
Banana (bananeira)
Musa X paradisíaca L. / família Musaceae.
Ásia
Folhas e frutos.
Planta com caule suculento e subterrâneo, cujo "falso" tronco é formado pelas bases superpostas das folhas. Folhas grandes de coloração verde-clara e brilhantes. Flores em cachos que surgem em séries a partir do chamado "coração" da bananeira.
Alongado, de casca mole, com a polpa carnosa de coloração amarelada, variável de acordo com a variedade.
Propaga-se por rizoma, por não possuir sementes. Pode ser plantada em todo o território brasileiro durante a estação chuvosa, produzindo o ano todo. As variedades mais cultivadas são: prata, nanica, maçã, terra e pacova. Cresce em áreas com muito sol e não suporta solos encharcados. Um cacho fornece de 5 a 40 Kg, dependendo da variedade.
A maioria das bananas é mais doce quando a casca amarela não tem nenhum traço verde e fica cheia de pontinhos marrons. Para retardar o amadurecimento, mantenha as bananas na geladeira; a casca ficará marrom mas a polpa continuará firme e cremosa por alguns dias.
| Calorias | 62 |
| Kjoules | 266 |
| Niacina | 0,5mg |
| Potássio | 270mg |
| Vitamina B | 60,19mg |
| Vitamina C | 7mg |
Quando não maduras, as bananas são, em geral, de cor verde. Seu sabor é adstringente e intragável; diz-se que ela "pega" na boca. Isto porque, antes da sua maturação, as bananas se compõem, basicamente, de amido e água. Tanto é assim que, com a maioria das bananas verdes, pode-se produzir uma farinha extremamente nutritiva, que tem inúmeras aplicações na alimentação.
Em seu processo de amadurecimento, a maior parte desse amido contido nas bananas transforma-se em açúcar (glicose e sacarose). E é por isso que, de maneira geral, a banana é uma das frutas mais doces entre todas as frutas.
Bananas, existem muitas. As comestíveis são agrupadas em variedades de acordo com a consistência e a coloração da casca e da polpa. Mas, para cada função ou uso, uma é melhor do que a outra, respeitando-se as preferências regionais e pessoais. Bananas de mesa são, por exemplo, as variedades maçã, ouro, prata e nanica, que na verdade é grande, levando esse nome em virtude da baixa altura da planta em que nasce.
Bananas para fritar são as variedades de banana da terra e figo; a nanica, deve ser preparada apenas à milanesa porque, do contrário, desmancha-se na fritura. A banana-chips, novidade deliciosa do norte do Brasil, é feita com a variedade pacova. Banana para cozinhar é especialmente a variedade da terra; e também no norte, a pacova.
Banana para preparar a passa é a prata; bananas para compotas são as variedades figo e nanica; banana para bananadas, doces de colher e de cortar, são de preferência a prata, mas também a nanica; banana para farinhas são quase todas quando verdes. Além disso tudo, as bananas entram como ingrediente em uma grande quantidade de pratos salgados típicos das culinárias regionais brasileiras.
Considerada por muitos, a fruta perfeita, a banana é fruta de muitas qualidades: amadurece aos poucos, fora do pé, facilitando a colheita, o transporte e o aproveitamento; é fácil de mastigar, nem muito dura, nem muito mole, não dá trabalho para descascar; é fácil de comer e não suja as mãos com sucos e caldos; tem um gosto bom, nem doce demais, nem azeda; não é enjoativa ou indigesta, é altamente nutritiva, bastando umas poucas para matar a fome; e totalmente aproveitável e sem caroços; não tem espinhos, nem fiapos e nem bichos, nasce em todo tipo de solo e pode ser encontrada durante o ano inteiro.
O Brasil é o maior produtor e consumidor mundial de banana. Colhe anualmente, cerca de 570 milhões de cachos, o que corresponde a um volume de pelo menos 15 milhões de toneladas, em uma área plantada de cerca de 500 mil hectares. A tendência, no país, é aumentar a exportação, embora ainda haja espaço para o crescimento do consumo no mercado interno.
As bananeiras pertencem à família botânica Musaceae e são originárias do Extremo Oriente. É uma planta típica das regiões úmidas com crescimento contínuo, hibernando somente em condições de temperatura ou umidade desfavoráveis. Sua altura varia de 1,8 a 8,0m.
