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Fitoterapia

 

Um misto de ciência e curanderismo: assim se pode definir o uso terapêutico de plantas ao longo da história humana. E, apesar do respaldo científico que vem ganhando nos últimos anos, o conhecimento da ação medicinal das ervas é baseado no empirismo popular.

Plantas

Agrião (Masturtium offifcinale)

Da família das Crucíferas, esta planta é rica em iodo, ferro fofato e óleos essenciais. Possui ação descongestionante, béquica (para tratar tosse), digestiva, diurética e depurativa, podendo ser utilizada contra malefícios do fumo e do ácido úrico.

Alecrim (Rosmarinus officinales)

Esta planta, da família das Labiadas, é utilizada para aumentar o apetite, bem como tem ação contra sarna e coceiras quando mistura ao óleo de camomila. Também é aconselhável para casos de cansaço no peito, tosses e catarro, aliviando dores do período menstrual.

Alfafa (Medicago sativa)

É uma das plantas mais utlizadas pela indústria para obtenção de vitamina K e clorofila, sendo da família da Leguminosas - Papilonáceas. Rica em beta-caroteno, vitaminas C, D, E e K, cálcio, potássio e ferro, é muito indicada nos casos de anemia e em algumas deficiências nutricionais.

Alfazema (Lavandula officinalis)

Pertencente à família das Labiadas, o chá de suas flores é utilizado no combate a dor de cabeça, nevralgias, insônia e nervosismo, problemas digestivos e mau hálito. Seu perfume característico é proveniente de óleos voláteis.

Angélica (Angelica officinalis)

É uma planta que fortale o estômago, é tônica, depurativa e, em casos de febre, provoca o suor. Pertence à família das Umbelíferas.

Anis estrelado (Ilicium verum)

De origem chinesa esta planta da familia das Magnoliáceas, é rica em óleos aromáticos e propriedades curativas usadas no preparo de medicamentos e doces. Sendo muito utilizado para amenizar problemas respiratórios e sintomas da gripe.

Arnica (Arnica montana)

Da família das Compostas, é muiro eficiente para uso externo no caso de machucaduras e contusões. Também para amenizar problemas de espinhas acnes e furúnculos antes que vazem. Jamais usar sobre ferimentos abertos. Somente uso externo!

Arruda (Ruta graveolens)

Esta planta da família das Rudáceas é empregada para alívio de dores de cabeça e também como emplasto no peito para combater a tosse.É muito usada para combater piolhos e coceiras. Mulheres grávidas não devem utilizar.

Babosa (Aloe socotrina)

Pertencente a família das Liliáceas, é muito rica em mucilagem (muco) cicatrizante. Deve ser utlizada em casos de feridas inflamadas dentro de um programa, após um periodo de desintoxicação. Possui propriedades tônicas para o aparelho digestivo.

Erva Doce (Pimpinella anisum)

Esta planta aromática, pertencente a família das Umbelíferas, é muito usada na indústria alimentícia. Eficiente para combater a cólica menstrual e gases intestinais, também é diurética e expectorante.

Erva Cidreira (Andropogon schoenantus)

Essa planta rica em óleos essencias, é pertencente a família das Gramíneas. Possui propriedades calmantes e digestivas.

Funcho (Foenicolum officinale)

Da família das Umbelíferas, é aromático e curativo, e também favorece a secreção do leite materno.

Girassol (Helianthus annuus)

Pertencente a família das Compostas, é conhecida por acalmar dores de cabeça e também é utilizada para casos de febre malárica e de origem pulmonar.

Hortelã (Menta piperita)

Da família da Labiadas, possui ação vermífuga, é também usado com calmante e digestivo e é benéfica para problemas de mau hálito.

Mil-Folhas (Achillea millefolium)

Esta planta pertencente a famílias das Compostas, é utilizada para limpar e curar as feridas.É um tônico hepático, antiespasmótica e adstringente.

Doenças

Acne

Altéia, arnica, parietária, tília, bardana, mil folhas.

Afecções da garganta

Flor de laranjeira, alho, limão.

Afta

Cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, babosa, sementes de acelga tostadas e moídas, malva.

Anemia

Couve, espinafre, rabanete, tomate, morango, amora, urtiga, repolho, funcho, carqueija, quina, alfafa.

Ansiedade

Melissa, tília, capim-limão, maracujá.

Artrite e reumatismo

Cebola, alho, malva, tília, limão, mamão, banana, uva, alecrim, camomila.

Asma

Alecrim, guaco, anis-estrelado, orégano, sálvia.

Assaduras e brotoejas

Rosa-branca, camomila, tanchagem.

Aleitamento materno

Funcho, cominho, camomila, leite de amêndoas, castanha do pará.

Calmante

Capim-limão, tília, folhas de maracujazeiro, melissa, valeriana.

Nevralgia ciática

agrião, rúcula, repolho, cebola.

Cistite

Pata de vaca (branca), cavalinha, malva, serralha, cabelo de milho.

Cólica renal

Quebra-pedra, cabelo de milho, raiz de salsa, cavalinha, semente de urucum.

Cólica menstrual

Camomila, anis-estrelado, melissa, alecrim.

Diabete

Dente-de-leão, sálvia, mil folhas, vagem, alho.

Diarréia

Broto de goiabeira, casca de romã, tília, camomila, banana, maçã.

Dor de cabeça

Alfazema, alecrim, tília, melissa, limão.

Estresse

Maracujá, tília, melissa, rosa-branca, valeriana, cidreira.

Falta de apetite

Alecrim, anis-estrelado, angélica, erva-doce, hortelã.

Frieira

Calêndula, cebola, alho, arruda, alecrim, mentruz.

Fungos

Arruda, alecrim, erva -de-santa-maria, rubim.

Gases intestinais

Sálvia, erva-doce, cominho, hortelã.

Gengivite

Sálvia, anis-estrelado, menta.

Gripes e resfriados

Anis-estrelado, camomila, eucalipto, menta, limão, poejo.

Hemorróidas

Casca de romã, tanchagem, babosa, rubim, alecrim.

Insônia

Maracujá, lúpulo, valeriana, cidreira, melissa, tília, manjerona, alho.

Nervosismo

Valeriana, tília, melissa, folhas de laramjeira, rosa-branca, gatária, maracujá.

Obesidade

Malva, sabugueiro, alcachofra, agrião, guaco, brócoli.

Rachaduras nos mamilos

Casca de carvalho, alecrim, babosa.

Tosses e bronquite

Tília, alho, cebola, agrião, tomilho, orégano, guaco, eucalipto, hortelã,

Verminoses

Alho, hortelã, mentruz, losna, tomilho, semente de abóbora, quássia, abacaxi, ameixa, manga, poejo, casca de romã.

Receitas

Acne

Máscara cicatrizante:

3 colheres de sopa de mucilagem da babosa (raspe a gelatina de dentro da folha) 3 colheres de sopa de mil folhas 3 colheres de calêndula 1 xícara de água fervente 1 porção de aveia

Coloque as ervas na água fervente. Quando a água mornar, coloque o chá, sem coar, no liquidificador e vá acrescentando aveia até ficar na consistência de creme. Aplique no rosto e deixe de 30 minutos a 1 hora. Retire e lave o rosto com água fria.

