distribuem-se nos Estados de Tocantins e Goiás (58%), Mato Grosso (24%); Pará ( 13%) e Maranhão (4%), além do Distrito Federal ( 1%). Limita-se com bacias de alguns do maiores rios do Brasil, ou seja, ao Sul com a do Paraná, a Oeste, com a do Xingu e a leste, com a do São Francisco. Grande parte de sua área está na região Centro Oeste, desde as nascentes do rios Araguaia e Tocantins até sua confluência, na divisa dos estados de Goiás, Maranhão e Pará. Desse ponto para jusante a bacia hidrográfica entra na região Norte e se restringe a apenas um corredor formado pelas áreas marginais do rio Tocantins.

BACIA DO ATLÂNTICO NORTE/NORDESTE

A Bacia do Atlântico - Trecho Norte/Nordeste banha extensas áreas dos Estados do Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, e parte do Estado da Paraíba, Pernambuco, Pará e Alagoas.

A mesma está compreendida entre as latitudes 4º13’N a 10º80’S e longitudes 34º 83’a 53º 33’W. Inclui-se nesta região o ponto mais oriental do País, Ponta do Seixas na Paraíba.

A Bacia do Atlântico - Trecho Norte/Nordeste, possui uma vazão média anual de 6.800 m3/s e uma área de drenagem de 996.000 Km² composta por dois trecho: Norte e Nordeste. O Trecho Norte corresponde a área de drenagem dos rios que deságuam ao norte da Bacia Amazônica, incluindo a bacia do rio Oiapoque. A drenagem da bacia é representada por rios principais caudalosos e perenes, que permanecem durante o ano com razoável vazão, se comparados aos da região semi-árida nordestina. O segundo trecho - Nordeste, corresponde a área de drenagem dos rios que deságuam no Atlântico, entre a foz do rio Tocantins e a do rio São Francisco.

BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO

A área da bacia em estudo, abrange parte do território dos seguintes estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Alagoas. A mesma está compreendida entre as latitudes 7º 00´ e 21º 00´ S e longitudes 35º 00´ e 47º 40’ W.

A bacia do rio São Francisco possui uma vazão média anual de 3.360m3/s, volume médio anual de106Km3 e uma área de drenagem de 631.000Km2 , que representa 7,5% do território nacional; onde 83% da área da bacia distribuem-se nos Estados de Minas Gerais e Bahia, 16% nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe , e o restante 1% no Estado de Goiás e Distrito Federal.

O rio São Francisco é o mais importante da bacia, com uma extensão de 2.700 Km, tem suas nascentes na Serra da Canastra, em Minas Gerais.. Atravessando a longa depressão encravada entre o Planalto Atlântico e as Chapadas do Brasil Central, segue a orientação sul-norte até aproximadamente a cidade de Barra, dirigindo-se então para Nordeste até atingir a cidade de Cabrobó, quando inflete para Sudeste para desembocar no Oceano Atlântico. A sua importância se deve não só pelo volume de água transportado numa região semi-árida mas, principalmente, pela sua contribuição histórica e econômica na fixação das populações ribeirinhas e na criação das cidades hoje plantadas ao longo do vale, bem como pelo potencial hídrico passível de aproveitamento em futuros planos de irrigação dos excelentes solos situados à sua margem.

BACIA DO ATLÂNTICO LESTE

A área da bacia do Atlântico - trecho Leste está localizada entre as latitudes 10º e 23º S e longitudes 37º e 46º W.

Abrange parte dos territórios dos seguintes estados: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e os territórios dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Esta bacia compreende a área de drenagem dos rios que deságuam no Atlântico, entre a fóz do rio São Francisco, ao norte, e a divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, ao sul. Possui uma vazão média anual de 3.690m3/s, volume médio anual de117 Km3 em uma área de drenagem calculada em 569.000Km2.

Bacia dos Rios da Região do Atântico Sul trecho Leste

A área da bacia do Atlântico – trecho Leste está localizada entre as latitudes 10º e 23º S e longitudes 37º e 46º W.

Abrange parte dos territórios dos seguintes estados: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e os territórios dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Esta bacia compreende a área de drenagem dos rios que deságuam no Atlântico, entre a fóz do rio São Francisco, ao norte, e a divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, ao sul. Possui uma vazão média anual de 3.690m3/s, volume médio anual de117 Km3 em uma área de drenagem calculada em 569.000Km2.

BACIA DO RIO PARANÁ

A bacia do rio Paraná localiza-se quase que integralmente entre os paralelos 14º e 27º e os meridianos de longitude oeste 43º e 60º. Possui uma vazão média anual de 15.620 m3/s, volume médio anual de 495 Km3 e uma área de drenagem de1.237.000 Km2 , formada por 8 sub- bacias.

Pluviometria Bacia 6A área da bacia, abrange os territórios dos Estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo e partes dos territórios dos Estados de Minas Gerais e Goiás.

Geograficamente limita-se com as seguintes bacias hidrográficas brasileiras: a Bacia Amazônica, ao norte, Bacia do Tocantins-Araguaia , Bacia do Rio São Francisco, a noroeste, Bacia do Atlântico Trecho Leste, a sudeste, com a Bacia do Uruguai, ao Sul. Grande parte de sua área está na região sudeste do Brasil.

BACIA DO RIO URUGUAI

A bacia do rio Uruguai abrange uma área de aproximadamente 384.000 km2, dos quais 176.000 km2 situam-se em território nacional, compreendendo 46.000Km2 do Estado de Santa Catarina e 130.000Km2 no Estado do rio Grande do Sul. Possui uma vazão média anual de 3.600m3/s, volume médio anual de 114 Km3.

