Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Batata-Doce  Voltar

Batata-Doce

 

Nome científico: Ipomoea batatas

Família: Convolvuláceas

Nome comum: batata-doce

Origem: regiões quentes da América do Sul

Batata-Doce
Batata-Doce

Descrição e característica da planta

Legume da família da ipoméia.

Suas raízes, grandes e carnosas, servem de alimento.

As batatas-doces são, com freqüência, confundidas com os inhames, mas estes pertencem a outra família e crescem principalmente nos trópicos.

As batatas-doces podem ser amarelas ou brancas. No Brasil, cultivam-se principalmente as variedades: viçosa, campinas, santo amaro, capela, santa-sofia e pindorama. A batata-doce tem um alto teor energético e contém vitaminas A e C.

Batatas-doces são importantes fontes de energia e de vitaminas A e C.

Ela é cultivada a partir de raízes colocadas no solo úmido, quente e arenoso das estufas ou sementeiras elétricas, quatro semanas antes da época do plantio. Os caules que brotam das raízes produzem novas plantas, chamadas mudas, que afloram na superfície do solo.

As mudas são removidas e plantadas, guardando uma distância de 30 cm entre uma e outra, em carreiras separadas por um espaço que varia de 90 cm a 1,20 m.

As carreiras são plantadas em montículos para favorecer a drenagem.

A planta

A planta é herbácea, caule rasteiro, longo, ramificado, flexível e cilíndrico.

As folhas podem ser inteiras ou recortadas, em função de variedades, e formadas ao longo dos ramos.

A sua raiz principal pode atingir até 90 centímetros de profundidade, enquanto que outras raízes secundárias são mais superficiais e absorvem ativamente os nutrientes do solo.

Algumas dessas raízes secundárias passam a armazenar nutrientes da planta, aumentam de diâmetro e transformam-se em raízes tuberosas, comumente denominadas de batatas.

A planta é perene, mas cultivada como anual, porque a colheita de batatas é feita 100 a 115 dias após o plantio de ramas, para variedades precoces, e 140 a 170 dias, para variedades de ciclo longo.

As flores são hermafroditas, isto é, têm os dois sexos na mesma flor e podem produzir sementes.

As sementes de batata-doce não têm importância para produção comercial, mas de grande importância aos pesquisadores para a obtenção de novas variedades.

Existem variedades com polpa branca, amarela, rosada, roxa e alaranjada.

A polpa de cor alaranjada está relacionada diretamente ao teor de beta-caroteno, precursor da vitamina A.

A batata-doce se desenvolve e produz bem em condições de clima quente e não tolera geada e regiões de clima frio.

A propagação de plantas é feita através de ramas, principalmente as mais novas, por apresentarem maior vigor, melhor estado sanitário e maior produção de batata.

As mudas podem ser obtidas a partir de brotos de batatas ou de ramas da lavoura comercial.

Recomenda-se o plantio de mudas de boa qualidade, livres de doenças e pragas.

As variedades mais comuns e recomendadas são:

Para mesa - Brazlândia Branca, Brazlândia Rosada, Brazlândia Roxa, IAPAR 69, IAC 66-118 (Monalisa), IAC 2-71, SRT 299 (Rio de Janeiro II)
Para indústria –
SRT 278 (Centenária)
Para forragem –
SRT 252 (rama grossa).

Produção e produtividade

A produtividade varia de 20 a 40 toneladas por hectare, e está relacionada a variedades, fertilidade do solo, clima e sanidade de plantas. A região de maior produção no Brasil é a Sudeste.

Utilidade

A batata-doce pode ser utilizada no preparo de pratos salgados, doces e aperitivos, fécula, farinha e também na alimentação animal, como componente para rações de bovinos e suínos, na forma natural picada, ensilada ou na forma de farinha seca.

Benefícios

Possui alta taxa de vitamina A e do complexo B
Contém cálcio, ferro e fósforo
Excelente fonte de beta-caroteno

Inconvenientes

Contém muitas calorias

Embora seja uma convolvulácea e não pertença à família das solanáceas como a batata-inglesa, a batata-doce é considerada popularmente como um tipo de batata. Ela é uma excelente fonte de beta caroteno, o que ajuda a evitar certos tipos de câncer.

A batata doce é a raiz de uma planta rasteira, nativa do continente americano, que cresce sem exigir cuidados especiais para o cultivo. Embora seja menos consumida que a batata, ela é muito apreciada no norte e nordeste do Brasil. Geralmente cozida ou assada, ela acompanha o café. Pode também ser consumida em forma de vitamina, batida com leite.

No Brasil, há quatro tipos de batata doce, que são classificados de acordo com a cor da polpa: batata-branca, também conhecida como angola ou terra-nova, que tem a polpa bem seca e não muito doce; batata-amarela, parecida com a anterior, mas de sabor mais doce; batata-roxa, com casca e poupa dessa cor, é a mais apreciada por seu sabor e aroma agradáveis, sendo ótima para o preparo de doces; e, batata-doce-avermelhada, conhecida no nordeste como coração-magoado, tem casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados.

A batata doce contém muitas calorias e é rica em carboidratos,. Possui alta taxa de vitamina A (sobre tudo a amarela e a roxa), do complexo B e alguns sais minerais, como cálcio, ferro e fósforo. Também suas folhas são bem nutritivas e podem ser preparadas como qualquer outra verdura de folha.

A batata doce de boa qualidade tem superfície limpa e firme, sem cortes ou sinais de picadas de insetos, nem manchas que indiquem apodrecimento (por menores que sejam, essas manchas mostram que a polpa da batata já está estragada, com gosto ruim). Para saber quanto comprar, calcule 1/2 kg de batata doce para 4 pessoas.

A batata doce deve ser guardada em lugar fresco, seco e arejado, longe da luz direta do sol e protegida dos insetos. Nunca as coloque umas sobre as outras, pois as de baixo ficam abafadas e acabam germinando, ou seja, começam a brotar. Também não deve ser guardada na geladeira (antes de cozida), porque perde completamente o sabor.

Fonte: www.clickeducacao.com.br /www.herbario.com.br

Batata-Doce

A batata doce é a raiz tuberosa de uma planta rasteira, nativa do continente americano. Na Ceagesp são comercializados cinco tipos desse vegetal.

São elas:

Rosada Uruguaia – de polpa rosada, sabor doce e formato oval;
Rosada Canadense -
polpa creme, doce e formato elíptico;
Rosada Bauru -
polpa creme, sabor doce e formato oblongo longo;
Amarela -
polpa creme, sabor médio doce e formato elíptico redondo;
Branca -
polpa creme, sabor pouco doce e formato oboval e
Roxa - polpa roxa, sabor muito doce e formato oblongo.

A batata doce é cultivada em 111 países. A sua produção é concentrada na Ásia (90%) e África (5%). Apenas 2% da produção estão em países industrializados como os Estados Unidos e o Japão. A China é o país que mais produz, com 100 milhões de toneladas. A batata doce é a quarta hortaliça mais consumida pelos brasileiros. O país produz anualmente 500 mil toneladas em 48 mil hectares. Os meses de maior entrada na Ceagesp de batata doce amarela foram junho, agosto de outubro. Já a batata doce rosada predominou em junho, julho e agosto.

A Ceagesp registra diariamente o volume de entrada de cada produto. De janeiro a julho do ano passado, o volume de entrada de batata doce rosada foi mais de 20 vezes superior ao volume de batata doce amarela. Os meses de maior entrada de batata doce amarela foram junho, agosto de outubro. Já o volume de batata doce rosada foi maior em junho, julho e agosto.

A batata doce rosada predomina durante todo o ano, apesar de apresentar uma queda acentuada de volume no último trimestre do ano, quando o seu volume ainda foi 10 vezes superior ao da batata doce amarela.

A Cotação de Preços da Ceagesp realiza o monitoramento dos preços praticados de venda do atacado para o varejo (maior, menor e mais comum), da batata doce rosada e amarela, de três classificações diferentes: Extra, Extra A e Extra AA. A consolidação dos dados permite o estabelecimento da valoração por classificação e variedade. O preço da batata doce rosada só foi superior ao da batata doce amarela em novembro. A superioridade do preço de batata doce amarela caiu de setembro a dezembro, quando o seu volume aumentou em relação ao da batata doce rosada. A variação do valor, ao longo do ano, da batata doce amarela e rosada cresceu de 2005 a 2007. No ano passado foram observados maiores valores e variações de valor, comparados a 2005 e 2006, e picos de valor no primeiro e nos dois últimos meses do ano da batata doce rosada. A variação ao longo do ano do valor da batata doce amarela foi grande nos três anos analisados.

A diferença de valor entre as classificações se mantém ao longo do ano. O valor mais alto do ano de todas as classificações aconteceu na 45a semana, em novembro. A diferença de valor entre as classificações é maior que a variação de valor no ano, tanto na batata doce amarela como na rosada. Nos meses de menor preço a batata doce Extra AA vale mais que a batata doce Extra nos meses de maior preço.

A batata doce rosada Extra AA valeu em 2007, em média, 189% mais que a Extra. Já a batata doce Extra A valeu 141% mais que a batata doce Extra. Os anos de 2005 e 2006 apresentaram um comportamento semelhante. Em 2007, a batata doce amarela Extra AA valeu, em média, 186% mais que a batata doce Extra. Já a batata doce amarela Extra A valeu 140% mais que a batata doce Extra. A grande diferença de valor entre as classificações de batata doce amarela e rosada mostra que investir na qualidade da batata doce é bom negócio.

Débora Regina Palos

Pragas quarentenárias

Fica cada vez mais difícil para o produtor entender o emaranhado de exigências legais. Existem aquelas relacionadas à segurança alimentar do consumidor, como as que regulamentam a utilização de agrotóxicos; outras se referem aos problemas fitossanitários, como as que estabelecem as restrições às pragas quarentenárias.