Anemia

Suco

5 folhas de espinafre 3 folhas de repolho com os talos 3 folhas de couve

Passe pela centrífuga e beba de 10 a 20 minutos antes do almoço. Nunca guarde este suco para tomar depois.

Salada

1/2 xícara de rúcula 3 colheres de sopa de salsinha 4 colheres de sopa de cenoura ralada 2 colheres de sopa de cebola picadinha

Junte as ervas, tempere com limão e sal e bom apetite!

Cólicas menstruais

Chá

2 colheres de sopa de camomila 3 anises-estrelados 3 colheres de sopa de melissa 6 xícaras de água fervente

Cubra as ervas com água fervente. Quando esfriar, use 3 a 4 xícaras ao dia.

Diabetes

Salada

1/2 xícara de acelga picadinha 1/2 xícara de couve picadinha 1/2 xícara de tomate picadinho 2 colheres de sopa de bardana ralada 2 colheres de sopa de cebola picadinha 5 colheres de sopa de tremoço sem a casquinha 4 azeitonas pretas

Faça um creme com o tremoço e as quatro azeitonas pretas, batendo com o "Mix" do liquidificador. Tempere a salada, acrescentando limão e mais sal, se desejar.

Salada Delícia

1/2 xícara de vagem crua picadinha, bem fina 4 folhas de espinafre cru picadinho 1/2 xícara de cheiro verde 3 folhinhas de dente de leão, picadinhas 1 tomate picadinho 5 castanhas de caju torradas 4 colheres de sopa de abobrinha sal e limão a gosto

Bata a castanha com a abobrinha cozida no liquidificador, temperando a salada como recomendado.

Emagrecimento

Salada

1 alcachofra cozida na água e sal 3 colheres de sopa de cebola picadinha 1 xícara de escarola 2 tomates

Tempere a cebola com limão, sal e 1 colher de chá de óleo de oliva. Mergulhe as folhas de alcachofra nesse tempero. Tempere a escarola e o tomate e coma com 1 fatia de pão torrado, duas vezes por semana, substituindo o almoço.

Não almoce sem saladas cruas.Varie bastante nas saladas. Experimente suprimir o cereal (arroz, macarrão) na hora do almoço 3 vezes por semana.

Chá

1/2 colher de sopa de camomila 1 colher de sopa de pata-de-vaca 3 colheres de sopa de dente-de-leão 3 xícaras de água fervendo

Junte as ervas, acrescente água fervendo e deixe até esfriar. Tome 2 a 3 xícaras por dia.

Estresse

Xarope

A) 2 colheres de sopa de sálvia 3 anises-estrelados 2 colheres de sopa de tomilho 2 colheres de sopa de alecrim 1 xícara de mel de abelhas

B) 3 colheres de sopa de tília 1 colher de valeriana 3 colheres de sálvia 6 folhas de alfavaca 1 xícara de mel

Massere bem as ervas recomendadas, cubra com o mel e deixe por 12 horas, revolvendo as ervas de vez em quando. Tome uma colher de sopa, diluindo em meia xícara de água três vezes ao dia.

Fungos

Fungos na boca

1 colher de sopa de alecrim 1 colher de sopa de erva-santa-maria 1colher de rubim 1 colher de óleo de oliva

Bata no liquidificador e coloque sobre a área afetada. Uso externo, não ingerir.

Fungos na pele (superfície corpórea)

1 colher de sopa de alerim 1 colher de sopa de erva-santa-maria 1 colher de sopa de rubim 1 xícara de óleo de ricíno

Bata no liquidificador, coloque sobre a área afetada e cubra com um plástico.

Mau hálito

Gargarejo

8 folhas de menta 3 brotos de pinheiro 4 colheres de sopa de alecrim 1 xícara de água Massere as ervas indicadas, cubra com a água, deixe descansae por 4 horas e de 2 em 2 horas lave a boca em bochechos com esse chá.

Menopausa

Chá

1 colher de sopa de valeriana 3 colheres de sopa de menta 1 colher de sopa de camomila 4 xícaras de água fervendo

Cubra as ervas com água fervendo. Quando esfriar tome de três a quatro xícaras ao dia.

Xarope

1 limão com casca 6 folhas de laranjeira 3 anises estrelados 2 colheres de sopa de tília 1 colher de sopa de valeriana ralada

Macere muito bem o anis estrelado e as demais ervas, cubra com duas xícaras de mel e deixe por 12 horas em local fresco. Após as 12 horas coe e use 1 colher de sopa três vezes ao dia.

Rachaduras nos mamilos

2 colheres de pó de casca de carvalho 3 colheres de sopa de alecrim 3colheres de sopa de baba de babosa

Macere bem as ervas, misture com o pó, como creme. Cubra os mamilos com esse creme, de 3 em 3 horas ou toda vez após amamentar.

Lavar as mamas com chá de alecrim.

Rouquidão

Alterne as seguintes fórmulas para gargarejo, 3 vezes ao dia:

A) 1 colher (sopa) de casca de romã 1/2 broto de penheiro 1 copo de água fervente Coloque as ervas na água fervente e abafe. Quando mornar, coe e faça o gargarejo.

B) 2 colheres de sopa de tomilho 3 colheres de sopa de suco de limão 1 copo de água fervente Proceda como recemendado na fórmula "a"

Fonte: www.virtual.epm.br

Fitoterapia

É um método de tratamento caracterizado pela utilização de plantas medicinais em suas diferentes preparações, sem a utilização de substâncias ativas isoladas.

O que é Planta Medicinal?

Espécie vegetal cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2003). Chama-se planta fresca aquela coletada no momento de uso e planta seca a que foi precedida de secagem, equivalendo à droga vegetal.

O que é droga vegetal?

Planta medicinal ou suas partes, que contenham as substâncias, ou classes de substâncias, responsáveis pela ação terapêutica, após processos de coleta, estabilização e/ou secagem, podendo ser íntegra, rasurada (cortada), triturada ou pulverizada.

O que é remédio?

É um cuidado utilizado para curar ou aliviar os sintomas das doenças, como um banho morno, uma bolsa de água quente, uma massagem, um medicamento, entre outras coisas.

O que é remédio caseiro de origem vegetal?

É a preparação caseira com plantas medicinais, de uso extemporâneo (para uso imediato), que não exija técnica especializada para manipulação e administração.

O que é fitoterápico?

Produto obtido de planta medicinal, ou de seus derivados, exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa.

Como é preparado um fitoterápico?

Os fitoterápicos podem ser produzidos a partir de:

1) Planta fresca – Sucos e alcoolaturas

2) Planta seca – Infusos, decoctos (cozimento), extratos, tinturas, óleos medicinais. Os fitoterápicos podem ter ainda várias formas farmacêuticas produzidas a partir de extratos, tinturas, óleos medicinais e alcoolaturas.

