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Bandeirantes

O movimento dos bandeirantes, ou simplesmente bandeiras, foi um movimento iniciado em meados do século XVII. Os bandeirantes foram, praticamente, os desbravadores do Brasil. Bartolomeu Bueno da Silva, Antônio Raposo Tavares, Manuel de Borba Gato e Fernão Dias Pais são alguns dos mais famosos bandeirantes.

Henrique Bemadelli e Thomas Ender

No início do movimento, os bandeirantes adentravam o país em busca de índios para serem escravizados. Depois que a escravidão de índios deixou de ser usual, ele passaram a procurar no interior do país metais preciosos. Foi aí que o ouro foi descoberto em Cuiabá e também em Minas Gerais. Goiás também teve suas cidades mineradoras como a antiga Vila Boa – atual Cidade de Goiás – e Pirenópolis. Os bandeirantes também capturavam escravos fugitivos que se embrenhavam dentro de matas para formar quilombos. O Quilombo dos Palmares, por exemplo, foi destruído por um grupo de bandeirantes.

Durante suas aventuras no território brasileiro, os mantimentos dos bandeirantes muitas vezes acabavam. Assim, eles eram obrigados a montar acampamentos para plantar e fazer reposição do estoque de mantimentos. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais. Os arraiais formados por causa da mineração, muitas vezes desapareciam junto com a prospecção ou então davam origem a municípios.

As descobertas de ouro e pedras preciosas no Brasil tornaram-se as mais importantes do Novo Mundo colonial. A corrida por minerais preciosos resultava na falta de gente para plantar e colher nas fazendas. Calcula-se que, ao longo de cem anos, foram garimpados dois milhões de quilos de ouro no país, e cerca de 2,4 milhões de quilates de diamante foram extraídos das rochas. Pelo menos 615 toneladas de ouro chegaram a Portugal até 1822. Toda essa fortuna não foi reinvestida no Brasil, nem em Portugal: passou para a Inglaterra, que vinha colhendo os frutos de sua Revolução Industrial.

Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera

Foi o pioneiro na exploração dos sertões de Goiás. Seu filho de apenas 12 anos, também chamado Bartolomeu Bueno, participou de sua primeira expedição, em 1682. O Anhangüera ficou conhecido assim porque colocou fogo em aguardente e disse aos índios Goiases que era água. Os índios passaram a chamá-lo a partir de então de Anhangüera, que significa “Diabo Velho”.

Antônio Raposo Tavares

Ele apreendeu cerca de dez mil índios para vender como escravos ou para trabalhar em sua fazenda. Raposo Tavares (1598-1658), atravessou pela primeira vez a Floresta Amazônica.

Fernão Dias Pais

Conhecido como “caçador de esmeraldas”, ganhou do governador-geral do Brasil, Afonso Furtado, o direito de liderar uma expedição em busca de pedras preciosas, isso entre 1674 a 1681. Apesar disso, nunca encontrou esmeraldas. Ele mandou enforcar o próprio filho, José Dias Pais, que liderou uma revolta.

Manuel da Borba Gato

Genro de Fernão Dias, foi acusado de um assassinato e fugiu para a região do Rio Doce, em Sabará (MG). Descobriu ouro em Sabarabuçu e no Rio das Velhas. Ele também participou da Guerra dos Emboabas, entre 1708 e 1709.

Fonte: dihitt.com.br

Bandeirantes

As bandeiras foram um movimento basicamente paulista, iniciado em no século XVII. Os retratos costumam mostrar os bandeirantes como senhores nobres, bem vestidos, com ar elegante. Não se engane. Em sua maioria, eles eram mestiços, pobres e quase maltrapilhos. O movimento dos bandeirantes pode ser dividido em três etapas:

1ª etapa

No começo, os bandeirantes capturavam índios para serem escravizados e vendidos aos fazendeiros de cana-de-açúcar. Invadiam tribos e levavam os indígenas, acorrentados, até os locais de leilão.

2ª etapa

Quando o aprisionamento dos índios foi proibido, os bandeirantes mudaram de ramo. Passaram a procurar metais, desbravando o interior do país. O primeiro lugar em que o ouro pintou com força foi em Cuiabá. Entre 1693 e 1705, os paulistas descobriram as principais jazidas de Minas Gerais.