Praga quarentenária é todo organismo de natureza animal e/ou vegetal que, estando presente em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitui ameaça à economia agrícola do país ou região importadora exposta. Tais organismos são geralmente exóticos para esse país ou região e podem ser transportados de um local para outro, auxiliados pelo homem e seus meios de transporte, através do trânsito de plantas, animais ou por frutos e sementes infestadas.

A lista atualizada de pragas quarentenárias presentes e ausentes no Brasil, publicada pelo Ministério da Agricultura no Diário Oficial da União, Instrução Normativa no 52, está em vigor desde o dia 2 deste mês. Com base nessa lista, o Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária poderá aplicar medidas fitossanitárias de prevenção, controle, erradicação e monitoramento de plantas e seus produtos passíveis de veicular pragas.

A relação das pragas quarentenárias ausentes ampara a vigilância agropecuária internacional na fiscalização das mercadorias que chegam ao Brasil pelos portos de fronteira, portos e aeroportos. Pelas normas de trânsito internacional, uma mercadoria infestada por praga quarentenária pode ser impedida de entrar no país e, dependendo do caso, o comércio daquele produto entre os países pode ser suspenso. A lista de pragas quarentenárias ausentes subsidia a política do Mapa para prevenção e erradicação de pragas e, portanto, deve ser revisada periodicamente.

Já as pragas quarentenárias presentes afetam o trânsito interestadual de vegetais e seus produtos, controlado pela certificação fitossanitária de origem e permissão de trânsito de vegetais. A relação dos estados onde ocorrem pragas quarentenárias foi atualizada com a revisão da IN 52 de 2007. Entre as novidades da lista está a retirada de oito espécies do gênero Helicônia como hospedeiro da Sigatoka Negra, pois uma pesquisa provou que elas são resistentes à praga.

A comercialização de frutas, hortaliças, flores e plantas ornamentais que possam abrigar pragas quarentenárias, para regiões sem a ocorrência da praga exige documentos que comprovem a sanidade do produto na produção (Certificado Fitossanitário de Origem), a sanidade do produto nos barracões de classificação (Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado) e a Permissão de Trânsito Vegetal na remessa do produto para outras regiões. Os certificados fitossanitários são emitidos por técnicos autônomos credenciados pela Defesa Vegetal estadual e as permissões de trânsito exigem a certificação por um técnico do governo estadual para trânsito dentro do Brasil e do governo federal para a exportação. O conhecimento da lista das pragas quarentenárias e das culturas em que elas ocorrem é essencial para a prevenção de problemas nas fronteiras estaduais.

Anita Gutierrez

Fonte: www.jornalentreposto.com.br

Batata-Doce

A batata-doce é rica em carboidratos, fornecendo em cada cem gramas, 116 calorias. Contém ainda grande quantidade de vitamina A, além de vitaminas do Complexo B e sais minerais como Cálcio, Fósforo e Ferro.

A vitamina A é indispensável à vista, conserva a saúde da pele, auxilia o crescimento e evita infecções. As vitaminas do Complexo B (B1 e B5) evitam problemas de pele e ajudam na regularização do sistema nervoso e do aparelho digestivo. Os minerais, por sua vez, contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue.

Para ter certeza da boa qualidade da batata doce na hora de comprar, verifique se a superfície está limpa e firme, sem cortes ou sinais de picadas de insetos. E para conservá-la por até 15 a 20 dias em boas condições, deixe-a em lugar seco e arejado, longe da luz e de insetos.

Na hora de prepará-la, cozinhe em água fervente em panela tampada e com casca. Assim você estará evitando que seus nutrientes se percam no cozimento. Mas lembre que também as folhas da batata doce possuem alto valor nutritivo. Elas podem ser preparadas como qualquer outra verdura de folha, com excelentes resultados.

Seu período de safra vai de janeiro a julho.

A batata-doce

A batata-doce é um alimento de alto valor energético, ou seja, rico em carboidratos. Também fornece quantidades razoáveis de vitamina A, C e algumas do complexo B. A batata-doce é uma raiz da família Convolvulácea, originária da América Tropical. As raízes e ramas também são utilizadas na alimentação animal.

Na indústria, a batata-doce é matéria prima para fabricação de álcool, amido, pães e doces.

Origem

A batata-doce, (Ipomoea batatas L. (Lam.)) é originária das Américas Central e do Sul, sendo encontrada desde a Península de Yucatam, no México, até a Colômbia. Relatos de seu uso remontam de mais de dez mil anos, com base em análise de batatas secas encontradas em cavernas localizadas no vale de Chilca Canyon, no Peru e em evidências contidas em escritos arqueológicos encontrados na região ocupada pelos Maias, na América Central.

É uma espécie dicotiledônea pertencente à família botânica Convolvulacae, que agrupa aproximadamente 50 gêneros e mais de 1000 espécies, sendo que dentre elas, somente a batata-doce tem cultivo de expressão econômica. A espécie Ipomoea aquatica também é cultivada como alimento, principalmente na Malásia e na China, sendo as folhas e brotos consumidos como hortaliça.

A planta possui caule herbáceo de hábito prostrado, com ramificações de tamanho, cor e pilosidade variáveis; folhas largas, com formato, cor e recortes variáveis; pecíolo longo; flores hermafroditas mas de fecundação cruzada, devido à sua autoincompatibilidade; frutos do tipo cápsula deiscente com duas, três ou quatro sementes com 6mm de diâmetro e cor castanho-clara. Da fertilização da flor à deiscência do fruto transcorrem seis semanas (Edmond & Ammerman, 1971)

King e Bamford (1937) contaram os cromossomos de 13 espécies de Ipomoea, verificando que 11 delas tinham 30 cromossomos (n=15), uma tinha 60 e somente I. batatas tinha 90 cromossomos. Sendo hexaplóide e autoincompatível, as sementes botânicas constituem uma fonte imensa de combinações genéticas e são utilizadas nos programas de melhoramento para obtenção de novas variedades (Folquer, 1978).

A batata-doce possui dois tipos de raiz: a de reserva ou tuberosa, que constitui a principal parte de interesse comercial, e a raiz absorvente, responsável pela absorção de água e extração de nutrientes do solo. As raízes tuberosas se formam desde o início do desenvolvimento da planta, sendo facilmente identificadas pela maior espessura, pela pouca presença de raízes secundárias e por se originarem dos nós. As raízes absorventes se formam a partir do meristema cambial, tanto nos nós, quanto nos entrenós. São abundantes e altamente ramificadas, o que favorece a absorção de nutrientes

As raízes tuberosas, também denominadas de batatas, são identificadas anatomicamente por apresentarem cinco ou seis feixes de vasos, sendo por isso denominadas de hexárquicas, enquanto que as raízes absorventes apresentam cinco feixes ou pentárquicas. As batatas são revestidas por uma pele fina, formada por poucas camadas de células; uma camada de aproximadamente 2 mm denominada de casca e a parte central denominada de polpa ou carne. A pele se destaca facilmente da casca, mas a divisão entre a casca e a polpa nem sempre é nítida e facilmente separável, dependendo da variedade, do estádio vegetativo da planta e do tempo de armazenamento.

As raízes podem apresentar o formato redondo, oblongo, fusiforme ou alongado. Podem conter veias e dobras e possuir pele lisa ou rugosa. Além das características genéticas o formato e a presença de dobras são afetados pela estrutura do solo e pela presença de torrões, pedras e camadas compactadas do solo, justificando-se a preferência por solos arenosos.

Tanto a pele quanto a casca e a polpa podem apresentar coloração variável de roxo, salmão, amarelo, creme ou branco. A escolha depende muito da tradição do local de comercialização, pois há locais que preferem batatas de pele roxa e polpa creme e outros que preferem pele e polpa claras.

A coloração arroxeada é formada pela deposição do pigmento antocianina, que pode se concentrar na pele, na casca ou ainda constituir manchas na polpa. O tecido colorido se torna cinza escuro durante o cozimento, e parte do corante se dissolve na água, causando o escurecimento de outros tecidos expostos. As variedades de polpa roxa e salmão são geralmente utilizadas como ingredientes para mistura com as de polpa de cor clara, na produção de doces e balas.

As raízes tuberosas possuem a capacidade de desenvolver gemas vegetativas que se formam a partir do tecido meristemático localizado na região vascular, quando a raiz é destacada da planta ou quando a parte aérea é removida ou dessecada. Ou seja, a formação das gemas é estimulada quando são eliminados os pontos de crescimento da parte aérea, deixando de atuar o efeito de dominância apical. Com isso, enquanto está em crescimento, as raízes tuberosas não apresentam gemas ou quaisquer outras estruturas diferenciadas na polpa.

A camada de tecido vegetal existente entre o tecido meristemático vascular e a pele é mais estreita nas extremidades da raiz e mais espessa na região central. Por isso, as primeiras gemas e o maior número delas surgem nas extremidades. Como se trata da formação de uma nova estrutura com meristema apical, as gemas que surgem primeiro passam a inibir a formação de novas gemas. O corte da raiz pode aumentar a taxa de produção de brotações, mas não é recomendado por favorecer o apodrecimento, em razão da maior exposição dos tecidos ao ataque de patógenos.

O caule, mais conhecido como rama, pode ser segmentado e utilizado como rama-semente para formação de lavoura. As ramas-semente têm capacidade de emitir raízes em tempo relativamente curto, que pode variar de três a cinco dias, dependendo da temperatura e da idade do tecido. O enraizamento é mais rápido em condições de temperatura elevada e em ramas recentemente formadas, pois as partes mais velhas apresentam um tecido mais rígido, por terem paredes celulares lignificadas e menor número de células meristemáticas, demandando maior tempo para que ocorra o processo de totipotência, que é o fenômeno da reversão de células ordinárias em meristemáticas, que dão origem às gemas vegetativas.

