Fitoterapia

A fitoterapia é o tratamento e/ou a prevenção de doenças usando plantas, partes de plantas e preparações feitas com plantas. Por isso, a ação do produto é baseada na presença de princípios ativos de origem vegetal.

Os medicamentos fitoterápicos são preparações padronizadas contendo extratos de plantas, amplamente comercializados em países desenvolvidos e em desenvolvimento. De acordo com a definição proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os medicamentos fitoterápicos são aqueles preparados com substâncias ativas presentes na planta como um todo, ou em parte dela, na forma de extrato total. A filosofia central da fitoterapia acredita que a ação farmacológica desses produtos envolva a interação de várias moléculas presentes no extrato e não a ação de uma molécula separadamente.

O consumo de medicamentos fitoterápicos tem aumentado consideravelmente nas últimas duas décadas, tanto nos países desenvolvidos, como naqueles em desenvolvimento.

Somente na Europa, o mercado dos medicamentos fitoterápicos atinge cerca de 7 bilhões de dólares ao ano, sendo a Alemanha responsável por 50% deste valor. Contudo, o maior crescimento ocorrido no mercado de medicamentos fitoterápicos foi observado nos Estados Unidos, onde 60 milhões de americanos recorrem a medicamentos fitoterápicos para tratamento de suas enfermidades.

Entre as várias razões que proporcionaram o rápido crescimento do mercado internacional, e o interesse da população pelos medicamentos fitoterápicos, podem ser mencionadas:

1. A preferência dos consumidores por terapias naturais

2. A tendência da população em acreditar que os medicamentos fitoterápicos podem ser eficazes nos tratamentos de doenças quando os medicamentos sintéticos têm falhado

3. A tendência para automedicação e a preferência da população pelos tratamentos preventivos

4. A existência de estudos científicos de alguns produtos fitoterápicos comprovando sua eficácia clínica, segurança, bem como a melhoria no controle de qualidade dos mesmos

5. Menores custos para os consumidores de medicamentos fitoterápicos.

Os medicamentos fitoterápicos surgem como uma forte tendência no Brasil. É um mercado bastante promissor e apresenta números expressivos, tornando-se um ambiente de negócio atrativo. Por possuir uma das maiores biodiversidades do mundo, nosso país pode ser tornar um dos destaques nesse segmento.

O Laboratório Catarinense, no mercado há quase seis décadas, oferecendo inovações e soluções para a melhoria da qualidade de vida, mantêm parcerias com universidades para melhorar as técnicas de desenvolvimento de novos produtos. A constante preocupação com a qualidade, que pode ser comprovada pela utilização de extratos padronizados na fabricação de seus produtos, e a ênfase no conhecimento científico tem garantido ao Laboratório Catarinense um lugar de destaque na indústria fitoterápica no Brasil.

Origem da Fitoterapia

A palavra Fitoterapia é formada por dois radicais gregos: fito vem de phyton, que significa planta, e terapia, que significa tratamento; portanto fitoterapia é o tratamento em que se utilizam plantas medicinais.

A origem da fitoterapia é impossível de ser determinada. O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos traços mais característicos da espécie humana. É tão antigo como o Homo sapiens; é encontrado em praticamente todas as civilizações ou grupos culturais conhecidos.

O termo fitoterapia foi apresentado pelo médico francês Dr. Henri Leclerc (1870-1955). Ele publicou numerosos ensaios do uso de plantas medicinais, a maioria deles na La Presse Médicale, um importante jornal médico francês.

O homem pré-histórico observava o comportamento instintivo dos animais na hora de restaurar suas feridas ou encobrir suas enfermidades. No seu passeio contínuo pode observar que certas espécies de plantas eram aptas para o consumo alimentício e outras eram tóxicas. Estas observações deram origem ao processo intuitivo que caracterizou os primeiros povoadores e que lhes permitiu discernir quais possuíam efeitos medicinais e quais não.

A respeito do emprego medicinal de plantas por parte das antigas civilizações, tem-se encontrado vários testemunhos através de expedições arqueológicas, como a produzida no ano de 1975 nas paredes de uma gruta pertencente a uma longínqua região do sul da Ásia, que foi habitada a cerca de sessenta mil anos aproximadamente (Paleolítico Médio Superior) pelo homem de Neanderthal. Nela encontraram-se desenhos e gravuras de plantas, folhas e órgãos humanos em clara alusão a uma correspondência terapêutica.