Estendendo-se entre os Paralelos de 27º e 32º latitude Sul e os meridianos de 49º 30’ e 58º 15’ WGr, a bacia do Uruguai, em sua porção nacional, encontra-se totalmente na região sul, é delimitada ao norte e nordeste pela Serra Geral, ao sul pela fronteira com a República Oriental do Uruguai, a leste pela Depressão Central Riograndense e a oeste pelo território argentino.

Para efeito de estudos, a bacia do Uruguai foi dividida em sub-bacias: Canoas, Pelotas, Forquilha, Ligeiro, Peixe, Irani, Passo Fundo, Chapecó, da Várzea, Antas, Guarita, Itajaí, Piratini, Ibicuí, alto Uruguai e Médio Uruguai

Bacia do Rio Uruguai

A bacia do rio Uruguai abrange uma área de aproximadamente 384.000 km2, dos quais 176.000 km2 situam-se em território nacional, compreendendo 46.000Km2 do Estado de Santa Catarina e 130.000Km2 no Estado do rio Grande do Sul. Possui uma vazão média anual de 3.600m3/s, volume médio anual de 114 Km3.

Estendendo-se entre os Paralelos de 27º e 32º latitude Sul e os meridianos de 49º 30’ e 58º 15’ WGr, a bacia do Uruguai, em sua porção nacional, encontra-se totalmente na região sul, é delimitada ao norte e nordeste pela Serra Geral, ao sul pela fronteira com a República Oriental do Uruguai, a leste pela Depressão Central Riograndense e a oeste pelo território argentino.

Para efeito de estudos, a bacia do Uruguai foi dividida em sub-bacias: Canoas, Pelotas, Forquilha, Ligeiro, Peixe, Irani, Passo Fundo, Chapecó, da Várzea, Antas, Guarita, Itajaí, Piratini, Ibicuí, alto Uruguai e Médio Uruguai.

Bacia dos Rios do Atlântico Sul trecho Sudeste

A bacia do Atlântico Sul – Trecho Sudeste, com uma área de drenagem em território nacional de 224.000 Km2 , banha extensas áreas do Estado do Rio Grande do Sul e parte dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Está compreendida entre as longitudes 44º W a 54º W e latitude de 22º S a 34º S.

Fazem parte desta bacia, os rios Ribeira do Iguape, Itajaí, Mampituba, Jacuí, Taquari, Jaguarão (e seus respectivos afluentes), lagoa dos Patos e lagoa Mirim.

Para efeito de estudo e do gerenciamento dos recursos hídricos, esta bacia foi dividida em um conjunto de 10 sub-bacias enumeradas de 0 a 9. Sendo, que a Sub-bacia 89 localiza-se fora do Território Nacional.

A referida divisão facilita não só o armazenamento e recuperação das informações hidrometeorológicas, mas também o gerenciamento da operação de coleta de tais dados e a própria referência geográfica dos cursos d’água nacionais.

Fonte: www.aneel.gov.br

Bacia Hidrográfica

A Mata Atlântica ocorre 7 das 9 maiores bacias hidrográficas brasileiras. Suas florestas são fundamentais para a manutenção dos processos hidrológicos assegurando a quantidade e qualidade da água potável para mais de 120 milhões de brasileiros em cerca de 3400 municípios, e para os mais diversos setores da economia nacional como a agricultura, a pesca, a indústria o turismo e a geração de energia.

Os rios e lagos da Mata Atlântica abrigam também ricos ecossistemas aquáticos, grande parte deles ameaçados pela poluição, assoreamento, desmatamento das matas ciliares e represas feitas sem os devidos cuidados ambientais.

A proteção, tanto das florestas como das águas na Mata Atlântica deve ser realizada com urgência e através de políticas e mecanismos de gestão integrada. Essa é uma das prioridades da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica através de seu Programa “Águas e Florestas”.

BACIAS E MICRO BACIAS HIDROGRÁFICAS NA MATA ATLÂNTICA

Bacia Hidrográfica

1. Rios Litorâneos do Extremo Sul da Mata Atlântica (Bacia dos Rios Araranguá, Mapituba e Tramandaí)
2. Rios Litorâneos de Santa Catarina
3. Rios Litorâneos do Paraná
4. Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape
5. Rios Litorâneos do Norte de São Paulo e Baía de Ilha Grande
6. Rios Litorâneos do Rio de Janeiro
7. Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul
8. Rios Litorâneos do Espírito Santo entre a Foz do Rio Paraíba do Sul e Rio Doce
9. Bacia Hidrográfica do Rio Doce
10. Rios Litorâneos entre a Foz do Rio Doce e do Rio Jequitinhonha
11. Bacia Hidrográfica do Rio Jequitinhonha
12. Bacia Hidrográfica do Rio Pardo
13. Bacia Hidrográfica do Rio de Contas e Adjacentes
14. Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu
15. Rios Litorâneos entre a Foz do Rio Paraguaçu e do Rio São Francisco
16. Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco
17. Rios Litorâneos do Nordeste Oriental
18. Bacia Hidrográfica do Rio Paraná Superior (Alto Paraná)
19. Bacia Hidrográfica do Rio Iguaçu
20. Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai Superior
21. Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai Médio
22. Bacia Hidrográfica da Laguna dos Patos

Fonte: www.rbma.org.br

Bacia Hidrográfica

O que é uma bacia hidrográfica?

Entende-se por bacia hidrográfica toda a área de captação natural da água da chuva que escoa superficialmente para um corpo de água ou seu contribuinte.