Dada a característica de emitir sempre novos rebentos, o bananal é permanente na área, porém com as plantas se renovando ciclicamente. A banana é um alimento energético, sendo composta basicamente de água e carboidratos, contém pouca proteína e gordura. É rica em sais minerais com sódio, magnésio, fósforo e, especialmente, potássio. Há predominância de vitamina C, contendo também A, B2, B6 e niacina, entre outras.
Para exportação e mercado interno
Grande Naine, Jangada, Lacatan, Nanica, Nanicão, Poyo, Piruá, Valery e Willians
Mercado interno-mesa
Branca, Colatina Ouro, Enxerto (Prata Anã), Grande Naine, Leite, Maçã, Mysore, Jangada, Nanica, Nanicão, Ouro, Ouro da Mata, Pachá Naadan, Padath, Platina, Poyo, Prata, Prata Zulu, São Domingos e São Tomé
Para fritar
Farta Velhaco, Figo cinza, Figo Vermelha, Maranhão, Ouro, Terra, Terra Caturra e Terrinha
Compota
Grande Naine, Nanica, Nanicão, Ouro, Piruá, São Domingos e Valery
Doce em massa
Branca, Grande Naine, Jangada, Nanica, Nanicão, Prata, Piruá, Valery e Willians
Purê
Grande Naine, Jangada, Lacatan, Nanica, Nanicão, Poyo, Piruá, Valery e Willians.
A temperatura ideal para a bananeira está entre 20 e 24ºC, sendo aceitável a faixa de 15 a 35ºC. Temperaturas acima de 35ºC e, especialmente, abaixo de 12ºC provocam paralisação no seu desenvolvimento e danos aos frutos. O cultivar Nanica é o mais sensível ao frio e Maçã, o mais resistente. Evitar áreas com ocorrência de geadas ou ventos fortes. O total de chuvas por ano deve ser superior a 1.800mm, chegando-se a um consumo de água em áreas irrigadas de 3.000mm ao ano.
O cultivar Ouro é pouco tolerante à falta de água, o Nanica e Nanicão, medianamente tolerantes, os outros resistem mais a períodos de seca. Umidade relativa alta, acima de 80%, favorece o desenvolvimento das plantas, entretanto, em áreas mais úmidas há maior incidência de doenças nas folhas e frutos. Preferir solos bem drenados (lençol freático abaixo de 60cm), pouco acidentados e evitar os sujeitos à inundação.
Plantar em nível; na formação do bananal em relevo acidentado, capinar ruas alternadas, utilizar culturas de cobertura entre as fileiras de plantas ou manter o solo coberto, manejando a vegetação espontânea com raçadeira ou herbicida. Dispor os pseudocaules cortados em fileiras, formando curvas de nível.
Retirar mudas de bananeiras livres de nematóide, broca ou mal-do-panamá. Escalpelar toda a parte escura do rizoma. Em muda tipo filhote, eliminar raízes velhas. No caso de aquisição de mudas produzidas por biotecnologia, exigir garantia quanto ao percentual máximo de ocorrência de mutação somaclonal.
Podem ser empregadas mudas tipo pedaço de rizoma ou rizoma inteiro (chifrinho, chifre, chifrão, replante ou guarda-chuva). Quanto mais leve a muda, mais tempo para frutificar. Mudas produzidas por biotecnologia são mais precoces e perfilham mais. Colocar pouca terra sobre a muda; por ocasião da primeira capina, completar o fechamento da cova ou sulco.
Dispondo de irrigação, o plantio pode ser feito todo o ano; sem irrigação, preferir o início da estação das chuvas. No caso de mudas obtidas a partir de cultura de tecidos, plantá-las diretamente no campo somente se houver boas condições de umidade. Evitar o plantio em épocas com temperaturas menores que 15ºC.
cultivares de porte baixo ou médio – 2 x 2m ou 2 x 2,5m
porte alto – 2 x 3m ou 3 x 3m.
Porte baixo ou médio: 2.000 ou 2.500 mudas por hectare; porte alto: 1.111 ou 1.333 mudas por hectare.
30 x 30 x 30cm ou sulcos em nível com 30cm de profundidade.
Proceder à análise de solo para determinar as necessidades de adubação e calagem. A quantidade de adubo por planta varia em função de uma meta de produtividade, dos teores de P e K do solo e do espaçamento do bananal. Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%, usando sempre calcário dolomítico; manter o nível de Mg acima de 9,0mmolc/dm3.
Aplicar antes do plantio, por cova, 10 litros de esterco de curral curtido ou 2 litros de esterco de aves ou 1 litro de torta de mamona, especialmente em solos arenosos. Para uma meta de produtividade entre 20 a 50 t/ha e, dependendo do teor de P no solo (alto, médio ou baixo), aplicar 20 a 100 kg/ha de P2O5, misturados com a terra no fundo da cova ou sulco. Em solos deficientes, aplicar também 5kg/ha de Zn.
