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Banana

Banana

Esta fruta é conhecida popularmente como Bananeira, cujo o nome científico é Musa X paradisíaca L e é pertencente à família Musácea.

Originária das regiões tropicais da Índia e da Malaia, a banana já era conhecida e cultivada há mais de 4000 anos.

A banana chegou ao nosso conhecimento trazida pelos árabes nas suas embarcações como uma fruta muito valiosa. O nome “ banan” também foram os árabes que deram e tem o significado de dedo.

E assim começaram a cultivar a fruta e exportar para a Europa, mas a banana só conquistou o mundo quando Tomás Berlonga, um missionário resolveu levar a fruta ao conhecimento de novos povos e outros agricultores . O cultivo da fruta se expandiu pelo Caribe e pela América do Sul dando aumento a economia.

A história da banana foi escrita no 1º século de nossa era pelo romano Plínio, (23 à 79 a.C.) que chama a banana de fruta dos sábios. Para ele, a banana é exótica e observando seus efeitos, viu que produzia benefícios sobre a atividade mental.

Seu cultivo se propaga por rizoma, por não possuir sementes. Pode ser plantada em todo o território brasileiro durante a estação chuvosa, produzindo o ano todo. As variedades mais cultivadas são: prata, nanica, maçã, terra e pacova. Cresce em áreas com muito sol e não suporta solos encharcados. Um cacho fornece de 5 a 40 Kg, dependendo da variedade.

O principal produtor de banana é o Brasil, estando concentrado até 1960 em São Paulo, e depois se expandindo aos estados do Sul e Nordeste. Consequentemente é também o maior exportador da fruta, exportando para os países europeus e principalmente para os Estados Unidos.

O grau nutritivo da banana é encontrado principalmente no seu teor em hidratos de carbono. Entre os sais minerais destacam-se: o potássio, o sódio, o fósforo, o cloro, o magnésio, o enxofre, o silício, o cálcio.

A banana contém as vitaminas A, B1, B2, B5 e C, além de algumas outras que não são tão importantes para o nosso organismo.

Ela é recomendada para todas as idades, e condições financeiras, sendo considerada um alimento saboroso, saudável, substancial e nutritivo.

É largamente utilizada na culinária brasileira. No exterior a banana é vista como uma fruta fina, que é obrigatoriamente servida como sobremesa nos hotéis e é inserida na alimentação das crianças desde muito cedo, passada no liqüidificador e incluída na mamadeira.

Fonte: www.coresesaborestropicais.hpg.ig.com.br

Banana

Banana da terra

Banana

Nome Científico

Musa sapientum, Linneo

Nome Popular

Bananeira da terra, Banana comum, Banana comprida e Pacoba

Habitat

Em diversas tribos indígenas é chamada de banala ou banará, de onde os portugueses tiraram a denominação vulgar.

Descrição da Planta

A sua haste é mais vigorosa e não tão elevada como a banana prata, as suas folhas são muito maiores, de cor verde clara e o cacho é bem desenvolvido. Os frutos são de 25cm de comprimento sobre 4 de diâmetro, geralmente um tanto recurvados, com os ângulos salientes, a extremidade delgada e a casca de 3 a 6 mm de grossura, forte, de cor amarela quando maduros, muitas vezes manchados de preto, com a parte carnosa compacta, um pouco dura, de cor branca amarelada, de sabor fraco adocicado e não muito suculenta. Desta espécie derivam muitas variedades.

As raízes tuberosas chamadas inhame de bananeira ou soca são alongadas ou arredondadas, carnosas e cheias de raízes fibrosas um pouco suculentas. Costumam pesar entre 7 e 15kg;

Partes Usadas: frutos, raízes tuberosas, caule e flor

História Química

O fruto da bananeira ou vulgarmente a banana, completamente desenvolvido e não maduro, privado da casca, consta de uma massa sólida, de sabor fortemente adstringente, desagradável, contendo 70% de umidade, ácido tanico, amido, gluco-tanino, sacarose, substâncias gordurosas, albuminoides, ácido tartárico, malico etc. que pelo amadurecimento do fruto passam por várias transformações. Isto é no fruto maduro desaparece o amido, ácido tanico, gluco tanino, e aumenta a glicose, a sacarose e as substâncias proteicas, os ácidos orgânicos.

O químico L. Ricciardi, procurou verificar quais as causa que davam lugar a estas transformações e fez a sua verificação através da porcentagem de açúcar nos frutos verdes, nos amadurecidos na planta e nos que foram amadurecidos depois de colhidos.

Os resultados obtidos com os frutos amadurecidos no pé, o açúcar encontrado acha-se em sua quase totalidade no estado de sacarose, e nos que amadurecem depois de colhidos o açúcar existe somente no estado de glicose.

A banana da terra contem 3,208% de substância azotada, a maça 2,607%, a ouro 2,517%, a prata 2,443% e a S. Thomé 2,191%; de onde se deduz quimicamente que apesar da banana da terra ser a mais nutritiva, a maçã e a ouro contem menos substância azotada, especialmente a maçã, são as mais saborosas, não pela quantidade de sacarina que encerram, mas pela pouca porcentagem de ácidos orgânicos, vindo em seguida a banana prata e a de S. Thomé, sendo ambas pouco nutritivas, principalmente a última, que contem muita água.

As cascas de banana prata tem 6,59% de substâncias assimiláveis, e as cinzas 7,6% de ácido silicico, 47,98% de carbonato e sulfato de potassa; 5,66% de fosfato de potassa, de sódio e cloruteto de sódio; 7,1% de fosfato de cal; 6,58% de carbonato de soda e 25,18% de clorureto de potassa.

