Os bandeirantes são homens que usavam armas, facão, espingardas e espadas. Eles entravam na mata e cortavam as árvores com facão para cortar o espaço para não atrapalhar e também para descobrir ouro e pedras preciosas.
Eles obrigavam os índios a trabalhar para eles e ganhavam dinheiro e pedras preciosas. Os índios tinham arco e flecha.
Eles andavam muito e, às vezes, dormiam na rede. Eles tinham medo da chuva e dos trovões, porque os animais atacavam e também eles tinham medo de pegar doenças de mosquitos ou aranha ou de marimbondo.
Os bandeirantes é que abriram mais espaço para São Paulo.
Fonte: www.projetovida.com.br
Bandeirantes são chamados os sertanistas que a partir do século XVI penetraram nos sertões brasileiros em busca de riquezas minerais, sobretudo a prata, tão abundante na América espanhola, pedras preciosas e semipreciosas, ou índios para escravização. Por vezes, o reconhecimento do território para a Coroa portuguesa e o controlo de levantamentos dos Índios eram também objectivos dos bandeirantes.
As expedições eram chamadas de entradas ou bandeiras, e este último termo dado origem ao nome bandeirante. Normalmente, os historiadores dividem as entradas como movimentos promovidos pelo Governo, e bandeiras as expedições particulares. Segundo um Bando Real de 1570, Lei das Ordenanças, nas zonas rurais, em vez da companhia de Ordenanças, se organizava uma Bandeira: tinha formação similar à de uma companhia sendo seus componentes divididos em esquadras, reunindo-se os que estavam até a uma légua da sede do Capitão-Mor. Esta a origem das das Bandeiras, que com um capitão e seus cabos exploraram o descobrimento e devassamento do território brasileiro. Povoado de relevo foi o de São Paulo, e o surto das bandeiras teve origem na obra dos jesuítas com suas expedições de resgate ou tropas de resgate para libertar prisioneiros de uma tribo que, atados a cordas ou encerrados em currais, destinavam-se à morte.
No inicio da colonização, os interesses de Portugal se concentravam no litoral ou próximo dele. O extrativismo do pau-brasil, mesmo o plantio da cana-de-açúcar não se expandiram pelo interior. O fator orográfico, com certeza, foi um dos que mais desmotivaram a penetração dos colonizadores: a Serra do Mar, que mais parece uma grande muralha, recoberta por densas matas, dificultava a penetração. Em 1585, Fernão Cardim, tendo acompanhado o padre jesuíta Cristóvão de Gouveia de São Vicente a São Paulo, relatou: "O caminho é cheio de tijucos, o pior que nunca vi e sempre íamos subindo e descendo serras altíssimas e passando rios e caudais de águas frigidíssimas". Os rios serviam somente como pontos de referência, oferecendo poucas condições à navegação, com quedas d'água, corredeiras e formações rochosas. Esse foi outro fator que atrasou a penetração do branco no território brasileiro.

Domingos Jorge Velho, um dos bandeirantes paulistas
Houve umas poucas expedições ao atual território de Minas Gerais, nos séculos XVI e XVII. Tais entradas foram mal registradas e sobram poucas informações sobre os caminhos e os acontecimentos das viagens dos desbravadores. Sertanistas corajosos, eram despreparados, não deram importância ao registro e à documentação das viagens. Uma bandeira vagueava anos por matas e sertões, sem uma só pessoa com conhecimento de astronomia e geografia para guiá-la. Até mesmo a interpretação errôneas da língua de uma tribo indígena fazia com que uma expedição alterasse o percurso, em incursões infrutíferas. A própria inexistência de uma pessoa responsável pelo diário e pelas anotações das bandeiras comprometia o correto registro. Nem mesmo historiadores conseguiram definir, com exatidão, os caminhos usados. J. Capistrano de Abreu, comentando a descrição de Gabriel Soares de Souza sobre a viagem de Sebastião Fernandes Tourinho, diz: «No meio destas indicações e contra indicações, fielmente resumidas por Gabriel Soares, é impossível uma pessoa entender-se.
Antes de surgirem aldeamentos na bacia do rio da Prata, os paulistas já percorriam o sertão, buscando na preação do indígena o meio para sua subsistência. Essa "vocação interiorana" era alimentada por condições geográficas, econômicas e sociais. São Paulo, separada do litoral pela muralha da serra do Mar, voltava-se para o sertão, cuja penetração era facilitada pela presença do rio Tietê e de seus afluentes, que comunicavam os paulistas com o interior. Além disso, apesar de afastada dos principais centros mercantis, sua população crescera muito porque boa parte dos habitantes de São Vicente havia migrado para lá quando os canaviais plantados no litoral por Martim Afonso de Sousa entraram em decadência, na segunda metade do século XVI, arruinando fazendeiros.
Fonte: pt.wikipedia.org