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Bananeira

PROPAGAÇÃO DA BANANEIRA

A bananeira é propagada sexuada e assexuadamente.

A propagação sexuada é limitada apenas a trabalhos de melhoramento.

As bananeiras de frutos comestíveis geralmente não possuem sementes e são propagadas assexuadamente através do rizoma que contém gemas, das quais se originam as mudas.

TIPOS DE MUDAS

A bananeira produz geralmente os seguintes tipos de mudas:

a) Chifrinho

b) Chifre

c) Chifrão

d) Guarda-chuva

e) Muda adulta ou alta

f) Pedaços de rizoma

Chifrinho: é a muda que tem de 0,20 a 0,30m de altura, com 2 a 3 meses de idade.

Chifre: muda com altura de 0,50 a 0,60m apresentando folhas lanceoladas.

Chifrão: muda com idade de 7 a 9 meses apresentando a primeira folha normal.

Guarda-chuva: muda nova com folhas largas e pouca diferença entre o diâmetro da base e da roseta foliar. Este tipo de muda não é recomendado para plantio.

Muda adulta ou alta: muda com idade de 10 a 12 meses. É utilizada em replantio.

Pedaços de rizoma: muda obtida através de fragmentação do rizoma, devendo cada fragmento apresentar uma ou mais gemas.

SELEÇÃO DAS MUDAS

Na seleção do material de plantio deve-se ter o cuidado de obter a maior quantidade de mudas da mesma origem, a fim de evitar as variações clonais (14, 15).

Além disso, deve-se escolher bananais em bom estado fitossanitário, com plantas vgorosas e produtivas. Deve-se, portanto, evitar colher mudas de plantas que apresentem sistema radicular e rizoma deformados, necroses, galerias de brocas, ou qualquer outra anormalidade (4, 6, 7, 8, 11, 13).

PREPARO DAS MUDAS

Após o arranquio, as mudas são submetidas a uma limpeza, que consiste na retirada da terra aderida, eliminação das raizes e descorticamento para a remoção de ovos e larvas de broca e de nematóides (6, 8, 11). As mudas neste momento devem ser selecionadas por tamanho, em lotes cujo peso seja uniforme, objetivando-se uma mesma época de colheita. No caso da muda de pedaço de rizoma após a toalete é feito o retalhamento radial do rizoma em pedaços em torno de 1kg.

A seguir, é procedido o tratamento fitossanitário que consiste em mergulhar as mudas em uma solução de Aldrin 40 PM em água na concentração de 0,15 a 0,2%, por um período de 5 a 10 minutos. Um volume de 100 litros de solução é o suficiente para tratar aproximadamente 500 mudas (1, 6, 8, 11, 14, 15).

As mudas do tipo filhote (chifrinho, chifre e chifrão) devem ser plantadas no mesmo dia em que forem preparadas. No entanto, se isto não acontecer, elas deverão ser conservadas na posição vertical para que a brotação da gema apical não se interrompa, provocando a brotação das gemas laterais, o que não é recomendável (9, 14).

No caso das mudas do tipo pedaço de rizoma, que geralmente são utilizadas em grandes áreas de plantio e na escassez de material de propagação, estas devem ser transportadas para o local definitivo, onde serão submetidas à ceva (1, 7, 9, 14). Segundo Moreira (9), a ceva é uma operação pela qual se dá condições para iniciar o desenvolvimento do sistema radicular, como também acelerar o intumescimento das gemas laterais.

Ela consiste em colocar os pedaços de rizoma, um ao lado do outro, de maneira semelhante à que se encontra na planta-mãe, em canteiros de comprimento variável e largura de até 1,20m.

Os canteiros são feitos diretamente no solo, tendo-se o cuidado de evitar locais que inundem, a fim de não haver encharcamento das mudas. Em seguida, as mudas são regadas com uma solução inseticida de Aldrin 40 PM, cobertas com plástico para evitar sua desidratação e sobre este plástico coloca-se uma camada de folhas para evitar a incidênda direta de raios solares nas mudas.

A partir do 21° dia, as mudas serão inspecionadas semanalmente, e as que apresentarem gemas intumecidas e raízes com 2 a 4cm, serão levadas para o local definitivo (1, 7, 9).

MUDAS DE VIVEIRO

Quando não se dispõe de quantidades suficientes de mudas para o plantio pode-se recorrer à técnica de produção de mudas em viveiro (9, 12). Esta técnica, segundo Moreira (9), consiste em arrancar um grande número de rizomas de plantas selecionadas, fragmentá-las em pedaços de 200 a 300g. No caso dos rizomas de plantas que já produziram cacho ou sofreram a diferenciação floral, os rizomas são muito grandes, necessitando serem retalhados radial e horizontalmente, porém obedecendo aos pesos indicados.

