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Lactobacilos

 

Yakult – O intestino saudável conduz à longevidade

A alegação de saúde da Yakult é que o consumo diário do produto ajuda a diminuir as bactérias maléficas do intestino e aumentar as benéficas, o que acarreta em inúmeros benefícios para o organismo.

Alguns destes benefícios são: equilíbrio da flora intestinal, proteção a diversas doenças, eliminação de substâncias tóxicas e estímulo das células de defesa do organismo.

Hoje os leites fermentados são considerados um dos principais alimentos funcionais, por conterem probióticos. Em 2001, o leite fermentado Yakult foi aprovado no Brasil pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão do Ministério da Saúde), como o primeiro leite fermentado com alegações de propriedades funcionais e/ou de saúde.

Médico e pesquisador em Microbiologia do sistema gastrointestinal, Minoru Shirota foi o fundador da Yakult Honsha Co. Ltd. e do Instituto Central de Pesquisas em Microbiologia da Yakult no Japão. Inconformado com o alto índice de mortalidade infantil por infecções intestinais no Japão, o Dr. Shirota iniciou seus estudos sobre lactobacilos intestinais com o objetivo de usá-los em prol da medicina preventiva. Após anos de contínuas pesquisas, ele selecionou uma espécie de lactobacilo, resistente à acidez do estômago e que, ao se manter vivo no intestino, inibe a proliferação de bactérias intestinais nocivas. Dessa forma, o lactobacilo promove o equilíbrio da microbiota intestinal. Esses microrganismos revolucionaram todos os conceitos da área de saúde e foram denominados Lactobacillus casei Shirota.

E assim, em 1935 surgiu o Leite Fermentado Yakult, que combina uma espécie selecionada de microrganismos vivos benéficos à saúde com a biotecnologia já conhecida da fermentação láctica. Devido a sua forma de bastonetes, os lactobacilos são chamados de “bacilos” e por transformarem através da fermentação o açúcar do leite (lactose) em ácido láctico, são chamados de lactobacilos. O ácido láctico é responsável por acidificar o meio intestinal, favorecendo o aumento dos microrganismos benéficos que auxiliam na redução dos riscos de doenças.

A importância da microbiota intestinal para a manutenção da saúde foi comprovada no fim do século 19, quando microbiologistas verificaram que havia diferença entre a microbiota residente nos intestinos de pessoas saudáveis e doentes. A microbiota intestinal é composta por cerca de 100 trilhões de bactérias, com média de 100 variedades, que participam da digestão, absorção e síntese de vitaminas. Estudos clínicos demonstram que os probióticos, além de ajudar nesses processos, também contribuem no aumento da resistência imunológica do organismo e protegem contra inúmeras doenças, inclusive alguns tipos de câncer. Esses microrganismos probióticos, ao serem ingeridos, ultrapassam a barreira do sistema digestório e chegam vivos aos intestinos, evitando que a microbiota sofra o ataque de bactérias nocivas.

O termo probiótico é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (WHO - World Health Organization) e pela FAO (Food and Agriculture Organization).

No Brasil, a ANVISA define probióticos como "microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo".

As características de um microrganismo probiótico são as seguintes: Ter segurança no consumo; Pertencer à microbiota natural do hospedeiro; Além de sobreviver ao processo de fabricação, comercialização e consumo, deve ser resistente aos sucos digestivos e chegar vivo aos intestinos; Ter a capacidade de se desenvolver nos intestinos; Promover efeitos benéficos comprovados cientificamente. Os probióticos auxiliam na diminuição dos riscos de doenças, em especial as infecciosas, porque controlam o crescimento das bactérias nocivas e promovem a estabilização do ambiente intestinal.

Experimentos realizados comprovam que o consumo de Yakult aumenta a quantidade de microrganismos que fazem bem e diminui os que fazem mal ao organismo. Além disso, estudos mostram que o consumo de Yakult acaba por diminuir a concentração de substâncias tóxicas melhorando o ambiente intestinal. Indol é uma toxina produzida pelas bactérias nocivas através da degradação de proteínas e voluntários, após consumirem o leite fermentado contendo os lactobacilos da Yakult, apresentaram níveis de Indol 30% menor se comparado ao nível anterior. O P-Cresol é outro tipo de metabólito produzido pelas bactérias nocivas e que pode dar origem a substâncias cancerígenas no organismo. Os testes em voluntários mostram que os níveis de P-Cresol cairam 1/3 do valor inicial após o consumo de Yakult.

Pesquisas ainda revelam que o Yakult estimula as células de defesa do organismo. Sabe-se que a atividade das células NK em fumantes, uma das principais células de defesa do organismo, é relativamente baixa. Foi realizada uma experiência onde a um grupo de fumantes foi solicitado consumir 1 frasco de Leite Fermentado contendo os Lactobacillus casei Shirota todos os dias, durante 3 semanas seguidas. Os pesquisadores mediram as atividades das células NK antes e depois o consumo de Yakult e foi observado que houve uma recuperação de 66% nas atividades das células NK.

Entre os inúmeros benefícios atribuídos ao uso de probióticos está a diminuição de toxinas que favorecem o aparecimento de câncer no cólon, o que pode significar uma importante proteção para evitar o desenvolvimento da doença. Além disso, estudos comprovam que a ação dos microrganismos vivos diminui principalmente a freqüência e a duração de diarréia associada ao uso de antibióticos, estimula a imunidade, melhora a digestão da lactose, a constipação e os sintomas da síndrome do cólon irritável. Por esses e outros motivos, as pesquisas com os Lactobacillus casei Shirota continuam sendo amplamente desenvolvidas no Japão, para que o mundo todo possa usufruir o que o médico Minoru Shirota acreditava: “o intestino saudável conduz à longevidade”.

CAROLINA MONTAGNER SCHMAEDECKE

Fonte: www.ufrgs.br

Lactobacilos

Lactobacillus é um grande gênero de bactérias com uma série de aplicações interessantes.

As bactérias deste gênero são geralmente benignos, e algumas são realmente benéficas, levando as pessoas a usá-los em preparações probióticos que se destinam a promover a saúde.

Alguns usos convencionais comuns de bactérias Lactobacillus incluem a restauração da normalidade da flora intestinal após infecções graves e de tratamento de vaginose bacteriana.

Definição

O Lactobacillus acidophilus é o probiótico (pró-vida) mais comumente usado, também chamado de bactéria “amigável”. Nós nascemos sem ele, e o acidophilus logo se estabelece em nosso intestino e genitália e protege contra a entrada e proliferação de organismos ruins que podem causar doença.

Algumas caracterí­sticas requeridas dos lactobacillus como probióticos são: função benéfica, fácil cultivo e estabilidade da “população”.

Outras bactérias amigáveis incluem: L. bulgaricus, L. reuteri, L. plantarum, L. casei, B. bifidus, S. salivarius, S. thermophilus e Saccharomyces boulardii. Seu trato digestivo é como um ecossistema, com muitas bactérias. Alguns destes habitantes internos são mais úteis a seu corpo do que outros.

O L. acidophilus produz a enzima lactase, que quebra o açúcar do leite (lactose) em açúcares simples. As pessoas que são intolerantes a lactose não produzem esta enzima. Assim, suplementos de L. acidophilus podem ser benéficos para estes indivíduos.

Outros probióticos potenciais incluem uma variedade de espécies de Lactobacillus (spp.), tais como casei GG, rhamnosus, NCFM, DDS-1, Bifidobacterium longum, Bifidobacterium bifidum, Streptococcus thermophilus, Enterococcus faecium, Saccharaomyces boulardii, Bacillus spp. e Escherichia coli.

Benefícios

Substitui as bactérias intestinais “amigáveis” destruí­das por antibióticos;
Auxilia na melhora das doenças causadas por bactérias;
Previne e trata diarréia, incluindo diarréia infecciosa, particularmente do rotavirus (um ví­rus que comumente causa diarréia em crianças); (esse item vai especialmente para os meus pais, que ao verem me dar iogurte para o peqeuno com diarréia, quase me mataram!!!)
Impede o crescimento de organismos “ruins” no trato gatrointestinal (uma condição que tende a causar diarréia e pode ocorrer pelo uso de antibióticos);
Impede e/ou reduz infecções vaginais, infecções do trato urinário e cistites (inflamação da bexiga).
Melhora a digestão (absorção) da lactose em pessoas que tem intolerância a mesma;
Aumenta a resposta imune;
Ajuda no tratamento de infecções respiratórias tais como sinosite, bronquite e pneumonia;
Diminui o risco de alergias;
Ajuda a tratar colesterol elevado;
Acne;
Redução de enzimas implicadas na produção do câncer;
Saúde Cardiovascular;
Sí­ndrome crônica de fatiga;
Resfriado;
Indigestão/Digestão;
Úlceras;
Febre reumática.

Alguns pesquisadores testaram a eficácia terapêutica de um composto consistindo da combinação multibacterial de L. acidophilus e Bifidobacterium bifidum em pacientes idosos com desordem intestinal. Os resultados foram excelentes, com restauração da flora bacteriana duodenal e melhora dos sintomas clí­nicos.

Medidas de Segurança

Não há nenhum problema de segurança com o uso de probióticos Promove às vezes a observação um aumento temporário de gases.

Observação

Se você estiver fazendo uso de antibióticos, pode ajudar fazer uso ao mesmo tempo de probióticos/acidophilus, e continue com o uso algumas semanas após terminar o tratamento com a droga. Isto ajudará a restaurar as bactérias naturais em seu trato digestivo que foram mortos pelos antibióticos.

Algumas fontes alimentares

As fontes alimentares mais comuns que apresentam L.acidophilus incluem leite, iogurte e queijo.

Efeitos Colaterais

Algumas pessoas podem apresentar gases ou desconforto estomacal no iní­cio, mas estes sintomas partem geralmente com uso contí­nuo. Algumas mulheres descreveram a queimadura ou a irritação na genitáiia quando o Lactobacillus acidophilus foi usado nesta região.

Raramente, as pessoas com sistemas imunes fracos podem estar arriscadas de desenvolver uma infecção séria ao fazer uso do Lactobacillus acidophilus. Pessoas que tiveram um ferimento ou uma doença da parede intestinal; quem faz uso de drogas prescritas, tais como os corticoesteróides (prednisona), que pode torná-los vulneráveis à infecções ou quem fez cirurgia para substituir uma válvula do coração; deve falar com um médico antes de fazer uso do Lactobacillus acidophilus.

Gravidez

Em alguns estudos, mulheres grávidas foram tratadas com Lactobacillus acidophilus sem nenhum efeito adverso. Entretanto, se você estiver grávida, recomenda-se que uma consulta ao médico antes de usar o Lactobacillus acidophilus.

Interações Com Drogas

Alguns especialistas acreditam que os antibióticos ou o álcool podem destruir o Lactobacillus acidophilus. Como resultado é recomendado que o Lactobacillus acidophilus seja usado três horas após ter feito uso de antibióticos ou ter bebido o álcool. Alguns cientistas também acreditam que o Lactobacillus acidophilus pode ser destruí­do ou inativado por ácidos no estômago. Em conseqüência, sugere-se às vezes que os pacientes usem uma droga para diminuir a quantidade de ácido no estômago uma hora antes de fazer o uso de Lactobacillus acidophilus. Um exemplo é o famotidine.

Interações com ervas e suplementos dietéticos

Na teoria, o Lactobacillus acidophilus pode ser mais eficaz se feito uso com alimentos tais como bananas, aspargos e alho. Acredita-se que estes alimentos forneçam nutrientes que aumentam a eficácia do Lactobacillus acidophilus - São os chamados PREBIÓTICOS.

Lactobacillus acidophilus ” LA

Especificações: o Lactobacillus acidophillus está disponí­vel em contagens de 1,0×109 UFC/g a 1,0×1011 UFC/g.
Temperatura ótima de crescimento:
38ºC
Diluentes:
muitos diluentes estão disponí­veis para a padronização de contagem microbiológica. Alguns diluentes usados são: maltodextrina, amido, lactose, oligossacarí­deos e inulina. A escolha do diluente é influenciada pelo produto formado (pó, tablete, cápsula), solubilidade requerida, preferência do consumidor, etc.
Vida-média/Armazenamento:
Lactobacillus acidophilus permanece estável por até 12 meses em temperatura de refrigeração e com baixa umidade.

Bifidobacterium bifidum

As bactérias “amigáveis” são encontradas em muitos alimentos. Eles fornecem sabor a manteiga e queijos e ainda são necessários na produção de produtos em conserva e com fermento.

