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Balança

 

A balança é um dos instrumento de medida mais antigos que se conhece, e tem sido utilizada pelo homem há aproximadamente 7 mil anos. As balanças primitivas consistiam de um simples travessão com um eixo central, tendo em cada extremidade um prato.

Em um desses pratos se depositava uma peça de peso padrão, e no outro se colocava o objeto que se desejava pesar. Quando se estabelecia o equilíbrio do travessão, podia-se conhecer o peso relativo do objeto.

Balança

Hoje em dia existem diversos tipos de balanças, empregados para a pesagem de inúmeros materiais, desde amostras químicas e biológicas até grandes veículos. Nos laboratórios são usados basicamente dois tipos desses instrumentos, que permitem medições extremamente precisas.

Balança

A balança de dois pratos possui um travessão feito de uma liga metálica leve e rígida, apoiado em um pivô, que por sua vez é sustentado por uma chapa fixada no topo central da base.

Os pratos são pendurados em ganchos igualmente apoiados em pivôs por meio de chapas. No ponto central do travessão, uma agulha se desloca ao longo de uma escala, indicando os movimentos do conjunto. A base da balança possui pés ajustáveis.

O instrumento é mantido em um envoltório de vidro que o protege contra poeira, corrosão ou acidente, e impede que as correntes de ar provoquem oscilações.

Balança

O modelo de prato único, possui no travessão um dispositivo e contrapeso, móvel ou fixo, em lugar de um dos pratos. Quando o contrapeso é fixo, a outra extremidade do travessão também apresenta, além do prato, um conjunto de pesos removíveis.

Este sistema é utilizado em quase todas as balanças, simples ou de prato duplo, conhecidas como balanças de deflexão ou aperiódicas. Para se obter uma leitura uniforme, o mais rapidamente possível, o movimento do travessão precisa ser amortecido, evitando-se choques com o suporte e oscilações.

Balança

Balança eletrônica

Com o desenvolvimento da eletrônica foi possível o aperfeiçoamento dos diversos tipos de balança, além da invenção de novos sistemas de pesagem.

Algumas modernas balanças eletrônicas permitem não só a pesagem rápida e eficiente de mercadorias, como também o cálculo simultâneo de seu preço, em função do peso obtido.

Um dos modelos mais simples de balança eletrônica associa dois sistemas de pesagens bastante antigos e conhecidos: a balança de mola e o princípio de Roberval.

O funcionamento da primeira baseia-se na relação linear entre a flexão da mola e a carga colocada sobre ela; o princípio de Roberval permite o uso dos pratos destinados às mercadorias sobre a barra da balança, em vez da tradicional colocação pendular.

No modelo combinado eletrônico, a flexão da mola provoca a rotação de um disco codificado que ativa detectores fotoelétricos, por meio de ondas luminosas. Cada código do disco corresponde a um valor de peso.

Balança

Em outro tipo de balança eletrônica, a mercadoria a ser pesada é colocada sobre um material transdutor de carga. Esse material é conectado a um segundo sistema eletrônico, capaz de aferir tensões elétricas.

Ligando-se o sistema a uma fonte de energia elétrica, obtém-se um nível de tensão proporcional ao peso da carga.

Fonte: br.geocities.com

Balança

São equipamentos utilizados em transações comerciais tais como balança, taxímetro, metro, bomba medidora de combustível líquido, dispenser (bomba medidora de gás natural veicular) e esfigmomanometro (tenciometro).

Todos os instrumentos têm que ter seus modelos aprovados e regulamentados pelo INMETRO e, obrigatoriamente, têm que ser verificados periodicamente.

Os Equipamentos encontrados em uso, sem sinais de verificação do exercício anterior estão sujeitos as penalidades da lei 9933/99.

BALANÇA

Instrumento que indica uma medição de massa. O consumidor deve observar atentamente na hora de adquirir a mercadoria, se a mesma está nivelada. A balança fora do nível apresenta erros nas pesagens.

Balança

*Observar:

Se não existe corpos extranhos no prato da balança tais como papelão, imãs, barbantes. Caso isto aconteça, denuncie ao IPEM/RN.

Balança


Antes da pesagem, verifique se a indicação da balança está zerado. Acompanhe sempre as pesagens e não aceite retirar a mercadoria antes do ponteiro parar.

Balança


Em balanças eletrônicas, veja se o preço por quilo foi digitado corretamente e se o preço corresponde ao peso recebido.

Balança

Toda balança possui selo.

Observe se a mesma esta lacrada.

O lacre impede o acesso ao sistema de regulagem

Atenção para as balanças utilizadas em self service que se encontram com a tara do prato já gravada. O cliente tem o direito de conferir colocando o prato que vai se servir na plataforma da balança e a mesma tem que zerar.

Não é permitido uma diferença maior que a menor divisão da balança que é de 0,5g para o alimento e 0,2g para sobremesa.

Balança

Não adquira produtos pesados em balanças de uso doméstico pois as mesmas são de uso vedado em transações comerciais e não merecem confiança.

Balança

Toda balança de uso comercial tem que possuir a marca de verificação com a validade.

Os mostradores das balanças tem que estar visíveis aos consumidores para que os mesmos possam acompanhar as pesagens, não podendo estar por traz de barreiras, prateleiras, etc.

BOMBA MEDIDORA DE COMBUSTÍVEIS

Toda bomba medidora de combustível é, obrigatoriamente, verificada após a sua instalação e possui nos mostradores a marca de verificação com sua validade e está sujeita a verificações eventuais após consertos.

Antes do abastecimento, verifique se os indicadores de volume e preço a pagar estão zerados. A magueira deve estar em perfeito estado de conservação.

Balança

Em caso de dúvida, utilize a medida-padrão do posto para conferir a bomba. A mesma deve está aferida e selada pelo IPEM.

Confira sempre a correspondência entre o volume entregue e o preço a pagar.

Ao abastecer o veículo, desça e acompanhe sempre o trabalho do frentista.

TAXÍMETROS

É o instrumento que baseado na distância e/ou tempo percorrido que informa, gradativamente, o valor devido pela utilização do veículo taxi.

Balança

Os valores das tarifas são determinados pelas prefeituras municipais.

O taxímetro deve ser ligado na sua presença. Observe a bandeira que esta sendo utilizada

Balança

As prefeituras estabelecem dias e horários a serem utilizadas. No Rio Grande do Norte, os horários para uso da bandeira 1 é das 6h às 22h e a bandeira 2 das 22h as 6h e aos domingos e feriados. No mês de dezembro, as prefeituras sempre autorizam o uso de bandeira 2.

Observe a existência de lacre e da marca de verificação no taxímetro. O taxímetro sem lacre pode está adulterado.

Balança

METRO COMERCIAL

Ao adquirir tecidos, fitas, etc, exija que a medição seja feita em metro comercial. Observe se a escala não está apagada e se possui as duas chapas metálicas de proteção nas extremidades.

Não aceite medições realizadas em superfície, como marcas traçadas no chão ou no balcão. Você não tem certeza que a medição esteja correta.

ESFIGMOMANÔMETRO (TENSIOMETRO)

Utilizado na medição da pressão arterial.

Balança

Os aparelhos para medir a pressão arterial devem ser verificados uma vez por ano pelo IPEM.

Os profissionais de saúde deve trazer os tensiometros a sede do IPEM para que os mesmos sejam verificados.

Pergunte ao profissional que esta lhe atendendo se o aparelho esta aferido. Observe se o mostrador apresenta o símbolo do INMETRO.

O tensiometro irregular pode trazer danos a sua saúde.

MEDIDOR DE VELOCIDADE (LOMBADAS ELETRÔNICAS, RADARES FIXOS OU PORTÁTEIS)

Instrumento destinado ao controle de velocidade de veículos automotivos. Pode ser fixo (barreira eletrônica) ou móvel (radares utilizados pela polícia rodoviária)

Balança

As lombadas eletrônicas e os radares são aferidos elo INMETRO. Eles controlam a velocidade máxima permitida nas estradas.

Os motoristas devem estar atentos às placas de sinalização informando a velocidade máxima permitida e fiscalização eletrônica.

DISPENSER (BOMBA MEDIDORA DE GÁS NATURAL)

Ao abastecer, verifique se os indicadores de volume e preço estão zerados.

Balança

No momento do abastecimento saia do veículo para evitar acidentes.

Confira sempre se está correta a correspondência entre o produto entregue e o total a pagar.

Balança

COPO DESCARTÁVEL

É uma medida de volume para consumo imediato

Os copos descartáveis têm que apresentar a indicação do volume na borda superior do conteúdo nominal e a marca de referência do conteúdo.

Balança

O gelo deve ser servido a parte, pois o mesmo não é considerado bebida ou xarope.

UNIDADES LEGAIS DE MEDIDA

Veja na tabela abaixo as unidades legais de medida no Brasil, de acordo com as resoluções das conferências gerais de pesos e medidas.

Você sabe escrevê-las pessoalmente?

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UNIDADE
SÍMBOLO
DESIGNAÇÃO
metro m Comprimento
metro quadrado m2 Área
metro cúbico m3 Volume
quilograma kg Massa (Peso)
grama (masculino = o grama) g Massa (Peso)
litro I/L Volume ou capacidade
mililitro ml Volume ou capacidade
quilômetro por hora km/h Velocidade
hora h Tempo
minuto min Tempo
segundo s Tempo
grau Celsius ºC Temperatura
Kelvin K Temperatura Termodidâmica
hertzHz Frequencia
newton N Força
watt W Potência
ampére A Intensidade de corrente elétrica
volt V Tensão Elétrica
candela cd Intensidade luminos

Fonte: www.ipem.rn.gov.br

Balança

Utilização

Atente para as instruções fornecidas pelo fabricante quanto à instalação, manuseio, transporte, voltagem correta, etc.

Local de Uso

A balança deve funcionar sobre uma superfície plana, sem trepidação, em local iluminado, ausente de correntes fortes de ar, protegida do excesso de umidade, pó e salinidade, que podem agredir seus componentes, longe de objetos que impeçam a livre movimentação do prato de pesagens, fatores que prejudicam o resultado das medições.

A balança que for utilizada para pesagens na presença do consumidor deve ser instalada em local de fácil visualização, sem cartazes ou produtos que obstruam, de modo total ou parcial, o acompanhamento da leitura da pesagem.

Nivelamento

O instrumento deve sempre trabalhar nivelado, pois o desnivelamento provoca erros nas pesagens. O nível de bolha, como indicador e os pés com altura regulável são os dispositivos apropriados para nivelar o instrumento.

Portanto, evite o uso de calço, mesmo com a finalidade de alcançar o nível desejado, pois o consumidor pode ter a impressão de uso incorreto da balança.