De um rizoma de uma planta adulta, pode-se obter de 6 a 10 mudas e de uma touceira (mãe e filhos) que não produziu e não sofreu desbaste pode-se obter de 30 a 35 mudas para utilização no viveiro.

Logo após a preparação das mudas, estas deverão receber o mesmo trato fitossanitáno referido anteriormente e em seguida submetidas à ceva, de onde sairão para o plantio no viveiro.

De preferência o local onde será instalado o viveiro, não deverá ter sido anteriormente cultivado com bananeiras, pelo menos por um período de três anos. Previamente, esta área deverá ser preparada (aração e gradagem).

O sistema de plantio pode ser feito de 2 maneiras: em sulcos de 0,20m de profundidade e em covas com 0,30m x 0,30m x 0,20m. Para ambos o espaçamento adotado será de 1,0m x 1,0m, com uma densidade de 10.000 mudas por hectare. No plantio as mudas deverão ser cobertas com uma camada de terra solta de aproximadamente 5cm, a fim de facilitar a saída e abertura das primeiras folhas, bem como evitar o apodrecimento devido ao excesso de água. Porém, quando as mudas brotarem, chega-se mais terra junto delas.

Recomenda-se utilizar 3 litros de esterco de curral bem curtido em cada cova ou em cada metro de sulco, antes do plantio.

Caso ocorra estiagem, deve-se proceder a irrigação das mudas.

Quando as plantas atingirem uma altura de 0,40 a 0,50m, procede-se a eliminação das folhas secas e aplica-se em cobertura, 30g de sulfato de amônio por planta, repetindo-se esta adubaçâo em intervalos de 30 dias.

Decorridos 6 meses do plantio, deve-se proceder novamente o retalhamento dos rizomas formados, seguindo-se as mesmas técnicas citadas anteriormente, onde cada planta poderá fornecer de 8 a 10 mudas, podendo-se obter assim 100 mudas no prazo de 15 meses, com peso de 400g. Por outro lado, havendo necessidade de se utilizar muda alta, em vez do retalhamento, corta-se o pseudocaule ao nível do solo e elimina-se a gema apical, a fim de forçar o desenvolvimento dos filhotes.

PRODUÇÃO RÁPIDA DE MUDAS DE BANANEIRA

Algumas técnicas de propagação rápida têm sido alvo de estudo pela pesquisa, com boas perspectivas para o seu aproveitamento em escala comercial.

A técnica proposta por Ascenso (2), consiste em plantar rizomas inclinados, com 3kg e pelo menos 2 gemas brotadas, em covas espaçadas de 2,0m x 1,5m e cobertas com 0,25 a 0,30m de terra.

Nessa ocasião, é procedida uma adubaçâo com 720g de sulfato de amônio em 4 aplicações. Em seguida, à medida que forem nascendo os filhotes e que atingirem de 0,15 a 0,20m de altura, estes serão arrancados e plantados em viveiro no espaçamento de 1,5m x 1,5m, onde serão aplicados 400g de sulfato de amônio parcelados em 8 vezes por ano. Com esta técnica se obtém em 9 meses de 9 a 30 filhotes.

Uma outra técnica conhecida é a Barker (3) que consiste no rasgamento progressivo das bainhas foliares da planta-mâe a partir do momento em que os filhotes se apresentam com uma altura de 0,60 a 0,90m. Neste estágio, retiram-se todos os filhotes cujos rizomas já tenham atingido aproximadamente 750g.

A seguir, junta-se terra à planta e 7 dias após a remoção das mudas, inicia-se o rasgamento das 3 bainhas mais velhas da seguinte maneira: a bainha da folha é liberada do pseudocaule e cortada a uma altura de 1,20m do solo; em seguida, dá-se cortes longitudinais até o ponto de inserção da folha, e a mesma é arrancada por torções.

A seguir, amontoa-se terra e deixa-se desenvolver as gemas. A partir desta fase, o rasgamento das bainhas e a remoção das mudas serão feitos simultaneamente a cada 15 dias de intervalo. Com esta técnica o autor conseguiu obter 20,6 mudas no período de 6 meses.

Lima (5), em trabalho desenvolvido no Brasil, testando algumas técnicas de multiplicação rápida, comprovou a eficiência do método de Barker descrito anteriormente, mas, devido a aspectos econômicos e práticos, considera a obtenção de mudas a partir de plantas intactas mais conveniente, apesar do menor número de mudas produzidas.