Formas farmacêuticas - são as formas físicas de apresentação do fitoterápico. Podem ser classificadas em sólidas, líquidas e semi-sólidas.

Formas farmacêuticas líquidas: Tinturas, xaropes, soluções, extratos fluidos.

Formas farmacêuticas sólidas: Extratos secos, comprimidos, cápsulas.

Formas farmacêuticas semi-sólidas: Extratos moles, pomadas, géis, cremes

Qual a diferença entre fitoterápico industrializado e manipulado?

O fitoterápico industrializado é fabricado em uma indústria farmacêutica e possui registro na Anvisa/Ministério da Saúde para ser comercializado.

O fitoterápico manipulado é uma preparação magistral e/ou oficinal, sob orientação de um farmacêutico.

Tanto o fitoterápico industrializado quanto o manipulado devem seguir as Boas Praticas de Fabricação/Manipulação (BPF/BPM).

O que são preparações magistral e oficinal?

Preparação magistral: é aquela preparada na farmácia, a partir de uma prescrição de profissional habilitado, destinada a um paciente individualizado, e que estabeleça em detalhes sua composição, forma farmacêutica, posologia e modo de usar.

Preparação oficinal: é aquela preparada na farmácia, cuja fórmula esteja inscrita no Formulário Nacional ou em Formulários Internacionais reconhecidos pela ANVISA.

O que são Boas Práticas de Fabricação/Manipulação (BPF/BPM)?

Boas Práticas de Manipulação (BPM): Conjunto de medidas para assegurar que os produtos manipulados sejam consistentemente manipulados e controlados, com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido na prescrição.

Boas Práticas de Produção/Fabricação (BPF): É a parte da Garantia da Qualidade para assegurar que os produtos são consistentemente produzidos e controlados com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido.

Plantas medicinais e fitoterápicos podem ser utilizados por mulheres grávidas ou amamentando?

As mulheres grávidas ou que estejam amamentando devem buscar orientação de profissional de saúde antes de utilizar qualquer planta medicinal ou fitoterápico. Em alguns casos, existem estudos que podem garantir a segurança no uso, nestas situações.

Crianças podem usar plantas medicinais e fitoterápicos?

Antes de usar qualquer planta medicinal ou fitoterápico em crianças, deve-se buscar orientação de profissional de saúde.

Crianças menores de dois anos não devem utilizar fitoterápicos, uma vez que não há estudos que possam garantir a segurança para esta faixa etária.

Por quanto tempo é possível utilizar uma planta medicinal ou um fitoterápico?

Plantas medicinais e fitoterápicos não devem ser utilizados continuamente, a não ser por orientação de profissionais de saúde.

As plantas medicinais e os fitoterápicos podem fazer mal à saúde?

Como qualquer medicamento o mal uso de fitoterápicos e também de plantas medicinais pode ocasionar problemas de saúde. Determinadas plantas medicinais e fitoterápicos podem ser utilizados sem a orientação médica para o alívio sintomático de doenças de baixa gravidade e por curtos períodos de tempo. No entanto, caso os sintomas persistam por mais de sete dias, ou apareçam reações indesejadas, o uso deve ser interrompido e deve ser procurada orientação médica.

Há problemas em usar outros medicamentos associados às plantas medicinais e fitoterápicos?

No caso de utilizar medicamentos de uso contínuo, deve-se buscar orientação de um profissional de saúde.

Fonte: www.portal.saude.gov.br

Fitoterapia

FITOTERAPIA COMO ALTERNATIVA PARA TRATAMENTO DE LESÕES E QUEIMADURAS.

ARNICA

Nome científico: Arnica montana

Família: Compostas

Aspectos botânicos: originária das montanhas européias e América do Norte, herbácea, de 20 a 60 cm de altura, perene, de porte em roseta, folhas ovaladas, flores amarelas.

Parte usada: flores.

Constituintes: óleo essencial, arnicina, saponina, esoquercitina, taninos, flavonas. 

Indicações terapêuticas: uso em lesões secundárias à contusões, traumatismos e entorses. Útil em dores musculares. 

Modo de usar: aplicação tópica nas áreas afetadas. 

Apresentação:

1- CREME a 3%, potes de 30 e 500g 
2- TINTURA, uso externo 20ml.

Posologia: 
1- passar no local 2 a 3 vezes ao dia 
2- diluir 1 colher (sopa) para 1 copo de água, uso tópico 2 a 3 vezes ao dia.

Conservação: armazenar em local seco e arejado. No caso de potes de 500g, manter refrigerado após aberto.

Seguimento: 3 a 7 dias.

Protocolo: 
Observar as indicações terapêuticas. 
Anotar as características da lesão inicial e avaliação durante o seguimento.

BABOSA

Nome científico: Aloe vera

Família: Liliaceae

Outros nomes vulgares: erva babosa, alóes, caraguatá de jardim.

Aspectos botânicos: planta perene, de 60cm a 1m de altura. Folhas grandes e carnudas, dispostas em grandes rosetas, lanceoladas, marginadas por espinhos. As folhas contém em seu interior um tecido mole, viscoso, muito rico em substâncias mucilaginosas. Caule curto, achatado e grosso. Flores hermafroditas, tubuladas, de cor amarelada, dispostas em racemos terminais densos. 

Parte usada: gel das folhas frescas.

Constituintes: mucilagem 

Indicações terapêuticas: lesões de pele secundárias a queimaduras térmicas ou químicas (1º e 2º graus). Exerce ação emoliente e auxilia no processo de cicatrização. 

Usar com cautela em queimaduras de 3º grau ou concomitante com antibioticoterapia.

Apresentação: 
GEL a 25% em embalagem de 30g e 250g.

Posologia: aplicar topicamente sobre o ferimento 3 vezes ao dia;

Conservação: 
Armazenar em local fresco e seco, preferencialmente em refrigerador; 
Após aberto armazenar no refrigerador (parte baixa), manter os frascos bem fechados; 
Usar espátulas para manuseio dos cremes; 
Potes maiores devem ser conservados em refrigerador (sugerimos na Refrimed)

Seguimento: acompanhamento diário em sala de curativos; avaliar e relatar em protocolo: 
Tamanho e localização da lesão; 
Presença de bolhas, eritema, secreção, efeito analgésico etc; 
Agente causal.

CALÊNDULA

Nome científico: Calendula officinalis

Família: Compositae

Outros nomes vulgares: maravilha dos jardins, mal-me-quer, verrucária.

Aspectos botânicos: planta anual de crescimento em roseta. As flores ocorrem nas extremidades das hastes e têm cerca de 4cm de diâmetro. 

Parte usada: 
flores secas.

Constituintes: óleos essenciais, carotenóides, mucilagens e flavonóides. 

Indicações terapêuticas: ferimentos abertos infectados ou não, foliculite, estrófulo, eczema seborreico de couro cabeludo, crosta láctea, miliária, dermatites amoniacal e fúngicas, fissuras de mama, úlceras de estase, acne, quelóides, tinea, frieira, piodermites e molusco contagioso. É cicatrizante e antisséptico tópico. 