Operação

Toda balança descarregada deve indicar leitura de pesagem igual a zero. Caso isso não ocorra verifique o nivelamento e, se o problema persistir, retire o instrumento de uso e leve-o para manutenção.

O produto deve ser colocado no centro do prato de pesagens.

A leitura das pesagens deve ser feita quando o ponteiro ou dígitos pararem de oscilar.

Peso da Embalagem

Ao pesar produto com a embalagem, o valor indicado ao consumidor deve se referir somente ao produto, sem considerar o peso de qualquer tipo de embalagem ou envoltório, tais como: bandeja, copo, prato, saco de papel ou plástico, etc.

Recebimento de Mercadoria

Os produtos comprados por peso, em grande quantidade, devem ser medidos em balança apropriadas para receber grandes cargas. Fracionar o produto não é recomendável. O ideal é pesar a maior quantidade possível de cada vez, evitando-se assim a somatória de erros de pesagem.

Controle Metrológico

É recomendável que você mesmo observe se a sua balança está indicando corretamente, antes de utilizá-la. Esse controle, que pode ser diário, se faz por meio da comparação da leitura na balança com os pesos padrões.

Estes podem ser do tipo comercial (geralmente confeccionados em latão). Utilize-os verificados e aprovados pelo Órgão metrológico.

Constatado erro de pesagem, retire a balança do local de utilização e providencie o conserto.

IMPORTANTE

Toda balança comercial tem dois indicadores, o que possibilita o acompanhamento do processo de pesagem pelo consumidor.

Portanto, observe sempre se a balança encontra-se no “zero”;

Em local de fácil visualização;


Íntegra (sem componentes quebrados ou queimados), etc.

Conservação e Manutenção

Conservação

Como todo instrumento de medição, requer cuidados, portanto:

Observe o manual de utilização.

Manutenção Preventiva

É recomendável a manutenção preventiva do instrumento, por meio de serviço periódico que visa a conservação do equipamento em perfeitas condições de utilização.

No caso de observar que o instrumento encontra-se com o “lacre” quebrado, procure um escritório do IPEM-SP ou empresa credenciada para a devida regularização.

Técnico Credenciado

Os serviços de manutenção somente podem ser executados por técnico devidamente credenciado pelo Órgão metrológico.

Somente o técnico credenciado pelo Órgão metrológico tem autorização para romper o sistema de lacração da balança. Após os devidos reparos, ele providenciará a relacração por meio de selo próprio, que contém a identificação do seu registro de credenciamento.

Colocará também a marca oficial indicando que o instrumento foi reparado, momento em que o equipamento está sujeito a uma nova verificação (eventual) pelo Ipem-SP.

Sempre exija a Nota Fiscal de Serviço como garantia do trabalho realizado.

Verifique a nossa relação de oficinas credenciadas no Estado de São Paulo.

IMPORTANTE

Balança com sistema de lacração danificado ou inexistente e com componentes avariados, sujeitam o responsável pelo instrumento à autuação.

Evite a remoção desnecessária da balança. Na remoção para limpeza, por exemplo, ao recolocá-la em uso observe o ponto de leitura de zero, o nivelamento e proceda ao controle metrológico.

Os resíduos provocam erros nas pesagens, o que sujeita o responsável pelo instrumento à autuação.

Pesagem de Alimento p/ Consumo Imediato

Indicações obrigatórias na balança

A balança utilizada para a venda de alimentos a peso para consumo imediato, tais como, refeições "a peso", sorvetes, bolos, etc., deve indicar ao consumidor:

O peso líquido do alimento (descontado o valor do recipiente);

O preço por quilograma;

O valor total a pagar.

Quando a balança estiver descarregada (entre uma pesagem e outra) o valor que aparece como "peso líquido" é um valor negativo, chamado de tara, referente ao peso do recipiente utilizado para colocação e pesagem do alimento.

Cartaz indicativo

O estabelecimento deverá ostentar cartaz indicativo do valor da “tara” ou “peso do recipiente”, e que deverá ser o mesmo indicado na balança descarregada.

Importante:

Os caracteres (do cartaz) deverão ter de no mínimo 5cm de altura e se indica assim: 0,750 kg ou 750 g

Inspeção metrológica da tara

Na inspeção metrológica o agente fiscal do Ipem-sp verificará o peso de tara, pesando um único recipiente, colhido aleatoriamente dentre os recipientes disponíveis para a colocação e pesagem do alimento.

O resultado da pesagem do recipiente será comparado com o valor marcado visualmente (em cartaz, por exemplo) e o valor de tara indicado na balança.

Tolerância - Se o peso do recipiente utilizado (tara) for igual ou inferior a 200g, a tolerância é de 2g (dois gramas) para mais. Se o peso do recipiente for superior a 200g, a tolerância é de 5g (cinco gramas).

IMPORTANTE

Nunca utilize o critério de média para definir o peso da tara.

Lembre-se que a fiscalização vai pesar um único recipiente, escolhido aleatoriamente, para o controle metrológico.
Portanto, para evitar autuação, é preferível que você utilize como valor de tara o do recipiente de maior peso.

Ao indicar para o consumidor o peso do prato procure repetir a mesma unidade que aparece na leitura da balança, em gramas ou quilogramas, conforme o caso.

Vale a pena colocar o máximo de pratos com o mesmo peso ou com pouca diferença entre eles.

Verificação e Fiscalização de Balança

As equipes metrológicas visitam periodicamente os estabelecimentos comerciais e industriais, verificando as balanças em uso e fiscalizando as medições dos produtos vendidos ao consumidor.

Pesos e Contrapesos

É recomendável que os pesos padrões e os contrapesos (massas auxiliares para pesagem em determinadas balanças) utilizados sejam periodicamente encaminhados às unidades do Ipem-SP para serem verificados.

Verificação Subseqüente

Balança quando em uso, como todo instrumento de medir ou medida materializada, está sujeita à verificação subseqüente, cuja validade é para o exercício, isto é, um instrumento verificado em dezembro fica sujeito à nova verificação a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. A verificação da balança fica sujeita à cobrança das taxas de serviços metrológicos.

Reprovação/Apreensão

O instrumento reprovado na verificação subseqüente fica sujeito a uma nova verificação (eventual) após o prazo concedido para conserto.

Interdição

O instrumento que for reprovado por apresentar erro em prejuízo do consumidor é interditado ou Apreendido. Consulte sempre o Termo de Interdição/Apreensão ou veja no Auto de Infração que também é emitido, poderá constar a autorização para que o técnico autorizado libere o instrumento após os reparos.

A Equipe de Fiscalização

Quando em visita ao estabelecimento comercial ou industrial, que se utilização de instrumento de medição, a equipe metrológica tem por princípio comportar-se com a correção que seu trabalho exige. A equipe metrológica é formada por um metrologista (agente fiscal) e por um auxiliar.

O agente fiscal é um técnico em metrologia legal. Sua função é proceder às verificações e inspeções e orientar o usuário sobre a legislação metrológica e sobre a correta utilização das unidades legais e dos instrumentos de medir. A identificação do agente fiscal é obrigatória, por meio da apresentação da carteira de identificação funcional.

O auxiliar presta assistência às verificações e inspeções, quando solicitado, e seu trabalho sempre é supervisionado pelo metrologista que é o único responsável pelas decisões que são tomadas durante os trabalhos.

A equipe se utiliza de viatura oficial identificada e de documentos e equipamentos adequados, como os padrões de massa e de ferramentas apropriadas.

Para que o relacionamento entre o Ipem-sp e o responsável pelo instrumento de medição se desenvolva com profissionalismo e seriedade, é necessário que ambos cumpram corretamente seus papéis. É assegurado ao agente fiscal o livre acesso aos locais onde se fabriquem, comercializem e se utilizem de instrumentos de medição.

Cabe ao responsável pelo instrumento acompanhar as atividades da fiscalização e colaborar com a execução dos serviços, além de apresentar a documentação solicitada pelo agente fiscal (cartão do CNPJ).

Documentos Oficiais

Certificado de Verificação

É o documento oficial que atesta a verificação do instrumento de medição ou medida materializada, concluindo por sua aprovação ou reprovação, baseada na legislação metrológica vigente.

O Certificado de Verificação Inicial acompanha o instrumento novo. Para a verificação subseqüente ou eventual, o certificado tem validade para o exercício. Em caso de reprovação e interdição o certificado descreve as irregularidades encontradas e o prazo para as correções.

Em alguns casos (p. ex. balança, bomba de combustíveis) o Certificado de Verificação é emitido apenas a pedido do interessado.

Laudo de Verificação

É o documento que descreve o instrumento de medição ou a medida materializada submetidos à verificação e apresenta, entre outras informações, o resultado e a tolerância da verificação.

Marca de Verificação

É a marca oficial (adesivo ou punção), colocada no instrumento de medição ou medida materializada, que atesta a verificação e sua validade, baseadas na legislação metrológica vigente.

Etiqueta de inventário

É a marca oficial (etiqueta auto-adesiva) de identificação do instrumento com o número do Inmetro.

Notificação

É o documento oficial que informa ao fiscalizado eventuais irregularidades e o prazo para corrigi-las. A notificação é lavrada sempre que houver a necessidade de cumprimento de uma exigência legal, por parte do fiscalizado.

Selo de lacração

É o dispositivo oficial que impede o acesso, a pessoas não autorizadas, aos mecanismos de regulagem dos instrumentos de medição.

Guia de Recolhimento da União - GRU

É o documento oficial através do qual se efetua a cobrança das verificações, lavrado sempre que o trabalho de verificação é realizado, e é baseada nas taxas de serviços metrológicos. A GRU é um boleto bancário do Banco do Brasil. O pagamento deve ser efetuado em qualquer agência bancária, dentro do prazo de validade.

Após o vencimento são acrescidos juros de 1% ao mês e atualização monetária pela variação do IPCA-E (Índice de Preço ao Consumidor Ampliado Especial). O não pagamento nos prazos fixados acarretará a cobrança judicial e inscrição como inadimplente no CADIN (Cadastro de Inadimplentes da União).

Auto de interdição / apreensão

É o documento oficial onde é comunicada a interdição ou apreensão, conforme a irregularidade constatada pela fiscalização, de instrumento de medição ou medida materializada irregular. O auto de interdição/apreensão é lavrado sempre que, por medida cautelar, seja necessário impedir a comercialização de produto irregular.

Auto de infração

É o documento oficial onde é feita a denúncia de transgressão de norma legal. É lavrado sempre que a irregularidade constatada representar risco ao direito do consumidor, ou no descumprimento de Notificação.

Como conseqüência, o fiscalizado pode ser responsabilizado e punido administrativamente. A punição poderá ser uma advertência ou multa, estabelecida exclusivamente pelo Superintendente do Ipem-sp, com base em parecer do corpo jurídico da Autarquia.