REFERÊNCIAS

ALVES, E.J.; ZEM, A.C.; LUCCHINI, F.; PEREIRA, L.V.; OLIVEIRA, S.L.; CINTRA, F.L.D. Instruções práticas para o cultivo da banana. Cruz das Almas: EMBRAPA/CNPMF, 1980. 44p. (Circular técnica, 6).
ASCENSO, J.C. Uma técnica simples para a multiplicação acelerada da bananeira. Agron. Moçamb., Lourenço Marques, 1(4):159-162, 1967.
BARKER, W.G. A system of maximum multiplication of the banana plant. Trop. Agric., Trin., 36(4):275-284, 1959.
CHAMPION, J. El plátano. Barcelona: Ed. Blume, 1968. 247p.
LIMA, V. de P.M.S. Processos para acelerar a multiplicação da bananeira (Cultivar "Nanicão"). Piracicaba: ESALQ, 1971. 36p. (Tese Mestrado).
MANICA, I. Cultura da bananeira. Viçosa: UFV, 1971. 18p. (Série técnica - Boletim 29).
MARCIANI - BENDEZU, J. Implantação da cultura da bananeira. Inf. Agrop., Belo Horizonte, 6(63):21-23, 1980.
MEDINA, J.C.; BLEINROTH, E.W.; DE MARTIN, Z.J.; TRAVAGLINI, D.A.; OKADA, M.; QUAST, D.G.; HASHIZUME, T.; RENESTO, O.V.; MORETTI, V.A. Banana: da cultura ao processamento e comercialização. Campinas: ITAL. 1978. 197p (Série frutas tropicais, 3).
MOREIRA, R.S. Curso de bananicultura. São Gonçalo: BNB/DNOCS, 1975. 95p.
PENELLA, J.S. El plátano y el cambur. Caracas: MAC/IAN/BAP/CBR, S.d. 39p. (Série de cultivos, 8).
SIMÃO, S. Manual de fruticultura. São Paulo: Ceres, 1972. 530p. SIMMONDS, N.W. Bananas. London: Longmans, 1959. 466p.
SISTEMA de produção para banana. Guarapan, ES: ENCAPA/EMATER-ES/ EMBRAPA, 1976. 40p. (Circular, 97).
SISTEMA de produção para a banana do Estado do Rio de Janeiro. Araruama, RJ, S.A.A./PESAGRO-RIO/EMATER-Rio/l.A.C.-SP/IB-SP/EMBRAPA. 1976. 38p. (Circular, 32).
SISTEMA de produção para a cultura da banana. Paraíba. São Gonçalo, PB, EMBRAPA/EMATER/DEMA/SUDENE/DNOCS, 1976. 27p. (Circular, 19).
WARDLAW, C.W. Banana diseases; including plantains and abaca. 2. ed. London: Longman, 1972. 878p.

Fonte: www.abrates.org.br

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Moko da Bananeira

A doença é causada pela bactéria Ralstonia solanacearum, raça 2. A disseminação da bactéria pode ocorrer de diferentes formas, dentre as quais se destacam o uso de ferramentas infectadas nas várias operações que fazem parte do trato dos pomares, bem como a contaminação de raiz para raiz ou do solo para a raiz.

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Outro veículo importante de transmissão são os insetos visitadores de inflorescências, tais como as abelhas (Trigona spp.), vespas (Polybia spp.), mosca-das-frutas (Drosophila spp.).

SINTOMAS:

Em plantas jovens caracterizam-se pela má- formação foliar, necrose e murcha da folha cartucho ou vela, seguidos de amarelecimento das folhas baixeiras.

Em plantas adultas, ocorre amarelecimento das folhas basais e murcha das folhas mais jovens, progredindo para as folhas mais velhas. Em solos férteis, com bom teor de umidade, ocorre quebra dos pecíolos junto ao pseudocaule, dando à planta o aspecto de um guarda-chuva fechado.

No pseudocaule, escurecimento vascular, não localizado, de coloração pardo-avermelhada intensa, atingindo inclusive a região central. O escurecimento vascular também ocorre no engaço.

No rizoma, além do escurecimento vascular na região central, ocorre também na região de conexão do rizoma principal com o rizoma das brotações.

Nas ráquis masculina e feminina pode ocorrer escurecimento vascular, na forma de pontos avermelhados dispostos uniformemente.

Nos frutos, além do amarelecimento precoce, observa-se o escurecimento da polpa, seguido de podridão seca.

Exsudação de pus bacteriano de coloração pérola clara, logo após o corte de órgãos infectados.

CONTROLE:

A base principal do controle do moko é a detecção precoce da doença e a rápida erradicação das plantas infectadas como das que lhes são adjacentes, as quais embora aparentemente sadias podem ter contraído a doença.

A erradicação é feita mediante a aplicação de herbicida como o glifosate, injetado no pseudocaule na dosagem de 1 ml do produto comercial por planta adulta e/ou por chifrão.

Fonte: www.defesaagropecuaria.al.gov.br

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