COMO COMPRAR

Dependendo da cultivar, a batata-doce pode ter a pele branca, creme, amarela, rosada, avermelhada ou roxa. A polpa pode ser branca, creme, amarela, rosada, roxa ou branca com manchas roxas. Uma mesma variedade pode ter a pele e a polpa de cores diferentes. Raízes de polpa creme, amarela ou roxa são mais ricas em vitamina A do que as raízes de polpa branca. Ao comprar batata-doce, deve-se evitar raízes com início de brotação, pois duram menos e perdem o valor nutritivo. Os danos por inseto ou broca podem ser superficiais. Neste caso, a qualidade do produto não é alterada e a parte atacada é eliminada no descascamento. Quando os danos são internos, a broca causa sabor amargo característico, cheiro alterado e polpa escura.

COMO CONSERVAR

As raízes podem ser conservadas por um longo, período de tempo em condição natural, desde que o local seja seco, fresco e bem ventilado. Neste caso, não é aconselhável colocar as raízes em saco de plástico pois a brotação será acelerada e a durabilidade reduzida. Sob temperatura baixa, as raízes ficam escurecidas, com cheiro e sabor alterados, e permanecem duras após o cozimento. Por isso, a batata-doce só deve ser mantida em geladeira por curtos períodos de tempo, sempre na parte mais baixa e em sacos de plástico para evitar ressecamento.

COMO CONSUMIR

As raízes podem ser consumidas diretamente cozidas, assadas ou fritas, ou na forma de doces, pães e bolos. As folhas ou brotos podem ser consumidos refogados, empanados ou em sopas. Seu sabor lembra o espinafre. A batata-doce pode ser cozida também com casca. Neste caso, deve-se lavar as raízes antes, em água corrente. Caso se pretenda descascar as batatas antes do cozimento, deve-se realizar este procedimento debaixo da água, pois as raízes têm uma liga que gruda nas mãos. Além disso, depois de cortadas, escurecem rapidamente.

A batata-doce pode ser congelada. Para isso, deve-se cozinhar as raízes até que fiquem macias, descascá-las e amassá-las formando um purê. Pode-se acrescentar 1 colher (chá) de margarina para cada 1/2 kg de purê. Deve-se acondicionar o purê em vasilha de plástico rígido e levar ao congelador, onde pode ser conservado por até 6 meses.

Batata doce cozida

TACO - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos

Tabela de valor Nutricional

Porção de 100 gramas:

  % VD*
Valor energético 76.8kcal = 322kj 4%
Carboidratos 18,4g 6%
Proteínas 0,6g 1%
Fibra alimentar 2,2g 9%
Fibras solúveis 0,1g -
Cálcio 17,2mg 2%
Vitamina C 23,8mg 53%
Piridoxina B6 0,1mg 8%
Fósforo 15,4mg 2%
Manganês 0,1mg 4%
Magnésio 11,2mg 4%
Lipídios 0,1g -
Ferro 0,2mg 1%
Potássio 148,4mg -
Cobre 0,1ug 0%
Zinco 0,1mg 1%
Niacina 2,6mg 14%
Tiamina B1 0,1mg 7%
Sódio 2,7mg 0%

* % Valores diários com base em uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades.

DICAS

A batata-doce aceita como tempero: canela, cravo-da-índia, noz-moscada, mel, melado e açúcar mascavo.
Para assar batatas-doces em forno doméstico, coloque-as sem descascar em forno com temperatura alta por 1 hora, ou até que estejam macias ao enfiar um garfo ou faca.

Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br

Batata-Doce

Nome científico: Ipomoea batatas Lam.

Família: Convolvulaceae

Origem: Americana, região compreendida do Peru ao México

Batata-Doce

Características da planta

Planta herbácea, de caule rastejante, que alcança de 2 a 3 m de comprimento. A "rama" é de coloração verde ou arroxeada, com folhas em forma de coração e com pecíolos longos.

Apresenta uma raiz principal, não tuberosa, com raízes laterais, que passam a acumular substâncias, transformando-se em órgãos de reserva - as raízes tuberosas que constituem a batata-doce.

Características da flor

Apresenta flores hermafroditas, campanuladas, de colorações branca, rosa, vermelha e roxa, reunidas em inflorescência tipo cimosa. Podem ser pedunculadas e às vezes solitárias.

Melhores variedades: Rama-grossa; IAC - iraí.

Época de plantio: Setembro - dezembro (plantar as ramas com terra úmida, após a chuva).

Espaçamento: 90 x 40cm.

Sementes ou mudas necessárias:

Ramas: 30.000/hectare.
Raízes em viveiro: 100kg/ha.

Combate à erosão: Faixas de nível.

Adubação: Aproveitar o efeito residual da adubação da cultura anterior.

Tratos culturais: Capinas manuais e amontoas com sulcadores.

Combate à moléstias e pragas: Dispensável, desde que as ramas de plantio sejam oriundas de viveiros sadios.

Época de colheita: Março - setembro.

Produção normal:

Raízes: 20 a 30t/ha;
Ramas:
10 a 30t/ha.

Melhor rotação: Milho, mandioca, cana, adubos verdes, pasto ou capineiras. Alqueive.

Observações

Plantar, em camalhaões, ramas com cerca de 30cm, com folhas na ponta, usando plantador-bengala.

Variedades de ciclo longo, seis a nove meses, com ramas vigorosas e abundantes, são melhores para forragem. A rotação o de cultura é indispensável para evitar queda acentuada na produção.

Fonte: www.agrov.com

Batata-Doce

A batata-doce é a 4ª hortaliça mais consumida no Brasil. É uma cultura tipicamente tropical e subtropical, rústica, de fácil manutenção, boa resistência contra a seca e ampla adaptação. Apresenta custo de produção relativamente baixo, com investimentos mínimos, e de retorno elevado. É também uma das hortaliças com maior capacidade de produzir energia por unidade de área e tempo (kcal/ha/dia).

Vários fatores, entre eles a ocorrência de doenças e pragas, tecnologia de produção inadequada e a falta de cultivares selecionadas são responsáveis pela baixa produtividade média brasileira, que está em torno de 8,7 t/ha. Entretanto, produtividade superior a 25 t/ha pode ser facilmente alcançada, desde que a cultura seja conduzida com tecnologia adequada.

O CNPH vem desenvolvendo, desde 1979, pesquisas visando solucionar estes problemas.

A partir de uma coleção de cultivares com 36 introduções de diversos estados brasileiros, foram selecionadas quatro, que apresentaram produtividade, boas características agronômicas e comerciais, e que, indicadas para cultivo na região do Distrito Federal, receberam os seguintes nomes: 'Coquinho', 'Brazlândia Roxa', 'Brazlândia Branca', 'Brazlândia Rosada'.

Essas cultivares têm sido enviadas para outras regiões. O comportamento de cada uma está sendo confirmado através de experimentação local. O CNPHortaliças pode fornecer, aos produtores interessados, pequenas quantidades de ramas ou de raízes tuberosas dessas cultivares para testes e multiplicação.

Para a multiplicação da rama, o produtor deverá fazer viveiro plantando as ramas (ou batatas) em espaçamento de 80 X 40 cm. Em 60-70 dias, cada rama dará origem a 20 novas ramas, em média. Por exemplo, se forem plantadas 100 ramas em agosto, teremos 2.000 ramas em outubro que, plantadas novamente, podem fornecer ramas em quantidade suficiente para o plantio de um hectare em dezembro.

BRAZLÂNDIA BRANCA

A cultivar Brazlândia Branca foi coletada na região de Brazlândia, DF, em abril de 1980. Tem película externa (periderme) branca, polpa creme claro que, após o cozimento, torna-se amarela-clara. É do tipo seco, apresenta polpa macia, porém menos seca que a 'Coquinho' e 'Brazlândia Roxa'. O formato das raízes é alongado, uniforme, com ótimo aspecto comercial.

A planta é do tipo esparsa (rasteira). As ramas desenvolvem-se rapidamente, são de comprimento médio a longo, grossas (diâmetro de 8 a 9 mm), de cor verde.

As folhas são grandes, medindo de 12 a 15 cm de comprimento e de 13 a 17 cm de largura. Os brotos são verdes.

A cultura raramente floresce nas condições do DF. É uma cultivar de ciclo médio, muito produtiva, podendo ser colhida a partir dos 120 dias até os 150 dias. No CNPH, a produtividade média obtida em ciclo de 5 meses foi de 37 t/ha.

BRAZLÂNDIA ROSADA

A cultivar Brazlândia Rosada foi coletada na região de Brazlândia, DF, em abril de 1980. Tem película externa (periderme) rosa. A polpa é de cor creme e, após o cozimento, torna-se amarelada. O formato é alongado, cheio, muito uniforme, com bom aspecto comercial. A polpa de 'Brazlândia Rosada' é seca, porém menos que a de 'Coquinho' e 'Brazlândia Roxa'.

A planta é do tipo esparsa a muito esparsa (rasteira). As ramas desenvolvem-se com rapidez, são longas e medianamente grossas (diâmetro de 6 a 7 mm de diâmetro), de cor verde.

A cultivar não floresce nas condições do DF. Suas folhas são grandes, medindo de 12 a 16 cm de comprimento e de 13 a 18 cm de largura na base.

Apresenta ciclo médio, podendo ser colhida a partir dos 120 dias até os 150 dias. Se colhida tardia ou plantada em espaçamento mais largo, produz batatas graúdas, de elevado peso médio. Recomenda-se fazer a colheita quando as batatas atingirem o tamanho ideal para o comércio (150-250g). Na região do DF pode ser plantada o ano todo. A produtividade registrada no CNPH corresponde a uma média de 33 t/ha em um ciclo de 5 meses.

Esta cultivar apresenta, aproximadamente, 39,7% de matéria seca, sendo que deste total 81,8% representam amido mais açúcar, o que a torna também indicada como matéria-prima para produção de álcool.