Contra-indicações: lesão profunda e/ou extensa (maior que 1/3 do segmento), lesão disseminada, infecção local grave, antibioticoterapia tópica concomitante, lesão de pele crônica sem diagnóstico.

Apresentação: 
1 - GEL a 5% em embalagem de 30g e 250g. 
2 - TINTURA uso externo 20 ml.

Posologia: 
1 - Aplicar topicamente sobre o ferimento 3 vezes ao dia; 
2 - Diluir 1 colher (sopa) para 1 copo de água, uso tópico 2 a 3 vezes ao dia.

Conservação: 
Armazenar em local fresco e seco, preferencialmente em refrigerador; 
Após aberto armazenar no refrigerador (parte baixa), manter os frascos bem fechados; 
Usar espátulas para manuseio dos cremes; 
Potes maiores devem ser conservados em refrigerador.

Seguimento: acompanhamento diário em sala de curativos; avaliar e relatar em protocolo: 
Tipo de lesão (primária ou secundária); 
Localização, tamanho, presença e tipo de secreção, presença de eritema, edema, efeito analgésico, tempo de cicatrização etc.

CAMOMILA

Nome científico: Chamomilla recutita (anterior Matricaria chamomilla)

Família: Compostas

Outros nomes vulgares: camomila dos alemães, matricária.

Aspectos botânicos: de origem européia, asiática e norte americana, planta herbácea de mais ou menos 50cm, anual, de talo ramificado e folhas divididas, pétalas brancas com disco amarelo no centro e ovalado. 

Parte usada: capítulos florais secos.

Constituintes: óleos essenciais, alfabisabolol, flavonóides, umbeliferona, herniarina, princípios amargos, azuleno, cumarina. 

Indicações terapêuticas: antiinflamatória, antisséptico (bactericida e fungicida), cicatrizante e antiespasmódico. Indicado em afecções orais - erupção dentária dolorosa, monilíase oral (candidíase), odontalgias (coadjuvante); afecções gastrointestinais - cólicas abdominais (inclusive do lactente), gases intestinais, cólicas menstruais, diarréia (coadjuvante). Observação: a superdosagem pode causar náuseas, excitação nervosa, insônia.

Uso não indicado: gestantes.

Usar com cautela em queimaduras de 3º grau ou concomitante com antibioticoterapia.

Apresentação: embalagem de 25g de flores secas de Chamomilla recutita com doseadores de 2,5g.

Modo de Preparo: preparar o chá na forma de infusão. Verter água fervente sobre o recipiente com a quantidade indicada das flores e abafar com tampa por 10 minutos. Não adoçar.

Preparo do chá para uso interno: 6 doseadores (15g) em 500ml de água.

Posologia: 
como antisséptico: 1 xícara (150ml) antes das refeições;
como antiflatulento: 1/2 xícara (75ml) após as refeições; 
como antiespasmódico e analgésico: 1 xícara 3 a 4 vezes ao dia;
para faringite e amigdalite: 1 xícara 3 a 4 vezes ao dia.

Lactentes: 1 doseador (2,5g) em 240ml de água (mamadeira); 
Para cólicas, erupção dentária dolorosa: tomar 60ml 3 a 4 vezes ao dia.

Uso tópico: 
4 doseadores em 200ml de água.
Bochechos e gargarejos 2 a 4 vezes ao dia;
Lactentes: usar com algodão, várias vezes ao dia.

Conservação: armazenar em local seco e arejado. Evitar exposição à luz e calor.

Seguimento: Afecções orais em geral: observar efeito sobre irritabilidade e alterações do sono e apetite. No caso de monilíase oral avaliar quantidade de lesões esbranquiçadas e intensidade do eritema. Solicitação de retorno de acordo com a gravidade do caso.

GUACO

Nome científico: Mikania glomerata

Família: Compositae

Outros nomes vulgares: uaco, cipó catinga, cipó sucuriju, coração de Jesus, erva de cobra.

Aspectos botânicos: originária dos estados do sul do Brasil, cultivada desde a Bahia até o Rio Grande do Sul. Planta trepadeira perene, arbustiva. As folhas frescas são inodoras, porém quando secas ou durante a fervura possuem odor aromático agradável, devido à presença de cumarina. 

Parte usada: 
folhas e caule.

Constituintes: taninos, saponinas, resina cumarínica e ácidos caurenóico, cinamoil e grandiflórico. 

Indicações terapêuticas: tosse com componente de broncoespasmo, auxiliando na expectoração com provável ação fluidificante. Citado como broncodilatador em inúmeras referências bibliográficas. 

Uso não indicado: gestantes, lactantes e crianças menores de um ano.

Contra-indicação: pacientes com problemas hepáticos (pode apresentar toxicidade com o uso prolongado) e diabéticos. Recomenda-se maior critério em quadros respiratórios crônicos não diagnosticados (afastar hipótese de tuberculose, câncer entre outros) 

Posologia: xarope: 

adulto - 1 colher (sopa), vezes ao dia;
criança de 4 a 7 anos: 1 colher (chá), 3 vezes ao dia
criança de 1 a 3 anos: 1 colher (chá) 2 vezes ao dia.

Apresentação: xarope a 10% em frasco de 150 ml. 

Conservação: 
armazenar em local seco e arejado e, após aberto, manter em geladeira. 

Seguimento: pedir retorno de 2 a 3 dias e em 7 dias. Não usar por tempo prolongado (mais de 4 semanas). Avaliar clinicamente: Tosse - características e duração;
Expectoração - caráter e coloração;
Sintomas associados - febre, dor pleural, dispnéia etc.;
Relatar quando da existência de exames complementares.

ESPINHEIRA-SANTA

Nome científico: Mikania glomerata

Nome científico: Maytenus ilicifolia

Família: Celestraceae

Outros nomes vulgares: salva-vidas, coromilho do campo, espinho de Deus, sombra de touro.

Aspectos botânicos: originária da América do Sul, nativa do sul do Brasil. Árvore perene de até 4m de altura. Folhas alternadas, duras e denteadas, lembrando espinhos, que originou o nome vulgar.

Parte usada: folhas.

Constituintes: taninos, terpenos (maytensina e outros) e flavonóides.

Indicações terapêuticas: gastrite e úlceras gástrica ou duodenal.

Mecanismo de ação: não definido.

Uso não indicado: lactantes (reduz a secreção láctica), gestantes e crianças menores de um ano. Excluir pacientes com patologias crônicas descompensadas (hipertensão, diabetes melitus, DPOC, ICCinsuficiência cardíaca congestiva) ou patologia digestiva associada (tumor).

Posologia: uma xícara do chá (200ml), 3 vezes ao dia (uma hora após as refeições e uma hora antes de deitar-se).

Tempo de tratamento: em torno de 30 dias.

Apresentação: embalagem contendo 22,5g de folhas secas rasuradas de Maytenus ilicifolila, fracionadas em doses unitárias de 1,5g.

Modo de Preparo: aquecer água até a fervura e verter sobre um xícara (chá) contendo a folha moída (1,5g). Tampar a xícara e deixar esfriar antes de tomar. Não adoçar.