O Auto de Infração apresenta uma descrição sucinta da irregularidade constatada, além da citação do item da legislação infringido. A assinatura do auto pelo fiscalizado apenas comprova que este recebeu uma das vias do documento.

O autuado poderá receber cópia do mesmo pelo correio, sem prejuízo do seu direito de defesa, quando o documento não for assinado no ato. O prazo para a defesa escrita é de 10 (dez) dias, a contar da data da lavratura do Auto de Infração ou do aviso de recebimento do correio.

A defesa (documento subscrito pelo responsável pela empresa, devidamente provado) poderá ser entregue, diretamente ou por carta registrada, na Sede do Ipem-SP ou em uma das suas Delegacias de Ação Regional.

Uma vez estipulado o valor da multa, o autuado receberá notificação para pagamento, que somente deverá ser efetuado na rede bancária autorizada.

IMPORTANTE

Observe com atenção o prazo para o cumprimento da notificação evitando a autuação.
Leia atentamente as instruções para a liberação do instrumento contidas no Auto de Interdição.

Não esqueça: o prazo para entrega da defesa escrita é de 10 (dez) dias.

O Agente Fiscal não conhece o valor da multa no momento da autuação. Somente o Superintendente do Ipem-sp determina o tipo de punição e o valor da multa.

Legislação sobre Instrumento de Medição

Para todos os instrumentos de medição fiscalizados pelo Ipem-SP:

Resolução Conmetro 11/88

aprova o Regulamento Metrológico sobre critérios e procedimentos para a execução da metrologia legal no País;

assuntos: órgãos atuantes em metrologia; unidades legais; instrumentos de medição e medidas materializadas;

produtos pré-medidos; transações comerciais.

Portaria Inmetro 34/98

institui as etiquetas: marca de verificação; interdição; instrumento incorreto; e certificado de verificação.

Legislação específica por tipo de instrumento:

Balança

Portaria Inmetro 236/94 e Portaria MTIC 63/44
sobre a fabricação, instalação e utilização de instrumentos de pesagem a funcionamento não automático: classes I, II, III e IIII.

Portaria Inmetro 33/98
dá nova redação a alguns artigos da Portaria Inmetro nº 236/94.

Portaria Inmetro 97/00
sobre a comercialização de alimentos a peso para consumo imediato.

Portaria Inmetro / MDIC 261/02
Estabelecer disposições relativas aos instrumentos de pesagem não automáticos.

Bomba medidora de combustíveis líquidos

Portaria Inmetro 23/85
sobre a fabricação, instalação e utilização de bomba medidora de combustíveis líquidos.

Portaria Inmetro / MJ 174/91
inclui item na Portaria Inmetro nº 023/1985.

Portaria Inmetro / MDIC 52/04
inclui e altera itens da Portaria Inmetro nº 023/1985.

Carroçaria de caminhão para carga sólida

Portaria INPM 48/67
sobre carroçaria de caminhão onde se efetua medição de volume de carga sólida.

Cronotacógrafo

Portaria Inmetro 201/04
condições a que devem atender os cronotacógrafos.

Portaria Inmetro 83/99
sobre a verificação inicial e os erros máximos admissíveis para a primeira verificação e verificação subseqüente.

Densímetro

Portaria MIC 204/62
condições gerais a que devem satisfazer os densímetros.

Portaria Inmetro 201/00
sobre densímetros linha A.20, A.50 e B.50, utilizados na medição da massa específica do álcool etílico e suas misturas com água à temperatura de 20ºC.

Esfigmomanômetro

Portaria Inmetro 153/05 e 96/2008.
sobre esfigmomanômetro (medidor de pressão arterial) mecânico do tipo aneróide.

Hidrômetro

Portaria Inmetro 246/00
sobre hidrômetro taquimétrico para água fria, com vazão nominal máxima de quinze metros cúbicos por hora (domiciliar).

Medida materializada de comprimento

Portaria Inmetro 145/99
sobre medidas materializada de comprimento de uso geral, rígida de uma só peça, articulada, fita métrica de aço, fibra de vidro, plástico ou outro material e fita de aço com ou sem peso tensor para lastro.

Medidor de gás automotivo GNV

Portaria Inmetro 32/97
sobre medidor de gás automotivo e revoga a Portaria Inmetro 201/94.

Medidor de velocidade (radar)

Portaria Inmetro 115/98
sobre medidor de velocidade de veículo automotivo (lombada eletrônica).

Peso padrão

Portaria Inmetro 233/94
sobre a fabricação e utilização de padrões classes E1; E2; F1; F2; M1; M2 e M3.

Taxímetro

Portaria Inmetro 201/02
sobre a fabricação, instalação e utilização de taxímetro.

Termômetro clínico

Portaria Inmetro 127/01
sobre termômetro clínico de mercúrio em vidro com dispositivo de máxima.

Termômetro para etanol

Portaria Inmetro 245/00
sobre termômetro para medição da temperatura do etanol e suas misturas com água.

Veículo-tanque rodoviário

Portaria Inmetro 59/93
sobre veículo-tanque rodoviário para medição e transporte de produtos líquidos à granel.

Portaria Inmetro 157/96
altera a subitem 5.1.5 da portaria Inmetro 59/93.

Portaria Inmetro 48/98
aperfeiçoa o regulamento técnico aprovado pela Portaria Inmetro 59/93.

Veículo-tanque ferroviário

Portaria Inmetro 112/89
sobre tanque de carga montado sobre veículo ferroviário usado na medição e transporte de líquidos.

consulte também a legislação para oficinas de manutenção de instrumentos

Legislação básica a que estão afetas todas as atividades desenvolvidas pelo Ipem-SP:

Lei Federal 5.966/73
cria o SInmetro - Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial e define a estrutura e a competência do Conmetro e do Inmetro.

Resolução Conmetro 08/2006
Dispõe sobre o regulamento administrativo para processamento e julgamento das infrações nas Atividades de Natureza Metrológica e da Avaliação da Conformidade de produtos, de processos e de serviços, e a instituição de Comissão Permanente para apreciação e julgamento, em segunda e última instância, dos recursos interpostos em sede de processo administrativo instaurado por força do artigo 8º da Lei n.º 9.933, de 20 de dezembro de 1999.

Lei Federal 9.933/99
dispõe sobre as competências do Conmetro, do Inmetro e institui a Taxa de Serviços Metrológicos e revoga o artigo 9º da Lei 5.966/73.

Portaria Ipem-SP nº 076/03 (em pdf - acrobat reader)
regulamenta o uso e a aplicação da logomarca do Ipem-sp e do símbolo de certificação ISO 9001:2000.

Decreto-Lei Federal nº 1.060/69 (em pdf - acrobat reader)
Dispõe o seqüestro de bens por infrações fiscais e dá outras providências.

Decreto-Lei Federal nº 1.184/71 (em pdf - acrobat reader)
Dispõe sobre a liquidação dos débitos fiscais de empresas em difícil situação financeira, estabelece normas sobre parcelamento, e dá outras providências.

Fonte: www.ipem.sp.gov.br

Balança

Física das Balanças

As balanças tiveram origem na antiga civilização egípicia, em torno de 5000 a.C. Este aparelho é destinado a determinar a massa dos corpos ou como se diz em linguagem comum, para "pesa-los".

Balanças existem dos mais diversos tipos, cada uma com uma certa sensibilidade, capaz de assimilar pequenas variações de massa.

Algumas características das balanças é importante esclarecer:

Sensibilidade – uma das mais importantes características, diz-se que uma balança é sensível ao miligrama quando, por exemplo, a massa de um miligrama em um dos pratos consegue provocar o desequilíbrio, inclinando para o lado.

Fidelidade – é ter o mesmo resultado sempre que medir a mesma massa, temos que observar que o resultado da pesagem não seja influenciado pela posição do corpo no prato da balança.

Justeza – existe sempre equilíbrio quando se colocam massas iguais nos dois pratos, quando temos braços iguais.

Para que uma balança seja usada em comércio ou em farmácia, se faz necessário satisfazer exigências legais do INMETRO, órgão responsável pela aferição dos aparelhos.

Conforme o princípio de funcionamento, as balanças podem ser classificadas em: Gravimétricas quando comparam a carga com padrões de massa aferidos (pesos), e Dinamométricas quando o peso da carga é equilibrado pela força elástica de molas metálicas ou sistema equivalente.

Esta última estão sujeita aos defeitos conhecidos como histereses elásticas e com o uso perdem rapidamente as características iniciais, logo seu uso para o comércio é condenado.

Para pesagens de precisão alguns fatores influenciam, como: Temperatura, a posição da carga sobre o prato, o desnivelamento da balança e outros.

BALANÇA DE BRAÇOS IGUAIS:

Balanças constituídas de duas bandejas apoiadas em uma barra, que se equilibra sobre a base da balança através de uma articulação (ponto de apoio).

Balança

Quando colocamos qualquer objeto em uma das bandejas, esta gira e se desloca para baixo.

Para que a balança volte a se equilibrar mantendo os pratos na horizontal, é necessário colocar na outra bandeja, objetos de massas padronizadas, de forma que a força gravitacional resultantes sobre os padrões seja igual à força gravitacional que atua sobre o objeto, compensando assim seus respectivos torques.

A condição de equilíbrio exige que a resultante das forças sobre a parte móvel da balança seja zero.

Balança

Com a balança equilibrada temos: duas forças de 1 para baixo que somando eqüivale a 2 e de acordo com o princípio da ação e reação, se a parte móvel empurra o apoio, este fará uma força de mesmo módulo, mesma direção e sentido oposto de 2 para cima.

Assim a resultante das três forças é nula, o que satisfaz uma das condições necessárias para haver equilíbrio. A Segunda condição diz respeito à resultante dos torques sobre a parte móvel da balança e que também deve ser nula.

Vamos ver a resultante dos torques: para a massa m1, a força gravitacional que atua sobre a bandeja esquerda produz, em relação ao ponto de apoio, um torque de sentido perpendicular ao plano (ou seja saindo da tela do monitor), provocando o giro da parte móvel no sentido anti-horário.

Balança

Analogamente, a força que atua sobre a bandeja direita produz, em relação ao mesmo ponto de apoio, um torque de sentido contrário ao anterior, entretanto no plano da tela e provocando o giro da parte móvel no sentido horário.

Balança

Quando a balança se encontra equilibrada na horizontal com massas iguais nos dois pratos, a resultante, desses dois torques é nula, já que têm módulos iguais ( o braço das forças é o mesmo), mesma direção e sentido opostos.

O torque correspondente à força de reação no ponto de apoio também é nulo, pois esta força está aplicada diretamente sobre o ponto de articulação e portanto seu braço é nulo.

Dessa forma, quando há equilíbrio de forças e torque, a balança de braços iguais permite comparar massas, comparando forças gravitacionais.