Os limites da bacia hidrográfica são definidos pelo relevo, considerando-se como divisores de águas as áreas mais elevadas. O corpo de água principal, que dá o nome à bacia, recebe contribuição dos seus afluentes, sendo que cada um deles pode apresentar vários contribuintes menores, alimentados direta ou indiretamente por nascentes. Assim, em uma bacia existem várias sub-bacias ou áreas de drenagem de cada contribuinte. Estas são as unidades fundamentais para a conservação e o manejo, uma vez que a característica ambiental de uma bacia reflete o somatório ou as relações de causa e efeito da dinâmica natural e ação humana ocorridas no conjunto das sub-bacias nela contidas. A bacia hidrográfica serve como unidade básica para gestão dos recursos hídricos e até para gestão ambiental como um todo, uma vez que os elementos físicos naturais estão interligados pelo ciclo da água. O artigo 171 da Constituição Estadual estabeleceu um modelo sistêmico para o gestão das águas do Rio Grande do Sul, no qual a bacia hidrográfica foi definida como unidade básica de planejamento e gestão. A Lei 10.350/1994 regulamentou este artigo e estabeleceu, para cada bacia do Estado, a formação de um comitê de gerenciamento, o comitê de bacia.

Para o Rio Grande do Sul, de acordo com a referida lei, foi determinada a existência de três Regiões Hidrográficas, as quais foram subdivididas em bacias hidrográficas, totalizando, até o presente momento, 25 unidades. Para cada uma destas está previsto a formação de um comitê para a gestão integrada dos seus recursos hídricos.

As bacias hidrográficas se agrupam por três regiões hidrográficas, a região do rio Uruguai que coincide com a bacia nacional do Uruguai, a região do Guaíba e a região do Litoral, que coincidem com a bacia nacional do Atlântico Sudeste.

Bacia Hidrográfica
Bacia hidrográfica

Fonte: www.sema.rs.gov.br

Bacia Hidrográfica

BACIAS HIDROGRÁFICAS E IMPACTOS AMBIENTAIS

INTRODUÇÃO

A bacia hidrográfica é o elemento fundamental de análise no ciclo hidrológico, principalmente na sua fase terrestre, que engloba a infiltração e o escoamento superficial. Ela pode ser definida como uma área limitada por um divisor de águas, que a separa das bacias adjacentes e que serve de captação natural da água de precipitação através de superfícies vertentes. Por meio de uma rede de drenagem, formada por cursos d’água, ela faz convergir os escoamentos para a seção de exutório, seu único ponto de saída (Linsley e Franzini, 1978; Tucci, 1997).

Isso significa que a bacia é o resultado da interação da água e de outros recursos naturais como: material de origem, topografia, vegetação e clima.

Assim, um curso d’água, independentemente de seu tamanho, é sempre o resultado da contribuição de determinada área topográfica, que é a sua bacia hidrográfica (Brigante & Espíndola, 2003).

A água tem sido a centralizadora das atenções mundiais nos últimos anos, gerando diversas discussões sobre a utilização dos recursos hídricos, como: uma melhor gestão e uma melhor adequação desses recursos tão escassos. Os sistemas aquáticos, apesar de importantes para a manutenção da vida, vêm sofrendo, devido às ações humanas, um processo acelerado de deterioração das suas características físicas, químicas e biológicas, que por sua vez, resultou na atual crise mundial, na qual grande parte da água doce do planeta apresenta algum tipo de contaminação, acarretando efeitos nocivos para a população em geral.

Tal preocupação é devido ao fato de tais recursos estarem ligados a impactos ambientais, como: ocupação do solo indevida, uso indiscriminado da água, desmatamento de matas ciliares, sedimentação, assoreamento, construção de barragens, desvios de cursos d’água, erosão, salinização, contaminação, impermeabilização, compactação, diminuição da matéria orgânica dentre outras degradações, têm contribuído para o desaparecimento de rios e lagos, afetando profundamente o ciclo da água e o clima. Mostrando dessa forma o importante papel das bacias hidrográficas como referencial nas tomadas de decisões para formulação de políticas públicas, planejamento e de gestão territorial. Com isso, a preocupação em conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental nas últimas décadas fizeram crescer a demanda de projetos, planos e estratégias que integrem a integração dos diferentes agentes físicos, econômicos e sociais, que atuam no meio, em vista da intensa modificação e degradação ambiental gerada pelo homem no atual momento.

O modelo de civilização geradora da crise ambiental pela qual passamos é o resultado da relação desmistificada e utilitarista do homem com a natureza, que teve na Europa pós-medieval seus precursores, e se difundiu posteriormente para o mundo colonizado, o qual comparava os sistemas vivos a simples máquinas biológicas, análogos a um relógio, sendo possível conhecê-los completamente pela análise das suas partes, numa visão profundamente reducionista e incapaz de alcançar o holismo sistêmico no qual toda a natureza está inserida. Essa forma equivocada de abordagem permitiu a barbárie na relação do homem com o meio ambiente natural e a conseqüente exploração desenfreada dos recursos naturais, culminando na moderna sociedade de consumo (Pelizzoli, 1999; Grün, 2002).

Foram nesses contextos que se desenvolveram os principais centros urbanos do mundo ocidental moderno. Por necessidades óbvias, esses centros urbanos, com suas demandas e produção de resíduos, instalaram-se próximos aos rios e lagos, exercendo grande pressão sobre esses sistemas, carregando desde a sua origem um grande passivo ambiental (Silva, 2006). Indo de contraponto com a formação da bacia hidrográfica como unidade básica natural, pois é uma unidade geográfica pré-estabelecida naturalmente, possuindo características biogeofísicas e sociais integradas.

Desta forma, é importante salientar que o nível de degradação ambiental em que se encontram as nossas bacias hidrográficas, bens imprescindíveis para as nossas vidas, decorre da falta de comprometimento ambiental e da inadequação das nossas políticas públicas, normas e falta de pessoal especializado, geraram e geram profundas vulnerabilidades ambientais em termos de impactos ao meio ambiente, que por sua vez podem ser revistos, dando o devido tempo de recuperação aos recursos naturais.