BRAZLÂNDIA ROXA

A cultivar Brazlândia Roxa foi coletada na região de Brazlândia, DF, em abril de 1980. Esta cultivar tem película externa (periderme) roxa, polpa creme, doce, com baixo teor de fibras. Após o cozimento, a polpa torna-se creme-amarelada. O formato é alongado, muito uniforme e com ótimo aspecto comercial. A polpa é bem seca.

A planta é do tipo esparsa (rasteira). As ramas desenvolvem-se lentamente, são de comprimento médio, com diâmetro médio aproximado de 6 mm, de cor verde.

As folhas, tanto as velhas como as novas, são de cor verde, medindo de 11 a 15 cm de comprimento por 10 a 15 cm de largura na base. A cultivar floresce pouco nas condições de Brasília.

É uma cultivar tardia, devendo ser colhida após 150 dias. Raramente produz batatas graúdas e apresenta boa resistência contra pragas de solo.

A produtividade média obtida no CNPH foi de 25 t/ha, em ciclo de 5 meses. É indicada para a região de Brasília, onde pode ser plantada em qualquer época do ano, desde que se disponha de irrigação.

COQUINHO

A cultivar Coquinho é originária da Paraíba, tendo sido introduzida no DF em 1972 e mantida no quintal da casa de um operário na Fazenda Tamanduá, hoje sede do CNPH. Tem película externa (periderme) amarela pálida, polpa branca, doce, delicada, com baixo teor de fibras. A polpa é bem seca e, após o cozimento, torna-se de cor branco-acinzentada.

O formato das batatas é alongado ou arredondado, desuniforme, variando de acordo com o tipo de solo. Recomenda-se plantar em solo leve, bem estruturado, evitando solos pesados ou compactados.

Nas condições do DF, o desenvolvimento da rama é rápido na primavera/verão e lento no outono.

As folhas são de tamanho médio a grande (de 12 a 16 cm de comprimento e de 9 a 13 cm de largura na base) nos plantios de primavera/verão, e pequenas nos plantios de outono. As folhas são de cor verde-clara a verde e as folhas novas são verde-claras.

Nas condições do DF, 'Coquinho' floresce bastante durante quase o ano todo. A cultivar é relativamente precoce e raramente produz batatas graúdas. A produtividade média obtida no CNPH foi de 28 t/ha em ciclo de 4 meses, nos plantios de primavera ou verão. No Distrito Federal recomenda-se o plantio de setembro até fins de fevereiro.

João Eustáquio Cabral de Miranda

Fonte: www.cnph.embrapa.br

Batata-Doce

Batata Doce - Plantio

Batata-Doce

A propagação comercial da batata-doce é feita por meio de pedaços de ramas, com 30 a 40cm de comprimento, plantados em camalhões ou leiras. Esta operação deve ser para conseguir porcentagem de pagamento satisfatório. Na falta de chuvas, se possível, o solo deve ser regado logo após ou antes do plantio, repetindo-se a rega, nos dias subseqüentes, se necessário.

Obtenção de ramas para o plantio: Nas localidades em que a área de cultivo é muito extensa, em condições de suprir grandes consumidores durante vários meses do ano, e nas quais as características de clima e solo favoráveis, não é necessário o preparo de viveiros, para o suprimento de ramas às futuras plantações.

Estas são obtidas de maneira simples e econômica retirando-as das próprias lavouras, já plantadas anteriormente, à medida das necessidades. Nestes casos, pela abundância do material de propagação, retiram-se apenas as porções terminais das ramas, com 30 a 40cm. de comprimento, nas quais se deixam apenas as duas ou três últimas folhas e o broto terminal.

Esse material de propagação, a que se dá o nome de “pinta de rama” é justamente o empregado no plantio da batata-doce nas regiões onde mais se cultiva esta hortaliça.

Quando se vai iniciar a cultura pela primeira vez, ou se deseja introduzir uma variedade nova, e não se dispõe portanto de nenhuma outra fonte de ramas para o plantio, estas serão obtidas de viveiros, isto é, de canteiros onde as raízes são previamente plantadas, nas distâncias de 1 a 2 metros, uma das outras, para emitir brotações e produzir ramas necessárias ao plantio da lavoura normal.

A fim de favorecer e intensificar a produção de ramas, os viveiros devem ser instalados o mais cedo possível, nos meses de junho e agosto, em lugares que facilitam a irrigação, durante as estiagens comuns nessa época.

Os viveiros devem ser formados em local de terra fértil. Em caso contrário, estas precisam receber adubações orgânicas e mineral, na base de um quilograma de esterco bem curtido ou de outra boa fonte de matéria orgânica, mais 50 gramas de superfosfato simples, por cova. Os adubos devem ser bem revolvidos com a terra antes do plantio das raízes.

Estas serão cobertas com uma camada de terra, cerca de 10 cm de espessura. A fim de se possibilitar o livre e amplo desenvolvimento das ramas por sobre o solo, dá-se entre as covas o espaçamento de 2 x 1 metro.

Devem ser escolhidas, para a formação dos viveiros, as batatas típicas da variedade, livres de moléstias ou pragas, bem conformadas em bom estad de conservação e se possível oriundas de plantas que, além de sadias, tenham sido bastante produtivas.

Quando não se dispõe de número suficiente de batatas, peso médio de 80 a 150 gramas, podem-se enviveirar raízes maiores, que serão plantadas inteiras ou, quando muito grandes, cortadas ao meio, transversalmente, no ato do plantio. As raízes grandes, possuindo maiores quantidades de reservas nutritivas, enfrentarão melhor a deficiência de chuva, quando não puder irrigar.

Para se aumentar ainda mais o suprimento de rama, pode-se nos plantios mais atrasados, empregar ramas retiradas dos próprios campos plantados mais cedo.

Três a quatro meses de ciclo, em viveiro bem adubado, bem suprido de umidade e sob temperatura média diária superior a 20graus serão suficientes para a formação de boas ramas para o plantio.

Durante o desenvolvimento vegetativo das plantas em viveiros, pode-se, para apressar o crescimento das ramas, aplicar em cobertura Salitre do Sulfato de Amônio, ou Nitrocálcio, na base de 20 gramas, por metro quadrado de viveiro.

Embora o rendimento de ramas para o plantio oscile muito, de acordo com a variedade plantada, pode-se esperar, para fins de cálculo prático, que cada batata enviveirada produza nos três cortes, cerca de 200 gramas. Desta forma, 250 batatas pequenas, com peso de 200 gramas cada uma (50kg de batatas), poderão produzir em média 50.000 mudas, número suficiente para o plantio de uma área de 2.000m2, espaçamento de 90 x 30 cm.

Assim, considerando-se as perdas, pode-se tomar por base que, deve-se enviveirar 250 raízes gramas cada uma, o que corresponde numericamente, e para o plantio de um alqueire paulista (24.200 m2). Se quiser plantar o hectare ou um alqueire com apenas o primeiro corte de ramas, esses números terão de ser multiplicados por 3, isto é, 750 e 1.800 batatas respectivamente.

Pode-se, também, obter ramas para o plantio, aproveitando-se das que se originarem de brotação de parte da própria lavoura do ano anterior. Para isso reserva-se uma certa área da cultura anterior para nova brotação.

Preparo do solo

O terreno deve ser muito bem preparado, principalmente no caso da produção de batata-doce para mercado. Recomenda-se aração esmerada, a 20 cm de profundidade e boa gradeação para desmanchar perfeitamente os torrões. Esta operação, quando executada por uma enxada rotativa ou mula mecânica, deixa o terreno em condições excelentes para a batata-doce de mercado, principalmente, quando existem restos da cultura anterior ou vegetação natural herbácea, para enterrar, ou mesmo leguminosas que tenham sido plantadas como adubo-verde.

Sistemas de plantio

A batata-doce pode ser plantada em covas feitas em alinhamento, procedendo-se, depois de algum tempo, a elevação das leiras ou camalhões, ao longo do alinhamento das covas; preferivelmente plantada já diretamente sobre as leiras. No primeiro caso, fazem-se as covas manualmente, utilizando-se de uma enxada leve e de cabo curto, com um golpe, abre-se a cova até 15-20 cm, sem se retirar a terra.

Colocada a rama, apenas 15 a 20 cm da sua base, comprime-se a terra ao seu encontro. O operário tem que trabalhar em posição cansativa, agachado. Para esse plantio, dá-se preferência ao emprego da “ponta de rama”. Cerca de 30 a 40 dias mais tarde, achando-se as plantas bem “pegadas” elevam-se as leiras, puxando-se com enxada, a terra do meio das ruas para o alinhamento das covas.

Conquanto este sistema ainda esteja em uso em alguns lugares e tenham sido obtidas, com ele, boas produções, aconselha-se a base de resultados experimentais, o plantio em leira. As produções são maiores; a colheita é mais fácil, a aparência do produto colhido e o seu tipo são também melhores.

Uso do plantador bengala

O melhor e mais rápido sistema de plantio, é feito com o “plantador-bengala”, simples bengala de madeira ou de bambu, de mais ou menos 80.cm de comprimento, com a extremidade inferior escavada em “U”, formando uma forquilha.

Distribuídas as ramas às distâncias desejadas, sobre os camalhões, elas são fincadas pela base de cima da leira por compressão da forquilha da bengala. Para facilitar a operação, as ramas devem ser colocadas transversalmente sobre os camalhões, deixando a sua parte basal no alto do camalhão. Ao se fincar a rama no cimo da leira, coloca-se a forquilha do plantador-bengala a cerca e 10 centímetros da base da rama, fincando-se-á por compressão até 15 cm de profundidade, restando assim cerca de 15 cm para fora. A rama fica em posição ereta.

Para evitar quebras ou esmagamento das ramas no ato do plantio, a curvatura da forquilha tem de ser suave, sem cantos vivos. Os camalhões devem estar preparados, no máximo, com antecedência de 15 a 20 dias, para evitar que a terra se assente demais e se torne endurecida, dificultando o plantio.