Agora se você estiver numa lanchonete ou mesmo em casa quiser saber a massa de uma pena pequena, é fácil construir uma balança de canudo, vamos lá.

BALANÇAS DE CANUDOS

Objetivo: através da balança feita com canudos, compreenderemos melhor o princípio de funcionamento de uma balança.

Materiais: 3 canudos e 2 alfinetes.

Esquema de montagem: Ao usarmos os canudos para fazer a balança com braços iguais, estamos garantindo que a distribuição da massa, ao longo do canudo, é homogênea, o que nos garantirá a integridade da balança.

O canudo na horizontal, servirá como braço de sustentação do peso e ele tem de ter a mesma distância d (conforme ilustra figura abaixo), em relação ao encaixe.

Balança

O outro canudo que também está na horizontal, servirá para a fixação dos alfinetes, que nos dará o ponto de apoio.

O canudo na vertical é a haste onde poderá ser usado como alinhamento da balança.

Os encaixes são feitos também de canudos dobrados.

Montado a balança como o ilustrado ao lado, passa-se à fase de teste onde ser verificará o alinhamento da balança, para tanto arranja-se um suporte onde dê para sustentar a ponta dos dois alfinetes (é necessário que os alfinetes estejam com a mesma altura, quando posto no suporte).

Feito isso, caso a balança esteja desalinhada, coloca-se um contra-peso, no braço que estiver mais alto e ajustando-o a balança ficará alinhada.

Podemos estudar agora a função do canudo que esta posto na vertical. Para que tenhamos realmente uma balança, é necessário que o centro de massa do conjunto balança esteja abaixo do ponto de apoio, caso esteja acima do ponto de apoio, não teremos mais uma balança e sim uma gangorra, pois para qualquer lado que ele esteja se conservará.

Podemos ver também que quanto mais abaixo do ponto de suspensão, maior será a sensibilidade da balança para medir massa. Isso pode ser visualizado colocando um pequeno recorte de papel em um dos lados da balança e mudando a posição do centro de massa.

Balança

Desafio: Como funcionará a balança quando o centro de massa estiver na mesma linha do ponto de apoio?

BALANÇA DE ROBERVAL

Uma balança muito interessante é a balança de Roberval, consegue perceber algo diferente nela?!

Balança

Esta balança foi projetada para que os pratos jamais se inclinem ao se mover, para cima ou para baixo. Assim qual for o material usado para descobrir a sua massa, seja uma certa quantidade de farinha por exemplo, que não cairá do prato.

Pode-se colocar o objeto em qualquer posição nos pratos que não será afetada a fidelidade da medida. Esse efeito é produzido por duas alavancas paralelas, ligadas por barras conectoras, desse modo a força estará sempre projetada no mesmo ponto da barra conectora.

Você mesmo pode construir sua própria balança de Roberval com palitos de picolé, alfinete e um pequeno pedaço de madeira.

MATERIAL

4 Palitos de picolé;

6 alfinetes;

um pedaço de madeira medindo 30cm de altura X 2 cm de largura;

2 palitos roliços;

1 Furador de palitos;

1 pedestal para a fixação da madeira.

Monte conforme a figura.

Balança

Para furar o local onde irá ser posto o alfinete, aconselhamos que o furo seja feito um pouco acima do meio do palito.

Porque os alfinetes tem que está pouco acima do meio do palito de picolé?

BALANÇA ROMANA

Balança

Trataremos nesta seção da Balança Romana, que nada mais é do que uma balança de braços desiguais.

Pelo fato de termos braços desiguais implica em um fator para pesagem, esse fator poderá ser de 2, 3 ou quanto você queira, desde que seja respeitada a mesma distância do ponto de apoio até o objeto a ser medido a massa.

Para a fase de construção teremos que dispor dos seguintes materiais:

Uma ripa de madeira medindo 30 cm;

Uma ripa de madeira medindo 6 cm;

Uma ripa de madeira medindo 3 cm;

Um palito grande (palito de pirulito);

Dois parafusos com porcas;

Arame

Papel milimetrado e ;

Dois alfinetes.

Baseado no nosso desenho, um lado da balança terá 10 cm de comprimento, até o ponto de apoio, o outro lado terá 20 cm, assim a nossa balança poderá medir massa de até o dobro da massa conhecida, entretanto pode-se variar o comprimento dos lados da balança, como queira;

Assim um lado pode ser três ou quatro vezes maior que o outro e poderemos medir massas três ou quatro vezes da massa conhecida.

CUIDADO: ao construir a balança, certifique-se de que terá uma ótima geometria, caso contrário sua balança não será de boa qualidade.

Ao montar a balança conforme desenho abaixo, verá que os parafusos servirão para um ajuste mais afinado.

O fiel será dotado de um lastro móvel (algumas voltas de fio sobre o palito) o que permitirá ajustar a sensibilidade, lembrando que a posição do fiel dever ser perpendicular ao travessão.

CURIOSIDADES

As balanças que fazem comparações entre massas através de pratos, usam padrões de massa aprovados de acordo com desenho e tabelas e devem ser confeccionados com metais ou ligas metálicas aprovadas.

Em alguns casos esses padrões de massa devem ser manuseado com pinças para evitar danifica-los.

As formas desses padrões são cilíndricas de base circular ou tronco-cônica e o seu valor nominal deve estar gravado na face superior e ainda possuir botão ou alça de manipulação.

Os valores nominais são: 50, 20, 10, 5, 2, 1 Quilo; 500, 200, 100, 50, 20, 10, 5, 2 e um grama; 500, 200, 100, 50, 20, 10, 5, 2 e um miligrama; 1 Quilate (200mg) e seus múltiplos e submúltiplos.

Para pesagem acima de 50 Kg, exige-se emprego de Balanças Especiais, como as adotadas para veículos, animais, etc.

Tipos

Existem vários tipos e modelos de balanças para as mais diversas necessidades. Entre as quais destacamos as de precisão, as analíticas, as comerciais, semi-automáticas e automáticas. Nesta pág temos, logo abaixo, as que foram trabalhadas para fins didáticos.

Balança

fig 1- Balança de Roberval

Balança

fig 2 - Balança de canudos

Balança

fig 3 - Balança romana

Etimologia

Balança

As palavras balança, balanza, bilancia e balance são evolução do latin vulgar “bilancia”, que é presuposto por todas as líguas românicas. Esse termo é do latin bilanx (composto de bi - duas vezes-, e lanx -– pires).

Definições

Balança

Balanças

As balanças são equipamentos desenvolvidos pelo homem desde as antigas civilizações egípcias, por volta de 5.000 a. C. , com a finalidade de medir o peso ou a massa dos corpos.

Precisão

Diz-se que uma balança é precisa quando essa consegue nos fornecer com rigorosa exatidão o valor do peso ou da massa que estão sendo medidos.

Fidelidade

É a qualidade que toda balança deve ter, para que a medida não se altere quando leva-se em consideração a posição do corpo no prato.

Justeza

Toda balança após a medição deverá voltar à posição inicial, não havendo modificação em seu estado de equilíbrio, o que caracteriza o que chamamos de justeza.

Estabilidade

Consiste no equilíbrio do travessão sempre na horizontal quando a balança não estiver com massas em seus pratos. Para tal qualidade é necessário que o ponto de suspensão esteja acima do centro de gravidade do sistema móvel.

Sensibilidade

É a qualidade que a balança tem de acusar pequenas diferenças de massa.

A sensibilidade de uma balança está intimamente ligada aos seguintes detalhes:

O quociente do peso P da parte móvel pelo comprimento L do travessão deve ser pequeno;

Adistância entre o ponto de suspensão e o centro de gravidade deve ser pequeníssima.

Fonte: www.servlab.fis.unb.br

Balança

O que é balança?

A balança é um dos instrumentos de medida mais antigos que se conhece, e tem sido utilizada pelo homem há aproximadamente 7 mil anos.

As balanças primitivas consistiam de um simples travessão com um eixo central, tendo em cada extremidade um prato. Em um desses pratos se depositava uma peça de peso padrão, e no outro se colocava o objeto que se desejava pesar.

Quando se estabelecia o equilíbrio do travessão, podia-se conhecer o peso relativo do objeto.

Hoje em dia existem diversos tipos de balanças, empregados para a pesagem de inúmeros materiais, desde amostras químicas e biológicas até grandes veículos. Nos laboratórios são usados basicamente dois tipos desses instrumentos, que permitem medições extremamente precisas.

A balança de dois pratos possui um travessão feito de uma liga metálica leve e rígida, apoiado em um pivô, que por sua vez é sustentado por uma chapa fixada no topo central da base.

Os pratos são pendurados em ganchos igualmente apoiados em pivôs por meio de chapas. No ponto central do travessão, uma agulha se desloca ao longo de uma escala, indicando os movimentos do conjunto. A base da balança possui pés ajustáveis.

O instrumento de pesagem é mantido em um envoltório de vidro que o protege contra poeira, corrosão ou acidente, e impede que as correntes de ar provoquem oscilações.

O modelo de balança com prato único, possui no travessão um dispositivo e contrapeso, móvel ou fixo, em lugar de um dos pratos.

Quando o contrapeso é fixo, a outra extremidade do travessão também apresenta, além do prato, um conjunto de pesos removíveis.

Este sistema é utilizado em quase todas as balanças, simples ou de prato duplo, conhecidas como balanças de deflexão ou aperiódicas. Para se obter uma leitura uniforme, o mais rapidamente possível, o movimento do travessão precisa ser amortecido, evitando-se choques com o suporte e oscilações.

Quais modelos, tipos de balanças existem?

Balanças eletrônicas, Balanças mecânicas, Balanças industriais, Balanças rodoviárias, Balanças analíticas, Balança pediátrica, Balanças precisão, Balanças antropométrica, Balanças laboratório, Balanças domesticas, Balança etiquetadora, Balança de gancho, Balança medica, Balança digital para banheiro, Balança para pesar pessoas, Balança de dois pratos, Balança de plataforma, Balança' de farmácia.. ETC...

Quais são as noções básica da Balança eletrônica e Balança Mecânica?

Com o desenvolvimento da eletrônica foi possível o aperfeiçoamento dos diversos tipos de balança, além da invenção de novos sistemas de pesagem. Algumas modernas balanças eletrônicas permitem não só a pesagem rápida e eficiente de mercadorias, como também o cálculo simultâneo de seu preço, em função do peso obtido.

Um dos modelos mais simples de balança eletrônica associa dois sistemas de pesagens bastante antigos e conhecidos: a balança de mola e o princípio de Roberval.

O funcionamento da primeira baseia-se na relação linear entre a flexão da mola e a carga colocada sobre ela; o princípio de Roberval permite o uso dos pratos destinados às mercadorias sobre a barra da balança, em vez da tradicional colocação pendular.