Quem sabe este seja o primeiro testemunho da integração das artes e das ciências, união em que o homem moderno tem lutado tanto ao longo dos séculos. Nos primeiros tempos de transição do hominídeo havia o homem do paleolítico, a arte de curar tinha muito do instinto animal. Mais tarde este mesmo homem primitivo descobre a importância de certos vegetais como as espécies tóxicas ou aquelas com ação laxante, iniciando assim o conhecimento empírico da fitoterapia.

Sem dúvida, a fitoterapia é considerada a medicina mais ancestral por excelência e equivocadamente se atribui a Hipócrates, Galeno ou Dioscórides como seus iniciadores.
Um dos manuais de medicina mais antigo que se conhece, foi escrito há aproximadamente 4.000 anos antes de Cristo e foi achado nas ruínas de Nippur através de uma expedição arqueológica. Nele é inscrito, com característica cuneiforme, uma dúzia de remédios, nos quais se menciona o abeto, o tomilho, e a pereira, entre outros.

A medida que o homem antigo foi conhecendo o uso de plantas medicinais e alimentícias, sem perceber, deu origem a uma possibilidade de comercializá-las pois muitas espécies eram únicas em determinados continentes. No século II a.C. já existia um ativo comércio entre Europa, Oriente Médio, Índia e Ásia, estabelecendo-se rotas comerciais definidas.

A fitoterapia na China

Durante a dinastia de YIN (1.500 a. C. aproximadamente), se realizaram gravuras sobre as partes duras e compactas que estão no interior de algumas frutas (utilizados como oráculos) sobre as virtudes de numerosas plantas medicinais. Chen Nong foi um Imperador chinês que governou aproximadamente no ano 300 antes de Cristo e a qual se atribui ser o iniciador do estudo profundo da fitoterapia que deu origem a primeira obra da medicina no mundo conhecida com o nome de Pents’ao.
Autores diferentes foram agregando modificações à obra inicial podendo ser habitual mencionar diferentes Pents’ao com o transcorrer dos anos na China.

As importâncias dos diferentes Pents’ao enraízam minuciosa classificação de cada planta: nome, habitat, preparação, toxicidade, etc. Assim mesmo, esses foram base para a criação da Farmacopéia Nacional Chinesa no ano de 1978 e a base de dados informatizada da Universidade Chinesa de Hong Kong.

A fitoterapia no Egito

Plantas comuns como absinto, alho, meimendro, coriandro, genciana, granado, funcho, etc são mencionados em papiros egípcios que datam de 1900 a. C. Em baixo-relevo dos tempos de Tutmés II (1450 a. C.), exposto no museu de Agricultura do Cairo, se pode observar um dos herbários mais antigos que se conhece gravado em granito, e que contém esculpidas 275 plantas medicinais.

De acordo com a mitologia egípcia, a arte de curar leva-nos ao Livro de Thot (deus da escritura e da magia) e à mulher-leão Sekhmet (deusa da saúde). Conta a lenda que o Livro de Thot, Hermes Trimegistro deixou um legado de sua sabedoria. Este conhecimento só poderia ser alcançado pelas castas sacerdotais e em completo ato de segredo, pelo que o ato de transmissão deste conhecimento entre os sacerdotais se denominou “conhecimento hermético” em honra de Hermes Trimegisto (cujo nome significa “três vezes sábio”).

A fitoterapia na Medicina da Suméria, Asíria e Babilônia

Os povos faziam menção das virtudes terapêuticas de aproximadamente 250 espécies vegetais entre as quais destacavam-se a cássia, a mirra, o pinheiro, o cortez, a raiz e as folhas de tâmara, o aloe, a amapola, a beladona e o cardomomo. Outro testemunho invalorável proporcionou o descobrimento da biblioteca do rei asírio Arsubanipal, que continha vários milhares de tabelas escritas, calcula-se que com mais de 3 mil anos, e no qual descrevem-se várias centenas de plantas.

A fitoterapia na Índia

A partir das escavações arqueológicas levadas a cabo há 50 anos na Índia, descobriram-se as cidades de Mohenjo-Daro e Harapa onde encontraram escritas e gravuras referidas ao emprego de plantas medicinais. Tratam-se de poemas épicos conhecidos como Vedas. Estes escritos correspondem aos anos entre 1.500 – 1.000 a. C. e fazem menção as plantas aromáticas para uso alimentício: gengibre, noz moscada, pimenta, alcaçuz, alfavaca, cominho, açafrão, alho, etc.