Não obstante, se essas considerações não forem adequadas ao tempo necessário que a natureza necessita, o grande perdedor da história será o homem, o maior vilão ambiental de todos os tempos, perdendo todas as suas reservas de água, solo férteis, fauna, flora, ou seja, toda a biodiversidade que é tão importante para o equilíbrio ambiental e a harmonia do nosso planeta.

BACIAS HIDROGRÁFICAS

O termo bacia hidrográfica refere-se a uma compartimentação geográfica natural delimitada por divisores de água. Este compartimento é drenado superficialmente por um curso d’água principal e seus afluentes (Silva, 1995). E os conceitos de bacia e sub-bacias se relacionam a ordens hierárquicas dentro de uma determinada malha hídrica (Fernandes & Silva, 1994). Ou como sendo extensões de terras delimitadas por divisores de águas e drenadas por um rio e seus tributários.

Cada bacia hidrográfica se interliga com outra de ordem hierárquica superior, constituindo, em relação à última, uma sub-bacia. Portanto, os termos bacia e sub-bacias hidrográficas são relativos.

Em resumo, os conceitos de bacia e sub-bacias se relacionam a ordens hierárquicas dentro de uma determinada malha hídrica. O termo “micro-bacia”, embora difundido em nível nacional, constitui uma denominação empírica, imprópria e subjetiva. Assim, sugere-se a substituição do termo micro-bacia por sub-bacia hidrográfica, denominação mais compatível com a estratégia aqui abordada.

A bacia hidrográfica é também denominada de bacia de captação quando atua como coletora das águas pluviais, ou bacia de drenagem quando atua como uma área que está sendo drenada pelos cursos d’água (Silva, 1995). Por constituírem ecossistemas com o predomínio de uma única saída, as bacias hidrográficas possibilitam a realização de uma série de experimentos (Valente & Castro, 1981).

As bacias hidrográficas também constituem ecossistemas adequados para avaliação dos impactos causados pela atividade antrópica que podem acarretar riscos ao equilíbrio e à manutenção da quantidade e a qualidade da água, uma vez que estas variáveis são relacionadas com o uso do solo (Fernandes & Silva, 1994; Baruqui & Fernandes, 1985).

A subdivisão de uma bacia hidrográfica de maior ordem em seus componentes (sub-bacias) permite a pontualização de problemas difusos, tornando mais fácil a identificação de focos de degradação de recursos naturais, da natureza dos processos de degradação ambiental instalados e o grau de comprometimento da produção sustentada existente (Fernandes & Silva, 1994).

A água nas bacias hidrográficas

A água tem sua real importância na sua utilização para vários fins, sejam eles domésticos ou industriais, e até mesmo na utilização como indicadora da atuação do homem na terra. Mostrando todas as substâncias e degradações, na qual o homem submete o meio ambiente em que vive.

O deflúvio de uma bacia hidrográfica resulta de fluxos líquidos superficiais e subsuperficiais (Resende et al., 1995) e pode ser considerado como o produto residual do ciclo hidrológico, o qual é influenciado por três grandes grupos de fatores: clima, fisiografia e uso de solo. Desta forma, a qualidade da água de uma bacia hidrográfica depende das suas interações no sistema, tanto no plano espacial quanto temporal (Souza, 1996). Vista da mesma forma por (Valente & Castro, 1981), que sugere que a qualidade de cada corpo d’água está relacionada à geologia, ao tipo de solo, ao clima, ao tipo e quantidade de cobertura vegetal e ao grau e modalidade de atividade humana dentro da bacia hidrográfica.

No início, o processo de gerenciamento e planejamento de bacias hidrográficas visava basicamente à solução de problemas relacionados à água, com prioridade para o controle de inundações, para o abastecimento doméstico e industrial, para a irrigação ou para a navegação. O enfoque principal dessa estratégia continua, em muitos casos, sendo a água, sem atentar para o manejo adequado dos outros recursos ambientais da bacia hidrográfica que também influenciam, quantitativa e qualitativamente, o ciclo hidrológico (Pires & Santos, 1995). Por isso, as bacias e sub-bacias hidrográficas vem se estabelecendo como área para planejamento integrado entre o uso e ocupação dos espaços rurais e urbanos visando desenvolvimento sustentado, no qual se combinam atividades econômicas e sociais com qualidade ambiental, por sua vez, diminuindo os impactos causados pelo homem. Assim, o uso e ocupação das bacias hidrográficas refletem, em última instância, na qualidade e quantidade das águas superficiais e subterrâneas (Ranzini, 1990).

Desenvolvimento sustentável em bacias hidrográficas

A palavra sustentabilidade tem sua origem no Latim sus-tenere, que significa sustentar ou manter (Ehlers, 1996).

A Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento definiu desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras atenderem suas próprias necessidades”. Esse conceito procura incorporar a conservação ambiental, ao crescimento econômico e a eqüidade social (Espinosa, 1993).

O século XX testemunhou uma exploração dos recursos naturais mundiais sem precedentes, com o objetivo de alimentar a atividade econômica, o que repercutiu sobre a deterioração física dos grandes componentes da biosfera – a atmosfera, os oceanos, a cobertura dos solos, o sistema climático e as espécies animais e vegetais, consequentemente as bacias hidrográficas. As pressões sobre o meio ambiente do planeta foram ampliadas a partir da expansão econômica que sucedeu o pós-guerra.

Um novo princípio de negócios, denominado de desenvolvimento sustentável, que procura harmonizar a atividade econômica com justiça sociale a proteção ambiental está tentando mudar a realidade. No âmbito daquestão ambiental, o que antes era visto como subproduto do processoindustrial é agora um problema da sociedade e algumas vezes tratado emtermos globais.