Uma quantidade abundante desta bactéria no intestino humano é necessária para manutenção da saúde. Antibióticos podem reduzir drasticamente ou eliminar estas bactérias da microflora intestinal. Hábitos como consumo de bebidas alcoólicas, stress, antiácidos, alimento processado e uso de pesticidas, podem causar distúrbios. O número de bifidobactérias no intestino humano se torna menos abundante com o passar do tempo. Um entendimento da importância de uma população de bactérias saudáveis no cólon e o reconhecimento dos benefí­cios a saúde tem tornado muito grande o interesse pelos probióticos, principalmente lactobacillus e bifidobactérias.

Bifidobacterium bifidum criam um ambiente favorável para o crescimento de bactérias “amigáveis” no intestino grosso e trato vaginal. O Bifidobacterium bifidum impede ou evita a invasão de bactérias patogênicas.

Acredita-se que as bifidobactérias sintetizam vitaminas que podem ser usadas pelo corpo humano, incluindo tiamina, ácido fólico, ácido nicotí­nico, piridoxina e vitamina B12. Produzem ácido acético e lático. Acredita-se que dietas contendo bifidobactérias, de forma bem sucedida, coloniza o intestino grosso; pois podem sobreviver as enzimas do estômago e intestino fino.

Também aumentam a absorção de ferro, cálcio e magnésio. Quando comparados com animais que não estavam recebendo suplementação, ratos consumindo Bifidobacterium bifidum foram protegidos contra rotavirus.

Lactobacillus bulgaricus

São bactérias gram-positivas, termofí­licas e em forma de bastão; heterofermentadora, produzindo ácido lático a partir da lactose. Resiste a elevadas concentrações de ácido lático, podendo produzi-lo até aproximadamente 2%. Tem também longa duração na maturação de queijos duros. Produz acetaldeí­do que confere sabor tí­pico ao iogurte. É baixa sua resistência ao sal, não crescendo em concentrações superiores a 2%. É destruí­da no aquecimento a 65°C por 30 minutos. Crescem bem a 45°C, mas não se desenvolve em temperaturas inferiores a 20°C.

Uma bactéria transitória, mas muito importante na ecologia humana. Juntamente com o Streptococcus termophilus constituem a cultura para produção de iogurte.

Sua administração oral facilita a digestão da lactose, pois aumenta a produção da enzima lactase. Algumas cepas produzem antibióticos naturais, impedindo a proliferação de outras bactérias nocivas.

Em sí­ntese, a acidificação do leite, sob a ação das bactérias mencionadas constitui a antecipação de uma etapa digestiva o que torna o iogurte mais tolerável e nutritivo do que o leite natural.

As espécies mais comuns, encontradas nas culturas para iogurte são as bactérias, Lactobacillus bulgaricus e Stretococcus thermophilus, caso sejam acrescentadas outras espécies de termofilos podemos ter uma acidificação muito intensa depois da refrigeração do iogurte.

Ambas as espécies vivem em simbiose (com benefí­cios mútuos), sendo que, esta simbiose exige uma determinada proporção entre cocos e bacilos. A relação quantitativa entre Stretococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus deve ser de 1;1 até 2;3 aproximadamente, gerando com isto um iogurte com maior ou menor viscosidade.

Durante o perí­odo de incubação a relação entre as bactérias pode sofrer variações, para no final novamente ser restabelecido. A causa principal da variação é que o Lactobacillus bulgaricus desdobra facilmente as proteí­nas, e origina, assim, o aminoácido valina. Este aminoácido que vai favorecer o desenvolvimento do Stretococcus thermophilus até o ponto de chegar a ser seu número 4 a 5 vezes maior.

Os cocos tem um poder de acidificação menor que os bacilos e morrem com mais facilidade devido a ação do ácido láctico formado. A proporção entre ambos influi também de uma maneira essencial sobre a aromatização do iogurte. O Lactobacillus bulgaricus é o principal condutor do aroma.

Lactobacillus casei

É uma cepa de bactéria que foi isolada de humanos e foi descoberto que tolera as condições ácidas do estômago. São microorganismos vivos selecionados que conseguem atravessar a acidez do estômago, chegar vivos ao intestino e proporcionar o equilí­brio da flora intestinal. São reconhecidos como probióticos, que ingeridos em determinadas concentrações, proporcionam benefí­cios à saúde do indiví­duo, através do equilí­brio da flora intestinal.

As espécies de Lactobacillus são mais efetivas do que muitas outras bactérias para sobreviver a passagem através do trato intestinal para efetivamente colonizar o trato digestivo e balancear a microflora intestinal.

O Lactobacillus provou que resisti ao ácido gástrico e bile, adere a mucosa do intestino, coloniza o trato gastrointestinal e luta contra patógenos potenciais, tais como: E. coli, Streptococci, Clostridia e Salmonella.

Lactobacillus casei são encontrados naturalmente em leites e carnes fermentadas, assim como no intestino humano, boca e no meio ambiente.

O nome L. casei foi primeiro usado em 1904, e o nome sugere sua “relação” com queijo: tanto o casei, quanto caseí­na (a primeira proteí­na no leite) tem origem da palavra latim caseis, que significa queijo.

O crescimento do L. casei ocorre em 15 mas não em 45ºC, e requer riboflavona, ácido fólico, pantotenato de cálcio, e os fatores de crescimento niacina.

O L. casei é uma espécie notavelmente adaptável, e pode ser isolado dos produtos derivados de leite crus e fermentados, dos produtos frescos e fermentados da planta, e do trato reprodutivo e intestinal dos seres humanos e outros animais. Industrialmente, o L. casei tem aplicação como probiótico humano (promove a cultura viva), como cultura de partida de ácido- produção para fermentação do leite, e especialmente como culturas para intensificação e aceleração do desenvolvimento do sabor em determinadas variedades de queijo.

São células gram-positivas que diferem em alguns pontos dos demais Lactobacillus: são menores no tamanho do que os L. bulgaricus, L. acidophilus e L.helveticus e são facultativamente heterofermentativos.

Vivian da Conceição Martinez

Fonte: pat.feldman.com.br

Lactobacilos

PROBIÓTICOS

O termo "probiótico" foi definido inicialmente por Füller como: Organismos vivos que ingeridos exercem efeito benéfico no balanço da flora bacteriana intestinal do hospedeiro. Este conceito foi posteriormente ampliado e definido como "organismos vivos que quando ingeridos em determinado número exercem efeitos benéficos para a saúde".

Como função funcional benéfica no organismo, os probióticos tem efeito sobre o equilíbrio bacteriano intestinal: controle do colesterol e de diarréias e redução do risco de câncer.

O meio de atuação dos probióticos no organismo se refere principalmente à inibição que estes exercem na colonização do intestino por bactérias patogênicas.

Os mecanismos através dos quais os probióticos reduzem as bactérias patogênicas seriam: produção de substâncias bactericidas; disputa por nutrientes; alteração do metabolismo microbiano; estimulação do sistema imunológico a partir da capacidade de adesão à mucosa intestinal.

Dentre os probióticos mais importantes citamos: Lactobacilos acidófilos, casei, bulgárico, lactis, plantarum, estreptococo termófilo , enterococus faecium e faecalis, bifidobactéria bifidus, longus e infantis.

Segundo Hutcheson, os probióticos devem apresentar algumas características específicas: serem habitantes normais do intestino; reproduzirem-se rapidamente; produzirem substâncias antimicrobianas; resistirem ao tempo entre a fabricação, comercialização e ingestão do produto devendo atingir o intestino ainda vivos.

Os probióticos podem ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado, como leites fermentados, yogurt ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.

Efeitos Fisiológicos dos Probióticos

Inibição de bactérias intestinais indesejáveis - isto pode ocorrer por produção de substâncias bactericidas:

Os lactobacilos podem produzir peróxido de hidrogênio, substância inibidora da Escherichia coli, salmonela, etc.
Adesão à mucosa e multiplicação - este termo se refere à capacidade dos probióticos de aderirem nas vilosidades intestinais competindo e inibindo a fixação de patogênicos, como por exemplo, escherichia coli.
A adesão não ocorre com todos os probióticos, segundo Bengmark, parece ser verdadeiro somente para oLactobacilos Plantarum 299.
Presença sem adesão à mucosa - para que isto ocorra é necessário que a ingestão do probiótico seja contínua pois sua suspensão não garante permanência no colon por período prolongado.
Ativação da imunidade humoral e celular - Os Lactobacilos acidófilo, bulgárico e casei parecem aumentar a atividade fagocitária, a síntese de imunoglobulinas (IgA) e a ativação dos linfócitos T e B.
Aumento da digestibilidade da lactose - os Lactobacilos produzem a enzima beta galactosidade que facilita a digestão da lactose

O Iogurte

O iogurte, além de carrear uma acidez necessária para a manutenção do sistema ecológico intestinal, ainda carreia microorganismos que, mesmo de maneira tansiente, ocupam um espaço que, de outra forma, seria ocupado por outros microorganismos. No entanto, as bactérias do iogurte (Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus) são transientes porque o seu habitat natural não é o intestino. Estas bactérias lançam ao meio seus produtos de metabolismo, principalmente ácidos orgânicos como láctico e acético, além de outras substâncias de efeito antagonista a patógenos e outros microorganismos indesejáveis como peróxido de hidrogênio e bacteriocinas. Devido à característica metabólica destes microorganismos, e por crescerem bem no leite, os principais produtos probióticos são de origem láctea.

O "CreamUp" Frozen Yogurt (sorvete de Yogurt) contém, na sua formulação, aproximadamente, 75% de puro iogurte que contém bacilos (lac-tobacillus bulgaricus e streptococcus thermophilus) vivos, que em estado de congelado estão parados, estabilizados, devendo, ao serem ingeridos, dentro do corpo humano, atingir a temperatura de 36/37 graus Celsius e com isto voltarem a vida combatendo microorganismos em nossa flora intestinal.

A comunidade européia vem mantendo vários grupos compostos de especialistas nas áreas de nutrição, biotécnólogos, engenheiros de alimentos, farmacêuticos, ecologistas, laticinista e médicos, em projetos que visam "definir, produzir e legislar probióticos", com estudos que abordam desde o conceito aos reclames benéficos dos probióticos. Uma nova tendência é a sua inclusão na categoria de alimentos funcionais que, como indicado pelo próprio nome, ao serem consumidos espera-se que exerçam uma função específica no seu organismo. Muitas destas funções já são conhecidas, sentidas, mas ainda não validadas e, portanto não poderão ser utilizadas como marketing para o produto. Devido as informações hoje já acumuladas sobre os benefícios dos alimentos probióticos e a grande variedade de tais produtos no mercado externo, pode-se afirmar que estes produtos constituem hoje uma realidade no mercado laticinista.

Fonte: www.travialimentos.com.br

Lactobacilos

PROBIÓTICOS

Probiótico é um suplemento alimentar constituído de microorganismos vivos, que mantêm o equilíbrio das microbiotas ruminal e intestinais, favorecendo a absorção de nutrientes, promovendo assim, aumento na produtividade dos animais. Um bom Probiótico deve ser constituído de bactérias resistentes a ação do suco gástrico, da bile, de pH ácido, não ser tóxico, ser estável à estocagem e atuar no organismo animal de forma benéfica, melhorando a digestibilidade e eliminando bactérias patogênicas.

Vale ressaltar a diferença entre Probióticos e Prebióticos. Os Prebióticos são constituídos de oligossacarídeos ou de leveduras mortas. As leveduras, após o processo de fermentação para obtenção de álcool ou de cerveja, são retiradas das dornas e secas por um processo denominado “spray dry” que as matam pelo calor. Esse derivado de leveduras mortas é constituído de proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais e é usado como complemento na alimentação animal. Não existem provas da eficácia de leveduras vivas como Probiótico, pois sua estabilidade à estocagem é muito variável, necessitando de temperaturas de refrigeração.

No Probiótico as bactérias são mantidas vivas através do processo de liofilização, podendo ser estocadas por muito tempo. O Probiótico também age de maneira diferente dos antibióticos. Os antibióticos matam as bactérias patogênicas e as benéficas e são utilizados em dosagens sub-clínicas, como promotores de crescimento. Durante muito tempo os antibióticos vêm sendo utilizados para promover melhoria no ganho de peso nos animais. Hoje já existem restrições dos países importadores de carne (Europa, América do norte e Ásia) ao uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, devido à seleção de bactérias patogênicas para o homem e de animais resistentes a antibióticos e quimioterápicos.

É neste sentido que o Probiótico, um produto natural, está sendo utilizado como uma alternativa no ganho de peso, como preventivo das infecções intestinais e no restabelecimento das microbiotas ruminal e intestinais. Essas microbiotas podem ser afetadas principalmente pela seca e por tratamento de infecção com antibióticos ou quimioterápicos. Estes fatores diminuem a população de bactérias das microbiotas e conseqüentemente baixam a produtividade e a imunidade dos animais.