O tronco da bananeira (prata) ou pseudo colmo contem um suco aquoso, transparente, levemente azulado ou amarelado, de sabor adstringente, sem aroma, de reação ácida, e quando em contato com o ar forma-se na sua superfície uma camada preta azulada e o líquido cora-se em castanho claro e torna-se mais ou menos opalescente.

As raízes cortadas ao meio apresentam superfície branca, cheia de poros, por onde sai um suco leitoso, viscoso, que em contato com o ar cora-se em amarelo, que passa a pardacento e depois ao castanho roxeado.

O princípio que denominamos Musaina é um glicoside que cristaliza em prismas transparentes incolores, de sabor fracamente salino, solúvel na água, pouco no éter e no álcool, insolúvel no clorofôrmio, no éter de petróleo e na benzina.

A solução aquosa deste princípio dá com o biclorureto de platina um precipitado amarelo, e com alguns reativos dos alcalóides também precipita.

O ácido Musainico cristaliza em agulhas finas, incolores e semi transparentes de sabor ácido stiptico: na platina incandescente volatísa-se completamente: é solúvel na água, no álcool e no éter a quente; a solução aquosa tem reação fortemente ácida, tratada pelo perclorureto de ferro não dá reação, neutralizada

Pela amonea cora-se em roxo, passando ao avermelhado.

Estes princípios podem ser obtidos da seguinte maneira:

Esgota-se as raízes pelo álcool, reune-se os líquidos, destila-se, esgota-se o resíduo a quente pela água distilada, filtra-se, trata-se a solução pelo acetato de chumbo líquido até não precipitar mais; separa-se o precipitado, lava-se bem e decompõem-se pelo gás ácido sulfidrico, filtra-se novamente, evapora-se o líquido filtrado e esgota-se o resíduo pelo álcool fervendo, que evaporado no vácuo dá o Ácido Musainico que é purificado por soluções repetidas e cristalizações no álcool.

Do líquido separado do precipitado de chumbo, isola-se a Musaina pelo mesmo processo com ligeiras modificações.

A resina amarela é semi líquida, solúvel no éter sulfurico e no álcool absoluto; exposta ao ar cora-se em pardacento, passando ao preto, e é a ela que a raiz deve a propriedade de escurecer quando cortada e exposta ao ar livre.

O ácido resinoso forma um pó de cor castanho clara, inodoro e sem sabor, dissolve-se no álcool de diversas concentrações e nos alcalis cáusticos, a sua solução alcoólica dá com os sais metálicos precipitados característicos.

A gluco tanino é uma substância particular que se assemelha a glicose e ao tanino, isto é, dá reações deste e daquele, que encontramos em quase todas as raízes tuberosas das nossas Araceas, nas de algumas Scitamineas, nos frutos de várias Myrtaceas e Rubiaceas, nas Dioscoriaceas, etc. É um pó amarelo, de sabor fracamente adstringente, solúvel na água e no álcool a 24C, na platina incandescente arde, intumescendo-se e dado um carvão muito leve e volumoso; a solução aquosa tratada pelo perclorureto de ferro líquido cora-se em preto esverdeado pelo reativo de Fehling dá a reação de glicose; com o iodo combina-se dando um corpo incolor; esta substância acha-se nos frutos verdes ou incompletamente maduros e provavelmente preenche importante papel, nos diversos fenômenos que passam-se durante o estado verde maduro, transformando o açúcar cristalizado e o amido em glicose.

As cinzas dos pseudo colmos são usadas para fabricar soda por conterem cerca de 33% desta substância, e a sua exploração seria de muita vantagem na indústria de saboaria.

Propriedades Medicinais: Esta seiva ou suco é usado como adstringente e também contra certas moléstias das vias urinárias; internamente dá-se nas afecções dos rins e no catarro da bexiga e em clisteres nas hemorragia, e misturado em partes iguais de água serve para curar aftas. Nas leucorréias e gonorréias usam o suco em banhos 4 vezes ao dia e internamente o xarope na dose de 3 colheres.

Na queda de cabelo. Assim como na alopecia usam o suco em loção todos os dias sobre o couro cabeludo, outros friccionam a cabeça com pequenos pedaços de talo para os mesmos fins.

Nas diarréias e disenterias crônicas e rebeldes é o suco feito xarope, considerado remédio milagroso,

Preparando o xarope: Preparado na própria planta. Corta-se a haste, faz-se um buraco, tira o miolo e enche com açúcar refinado; tampa-se com uma lâmina de vidro e no dia seguinte retira-se o xarope transparente, que é usado em 4 colheres de sopa ao dia. Dizem que este xarope é muito útil na tísica, tuberculose. Também se faz xarope das flores da bananeira

O cozimento das folhas é usado em loção na urticária, em banhos nas inflamações dos testículos e na erisipela.

As folhas verdes untadas com óleo de amendoim aquecido são usadas para resolver tumores, assim como curativo de feridas crônicas.

A tintura é feita com a haste contusa e álcool de 40C em partes iguais e aromatizada com essência de lima é usada como tônico para os cabelos.

O suco do tronco misturado com água e mel serve como curativo as aftas e das inflamações de laringe; misturando com o dobro de água é muito usado pelo povo contra hemorragias uterinas, e como adstringente nas afeções das vias urinárias.

Fonte: www.tomdaservas.com.br

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