Também não devem ser usadas ramas muito frescas e turgescentes, quando são de variedades que possuam ramas muito herbáceas e quebradiças. Neste caso é necessário expô-las algum tempo ao vento para que murchem um pouco e se tornem mais flexíveis. Pelo uso do plantador-bengala, o serviço torna-se cômodo, prático e bem barato. O operário trabalha de pé, sem se abaixar, cansando-se muito menos.

Preparo das leiras

Em terreno previamente bem arado e gradeado levantam-se os camalhões por meio de sulcadores. Fazendo-se sulcos paralelos, às distâncias desejadas, formando-se entre cada dois deles, os camalhões que, quando imperfeitos podem ser retocados com enxada. Nas grandes culturas, as leiras podem ser feitas por tração animal, empregando um sulcador apropriado ou na falta deste, um arado de aiveca.

Os camalhões devem ser levantados com antecedência. Assim, logo que caírem as primeiras chuvas, pode-se fazer o plantio.

Material de propagação

Nunca se deve usar as raízes para a plantação do campo definitivo. Isso resulta numa produção baixa, de má qualidade e concorre para a disseminação de moléstias e pragas. Não se deve também, em caso algum usar ramas velhas, provenientes da cultura do ano anterior. Reconhecem-se essas ramas pela sua cor pardacenta e flacidez, principalmente por já se acharem desenvolvidas de folhas. Nessas ano anterior, aproveitam-se todavia as “pontas de rama”, e, mesmo quando necessário, algumas porções mais novas da metade superior das ramas ainda providas de folhas, quando não se preparam os viveiros. Aliás, na exploração extensiva, não se preparando os viveiros, lança-se mão desse recurso. Usando-se preferivelmente, das áreas de plantio mais tardios, cujas ramas são mais novas e saudáveis. O melhor material de propagação é a “ponta de rama”. Isto deve se explicar, principalmente, pelo fato de serem estas as partes mais livres de moléstias ou pragas.

Devem ser utilizados no plantio, pedaços de ramas de 30 a 40cm de comprimento, seja “ponta” seja meio de rama, dos quais são eliminadas as folhas da parte basal deixando-se, além do brôto terminal, duas ou três folhas grandes no ápice de cada rama. A função dessas folhas é apressar o desenvolvimento da nova planta, que aproveita suas reservas nutritivas, e indicar a posição correta das ramas, a fim de não serem plantadas em posição invertida. Se se deixarem todas as folhas nas ramas, o plantio se tornará meio difícil e, para facilitar o pegamento, deve-se deixar apenas um terço das ramas e as folhas fora da terra. Além disso, é preciso não se esquecer que o plantio só deve ser feito com a terra úmida, seja péla água das chuvas, seja pela irrigação para se obter bom pegamento das ramas.

Épocas de plantio

Pode iniciar-se, a partir da entrada da estação chuvosa e quente, em outubro e prolongar-se até fevereiro-março. Todavia, as maiores produções são obtidas dos primeiros plantios. Maiores produções ainda poderão ser obtidas pelo plantio cedo, em agosto-setembro, de variedades tardias, sob irrigação, uma vez que as temperaturas reinantes nesses meses já são, em São Paulo favoráveis a essa cultura.

Espaçamento

O espaçamento no plantio de batata-doce, quando varia entre limites razoáveis, de 60 a 100 cm entre fileiras, e de 20 a 40 cm entre plantas, tem influência relativamente pequena sobre a produção bruta de raízes por unidade de área. Possui, no entanto, notável influência sobre o tamanho ou tipo de batatas produzidas. Com menor espaçamento menor também será o tamanho das batatas e, geralmente, maior a produção das raízes de tamanho médio, pesando entre 80 a 800 gramas, que é o tipo melhor cotado nos mercados.

Deve-se, com relação às distâncias entre os camalhões, escolher aquela mais conveniente do ponto de vista de execução ou melhor, que traga maiores facilidades no preparo dos camalhões, distâncias essas compreendidas entre 70 a 90 centímetros.

Com relação, porém, às distâncias entre as plantas nas fileiras, a sua escolha deve depender sobretudo da finalidade ou destino da produção. Se as batatas forem destinadas aos mercados dos grandes Centros urbanos, exigentes em batatas pequenas do tipo mercado, devem ser escolhidas distâncias também pequenas entre as plantas, com cerca de 20 a 25cm, a fim de se conseguir a produção máxima de raízes deste tipo.

Quando a produção for para forragem ou matéria-prima para indústrias oü outra finalidade, em que não haja restrições quanto ao tipo do produto, pode-se adotar o espaçamento maior de 40 a 50 cm, porque desta forma, a produção bruta será pouco afetada, fazendo-se no plantio grande economia de ramas e de mão-de-obra.

Nos plantios tardios de janeiro em diante, são aconselháveis espaçamentos maiores para permitir a produção de batatas de bom tipo para a mercado, porque, o plantio atrasado já tem o efeito de diminuir o tamanho das raízes.

O mesmo se pode dizer no caso de serem plantadas variedades que normalmente tenham propensão para produzir batatas pequenas.

Esquematizando os espaçamentos entre linhas e entre plantas aconselhadas para o plantio da batata-doce são os seguintes:

a) Culturas para o abastecimento de grandes cidades: 80 x 20 cm
b) Culturas para os mercados do interior:
90 x 30 cm.
e) Plantações para fins forrageiros:
90 x 40 cm.

Rotação de cultura

A rotação é a prática altamente recomendável para qualquer cultura. Todavia, no caso da batata-doce, é considerada indispensável. O ataque dos inimigos, sobretudo dos nematóides e das brocas da raiz, aumenta consideravelmente de ano para ano, quando a plantáção é feita seguidamente no mesmo terreno.

A produção, por sua vez, cai enormemente, muitas vezes, para menos da terça parte, diminuindo ainda mais a porcentagem de batatas sadias, do tipo “mercado”.

Boa prática incluir no plano de rotação, para, servir de adubo verde, uma leguminosa, Prestam-se bastante para esse fim a mucana, o feijão, a crotalária paulina ou a soja-grão. O adubo verde deve ser cortado no período de florescimento, passando-se uma grade de discos e deixando-se as plantas a secar sobre o terreno, para serem incorporadas ao solo na aração da primavera.

ADUBAÇÃO

De modo geral, a batata-doce raramente reage às adubações minerais diretas feitas no ano da cultura. Em terrenos muito fracos, a adubação orgânica ou a verde pode dar bons resultados e significativo aumento dc produção.

Em solos fracos, do tipo massapé-salmorão, bons efeitos são geralmente conseguidos com a aplicação de azôto em forma de sulfato de amônio, salitre do Chile ou nitrocálcio em cobertura, algumas semanas após o plantio. Os adubos nitrogenados podem ser aplicados, na base de 20 a 30 gramas por metro de linha ou carnalhão.

Raramente se obtém, na cultura de batata-doce, resultados compensadores com aplicação direta de adubos fosfatados e potássicos.

A batata-doce deve ser cultivada em rotação com plantas mais exigentes, como a batatinha, o tomate, e as hortaliças em geral e que reagem muito às adubações diretas. Essas plantas, recebendo fortes adubações, deixam no solo restos de adubação que serão no ano seguinte, aproveitados vantajosamente pela batata-doce.

Esta é a maneira mais aconselhável de exploração da cultura, quando se trata de centros de produção hortícola bem diversificada, para abastecimento de grandes mercados.

Quando o solo é ácido, deve ser aplicado o calcário, de acordo com o que indicar as análises e com bastante antecedência. ao plantio, devendo ser muito bem misturado ao solo por meio de gradeações profundas.

Os tratos culturais para a batata-doce são muito simples. Tem por fim a eliminação das ervas, mas o mais importante é o chegamento de terra às plantas. Este “chegamento” de terra feito por ocasião das capinas corrige a altura das leiras normalmente reduzidas pela ação das chuvas e pelo acamamento da terra. Nessa operação, usam-se sulcadores comuns que se passam entre as leiras com tração animal, completando-se com enxada.

Fonte: www.agriculturaepecuaria.com.br

Batata-Doce

Batata-Doce

A batata-doce (Ipomoea batatas (L.) Lam.) é uma planta rústica, de ampla adaptação, fácil cultivo, alta tolerância à seca e de baixo custo de produção.

É detentora de caule tenro, que se desenvolve rastejante no solo, impedindo a erosão e o crescimento de plantas daninhas. Suas raízes são tuberosas e variam de forma, tamanho e coloração, conforme a cultivar e o meio ambiente em que são produzidas.

Por ser uma planta natural de regiões quentes, essa cultura requer temperaturas elevadas durante todo o ciclo vegetativo. É uma lavoura muito popular e apreciada em todo o país, estando colocada em quarto lugar entre as hortaliças mais consumidas pela população brasileira. No Nordeste é a principal hortaliça cultivada. É boa fonte de energia, minerais e vitaminas C e do complexo B. Algumas cultivares são ricas em vitamina A, podendo ser consumida assada, cozida ou frita.

É uma lavoura de grande importância social, contribuindo decisivamente para o suprimento alimentar das populações mais pobres. No quadro mundial, os maiores produtores são a China, Indonésia, Índia e o Japão. A China destaca-se como maior produtor atingindo 150 milhões de toneladas. No Continente Latino-Americano, o Brasil surge como o principal produtor, contribuindo com 3 milhões de toneladas anuais. No Brasil os estados de maior produção são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Paraná, tendo o rendimento nacional atingido 10 t/ha. A Paraíba vem se destacando como um dos principais produtores da Região Nordeste.

A grande difusão e diversidade de formas de batata na América, muito superior ás encontradas na Oceania pelos primeiros exploradores, indicam que a domesticação dessa planta ocorreu antes, no continente americano. Quanto à origem genética, Martin determinou as afinidades como Ipomoea batatas de uma série de Ipomoeas silvestres, a maioria das quais de origem Americana. Desta forma, a verdadeira origem da batata-doce permanece até hoje indefinida apesar de que muitas evidências indicam o Sul do México e o Nordeste da América do Sul como seu berço natural.