Conservação: armazenar em local seco e arejado.

Protocolo: Critérios de inclusão: o paciente deverá apresentar: 
Tempo do início dos sintomas de mais de 4 semanas; 
Endoscopia recente (até 3 meses);

DOIS OU MAIS dos seguintes sintomas:

dor epigástrica (sintoma); 
plenitude pós-prandial; 
pirose e/ou azia; 
náuseas e/ou vômitos; 
dor epigástrica (sinal);

Seguimento: Endoscopia 2 meses após o término do tratamento; 
Retorno em 2 e 4 semanas; 
Avaliar freqência, caráter e duração dos sintomas.

MALVA

Nome científico: Malva sylvestris

Família: Malvacea (geraniácea)

Outros nomes vulgares: malva de cheiro, malva branca.

Aspectos botânicos: originária da Europa, Ásia e África, herbácea, bianual a perene, folhas palmatilobadas, alternadas, flor rosa com 5 pétalas, talo piloso. 

Parte usada: folhas.

Constituintes: mucilagens, taninos, anticianas (flavonóides), vitaminas A, B e C, óleos essenciais.

Indicações terapêuticas: emoliente, anti-inflamatório, antisséptico de pele e mucosas usado em dermatites inespecíficas, gengivites, periodontites (coadjuvante), glossites, estomatites, abcessos dentários (coadjuvante) e aftas. Também em amigdalites e faringites (quando bacterianas usar como coadjuvante).

Uso não indicado: gestantes e lactantes.

Posologia: uso externo - meio pacote (10g) para 250ml de água, na forma de infusão (verter água quente sobre o chá e tapar). Usar na forma de bochecho, gargarejo ou aplicação local 2 a 4 vezes ao dia. Em uso odontológico usar após escovação dos dentes. 

Apresentação: embalagem de 20g de folhas secas com doseadores de 2g.

Conservação: armazenar em local seco e arejado.

Seguimento: 
Periodontite: retorno após 3 dias do início do tratamento.
Gengivite: retorno em 7 dias.
Observar coloração da mucosa, eritema, presença ou não de secreção do sulco gengival, relato de dor espontânea ou provocada, edema.
Estomatite: retorno 1 ou 2 dias, observar presença de dor, número de lesões e febre.
Amigdalite/faringite: retorno em 1 ou 2 dias, observando dor, edema e eritema.

MARACUJÁ

Nome científico: Passiflora incarnata

Família: Passifloraceae

Outros nomes vulgares: maracujá-melão, maracujá silvestre, maracujá-guaçu, maracujá-suspiro, grenadilha, maracujá-mirim.

Aspectos botânicos: trepadeira com caule longo, podendo atingir mais de 5metros, folhas trilobadas. 

Parte usada:
 folhas secas.

Constituintes: harmana, harmina, harmol, vitexina, isso-vitexina. 

Indicações terapêuticas: distúrbios do sono leve (dificuldade em iniciar e/ou manter o sono; ou mudança no padrão habitual) e transtornos de ansiedade reativos e não cronificados. Uso oral. 

Uso contra-indicado: gestantes, lactantes e crianças e contra-indicado em pacientes com distúrbios hepáticos (apresenta toxicidade hepática em uso prolongado), patologia psiquiátrica de diagnóstico definido (psicose, depressão, transtornos de ansiedade grave, alcoolismo), epilepsia, distúrbios do sono secundários à dor crônica e/ou patologia clínica associada (hipertireoidismo etc.), uso concomitante de substâncias psicoativas e pré-operatório.

Posologia: uso oral - uma xícara de chá, 2 vezes ao dia. 

Apresentação: embalagem contendo 30g de folhas secas e rasuradas de Passiflora incarnata, com dosador de 1,5g.

Modo de Preparo: aquecer a água até a fervura e verter sobre uma xícara contendo 1,5g da planta moída. Abafar por 10 minutos.

Recomendações: tomar uma das doses preferencialmente uma hora antes de dormir. Não utilizar por períodos prolongados (acima de 30 dias). 

Conservação: armazenar em local seco e arejado.

Seguimento: retorno em 2/14/21 dias; avaliar e relatar: 
Características do sono (ex: agitado, pesadelos, não recuperador, duração, frequência do despertar etc.);
Caracterísitcas da vigília (fadiga, atenção diminuída, dificuldade de concentração etc.);
Identificar e detalhar informações tais como fator desencadeante, número de dias, frequência etc.

Quebra Pedra

Nome científico: Phyllanthus niruri

Família: Euphorbiaceae

Outros nomes vulgares: arrebenta-pedra, erva pombinha.

Aspectos botânicos: planta herbácea, anual, de ocorrência generalizada no Brasil.

Parte usada: toda a planta.

Constituintes: glicosídeos, quercitina, filocrisina (princípio amargo), sais minerais, ácidos orgânicos, tanino, mucilagem.

Indicações terapêuticas: litíase renoureteral.

Mecanismo de ação: não definido. Provoca relaxamento da musculatura lisa do ureter, facilitando a expulsão de cálculos renais. Possui efeito analgésico.

Uso não indicado: gestantes, lactantes e crianças menores de um ano.

Contra-indicado: pacientes com patologias crônicas descompensadas (hipertensão arterial, Diabetes Mellitus, doença pulmonar oclusiva crônica, insuficiência cardíaca) e uso em patologia urinária associada (câncer, tuberculose, insuficiência renal).

Posologia: uso oral - tomar l litro do chá em doses distribuídas ao longo do dia.

Apresentação: embalagem contendo 100g de folhas secas rasuradas de Phyllantus niruri, fracionadas em doses unitárias de 20g.

Modo de Preparo: aquecer 1 litro de água até a fervura e verter sobre um recipiente limpo e com tampa, contendo 20g da planta moída.(1,5g).

Conservação: armazenar em local seco e arejado.

Protocolo: Critérios de inclusão: exame por imagem recente (até 1 mês) positivo para litíase ou antecedente pessoal ou familiar positivo e 2 ou mais dos seguintes sintomas: 
Cólica renoureteral aguda; 
Dor lombar 
punho-percussão positiva; 
hematúria (micro ou macroscópica)

Seguimento: 
Ecografia ou RX inicial e urina I; 
Avaliar frequência, caráter e duração dos sintomas; 
Retorno em 7 dias ou antes, se necessário; 
Ecografia final ou pedra expelida (peneira)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS EM FITOTERAPIA

BOMBARDELLI, E. et al. Phytochem. 14:2661-2665, 1975.

CALIXTO, J. B. et. al. Antispasmodic effects of na alkaloid extractde from Phyllanthus sellowanus: a comparative study with papaverine. Braz. J. Med. Biol. Res. 17:313-321, 1984.

CARLINI e colaboradores in: Estudo de ação anti-úlcera gástrica de plantas brasileiras: Maytenus ilicifolia (Espinheira Santa) e outras. CEME, Ministério da Saúde, Brasília, 1988.