A utilização de Probiótico constituído de bactérias ruminal e intestinais, administrado juntamente com alimentos para bezerros, estimula o desenvolvimento precoce do rúmen devido à produção principalmente de ácidos graxos voláteis, antecipando a ingestão de matéria fibrosa como capim ou feno. Esse tipo de Probiótico aumenta a população de bactérias celulolíticas no rúmen e conseqüentemente aumenta a produção de proteínas (carne, leite).

Outro benefício do uso do Probiótico é o aumento da proteção contra infecções devido a produção de bacteriocinas pelas bactérias probióticas intestinais. Proporciona também, maior controle e rápida recuperação dos animais com fotossensibilização hepatógena primária e secundária (requeima de pastagens).

Fonte: www.agronline.com.br

Lactobacilos

Milhares de microorganismos vivos agem permanentemente em nossa flora intestinal e são nada menos que responsáveis pela absorção dos nutrientes ingeridos através da alimentação!

Também chamados probióticos, esses "bichinhos" melhoram a integridade da parede intestinal e assimilam alguns nutrientes importantes para o organismo, como o cálcio e o ferro.

Não adianta seguir uma dieta equilibrada e saudável se a flora intestinal não está sadia.

Alimentos como leite, iogurte, queijo fresco e coalhada são fundamentais no dia-a-dia, porque contêm o melhor dos probióticos: os lactobacilos vivos.

Os mesmos do velho e bom leite fermentado.

Pesquisas recentes mostram que tais bichinhos equilibram o funcionamento intestinal, impedem a proliferação de bactérias nocivas, inibem a produção de toxinas, melhoram a digestão, fortalecem o sistema imunológico, além de prevenir e interromper o câncer de cólon localizado no intestino grosso.

SE JÁ TEMOS MICROORGANISMOS NO INTESTINO,POR QUE A IMPORTÂNCIA DE INGERI-LOS ATRAVÉS DA ALIMENTAÇÃO?

Nossa flora intestinal é composta por um equilíbrio desses bichinhos, bons e maus. Ou seja, temos um conjunto de mais de 400 bactérias que quando estão equilibradas não causam problemas à saúde, caso contrário podem provocar doenças, alergias e até desnutrição. Podemos dizer que os microorganismos considerados bons (lactobacilos ou probióticos) devem ser maioria no intestino. Cerca de 70% em relação aos outros, que devem estar em pequenas quantidades para não causar doenças. Em torno de um quilo do nosso peso corporal é de microorganismos vivos.

Vários motivos levam à morte desses microorganismos benéficos.

Só para ter alguns exemplos: stress, doenças intestinais, alcoolismo, uso de antibióticos, envelhecimento, etc. Por isso é importante estarmos sempre "repovoando" nosso estoque com estes microorganismos. E isso nós fazemos com a consumo de alimentos probióticos, que, como o próprio nome já diz, são pró ( a favor), bio (vida). Ou seja, promotores da vida.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DOS LACTOBACILOS VIVOS?

Eles tendem a melhorar e regular todo o funcionamento da flora intestinal, além de combater as substâncias tóxicas e causadoras de câncer.

Não só: fortalecem o sistema imunológico, pois estimulam a síntese de interferon gama (substância produzida por leucócitos que combatem as doenças) e também minimizam os efeitos colaterais dos antibióticos - que desequilibram o intestino. Um novo estudo em andamento da empresa japonesa Yakult aponta ainda lactobacilos vivos como coadjuvantes na redução das taxas de colesterol.

O QUE OCORRE QUANDO OS LACTOBACILOS CHEGAM AO INTESTINO?

Como são resistentes, para chegar inteiros ao intestino, vão acidificando o ambiente e assim dificultando a permanência dos microorganismos patogênicos, causadores de doenças no estômago e no intestino. Esse ambiente ácido facilita a absorção dos minerais e das vitaminas, tão importantes ao organismo. Outra função é ajudar a manter íntegra a parede do intestino, o que permite que todos os nutrientes sejam absorvidos adequadamente.

O QUE É O LEITE FERMENTADO?

É todo produto que coagula e diminui o pH do leite, por fermentação láctea, por meio de microorganismos. Nos frascos encontrados no mercado existem variações de lactobacilos, como o lactobacillus casei e Bifidobacterium. São consumidos, geralmente, em pequenas doses e servem para melhorar o funcionamento do intestino. Considerado alimento funcional, o leite fermentado é consumido há 60 anos no Japão. A engenheira de alimentos da Yacult no Brasil, Cristina Okada, conta que o Yacult surgiu em 1935, quando o médico Minoru Shirota criou um lactobacilo especial que conseguia resistir à acidez do estômago e chegar vivo ao intestino, ajudando na defesa natural do aparelho digestivo. Batizou-o de Lactobacillus Casei Shiorota. O leite fermentado Yacult traz no mínimo 400 milhões de lactobacilos vivos por frasco. No Yacult 40, que é novidade no mercado, são 40 bilhões de lactobacilos. Ideal para a flora intestinal da fase adulta.

QUEM PODE TOMAR LEITE FERMENTADO?

A principio, qualquer pessoas depois da fase do desmame pode consumir alimentos com lactobacilos vivos. Quanto maior a freqüência de consumo, melhor a manutenção da flora bacteriana e a ingestão de cálcio. É que o leite fermentado também é fonte desse mineral, importante no combate à osteoporose. E para quem costuma ter desconforto depois de ingerir leite, uma boa notícia. Como o produto já vem com lactose processada, ou seja, o indivíduo não precisa digeri-la no organismo, os sintomas dessa intolerância (gases, vômitos e diarréia) diminuem. Já os diabéticos devem evitar iogurtes e leites fermentados, que contém açúcar.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O IOGURTE E O LEITE FERMENTADO?

Ambos são tidos como alimentos funcionais e têm microoganismos vivos em seu processo de fermentação. Mas é preciso dizer que os bichinhos do iogurte são mais sensíveis à acidez estomacal. Isso quer dizer que somente uma fração chega viva ao intestino, o leite fermentado é bastante terapêutico. Normalmente, ele é consumido em pequenas doses com a finalidade de melhorar intestinos difíceis. Já o iogurte é um alimento que pode ser consumido em maiores quantidades sem restrições. Um pote de iogurte sustenta o indivíduo e pode ser parte do café da manhã ou de um lanche. O leite fermentado não tem essa possibilidade.

A INGESTÃO DE LACTOBACILOS AUXILIA NA PERDA DE PESO?

Sim. Os lactobacilos vivos ajudam na perda e na manutenção do peso porque fortalecem a parede do intestino. Ao contrário disso, quando a parede está muito fraca, acaba ficando mais permeável aos macronutrientes e as proteínas, o que faz a pessoa engordar mesmo quando como uma quantidade normal de calorias.

QUAL A QUANTIDADE DIÁRIA IDEAL QUE DEVEMOS INGERIR DE ALIMENTOS PROBIÓTICOS?

Um frasco por dia de leite fermentado e o uso constante e diário de queijos frescos, iogurtes e coalhadas são suficientes para proteger o organismo contra os fatores que desequilibram a flora intestinal. Isso vai ser o bastante para o organismo ficar mais resistente às bactérias e a qualquer tipo de infecção. Mas é bom evitar o consumo exagerado desses produtos, que podem causar desconforto intestinal e até aumento do peso devido ao excesso de calorias.

É VERDADE QUE A INGESTÃO DE PROBIÓTICOS PREVINE O CÂNCER?

Pesquisas comprovaram que alimentos com lactobacilos são eficientes na prevenção de doenças relacionadas ao intestino. É que o leite fermentado e produtos afins estimulam o organismo na produção de células de defesa, o que auxilia na proteção contra doenças. Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, realizada pelo nutricionista Manfrede Kroger, concluiu que o número de células cancerosas de 30 pacientes que participaram do estudo não aumentou depois que eles passaram a ingerir dois copos de iogurte por dia, durante um mês. De concreto, sabe-se que quando a flora intestinal não está saudável, isso desencadeia males como diabetes, colite, fadiga e até mesmo candidíase (fungo que provoca corrimento espesso, coceira e irritação), e aparece quando o organismo está debilitado, com baixa imunidade.

Fonte: www.modelle.com.br

Lactobacilos

VOCÊ SABE O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM?

Os lactobacilos são importantes para o nosso sistema digestivo e imunológico. Os chamados alimentos probióticos representam saúde e proteção ao organismo.

Milhares de microorganismos vivos agem permanentemente em nossa flora intestinal e são responsáveis pela absorção dos nutrientes ingeridos através da alimentação. Esses "bichinhos" melhoram a integridade da parede intestinal e assimilam alguns nutrientes importantes para o organismo, como o cálcio e o ferro.

De nada adianta seguir uma alimentação e saudável se a flora intestinal não estiver sadia.

Alimentos como o leite, iogurte, queijo fresco e coalhada, são fundamentais em nosso dia-a-dia, porque contêm o melhor dos probióticos: os lactobacilos vivos.

Os mesmos do leite fermentado. Pesquisas mostram que os lactobacilos equilibram o funcionamento intestinal, impedem a multiplicação de bactérias nocivas, inibem a produção de toxinas, melhoram a digestão, fortalecem o sistema imunológico, além de prevenir o câncer de colón - localizado no intestino grosso.

Nós já possuímos esses microorganismos em nosso intestino, então por que há importância de ingeri-los através de nossa alimentação?

Nossa flora intestinal é composta por um equilíbrio dos lactobacilos bons e maus. Ou seja, temos um conjunto de muitas espécies de bactérias que, quando estão equilibradas, não causam problemas à saúde, mas, caso contrário podem provocar doenças, alergias. Os microorganismos considerados bons (lactobacilos ou probióticos) devem ser maioria no intestino. Entretanto, vários motivos levam a morte desses microorganismos benéficos como, por exemplo, estresse, doenças intestinais, uso de antibióticos, envelhecimento. Por isso é importante ingerirmos esses alimentos e assim renovarmos nossos microorganismos.

Você sabe quais são os benefícios dos lactobacilos?

Eles tendem a melhorar e regular todo o funcionamento da flora intestinal, além de combater as substâncias tóxicas e causadoras do câncer. Não só fortalecem o sistema imunológico, como minimizam os efeitos colaterais provocados por antibióticos - que desequilibram o intestino.

O que ocorre quando os lactobacilos chegam ao intestino?

Como são resistentes, para chegar inteiros ao intestino vão acidificando o ambiente e assim dificultando a permanência dos microorganismos patogênicos, causadores de doenças no estômago e intestino. Esse ambiente ácido facilita a absorção dos minerais e das vitaminas, tão importantes ao organismo. Outra função é ajudar a manter íntegra a parede do intestino, o que permite que todos os nutrientes sejam absorvidos adequadamente.

O que é o leite fermentado e quem pode consumí-lo?

É todo produto que coagula e diminui o ph do leite, por fermentação láctea, por meio de microorganismos. Nos frascos encontrados no mercado existem variações de lactobacilos, como o Lactobacillus Casei e Bifidobacterium. Qualquer pessoa pode consumir estes alimentos depois da fase do desmame. Quanto maior a freqüência, melhor a manutenção da flora bacteriana e a ingestão de cálcio, pois o leite fermentado é fonte deste mineral. E, para quem costuma ter desconforto após ingerir leite, uma boa noticia é que nestes produtos a lactose já vem processada, ou seja, o individuo não precisa digerí-la no organismo, diminuindo assim os sintomas dessa intolerância.

Qual é a quantidade diária ideal que devemos ingerir de alimentos probióticos?

Um frasco por dia de leite fermentado e o consumo de queijos frescos, iogurtes, coalhadas - são suficientes para proteger o organismo contra os fatores que desequilibram a flora intestinal. Essa quantidade é o bastante para proteger organismo e ficar mais resistente às bactérias e a qualquer tipo de infecção. Entretanto, é bom evitar o consumo excessivo desses produtos, que podem causar um desconforto intestinal, além do excesso de calorias que pode prejudicar o seu processo de eliminação de peso.

Fonte: www1.uol.com.br

Lactobacilos

Seja na produção em escala industrial ou mesmo na produção caseira, o iogurte possui idênticas características quanto a sua composição química final, salvo a utilização dos aditivos, como os ditos sintéticos ou naturais, que fazem aumentar a vida útil do mesmo, o tempo de validade para consumo, além de melhorar a aparência, textura e paladar do alimento, e outros.

Acredita-se que cerca de 3.500 aditivos estão em uso atualmente. Todos os aditivos permitidos, até que provem o contrário, são controlados e aprovados por lei para a produção dos alimentos. Muitos dos aditivos são substâncias naturais, o ácido ascórbico (vitamina C) usado na industria de panificação é um dos exemplos.