No aspecto botânico, a batata-doce pertence à família das convolvuláceas, ao gênero Ipomoea e à espécie Ipomoea batatas L., planta de constituição herbácea, rastejante verde ou arroxeada; chega a alcançar de 3 a 5 m de comprimento. As folhas podem ser cordiformes, lanceoladas e recortadas com pecíolos bastante desenvolvidos. As flores são hermafroditas de coloração lilás ou arroxeadas, porém auto-estéreis o que favorece a fecundação artificial e, portanto, a obtenção de sementes de interesse dos melhoristas. A maior parte das raízes se desenvolvem nos primeiros 10 cm de profundidade do solo, havendo, entretanto, uma raiz pivotante que atinge profundidade de até 1,30 m. Algumas raízes secundárias passam a acumular hidratos de carbono, transformando-se em órgão de reserva, as quais constituem a parte comercial da planta.

Clima e Solo

A batata-doce pode ser cultivada em qualquer parte do país, mas prefere os climas em que as temperaturas são mais elevadas, pois além de não tolerar geadas, seu desenvolvimento vegetativo e produtividade são prejudicados em temperaturas menores que 10 ºC. Por isso, em regiões sujeitas a geadas, não deve ser plantada em época que a fase de crescimento coincida com o período frio. Um regime de 500 a 750 mm de chuvas, bem distribuídas durante o ciclo da cultura, é suficiente para o pleno crescimento e desenvolvimento das plantas.

Essa hortaliça produz bem em qualquer tipo de solo, poré, consideram-se ideais os solos mais leves, bem estruturados, com fertilidade de média a alta, bem drenados e boa aeração. A produção é muito prejudicada em solos encharcados ou muito úmidos, pois aeração deficiente retarda a formação da batata.

Solos compactados e/ou mal preparados causam alterações no formato e uniformidade dos batatais, diminuindo o seu valor comercial. A planta cresce e produz bem em solos com pH 4,5 a 7,7, porém os valores ótimos estão na faixa de 5,6 a 6,5. Portanto, o melhor solo para o desenvolvimento da batata-doce é aquele que apresenta boa drenagem, textura arenosa ou areno argilosa, sendo levemente ácido ou neutro.

Principais Variedades

A recomendação de cultivares de batata-doce está relacionada com local, época de plantio, finalidade da produção e referência de mercado. A maior parte das batatas-doces comercializadas na grande cidade, apresenta casca (periderme) branca, rosa ou roxa e polpa branca ou creme, embora também sejam comercializadas batatas com casca amarela ou roxa e polpa amarela, salmão ou roxa (como beterrabas), todas nos mais diferentes mercados e regiões.

As variedades mais cultivadas no Brasil apresentam-se da seguinte forma:

1) Leucorhiza - Variedades que apresentam tubérculos brancos;
2) Porphyrorhiza -
Variedades que apresentam tubérculos vermelhos e
3) Xantorhiza -
Variedades que apresentam tubérculos amarelos.

Pesquisas desenvolvidas na Estação Experimental de Mangabeira, da Emepaem João Pessoa-PB, com cinco variedades de batata-doce (Brazlândia Roxa, Brazlândia Rosada, Brazlândia Branca, Princesa e Couquinho) apresentaram resultados bastante promissores para as condições da Mesorregião da Mata Paraibana.

Brazlândia Roxa

A película externa é roxa, polpa creme, que após o cozimento torna-se creme-amarelada. Tem um formato alongado muito uniforme. É uma cultivar tardia, muito produtiva, podendo ser colhida após os 150 dias.

Brazlândia Rosada

A película externa é rosa, polpa de cor creme e após o cozimento torna-se amarelada. Formato das raízes é alongado. Apresenta um ciclo médio, podendo ser colhida até os 150 dias.

Brazlândia Branca

A película externa é branca, polpa creme claro, que após o cozimento torna-se amarela-clara. Formato das raízes é alongado. É uma cultivar de ciclo médio, muito produtiva, podendo ser colhida até os 150 dias.

Princesa

A película externa é creme, polpa também creme, com formato alongado e uniforme. É uma cultivar tardia, apresenta uma boa produtividade, devendo ser colhida a partir dos 150 dias.

Coquinho

A película externa é amarela pálida, polpa branca e doce, que após o cozimento torna-se brnaco-acinzentada. Tem um formato alongado ou arredondado, apresentando um ciclo precoce, podendendo ser colhida a partir dos 120 dias.

Propagação:

A propagação é feita por meio de ramas ou mudas.

Ramas - São pedaços de hastes (estacas) com oito a dez folhas (cada folha corresponde a um entrenó). Podem ser obtidos pelo plantio de batatas em viveiro ou pelo plantio de ramas velhas.
Mudas - São brotos com 25 cm de comprimento, obtidos pelo plantio de batatas em viveiros. As ramas podem ser cortadas 120 dias após o enviveiramento das batatas. Cada batata produz, em média, 20 ramas. As mudas são recomendadas quando se deseja antecipar o plantio e não se dispõe de ramas.

Instalação e Condução do Cultivo

Escolha da área e preparo do solo

A batata produz relativamente bem em vários tipos de solo, entretanto, as melhores produções são obtidas em solos leves. Os solos de boa estrutura favorecem a oxigenação e a penetração das raízes. Solos úmidos são desaconselháveis para a cultura.

O preparo do solo consta de aração e gradagem. A aração deve ser feita a 30 cm de profundidade com gradagem realizada posteriormente.

Época e sistema de plantio

A melhor época para o plantio da batata-doce é na metade do período chuvoso, nos meses de novembro, dezembro e janeiro, nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No Nordeste, deve-se plantar no início da estação chuvosa. Entretanto, sob condições de irrigação, pode-se plantar durante todo o ano, desde que não ocorram temperaturas menores que 10 ºC por períodos longos.

O sistema de plantio pode ser feito em sulcos ou camalhões.

Em camalhões - As ramas são plantadas em leiras de topo arredondado e com altura de 30 cm. Os camalhões contribuíem para o arejamento e drenagem, além de ajudar no controle da erosão e facilitar substancialmente a colheita.
Em sulcos -
Este sistema deve ser usado em solos arenosos ou muito secos, é mais simples e torna-se menos oneroso.

Plantio

Recomenda-se cortar as ramas um dia antes do plantio para que as mesmas fiquem murchas, mais flexíveis e percam um pouco de água. Usar preferencialmente as pontas das ramas mais vigorosas, tendo-se o cuidado de não quebrá-las durante o enterrío.

Durante o plantio, as ramas são colocadas sobre as leiras transversalmente e, com o auxílio de uma bengala, são enterradas pela base ou pelo meio, devendo-se enterrar três ou quatro entrenós. Quando se enterra um ou dois entrenós, a tendência é produzir batatas graúdas, e quando se enterram muitos entrenós a tendência é produzir muitas batatas pequenas.

Espaçamento

O espaçamento é função da cultivar (hábito de crescimento, área foliar, ciclo, profundidade dosistema radicular, sua extensão e ramificação) da finalidade da produção, do tipo e fertilidade natural solo, da adubação que se pretende fazer e do local e época do plantio. Os espaçamentos mais utilizados variam de 80 a 100 cm entre leiras e de 25 a 40 cm entre plantas.

Quando a finalidade da produção for o mercado (mesa), as batatas devem ser de tamanho médio. Assim, cultivares que tenham tendência de produzir batatas graúdas, de elevado peso médio (maior que 800 gramas), devem ser plantadas em espaçamentos menores dentro da leira. Em solos muito férteis ou quando se utiliza adubação mais pesada, deve-se utilizar espaçamentos menores. Em solos mais fracos, adotar espaçamentos maiores. Em solos argilosos (tipo podzólicos) ou compactados, recomendam-se maiores distâncias entre leiras.

Controle de plantas daninhas

A cultura da batata-doce é pouco exigente em tratos culturais, entretanto, deve ser mantida no limpo até 60 dias após o plantio, quando as ramas cobrem totalmente o solo e impedem o crescimento das plantas daninhas.

Pragas e doenças

Vaquinha ou bicho-alfinete - As lavras furam as raízes diminuindo seu valor comercial. Os adultos comem as folhas deixando-as rendilhadas.
Broca-da-raiz -
As lavras cavam galerias alterando o aspecto, o sabor e o odor das raízes, tornando-as imprestáveis para o consumo animal ou humano.
Broca-do-coleto -
Os adultos são mariposas pardo-escuras que depositam os ovos na planta, próximo às raízes. As lavras penetram nas ramas cavando galerias.

Quando o ataque é severo pode-se reconhecê-lo facilmente, pois as ramas murcham e secam, partindo-se e destacando-se facilmente.

Como pragas de importância secundária as mais importantes são: bicho-bolo, a lagarta-rosca, a larva-arame e ácaros, as quais causam danos eventuais.

As medidas de manejo e controle de pragas visam especialmente os insetos de solo e a broca do coleto, pragas mais importantes da cultura, mas são eficientes também para outras espécies de insetos de menor importância econômica.

Quanto às medidas gerais de controle recomendam-se:

a) Usar variedades resistentes a insetos de solo;
b)
Fazer rotação de cultura por dois ou três anos;
c)
Usar ramas sadias e de bom vigor;
d)
Fazer amontoa o que reduz as pragas de solo;
e)
Colheita precoce antes dos 130 dias;
f)
Evitar armazenamento por período superior a 30 dias.

Poucas são as informações existentes sobre doenças que atacam a batata-doce no Brasil. Entretanto, as doenças citadas como ocorrentes podem ser classificadas da seguinte forma:

a) Doenças causadas por vírus, bactérias e fungos: Antracnose, cercosporiose, podridão-mole, podridão-negra, mosaico, ferrugem-das-folhas e sarna.
b) Doenças fisiológicas:
Rachaduras e formação das raízes.