DO VALE, N. B; LEITE, J. R. Efeitos psicofarmacológicos de preparações de Passiflora edulis (maracujá). Ciência e Cultura. 35 (1):11-24, 1983.

FARMACIA VIVA. Feira de Saúde, informação, educação e comunicação da Paraíba. Encontro Estadual de agentes comunitários de saúde. João Pessoa, 1993.

GORSKI, F. et.al. Potent antinociceptive activity of a hydroalcoholic extract of Phyllanthus corcovadensis. J. Pharm. Pharmacol. 45:1046-1049, 1993.

KOCH, H; STEINEGGER, E. Planta Med. 39(3):210, 1980.

LEITE, M.G.R. et. al.. Atividade broncodilatadora em Mikania glomerata, Justicia pectoralis e Torresea cearensis. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil - Curitiba, PR, 1992.

LUTOMSKI, J. et. al. Planta Med. 27(3):112-121, 1975.

CURITIBA. Secretaria Municipal de Saude. Manual de Fitoterapia. Curitiba, 1992.

OGA, S. et. al. Planta Med. 51(4):303-306, 1984.

RIZZINI, C.J. V Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Ciência e Cultura (supl.), p.59-61, 1978.

SANTOS, A.R.S. et. al. Estudos farmacológicos pré-clínicos e químicos de plantas do gênero Phyllanthus. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA E TERAPIAS NATURAIS. Anais. 1994.p.

SOARES DE MOURA, R et. al. Efeitos da cumarina em anéis de traquéia de cobaias. Farmacologia Clínica Experimental - Hospital Universitário Pedro Ernesto - UERJ, RJ.

SOARES DE MOURA, R. et. al. Efeitos de frações obtidas de extratos hidroalcoólicos e éter de petróleo de folhas de Mikania glomerata (Guaco) na traquéia de cobais. Farmacologia Clínica Experimental - Hospital Universitário Pedro Ernesto- HUPE-UERJ, RJ.

BRASIL - Ministério da Saúde. Central de Medicamentos. Mikania glomerata. In: BRASIL. Ministerio da Saude. Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais: primeiros resultados. Brasília, 1989.

TESKE, M; TRENTINI, A M.M. Herbarium: Compêndio de Fitoterapia. 2ª ed. Curitiba: Herbarium Laboratório Botânico, 1995.

Fonte: www.hospvirt.org.br

Origem

As plantas medicinais vêm sendo utilizadas pelo homem ao longo de toda a história da humanidade no tratamento e cura de enfermidades. É uma prática que nasceu provavelmente na pré-história, quando, a partir da observação do comportamento dos animais na cura de suas feridas e doenças, os homens descobriram as propriedades curativas das plantas e começaram a utilizá-las, levando ao acúmulo de conhecimentos empíricos que foram passados de geração para geração (FERRO, 2006).

Histórico

Os indícios sobre a prática da Fitoterapia são muito antigos e encontrados em todo o mundo. O primeiro manuscrito conhecido sobre essa prática é o Papiro de Ebers (1500 a.C.), que descreve centenas de plantas medicinais. No Egito, várias plantas são mencionadas nos papiros, e na Grécia, Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.), catalogou cerca de 500 espécies vegetais. Hipócrates (460-361 a.C.), considerado o pai da medicina, utilizava drogas de origem vegetal em seus pacientes e deixou uma obra – Corpus Hippocraticum, que é considerada a mais clara e completa da Antiguidade no que se refere à utilização de plantas medicinais (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005; ALONSO, 1998; WAGNER e WISENAUER, 2006).

Durante muito tempo, as plantas medicinais foram utilizadas em rituais religiosos e na cura de doentes pelos curandeiros e feiticeiros. O pensamento hipocrático estabeleceu uma concepção holística do Universo e do homem, visando o tratamento do indivíduo e não apenas da doença. Já na Idade Média, a concepção de mundo máquina levou à difamação daqueles que detinham o conhecimento sobre as plantas medicinais, considerados como bruxos e condenados à fogueira (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005; ALONSO, 1998; ALVIM et al. 2006).

Na Idade Moderna, com o desenvolvimento da pesquisa e metodologia, as terapêuticas sem base científica, como a Fitoterapia, foram marginalizadas (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005, p.19-22; ALVIM et al. 2006).

No mundo, a Fitoterapia desenvolveu-se dentro das Medicinas Chinesa e Ayurvédica. A Fitomedicina na Europa tornou-se uma forma de tratamento predominante. No Brasil, a terapêutica popular foi desenvolvida com as contribuições dos negros, indígenas e portugueses (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005; ALVIM et al. 2006; WAGNER e WISENAUER, 2006).

A partir do século XX, o desenvolvimento da indústria farmacêutica e os processos de produção sintética dos princípios ativos existentes nas plantas contribuíram para a desvalorização do conhecimento tradicional (ALMASSY JÚNIOR et al. 2005; ALONSO, 1998; WAGNER e WISENAUER, 2006).

Ao final da década de 1970, a Organização Mundial da Saúde (OMS) cria o Programa de Medicina Tradicional, com objetivos de proteger e promover a saúde dos povos do mundo, incentivando a preservação da cultura popular sobre os conhecimentos da utilização de plantas medicinais e da Medicina Tradicional (BRASIL, 2006; WHO, 2002;)

A OMS recomenda aos estados-membros “o desenvolvimento de políticas públicas para facilitar a integração da medicina tradicional e da medicina complementar alternativa nos sistemas nacionais de atenção à saúde, assim como promover o uso racional dessa integração” (BRASIL, 2006). Para isso, são necessários promover a segurança, eficácia, qualidade, acesso e uso racional dessas práticas (WHO, 2002).

Em 1989 foi fundada a ESCOP (European Scientific Cooperative on Phytotherapy) – Cooperativa Científica Européia de Fitoterapia –, com os objetivos de estabelecer critérios harmônicos para o acesso aos produtos fitoterápicos, dar suporte para a pesquisa científica e contribuir para a aceitação da Fitoterapia na Europa (SCHILCHER, 2005).

Em 1978, foi estabelecida a Comissão E, uma divisão da Agência Federal de Saúde da Alemanha que coleta informações sobre as plantas medicinais e as avalia de acordo com a segurança e eficácia. É responsável pelo registro e preparação de fitofármacos, processa os dados científicos funcionais das preparações das plantas e ervas medicinais para produzir monografias. A Comissão E combina dados científicos com conhecimento tradicional, e publicou cerca de 300 monografias (SCHILCHER, 2005; WHO, 1998).

A OMS lançou três volumes de monografias de plantas medicinais, fruto de uma ampla revisão sistemática da literatura científica e revisão de especialistas do mundo inteiro, com objetivos de auxiliar a segurança e efetividade no uso da Fitoterapia nos sistemas de saúde (WHO, 1999; WHO, 2001; WHO, 2007).

Em 2006, foi criado no Brasil o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, com objetivo de “garantir à população brasileira o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional” (BRASIL, 2006).

Conceito

A Fitoterapia é uma palavra que une dois radicais gregos: “phyton”, que significa planta, e “therapia”, tratamento. É a terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal (BRASIL, 2006).