Outro grupo de substâncias denominadas aditivos alimentares são os adoçantes. Os calóricos acrescentam energia à dieta e incluem o manitol, o sorbitol, o xilitol e xarope de glicose hidrogenada. Os adoçantes não-calóricos são adoçantes sintéticos e incluem o acesulfame K, o aspartarme, a sacarina e a taumatina. Sucrose, glicose, frutose e lactose são todas classificadas como alimentos e não como adoçantes ou aditivos.

Rica fonte alimentar de cálcio, o iogurte também é boa fonte alimentar de potássio, fósforo, proteínas e vitaminas, sobretudo as do complexo B. Por isso é considerado um grande aliado da saúde.

Sua maior aliança com o homem se baseia no princípio do equilíbrio entre as espécies que habitam a flora intestinal. A favor do corpo estão os lactobacilos, microorganismos anaeróbios (dispensam o oxigênio para sua sobrevivência), que, entre outras funções, protegem o intestino contra a ação de coliformes - bactérias do tipo aeróbio (precisam de oxigênio), responsáveis pela liberação de toxinas (resultado da digestão dos alimentos), de gases, pela prisão de ventre e pela redução da absorção dos nutrientes.

O desequilíbrio pode ocasionar o aumento das substâncias tóxicas, com sulfito de hidrogênio, dióxido de carbono, gás metano e fenol. Em transtornos intestinais os lactobacilos começam a proliferar rapidamente, equilibrando a flora.

Nesse crescimento ocorre também a acidificação do meio intestinal, o que, aliás, é muito bom por dois motivos: ajuda no crescimento e multiplicação das colônias de lactobacilos já existentes porque essa espécie se dá muito bem em meio ácido; e dificulta a vida dos coliformes, que precisam de um meio alcalino para viver melhor.

Por ser um restaurador da flora intestinal, o iogurte é especialmente recomendado para as pessoas que estão em tratamento com antibióticos, que pode apresentar como efeito colateral a morte de colônias de bactérias que fazem habitualmente parte da flora. Em geral, a conseqüência da mortandade temporária é a diarréia. Daí o motivo de o leite acidificado ajudar no equilíbrio intestinal.

Fonte: www.riototal.com.br

Lactobacilos

A senhora trabalha com leite fermentado. Como podemos classificar e diferenciar o iogurte e o leite fermentado?

Ambos são produtos de leite fermentado, sendo a diferença entre eles as espécies bacterianas, a quantidade bactérias probióticas presentes em cada tipo de produto, variando de acordo com os fabricantes. O leite fermentado deverá apresentar ao redor de 107 a 108 bactérias vivas por mL de leite.

Esses produtos por si só são benéficos à saúde, ou necessitam de alguma adição (bactérias específicas) para ter seu potencial atingido?

Estes produtos já são adicionados de bactérias probióticas para desempenhar sua ação benéfica em nosso organismo.

Baseando nas pesquisas que a senhora já realizou e está realizando, qual a posição da senhora sobre o consumo desses produtos e qual a recomendação diária?

A recomendação do consumo diário do leite fermentado é ao redor de três frascos de 60ml, para garantir a presença de pelo menos 107 bactérias por ml de bactérias vivas no intestino, para a obtenção da ação benéfica desejada. Parando a ingestão do leite fermentado, estas bactérias probióticas vão sendo eliminados lentamente até desaparecerem ao redor de duas semanas.

Na reportagem da Revista Cláudia, é citado o trabalho Efeito do Leite Fermentado Contendo Lactobacillus casei Shirota na Microbiota Intestinal de Crianças sob Terapia Antimicrobiana realizado com crianças no Hospital Universitário da USP. Como foi realizado esse trabalho? Como podemos usar esses resultados no dia a dia de pessoas sadias?

Tratou-se de um estudo com controles,randomizado, duplo cego com uma população de crianças internadas no Hospital por alguma doença infecciosa que necessitava de tratamento com antibióticos. Estudou-se o efeito da ingestão de Lactobacillus casei Shirota na flora intestinal destas crianças. O grupo que consumiu o leite fermentado mostrou um re-equilibrio mais rápido da flora intestinal desequilibrado, com terapia antimicrobiana do que o grupo controle, que consumiu placebo. Nenhuma criança deste estudo desenvolveu diarréia nem mostrou perda de peso.

Podemos dizer que o consumo desses produtos previne doenças? Quais?

O efeito protetor destes microrganismos ocorre segundo dois mecanismos: o antagonismo, que impede a multiplicação de patógenos - a rivalidade pelos nutrientes ou pelos locais de adesão ao epitélio intestinal; e a produção de toxinas que impossibilitam a ação patogênica. Mediante estes mecanismos, há uma maior proteção do hospedeiro, relativamente a infecções, devido ao fortalecimento do sistema imune.

Várias bactérias probióticas, como Lactobacillus casei shirota ou bulgaricus ou Streptococus thermophilus entre outras, fortalece a nossa flora intestinal, muitas vezes prevenindo e protegendo os nossos intestinos de uma série de agentes agressores, chamados de microorganismos patogénicos. E essa barreira protetora auxilia não somente na absorção das vitaminas lipossolúveis, como também proporciona um efeito laxativo aos intestinos. Poderia trazer grande benefício para as pessoas que sofrem constantemente de constipação intestinal.

Este tipo de complemento alimentar é utilizado, principalmente, quando há fatores específicos, tais como antibióticos ou outros medicamentos, dietas ou cirurgias, situações que desregulam a microflora hospedeira normal. Também já foi provado o efeito destes alimentos em estado patológicos, como diarréias, infecções do sistema urinário, problemas imunológicas, intolerâncias à lactose, hipercolesterolemia, alguns tipos de tumores e alergias alimentares, favorecendo a saúde do indivíduo, após um consumo prolongado. Estes dados estão sendo provados ao longo do tempo de forma direta ou indireta, por pesquisadores de muitos países.

A senhora cita estudos no Canadá e no Japão que estão descobrindo “utilidades efetivas dos lactobacilos vivos em vaginoses (doenças ginecológicas) e em respostas imunes ao câncer". Há alguma comprovação disso?

As publicações das pesquisas mostram que está havendo muito interesse na aplicação das bactérias com atividade probiótica tanto na prevenção quanto na cura de algumas patologias. Cito apenas algumas das centenas de referência encontradas no medline nos últimos três anos.

O que a senhora acha do consumo de leite e seus derivados para a prevenção de manutenção da saúde?

Estas bactérias, presentes no iogurte em outros lacticínios fermentados, caracterizam-se por fermentar alguns açúcares, principalmente a lactose, convertendo-a em ácidos orgânicos, como o ácido láctico e o ácido acético que, por sua vez, diminuem o pH intestinal e evitam a proliferação de microorganismos patogênicos.

Desta forma, deveria ser recomendada a ingestão regular de lacticínios fermentados, que podem ser benéficos para prevenir patologias infecciosas comuns.

As bactérias saudáveis como Lactobacilos e Bífidobactérias presentes no nosso intestino são fundamentais na manutenção da higidez imunológica do nosso organismo pela ação imuno moduladora que apresentam.

Fonte: www.lactea.org.br

Lactobacilos

LACTOBACILOS PRESERVAM A FLORA INTESTINAL DE CRIANÇAS TRATADAS COM ANTIBIÓTICOS

Por meio da ingestão de leite fermentado com lactobacilos vivos - alimento facilmente encontrado em qualquer supermercado -, pesquisadores da USP conseguiram manter a concentração de bactérias na flora intestinal de crianças submetidas a tratamento médico com antibióticos.

Utilizado no combate a infecções, os antibióticos também atingem os microrganismos da flora intestinal, importantes para o equilíbrio das funções imunológicas e digestivas do corpo humano. O desequilíbrio no número de bactérias no intestino pode provocar uma série de problemas ao organismo e agravar o quadro clínico do paciente.

A pesquisa, realizada pelos professores Alfredo Elias Gilio, do Hospital Universitário (HU), e Elsa Mamizuki, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), abrangeu 63 crianças de dois a 15 anos que estavam internadas no HU, tratando suas infecções com antibióticos. O quadro mais comum era o de pneumonia.

Trinta crianças receberam, como complemento alimentar, cerca de 240 ml de leite com lactobacilos vivos casei shirota, duas vezes ao dia. O restante recebeu leite sem o lactobacilo.

As fezes das crianças foram coletadas regularmente, antes, durante e depois do período de tratamento e ingestão dos lactobacilos vivos.

Elsa avaliou o material e mediu a concentração de bactérias: "as crianças que receberam o alimento com lactobacilos vivos mantiveram a flora intestinal estável, semelhante a que possuíam antes de iniciar o tratamento", explica. Em contrapartida, o número de microrganismos do intestino dos pacientes que não receberam o suplemento foi reduzido, o que abriu espaço para a entrada de patógenos, como os do gênero Pseudomonas e Clostidium.

Microrganismos úteis

Elsa define os microrganismos da flora intestinal como bactérias resistentes à acidez do estômago e que não possuem fator de virulência (capacidade de provocar doenças) ao homem. Mais de 400 espécies de bactérias estão presentes no intestino. Elas auxiliam no sistema imunológico (80% dos anticorpos são formados no intestino a partir desses seres vivos), sintetizam vitaminas, ajudam na digestão dos alimentos e impedem a entrada de microrganismos nocivos à saúde.

Além disso, as bactérias da flora intestinal desempenham papel essencial na absorção de alguns nutrientes. "A redução desses microrganismos pode provocar sérios problemas ao organismo", esclarece o professor Gilio. Elsa aponta a septicemia (infecção no sangue) como uma das doenças mais graves causadas pela translocação das bactérias do intestino, quando há grande alteração da flora intestinal. "Nossa pesquisa apontou resultados positivos relacionados à ação do casei shirota na flora intestinal, mas estudos no Canadá e no Japão estão descobrindo utilidades efetivas dos lactobacilos vivos em vaginoses (doenças ginecológicas) e em respostas imunes ao câncer", complementa.

Fonte: www.usp.br

Lactobacilos

Você já viu como existem propagandas de iogurtes que falam em “Lactocacilos Vivos”? Mas o que é isso ? Já parou para pensar? Afinal de contas, o que estamos tomando junto com esse iogurtes da vida ?

Antes de começarmos a falar dos Lactobacilos, leia um pouco mais sobre as bactérias. Por quê? Porque Lactobacilos são bactérias.

Os Lactobacilos são os Probióticos, ou seja: são bactérias que agem em um substrato e produzem alguns benefícios. No caso o substrato é o nosso intestino, que possui 100 trilhões de bactérias. E você se enganou se pensou que isso significa que é um intestino doente. Não! Um intestino saudável tem que ter cada milímetro coberto pelas bactérias certas.

Em um intestino saudável a flora bacteriana tem que estar lá para ajudar o nosso corpo a digerir e a produzir certas vitaminas. Se o intestino não tem uma parte desta flora, ai a coisa pega . O que ocorre é a diobiose, o desequilíbrio nesta flora. Então , entra em cena os Lactobacilos, que ajudam a combater essa carência de bactérias.

O gênero Lactobacillos é numeroso e tem uma grande vantagem: quando ingerimos essas bactérias com o nosso iogurte, elas atravessam o estômago ( um ambiente muito ácido) e sobrevivem. Chegam ao intestino para fazer o seu trabalho. No intestino, os Lactobacilos se reproduzem bem rápido, pois lá é um ambiente propício para elas. E começam o seu trabalho de fazer com que o intestino trabalhe legal e também sintetizam as vitaminas do complexo B, que necessitamos.

Encontramos naturalmente estas bactérias no leite. Mas nestes iogurtes que encontramos no mercado, os Lactobacilos foram geneticamente manipulados e 100 % deles chegam vivos ao nosso intestino- coisa que não ocorre com os não manipulados.

Por isso a propaganda: Lactobacilos VIVOS!!!

Fonte: crispassinato.wordpress.com

Lactobacilos

Nos dias de hoje o iogurte tornou-se um alimento que nos acompanha no dia-a-dia, desde o iogurte natural que tomamos no café da manhã, o iogurte líquido que bebemos no lanche, ao cremoso passando por aquele iogurte de cereais que nos alimenta ao deitar.

Ao longo da história surgem várias referências ao iogurte, a primeira das quais datada do século II A.C., quando já lhe são atribuídas vantagens para a saúde do homem. Não se sabe exatamente o local de origem do iogurte, porém a maioria dos autores aceita que é originária da Ásia. A mais conhecida história do nascimento do iogurte tem como cenário o deserto da Turquia onde os pastores armazenavam o leite fresco em bolsas feitas de pele de cabra e atavam-nas aos camelos.