As instituições governamentais e não-governamentais, a mídia, a sociedade civil e as instituições financeiras têm exposto os problemas ambientais da atividade produtiva e forçado às organizações a adotarem sistemas de gestão e controle da variável ambiental. Os investimentos na área ambiental foram, freqüentemente, considerados como necessários e hoje em dias são vitais ao meio ambiente e a vida humana no planeta.

Não apenas o número e o escopo dos problemas ambientais transfronteiras cresceram, mas uma nova categoria de questões ambientais globais emergiu. Dentre as principais, se destacam a destruição da camada de ozônio, a mudança climática global (efeito estufa), a poluição dos ambientes marítimos, a destruição das florestas e a ameaça à biodiversidade. (Isso ocorrendo basicamente nos últimos 50 anos).

O reconhecimento da extensão e intensidade da crise ambiental começou a gestar uma nova mentalidade, em que a biosfera passou a ser percebida como espaço comum para todos os seus habitantes. O movimento de conscientização mundial a respeito da questão ambiental iniciou-se nos anos 60, intensificando-se a partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, Estocolmo em 1972. Paralelamente, nas três últimas décadas, aprofundou-se consideravelmente o conhecimento científico acerca dos problemas ambientais, bem como expandiu a percepção dos impactos sócio-econômicos causados por esses problemas, inclusive da possibilidade de ameaça à perpetuação da vida no planeta.

É a compreensão de que há relações entre um conjunto de impactos ambientais que são transitórios e localizados da atividade com benefícios socioeconômicos permanentes, a partir da percepção de que o uso dos recursos é fundamental para o bem-estar da sociedade e contribui para melhorar a sua qualidade de vida.

Podemos, então, afirmar que o desenvolvimento sustentável pode fornecer o fundamento para a estrutura de políticas que assegurem ao meio ambiente uma maior proteção e gestãode forma, que respeite as necessidades econômicas, sociais e ambientais de toda a comunidade.

Com isso, a proposta para manejo integrado de recursos naturais em nível de bacias hidrográficas refere-se, em última instância, ao uso e ocupação da área, evidenciando as aptidões de cada segmento e sua distribuição espacial na respectiva bacia hidrográfica. Aborda-se, portanto de uma proposta para desenvolvimento sustentado, que utiliza os recursos naturais para fins múltiplos e uma ocupação adequada do meio ambiente, evidenciando os limites ambientais, a preservação, correção e mitigação de prováveis impactos ambientais indesejáveis sob o ponto de vista econômico, social e ecológico.

Portanto, o planejamento e gerenciamento de bacias hidrográficas deve incorporar todos recursos naturais/ambientais da área de drenagem da bacia e não apenas o hídrico. Além disso, a abordagem adotada deve integrar os aspectos ambientais, sociais, econômicos, políticos e culturais, com ênfase no primeiro, pois a capacidade ambiental de dar suporte ao desenvolvimento possui sempre um limite, a partir do qual todos os outros aspectos serão inevitavelmente afetados (Pires & Santos, 1995), tentando busca um desenvolvimento sustentável a todos. Em outras palavras, o uso e a ocupação são condicionados pelas características intrínsecas de cada sub-bacia hidrográfica, que determinam as potencialidades e limitações para as diversas modalidades de uso/ocupação e a potencialização de conflitos de interesses.

Planejamento e Gestão de Bacias Hidrográficas

A gestão adequada de bacias hidrográficas necessita, antes de tudo, de um planejamento sócio-econômico ambiental, a fim de buscar soluções que se enquadrem dentro dos limites da capacidade de suporte ambiental desta bacia.

Assim, é importante a caracterização e o conhecimento da capacidade de suporte, dos riscos e impactos ambientais e dos objetivos de qualidade ambiental intrínseco às unidades sócio-econômicas, tais como: comunidades, famílias rurais e produtores, inseridas na unidade biogeofísicas, que é a sub-bacia hidrográfica.

Nas etapas de planejamento e do gerenciamento de bacias hidrográficas é imprescindível que ocorra à participação e o envolvimento da comunidade, de maneira que esses usuários dos recursos naturais possam negociar e acatar as normas e diretrizes de uso, de conservação e desenvolvimento de seu território de forma sustentada. Nesse sentido, é fundamental que os usuários tenham conhecimento do ambiente que os envolvem, suas fragilidades e potencialidades, envolvendo assim os mecanismos de regulação do uso do solo e dos demais recursos naturais, evitando desta forma, os impactos ambientais na área da bacia hidrográfica.

A realização de estudos hidrológicos em bacias hidrográficas vem da necessidade de se compreender o funcionamento dos processos que controlam o movimento da água e os impactos de mudança do uso da terra sobre a quantidade e qualidade da água (Whitehead e Robinson, 1993).

O estudo das características fisiográficas da bacia hidrográfica, bem como seu uso e ocupação, no geral, tornam-se importantes fatores para a avaliação da degradação ambiental que essa bacia possa estar sofrendo ou mesmo contribuindo para que outras sofram. As bacias hidrográficas na América do Sul, particularmente no Brasil, têm sido consideravelmente alteradas nos últimos anos em função do desenvolvimento industrial, do crescimento desordenado das cidades e da superpopulação, além de diversas atividades antrópicas potencialmente impactantes que se instalam, de forma não planejada ao longo das bacias.

Com o crescente uso da água para diversos fins, e o estado de degradação em que se encontram os mananciais, é necessário administrar sua disponibilidade e uso, além do conhecimento atualizado do quadro degradante quando houver e criar processos de gerenciamento para sua recuperação e/ou conservação, assegurando desta maneira a qualidade e quantidade dos recursos que esta pode oferecer (Borsato, 2004).