É bom recordar que na Índia quem exercia a medicina eram os Brahmanes (sacerdotes de grande prestígio, pertencentes a primeira das quatro castas em que se dividia o povo hindu).

Consideravam que o homem era uma unidade psicofísica-espiritual, e quem podia cuidar da saúde do espírito, também podia encarregar-se de cuidar da saúde corporal. Na Índia, como parte do sistema integral e filosófico da vida, nasce a Ayúrveda (ayur = vida; veda = conhecimento). Os primeiros textos datam de uns 2.500 anos antes de Cristo, mas as sucessivas investigações foram apontando novos conhecimentos derivados fundamentalmente das culturas persas e dos mongóis, que incorporaram os ensinamentos de Galeno e Avicena. No século VII d. C., criou-se a Universidade de Nalanda, onde milhares de alunos iniciaram seus estudos ayurvédicos.

Para a medicina Ayurvédica a enfermidade resulta de um desequilíbrio entre o homem (microssomos) e seu ambiente (macrossomos). Brinda um verdadeiro enfoque holístico já que seus tratamentos são apropriados para o espírito, o corpo e a mente.

Para esta medicina existem cinco elementos: terra, água, fogo, ar e éter (força etéria) os quais devem equilibrar-se com três forças primárias: prana (alento da vida), agni (o espírito da luz e do fogo) e soma (indicativo de amor, harmonia e bem-estar). Em cada indivíduo existiriam centros de energia denominados Chakras (colocados em diferentes setores ou vísceras do organismo), os quais podem ser tonificados através de alimentos e plantas medicinais.

A fitoterapia na Grécia

Das obras médico-botânicas escritas na Grécia considera-se a mais antiga a pertencente a Teofrasto (nascido na ilha de Lesbos no ano de 372 a. C. e morto no ano de 287 a. C.) que em seu livro História das Plantas (dividida em nove volumes) faz menção a 455 plantas, mesmo que a sua grande maioria são de interpretação confusa. Teofrasto foi o discípulo predileto de Aristóteles (384-322 a. C.) que, pouco antes de morrer, designou-o como seu sucessor e lhe encomendou o cuidado de seu jardim botânico. Além de Histórias das Plantas, realizou outra obra em seis volumes entitulada As causas das plantas.

A obra de Hipócrates (460? A 370? a. C.) considera-se como a mais clara e completa da antiguidade já que não faz referência só a plantas medicinais, e sim as bases das ciências médicas em sua totalidade, ao ponto de ser reconhecido como o “Pai da medicina”. Hipócrates teve a sorte de viajar muito nessa época e pôde trasladar seus conhecimentos a terras longínquas como faziam os navega-dores gregos que transmitiam seu legado (com a criação da escola médica de Alexan-dria).

Contemporâneo porém menos famoso que Hipócrates foi Crataevas, a ele se deve um importante tratado (do qual lamentavelmente não há exemplares) no qual se detalham cerca de 400 plantas medicinais e a qual se assegura que foi plajeado por Dioscorides. Mesmo Hipócrates diz ter aprendido com ele.

No final desse período criador da medicina grega pertence a Galeno que viveu no século II d. C. nascido em Pérgamo no centro de uma família acomodada, formou-se em sua cidade e em Alexandria. Em Roma permaneceu durante três décadas, até um pouco antes de sua morte no ano de 201 d. C. Foi inicialmente médico de gladiadores e logo passou a corte como médico dos Imperadores Marco Aurélio, Cômodo e Sétimo Severo.

Resumindo, aos gregos deve-se, de alguma maneira, a transição do mitológico ao científico, já que os primeiros pensadores gregos deram ao entendimento da origem do cosmos e sua relação com o ser humano. A parti daí, o homem começa a entender a função do elemento lógico-pragmático e não a base de elementos mágico-religiosos.

A fitoterapia nos povos árabes

Com a queda do Império Romano no século V, o centro da cultura (e por conseqüência da medicina) mudou para Constantinopla e Pérsia onde cultivaram as idéias de Galeno e Hipócrates junto às tradições egípcias. Simultaneamente a tradição judaica outorgou grande importância a higiene como elemento preventivo de enfermidades, sobre tudo infecciosas.
Os hebreus, por exemplo, utilizavam ritualmente a mirra e o incenso.