O calor do corpo do camelo criava as condições necessárias ao desenvolvimento de bactérias ácidas. O leite transformava-se, então, num produto mais sólido e muito apreciado por este povo. Quando as bolsas ficavam vazias eram novamente cheias de leite sem nunca serem lavadas, o que favorecia ainda mais a ocorrência do processo de fermentação. Como resultado da interação entre os povos em virtude de guerras, expedições, relações comerciais, troca de culturas e saberes, etc. o método de produção e consumo do iogurte foram difundidos a outros povos. O consumo tornou-se mais regular à medida que aumentavam quer os conhecimentos relativos aos seus benefícios para a saúde, quer as capacidades tecnológicas para a sua produção.

No início do Séc. XX o iogurte era considerado um medicamento, sendo comercializado apenas em farmácias. Esta realidade foi-se alterando progressivamente; o iogurte ganhou estatuto, notoriedade, prestígio e o seu consumo popularizou-se. Atualmente, aliando-se a todas estas vantagens, a tecnologia de produção de iogurte sofisticou-se enormemente, permitindo colocar no mercado verdadeiras delícias. De fato, para além do iogurte natural, estão hoje à nossa disposição iogurtes líquidos, com pedaços ou de polpa de fruta, magros, probióticos, originais, cremosos, etc..

Iogurte: deliciosamente saudável! Uma fonte de nutrientes

Comer iogurte é uma das formas mais interessantes e saborosas de consumir produtos lácteos. Os Iogurtes e os Leites Fermentados são alimentos com elevado valor nutricional, pois fornecem quantidades significativas dos vários nutrientes necessários ao crescimento, desenvolvimento e manutenção do organismo.

São constituídos de:

Proteínas de alta qualidade que contêm todos os aminoácidos essenciais em quantidades adequadas;
Minerais, em especial o cálcio e o fósforo; contêm quantidades apreciáveis de vitaminas, sobretudo do complexo B.
Lactobacilos que aumentam a imunidade e representam proteção ao organismo e bom funcionamento do aparelho digestório.

Lactobacilos: você sabe o que são e para que servem?

São chamados alimentos probióticos representam saúde e proteção ao organismo. Milhares de microorganismos vivos agem permanentemente em nossa flora intestinal e são responsáveis pela absorção dos nutrientes ingeridos através da alimentação. Esses "bichinhos" melhoram a integridade da parede intestinal e assimilam alguns nutrientes importantes para o organismo, como o cálcio e o ferro. Nossa flora intestinal é composta por um equilíbrio de microorganismos bons e maus. Ou seja, temos um conjunto de muitas espécies de bactérias que, quando estão equilibradas, não causam problemas à saúde, mas, caso contrário podem provocar doenças, alergias. Os microorganismos considerados bons (lactobacilos ou probióticos) devem ser maioria no intestino. Entretanto, vários motivos levam a morte desses microorganismos benéficos como, por exemplo, estresse, doenças intestinais, uso de antibióticos, envelhecimento. Por isso é importante ingerirmos esses alimentos e assim renovarmos nossos microorganismos.

Alimentos como o leite, iogurte, queijo fresco e a coalhada, são fundamentais em nosso dia-a-dia, porque contêm o melhor dos probióticos: os lactobacilos vivos.

Os mesmos do leite fermentado. De nada adianta seguir uma alimentação saudável se a flora intestinal não estiver sadia.

O que ocorre quando os lactobacilos chegam ao intestino?

Como são resistentes, para chegar inteiros ao intestino vão acidificando o ambiente e assim dificultando a permanência dos microorganismos patogênicos, causadores de doenças no estômago e intestino. Esse ambiente ácido facilita a absorção dos minerais e das vitaminas, tão importantes ao organismo. Outra função é ajudar a manter íntegra a parede do intestino, o que permite que todos os nutrientes sejam absorvidos adequadamente. Pesquisas mostram que os lactobacilos equilibram o funcionamento intestinal, impedem a multiplicação de bactérias nocivas, inibem a produção de toxinas, melhoram a digestão, fortalecem o sistema imunológico, além de prevenir o câncer de colón - localizado no intestino grosso.

Qual é a quantidade diária ideal que devemos ingerir de alimentos probióticos?

Um frasco por dia de leite fermentado ou um sache dissolvido em água ou suco ou o consumo de queijos frescos, iogurtes, coalhadas - são suficientes para proteger o organismo contra os fatores que desequilibram a flora intestinal. Essa quantidade é o bastante para proteger organismo e ficar mais resistente às bactérias e a qualquer tipo de infecção. Entretanto, é bom evitar o consumo excessivo desses produtos, que podem causar um desconforto intestinal, além do excesso de calorias que pode prejudicar o seu processo de eliminação de peso.

Tipos de Lactobacilos

Bifidobacterium bifidum

Fornecem sabor a manteiga e queijos e ainda são necessários na produção de produtos em conserva. Uma quantidade abundante desta bactéria no intestino humano é necessária para manutenção da saúde. Criam um ambiente favorável para o crescimento de bactérias “amigáveis” no intestino grosso e trato vaginal.

O Bifidobacterium bifidum impede ou evita a invasão de bactérias patogênicas. Acredita-se que as bifidobactérias sintetizam vitaminas que podem ser usadas pelo corpo humano, incluindo tiamina, ácido fólico, ácido nicotí­nico, piridoxina e vitamina B12. Produzem ácido acético e lático. Acredita-se que dietas contendo bifidobactérias, de forma bem sucedida, coloniza o intestino grosso; pois podem sobreviver as enzimas do estômago e intestino fino. Também aumentam a absorção de ferro, cálcio e magnésio. Quando comparados com animais que não estavam recebendo suplementação, ratos consumindo Bifidobacterium bifidum foram protegidos contra rotavirus.

Lactobacillus bulgaricus

São bactérias gram-positivas, termofí­licas e em forma de bastão; heterofermentadora, produzindo ácido lático a partir da lactose. Resiste a elevadas concentrações de ácido lático, podendo produzi-lo até aproximadamente 2%. Tem também longa duração na maturação de queijos duros. Produz acetaldeí­do que confere sabor tí­pico ao iogurte. É baixa sua resistência ao sal, não crescendo em concentrações superiores a 2%. É destruí­da no aquecimento a 65°C por 30 minutos. Crescem bem a 45°C, mas não se desenvolve em temperaturas inferiores a 20°C. Uma bactéria transitória, mas muito importante na ecologia humana. Juntamente com o Streptococcus termophilus constituem a cultura para produção de iogurte. Sua administração oral facilita a digestão da lactose, pois aumenta a produção da enzima lactase. Algumas cepas produzem antibióticos naturais, impedindo a proliferação de outras bactérias nocivas. Em sí­ntese, a acidificação do leite, sob a ação das bactérias mencionadas constitui a antecipação de uma etapa digestiva o que torna o iogurte mais tolerável e nutritivo do que o leite natural.

Lactobacillus casei

É uma cepa de bactéria que foi isolada de humanos e foi descoberto que tolera as condições ácidas do estômago. São microorganismos vivos selecionados que conseguem atravessar a acidez do estômago, chegar vivos ao intestino e proporcionar o equilí­brio da flora intestinal. São reconhecidos como probióticos, que ingeridos em determinadas concentrações, proporcionam benefí­cios à saúde do indiví­duo, através do equilí­brio da flora intestinal. As espécies de Lactobacillus são mais efetivas do que muitas outras bactérias para sobreviver a passagem através do trato intestinal para efetivamente colonizar o trato digestivo e balancear a microflora intestinal.

O Lactobacillus provou que resisti ao ácido gástrico e bile, adere a mucosa do intestino, coloniza o trato gastrointestinal e luta contra patógenos potenciais, tais como: E. coli, Streptococci, Clostridia e Salmonella. Lactobacillus casei são encontradosnaturalmente em leites e carnesfermentadas, assim como no intestino humano, boca e no meio ambiente.

O nome L. casei foi primeiro usado em 1904, e o nome sugere sua “relação” com queijo: tanto o casei, quanto caseí­na (a primeira proteí­na no leite) tem origem da palavra latim caseis, que significa queijo.

Fonte: www.farmaciaraizes.com.br

LACTOBACILLUS ACIDOPHILUS

DESCRIÇÃO

O Lactobacillus acidophilus é o probiótico mais utilizado. Essas bactérias saudáveis normalmente habitam os intestinos e a genitália, proporcionando proteção contra a entrada e proliferação de microorganismos patogênicos (1). O nome "probióticos" é derivado do fato de que seu consumo regular é ligado a benefícios para a saúde como a redução do colesterol, a prevenção do crescimento microbiano, modulação do sistema imune e possivelmente a prevenção do câncer de cólon (3).

PROPRIEDADES

Presente na parede do intestino delgado, na parede da genitália, no cérvix e na uretra, o Lactobacillus acidophilus possui ação antimicrobiana comprovada contra Staphylococcus aureus, Salmonella, C. albicans, Escherichia coli, Clostridium e Klebsiella. Isto é conseguido através de uma variedade de mecanismos. Por exemplo, a quebra dos alimentos pelo L. acidophilus leva a produção de ácido lático, peróxido de hidrogênio, e outros subprodutos que tornam o ambiente hostil para microorganismos indesejáveis (1, 2). L. acidophilus produz a enzima lactase em grande quantidade. Essa enzima fraciona as moléculas do açúcar presente no leite (lactose) em açucares mais simples que podem ser facilmente digeridos. As pessoas com intolerância à lactose não produzem essa enzima, e podem se beneficiar do uso de suplementos de L. acidophilus (1, 2).

L. acidophilus e outras bactérias benéficas são resistentes aos ácidos e bílis. São, portanto, capazes de sobreviver ao trânsito através do trato gastrintestinal após serem ingeridos (3).

Estudos com humanos e com animais mostraram os benefícios diretos do consumo regular de L. acidophilus e outras bactérias benéficas sobre a função do sistema imune. No geral as bactérias probióticas tendem a resultar em capacidade aprimorada do sistema imune em reconhecer e destruir organismos invasores (3).

Os estudos sugerem também que as bactérias lácticas (entre elas L. acidophillus) podem estimular a imunidade não específica (4).

Diversos componentes chave do sistema imune, incluindo macrófagos, imunoglobulinas e citosinas, são alterados pela ingestão regular de lactobacilos probióticos. Sabe-se que as contagens de células sangüíneas brancas aumentam em número e atividade após 1 a 2 semanas de consumo dos mesmos (3).

É importante ressaltar que a resistência a infecções virais e bacterianas é melhorada de forma significante com o consumo regular de lactobacilos probióticos (3).

Estudos epidemiológicos apóiam a possibilidade de que o consumo de lactobacilos probióticos exerça um papel na prevenção do câncer de cólon. Estudos in vitro demonstraram que o L. acidophilus pode reduzir o potencial causador de câncer (atividade mutagênica) de vários carcinógenos, possivelmente devido à interação direta entre os carcinógenos e a bactéria (3). Foi demonstrado que o consumo de Lactobacillus acidophilus reduz os níveis de enzimas causadoras de câncer no trato digestivo, o que apóia a possibilidade de que este e outras bactérias benéficas possam de fato ter um papel na prevenção do câncer de cólon (3).

TRATAMENTO DE CANDIDÍASE

Constatou-se que a aplicação de Lactobacillus acidophilus inibe cepas de Candida albicans, in vitro. Além de produzir o peróxido de hidrogênio, que por si só é tóxico para as cepas de C. albicans e outros, L. acidophillus converte o tiocianato de sódio em hipotiocianato, que é ainda mais eficaz contra as mesmas (4).

Além disso, produz o ácido lático, que acidifica a genitália e os intestinos, protegendo contra infecções por leveduras e agindo como um antibiótico (4, 5). Em um estudo, quando comparado com os resultados de pacientes recebendo placebo, mulheres tratadas com supositórios contendo L. acidophilus tiveram apenas metade do risco de sofrerem um episódio de vaginite por C. albicans, esse bom resultado foi praticamente o mesmo obtido com o uso do Clotrimazol (5). A ingestão diária de L. acidophilus reduziu a colonização e a infecção provocada por C. albicans (4).

PROTEÇÃO CONTRA PATÓGENOS

Um estudo mostrou que L. acidophilus permite a eliminação da enterovirulenta Salmonella enterica serovar typhimurium. Houve decréscimo no ATP intracelular ocasionando morte da bactéria, houve liberação de lipopolissacarídeo, permeabilização da membrana da bactéria e aumento da sensibilidade da Salmonella à ação lítica do sulfato dodecil de sódio (7). Peptídeos produzidos pela fermentação por L. acidophilus do caseinato de sódio mostram atividade antibacterial contra linhagens patogênicas de Enterobacter sakazakii ATCC 12868 e Escherichia coli DPC5063, e podem ter aplicação bioprotetora em laticínios (8).