O papel hidrológico da bacia hidrográfica seria, segundo Tucci (1997), o de transformar uma entrada de volume concentrada no tempo (precipitação), em uma saída de água (escoamento) de forma mais distribuída no tempo. Esse papel hidrológico vai ser grandemente influenciado pelas características físicas das bacias que compreendem a sua área de drenagem, forma, sistema de drenagem e características do relevo. Para Vilella & Mattos (1975), existe uma grande correspondência entre as características físicas e o regime hidrológico, pois através de relações e comparações entre esses dois elementos pode-se determinar indiretamente valores hidrológicos em regiões onde esses dados são escassos. Além disso, através de informações de características físicas, podem-se inferir condições sobre formações geológicas, perdas de sedimentos entre outras características relacionadas ao solo da região.

Segundo Genz e Tucci (1995) os principais impactos que decorrem do desenvolvimento de uma área urbana sobre os processos hidrológicos, estão ligados à forma de ocupação da terra, e também ao aumento das superfícies impermeáveis em grande parte das bacias que se localizam próximas a zonas de expansão urbana ou inseridas no perímetro urbano. Desta forma, de acordo com Campana e Tucci (1994) as bacias urbanas necessitam ser planejadas com seu desenvolvimento futuro levado em consideração. Contudo, a falta de planejamento adequado e as irregularidades na ocupação descontrolada tornam esta tarefa bastante difícil.

Forman (1995), diz que um dos maiores desafios do planejamento do uso da terra é o que se refere ao uso sustentável do ambiente que se baseia em uma dinâmica de transformação com igual ênfase, nas dimensões ambientais e humanas da paisagem e na consideração de intervalo temporal que abranja diferentes gerações humanas.

IMPACTOS AMBIENTAIS

O conceito de bacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão ambiental é resultante do conhecimento das relações entre as características físicas de uma bacia de drenagem e quantidade e qualidade das águas que chegam ao corpo hídrico; por outro lado, as características de um corpo hídrico refletem as de sua bacia de drenagem (Pires et al, 2002). Levando também em consideração todas as suas características químicas e biológicas do corpo hídrico.

Neste contexto, a metodologia de adotar a bacia hidrográfica como unidade geoambiental de estudo dos processos de degradação ambiental é a mais apropriada no caso da contaminação difusa de corpos hídricos. Portanto, importante se faz monitorar os teores de substâncias orgânicas, como os agrotóxicos, e inorgânicas como os ânions nitrato, cloreto, sulfato e fosfato, mercúrio, arsênio capazes de afetar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas. Os impactos na qualidade da água e do solo devido ao uso de agroquímicos estão associados a diversos fatores tais como o ingrediente ativo da formulação, contaminantes existentes como impurezas dos processos de fabricação, aditivos que são misturados (agentes molhantes, diluentes ou solventes, adesivos, conservantes e emulsificantes). Os produtos resultantes da degradação química, microbiológica ou fotoquímica dos ingredientes ativos, constituem-se em motivos de grande apreensão, pois estes metabólicos possuem atividade ecotoxicológica muitas vezes mais intensa que a molécula original (Hemond & Fechener, 2000).

Por outro lado, a ocupação antrópica das terras através de usos múltiplos indica a complexidade e dificuldade na elaboração de propostas para a gestão territorial, tanto em nível local como regional. Especificamente o uso da terra, que se destaca, por afetar diretamente a agricultura, que têm sido objeto de interesse de instituições e órgãos governamentais voltados ao planejamento e à adoção de políticas agrícolas viável ao desenvolvimento sem agressão ambiental.

Desses problemas pode-se indicar a ocupação inadequada das terras, diminuição da matéria orgânica, compactação, impermeabilização, salinização, desabamento de terras, contaminação, desmatamento das matas ciliares, crescimento demográfico desordenado, queimadas, irrigação, mineração, erosão, desertificação (forma mais grave de degradação ambiental), perda da fauna e da flora, resultam na rápida perda da biodiversidade da região afetada, acelerada pela ação antrópica e as alterações climáticas, em conjunto com fenômenos climáticos extremos cada vez mais freqüentes, como: erupções vulcânicas, terremotos, inundações, tornados, furacões, maremotos, também têm efeitos negativos ao meio ambiente.

Principalmente nas bacias hidrográficas, umas das ações supracitadas, a erosão, ou seja, a erosão hídrica, que é causada pela água das chuvas, é identificada como a principal causa do empobrecimento do solo. Neste processo, a estrutura do solo é destruída pelo impacto da chuva que atinge a superfície do terreno e, em seguida o material solto, rico em nutrientes e matéria orgânica, é removido do local e depositado nas depressões no interior das vertentes e no fundo dos vales. A intensidade de ação deste processo erosivo depende, além do clima, da resistência do solo e da presença de diversas condições ligadas ao manejo do solo e água e da natureza da comunidade vegetal presente, Ruhe (1975) e Bahia (1992).

Outros impactos de grande degradação é o desmatamento, as técnicas agrícolas inadequadas, o mau uso dos recursos naturais e o emprego de agroquímicos, levam à contaminação dos corpos hídricos e do solo. A agricultura tradicional possui importante papel na economia brasileira devido à geração de empregos no campo e distribuição de renda. Entretanto, muitas vezes ela é conduzida por indivíduos que não possuem consciência da necessidade da conservação do meio onde vivem, principalmente quando a prática da cultura ocorre em áreas de grande sensibilidade como as próximas às nascentes de corpos hídricos e nas bordas de fragmentos florestais. A legislação ambiental brasileira considera a bacia hidrográfica como a unidade básica para a gestão ambiental (Brasil, 1997).

Neste contexto, é importante ressaltar as práticas de manejo, conservação das águas de superfície, reposição das matas ciliares e retiradas de solo superficial.