Ao ser expulsado de Constantinopla por provocar uma ruptura religiosa, Nestortius no século V recorreu junto a suas filiais Síria, Pérsia e outras regiões vizinhas, criando o chamado Krabadin, que pode ser o primeiro texto classificado como farmacopéia oficial, e que regiu durante séculos com várias edições. Muitas civilizações a haviam adotado-na até o século XII, época em que apareceram os antidotários, os quais foram posteriormente dando origem as primeiras leis sobre o uso de drogas.

A obra mais importante da época constitui do Kitab al-Qanum ou Cânon da Medicina, escrito no século XI por Ibn Sina, mais conhecido por Avicena (980-1037). Esta obra estava centrada firmemente no conhecimento grego e deu origem ao denominado método ou sistema Unami (palavra árabe que significa “dos gregos”). Foi traduzida ao latim no século XII e desta maneira chega ao Ocidente para converte-se no livro de texto básico para todas as escolas médicas.

A fitoterapia na época Medieval

Nesta época, a medicina sofreu um processo de estancamento já que eram muito poucos os que podiam ter acesso às obras escritas em árabe, grego e latim. Precisamente os monges e clérigos tiveram um papel importante na sua difusão, ao ponto de serem considerados como médicos.

Nos monastérios apareceram os primeiros jardins de ervas medicinais, e se destacaram os monastérios de St. Gallen (França) construído no ano de 829 e o de Schaffhausen (Alemanha). Este último com o passar dos anos foi tomando grande relevo, até ser orientado e dirigido no século XVI por Leonardo Fuchs, considerado um dos pais da botânica.

Na Inglaterra, durante o reinado de Enrique VIII, o recentemente formado Colégio de Médicos determinou que todos aqueles que tiverem conhecimento das propriedades curativas das plantas medicinais, poderiam utilizar esse conhecimento para o bem da comunidade logo após solicitar a correspondente permissão a este colégio. Desta maneira surgiram os primeiros herbolários que anos mais tarde retirou a permissão de receitar, limitando-os a tarefa exclusiva de vender plantas medicinais, dando assim, início às primeiras farmácias.

A fitoterapia na época do renascimento

Nesta época o homem toma consciência das mudanças ocorridas no mundo e começa a revelar-se contra os princípios propostos pelo sistema imperante, forçando assim suas próprias idéias. Até esse momento a filosofia e a religião tinham caminhado juntas, mas com o avanço dos novos descobrimentos, tais como a bússola, a pólvora e a imprensa, deram a esta etapa da história uma dinâmica diferente.

A chegada da imprensa deu um grande impulso a difusão do conhecimento herbário. Otto Brunfels (1489-1543), monge cartuxo e posteriormente médico em Berna, publica o primeiro herbário ilustrado com plantas gravadas em madeira.

Nesta época, as viagens de Colombo à América permitiram conhecer uma nova flora e novas aplicações terapêuticas das plantas.

Como foi observado, a atenção médica nesta época deixava bastante a desejar já que eram muito poucos os que podiam usá-la. Nesta época surgiram os primeiros curandeiros que possuíam conhecimentos herbários notáveis e eram muito populares naqueles povoados carentes de recursos.

Em síntese, a utilização de plantas medicinais cai em um terreno obscuro com profundos questio-namentos, sobretudo eclesiás-ticos, onde, apesar de tudo, destacam-se honrosas exceções como os dos médicos das escolas de Salerno, Florênça e Paracelso. Em 1498, a escola de Florença redige o célebre Receituário Florentino, uma espécie de vademécum terapêutico escrito por médicos e farmacêuticos.

O século XVI está marcado com os conhecimentos apontados no campo da anatomia por Andrés Vesalio que aperfeiçoou e aprofundou os antigos esquemas provenientes das dissecações realizadas na Universidade de Bolonha no século XII. Inclusive corrigiu os escritos de anatomia das obras de Galeno em quem havia se inspirado. Como é possível analisar, a anatomia se converteu no único ramo da medicina com fundamento científico; desta maneira, as artes médicas consolidaram-se no estudo da natureza morta e não da viva.

Assim, as plantas ficaram como elemento do ocultismo e carentes do rigor científico.

A fitoterapia na Idade Moderna

Com o advento da Idade Moderna, o avanço da ciência, promovido inicialmente por Galileo, Bacon, Newton e posteriormente Descartes, determinou que o melhor caminho para chegar a um conhecimento efetivo e rigoroso da natureza devia ser levado a cabo através do Método Científico. Desta maneira, surge a era da metodologia a qual se pode definir como “aquela parte da lógica encarregada de estudar os métodos de maneira sistemática e crítica, seja os métodos empregados nas ciências como os utilizados na filosofia”.