O pré-tratamento de células intestinais com bactérias produtoras de ácido lático reduziu a queda da resistência elétrica transepitelial induzida por Escherichia coli O157:H7 e E. coli O127:H6. Os probióticos previnem danos epiteliais induzidos pelo ataque de bactérias patogênicas (9). Os patógenos causam alterações fenotípicas em células epiteliais infectadas. Os probióticos podem proteger as superfícies das mucosas, revertendo essas respostas deletérias. Um estudo mostrou que a suplementação de probióticos, entre eles L. acidophilus, revertem a disfunção induzida por TNF-alpha- e IFN-gamma em células epiteliais intestinais humanas. O uso é sugerido em disfunções inflamatórias (10).

COLESTEROL

Estudo pré-clínico avaliou os efeitos de lactobacilos na redução do colesterol. A suplementação com leite fermentado com L. acidophilus reduziu os níveis de colesterol séricos e totais no fígado em 30,1% e 13,4%, respectivamente, mostrando atividade hipocolesterolêmica (11). A suplementação com L. acidophilus significantemente inibiu o aumento dos níveis séricos de colesterol em ratos que receberam também uma dieta rica em lipídeos. Ao mesmo tempo, os níveis séricos de HDL-C (o colesterol benéfico) foram maiores que no grupo de controle. O estudo sugere que o aumento nos níveis séricos de colesterol em ratos pode ser inibido e a arteriosclerose pode ser prevenida pela suplementação de L. acidophilus (12).

DIARRÉIA

Um estudo duplo-cego controlado por placebo avaliou a eficácia de uma suplementação de zinco e bactérias probióticas no tratamento de gastrenterite aguda em 65 bebês de 6-12 meses de idade. Eles receberam 2 x 10(9) UFCs de Streptococcus thermophilus, 2 x 10(9) UFCs de Bifidobacterium lactis, 2 x 10(9) UFCs de Lactobacillus acidophilus, 10 mg de Zinco e 0,3 g de FOS (fruto-oligossacarídeos) ao dia, em cereal de arroz e proteína de soja, ou somente o cereal no grupo de controle. O término da diarréia ocorreu após 1,43 +/- 0,71 dias no grupo que recebeu os probióticos, e em 1,96 +/- 1,24 no grupo de controle. Nas crianças que apresentavam vômitos, essa condição cessou em 0,27 +/- 0,59 versus 0,81 +/- 0,91 dias nos grupos suplementados e de controle, respectivamente.

A suplementação reduziu a severidade e duração de gastrenterite aguda em crianças (13).

OUTROS ESTUDOS

Um estudo apresentou a primeira evidência de defeito na função das células T em atletas fatigados, e sua reversão após terapia com probióticos. Os atletas receberam cápsulas de L. acidophilus por um mês. A secreção de gama interferon de células T aumentou significantemente até os níveis encontrados em atletas saudáveis (14). Estudo mostrou que a suplementação de probióticos parece reduzir a translocação bacterial e a atrofia da mucosa intestinal em ratos com dano termal (15).

INDICAÇÕES

Para repovoar e fixar a flora intestinal e vaginal destruída por antibióticos ou doenças (1, 3, 4);
Para auxiliar a digestão e suprimir bactérias causadoras de doenças (1, 4);
Na prevenção e tratamento de diarréias, inclusive por rotavírus (1);
No alívio da síndrome do intestino irritável, doença de Crohn e colite ulcerativa (1);
Prevenindo ou reduzindo a ocorrência de infecções vaginais uretrais e da bexiga causadas por leveduras patogênicas, incluindo Candida albicans (1, 4);
Para facilitar a síntese de ácidos graxos de cadeia curta (2);
Para facilitar o aumento da absorção de minerais (3);
Para a síntese de vitaminas, principalmente do complexo B e vitamina K (2);
Na redução dos níveis de colesterol (1, 3); ~ Para ativar o sistema imune (1, 2, 3);
Para reduzir alergias, asma, febre do feno, e reações de pele como eczemas (1);
No tratamento de intolerâncias alimentares, principalmente à lactose (1, 2).
Na prevenção do câncer de cólon (1, 3).

EFEITOS ADVERSOS

Suaves transtornos gástricos podem ocorrer em alguns indivíduos (não sob terapia com antibióticos) que estejam fazendo uso de mais que 1 a 2 bilhões de células de L. acidophilus ao dia (1). Para conhecer as interações, consulte as referências (1).

POSOLOGIA

Na prevenção e tratamento da diarréia, a dose usual é de 1 a 2 bilhões de UFCs ao dia. Para a manutenção da flora intestinal normal a dose usual é de 1 a 10 bilhões de UFCs ao dia (1). Utilizamse concentrações de 200 milhões de Lactobacillus acidophilus por óvulo vaginal (6). Esses óvulos devem ser usados na hora de dormir, mas também podem ser 4 usados duas vezes ao dia (6).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1) Health and Age - Lactobacillus acidophilus (http://www.healthandage.com/html/res/com/ConsSupplements/Lactobacillusacidophiluscs.html );
2) Diagnose-me.com - Treatment - Lactobacillus acidophilus (http://www.diagnoseme. com/treat/T111903.html );
3) Supplement Watch - Lactobacillus acidophilus (http://www.supplementwatch.com/supatoz/supplement.asp?supplementId=180 );
4) Sedona Labs - Dietary supplements for better health - Yeast infection prevention/treatment - iFlora 4 candida (http://www.sedonalabs.com/products/Ctiflora4candida.html );
5) Mother Nature - Yeast infection. (http://www.mothernature.com/library/ency/index.cfm/id/1057009 );
6) Rockwell Nutrition - HMF Candigen - Vaginal Acidophylus Suppositories (http://www.rockwellnutrition.com/candigen.shtml ).
7) Coconnier-Polter MH et al., A Lactobacillus acidophilus strain of human gastrointestinal microbiota origin elicits killing of enterovirulent Salmonella enterica Serovar Typhimurium by triggering lethal bacterial membrane damage (Appl Environ Microbiol. 2005 Oct;71(10):6115-20);
8) Hayes M et al., Casein-derived antimicrobial peptides generated by Lactobacillus acidophilus DPC6026 (Appl Environ Microbiol. 2006 Mar;72(3):2260-4);
9) Sherman PM et al., Probiotics reduce enterohemorrhagic Escherichia coli O157:H7- and enteropathogenic E. coli O127:H6-induced changes in polarized T84 epithelial cell monolayers by reducing bacterial adhesion and cytoskeletal rearrangements (Infect Immun. 2005 Aug;73(8):5183-8);
10) Resta-Lenert S, Barrett KE, Probiotics and commensals reverse TNF-alpha- and IFN-gammainduced dysfunction in human intestinal epithelial cells (Gastroenterology. 2006 Mar;130(3):731-46);
11) Chiu CH et al., The effects of Lactobacillus-fermented milk on lipid metabolism in hamsters fed on high-cholesterol diet (Appl Microbiol Biotechnol. 2005 Sep 20;:1-8);
12) Menghe B et al., Study on effect of Lactobacillus acidophilus MG2-1 on serum lipid metabolism in rats (Wei Sheng Wu Xue Bao. 2005 Dec;45(6):865-70);
13) Shamir R et al., Evaluation of a diet containing probiotics and zinc for the treatment of mild diarrheal illness in children younger than one year of age (J Am Coll Nutr. 2005 Oct;24(5):370-5);
14) Clancy RL et al., Reversal in fatigued athletes of a defect in interferon gamma secretion after administration of Lactobacillus acidophilus (Br J Sports Med. 2006 Apr;40(4):351-4);
15) Gun F et al., Effect of probiotic supplementation on bacterial translocation in thermal injury (Surg Today. 2005;35(9):760-4).

Fonte: www.embrafarma.com.br

Lactobacilos

Bactérias do grupo Lactobacillus casei: caracterização, viabilidade como probióticos em alimentos e sua importância para a saúde humana

O grupo Lactobacillus casei compreende bactérias láticas fenotipicamente e geneticamente heterogêneas, aptas a colonizar vários ambientes naturais e criados pelo homem. As bactérias do grupo Lactobacillus casei têm sido amplamente estudadas com relação a suas propriedades promotoras à saúde. Várias funções benéficas ao organismo humano têm sido atribuídas ao consumo regular de alimentos contendo bactérias desse grupo. Tais bactérias são freqüentemente empregadas nas indústrias alimentícias visando a melhoria da qualidade de diferentes produtos. Diversos estudos têm sido conduzidos para avaliar a viabilidade de emprego de cepas do grupo Lactobacillus casei como probióticos em laticínios, sobremesas e outros alimentos. Mesmo com a importância desses microrganismos para a indústria, a taxonomia das bactérias desse grupo ainda permanece confusa. Esta revisão discute importantes estudos relacionados à caracterização das bactérias do grupo Lactobacillus casei, a aplicação dessas bactérias como probióticos em diferentes alimentos e os principais efeitos benéficos atribuídos ao consumo regular de produtos contendo tais microrganismos.

As espécies Lactobacillus casei, Lactobacillus paracasei e Lactobacillus rhamnosusi fazem parte do chamado “Grupo Lactobacillus casei” e possuem importante valor comercial para a indústria alimentícia, devido ao seu emprego na produção de leites fermentados e como culturas iniciadoras de fermentação na fabricação de queijos para a melhoria de sua qualidade (1-3). As referidas cepas também são aptas a colonizar vários ambientes naturais e criados pelo homem, como boca, trato intestinal e genital humanos, laticínios e produtos vegetais, ensilagem, esgoto e alimentos deteriorados. Tais microrganismos estão especificamente associados à fermentação do pão e algumas fermentações de queijos em salmouras, além de também causarem deterioração de queijos pela fermentação de citrato convertido em dióxido de carbono (2,4,5).

Cepas de Lactobacillus casei/paracasei e Lactobacillus rhamnosusi têm sido amplamente estudadas com relação a suas propriedades promotoras à saúde, sendo freqüentemente empregadas como probióticos em alimentos industrializados (2-4,6). Os probióticos são definidos como microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, afetam positivamente a saúde do hospedeiro(7). O reconhecimento dos alimentos contendo probióticos como alimentos funcionais que provêem benefícios além da nutrição básica inerente e as emergentes evidências para seu potencial na prevenção de doenças têm incentivado a divulgação e o consumo desses produtos (8,9).

Os efeitos benéficos atribuídos aos microrganismos probióticos têm sido alcançados principalmente através da modulação da população e atividade da microbiota intestinal (10). As espécies Lactobacillus casei/paracasei e Lactobacillus rhamnosusi constituem uma fração substancial da microbiota constituída por Lactobacillus spp. na mucosa intestinal humana (3).

A presente revisão discute importantes estudos envolvendo bactérias do grupo Lactobacillus casei, particularmente as espécies Lactobacillus casei, Lactobacillus paracasei e Lactobacillus rhamnosusi, relacionados à taxonomia, aplicação em alimentos probióticos e aos efeitos benéficos in vivo atribuídos a essas cepas.

As bactérias láticas, os Lactobacillus spp. e o grupo Lactobacillus casei

Bactérias láticas são microrganismos Gram-positivos, não-esporulados, catalase-negativos, desprovidos de citocromos, anaeróbios, mas aerotolerantes, ácido-tolerantes e estritamente fermentativos (11). O ácido lático é o principal produto final da fermentação de açúcares (12).

Contudo, exceções desta descrição geral ocorrem devido a algumas espécies poderem formar catalase ou citocromos em meio contendo hematina ou compostos relacionados. A produção de uma catalase não-heme, denominada pseudocatalase, por alguns lactobacilos também causa alguma confusão na identificação de bactérias láticas (11).

As primeiras definições de bactérias láticas baseavam-se na capacidade de fermentação e coagulação do leite por esse grupo de microrganismos, incluindo também os coliformes. A descrição de Lactobacillus por Beijerinck em 1901 como bactérias Gram-positivas separou os coliformes das bactérias láticas (4).

O interesse pela presença dos lactobacilos na dieta humana aumentou desde o início do século XX, quando Elie Metchnikoff – Instituto Pasteur, Paris – promoveu o uso desses microrganismos para a bacterioprofilaxia e bacterioterapia (4).

Dentre as bactérias láticas, o grupo Lactobacillus casei compreende aquelas fenotipicamente e geneticamente heterogêneas, capazes de manter o equilíbrio de vários ambientes. Destacam-se nesse grupo os lactobacilos típicos do hospedeiro humano, os quais incluem as espécies Lactobacillus casei, Lactobacillus paracasei e Lactobacillus rhamnosusi, além de Lactobacillus zeae (11,13).

