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Baleia de Bryde

A baleia-de-Bryde (Balaenoptera edeni Anderson, 1879*) pertence à Ordem Cetacea (baleias e golfinhos), no grupo dos animais que não possuem dentes e são chamados de Misticetos (baleias de barbatana). Possuem um corpo lânguido e liso, com pregas na parte ventral da boca ao umbigo.


Baleia-de-Bryde em escala

Dentre a família Balaenopteridae (baleias Minke, Azul, Jubarte, Fin e Sei), é a segunda menor, alcançando em média 13 metros de comprimento e um máximo de 15,5 metros. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos por toda a vida, sendo que seus filhotes podem nascer com aproximadamente 4 metros.

Alimenta-se preferencialmente de pequenos peixes que vivem em cardumes, como sardinhas e anchovas.

Embora a distribuição de alguns balenopterídeos seja freqüentemente costeira, a maioria das espécies é capaz de realizar extensos movimentos transoceânicos - migrando anualmente das áreas de alimentação (altas latitudes) para as águas tropicais para se reproduzirem e terem seus filhotes. Essa idéia, baseada em algumas espécies como Jubarte e Azul, não se aplica as baleias de Bryde, que apesar de pouco conhecidas, sabe-se que não realizam longos movimentos migratórios, e sim curtas migrações, provavelmente seguindo cardumes de presas (sardinhas).

Baleia-de-Bryde em comportamento alimentar.
Baleia-de-Bryde em comportamento alimentar.

Sua ocorrência tem sido reportada para áreas tropicais localizadas entre as latitudes 40ºN e 40ºS. No Brasil, as baleias-de-Bryde ocorrem principalmente na Região Sudeste (S.Paulo e Rio de Janeiro), sendo os registros mais freqüentes na primavera e verão.

No Brasil, as baleias-de-Bryde ocorrem principalmente na Região Sudeste (S.Paulo e Rio de Janeiro), sendo os registros mais freqüentes na primavera e verão. Em áreas costeiras, já foram observadas pela equipe do PROJETO BALEIA DE BRYDE no entorno das Unidades de Conservação paulistas - Parque Estadual da Ilhabela (incluindo ilhas de Vitória e Búzios), Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, Ilha Anchieta e Arquipélago de Alcatrazes.

Área de ocorrência das baleias de Bryde
Área de ocorrência das baleias de Bryde
no mundo.

Normalmente é avistada aos pares ou solitárias, sendo que grupos de baleias têm sido avistados principalmente no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, perseguindo cardumes de sardinha e ainda, algumas vezes em interação alimentar com grupos de atobás (Sula leucogaster).

Baleia-de-Bryde no Parque Estadual
Baleia-de-Bryde no Parque Estadual
Marinho da Laje de Santos, avistada durante os cruzeiros do Projeto Baleia de Bryde

Em áreas oceânicas, a espécie foi avistada pela primeira vez em comportamento de saltos, exposição ventral e de cabeça, na área da Bacia de Campos, aproximadamente na isóbata de 1200m, indicando interação social. Também já foram observados comportamentos de cuidado parental (fêmea com filhote) na isóbata de 3000m.

Como reconhecer uma baleia-de-Bryde:

» Seu corpo pode variar de cinza escuro a preto no dorso e cinza ou branco no ventre;

» A nadadeira dorsal é alta, extremamente falcada e freqüentemente irregular;

» Apresenta três quilhas (saliências) longitudinais no topo do rostro (cabeça);

» O borrifo da baleia-de-Bryde pode atingir 4 metros de altura e tem forma de coluna;

» Nada rapidamente, com mudanças bruscas de direção, muitas vezes em zigue-zague.


Detalhe das três quilhas
longitudinais no topo da cabeça

Detalhe das três quilhas
Detalhe das três quilhas
longitudinais no topo da cabeça

Dorsal falcada da baleia-de-Bryde.
Dorsal falcada da baleia-de-Bryde.

Comportamento característico de baleias-de-Bryde à exposição da dorsal falcada
Comportamento característico de baleias-de-Bryde à exposição da dorsal falcada

Ventre branco
Ventre branco

Borrifo da baleia-de-Bryde - pode atingir até 4m de altura
Borrifo da baleia-de-Bryde - pode atingir até 4m de altura

Fonte: www.cemarbrasil.org

Baleia de Bryde

DESCRIÇÃO

A Baleia de Bryde é a menos conhecida das grandes baleias. Existem sem dúvida várias subespécies, nomeadamente a "pigmeia", "in shore" e "off shore" , mas a sua taxonomia é objecto de um importante debate e bastante controvérsia. O tamanho máximo deste animal pode atingir 15 metros. As fêmeas são maiores que os machos. À nascença a cria mede 4 metros e pesa cerca de 650 Kg. Os indivíduos adultos apresentam um peso médio de 12 toneladas. As fêmeas dão à luz uma única cria de dois em dois anos, durando a gestação de 11 a 12 meses. Estima-se que a esperança de vida desta espécie seja de quarenta anos. Alimentam-se principalmente de pequenos peixes gregários, e por vezes de krill.

OBSERVAÇÕES

Esta espécie foi observada pela primeira vez nos Açores pelo Espaço Talassa em Julho de 2004 A Equipa Espaço Talassa observou e fotografou algumas vezes 2 indivíduos durante este Verão. A presença deste animal nunca foi provada até ao momento nas águas açoreanas. De facto estima-se que a sua população mundial seja de 25 000 indivíduos e a sua distribuição geográfica no Atlântico se situe entre os 40° N e 40° S de latitude. Podem ser facilmente confundidos com a baleia boreal, apesar de nas nossas observaçõesce, o seu comportamento ser mais "activo", saltando frequentemente, a sua velocidade era de cerca de 5 a 6 nós e em especial apresentavam 3 cristas paralelas na cabeça (enquanto que a baleia boreal tem apenas uma). O seu ventre apresentava uma coloração rosa. O seu sopro é estreito e eleva-se a uma altura de 3 a 4 metros. Respira rapidamente, 3 a 4 vezes de seguida, tendo sido observados mergulhos entre 5 e 15 minutos de duração. Nunca foi observada a sua caudal durante o mergulho.

Fonte: www.espacotalassa.com

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