Qual a aplicação das balanças comerciais e das industriais?

As balanças comerciais são utilizadas no comércio em geral, e normalmente possuem funções específicas para a aplicação neste segmento, como o cálculo de total a pagar, impressão de etiquetas com informações de data de fabricação e validade.

Já as balanças industriais possuem características que proporcionam a sua utilização em ambientes hostis, para a manipulação de produtos químicos, materiais rústicos como ferro e aço, etc. Elas detêm especificações para uso em áreas restritas ou classificadas com grau de proteção IP, e são fabricadas com componentes especiais que possibilitam a sua utilização neste tipo de segmento.

Quais as características que devemos levar em consideração ao escolher uma balança?

- Definir qual será a aplicação destinada ao equipamento: pesagem de produtos alimentícios, químicos, etc., possibilitando ao fornecedor definir as características do produto a ser ofertado;

- Qual será a dimensão do produto a ser pesado (largura, altura, comprimento);

- Qual a capacidade máxima e a precisão necessária;

- Se é necessário o armazenamento e/ou impressão de informações das balanças;

- Tensão da rede elétrica disponível no local;

Qual cuidado devo ter ao comprar uma balança?

Existem disponíveis no mercado diversos tipos de balança (instrumento de pesagem não automática) para atender as mais diferentes necessidades: Balanças Analíticas, Semi-Analíticas, Uso Geral, para a pesagem de animais (vivos), rodoviárias (pesagem de caminhões), mecânicas, eletrônicas, antropométricas, etc.
Cada uma delas é fabricada para capacidades de pesagem adequadas ao seu uso.

Qual Local adequado para usar a balança?

A balança deve funcionar sobre uma superfície plana, sem trepidação, em local iluminado, ausente de correntes fortes de ar, protegida do excesso de umidade, pó e salinidade, que podem agredir seus componentes, longe de objetos que impeçam a livre movimentação do prato de pesagens, fatores que prejudicam o resultado das medições.

A balança que for utilizada para pesagens na presença do consumidor deve ser instalada em local de fácil visualização, sem cartazes ou produtos que obstruam, de modo total ou parcial, o acompanhamento da leitura da pesagem.

Por que devo colocar a balança nivelada?

A balança deve sempre trabalhar nivelada, pois o desnivelamento provoca erros nas pesagens. O nível de bolha, como indicador e os pés com altura regulável são os dispositivos apropriados para nivelar a balança ou instrumento de pesagem. Portanto, evite o uso de calço, mesmo com a finalidade de alcançar o nível desejado, pois o consumidor pode ter a impressão de uso incorreto da balança.

Como saber se a balança está correta?

É recomendável que você mesmo observe se a sua balança está indicando corretamente, antes de utilizá-la. Esse controle, que pode ser diário, se faz por meio da comparação da leitura na balança com os pesos padrões. Utilize-os verificados e aprovados pelo Órgão metrológico.

Constatado erro de pesagem, retire a balança do local de utilização e providencie o conserto. Estaremos à disposição para oferecer um serviço técnico eficiente para reparar sua balança e deixar em condições de uso atendendo as normas do INMETRO

Como posso acompanhar a pesagem na balança?

Toda balança comercial tem dois indicadores, o que possibilita o acompanhamento do processo de pesagem pelo consumidor. Portanto, observe sempre se a balança encontra-se no "zero" em local de fácil visualização; na Íntegra (sem componentes quebrados ou queimados), etc.

Qual é o objetivo das verificações metrológicas em balanças?

As verificações metrológicas têm por objetivo constatar a conformidade com o modelo aprovado, bem como verificar se os instrumentos cumprem com os erros máximos permitidos, além de observar as marcas de verificação e plano de selagem.

A validade da verificação é de 1 (um) ano, conforme estabelece o item 11.1 do Regulamento Técnico Metrológico.

Qual é a periodicidade da verificação em balança?

A validade da verificação é de 1(um) ano, conforme estabelece o item 11 (validade da verificação) do Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria 236 Inmetro de 1994.

Quais são as balanças que tem dispensa da verificação periódica?

Conforme o item 10 do Regulamento Técnico Metrológico (Portaria Inmetro 236 de 1994), subitens 10.1.1 e 10.1.2, os instrumentos podem ser dispensados da verificação periódica, desde que enquadrados nas seguintes situações:

-Não em uso, mantidos com o objetivo da sua venda;

-Mantidos em locais exclusivos de habitação que não estão sendo utilizados, mesmo ocasionalmente, para uma das finalidades previstas no subitem 1.2.1 do regulamento.

-Mantidos em locais outros que os locais de uso exclusivo de habitação, que não são utilizados, mesmo ocasionalmente, para uma das finalidades previstas no subitem 1.2.1 do regulamento.

A decisão de dispensa de verificação periódica é concedida pela autoridade competente da jurisdição do interessado (Instituto de Pesos e Medidas - IPEM, do respectivo estado), condicionada à posição sobre o instrumento referido, em local de fácil visibilidade e legível, de uma informação com os seguintes dizeres:

"Não verificado. Não pode ser utilizado, mesmo ocasionalmente, para nenhuma das finalidades previstas na Portaria Inmetro nº. 236 de 1994".

Qual é o campo de aplicação do Regulamento Técnico Metrológico para balança (Portaria Inmetro 236 de 1994)?

O Regulamento Técnico Metrológico se aplica a todos os instrumentos de pesagem não automáticos segundo a finalidade de sua utilização, conforme o estabelecimento no subitem 1.2.1 do regulamento.

Esses instrumentos se distinguem para esse efeito em instrumentos empregados para:

a) determinação da massa para transações comerciais;

b) determinação da massa para cálculo de pedágio, tarifa, imposto, prêmio, multa, remuneração, subsídio, taxa ou um tipo similar de pagamento;

c) determinação da massa para aplicação de uma legislação ou uma regulamentação, ou para perícias judiciais;

d) determinação da massa na prática médica no que concerne a pesagem de pacientes por razões de vigilância, de diagnóstico e de tratamento médico;

e) determinação da massa para a fabricação de medicamentos segundo receita em farmácia e determinação de massas quando de análises efetuadas nos laboratórios médicos e farmacêuticos;

f) determinação do preço em função da massa para venda direta ao público e para a confecção de mercadorias pré-medidas.

A balança pode ser verificada antes do vencimento do prazo de verificação?

Sim. O período de validade da verificação expira prematuramente se: o instrumento não cumpre com os erros máximos tolerados em serviço, modificações feitas as quais podem influenciar as propriedades metrológicas do instrumento ou dilatar ou restringir sua destinação de uso, as designações prescritas do instrumento são trocadas ou é aplicada uma designação, inscrição, grandeza ou graduação indevida ou não permitida, marca de verificação principal ou uma marca de selagem está irreconhecível, obliterada ou removida do instrumento, se o instrumento está conectado a um equipamento acessório cuja junção não é permitida, ou a venda e colocação em operação do modelo do instrumento é proibida naquele momento.

O que faz a fiscalização de Balanças-Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo?

O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo - Ipem-sp foi criado em 24 de abril de 1967, por meio do Decreto Estadual 47.927. Em 1995, por meio da Lei 9.286 de 22/12/95, foi transformado em Autarquia Estadual vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo.

Mediante convênio com o Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, o Ipem-sp executa serviços essenciais na proteção ao cidadão em suas relações de consumo.

A verificação metrológica e a fiscalização dos instrumentos de medição são, talvez, as mais conhecidas dentre as atribuições do Ipem-sp na área da metrologia legal. As equipes de fiscalização inspecionam os instrumentos de medição novos, antes de serem comercializados. Inspecionam ainda as condições de operação dos instrumentos que estão sendo utilizados para fins comerciais, industriais e de serviços.

O principal objetivo da fiscalização é fazer com que as irregularidades encontradas sejam corrigidas. Para isso, o instrumento irregular é interditado e mesmo apreendido. O responsável por ele é autuado e pode ser indiciado criminalmente.

Sempre exija a Nota Fiscal de Serviço como garantia do trabalho realizado.

As informações acima são importantes para que você não seja alvo de fiscalização e autuação com pesadas multas, em virtude da metrologia legal, conforme portaria 236/94 / 261/02 INMETRO.


Fique de olho na balança e no peso:

Se desejar poderemos cuidar do gerenciamento para calibração de suas balanças.
Na época certa estaremos enviando proposta e aviso sobre o vencimento das datas previamente cadastradas. Deixe esta tarefa de peso conosco!

Fonte: www.tecnobalbalancas.com.br

Balança

Conceitos Básicos da Legislação Metrológica Brasileira

Balança

A balança é um instrumento utilizado na medição de massa. Assim, como outros instrumentos de medição (velocímetro, paquímetro, taxímetro, etc.), as balanças apresentam erros em suas medições.

Na maioria dos países, existe uma legislação específica que estabelece os erros máximos tolerados para os instrumentos de medição, em especial aqueles utilizados em transações comerciais.

Legislação e Fiscalização

Sistema de Metrologia no Brasil

O Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - SINMETRO - é o sistema constituído pelas entidades públicas e privadas que exercem atividades relacionadas com metrologia, normalização industrial e certificação da qualidade.

Tem como orgão normativo o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - CONMETRO - e como orgão executivo central, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO.

O SINMETRO tem como objetivo dotar o país de infra-estrutura de serviços tecnológicos para a qualidade e produtividade através da criação de normas e regulamentos técnicos, de redes de laboratórios de calibração e de ensaios e de um sistema de certificação de conformidade.

SINMETRO

Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

CONMETRO

Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial ( Orgão Normativo )

INMETRO

Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial ( Orgão Executivo )

Estrutura Organizacional

Orgãos Estaduais ligados ao INMETRO através de convênio.

Funcionam como uma extensão do INMETRO nos estados.

Contribuem especialmente na fiscalização das balanças no fabricante e após a instalação dos instrumentos.

Em alguns estados, o trabalho é feito por uma representação do próprio INMETRO

Estrutura Organizacional

MICT Ministério da Industria do Comércio e do Turismo

INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

Autarquia Federal ligada ao MICT

Tem a incumbência de criar e administrar toda legislação metrológica de acordo com as diretrizes dadas pelo CONMETRO.

IPEM Instituto de Pesos e Medidas

Orgãos Estaduais ligados ao INMETRO através de convênio.

Funcionam como uma extensão do INMETRO nos estados.

Contribuem especialmente na fiscalização das balanças no fabricante e após a instalação dos instrumentos.

Em alguns estados, o trabalho é feito por uma representação do próprio INMETRO

Portaria de aprovação do instrumento

De acordo com a legislação brasileira, uma balança para ser fabricada e Consequentemente vendida, precisa passar por uma série de ensaios técnicos e testes práticos, que são realizados pelo INMETRO.