O gênero Lactobacillus é filogeneticamente diverso (11). No Bergey’s Manual of Systematic Bacteriology, o gênero Lactobacillus é descrito como um grupo heterogêneo de ‘bastonetes regulares, Gram-positivos e não-esporulados’. Com o desenvolvimento das análises filogenéticas nos anos 1980, houve muitas alterações nesse gênero. O gênero Lactobacillus inclui cerca de 80 espécies reconhecidas (12), embora 5 espécies heterofermentativas de Lactobacillus tenham sido transferidas para o gênero Weissella (3).

A divisão clássica dos lactobacilos está baseada em suas características fermentativas:

1 – obrigatoriamente homofermentativos;
2 –
facultativamente heterofermentativos; e
3 –
obrigatoriamente heterofermentativos (12).

Vários lactobacilos obrigatoriamente homofermentativos e facultativamente heterofermentativos e alguns obrigatoriamente heterofermentativos são utilizados em alimentos fermentados. Porém, esse último grupo é comumente associado à deterioração de alimentos (3).

Os lactobacilos obrigatoriamente homofermentativos incluem aqueles que fermentam glicose exclusivamente em ácido lático e não fermentam pentoses ou gliconato (3). Exemplos desse grupo são as espécies Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus gasseri, Lactobacillus crispatus, Lactobacillus johnsonii, Lactobacillus delbrükii, Lactobacillus helveticus e Lactobacillus salivarius (11,12).

Os obrigatoriamente heterofermentativos incluem os lactobacilos que fermentam hexoses em ácido lático, ácido acético e/ou etanol e dióxido de carbono, sendo que a produção de gás a partir da glicose é uma característica marcante dessas bactérias (3). São exemplos desse grupo as espécies Lactobacillus brevis, Lactobacillus buchneri, Lactobacillus fermentum e Lactobacillus reuteri (12,13).

Os facultativamente heterofermentativos incluem os lactobacilos que fermentam hexoses em ácido-lático e podem produzir gás a partir de gliconato, mas não através da glicose. Esses microrganismos também fermentam pentoses, através de uma fosfocetolase induzida para produzir ácidos lático e acético. As espécies Lactobacillus curvatus, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus sakei e do grupo Lactobacillus casei são importantes representantes dos lactobacilos facultativamente heterofermentativos (3,12).

Caracterização e classificação de cepas do grupo Lactobacillus casei

As espécies Lactobacillus casei, Lactobacillus paracasei, Lactobacillus zeae e Lactobacillus rhamnosusi, que compõem o grupo taxonômico Lactobacillus casei, apresentam comportamento fisiológico e necessidades nutricionais muito similares, multiplicando-se em condições ambientais bastante semelhantes.

Historicamente, a diferenciação entre cada uma das espécies pertencentes a esse grupo e a sua sistemática tem apresentado problemas e ajustes têm sido introduzidos baseados em novos métodos taxonômicos que foram se tornando disponíveis gradualmente (2,14).

Feliset al. (2) e Dellaglio et al. (15) relataram que a cepa ATCC 393T foi designada como cepa-referência de Lactobacillus casei subsp. casei por Hansen e Lessel em 1971, com base somente em poucos aspectos fenotípicos.

Diversos autores citaram os estudos de homologia de DNA realizados por Collins et al. (16), que ocasionaram a reclassificação da maioria das cepas-referências de Lactobacillus casei subsp. casei, Lactobacillus casei subsp. alactosus e Lactobacillus casei subsp. pseudoplantarum como espécies Lactobacillus paracasei (dada a elevada relação entre o DNA dessas espécies, porém não relacionados à cepa ATCC 393T), além da mudança da denominação Lactobacillus casei subsp. rhamnosus para Lactobacillus rhamnosusi (2,4,15).

Dicks et al. (17) verificaram que a cepa Lactobacillus casei subsp. casei ATCC 393T exibia baixos níveis de homologia de DNA com outras cepas de Lactobacillus casei subsp. casei (8 a 46 %) e de Lactobacillus paracasei (30 a 50%), mas exibia 80% de similaridade de DNA com Lactobacillus rhamnosusi ATCC 15820, originalmente citada em 1959 por Kuznetsov como cepa-referência de “Lactobacterium zeae”. Dicks et al. (17) forneceram novos indícios a favor da reclassificação da cepa ATCC 334 como a nova cepa-referência de espécies Lactobacillus casei. Segundo esses autores, a cepa ATCC 334 é geneticamente relacionada às cepas Lactobacillus casei subsp. casei (71 a 97%) e Lactobacillus paracasei (71% a 91%), é membro do mesmo perfil de proteína de grupo que estes organismos e divide vários amplicons de DNA com cepas Lactobacillus paracasei. Com base nessas investigações, os autores propuseram que as cepas Lactobacillus casei subsp. casei ATCC 393 e Lactobacillus rhamnosusi ATCC 15820 fossem reclassificadas como membros da espécie Lactobacillus zeae (cepa-referência ATCC 15820). Propuseram ainda que a cepa ATCC 334 fosse designada como a nova referência para Lactobacillus casei subsp. casei e que o nome Lactobacillus paracasei fosse rejeitado.

Felis et al. (2) investigaram a relação filogenética entre espécies e cepas do grupo Lactobacillus casei (Lactobacillus casei – ATCC 334 e ATCC 393T, Lactobacillus paracasei subsp. paracasei – NCDO 151T e LMG 9438, Lactobacillus paracasei subsp. tolerans – LMG 9191T, Lactobacillus rhamnosusi LMG 6400T, Lactobacillus zeae LMG 17315T e Lactobacillus sp. DF1). No referido estudo a distância filogenética entre Lactobacillus casei ATCC 393T e Lactobacillus casei ATCC 334 mostrou-se maior que entre ATCC 393T e a cepa de referência de Lactobacillus zeae. Contrariamente, as distâncias entre as cepas de Lactobacillus paracasei e Lactobacillus casei ATCC 334 foram virtualmente zero, demonstrando que tais microrganismos formam um único grupo filogenético. Além disso, houve alta similaridade genética entre Lactobacillus casei ATCC 393T e Lactobacillus zeae LMG 17315T, indicando que tais cepas são membros da mesma espécie. Dessa forma, os autores, juntamente com DELLAGLIO et al. (15), propuseram à Comissão Judicial (Judicial Commission of the International Committee on Systematics of Prokaryotes) que considerassem a cepa ATCC 393T inadequada como referência para as espécies Lactobacillus casei e que a denominação Lactobacillus paracasei fosse rejeitada, uma vez que as cepas ATCC 334 e NCDO 151 são filogeneticamente indistinguíveis de muitas cepas representativas de Lactobacillus casei. Ainda, segundo Dellaglio et al. (15), Lactobacillus casei deveria ser “legítima denominação” das cepas Lactobacillus paracasei, e propuseram que a cepa ATCC 334 fosse designada como a nova cepa-referência para tais espécies, em reforço aos trabalhos de Dicks et al. (17) e Felis et al. (2).

Em estudo anterior realizado por Schillinger (18), envolvendo a identificação de cepas de Lactobacillus presentes em iogurtes e outros produtos probióticos comerciais através da técnica de hibridização de DNA, foi revelado que algumas cepas foram incorretamente classificadas. Dentre essas cepas, aquelas designadas pelo fabricante como Lactobacillus casei mostraram ser membros tanto de espécies Lactobacillus casei, como de Lactobacillus paracasei ou de Lactobacillus rhamnosusi.

Dessa forma, apesar da grande importância para a indústria de alimentos, a taxonomia do grupo Lactobacillus casei ainda permanece confusa (2), uma vez que as requisições referentes à nomenclatura das espécies que compõem esse grupo permanecem pendentes pela Comissão Judicial (14,19).

Emprego de bactérias do grupo Lactobacillus casei em alimentos

O desenvolvimento de produtos lácteos contendo bactérias probióticas é um foco importante das indústrias de alimentos e, geralmente, a produção de alimentos contendo cepas probióticas específicas com concentrações apropriadas de células viáveis durante a vida de prateleira é um desafio tecnológico (20,21). Vários trabalhos propuseram que a dose mínima diária de culturas probióticas considerada terapêutica corresponde ao consumo de 100 g de produto contendo 6 a 7 log ufc/g (22-24).

Shirota, no Japão, por volta de 1930, focou sua pesquisa na seleção de cepas de bactérias intestinais que pudessem sobreviver à passagem através do intestino e no uso dessas cepas para desenvolver leites fermentados para distribuição em sua clínica. Seu primeiro produto contendo Lactobacillus casei Shirota (naquela época denominado Lactobacillus acidophilus) foi a base para o estabelecimento da Yakult (25). Shortt et al. (25) relataram que a cepa Lactobacillus casei Shirota era amplamente consumida no Japão, sendo que mais de 10% da população consumia produtos contendo esse microrganismo nos anos 1970.

Em meio aos vários tipos de produtos alimentícios, os iogurtes ou produtos similares têm sido utilizados como veículos mais populares para a incorporação de microrganismos probióticos (26). A aplicação de bactérias do grupo Lactobacillus casei em novos tipos de iogurtes tem aumentado progressivamente (18).

Kristo et al. (26) modelaram e avaliaram os efeitos simultâneos da temperatura de fermentação (TF), teor de sólidos totais do leite (TS) e a quantidade total de inóculo (TI) sobre as propriedades reológicas, a cinética de acidificação e a multiplicação microbiana em leite fermentado contendo a cepa probiótica de Lactobacillus paracasei subsp. paracasei B117 em co-cultura com Streptococcus thermophilus Y4.10 e Lactobacillus bulgaricus Y6.15. Os autores avaliaram, ainda, a viabilidade desses microrganismos, o perfil de ácidos orgânicos e a aceitabilidade sensorial do produto. Lactobacillus paracasei mostrou boa sobrevivência em todos os testes durante os 21 dias de armazenamento a 4oC, sempre superiores a 6 log ufc/ml, mostrando boa compatibilidade com os microrganismos starter. Após 7 dias de armazenamento, os produtos probióticos apresentaram maior teor de ácidos lático, pirúvico e orótico, quando comparados ao produto controle, porém sem resultar em diferenças significativas nas análises sensoriais após 2 e 7 dias de armazenamento. Não houve contribuição do TI na taxa máxima de acidificação do produto e a sua firmeza (aumento de G’ e redução da tangente d) foi afetada pela diminuição de TF e aumento de TS. A multiplicação de Lactobacillus paracasei e Streptococcus thermophilus também foi afetada pela redução de TF. Assim, os autores concluíram que através da aplicação de condições apropriadas de fermentação, a cepa Lactobacillus paracasei B117 pode ser usada com sucesso para a produção de leite fermentado com propriedades probióticas, em conjunto com culturas tradicionais.

Em complementação aos iogurtes e leites fermentados, os queijos podem ser uma alternativa como veículo para a administração de bactérias probióticas viáveis em número suficiente para promover benefícios à saúde (9,27,28). Culturas contendo cepas probióticas também têm sido utilizadas para a melhoria de aroma e sabor desses produtos (28-30).

A melhoria das características sensoriais de queijos Arzúa-Ulloa foi obtida por Menéndez et al. (31), que utilizaram uma de cinco cepas diferentes de Lactobacillus – Lactobacillus casei subsp. casei, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus casei subsp. pseudoplantarum (duas cepas), Lactobacillus casei (cepa comercial) – em complementação à cultura starter composta de Lactococcus lactis subsp. lactis e Lactococcus lactis subsp. lactis var. diacetylactis. Naquele estudo, a adição das cepas probióticas ao queijo resultou em uma redução do sabor amargo quando comparado ao queijo controle.

Por outro lado, Buriti et al. (28) não verificaram alterações nas características sensoriais (após 7 dias de armazenamento a 5oC) e de textura (durante 21 dias de armazenamento a 5oC) de queijos Minas frescal produzidos com Lactobacillus paracasei LBC 82, quando comparados aos queijos controles. Naquele estudo, o microrganismo probiótico apresentou aumento da viabilidade nos queijos durante todo o armazenamento, com contagens próximas de 7, entre 7 e 8, próximas de 8 e entre 8 e 9 log ufc/g após, respectivamente, 1, 7, 14 e 21 dias.

Vinderola et al. (32) estudaram o emprego de cepas de Lactobacillus casei combinadas somente com bifidobactérias ou com Lactobacillus acidophilus e bifidobactérias, em queijo fresco argentino. As combinações de Lactobacillus casei e bifidobactérias resultaram em uma sobrevivência satisfatória desses microrganismos no queijo, com populações superiores a 6 log ufc/g durante 60 dias de armazenamento, sem redução da viabilidade de Lactobacillus casei, porém com redução da viabilidade de bifidobactérias. A adição de Lactobacillus casei, juntamente com Lactobacillus acidophilus e bifidobactérias, resultou em um queijo com elevadas populações desses três microrganismos (superiores a 7 log ufc/g durante todo o armazenamento, exceto para uma cepa de Lactobacillus acidophilus aos 60 dias).