Para a mesma meta de produtividade e dependendo dos teores de P e K no solo, aplicar 40 a 70 kg/ha de N e 30 a 120 kg/ha de K2O aos 30-40 dias após o plantio. Aos 70 a 90 dias, aplicar 20 a 100 kg/ha de P2O5, mais 90 a 180 kg/ha de N e 70 a 280 kg/ha de K2O. Aos 120-150 dias aplicar mais 60 a 100 kg/ha de N, 50 a 170 kg/ha de K2O. Utilizar adubos (fontes de N ou P) que forneçam sulfato (30 kg/ha/ano de S). Distribuir o adubo em círculos de 100cm de diâmetro ao redor das plantas.
As adubações anuais de N, P e K, por família de plantas, deverão ser ajustadas em função da produtividade esperada e dos teores de P e K obtidos pela análise de solo. Parcelar a adubação em três vezes (início, meio e fim da estação das chuvas) e em áreas irrigadas em seis vezes, distribuindo o adubo em uma faixa a 40cm, em semicírculo de 100cm de raio, na frente do rebento mais jovem (sentido do caminhamento do bananal). Aplicar por ano 120 a 500 kg/ha de N, 20 a 260 kg/ha de P2O5 e 130 a 730 kg/ha de K2O.
Broca e nematóides
Plantar somente mudas livres de broca e nematóides; aos 30 dias após o plantio, aplicar nematicida sistêmico rente à muda e antes de fechar a cova, repetindo o tratamento após 6 meses. Em mudas obtidas por biotecnologia e em áreas livres de nematóide, não é preciso fazer esse tratamento no plantio. No bananal em produção, aplicar o nematicida logo após a colheita dentro da planta-mãe com o auxílio da lurdinha. Após 6 meses, repetir o tratamento dividindo a dose entre os filhos desbastados.
Vírus
Eliminar todas as plantas com sintomas.
Mal-de-sigatoka
Atomizar mensalmente de outubro a maio, óleo mineral com fungicida.
Mal-do-panamá
Utilizar cultivares tolerantes.
Efetuar reformas periódicas nos bananais. Um indicador de ordem prática do momento em que o bananal exige uma reforma é a inexistência de neto quando da colheita da mãe.
Manter o solo sempre limpo com capinas manuais ou herbicida em jato dirigido. Em terrenos declivosos, fazer somente roçadas ou usar herbicida de contato. Não empregar cultivares em bananais com mais de 1m de altura. Após as adubações, eliminar as folhas velhas com penado ou facão e retirar as brotações supérfluas com a lurdinha, deixando apenas uma família por cova. Escorar os cachos em bananais com raízes fracas ou em áreas sujeitas a ventos fortes.
O ano todo, 12 meses após o plantio, quando a fruta atingir a plenitude de seu desenvolvimento (mercado interno) ou segundo o diâmetro da fruta solicitado pelo importador.
Um cacho por pé ao ano, com peso, segundo o cultivar, de 5 a 80kg.
Feijão de mesa, apenas no período de formação. Não usar gramíneas.
A comercialização de frutos em cachos tende a diminuir, evoluindo para penca ou buquê (6 a 8 bananas) acondicionado em embalagens padronizadas (torito, caixa de madeira ou papelão). Frutos para mercados próximos podem ser climatizados (amadurecidos em estufa) nas regiões produtoras, para áreas mais diferentes, climatizar no destino.
Fonte: www.todafruta.com.br
Originária da Ásia meridional, de onde se difundiu para a África e a América - é uma fruta deliciosa, nutritiva, medicinal. É ligeiramente diurética e laxativa. É um fator terapêutico em certas enterites, sendo também aconselhável aos convalescentes em geral.
Entre todas as frutas, nenhuma se compara à banana em vários aspectos. Nenhuma outra é tão apreciada pelo homem e, principalmente, pela criança. Os petizes preferem bananas a qualquer outra fruta.
É uma fruta para todas as idades, para todas as mesas, para todas as classes sociais. Crianças e velhos, sãos e enfermos, ricos e pobres, todos podem usufruir a paradisíaca. É a fruta das frutas.

Crua, assada, cozida, seca ao sol ou passada no melado, em doces, caldos ou compotas, a banana é um alimento de primeira grandeza. Deve-se, porém, preferi-la sempre crua. Transformada em farinha, dá um alimento especial, muito nutritivo, recomendado, em mingaus, às crianças pequenas e debilitadas.
