
Como as baleias-jubarte, as francas também migram
para águas brasileiras no inverno e na primavera. Porém, as
francas têm preferência pelas águas costeiras de Santa
Catarina, em algumas vezes seguindo para o litoral norte paulista e para o
litoral carioca.
Chegam a cerca de 15 metros de comprimento na idade adulta, sendo que os filhotes nascem com cerca de 4 metros. Alimentam-se de pequenos crustáceos no extremos sul da América do Sul e na Antártica. Apresentam as nadadeiras peitorais em forma de trapézio e não possuem nadadeira dorsal.
São escuras no dorso e brancas no ventre. Apresentam calosidades na cabeça, que são pequenas cracas (uma espécie de crustáceo) que se fixam em seu corpo, sem causar mal à baleia. A disposição das cracas pela cabeça da baleia-franca permite aos pesquisadores reconhecer diferentes indivíduos em uma determinada área e ao logo do tempo. Foi uma espécie caçada em grandes proporções no hemisfério sul, porém a população remanescente começa a dar os primeiros sinais de recuperação.
As baleias francas são cetáceos de grande tamanho, podendo atingir, segundo registros históricos, mais de 17 metros de comprimento nas fêmeas e pouco menos nos machos, muito embora participantes da caça à baleia franca no litoral do Estado de Santa Catarina nas décadas de 1950/60 afirmem categoricamente que animais com mais de 18 metros foram capturados nas imediações de Garopaba e Imbituba. O corpo é negro e arredondado, sem aleta dorsal e a cabeça ocupa quase um quarto do comprimento total, nela destacando-se a grande curvatura da boca, que abriga, pendentes,

cerca e 250 pares de cerdas da barbatana, que são ásperas e na sua maior extensão negro-oliváceas. O ventre apresenta manchas brancas irregulares. As fêmeas trazem mamilas na região inguinal e glândulas mamárias que podem ser bastante espessas, até cerca de 10cm.

As fêmeas adultas, segundo registros de captura, podem chegar a pesar mais de 60 toneladas, enquanto que para os machos pesos acima de 45 toneladas não são incomuns. A identificação de sexo nas baleias adultas por padrão comportamental é apenas possível no caso de fêmeas adultas acompanhadas de filhotes em suas áreas de reprodução; em outros casos, somente a observação da morfologia da região anogenital é determinante, as fêmeas possuindo fendas mamárias em ambos os lados da fenda

genital e os machos apresentando ausência destas fendas e orifício retal bastante afastado, distinguível, da fenda genital. A camada de gordura que reveste o corpo das baleias francas é notável, podendo chegar a 40cm de largura em alguns pontos.
O "esguicho" das baleias francas é bastante característico,
em forma de "V", resultante do ar aquecido expelido muito rapidamente quando
da respiração e da vaporização de pequena quantidade
de água que se acumula na depressão dos dois orifícios
respiratórios quando o animal emerge para respirar. A altura do esguicho
pode chegar a atingir de 5 a 8 metros, sendo mais visível em dias frios
e com pouco vento, e o som causado pela rápida expelida de ar pode
ser ouvido muitas vezes a centenas de metros.
A mais marcante característica morfológica da espécie,
entretanto, é o conjunto de calosidades ou "verrugas" que apresentam
as baleias francas no alto e nas laterais da cabeça. Trata-se de estruturas
notáveis formadas por espessamentos naturais da pele, que nascem já
com o animal e são relativamente macias em fetos e filhotes recém-nascidos,
mas tornam-se mais rígidas com o crescimento do animal; entretanto,
seu
tamanho relativo e forma não se alteram ou alteram-se pouquíssimo, permitindo seu uso para identificação visual dos indivíduos. As "verrugas" são geralmente acinzentadas ou branco-amareladas, neste último caso - o mais freqüentemente observado - tendo sua cor aparente influenciada pela cobertura maciça de ciamídeos, crustáceos anfípodos que colonizam as "verrugas" dos filhotes pouco após o nascimento, provenientes da pele da própria mãe, e acompanham a baleia franca por toda sua vida. Destes crustáceos, Cyamus ovalis que é branco vive em grande quantidade sobre as calosidades; C. erraticus, alaranjado, vive na base das calosidades ou em depressões da pele, sendo facilmente observado em grandes massas sobre a pele de baleotes pequenos; e C. gracilis, amarelado, forma grupos menores nas calosidades. O papel desempenhado por estes crustáceos acompanhantes das baleias francas - se de parasitas alimentando-se da pele ou meros comensais - ainda não se encontra perfeitamente estabelecido, muito embora não causem dano aparente às baleias.

As nadadeiras peitorais em formato de trapézio também são típicas das baleias francas.
Até o presente a função exata destas calosidades tão características do gênero Eubalaena são objeto de controvérsia, muito embora se tenha demonstrado que elas são utilizadas em interações agressivas entre machos, que portam não raro marcas na pele correspondentes aos arranhões de calosidades de outros indivíduos. Além de agressão intraespecífica, especula-se que o padrão das calosidades, bem como o das manchas brancas ventrais, possa auxiliar no reconhecimento de indivíduos entre os próprios animais.
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Balaenidae
Subordem: Mysticeti
Apresentarem o corpo totalmente negro uma mancha branca na barriga apresenta verrugas (calosidades) na cabeça
Em média: 40 toneladas, podendo alcançar até 100 toneladas
Estimativa de vida: Aproximadamente 60 anos
Comprimento adulto: Máximo de 14 m o macho e 17 m a fêmea
Comprimento médio do filhote ao nascer: 5 metros
Peso médio do filhote ao nascer: 4 toneladas
Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