Em estudo realizado por Gardiner et al. (33), foram empregados Lactobacillus salivarius e Lactobacillus paracasei, isolados de intestino delgado humano, para a fabricação de queijo Cheddar, no qual a espécie Lactobacillus paracasei apresentou multiplicação e manutenção de alta viabilidade durante a maturação, enquanto que as populações de Lactobacillus salivarius diminuíram durante o mesmo período; dessa forma os autores sugeriram que o queijo Cheddar poderia ser efetivo para veicular microrganismos probióticos ao consumidor.

Sobremesas aeradas tipo musse também tem mostrado um grande potencial de mercado para consumidores interessados em alimentos mais saudáveis e funcionais (34,35). Aragon-Alegro et al. (36) estudaram a viabilidade de Lactobacillus paracasei LBC 82 em musses de chocolate potencialmente probióticas e simbióticas fabricadas, respectivamente, sem e com a adição do prebiótico inulina. Naquele estudo as populações de Lactobacillus paracasei foram sempre superiores a 7 log ufc/g durante 28 dias de armazenamento, tanto nas musses probióticas como nas simbióticas.

Embora os produtos lácteos fermentados constituam uma fração substancial do mercado de prebióticos e probióticos, o número de produtos não lácteos é crescente, particularmente aqueles à base de soja (5,37,38). Nesse sentido, Heenan et al. (39) avaliaram a sobrevivência de microrganismos probióticos e as populações de células resistentes à bile em sobremesa não-fermentada congelada, à base de soja, adicionada de Lactobacillus paracasei subsp. paracasei Lp-01, Lactobacillus acidophilus MJLA-1, Lactobacillus rhamnosusi 100-C, Bifidobacterium lactis BDBB2, Bifidobacterium lactis Bb-12 (atualmente reclassificada como Bifidobacterium animalis) ou Saccharomyces boulardii 74012. Naquele estudo, todos os microrganismos probióticos testados mantiveram populações superiores a 6 log ufc/g de produto durante 6 meses de armazenamento, com exceção da cepa de Saccharomyces boulardii. Por outro lado, a cepa de Lactobacillus paracasei estudada apresentou o maior número de células sensíveis à bile (44 % da contagem total) em relação aos demais probióticos.

Cepas do grupo Lactobacillus casei como bioconservantes em alimentos

Dentre as várias características associadas às bactérias láticas, particularmente ao grupo Lactobacillus casei, destaca-se, também, o fato delas possuírem atividade antimicrobiana contra microrganismos patógenos, contaminantes e deteriorantes em alimentos (40-42).

Buriti et al. (41) verificaram que Lactobacillus paracasei em co-cultura com Streptococcus thermophilus contribuíram para a bioconservação de queijos frescos cremosos probióticos e simbióticos, tendo sido efetivos na inibição de contaminantes, incluindo coliformes totais, Staphylococcus spp. e Staphylococcus DNAse positivos, o que não foi observado para os queijos que não continham Lactobacillus paracasei. No mesmo estudo, os autores descartaram a produção de bacteriocina por Lactobacillus paracasei; a inibição possivelmente ocorreu pela produção de diferentes ácidos por Lactobacillus paracasei e Streptococcus thermophilus.

Similarmente, Calderón et al. (42) observaram diminuição da população de Staphylococcus aureus e de Listeria monocytogenes, em níveis não detectáveis, após 12 dias de armazenamento de iogurtes contendo Lactobacillus casei CRL 431 e Lactobacillus acidophilus CRL 730 em co-cultura, adicionados ou não de Lactobacillus rhamnosusi LR 35. No mesmo estudo, a redução da população de Escherichia coli O157:H7, em níveis não detectáveis, ocorreu já aos 8 dias de armazenamento daqueles produtos. Nos iogurtes isentos de probióticos, a completa ausência de patógenos somente foi observada após 20 dias de armazenamento.

Em outro estudo também realizado com as cepas Lactobacillus casei CRL 431 e Lactobacillus acidophilus CRL 730, em co-cultura, em iogurtes contaminados com Staphylococcus aureus na concentração inicial de 108 ufc/g, Salvatierra et al. (43) observaram uma queda da população desse contaminante para níveis não detectáveis após 7 dias de armazenamento. Nos iogurtes ausentes de probióticos, a população de Staphylococcus aureus ainda se manteve superior a 103 ufc/g aos 28 dias de armazenamento.

Outros diversos estudos, nos quais as bactérias Lactobacillus casei/ paracasei utilizadas individualmente ou em co-cultura com outras bactérias láticas inibiram a multiplicação de microrganismos patogênicos e deteriorantes, incluem coliformes (44-46), Staphylococcus aureus (44,46,47), Listeria monocytogenes (45,46), Salmonella (46), e Candida spp., Zygosaccharomyces bailii e Penicillium sp. (40).

Beneficios à saúde atribuídos às cepas do grupo Lactobacillus casei

Várias funções benéficas ao organismo humano têm sido atribuídas ao consumo regular de produtos contendo bactérias probióticas e diversos trabalhos foram conduzidos a fim de melhor caracterizar os efeitos clínicos e fisiológicos de cepas pertencentes ao grupo Lactobacillus casei.

Dentre os microrganismos mais estudados como probióticos destaca-se a cepa Lactobacillus casei Shirota (“ingrediente ativo” do Yakult) (6). Diversos autores citaram que o consumo regular de Yakult tem proporcionado evidências diretas ou indiretas relacionadas à redução do risco de câncer e de bexiga urinária e supressão de câncer cólon-retal (6,25,48).

A aderência de microrganismos probióticos às células epiteliais do intestino e a subseqüente colonização da mucosa são de fundamental importância para a ocorrência dos efeitos benéficos à saúde humana (49,50). Adicionalmente, os probióticos do grupo Lactobacillus casei podem também apresentar efeito protetor contra microrganismos patogênicos e estudos in vitro têm sido utilizados para avaliar tais efeitos (46, 50). Forestier et al. (49), utilizando linhagens de células intestinais Caco-2 em um modelo in vitro, demonstraram que a cepa probiótica de Lactobacillus casei rhamnosus Lcr35 – atualmente reclassificada como uma cepa de Lactobacillus rhamnosusi, Collins et al (16) – exibiu propriedades de adesão. Ainda, os autores verificaram que as bactérias patogênicas Escherichia coli enteropatogênica (EPEC), E. coli enterotoxigênica (ETEC), Klebsiella pneumoniae, Shigella flexneri, Salmonella typhimurium, Enterobacter clocae, Pseudomonas aeruginosa, Enterococcus faecalis e Clostridium difficile apresentaram multiplicação reduzida após 5 horas de incubação em meio Luria-Bertani ou ágar Columbia suplementado com 5% de sangue de carneiro contendo sobrenadante da cepa probiótica Lcr35 livre de células.

A atividade de diferentes cepas de Lactobacillus spp, isoladas de fezes de recém-nascidos e de crianças com até dois anos de idade, sobre bactérias contaminantes de alimentos ou patógenos foi estudada por Arici et al. (51). Os autores verificaram que 4 cepas de Lactobacillus paracasei (IF8, IF9, IF10 e IF11) exerceram efeito inibitório sobre Staphylococcus aureus ATCC 28213 e 3 cepas (IF8, IF10 e IF11) inibiram a multiplicação de Staphylococcus aureus ATCC 2392, em ensaios de difusão em ágar. A conclusão daquele estudo foi que tais cepas de Lactobacillus paracasei podem contribuir para a manutenção da microbiota intestinal normal daquelas crianças, através do controle da multiplicação de bactérias potencialmente patogênicas à saúde e, dessa forma, prevenir a ocorrência de doenças.

Em complemento, Guérin-Danan et al. (52) avaliaram a influência da suplementação com leite fermentado contendo Lactobacillus casei (referência Danone DN-114 001) pelo período de um mês sobre os índices metabólicos e da microbiota intestinal de crianças saudáveis com idades entre 10 e 18 meses. Houve um aumento significativo da percentagem de crianças que apresentaram populações de lactobacilos superiores a 6 log ufc/g nas fezes entre aquelas que receberam leite fermentado com Lactobacillus casei. Paralelamente, a atividade enzimática potencialmente nociva da ß-glicuronidase e da ß-glicosidase (enzimas envolvidas na circulação enteropática de substâncias tóxicas e carcinogênicas) diminuiu significativamente nessas crianças. Os autores concluíram que tais efeitos representam uma influência saudável de Lactobacillus casei sobre o hospedeiro.

Rochet et al. (53) também verificaram um aumento da população fecal de Lactobacillus casei em adultos saudáveis que consumiram leite fermentado com a cepa DN-114 001, por um período de 10 dias. Sullivan et al. (54) observaram um aumento significativo na população de Lactobacillus paracasei ssp. paracasei F19 e de outros lactobacilos nas fezes de humanos idosos soro-positivos para Helicobacter pylori. Tal efeito significativo ocorreu nos indivíduos que receberam leite fermentado com Lactobacillus paracasei F19, 3,5 × 108 ufc/ml e 2% de inulina, 150 mL duas vezes ao dia por 12 semanas, quando comparado ao grupo controle (que também recebeu leite fermentado pelo mesmo período, mas sem adição de Lactobacillus paracasei F19 e inulina).

Sarker et al. (55) observaram que a cepa Lactobacillus paracasei ST11 auxiliou na melhoria dos sintomas de crianças com diarréia não induzida por rotavirus. O consumo de leite fermentado contendo a cepa Lactobacillus casei DN-114 001 também foi relacionado com a redução de episódios de diarréia (53).

A modulação de vários parâmetros da imunidade de humanos adultos saudáveis que consumiram 10 g diárias de lingüiça probiótica suplementada com Lactobacillus paracasei LTH 2579 durante 5 semanas foi observada por Jahreis et al. (56). Ao final da intervenção naqueles indivíduos, foi verificado um aumento significativo do número de anticorpos contra LDL oxidada. Também foi observado um aumento dos níveis de linfócitos (T-helper) CD4 após 2 semanas de suplementação com Lactobacillus paracasei. Naquele estudo também foi observado um aumento significativo de Lactobacillus paracasei LTH 2579 nas amostras fecais de voluntários que consumiram a lingüiça probiótica e foi encontrada uma correlação positiva entre a população de Lactobacillus paracasei nas fezes e a percentagem de células expressoras de CD4.

Adicionalmente, muitos trabalhos foram conduzidos com animais para também caracterizar os efeitos funcionais in vivo de cepas pertencentes ao grupo Lactobacillus casei. Os efeitos atribuídos a esses microrganismos estão principalmente relacionados à proteção contra agentes infecciosos pela diminuição da colonização intestinal por patógenos (57), ativação das imunidades local e sistêmica (20, 58), redução dos sinais clínicos de diarréia por rotavírus (59), diminuição dos níveis de triglicérides séricos e de colesterol (60), redução da excreção de metano e aumento da concentração cecal dos ácidos graxos de cadeia curta totais, particularmente, acetato, propionato e butirato (61).

Considerações finais

A importância do papel da microbiota intestinal na manutenção da saúde e prevenção de doenças é bastante reconhecida. Distúrbios desse delicado equilíbrio podem gerar outras desordens e facilitar o estabelecimento de doenças. Esses fatos explicam os grandes desafios com respeito à apresentação de evidências científicas que confirmem os reais efeitos funcionais relacionados aos microrganismos probióticos (13). Conforme apresentado neste trabalho, grandes progressos já foram realizados através de estudos in vivo, nos quais os efeitos funcionais de bactérias do grupo Lactobacillus casei puderam ser verificados, embora a reclassificação das espécies pertencentes a esse grupo ainda seja exigida. Nesse sentido, a classificação taxonômica adequada dessas cepas é de extrema importância, principalmente quando esses microrganismos são veiculados em alimentos probióticos. Os estudos com iogurtes, leites fermentados, queijos e outros alimentos mostram a grande preocupação que existe quanto à descrição e caracterização desses produtos. A utilização de diferentes cepas do grupo Lactobacillus casei, em conjunto com os microrganismos tradicionais usados nesses produtos pode resultar ou não em diferença sensorial perceptível pelo consumidor. Em complementação aos efeitos benéficos já comprovados, esses microrganismos ainda podem ser utilizados para conferir aroma, sabor e textura aos produtos alimentícios, além de auxiliarem na bioconservação dos mesmos.

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Fonte: www.alanrevista.org

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