No Brasil são conhecidas mais de 30 variedades de bananas, sendo as mais comuns: nanica, prata, ouro, maçã, d'água, são-tomé, figo, da-terra, cacau, abóbora, chocolate, manteiga, etc.
O valor alimentício da banana reside principalmente no seu teor em hidratos de carbono, que vai de 20,80% na banana são-tomé a 36,80% na banana-ouro. Entre os sais minerais contidos na banana destacam-se o potássio, o fósforo, o cloro, o magnésio, o enxofre, o silício e o ferro. A banana contém as vitaminas A, B1, B2, PP (Niacina) e C.
A banana deve ser comida ao natural ou misturada, em saladas, com outras frutas. Podemos usar, também, com vantagem, os doces de banana, que devem ser preparados sem açúcar, pois a própria fruta já é consideravelmente doce, as bananas dessecadas e a farinha de banana, que são alimentos principalmente energéticos.
A banana-prata madura pode ser incluída na dieta infantil desde os 6 meses de idade. Passada no liquidificador, é incluída na mamadeira com leite, sem açúcar. O próprio adocicado da banana é suficiente para adoçar.
As frutas, saudáveis, devem substituir as nocivas guloseimas, devoradas avidamente pelas crianças. A banana ao natural é exemplo de excelente substituto para qualquer guloseima.
A banana não é, relativamente, muito rica em ferro, mas tendo em vista sua boa aceitação, que facilita um consumo liberal, três a cinco unidades podem contribuir aproximadamente com 20 a 30% da quantidade de ferro requerida para um dia.
Assar a muda pequena da bananeira-maçã, com raiz e tudo, cortada em rodelas. Depois espremer para obter o caldo, misturar com mel de abelha e tomar diariamente um cálice.
Fazer algumas refeições de banana-prata madura, sem misturar com outro alimento. Pode-se, eventualmente, usar banana com iogurte natural, em refeição exclusiva.
Recomenda-se a banana-nanica (ou banana d'água ou banana-caturra). Fazer, em jejum, uma refeição com esta banana, crua, sem misturar com outro alimento.
Proceder como indicado em inflamações em geral.
A banana pode ser incluída no programa alimentar de convalescentes de desnutrição, haja vista que é alimento rico em calorias e vitaminas. Seria vantajoso incluí-la na merenda escolar.
Tomar o caldo do cozimento da banana-maçã verde. Pode-se também usar a banana-prata quase madura amassada, sem misturar com outro alimento. Algumas colheres de chá, da seiva da bananeira (uso interno), são também indicadas.
Proceder como indicado em colite.
Recomenda-se a banana-prata cozida, utilizada esporadicamente na alimentação, como refeição, sem misturar com outro alimento.
Aplicar nódoa da bananeira diretamente sobre a ferida, que deve estar limpa. Observar os cuidados de assepsia.
Proceder como indicado em gota.
Fazer freqüentemente refeições exclusivas de banana, sem misturar com outro alimento.
Aplicar compressas locais com a seiva da bananeira.
O mesmo método indicado em rins, desordens dos.
Fazer um corte no caule da bananeira-maçã, a mais ou menos um metro, e abrir uma cavidade capaz de conter um frasco, que ali se introduz para se recolher cheio no dia seguinte. Tomar à noite três goles durante três dias.
Aplicar localmente a casca da banana (fresca, parte interna) em compressas. Renovar a cada duas horas.
Ver rins, desordens dos. Diluir a seiva da bananeira em água (três colheres de sopa da seiva para cada 100 ml de água); tomar duas ou três xícaras por dia.
Fazer compressas locais com a casca da banana (parte de dentro). Renovar a cada três horas.
Os obesos não devem abusar da banana. É preciso usá-la com regra. Algumas refeições esporádicas exclusivas de banana-prata (uma ou duas unidades pequenas) são indicáveis.
As doenças neurológicas que levam a paralisias são às vezes tratáveis com vitaminas do complexo B. A banana, como fonte dessas vitaminas, é adequada nesses casos como elemento dietético.
Comer a banana ligeiramente assada, exalando seu aroma (qualquer espécie de banana).
Proceder como indicado em inflamações em geral.
Fazer esporadicamente algumas refeições exclusivas de banana.
Aplica-se, com algodão, a seiva da bananeira localmente. Observar cuidados de assepsia.
Fonte: www.portalnatural.com.br