3ª etapa

Os bandeirantes eram contratados para sufocar rebeliões de negros ou de índios. Perseguiam também escravos fugitivos. O Quilombo dos Palmares, por exemplo, foi destruído por um grupo de bandeirantes.

No percurso pelo interior, quando os mantimentos começavam a diminuir, os bandeirantes paravam e montavam um acampamento. Ali faziam plantações para repor as provisões. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais, que depois se tornavam municípios. Foi assim que os bandeirantes ajudaram a desbravar o país.

Fonte: www.guiadoscuriosos.com.br

Bandeirantes

"Para curar a pobreza": índios e mamelucos na expansão bandeirante Situada mais ou menos a 750 metros acima do nível do mar, a vila de São Paulo era o ponto mais avançado para o interior, a "porta de entrada" para o sertão, onde os bandeirantes iam curar sua pobreza buscando índios, pedras e metais preciosos.

"Buscar o remédio para a sua pobreza", "buscar o seu remédio", "buscar sua vida", "o seu modo de lucrar", expressões comuns em testamentos de bandeirantes, expressam os objetivos da expansão bandeirante.

Impossibilitados de adquirir escravos negros, os paulistas lançaram-se ao apresamento de índios. Na verdade, o uso do trabalho escravo era objetivo comum dos colonos portugueses. Tanto os índios, "os negros da terra", usados pelos paulistas, como os negros africanos de que se valiam os senhores de engenho do Nordeste, significavam mão-de-obra escrava. Sem ela os colonos não conseguiriam produzir, nem "se sustentar na terra".

Para buscar as riquezas do sertão, os paulistas organizaram, por quase três séculos, expedições chamadas "bandeiras". A origem da palavra bandeira nos remete à expressão militar "bando" (grupo de homens armados), muito comum em Portugal, durante a Idade Média.

Pelos rios, principalmente os da bacia do Tietê, as bandeiras alcançaram o interior habitado pelos nativos, chegando aos atuais Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e às regiões onde se localizavam as aldeias jesuíticas.

Inicialmente o índio era capturado próximo à vila, sendo usado como força de trabalho nas plantações e na defesa da localidade, ameaçada pelo ataque de tribos inimigas, como os Tamoios e os Carijós. À medida que os paulistas precisaram obter maior número de cativos para negociá-los a outras capitanias, os índios fugiram, obrigando-os a ir cada vez mais longe.

A organização das bandeiras mobilizava toda a vila. Podiam ser formadas por centenas ou até mais de mil homens, sendo o número de mamelucos e índios sempre bem maior do que o de brancos.

As bandeiras percorriam o sertão durante meses e até por anos. Cada bandeira tinha um chefe, um grupo de homens brancos para ajudá-lo, um capelão, mamelucos e muitos índios.

Os mamelucos guiavam a expedição. Reunindo características do branco e do índio, desempenhavam papel importante como elemento de ligação entre as duas culturas, européia e indígena.

Os índios, além de ensinar o caminho, carregavam as provisões e eram responsáveis pela coleta dos frutos da floresta necessários à alimentação do grupo.

Os bandeirantes levavam arcabuzes, bacamartes, pistolas, chumbo e pólvora, machados, facas, foices e cordas para prender e conduzir os índios escravizados. Apesar de representados, em pinturas e esculturas, como homens bem vestidos, andavam descalços, usando grandes chapéus de abas largas e gibões de algodão acolchoados para se proteger das flechas. Caminhavam em fila indiana, uma influência indígena. Durante o tempo que passavam no sertão, o alimento básico era a "farinha de guerra", feita de mandioca cozida e compactada, além do que encontrassem na mata. Dependiam da caça, da pesca, das ervas e raízes, do mel silvestre e, quando adoeciam recorriam aos recursos da flora e da fauna utilizados na "medicina" indígena, conhecidos mais tarde, em toda a Colônia, como "remédios de paulistas".

Com o tempo, passaram a plantar roças de subsistência ao longo dos caminhos percorridos, que eram colhidas na volta ou deixadas para outras bandeiras.

Fonte: www.multirio.rj.gov.br

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