Os problemas fisiológicos verificados no cultivo da batata-doce como rachaduras e formação das raízes podem ser atribuídos à temperatura baixa na fase de crescimento e à aplicação de fertilizantes em excesso.

Calagem: A calagem é feita com base na análise do solo, usando-se preferencialmente calcário dolomítico 30 dias antes do plantio.

Adubação

A adubação deve ser feita com base nos níveis de fertilidade so solo, utilizando (N - P2O5 - K2O - Sulfato de Zinco), em kg/ha, Baixo: 100 - 200 - 200 - 10; Médio: 60 - 150 - 150 - 5 e Alto: 30 - 100 - 100 - 0

Em solos de baixa fertilidade, recomenda-se adicionar 10 kg de bórax. É também aconselhável colocar 20 t/ha de esterco de curral bem curtido e, nesse caso, reduzir a adubação nitrogenada à metade da dosagem recomendada. Em solos com alto teor de matéria orgânica não utilizar adubação nitrogenada, pois o excesso desses nutrientes provoca grande desenvolvimento das ramas e reduzida produção de batata-doce. O nitrogênio deve ser aplicado 1/3 a 1/2 no plantio e o restante após 30-45 dias, em cobertura. O fósforo, o potássio e o sulfato de zinco devem ser aplicados totalmente no plantio.

Irrigação

As irrigações podem ser feitas obedecendo-se ao seguinte esquema: até aos 20 dias após o plantio - duas vezes por semana; dos 20 aos 40 dias após o plantio - uma vez por semana e a partir dos 40 dias até a colheita - a intervalos de duas semanas.

Colheita

Quanto mais tempo a batata-doce permanecer no solo maior a possibilidade de ocorrer ataque de pragas e doenças. Por volta do 4º mês a planta estaciona o seu crescimento vegetativo e começa a amarelar (110 a 120 dias). Portanto, pode-se iniciar a colheita. Para saber se as raízes estão maduras, faz-se um corte na batata recém-colhida; se a raiz cicatriza e seca rapidamente, é sinal que está madura; caso o látex continue saindo, é sinal que ainda está "verde".

Pós-colheita

Processo de Cura

Após a colheita, deixar as batatas secarem ao sol durante 50 minutos, realizando-se a lavagem em seguida se a comercialização for imediata. Caso a comercialização não seja imediata, armazenar as batatas em lugar arejado sem lavá-las. Após a classificação e embalagem, efetuar a cura das batatas em ambiente de alta temperatura (28 a 30 ºC) e alta umidade relativa (85%), com boa aeração, durante aproximadamente 7 dias.

Classificação e Embalagem

A classificação da batata-doce deve ser feita segundo o tamanho e as condições gerais do tubérculo. No Brasil, não existe uma norma oficial para classificação, mas as normas extras oficiais utilizadas nos principais mercados consumidores são muito exigentes. As batatas devem ser bem conformadas e uniformes, lisas e com película da cor específica de cada variedade e isentas de pragas e doenças.

A classificação da batata-doce utilizada nos principais mercados consumidores do Brasil é a seguinte:

Tipo Extra A: 300 a 400 g;
Tipo Extra:
200 a 300 g;
Tipo Especial:
150 a 200 g e
Diversos:
80 a 150 g.

Após a classificação, as batatas devem ser embaladas, preferencialmente em caixas de 25 kg e nunca em sacos que ferem os tubérculos pelo atrito. As raízes devem ser arrumadas na caixa evitando-se grandes espaços vazios.

Comercialização

A batata-doce normalmente é comercializada nas feiras livres e supermercados. No Nordeste, os preços mais altos geralmente ocorrem de março a agosto. Deve-se ter o cuidado de evitar raízes que apresentem rachaduras, deformações, danos mecânicos e esverdeamento, defeitos considerados prejudiciais no momento da comercialização.

Composição Química

A composição química das raízes da batata-doce revela que esta hortaliça é rica em carboidratos (amido principalmente), com teores de 13,4 a 29,2%, açúcares redutores de 4,8 a 7,8%, fornecendo em cada 100 gramas, 110 a 125 calorias. Contem ainda boa quantidade de vitamina A, além de vitaminas do complexo B (tiamina, riboflavina e ácido nicotínico) e água (59,1 a 77,7%). Apresenta baixos teores de proteínas (2,0 a 2,9%) e de gorduras (0,3 a 0,8%).

Como fonte de minerais, a batata-doce fornece, em cada 100 g, os seguintes teores: cálcio (30 mg), fósforo (49 mg), potássio (273 mg), magnésio (24 mg), enxofre (26 mg) e sódio (13 mg).

Constituintes Unidade Teores nas raízes
Umidade % 59,1-77,7
Amido % 13,4-29,2
Equivalente a açúcares redutores % 4,8-7,8
Proteínas % 2,0-2,9
Cinzas % 0,6-1,7
Fibra bruta % 1,3-3,8
Gordura % 0,3-0,8
Energia cal/100 g 110 a 125
Tiamina mg/100 g 0,10
Riboflavina mg/100 g 0,06
Ácido nicotínico mg/100 g 0,90
Ácido ascórbico mg/100 g 25 a 40
í-Caroteno mg/100 g 1 a 12
Magnésio mg/100 g 24
Potássio mg/100 g 273
Sódio mg/100 g 13
Fósforo mg/100 g 49
Enxofre mg/100 g 26
Ferro mg/100 g 0,8
Cálcio mg/100 g 30

Fonte: www.emepa.org.br

Batata-Doce

CULTIVO DA BATATA-DOCE

1 – INTRODUÇÃO

A batata doce é uma hortaliça tipicamente tropical esubtropical, rústica, de fácil manutenção, boa resistência contra a seca e ampla adaptação. Apresenta custo de produção relativamente baixo, com investimentos mínimos, e de retorno elevado. Exige temperaturas relativamente altas e não tolera geadas. A produção de matéria seca aumenta de acordo com a elevação da temperatura do solo. Os solos ideais para o cultivo de batata doce são os mais leves, soltos, bem estruturados, de média ou alta fertilidade, bem drenados e com boa aeração.

2 - FORMAÇÃO DO VIVEIRO PARA OBTENÇÃO DE MUDAS OU RAMAS

Primeiramente, faz-se a escolha das batatas matrizes, que devem ser sadias e produtivas, isentas de pragas e doenças, sem rachaduras, com peso variando entre 80 e 150 gramas. Não se deve lavar as batatas destinadas ao viveiro. Após a colheita, as batatas devem ser armazenadas em lugar fresco, bem arejado e com alta umidade relativa do ar (85ºC), por duas a seis semanas antes do plantio. A finalidade é apressar a brotação das batatas. O local onde o viveiro ser implantado deve ter condições favoráveis de irrigação, solo fértil, leve, solto, com boa drenagem e, de preferência, não ter sido cultivado com batata-doce.

Pode-se adotar a mesma adubação recomendada para a lavoura comercial, e não é necessário fazer o plantio em leiras para a produção de mudas ou ramas.

No caso de obtenção de mudas (brotos de 20 a 25cm de comprimento e com 4 a 6 folhas), deve-se plantar as batatas no espaçamento de 80cm entre linhas por 10cm entre batatas. O plantio das batatas deve ser feito 90 dias antes do plantio comercial. Em cada viveiro podem-se retirar mudas três vezes, sucessivamente, a cada 30 dias. Após a terceira retirada das ramas ou mudas, o viveiro deve ser eliminado, para evitar infestação de pragas ou doenças.

Para a produção de ramas (pedaços de hastes ou caules de batata-doce com 8 a 10 entrenós) podem-se plantar batatas ou ramas obtidas em lavouras comerciais. As batatas devem ser plantadas no espaçamento de 80cm entre leiras ou linhas por 30 a 40cm entre plantas, para facilitar a retirada das ramas novas, que é realizada após 60-90 dias do plantio. Pode-se repetir a operação a cada 60 dias. O plantio de ramas deve ser feito com o solo úmido. Após o plantio, fazer nova irrigação, para promover maior contato entre a rama e o solo.

Para manutenção do viveiro, deve-se aplicar, se necessário, inseticidas de contato, duas semanas após a emergência das batatas, ou do plantio das ramas.

Caso não ocorram chuvas, deve-se irrigar o viveiro uma vez por semana, quando se plantarem batatas, e duas vezes por semana, quando se plantarem ramas.

Após a retirada das mudas ou ramas, ou se for necessário apressar o desenvolvimento, aplica-se nitrogênio em cobertura.

O viveiro deve ser mantido sempre limpo, fazendo-se tantas capinas quanto forem necessárias.

3 - MANEJO DO CULTIVO DE BATATA-DOCE

O preparo do solo é o mesmo recomendado para as demais hortaliças. A adubação possibilita um melhor desenvolvimento da planta e a produção de batata-doce de melhor qualidade. A batata-doce é exigente em potássio, nitrogênio, fósforo, cálcio e magnésio. As quantidades de nutrientes extraídas do solo variam segundo as cultivares, solo, clima. ciclo da cultura e principalmente produção (considerando a parte aérea mais as raízes).

A época de plantio da batata-doce varia em função das condições locais (temperatura, chuva, luminosidade, fotoperíodo) e da cultivar (precocidade, vigor e tipo de planta). Levando em consideração as condições climáticas, podem ser recomendados os meses de novembro, dezembro e janeiro, como melhor época de plantio, nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No Nordeste, aconselha-se plantar no início da estação chuvosa. Dispondo-se de irrigação (aspersão ou sulcos), pode-se plantar em qualquer época, em todo o país, exceto nos locais onde ocorrem geadas.

Os espaçamentos mais utilizados para o plantio de batata-doce varia de 80 a 100cm entre leiras e de 25 a 40cm entre plantas. Para solos muito férteis, recomendam-se espaçamentos menores.