No princípio do século XVII, cria-se na Inglaterra a Farmacopéia Londrina, origem da Farmacopéia Britânica atual e em 1638 na França, cria-se o Codex Medicamentarium Gallicus. Ambas obras, junto com as Farmacopéias de Portugal e Espanha, foram referências do saber médico de muitas outras regiões (incluindo o novo continente), havendo incorporado muitas plantas medicinais, apesar de que não se conhecerem muito bem suas doses terapêuticas e suas doses tóxicas.

Na Europa surgem grandes defensores da saúde pelos métodos naturais, como Sebastiam Kneipp (1821-1897) e posteriormente Johann Künzle (1857-1945). Em 1864, cria-se no norte da Inglaterra o National Institute of Medical Herbalists, a primeira entidade profissional de fitoterapia do mundo.

Os sopros da liberdade que foram aparecendo através da onda de independências dos países americanos, deram o marco apropriado para a criação de farmacopéias próprias. Foi assim que em 1820, cria-se a primeira farmacopéia americana intitulada: “Farmacopéia dos Estados Unidos da América do Norte”. Na continuação, surge a do México e na América do Sul, o Chile é o primeiro país a contar com Farmacopéia própria, que ocorre em 1886. Em 1898, surgem as da Argentina e Venezuela e em 1926 a do Brasil. A necessidade de criar normas para a boa preparação dos remédios, deram origem a palavra farmacopéia, termo derivado do grego Pharmakon (droga) e poeia (preparo).

Somente após a Segunda Guerra Mundial, publicou-se uma obra de referência sobre o uso de plantas medicinais, Lehrbuch der Phytotherapie escrito por Dr. Rudolf Fritz Weiss. Este livro é respeitado por botânicos e médicos como um trabalho pioneiro na área de fitoterapia, que foi tradizido em inglês chamando-se Herbal Medicine. Ele tem se estabelecido como um recurso indispensável e é amplamente conhecido como o texto-chave na área de medicina fitoterápica.

Seu autor, Prof. Dr. Rudolf Weiss (1895-1992) é altamente respeitado como o “pai fundador” da fitoterapia alemã moderna. Ele estudou botânica e medicina na Universidade de Berlin, qualificando-se como doutor em 1922 e obteve qualificações adicionais subseqüentes em medicina interna. Dr. Weiss foi apontado como membro da Comissão E alemã em 1978. Ele foi fundador e editor da Zeitschrift für Phytotherapie.

Com a nova contribuição do Dr. Volker Fintelmann, o texto clássico do Weiss na Herbal Medicine expandiu-se e redirecionou-se para satisfazer as necessidades dos médicos, residentes, estudantes e outros clínicos.

Dr. Fintelmann é médico especializado em medi-cina interna e gastroenterologia. Ele foi presidente da Comissão E alemã e focaliza seu trabalho no desenvolvimento prático e metodológico da fito-terapia.

O emprego de plantas medicinais na recuperação da saúde tem evoluído ao longo dos tempos desde as formas mais simples de tratamento local, provavelmente utilizada pelos homens das cavernas até as formas tecnologicamente sofisticadas da fabricação industrial utilizada pelo homem moderno. Mas, apesar das enormes diferenças entre as duas maneiras de uso, há um fato comum entre elas: em ambos os casos o homem percebeu, de alguma forma, a presença nas plantas da existência de algo que, adminstrado sob a forma de mistura complexa como nos chás, garrafadas, tinturas, pós, etc, num caso, ou como substância pura isolada, em outro caso, e transformado em comprimidos, gotas, pomadas ou cápsulas, tem a propriedade de provocar reações benéficas no organismo capazes de resultar na recuperação da saúde.

Este algo atuante é o que se chama de princípio ativo, seja ele constituído de uma única substância existente na planta ou de um conjunto de substâncias que atuam sinergicamente, chamada de complexo fitoterápico. Essas substâncias podem ser empregadas tanto dentro da própria planta na forma de preparações caseiras, como chás, tinturas e pós, ou na forma de composto puro isolado da planta e transformado em cápsulas, comprimidos e pomadas, pela indústria farmacêutica.

Fonte: www.labcat.com.br

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