Estes testes visam assegurar que o PROJETO da balança em questão, esteja de acordo com as exigências técnicas, tolerâncias e demais condições previstas na lei.

Caso a balança passe nesta avaliação, o INMETRO edita uma PORTARIA DE APROVAÇÃO daquela balança especificamente, que é publicada no Diário Oficial da União.

Esta Portaria passa a ser o "RG" daquela balança.

Aferição inicial ou verificação inicial

É uma verificação que o IPEM faz nas balanças, nas instalações do fabricante, antes das mesmas entrarem em operação. Esta verificação visa assegurar que a PRODUÇÃO daquela balança, esteja de acordo com sua portaria de aprovação.

Aferição periódica ou verificação periódica

É uma verificação feita pelo IPEM, nas balanças instaladas, e que deve ser feita no mínimo uma vez por ano.

Esta verificação visa assegurar a confiabilidade das balanças em uso, especialmente aquelas utilizadas em transações comerciais.

Aferição eventual ou verificação eventual

É uma verificação feita pelo IPEM, nas balanças que sofreram algum tipo de conserto ( Assistência Técnica). Esta verificação visa assegurar que após a manutenção as características da balança, continuam de acordo com a legislação.

Unidades de massa

As unidades de massa utilizadas no Brasil, pertencem ao sistema métrico, e devem ser indicados por letras minúsculas e no singular.

As mais usadas são:

Tonelada ( t ) Quilograma ( kg ) Grama ( g ) Miligrama ( mg )

Divisão ou graduação

A palavra divisão refere-se à medida numérica a qual as balanças indicam o peso. Quanto menor for este valor, mais corretamente as balanças indicam o peso.

Por exemplo:

Balança com divisão de 100g, significa que esta balança indica o peso em medidas de 100g em 100g.

Número de divisões de uma balança

É o número que obtemos quando dividimos a capacidade máxima da balança por sua divisão.

Ex.: Capacidade Máxima Divisão Número de divisões

10 kg (10.000 g) 1 g 10.000

1.500 kg (1.500.000 g) 200 g 7.500

80 t (80.000 g) 10 kg 8.000

16 kg (16.000 g) 0,1 g 160.000

210 g (210.000 mg) 0,1 mg 2.100.000

Tolerância

São limites estabelecidos para os erros de medição. No caso das balanças, a legislação estabelece a tolerância em número de divisões.

Quanto menor for a divisão da balança, menor será a possibilidade de desvio do peso real.

Ex.: tolerância de 1 divisão para cima ou para baixo.

balança com divisão de 100 g 80 kg + 1 div (1 x 100g ) = 80,1 kg

80 kg - 1 div (1 x 100g ) = 79,9 kg

balança com divisão de 200 g 80 kg + 1 div (1 x 200g ) = 80,2 kg

80 kg - 1 div (1 x 200g ) = 79,8 kg

balança com divisão de 500 g 80 kg + 1 div (1 x 500g ) = 80,5 kg

80 kg - 1 div (1 x 500g ) = 79,5 kg

balança com divisão de 1 kg 80 kg + 1 div (1 x 1kg ) = 81,0 kg

80 kg - 1 div (1 x 1kg ) = 79,0 kg

Portaria MTIC 63/44

É uma Portaria editada pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio em 17/11/44, com o objetivo de " regular a medição de massas e as pesagens nas transações comerciais", aplicando-se a " todos os pesos, balanças e instrumentos de pesar empregados nas transações comerciais e nas farmácias, para aviar prescrições médicas".

Portaria INMETRO 236/94

É uma Portaria editada pelo INMETRO, em 22/12/94 que substitui a Portaria 63/44, e tem como objetivo introduzir o novo Regulamento Técnico Metrológico (RTM), que estabelece novas " condições que deverão ser observadas na fabricação, instalação e utilização de instrumentos de pesagem não automáticos ".

Por que uma nova Portaria ?

A Portaria 63/44 foi editada numa época que existiam apenas balanças mecânicas, surgindo assim a " necessidade de atualizar a legislação relativa aos instrumentos de pesagem, para proteção do consumidor, para facilidade de uso e exatidão das medições de massa e prevenção contra fraude e influências a que estes instrumentos estão sujeitos ".

O que mudou com a Portaria 236/94

A nova Portaria e portanto o novo Regulamento Técnico Metrológico (RTM), é uma adaptação da OIML - Organização Internacional de Metrologia Legal, que já está em uso em toda a Europa e em muitos outros países do mundo, inclusive nos Estados Unidos.

Sob todos os aspectos, este novo regulamento é muito mais rigoroso do que a antiga 63/44, principalmente com respeito aos erros tolerados e a severidade dos ensaios.

Classe de Exatidão

Os erros máximos permitidos pelo novo RTM dependem da classe de exatidão a que o instrumento pertence.

Portanto, antes de avaliarmos a tabela de erros máximos, precisamos verificar a classe de exatidão de cada balança, conforme tabela abaixo:

Ex. Classe de Valor de divisão Número de Número de Carga Mínima

Exatidão de verificação (e) "divisões "(n) Mínimo "divisões "(n) Máximo

I - ESPECIAL "e" menor ou 50.000 100 e igual a 0,001g

II - FINA "e" entre 0,001g 100 100.000 20 e 0,05g ou "e" menor 5.000 100.000 50e ou igual a 0,1g

III - MÉDIA "e" entre 0,1g 100 10.000 20 e e 2g ou "e" maior 500 10.000 20e ou igual a 5g

IV - ORDINÁRIA "e" maior ou 100 1.000 10 e igual a 5g

16 - Erros máximos permitidos - Poetaria 236/94

Classe de Exatidão Aplicação de carga Erro máximo permitido

I - ESPECIAL de 0 até 50.000 div. +/- 0,5 div. "e" de 50.001 até 200.000 div. +/- 1,0 div. "e" mais que 200.001 div. +/- 1,5 div. "e"

Classe de Exatidão Aplicação de carga Erro máximo permitido

II - FINA de 0 até 5.000 div. +/- 0,5 div. "e" de 5.001 até 20.000 div. +/- 1,0 div. "e" de 20.001 até 100.000 div. +/- 1,5 div. "e" Classe de Exatidão Aplicação de carga Erro máximo permitido

III - MÉDIA de 0 até 500 div. +/- 0,5 div. "e" de 501 até 2.000 div. +/- 1,0 div. "e" de 2.001 até 10.000 div. +/- 1,5 div. "e" Classe de Exatidão Aplicação de carga Erro máximo permitido

IV - ORDINÁRIA de 0 até 50 div. +/- 0,5 div. "e" de 51 até 200 div. +/- 1,0 div. "e" de 201 até 1.000 div. +/- 1,5 div. "e"

Tabela de erros máximos permitidos para balanças classe de exatidão III - média - e número máximo de até 10.000 divisões - Portaria 236/94

divisão da balança carga aplicada erro máximo

0,5 de 0g a 250g 0,25g

de 250,5g a 1.000g 0,5g

de 1.000,5g a C.MAX 0,75g

1g de 0g a 500g 0,5g

de 501g a 2.000g 1g

de 2.001g a C.MAX 1,5g

2g de 0g a 1.000g 1g

de 1.002g a 4.000g 2g

de 4.002g a C.MAX 3g

5g de 0g 2.500g 2,5g

de 2.505 a 10.000g 5g

de 10.005 a C.MAX 7,5g

10g de 0g a 5.000g 5g

de 5.010g a 20.000g 10g

de 20.010g a C.MAX 15g

20g de 0g a 10.000g 10g

de 10.020g a 40.000g 20g

de 40.020g a C.MAX 30g

50g de 0g a 25.000g 25g

de 25.050g a 100.000g 50g

de 100.050g a C.MAX 75g

100g de 0g a 50.000g 50g

de 50.100g a 200.000g 100g

de 200.100g a C.MAX 150g

200g de 0g a 100.000g 100g

de 100.200g a 400.000g 200g

de 400.200g a C.MAX 300g

500g de 0g a 250.000g 250g

de 250.500g a 1.000.000g 500g

de 1.000.500g a C.MAX 750g

1kg de 0g a 500kg 0,5kg

de 501kg a 2.000kg 1kg

de 2.001kg a C.MAX 1,5kg

2kg de 0g a 1.000kg 1kg

de 1.002kg a 4.000kg 2kg

de 4.002kg a C.MAX 3kg

5kg de 0g a 2.500kg 2,5kg

de 2.505kg a 10.000kg 5kg

de 10.005kg a C.MAX 7,5kg

10kg de 0g a 5.000kg 5kg

de 5.010kg a 20.000kg 10kg

de 20.010kg a C.MAX 15kg

Tabela de erros máximos para balanças em uso e balanças novas - Portaria 236/94

BALANÇAS EM USO BALANÇAS NOVAS

AFERIÇÃO PERIÓDICA NO USUÁRIO AFERIÇÃO INICIAL NO FABRICANTE

APROVADAS PELA PORTARIA 63/44 PORTARIA 236/94 PORTARIA 63/44 ou 236/94

CARGA DE 1/1/1999 A PARTIR A PARTIR

APLICADA A 31/12/2002 DE 1/1/2003 DE 1/1/1998 NA BALANÇA EM DIVISÕES ERRO MÁX.

- A 500 1,0 div. 0,5 div. 0,5 div. 0,5 div.

501 A 2.000 2,0 div. 1,0 div. 1,0 div. 1,0 div.

2.000 A 10.000 3,0 div. 1,5 div. 1,5 div. 1,5 div.

Fonte: www.smfbalancas.com.br

Balanças

BALANÇAS ANALÍTICAS

Na maioria das análises químicas, uma balança analítica é usada para se obter massas com alta exatidão. Balanças semi-analíticas são também usadas para medidas nas quais a necessidade de resultados confiáveis não é crítica.

Tipos de Balanças Analíticas.

As balanças analíticas podem ser classificadas conforme suas capacidades e precisões de medida nas condições de capacidade máxima. A Tabela 1 mostra esta classificação.

A balança analítica tem passado por uma grande revolução nas últimas décadas. A mais antiga e tradicional tinha dois pratos ligados a um cavaleiro, a qual era suspensa pelo seu centro por um fiel.

O objeto a ser pesado era colocado em um dos pratos. Pesos padrões suficientes eram colocados no outro prato de modo a restaurar a posição inicial do cavaleiro. A pesagem com este tipo de balança de braços iguais era tediosa e demorada.

Tabela 1 - Classificação das balanças analíticas.

TIPOS

CAPACIDADE DE PESAGEM

PRECISÃO NA CONDIÇÃO DE CAPACIDADE MÁXIMA

Balança Analítica

1g a vários Kg

1 parte em 105 g

Macrobalança

160-200 g

0,1 mg

Balança Semi-microanalítica

10-30 g

0.01 mg

Balança Microanalítica

1-3 g

0,001 mg ou 1 g

A primeira balança analítica de um prato apareceu no mercado em 1946. A velocidade e conveniência de se pesar com ela era muito superior à tradicional de dois pratos. Consequentemente, esta nova balança passou a ser usada na maioria dos laboratórios.