As ramas ou mudas de batata-doce devem ser plantadas sobre leiras (20-30cm de altura) ou camalhões, que facilitam a drenagem, a aeração do solo, os tratos culturais e a colheita e ajudam a conservação do solo. O plantio pode ser feito mecanicamente, com uma transplantadeira de fumo adaptada ou manualmente, com o emprego de uma bengala com a ponta em "U" invertido.

Quando a batata-doce é plantada em sucessão a outra cultura, em geral não é necessário usar adubação no plantio, fazendo-se então uso do efeito residual do adubo da cultura anterior. Se isso não acontecer, deve-se adubar preferencialmente de acordo com as recomendações dadas pelos técnicos da região, a partir da análise de solo. Na indisponibilidade de análises de solo, pode-se de modo geral usar, no plantio, de 500 a 1000 kg/ha de adubo fórmula 4-14-8, para solos de alta e baixa fertilidade, respectivamente.

Os tratos culturais para lavoura de batata-doce, consistem na eliminação de plantas daninhas, rotação de culturas, controle da soqueira, etc.

A batata-doce apresenta boa resistência à seca. A planta possui um sistema radicular profundo (75-90cm), o que lhe possibilita explorar maior volume de solo e absorver água em maiores profundidades do que a maioria das hortaliças, mas possui também uma superfície foliar relativamente abundante, que lhe impõe maior transpiração (perda de água).

O período crítico da cultura são os primeiros 40 dias após o plantio, quando a superfície do solo deve estar com bom teor de umidade para promover um bom pegamento das ramas e um bom desenvolvimento vegetativo.

4 - CULTIVARES

As cultivares recomendadas estão estreitamente relacionadas ao local e à época de plantio, à adubação, à finalidade da produção e à preferência do mercado consumidor.

Algumas regiões têm indicações próprias de cultivares, tais como:

Manaus (AM): Balão, Três Quinas e Jambo.
Minas Gerais: Gonçalves, Variedade 14, Arroba e Peçanha Branca.
Porto Alegre e regiões próximas (RS): Americana e Rama Roxa.
São Paulo: Monalisa, Napoleão e Jacareí.
Rio de Janeiro: Rosinha do Verdan.
Sergipe: Ourinho e Batata-Salsa.
Pará: Rainha e Japonesa;
Brasília (DF): Brazlândia Rosada, Brazlândia Branca, Brazlândia Roxa, Coquinho e Princesa.
Tocantins:
Palmas e Canuanã

5 - DOENÇA E PRAGAS

A planta da batata-doce é conhecida pela rusticidade, sendo possível cultivá-la sem aplicação de agrotóxicos. Em condições favoráveis para a ocorrência de pragas e doenças, recomenda-se inspecionar periodicamente as plantas no viveiro e na lavoura, procedendo o devido controle.

As principais doenças da batata-doce são as que afetam as raízes, pois estas que possuem valor comercial. Pode-se destacar o mal-do-pé (Plenodomus destruens), a sarna (Monilochaetes infuscans) e a podridão mole (Rhizopus sp) como doenças fúngicas. Rachaduras longitudinais em raízes de batata-doce são normalmente relacionadas ao ataque de nematóides do gênero Meloidogyne.

As principais pragas são: broca-da-raiz, vaquinhas, larva-arame e broca-do-coleto.

São atualmente disponíveis algumas cultivares com bom nível de resistência ou tolerância a certas pragas e doenças: Princesa (resistente ao mal-do-pé), Brazlândia Roxa (tolerância a insetos de solo), Palmas e Canuanã (resistentes a nematóides e tolerantes a insetos de solo). Estas devem, sempre que possível, ser escolhidas para o plantio.

6 - COLHEITA E COMERCIALIZAÇÃO

A época de colheita está relacionada à finalidade da produção e necessidade do produto. Para consumo humano, as raízes devem atingir o tamanho ideal exigido ou mais aceito pelo mercado (no Brasil, raizes com 250 a 300 g), realizando a colheita dos 110 aos 165 dias após o plantio. Já para a indústria e forragem animal, a batata pode ser colhida mais tarde, com as raízes atingindo maior peso médio.

Nos principais mercados brasileiros a batata-doce é comercializada lavada. Tal prática deve ser evitada, porque prejudica a conservação e aumenta as perdas por ataque de patógenos.

Brígida Monteiro Vilas Boas

Helen Harumi Okumura

Wilson Roberto Maluf

Fonte: www2.ufla.br

Batata-Doce

BATATA DOCE - O CARBOIDRATO DO ATLETA

Sem dúvida, a batata doce é um dos alimentos fonte de carboidratos prediletos dos praticantes de musculação, especialmente, dos culturistas. Está sempre presente no cardápio da maioria dos campeões, principalmente na fase mais específica da preparação, a pre-contest. Particularmente, tenho utilizado com grande freqüência este tubérculo na dieta dos atletas sob minha supervisão, e os resultados são sempre muito expressivos.

A batata doce (Ipomoea batatas) é a raiz de uma planta rasteira, nativa do continente americano, que cresce sem exigir cuidados especiais para o cultivo. Embora seja menos consumida que a batata inglesa, ela é muito apreciada no norte e nordeste do Brasil. Com toda a probabilidade é a América Central a terra de origem da batata-doce, que pertence à família das Convolvuláceas.

É cultivada em 111 países, sendo que aproximadamente 90% da produção é obtida na Ásia, apenas 5% na África e 5% no restante do mundo. Apenas 2% da produção está em países industrializados como os Estados Unidos e Japão. A China é o país que mais produz, com 100 milhões de toneladas. Pode ser cultivada em locais de climas diversos, como o das Cordilheiras dos Andes; em regiões de clima tropical, como o da Amazônia; temperado, como no do Rio Grande do Sul e até desértico, como o da costa do Pacífico.

Além de constituir alimento humano de bom conteúdo nutricional, principalmente como fonte energética, a batata-doce tem grande importância na alimentação animal e na produção industrial de farinha, amido e álcool. É considerada uma cultura rústica, pois apresenta grande resistência a pragas, pouca resposta à aplicação de fertilizantes, e cresce em solos pobres e degradados. Em termos de volume de produção mundial, a cultura ocupa o sétimo lugar, mas é a décima quinta em valor da produção, o que indica ser universalmente uma cultura de baixo custo de produção.

No Brasil, há quatro tipos de batata doce, que são classificados de acordo com a cor da polpa: batata-branca, também conhecida como angola ou terra-nova, que tem a polpa bem seca e não muito doce; batata-amarela, parecida com a anterior, mas de sabor mais doce; batata-roxa, com casca e polpa dessa cor, é a mais apreciada por seu sabor e aroma agradáveis, sendo ótima para o preparo de doces; e, batata-doce-avermelhada, conhecida no nordeste do Brasil como coração-magoado, tem casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados.

O grande sucesso da batata doce em uma dieta é devido em grande parte a seu índice glicêmico. Este índice reflete o impacto promovido pelo carboidrato ingerido nos níveis sangüíneos de glicose, sendo que quanto mais baixo, melhor (exceto em algumas situações específicas, tal como imediatamente após um treinamento). Em relação à glicose, o índice glicêmico da batata doce é 44, o que pode ser considerado baixo comparando-se com o arroz branco (64) ou com o pão branco (71). Isto a torna ideal para ser consumida como fonte de carboidratos durante o dia, e principalmente, entre 1 e 2 horas antes de uma sessão de treinamento com pesos.

Além do índice glicêmico favorável, esse alimento possui alta taxa de vitamina A (sobre tudo a amarela e a roxa), vitaminas do complexo B e alguns sais minerais, como cálcio, ferro, potássio, fósforo e um pouco de vitamina C. Suas folhas também são bem nutritivas e podem ser preparadas como qualquer outra verdura de folha.

Muitas pessoas ainda confundem a batata doce com a inglesa, crendo que os valores nutricionais são semelhantes. Apesar de haver entre os dois tubérculos uma perfeita concordância no que diz respeito ao teor em substâncias nutritivas, calorias e água, existe grande diferença quanto ao índice glicêmico (a batata inglesa possui um IG muito maior). As batatas-doces também são mais ricas em ferro e possuem 5 vezes mais cálcio. Isto tem uma importância especial para cobrir determinadas necessidades dietéticas. Outro caso é o teor em vitaminas. A batata-doce é muitíssimo mais rica em vitamina A do que a batata inglesa, tendo um alto valor dietético nas doenças causadas por avitaminose A, além de possuir mais fibras.

No período pre-contest, qualquer erro pode significar o insucesso do atleta, portanto a dieta deve ser precisa como um relógio suíço. Procuramos trabalhar com a menor variedade de alimentos possível, visto que dessa forma os eventuais ajustes podem ser realizados com maior facilidade. Dentre esta pequena variedade, preferimos sempre a batata doce como principal fonte de carboidratos da dieta e com o peito de frango como principal fonte protéica. Além de não ser necessária a inclusão de qualquer tempero durante o preparo (que necessita apenas de água fervendo e nenhuma habilidade do cozinheiro), é fácil ajustar as quantidades a serem consumidas.

A batata-doce fornece em média para cada cem gramas: 116 calorias, 1,16 gramas de proteínas, 30,10 gramas de carboidratos e 0,32 gramas de lipídios.

Vale ressaltar que a inclusão da batata doce na dieta do praticante de atividade física ou atleta em quantidades apropriadas, assim como de qualquer outro alimento, depende de uma enormidade de fatores, que só o profissional habilitado pode avaliar. A dieta deve possuir o adequado equilíbrio entre os nutrientes, pois de nada adianta utilizarmos uma ótima fonte de carboidratos, se os demais nutrientes da dieta não estiverem presentes com a mesma harmonia. Consulte sempre seu nutricionista!

Fonte: www.rodolfoperes.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal