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Fitoterapia

A palavra fitoterapia vem do grego onde phitos=planta e terapia está relacionada a tratamento. A fitoterapia é um tratamento do organismo através das plantas e ervas medicinais in natura, sem separar os princípios ativos.

História

Ao longo de milhares de anos as plantas já existiam, temos relatos arqueológicos de que os primeiros vegetais surgiram durante a Era Paleozóica evoluindo a partir de algumas espécies de algas primitivas. Sempre tiveram um papel importante entre os homens, tanto na cultura quanto na religião, medicina, estética e alimentação.

Em muitos rituais antigos e modernos as plantas são utilizadas através de ingestão, banhos e inalações usando ervas consideradas mágicas. Dessa forma o corpo, mente e espírito se purificam.
As bruxas também eram conhecidas pelo seu profundo conhecimento com ervas místicas.

Segundo Paracelso (alquimista e médico suíço): “O homem não está na natureza, ele é a natureza”.

Aos poucos, o homem através do estudo da Botânica, foi catalogando as espécies pela observação de sua formação (folhas, caule, raízes) e pela sua utilização. No Brasil temos uma variedade riquíssima de ervas e plantas medicinais o que atrai diversos estudiosos de diversas partes do mundo. A nossa natureza é uma farmácia divina. A utilização da fitoterapia no Brasil já faz parte da cultura, como resultado de experiências de gerações passadas que foram transmitidas.

As plantas e ervas medicinais possuem substâncias que são sintetizadas de acordo com o meio que vivem, ao longo do seu crescimento e que possuem determinadas ações no nosso organismo. Essas substâncias são conhecidas cientificamente como princípio ativo. Uma curiosidade é que muitas dessas substancias ou princípios ativos são produzidas pelas plantas para protegê-las logo podemos concluir que uma planta retirada da mata possui muito mais efeito no organismo do que uma planta criada e cultivada em condições favoráveis ao seu crescimento e proteção.

Vale lembrar que a fitoterapia é uma forma de tratamento natural, porém se mal utilizada pode causar sérios danos ao organismo. Dessa forma é importante a utilização de uma planta que tenham uma fundamentação científica, ou seja, suas propriedades foram estudas e comprovadas pela ciência, e que foram validadas para o seu uso medicinal e terapêutico o que garante a segurança e eficácia no tratamento, garantindo os seus efeitos esperados.

Temos diversas formas de utilizar as ervas e plantas medicinais, algumas dessas formas de utilização são:

Infusão: a água que não deve ser fervida, quase por ferver é despejada sobre as plantas e o recipiente tampado durante 10 a 15 minutos. Ideal para flores e folhas.

Decocção: a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado. Depois deixá-la tampada por mais alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, porém estas devem ser cortadas em pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.

Maceração: a planta fica de molho em água fria até 24 horas, de acordo com sua qualidade. Neste caso, as vitaminas e sais minerais não são alterados pela fervura.

As doses de ervas a serem utilizadas variam muito, porém, pode-se utilizar, em média, para folhas secas: 4 colheres de sopa por litro de água, e para folhas frescas: 8 colheres de sopa por litro de água. Para raízes e cascas, depende muito da qualidade da erva.

Os chás devem ser tomados puros ou adoçados com mel puro, nunca com açúcar pois este fermenta e altera as propriedades medicinais do chá.

Sumos: podem ser obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no liquificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas com mel.

Saladas: as ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto à qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.

Banhos: algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira, e o banho deve durar uns 20 minutos ou toma se o banho com o chá.

Cataplasmas: as ervas frescas podem ser aplicadas soltas diretamente sobre a pele ou sustentadas por uma gase.

Podem também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos ou gase, e aplicada sobre o local afetado.

Compressas: embebe-se panos com uma decocção forte concentrada e aplica-se na região afetada.

Gargarejos e Inalações: gargarejar algumas vezes ao dia chá preparado por decocção. Este tratamento atua sobre a cavidade bucal e garganta.
Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do fogo, coloque um funil de papelão invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado.

Lavagens: os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos, e vaginais, por exemplo no caso de corrimentos.

Tinturas: e a maceração das plantas a frio, em álcool de cereais num período maior e em local escuro ou enterrado.

Unguentos: preparados misturando-se ervas com uma substância gordurosa como vaselina.

Nunca use um chá por mais de 24 horas depois de preparado, pois este entra em fermentação; e não use o mesmo tipo de chá por mais de 30 dias seguidos, porque seu organismo vai responder cada vez menos.

Evite preparar as ervas em utensílios de metal, pois podem causar alterações no efeito e sabor do chá devido a oxigenação. Prefira recipientes de barro, louça ou esmalte.

As ervas aromáticas são geralmente utilizadas para a elaboração de fitocosméticos e perfumes devido à extração de seus óleos essenciais.