A balança analítica mecânica de prato único.

Componentes. Embora haja muita variação em aparência e características de desempenho entre as balanças mecânicas, elas têm vários componentes em comum.

O item fundamental neste instrumento é uma trava que é suportada numa superfície planar por um fiel em forma de prisma. No final do lado esquerdo da trava está fixado o prato que conterá o objeto a ser pesado e um conjunto de pesos suspensos em ganchos.

Estes pesos podem ser suspensos da trava um de cada vez, por um arranjo mecânico que é controlado por um conjunto de botões no exterior da caixa da balança. Do lado direito da trava, há um contrapeso de tamanho adequado de forma a contrabalançar o prato e os pesos que estão do lado esquerdo da trava.

Um segundo fiel B localiza-se no lado esquerdo da trava e serve para suportar uma segunda superfície planar, localizada na parte interna de um estribo que liga o prato à trava. Os dois fiéis e suas superfícies planares são fabricadas com material extremamente duro (ágata ou safira sintética) e forma dois mancais que permitem movimento da trava e do prato com um mínimo de fricção. O desempenho de uma balança mecânica depende muito da perfeição destes dois mancais.

As balanças de prato único são também equipadas com travões, que são dispositivos mecânicos que elevam a trava de forma que o fiel central não toque mais sua superfície planar e simultaneamente deixe livre o estribo do contato com o fiel externo.

O propósito destes travões é de evitar danos às superfícies enquanto os objetos estão sendo colocados ou retirados do prato. Quando engatados, os travões suportam a massa do prato e seu conteúdo e assim evita oscilações.

Os travões são controlados por uma alavanca montada na parte externa da balança e devem estar engatados sempre que a balança não estiver em uso.

Um amortecedor a ar está montado próximo ao final do lado esquerdo da trava. Ele consiste num pistão que se move dentro de um cilindro concêntrico fixado na caixa da balança.

Ar no cilindro sofre expansão e contração conforme a trava se move; a trava rapidamente chega à posição de repouso como resultado desta oposição ao movimento.

É necessário ter proteção contra correntes de ar quando deve-se discriminar pequenas diferenças de massa (< 1 mg). Uma balança analítica é então sempre envolta numa caixa equipada com portas que permitam a introdução e retirada de objetos.

Pesando com uma balança analítica mecânica. A trava de uma balança ajustada apropriadamente assume uma posição horizontal quando não há objetos no prato e todos os seus pesos estão em seus devidos lugares. Quando o prato e os travões são desengatados, a trava fica livre para rodar em volta do fiel.

Colocando um objeto no prato, há a deflexão do lado esquerdo da trava para baixo. Pesos são então removidos sistematicamente, um por um da trava, até que o desbalanceamento seja menor que 100 mg. O ângulo de deflexão da trava com respeito à sua posição original é diretamente proporcional às miligramas de massa adicional que deve ser removida para restaurar a trava à sua posição original.

O sistema óptico mede este ângulo de deflexão e converte este ângulo em miligramas. Um retículo, que é uma pequena tela transparente montada na trava, mostra uma escala que lê de 0 a 100 mg. Um feixe de luz passa através da escala até uma lente de aumento, a qual foca uma pequena parte da escala na placa de vidro localizada no painel externo da balança. Um nônio torna possível ler esta escala até 0,1 mg.

A balança de prato único está atualmente sendo substituída pela balança analítica eletrônica, que não possui trave e nem fiel.

A Balança Analítica Eletrônica.

Neste caso, o prato fica sobre um cilindro metálico oco envolto por uma bobina que se ajusta no polo interno de um imã cilíndrico. Uma corrente elétrica na bobina cria um campo magnético que suporta ou levita o cilindro, o prato e um braço indicador, como também tudo mais que estiver sobre o prato.

A corrente é ajustada de modo que o nível do braço indicador fique na posição nula quando o prato está vazio. Colocando um objeto sobre o prato, o braço indicador e o próprio prato movem-se para baixo, o que aumenta a quantidade de luz que atinge a fotocélula do indicador de nulidade.

A corrente da fotocélula é então amplificada e passa a alimentar a bobina, criando assim um campo magnético maior, o que por sua vez faz com que o prato volte à sua posição original.

Um dispositivo como este, no qual uma pequena corrente elétrica causa a manutenção de um sistema mecânico em sua posição nula, é chamado de sistema servo.

A corrente necessária para manter o prato e o objeto na posição nula é diretamente proporcional à massa do objeto, a qual é facilmente medida, digitalizada e mostrada ao operador em um display.

A calibração de uma balança eletrônica envolve o uso de uma massa padrão que é usada para ajustar a corrente de forma que a massa do padrão seja exibida no display.

Em algumas balanças analíticas eletrônicas, o prato é ligado a um sistema de forças conhecido coletivamente como uma cela. A cela incorpora vários trilhos que permitem o movimento limitado do prato e evitam forças de torção que podem prejudicar o alinhamento do mecanismo da balança. Na posição nula, o feixe é paralelo ao horizonte gravitacional e cada pivô de trilho está em posição relaxada.

Há também balanças eletrônicas com o prato localizado abaixo da cela, com as quais alcança-se maior precisão. Mesmo assim, a balança do tipo (b) tem uma precisão igual ou até maior que a das melhores balanças mecânicas.

As balanças eletrônicas geralmente possuem um controle automático de tara, o qual permite a taragem, ou seja, permite ao display mostrar zero já com um peso adicionado (por exemplo, um frasco de pesagem) . A maioria das balanças permitem a taragem com até 100% de sua capacidade.

Algumas balanças eletrônicas têm capacidades e precisões duplas. Estas características permitem que a capacidade seja diminuída de uma macrobalança para a de uma semimicrobalança (30 g), com um ganho concomitante em precisão de 0,01 mg. Assim, o químico tem efetivamente duas balanças em uma.

Uma balança analítica eletrônica moderna fornece velocidade e facilidade de uso surpreendentes. Por exemplo, controla-se as funções por simples toques numa barra de controle.

Numa posição da barra liga-se e desliga-se o instrumento, numa outra posição, calibra-se automaticamente a balança usando um peso pradrão e numa terceira posição, realiza-se a tara, com ou sem um objeto no prato. Dados confiáveis de pesagem são obtidos com pouca ou nenhuma prática de uso.

Precauções ao se usar uma balança analítica.

Uma balança analítica é um instrumento delicado que deve ser manipulado com extremo cuidado. Observe as seguintes regras gerais para se trabalhar com uma balança analítica, independentemente de sua marca ou modelo.

i) Centre o peso no prato da melhor forma possível.

ii) Proteja a balança contra corrosão. Objetos a serem colocados no prato devem se limitar a metais não-reativos, plásticos não-reativos e materiais vítrios.

iii) Precauções especiais devem ser tomadas ao se pesar líquidos (veja final do item

iv) Consulte seu professor se a balança precisar de ajustes.

v) Mantenha a balança limpíssima. Uma escova de pelo de camelo é útil para a remoção de material derrubado ou poeira.

vi) Sempre espere que um objeto quente volte à temperatura ambiente antes de pesá-lo.

vii) Use luvas ou papéis para segurar objetos secos, não transferindo assim a eles a umidade de suas mãos.

Fontes de erros em pesagens.

Correção para Flutuação. Um erro de flutuação afetará os dados se a densidade do objeto sendo pesado diferir significativamente das densidades dos padrões.

Este erro tem sua origem na diferença da força de flutuação exercida pelo meio (ar) sobre o objeto e sobre os pesos. A correção para a flutuação é feita pela equação

W1 = W2 + W2 [(dar / dobjeto ) - (dar / dpesos )] (Equação 1 )

onde W1 é a massa corrigida do objeto, W2 é a massa dos pesos padrões, dobjeto é a densidade do objeto, dpesos é a densidade dos pesos e dar é a densidade do ar deslocado por eles. dar é igual a 0,0012 g cm-3.

Note que o erro é menor que 0,1% para objetos que têm densidade de pelo menos 2 g cm-3. Portanto, raramente é necessário aplicar correção de massa para sólidos. O mesmo não acontece para sólidos de baixa densidade, líquidos ou gases, para os quais os efeitos de flutuação são significativos e a correção deve ser feita.

A densidade de pesos usados em balanças de prato único e na calibração de balanças eletrônicas varia de 7,8 a 8,4 g cm-3, dependendo do fabricante. O uso de 8 g cm-3 é adequado muitas vezes. Se necessita-se de grande exatidão, as especificações da balança devem ser consultadas para obtenção dos dados de densidade.

Efeitos de temperatura. O ato de se pesar um objeto cuja temperatura seja diferente de seu ambiente provoca um erro significativo na medida.

Não deixar tempo suficiente para que um objeto aquecido volte à temperatura ambiente é a principal fonte deste problema. Erros devidos a diferenças em temperatura têm duas origens.

Primeiro, as correntes de convecção dentro da caixa da balança exercem efeitos de flutuação no prato e no objeto. Segundo, ar quente trapeado num frasco fechado pesa menos que o mesmo volume a temperatura mais baixa. Ambos os efeitos provocam uma menor massa aparente do objeto.

Este erro pode ser de até 10 a 15 mg para um cadinho de porcelana, por exemplo. Portanto, objetos aquecidos devem sempre ser resfriados a temperatura ambiente, antes de serem pesados.

Outras fontes de erros. Um objeto de vidro ou de porcelana adquirirá ocasionalmente uma carga estática suficiente para provocar erros de pesagem.

Este problema é particularmente sério quando a umidade relativa do ambiente é baixa. Freqüentemente, após um curto período, ocorre descarga espontânea. Uma fonte de eletricidade de baixa intensidade (como por exemplo, uma escova) na caixa da balança é suficiente para fornecer íons e liberar a carga estática.

A exatidão da escala óptica de uma balança de prato único deve ser verificada regularmente, principalmente após condições de pesagem com capacidade máxima da balança. Um peso padrão de 100 mg é usado para isso.

O equipamento e manipulações associadas com pesagem.

A massa de muitos sólidos altera-se com a umidade, devido às suas tendências a absorver quantidades pesáveis de umidade. Este efeito é especialmente pronunciado quando uma grande área superficial está exposta, como no caso de um reagente ou uma amostra finamente dividida.

Portanto, o primeiro passo numa análise típica envolve a secagem da amostra de modo que os resultados não sejam afetados pela umidade da atmosfera ambiente.

Uma amostra, um precipitado ou um frasco de pesagem é trazido à massa constante através de um ciclo que envolve o aquecimento (geralmente por uma hora ou mais) a uma temperatura apropriada, resfriamento e pesagem.