Formas de atuação

As plantas medicinais possuem princípios ativos, ou seja, compostos químicos produzidos durante o metabolismo da planta, que lhe conferem a ação terapêutica (WAGNER e WISENAUER, 2006). Há diversas formas de utilização, que dependem da parte do vegetal a ser utilizada, do tipo de efeito desejado e da enfermidade a ser tratada (NA).

As plantas medicinais podem ser utilizadas sob a forma de infusão, decocção, maceração, tintura, extratos fluido, mole ou seco, pomadas, cremes, xaropes, inalação, cataplasma, compressa, gargarejo ou bochecho (WAGNER e WISENAUER, 2006).

Contra-indicações

A utilização de plantas medicinais não é isenta de efeitos colaterais, interações medicamentosas ou contra-indicações. Apresentam substâncias que podem ser tóxicas, desencadeando reações adversas. Além disso, a utilização da dose incorreta, da parte da planta indevida ou auto-medicação errônea podem causar efeitos colaterais indesejáveis (TUROLLA e NASCIMENTO, 2006).

São necessárias medidas de conscientização da população e educação dos profissionais de saúde para que o uso racional das plantas medicinais seja disseminado. Há grupos como crianças, idosos, lactantes, gestantes e portadores de doenças graves que merecem atenção especial e não podem utilizar a Fitoterapia de maneira indiscriminada, devendo levar em consideração as dosagens e contra-indicações. Além disso, é importante ressaltar que há possibilidades de interação medicamentosa entre a Fitoterapia e o uso de alopáticos, tornando ainda mais necessária a conscientização da população e o cuidado com a auto-medicação (NA).

Referências

ALMASSY JÚNIOR, Alexandre; LOPES, Reginalda Célia; ARMOND, Cíntia; da SILVA, Francieli; CASALI, Vicente Wagner Dias. Folhas de Chá – plantas medicinais na Terapêutica Humana. UFV: Viçosa, 2005.

ALONSO, Jorge. Tratado de Fitomedicina: Bases clínicas e farmacológicas. Argentina, Rosário: Corpus Libros, 1998.

ALVIM et al. O uso de plantas medicinais como recurso terapêutico: das influências da formação profissional às implicações éticas e legais de sua aplicabilidade como extensão da prática de cuidar realizada pela enfermeira. Rev Latino-am Enfermagem, v.14, n.3, mai./jun. 2006. Disponível em www.eerp.usp.br/rlae. Acesso em 01.set.2007.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília, DF, 2006b.

FERRO, Degmar. Fitoterapia: conceitos clínicos. São Paulo: Atheneu, 2006.

SCHILCHER, Heinz. Fitoterapia na Pediatria – Guia para médicos e farmacêuticos. Alfenas: Ciência Brasilis, 2005.

TUROLLA, Mônica Silva dos Reis; NASCIMENTO, Elizabeth de Souza. Informações toxicológicas de alguns fitoterápicos utilizados no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v. 42, n. 2, abr./jun., 2006.

WAGNER, Hildebert e WISENAUER, Markus. Fitoterapia – Fitofármacos, Farmacologia e Aplicações Clínicas. 2.ed. São Paulo: Pharmabooks, 2006.

WHO. Guidelines for the appropriate use of herbal medicines. Manila: WHO, 1998.

______. Who Monographs on Selected Medicinal Plants, v. 1. Geneva: WHO, 1999.

______. Who Monographs on Selected Medicinal Plants, v .2. Geneva: WHO, 2001.

______. Traditional medicine strategy 2002-2005. Geneva, 2002.65p.

______. Who Monographs on Selected Medicinal Plants, v. 3. Geneva: WHO, 2007.

Fonte: www.apanat.org.br

RESOLUÇÃO-RDC Nº. 48, DE 16 DE MARÇO DE 2004.

Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no uso de sua atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 111, inciso I, alínea b, §1º do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 593, de 25 de agosto de 2000, republicada no DOU de 22 de dezembro de 2000, em reunião realizada 8 de março de 2004, adota a seguinte Resolução e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico, em anexo, visando atualizar a normatização do registro de medicamentos fitoterápicos.

Art. 2º A partir de 360 dias contados da publicação desta Resolução, todos os testes referentes a controle de qualidade (quando terceirizados), deverão ser executados em instituições credenciadas no sistema REBLAS - Rede Brasileira de Laboratórios em Saúde ou por empresas fabricantes de medicamentos que tenham certificado de BPFC atualizado e satisfatório. A partir desta data, a apresentação dos resultados destes testes serão exigidos pela ANVISA no registro e na renovação do registro.

Art. 3º Quanto aos medicamentos fitoterápicos registrados anteriormente a 31/01/1995, com exceção daqueles já enquadrados como fitoterápicos tradicionais, devem apresentar, no primeiro protocolo de renovação de registro que ocorrer após 360 dias da data de publicação desta Resolução:

I - relatório de segurança e eficácia que contemple os critérios do item 8.1, 8.2 ou 8.3, capítulo II, do Regulamento Técnico em anexo

II - relatórios de produção e controle de qualidade atualizados de acordo com o Regulamento Técnico em anexo.

§ 1º Para renovações de registro já protocoladas na ANVISA, será exigido apenas o item II acima, se não constar do processo de registro respectivo.

§ 2º Quando o prazo máximo legal para protocolar pedido de renovação (6 meses antes do vencimento do registro) ocorrer em até 360 dias da publicação dessa Resolução, será igualmente exigida a apresentação apenas do item II acima, se não constar do processo de registro respectivo.

§ 3º Se o prazo máximo legal para protocolo de pedido de renovação de registro ocorrer após 360 dias da publicação dessa Resolução, aplica-se o disposto no caput deste Artigo, independentemente da data efetiva do protocolo na ANVISA.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação, revogando-se a Resolução RDC 17, de 25 de fevereiro de 2000 e o art. 18 da RDC 134, de 28 de maio de 2003.

CLAUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES

ANEXO

REGULAMENTO TÉCNICO PARA MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS

ABRANGÊNCIA

Este regulamento abrange medicamentos cujos princípios ativos são exclusivamente derivados de drogas vegetais. Não é objeto de registro ou cadastro planta medicinal ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada.

DEFINIÇÕES

Adjuvante - substância de origem natural ou sintética adicionada ao medicamento com a finalidade de prevenir alterações, corrigir e/ou melhorar as características organolépticas, biofarmacotécnicas e tecnológicas do medicamento.

Droga vegetal - planta medicinal ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada.

Derivado de droga vegetal - produtos de extração da matéria prima vegetal: extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco, e outros.

Fitoterápico - medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Sua eficácia e segurança é validada através de levantamentos etnofarmacológicos de utilização, documentações tecnocientíficas em publicações ou ensaios clínicos fase 3. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais.

Fórmula Fitoterápica - Relação quantitativa de todos os componentes de um medicamento fitoterápico.