A Baleia Franca é uma das espécies de cetáceos mais ameaçada de extinção no planeta.
Desde o período colonial tem-se notícia do interesse dos conquistadores e das populações costeiras pelas Baleias Franca, devido a sua espessa capa de gordura que servia para a produção de óleo destinado à iluminação. O pouco que sabemos hoje sobre estas baleias nos assegura que a espécie, apesar de seu tamanho gigantesco (até 18 metros de comprimento), é muito sensível à degradação ambiental provocada pelo homem.
Cinco séculos depois, a história do contato entre o homem e a Baleia Franca está sendo escrita de outra forma.
Todos os anos, de junho a novembro, as Baleias Franca visitam em grande número o sul do Brasil. Neste período, elas encontram refúgio na região costeira que vai de Florianópolis - SC a Torres no Rio Grande do Sul. As baleias procuram esta região em busca de águas mais quentes, para procriar e amamentar os seus filhotes. Até 1973, muitas vezes elas acabavam por encontrar a ameaça dos arpões dos pescadores locais. Neste ano, foi morta a última Baleia Franca em costas brasileiras.
Hoje, a mesma região onde se praticava a caça predatória abriga a APA - Área de Proteção Ambiental - da Baleia Franca. Esta APA cobre toda a região costeira que vai de Florianópolis até o Balneário do Rincão, somando cerca de 140Km. O exemplo catarinense é um marco na história da proteção da Baleia Franca. Em 1995, o estado decretou a espécie como monumento natural catarinense, possibilitando assim a interferência do governo federal em criar mais uma área protegida em nosso país, garantindo assim a sua preservação.
*Fonte: Instituto Baleia Franca
A baleia franca é um mamífero marinho pertencendo ao grupo o qual engloba baleias, botos e golfinhos. Uma das diferenças entre uma baleia franca e um golfinho é que os golfinhos têm dente, enquanto as baleias francas possuem barbatanas no lugar de dentes.
As fêmeas podem atingir mais de 17 metros de comprimento, e os machos, um pouco menos.
O corpo é negro e arredondado, sem nadadeira dorsal, e a cabeça ocupa quase um quarto do comprimento total, nela destacando-se a grande curvatura da boca. O ventre (região da barriga) apresenta manchas brancas irregulares.
Na região da cabeça encontramos as verrugas, que são um conjunto de "calos" que possuem alguns ocupantes que moram ali. O tamanho e forma dessas verrugas não se altera ou se altera pouquíssimo, permitindo seu uso reconhecermos uma determinada baleia como a "Queixinho".
O esguicho ou borrifo também é bastante característico, em forma de "V". A altura do esguicho formado por partículas de ar condensado (e não água como parece) pode chegar a cinco metros. Funciona do mesmo modo que quando está muito frio conseguimos "ver" nossa respiração como uma fumacinha!
Cerca de 50 toneladas. A camada de gordura que reveste o corpo das baleias francas pode chegar a 40 centímetros de largura em alguns pontos.
São animais relativamente lentos, atingindo cerca de 12 quilômetros por hora em deslocamento normal. Velocidade que poderíamos alcançar andando de bicicleta.
Alimentam-se "filtrando" o alimento na superfície, num comportamento que se assemelha ao arrasto superficial de uma rede, em que o animal nada lentamente com a boca aberta, deixando a água fluir por entre as barbatanas expostas que capturam aí os pequenos organismos, como o Krill (pequeno crustáceo semelhante a um camarãozinho) que constituem seu alimento.
Estima-se que a gestação da espécie esteja em torno dos 12 meses. O acasalamento ocorre com diversos machos cortejando uma única fêmea. Os órgãos sexuais de baleias e golfinhos são internos para facilitar a natação.
Nascem normalmente entre junho e dezembro, já com cerca de 5 metros de comprimento e um peso entre 4 e 5 toneladas. Nas primeiras semanas de vida podem adquirir cerca de 50 quilos de peso e 3,0 centímetros de comprimento por dia. Podem chegar a ingerir cerca de 200 litros de leite ao longo de um dia. O leite das baleias é muito gorduroso, chegando a ter 10 vezes mais gordura do que o leite de vaca, assemelhando-se em consistência a um leite condensado, o qual não se mistura à água, facilitando assim a "amamentação" do filhote.
Os filhotes passam todo o ano seguinte ao nascimento na companhia da mãe. Nas primeiras semanas de vida, o filhote passa cerca de 90% do tempo ao redor da mãe.
Como em todos os grandes cetáceos, não se sabe ao certo a idade máxima a que podem chegar as baleias francas. No entanto vários estudos comprovaram que muitas chegam a mais de 80 anos.
As baleias francas passam os meses de janeiro à junho na Antártida, onde alimentam-se do krill.
O litoral centro-sul catarinense é a maternidade e o berçário das baleias francas. Elas encontram nas praias da região águas calmas e temperaturas amenas para terem e cuidarem de seus filhotes.
Existiam em média 100 mil baleias francas no Hemisfério Sul. Hoje existem cerca de 7 mil, espalhadas pela costa da África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil e Nova Zelândia.
Para retirar a gordura que era transformada em óleo para iluminar as cidades e construir casas.
Em vilarejos chamados de Armações.
Fonte: www.praiadorosa.tur.br.