Este ciclo é repetido quantas vezes for necessário para se obter massas sucessivas que sejam concordantes até 0,2 ou 0,3 mg. Estabelecendo-se a massa constante, tem-se segurança de que os processos químicos ou físicos que ocorram durante o aquecimento (ou ignição) se completem.

Frascos de pesagem. Sólidos são convenientemente secos e estocados em frascos de pesagem.

Dessecadores.

A secagem em estufa é a maneira mais comum de remover umidade de sólidos. Este procedimento não é apropriado para substâncias que se decompõem ou para aquelas nas quais a água não é removida na temperatura da estufa.

Materiais secos são estocados em dessecadores enquanto esfriam, para minimizar assim a aquisição de umidade ambiente. A base do dessecador contém um agente químico secante, como por exemplo, cloreto de cálcio anidro, sílica gel dopada com cloreto de cobalto, sulfato de cálcio (Drierita), perclorato de magnésio anidro (Anidrona ou Dehidrita), ou pentóxido de fósforo. As superfícies de vidro esmerilhado são levemente cobertas com graxa.

Quando você remover ou colocar a tampa de um dessecador, use um movimento de arrastar para o lado, para minimizar a perturbação da amostra e evitar a quebra da tampa do dessecador. Consegue-se que o dessecador fique selado, sem contato com o ar, por uma pequena rotação da tampa, ao fechá-la, com concomitante pressão da mão para baixo.

Quando você coloca um objeto quente no dessecador, o aumento da pressão do ar aquecido pode ser suficiente para romper o lacre entre a tampa e a base. Mas, se o lacre não é rompido, o resfriamento do material aquecido pode causar vácuo parcial no ambiente do dessecador.

Ambas as condições podem provocar perda ou contaminação do conteúdo do dessecador. Então, você deve esperar que o objeto se resfrie um pouco dentro do dessecador antes de fechá-lo.

Pode-se também propositadamente romper o lacre uma ou duas vezes durante o resfriamento para liberar o excesso de vácuo que porventura ocorra. Finalmente, você deve segurar bem a tampa do dessecador ao movimentá-lo de um lugar para outro.

Materiais muito higroscópicos devem ser estocados em frascos equipados com tampa de vidro esmerilhado; as tampas devem permanecer em seus lugares enquanto o frasco estiver dentro do dessecador. Outros tipos de sólidos podem ser estocados sem tampas.

Manipulação de frascos de pesagem.

O aquecimento a 105-110 o C é suficiente para remover a umidade da superfície da maioria dos sólidos.

O frasco de pesagem é colocado dentro de um béquer identificado, com um vidro de relógio por cima. Este arranjo protege a amostra de contaminação acidental e também permite o acesso livre do ar. Cadinhos contendo precipitado podem ser submetidos ao mesmo esquema. Deve-se lembrar somente de identificar muito bem o béquer externo.

Deve-se evitar de segurar objetos secos com os dedos, já que quantidades detectáveis de água ou óleo de sua pele podem ser transferidas ao objeto. Este problema é evitado usando-se pinças, luvas limpas de algodão ou tiras de papel para segurar os objetos secos para serem pesados.
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Pesagem por diferença.

A pesagem por diferença é um método simples para se determinar uma série de pesos de amostras. Primeiro, o frasco e seu conteúdo é pesado. Uma amostra é então transferida do frasco para um recipiente. Com cuidado, tampe o frasco original com sua tampa e pese-o novamente.

A massa da amostra é a diferença entre as duas pesagens. É essencial que todo o sólido removido seja transferido para o recipiente, sem perdas.

Pesando sólidos higroscópicos.

Substâncias higroscópicas absorvem umidade da atmosfera muito rapidamente e portanto, requerem manipulação especial. Você vai necessitar de um frasco para cada amostra a ser pesada. Coloque a quantidade aproximada de amostra necessária no frasco individual e aqueça-o por um determinado tempo.

Quando o aquecimento se completar, rapidamente tampe o frasco e resfrie-o no dessecador. Pese um dos frascos após abrir o dessecador momentaneamente para liberar o vácuo. Esvazie o frasco rapidamente no recipiente final, tampe-o e pese o frasco novamente (junto com qualquer resíduo sólido que não tenha sido transferido). Repita este procedimento para cada amostra e determine as massas das amostras por diferença.

Pesando líquidos.

A massa de um líquido é sempre obtida por diferença. Líquidos não-corrosivos e relativamente não-voláteis podem ser transferidos para frascos previamente tarados com tampas bem vedadas; a massa do frasco é subtraída da massa total. Um líquido volátil ou corrosivo deve ser selado numa ampola de vidro.

A ampola é aquecida e o seu "pescoço" é imerso em água; conforme há o resfriamento, o líquido vai se transferindo para o bulbo. A ampola é então invertida e o "pescoço" é selado com uma pequena chama.

A ampola e seu conteúdo, juntamente com qualquer pedaço de vidro removido durante a selagem, são resfriados a temperatura ambiente e pesados. A ampola é então transferida para um frasco apropriado e então é quebrada. Pode ser necessária uma correção de volume para o vidro da ampola se o frasco que está recebendo o líquido for um balão volumétrico.

Referências

(1)Skoog, D. A. , West, D. M., Holler F.J. Fundamentals of Analytical Chemistry, 7th Edition, Saunders College Publishing, Orlando, FL, 1996.
profs. Adriana V. Rossi e Ronei J. Poppi
instituto química unicamp
Quando o mostrador da balança ficar instável, seja por variação contínua da leitura para mais ou para menos ou simplesmente se a leitura estiver errada…

ATENÇÃO: Você estará observando influências físicas indesejáveis sobre a operação. As mais comuns são:

Temperatura

Efeito Observado: O mostrador varia constantemente em uma direção.

Motivo: A existência de uma diferença de temperatura entre a amostra e o ambiente da câmara de pesagem provoca correntes de ar. Estas correntes de ar geram forças sobre o prato de pesagem fazendo a amostra parecer mais leve (chamada flutuação dinâmica). Este efeito só desaparece quando o equilíbrio térmico for estabelecido.

Além disso, o filme de umidade que cobre qualquer amostra, e que varia com a temperatura, é encoberto pela flutuação dinâmica. Isto faz com que um objeto frio pareça mais pesado ou um objeto mais quente mais leve.

Medidas corretivas:

Nunca pesar amostras retiradas diretamente de estufas, muflas, ou refrigeradores.
Deixar sempre a amostra atingir a temperatura do laboratório ou da câmara de pesagem.
Procurar sempre manusear os frascos de pesagens ou as amostras com pinças. Se não for possível, usar uma tira de papel.
Não tocar a câmara de pesagem com as mãos.
Usar frascos de pesagem com a menor área possível.

Variação de massa

Efeito Observado: O mostrador indica leituras que aumentam ou diminuem, continua e lentamente.

Motivo: Ganho de massa devido a uma amostra higroscópica (ganho de umidade atmosférica) ou perda de massa por evaporação de água ou de substâncias voláteis.

Medidas corretivas:

Usar frascos de pesagem limpos e secos e manter o prato de pesagem sempre livre de poeira, contaminantes ou gotas de líquidos.
Usar frascos de pesagem com gargalo estreito.
Usar tampas ou rolhas nos frascos de pesagem.

Eletrostática

Efeito Observado: O mostrador da balança fica instável e indica massas diferentes a cada pesagem da mesma amostra. A reprodutibilidade dos resultados fica comprometida.

Motivo: O seu frasco de pesagem está carregado eletrostaticamente. Estas cargas formam-se por fricção ou durante o transporte dos materiais, especialmente os pós e grânulos. Se o ar estiver seco (umidade relativa menor que 40%) estas cargas eletrostáticas ficam retidas ou são dispersadas lentamente.

Os erros de pesagem acontecem por forças de atração eletrostáticas que atuam entre a amostra e o ambiente. Se a amostra e o ambiente estiverem sob o efeito de cargas elétricas de mesmo sinal [+ ou -] ocorrem repulsões, enquanto que sob o efeito de cargas opostas [+ e -], observam-se atrações.

Medidas corretivas:

Aumentar a umidade atmosférica com o uso de um umidificador ou por ajustes apropriados no sistema de ar condicionado (umidade relativa ideal: 45-60%).
Descarregar as forças eletrostáticas, colocando o frasco de pesagem em um recipiente de metal, antes da pesagem .
Conectar a balança a um "terra" eficiente.

Magnetismo

Efeito Observado: Baixa reprodutibilidade. O resultado da pesagem de uma amostra metálica depende da sua posição sobre o prato da balança.

Motivo: Se o material for magnético (ex.: ferro, aço, níquel, etc.) pode estar ocorrendo atração mútua com o prato da balança, criando forças que levam a uma medida errônea.

Medidas corretivas:

Se possível, desmagnetize as amostras ferromagnéticas.
Como as forças magnéticas diminuem com a distância, separar a amostra do prato usando um suporte não-magnético (ex.: um béquer invertido ou um suporte de alumínio).
Usar o gancho superior do prato da balança, se existir.

Gravitação

Efeito Observado: As pesagens variam de acordo com a latitude. Quanto mais próximo do equador maior a força centrífuga devido à rotação da Terra, que se contrapõe à força gravitacional.

Desta forma, a força atuando sobre uma massa é maior nos pólos que no equador. As pesagens dependem também da altitude em relação ao nível do mar (mais exatamente, em relação ao centro da Terra). Quanto mais alto, menor a atração gravitacional, que decresce com o quadrado da distância.

Medidas corretivas:

Pesagens diferenciais ou comparativas ou de precisão, efetuadas em diferentes latitudes ou altitudes (ex.: no térreo e em outros andares de mesmo prédio) devem ser corrigidas.

ms = massa medida ao nível do solo
rt = raio da Terra (~ 6.370 km)
h = altura do local onde se fez a medida (m)
mk = massa medida a uma altura (h), em relao ao nvel do solo

Empuxo

Efeito Observado: O resultado de uma pesagem feita em ar não é o mesmo que no vácuo.

Motivo: Este fenômeno é explicado pelo princípio de Arquimedes, segundo o qual "um corpo experimenta uma perda de peso igual ao peso da massa do meio por este deslocado". Quando materiais muito densos (ex.: Hg) ou pouco densos (ex.: água) são pesados, correções devem ser feitas, em favor da precisão.

Medidas corretivas:

Pesagens diferenciais ou comparativas ou de muita precisão, efetuadas em dias diferentes, devem sempre ser corrigidas com relação ao empuxo, levando-se em conta a temperatura, a pressão e a umidade atmosféricas. Os trabalhos comuns de laboratório geralmente dispensam estas medidas.

Fonte: www.profcupido.hpg.ig.com.br

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