Pois, com isso, as condições naturais destes mananciais podem ser modificadas, pois o transporte de sedimentos em suspensão e de fundo resultará na alteração da qualidade da água e, em assoreamento, diminuindo a vida útil dos reservatórios.

Por sua vez, o conhecimento da situação das condições dos solos do território brasileiro, em termos da presença dos processos de erosão acelerada, e mesmo com referência à sua potencialidade, enseja a realização de trabalhos em escala local e regional, para caracterizar seus indicadores e correspondente cartografia (Pinto, 2005).

A ocupação desordenada das terras, o crescimento demográfico e a escassez de terras férteis, determinam a necessidade de se gerar fundamentações, estratégias, atividades e diretrizes que proporcionem aptidão dos ecossistemas com sistemas de ocupação, capazes de certificar produções sustentáveis em longo prazo. Conseqüentemente deve-se moldar o uso dos recursos naturais, de forma a aumentar e melhorar as condições econômicas e o progresso social da população afetado por esses processos danosos. Não obstante, para a utilização permanente, sustentável e eficiente desse meio ambiente, devem-se caracterizar as circunscrições físicas, biológicas e espaciais para a sua ocupação, identificando-se as possíveis sensibilidades dos ecossistemas ao impacto ambientais futuros.

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS IMPACTADAS

Desde o início dos tempos, o homem se fixou junto às margens dos cursos d'água devido às riquezas ali encontradas, que lhe proporcionavam alimento (água, caça, pesca) e matéria-prima (lenha, madeira), suprindo suas necessidades. Para o cultivo de alimentos, essas áreas se apresentam como mais produtivas em função da maior fertilidade natural quando comparado a áreas de campo e cerrado. Com isso, teve início às antropogenia nesses ecossistemas, perdurando até hoje.

Mesmo com a ocupação intensa desses novos ambientes, que ofertam extensas áreas para o cultivo, a pressão sobre essas regiões, sobre a água, o solo e matas ciliares, principalmente, continua crescente. Desta forma, as matas ciliares foram os primeiros ambientes a sofrer degradação pelo estabelecimento do homem e continuam sob pressão do mesmo. As políticas de incentivo agrícola, pecuário e florestal implantadas, aliadas à falta de tradição florestal e ao desrespeito à legislação, fizeram com que extensas regiões como o Triângulo Mineiro apresentassem aproximadamente 8% de cobertura vegetal nativa (IEF, 1995).

Na atualidade, os conhecimentos sobre a fauna e flora nativa são pouco concisos para sustentar alterações na legislação devido à descontinuidade e pequeno volume de estudos do tipo: quando florescem e frutificam, como se propagam e cresce, qual é seu habitat preferencial, qual o mínimo necessário para favorecer a proteção do solo e manter a dinâmica sustentada e como manejar economicamente a floresta (Oliveira-Filho, 1994).

Preparo do solo

O preparo do solo visa a melhorar as condições físicas do solo e/ou incorporar fertilizantes e corretivos, para favorecer o estabelecimento do povoamento. As técnicas e equipamentos a serem utilizados no preparo do solo vão depender das características físicas, químicas e topográficas do solo, bem como da disponibilidade de recursos financeiros para a execução do mesmo.

Recomenda-se no preparo do solo, observar as suas variações e suas condições físico-químicas e análise das condições locais, antes de efetivar alguma atividade na área. De modo geral, a correção do pH do solo deve se feita mediante calagem conforme análise de solo, mantendo seu valor por volta de 6,0 a 6,5 por ser a faixa ideal para o desenvolvimento da maioria das plantas. Quanto à fertilização, deve ser feita de forma a corrigir deficiências mais severas dos principais nutrientes.

É de grande importância à existência de vegetação ao longo dos rios e ao redor de lagos e reservatórios, seja ela nativa ou não, beneficiando uma gama de benefícios que este tipo de vegetação traz ao ecossistema, exercendo função protetora sobre os recursos naturais bióticos e abióticos.

Do ponto de vista dos recursos bióticos, as matas ciliares criam condições favoráveis para a sobrevivência e manutenção do fluxo gênico entre populações de espécies animais que habitam as faixas ciliares ou mesmo fragmentos florestais maiores que podem ser por elas conectados (Harper et al., 1992).

Do ponto de vista dos recursos abióticos, as florestas localizadas junto aos corpos d’água desempenham importantes funções hidrológicas, segundo Lima (1989), compreendendo: proteção da zona ripária, filtragem de sedimentos e nutrientes, controle do aporte de nutrientes e de produtos químicos aos cursos d’água, controle da erosão das ribanceiras dos canais e controle da alteração da temperatura do ecossistema aquático.

É de suma importância se manter ou recuperar a cobertura florestal junto aos corpos d’água. O desafio está, no entanto, em encontrar técnicas adequadas de reflorestamento e superar as barreiras culturais e sócio-econômicas que impedem que se promova a recuperação do meio ambiente em grande escala.

Cientificamente, grandes avanços foram alcançados nos últimos anos, com a aprimoração das pesquisas em recuperação ambiental. De um reflorestamento totalmente aleatório adotado inicialmente, efetuado sem modelo estrutural definido e sem preocupação com as espécies e proporção entre elas (Nogueira, 1977; Salvador, 1987, e Durigan & Dias, 1990), evoluiu-se para modelos mais elaborados, baseados nos processos de sucessão secundária e na composição e estrutura das florestas naturais. Projetos mais recentes, implantados a partir do final da década de 80, como os da própria CESP (Kageyama, 1992; Kageyama et al., 1992 e 1994) e várias outras iniciativas (Rodrigues e Leitão Filho, 1988; Müller e Zelazowski, 1989; Joly, 1992 e Messina, 1998) têm considerado a estrutura e a composição das matas ciliares naturais e/ou os processos naturais de sucessão na elaboração de modelos de revegetação e recuperação ambiental.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após todas essas averiguações é recomendável práticas conservacionistas nas micro-bacias hidrográficas como: controle do escoamento superficial da água das chuvas nas bacias com medidas de controle da erosão urbana e rural, revitalização das matas ciliares, diminuição da sedimentação e consequentemente o assoreamento, diminuição da mineração, das queimadas, da irrigação irregular dentre outras restrições. Quanto às medidas de manejo específicas para o controle da erosão sugeri-se a rotação de culturas; a implantação de plantio direto; também implementação mais intensa das matas ciliares; e faixas de vegetação nativa no meio do canavial dentre outras recomendações.

