Cancioneiro da poesia seiscentista, apresenta poemas Cultistas, Conceptistas e poesias de influência camoniana

Veja a seguir um exemplo de poema existente no cancioneiro:
A F., favorecendo com a boca e desprezando com os olhos
Quando o Sol nasce e a sombra principia
A doce abelha, a borboleta airosa
Procura luz ardente e fresca rosa,
Que faz a terra céu e a noite dia.
Mas quando à flor se entrega, à luz se fia,
Uma fica infeliz, outra ditosa,
Pois vive a abelha e morre a mariposa
Na favorável rosa e chama ímpia.
Fílis, abelha sou, sou borboleta,
Que com afecto igual, com igual sorte,
Busco em vós melhor luz, flor mais selecta.
Mas quando a flor é branda, a chama é forte,
Néctar acho na flor, na luz cometa;
A boca me dá vida, os olhos morte.
A uma ausência
Sinto-me, sem sentir, todo abrasado
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal que me consome me sustenta;
O bem que me entretém me dá cuidado.
Ando sem me mover; falo calado;
O que mais perto vejo se me ausenta;
E o que estou sem ver mais me atormenta;
Alegro-me de ver-me atormentado.
Choro no mesmo ponto em que me rio;
No mor risco me anima a confiança;
Do que menos se espera estou mais certo.
Mas se de confiado desconfio,
É porque entre os receios da mudança,
Ando perdido em mim como em deserto.
A obra Lettres portugaises traduites en français reunia 5 cartas de amor escritas por uma religiosa portuguesa, endereçadas a um conde francês.
A religiosa com o nome de Sóror Mariana Alcoforado se apaixona por um general Frances que servia a Portugal.
Alguns estudiosos acreditam que a obra tinha sido escrito por um Frances e que a religiosa seria apenas uma simulação.
As cartas apresentam 2 pontos de interesse:
Pobre de mim! Digna de lástima que sou por não poder partilhar contigo as minhas penas e ser eu só a desgraçada! Tira-me a vida este pensamento. Morro de desgosto ao imaginar que nunca gozaste verdadeiramente os nossos enlevos.
[...] Consideraste a minha paixão uma vitória tua sem que o teu coração nela entrasse em coisa nenhuma. És assim tão vil e tens tão pouca delicadeza que não soubeste tirar maiores proveitos dos meus arrebatamentos? [...] Ai, se as provara, veras que eram mais gostosas que as satisfações de me haveres seduzido, e reconhecerias que se é mais feliz e que é bem mais agradável amar com ardor do que ser amado.
Não sei já o que sou, nem o que faço, nem o que quero. Espedaçam-me impulsos desencontrados. Alguém poderá imaginar um estado tão lastimoso? Amo-te doidamente e quero-te também que nem me atrevo a desejar que em ti se renovem arrebatamentos iguais aos meus. Morria ou acabaria por morrer de mágoas se estiver certa de que não podias ter descanso, que a tua vida era só desassossego, causava desgosto.
Não sei por que te escrevo. Vejo bem que só te mereço compaixão e não quero a tua compaixão. Desprezo-me a mim mesma quando considero em tudo o que te sacrifiquei. Perdi a reputação, provoquei as tiras dos meus, os rigores das leis deste Reino para com as freiras e a tua ingratidão que me parece o pior de todos estes males.

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D. Francisco Manuel de Melo
Seus poemas são marcados, segundo suas próprias palavras, pelo brilho verbal, sutileza da idéia.
Para o palco escreveu a comédia Auto do Fidalgo aprendiz e também outras obras de caráter moralista: Cartas familiares, carta de guia de casados.
Frei Luís de Sousa (Manuel de Sousa Coutinho)

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Frei Luís de Sousa
Sua obra mais significativa foi a biografia intitulada: Frei Bartolomeu dos Mártires

Antônio José da Silva, o “Judeu”
Escreveu comédias para um novo tipo de teatro: a ópera de bonecos, que eram representados por bonecos de cortiça. Suas peças mais importantes são: A vida do grande D. Quixote De La Mancha e do gordo Sancho Pança; As guerras do Alecrim e da Mangerona.
André Luis
Felipe Muller
Fernanda Schmidt
Gabriela Teixeira
Henrique Golfetto
Lívia Benatti
Louise Toledo
Mariana Fiori
Mayara Telle
Ricardo Piscitelli
Rafaela Piris
Sarah Helena
Rafael Spanhol
Colégio São Francisco
Professor: André Garcia