Deve-se tomar muito cuidado com plantas tóxicas. Porém a utilização dessas ervas é eficaz em alguns casos.

A medicina natural deve ser utilizada com cautela, sempre com o acompanhamento de profissionais especializados que sabem indicar corretamente a erva a ser utilizada bem como a aplicação.

Fonte: www.wellnessclub.com.br

Fitoterapia

Fitoterapia

Introdução

As plantas estiveram sempre presentes nos remédios do Homem. Ao longo da história, podemos encontrar muitas referências às plantas, que foram e são utilizadas em civilizações e culturas diversas.

Nos últimos 50 anos os medicamentos à base de plantas foram substituídos por medicamentos de síntese química mais ‘’modernos’’. Entretanto, até este acontecimento, os herbalistas, os médicos e os farmacêuticos tinham uma relação muito próxima nas capacidades e formação e ‘’partilhavam’’ o conhecimento adquirido, do trabalho com as plantas.

Medicina Herbal

O termo “Medicina Herbal” aplica-se geralmente à arte de usar as plantas para tratar doenças. Esta tradição data do início do século XVII com médicos como Culpepper. Embora eficaz a medicina herbal era usada nessa época maioritariamente de forma empírica.

Fitoterapia

Nos últimos 50 anos, a ciência moderna deu-nos um conhecimento mais profundo, de como o corpo funciona e com os métodos mais sofisticados de imagem e investigação disponíveis, médicos e cientistas tem agora um conhecimento maior da fisiologia do corpo humano.

Este acontecimento deu credibilidade à medicina à base de plantas e apesar dos avanços na área farmacêutica, a utilização das plantas não foi colocada de lado. Pelo contrário, a sua utilização, nos últimos quinze anos, vem sendo cada vez mais popular. Enquanto que a utilização no passado era feita na maioria das vezes de forma empírica, podemos hoje em dia identificar os componentes activos de cada planta e com a nova compreensão da fisiologia humana, explicar porque e como estas plantas funcionam. Esta aplicação da ciência moderna à medicina à base de plantas foi denominada Fitoterapia

O que é Fitoterapia?

Fitoterapia é a ciência que utiliza as plantas para manter a saúde e o bem-estar e influenciar na doença. É a utilização moderna da “Traditional Western Medical Herbalism”. O termo foi introduzido pelo médico francês, Henri Leclerc nos anos 50. Ele era um médico proeminente que usava plantas na prática clínica e publicou numerosos ensaios que culminaram com a publicação de seu trabalho Sumário de Fitoterapia. Foi o primeiro registo do termo Fitoterapia, adoptado rapidamente pelos alemães que o usavam para descrever a aplicação de plantas medicinais para tratar aqueles que estavam doentes.

A medicina herbal é a arte de usar plantas para tratar a doença

Fitoterapia é a aplicação da ciência moderna à medicina herbal

Na Europa o termo Fitoterapia é usado para diferenciar-se entre esta ciência e a arte do herbalismo tradicional. É uma indicação de que o uso de plantas medicinais é agora um assunto científico, aberto aos controlos científicos e testes, tais como HPLC (Cromatografia Liquida de Alta Pressão) e TLC (Cromatografia em Camada Fina).

Durante séculos, os herbalistas souberam empiricamente as plantas correctas a serem usadas para doenças. Por exemplo, a Echinacea é usada há muito tempo para as febres e a Ginkgo biloba para a memória. Com a ciência Fitoterapia e através dos testes científicos disponíveis, é agora possível isolar muitos dos componentes activos e dos constituintes destas plantas, que nos ajuda por sua vez a explicar a sua acção. Pode-se mostrar que os componentes activos da Echinacea (echinoside e echinacein) estimulam a produção dos linfócitos e macrófagos e assim estimulam o sistema imunitário; e a Ginkgo tem acção vasodilatadora (vaso=artéria; dilatador=abertura) das artérias, devido aos constituintes que foram denominados gingkolidos. A Fitoterapia pode desta maneira ajudar, através da moderna fisiologia, a explicar a maneira como as plantas actuam no corpo.

Isto é bem ilustrado comparando as monografias sobre a Echinacea, publicadas pela Associação Britânica de Medicina Herbal e na sua correspondente na Alemã.

Uma monografia dá uma visão geral, seja ela uma planta ou uma droga sintética .Fornece informações importantes sobre como e porque algo actua e fornece instruções para identificação e determinação da qualidade através de ensaios. As monografias são padrões de referência reconhecidos internacionalmente.

Na Farmacopeia Herbal Britânica a acção da Echinacea está inscrita como “imunoestimulante” Na sua correspondente na Alemã, Monografia da Comissão E, a acção da Echinacea é descrita como “aumenta a produção de glóbulos brancos activando os fagócitos”.

Comparando as duas podemos ver que, embora as duas monografias concluam acção semelhante, a monografia alemã reflecte uma grande compreensão sobre que forma a planta trabalha dentro do contexto da fisiologia moderna. Isto é Fitoterapia.

Embora a Fitoterapia use a medicina moderna para ajudar a compreender a acção das plantas, deve-se enfatizar que não é a intenção dos Fitoterapeutas isolar e purificar os componentes activos, para uso clínico. Esta é a premissa da indústria farmacêutica. Muitas das drogas sintéticas usadas hoje são baseados em constituintes de plantas. Desde meados da década de 80 tem havido um ressurgimento no interesse da exploração de substâncias naturais, assim como a descoberta de drogas para novos compostos.

Existem dois caminho habitualmente utilizados pelas companhias farmacêuticas: o caminho etnobotânico e o caminho de selecção aleatória. A Etnobotanica examina plantas que são usadas na medicina étnica e frequentemente confia em fortes relacionamentos entre o investigador do mundo Ocidental e o fornecedor de informação no mundo em desenvolvimento. A selecção aleatória envolve milhares de constituintes de plantas que são isolados e através de receptores especiais, projectados para imitar uma situação ou um processo de doença no corpo até que um “efeito” seja produzido. Em ambos, frequentemente, os resultados de rendimento são eventualmente usados para sintetizar um único princípio activo obtido de uma planta que pode ser produzido em larga escala.

A Fitoterapia acredita que a planta inteira é o princípio activo com muitos constituintes trabalhando em sinergia. Isolando componentes individuais, alguns dos benefícios terapêuticos da planta serão perdidos e as margens de segurança ameaçadas.

O LUGAR DA FITOTERAPIA NA MEDICINA MODERNA

É necessário definir onde a Fitoterapia pode ajudar na manutenção da saúde. Embora a medicina moderna tenha as suas falhas, é preciso dizer que somos incapazes de viver sem ela. Um bebé nasce com 30 semanas de gestação e é mantido vivo pela medicina moderna; uma meningite meningocócita poderia ser fatal se não fossem os antibióticos.

No entanto, existem muitos exemplos na medicina moderna onde a prevenção é melhor do que a cura e muitas condições em que medicamentos de síntese química modernos são incapazes de influenciar. É onde a medicina complementar tende a entrar, e com ela, a disciplina de Fitoterapia.

O Fitoterapeuta germânico , Rudolf Weiss, sugere a seguinte sequência de eventos para os médicos da actualidade:

Primeiro a palavra então a planta medicinal depois o principal agente terapêutico científico e finalmente o bisturi.

Esta sequência é interessante, visto que coloca-se à frente a mais importante regra da prática clínica. “A palavra”, dita de maneira apropriada, dando positivismo, esperança, aconselhamento e informação, esta é a principal habilidade terapêutica. Uma habilidade que os médicos ganham com a experiência, embora infelizmente, nem sempre atingida na sua plenitude.

Vem em seguida o lugar da planta e a Fitoterapia influencia a função do corpo e tenta normalizar algum desequilíbrio. Se isto falha, então as medicamentos de síntese deverão ser introduzidos.

Este conceito já é extensamente utilizado na Alemanha. Por exemplo, um médico na Alemanha tratando uma hipertensão ligeira, usa primeiramente uma planta medicinal. Isto explica porque o Crataegus é a planta mais prescrita na Alemanha, usado como um agente cardíaco. Quando a medicação à base de plantas, não baixa a tensão arterial, o médico então introduz os medicamentos de síntese. É também notório que existem muitas preparações na Alemanha que contém ambos, plantas e substâncias de síntese química, num mesmo medicamento.

Embora a Medicina Moderna tenha sido dominada pela Síntese Química nos últimos 50 anos, há agora uma grande compreensão por parte de médicos, farmacêuticos, pacientes e consumidores de que as drogas sintéticas não conseguem as respostas para todos os nossos problemas de saúde. Além disso, a filosofia e técnicas da Medicina, em conjunto com a incidência de efeitos não desejados dos medicamentos de síntese, conduziu a uma reavaliação dos métodos actuais de tratamento utilizados na Medicina Moderna.

Ao mesmo tempo, precisamos fazer um balanço e as disciplinas designadas por: “Medicina Holística”, “Medicina Complementar” e “Medicina Alternativa”, não tem as respostas para TODOS os nossos problemas de saúde.

Para aqueles que estão preocupados com a saúde, não é surpresa que há um aumento no interesse na Medicina Complementar e na Fitoterapia em todo a mundo. A Medicina Moderna engloba todas as novas áreas. Existe o reconhecimento (até pelas principais companhias farmacêuticas) de que as plantas são uma parte importante nos cuidados modernos de saúde.

A Fitoterapia encontra o seu nicho em condições de tratamento onde a Síntese Química é considerada excessiva ou talvez prove ser ineficaz.

Fonte: www.jardimverde.pt

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