Com medidas de manejo adequadas e ações mitigadoras, a recuperação das áreas impactadas ocasionará na melhoria da qualidade da água, no combate e controle da poluição difusa, no melhoramento da flora e consequentemente da fauna, ou seja, uma reabilitação ambiental quase completa. Com isso, o meio ambiente é o grande vencedor e de contrapartida o homem.

Atualmente a ação do Estado tem dado ênfase à adoção apenas de medidas estruturais buscando tratar os efeitos ao invés das causas do problema. É necessário que sejam adotadas também medidas não estruturais, para que sejam minimizados os reflexos dos impactos ambientais sobre a bacia hidrográfica e assim equacionados efetivamente os problemas e sobrecargas sobre estas.

As ações estruturais quando aprovadas, não devem ter o enfoque de ações imediatistas, devendo ser analisadas de forma a evitar a transferência dos problemas ambientais para as bacias hidrográficas. A tomada de decisão deverá ser contemplada por uma análise mais ampla, procurando avaliar as características físicas da bacia hidrográfica e principalmente a densificação das áreas urbanas e das futuras áreas a serem urbanizadas.

De um modo geral, as abordagens de planejamento das atividades antrópicas e do uso dos recursos naturais, baseadas em modelos clássicos, têm falhado por dissociarem as questões socioeconômicas dos aspectos ambientais inerentes. Falta, nesse caso, o conhecimento das dinâmicas ambiental e sócio-econômica e do conflito que por ventura exista entre as metas de desenvolvimento socioeconômico e a capacidade de suporte dos ecossistemas (Pires & Santos, 1995).

Para reverter essa situação é fundamental o estabelecimento de planos que utilizem uma abordagem sistêmica integrada e participativa envolvendo o estudo das dimensões antrópicas, sociais e econômicas e das formas de desenvolvimento sustentáveis intrínseco ao local ou área onde forem aplicados. Observando que, cada vez mais será preciso mais água, sendo necessário atuar do lado da procura e do lado da oferta.

É importante salienta que, noções de que a escassez também deriva do uso indevido de cada um, e de que a escassez pode ser diminuída por controle da poluição, por controle do uso e devolução ao meio hídrico adequado, terá que passar pela educação ambiental de cada um, e pela progressiva regulação legal de todos os usos.

É necessário o planejamento quando as tendências observadas sugerem cenários indesejáveis ou incompatíveis com o que desejamos futuramente, que podem ser evitados através de ações corretivas e ou preventivas, medidas essas paliativas ou não. Neste contexto, a organização do espaço geográfico é concebida com a manifestação do processo de desenvolvimento sócio-econômico vivenciado na sub-bacia e sua interação com o meio físico. Através de ações e/ou atividades planejadas e adequadas possíveis de guiar as mudanças necessárias para alcançar finalidades que impliquem em maior bem estar das populações com o meio ambiente.

Deve ser evidenciado o controle da erosão, com a redução do impacto direto das gotas da chuva, diminuição da desagregação mecânica das partículas do solo, aumento da infiltração da água, redução da velocidade de escoamento superficial da água excedente e da atuação degradatória do meio ambiente, causada pelo homem. Também utilizar o plantio direto, no qual, caracteriza-se como prática que implica o mínimo de revolvimento do solo, procurando se manter sobre ele os restos das culturas (cobertura morta) formando uma camada protetora na superfície. Essa cobertura morta contribui para a manutenção da umidade, impedindo o ressecamento do solo, protegendo contra a ação das chuvas e, diminuindo as oscilações de temperatura na superfície. E a implementação da revegetação das matas ciliares nas bacias mais afetadas peal degradação ambiental.

Em relação ao uso da terra, que retrata espacialmente as diversas formas de ocupação quando confrontado com o uso recomendado através do zoneamento, evidencia situações que podem ser analisadas pelos planejadores e administradores municipais, para avaliar suas causas e prováveis efeitos. Neste caso a questão de escala deverá ser observada com bastante cuidado, pois um dado local, recomendado para a implantação de determinada atividade, poderá absorver outra utilização conflitante, quando a análise atinge o nível de detalhe. A proposta em questão deverá apresentar uma razoável vida útil, não se eliminando, porém possíveis ajustes que deverão ser introduzidos na concepção original com o passar do tempo.

Por outro lado, é em nível local que os problemas se revelam. As pessoas que residem no local/área afetada são, ao mesmo tempo, causadoras e vítimas de parte dos problemas impactantes da região afetada. São elas que convivem com os problemas. São elas também as mais interessadas em resolver os problemas ambientais por elas sofridos. Leis, normas, diretrizes, regulamentos e fiscalizações punitivas e onerosas podem ter pouco significado se a população não estiver sensibilizada para o problema, ou seja, a população é totalmente desinformada dos passivos ambientais que elas mesmas causam.

Lincoln Eloi de Araújo

Francisco de Assis Salviano de Sousa

João Miguel de Moraes Neto

Jacob Silva Souto

Lediam Rodrigues Lopes Ramos Reinaldo

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Fonte: revista.uepb.edu.br

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