Formula Mestra ou Fórmula Padrão - documento ou grupo de documentos que especificam as matérias-primas e os materiais de embalagem com as suas quantidades, juntamente com a descrição dos procedimentos e precauções necessárias para a produção de determinada quantidade de produto terminado. Além disso, fornece instruções sobre o processamento, inclusive sobre os controles em processo.

Marcador - componente ou classe de compostos químicos (ex: alcalóides, flavonóides, ácidos graxos, etc.) presente na matéria-prima vegetal, idealmente o próprio princípio ativo, e preferencialmente que tenha correlação com o efeito terapêutico, que é utilizado como referência no controle de qualidade da matéria-prima vegetal e dos medicamentos fitoterápicos.

Matéria prima vegetal - planta medicinal fresca, droga vegetal ou derivados de droga vegetal

Medicamento - produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnósticos;

Nomenclatura botânica oficial completa - gênero, espécie, variedade, autor do binômio, família

Nomenclatura botânica oficial - gênero, espécie e autor.

Nomenclatura botânica - gênero e espécie

Princípio ativo de medicamento fitoterápico - substância, ou classes químicas (ex: alcalóides, flavonóides, ácidos graxos, etc.), quimicamente caracterizada, cuja ação farmacológica é conhecida e responsável, total ou parcialmente, pelos efeitos terapêuticos do medicamento fitoterápico.

Capítulo I - Medidas Antecedentes ao Registro de Fitoterápicos

1. Notificar a produção de lotes-piloto de acordo com o GUIA PARA A NOTIFICAÇÂO DE LOTES PILOTO DE MEDICAMENTOS, exceto para produtos importados.

Capítulo II - Do Registro

1. No ato do protocolo de pedido de registro de um Medicamento Fitoterápico, a empresa deverá protocolar um processo único, com relatórios separados para cada forma farmacêutica. A empresa deverá ter cumprido com a exigência antecedente ao registro e apresentar os seguintes documentos:

a) Formulários de petição - FP;

b) Via original do comprovante de recolhimento da taxa de fiscalização de vigilância sanitária, ou isenção quando for o caso;

c) Cópia de Licença de Funcionamento da empresa (Alvará Sanitário) atualizada;

d) Certificado de Responsabilidade Técnica, atualizado, emitido pelo Conselho Regional de Farmácia;

e) Cópia do protocolo da notificação da produção de lotes-piloto.

2. No ato do protocolo de pedido de registro o proponente deverá apresentar relatório contendo as seguintes informações técnicas;

a) Dados gerais:

A1. Bula, modelo de rótulo e embalagem, conforme a legislação vigente. A bula deve informar a parte utilizada da planta, a composição do medicamento, indicando a relação real, em peso ou volume, da matéria prima vegetal usada e a correspondência em marcadores e/ ou princípios ativos, quando conhecidos.

A2. Descrição do derivado desde que figure logo após ou abaixo da nomenclatura botânica (facultativo).

b) Prazo de validade: apresentar resultados do estudo de estabilidade acelerada de três lotes-piloto utilizados nos testes, acompanhados dos estudos de estabilidade de longa duração em andamento, ou estudos de estabilidade de longa duração já concluídos, todos de acordo com o GUIA PARA A REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE ESTABILIDADE DE MEDICAMENTOS;

c) Relatório completo de produção:

C1. Forma farmacêutica, descrição detalhada da fórmula completa com a nomenclatura botânica oficial completa (gênero, espécie, variedade, autor do binômio, família), mais os excipientes conforme a Denominação Comum Brasileira (DCB), Denominação Comum Internacional (DCI), ou a denominação citada no Chemical Abstract Service (CAS), respeitando esta ordem de prioridade;

C2. Descrição da quantidade de cada substância expressa no sistema internacional de unidades (SI) ou unidade padrão indicando sua função na fórmula;

C3. Tamanhos mínimo e máximo dos lotes industriais a serem produzidos;

C4. Descrição de todas as etapas do processo de produção contemplando os equipamentos utilizados;

C5. Metodologia de controle do processo produtivo;

C6. Descrição dos critérios de identificação do lote industrial.

d) Relatório de controle de qualidade:

D1) Informações referentes a droga vegetal -

d1.1. Relatório descritivo dos métodos de secagem, estabilização (quando empregada), e conservação utilizados, com seus devidos controles, quando cabível.

d1.2. Laudo de identificação próprio ou emitido por profissional habilitado, quando não existirem especificações farmacognósticas que permitam a confirmação da identidade botânica.

d1.3. Referência bibliográfica da Farmacopéia consultada e reconhecida pela ANVISA, de acordo com a legislação vigente. No caso de não se tratarem de compêndios oficiais reconhecidos pela ANVISA, descrição detalhada de todas as metodologias utilizadas no controle de qualidade, com métodos analíticos devidamente validados somente para matéria-prima ativa(s) vegetal(s) de acordo com o GUIA DE VALIDAÇÃO DE MÉTODOS ANALÍTICOS E BIOANALÍTICOS, indicando a fonte bibliográfica ou de desenvolvimento. Neste último caso apresentar tradução quando o idioma não for inglês ou espanhol.

D2) Informações referentes ao derivado de droga vegetal:

d2.1. Nomenclatura botânica oficial, a nomenclatura farmacopeica e/ou tradicional,

d2.2. Parte da planta utilizada,

d.2.3. Solventes, excipientes e/ou veículos utilizados na extração do derivado. Estas informações devem vir acompanhadas do laudo de análise do fornecedor.

d.2.4. Testes de autenticidade (caracterização organoléptica, identificação macroscópica e microscópica);

d2.5. Testes de pureza e integridade, incluindo: cinzas, cinzas insolúveis em ácido clorídrico, umidade, pesquisa de matérias estranhas, pesquisa de contaminantes microbiológicos e de metais pesados. Em caso de utilização de métodos para eliminação de contaminantes, descrever o método e a pesquisa de eventuais alterações da matéria-prima.

d2.6. Análise qualitativa e quantitativa dos princípios ativos e/ou marcadores, quando conhecidos, ou classes de compostos químicos característicos da espécie.

e) Controle de qualidade do produto acabado:

E1. Apresentar a descrição detalhada de todas as metodologias utilizadas no controle de qualidade, com os métodos analíticos devidamente validados para o medicamento, de acordo com o GUIA PARA VALIDAÇÃO DE MÉTODOS ANALÍTICOS E BIOANALÍTICOS, indicando a sua fonte bibliográfica ou de desenvolvimento.

E2. Resultado da prospecção (Screening) fitoquímica, ou perfil cromatográfico (Fingerprint) por cromatografia líquida de alta eficiência - CLAE ou cromatografia gasosa - CG, quando cabível. Apresentar tradução quando o idioma não for inglês ou espanhol;

f) Especificações do material de embalagem primária.

g) Certificado de Boas Práticas de Fabricação e Controle (BPFC) emitido pela ANVISA, para a linha de produção na qual o produto classificado como medicamento fitoterápico será fabricado, ou ainda, cópia do protocolo de solicitação de inspeção para fins de emissão do certificado de BPFC. Este protocolo será válido desde que a linha de produção pretendida esteja satisfatória na última inspeção para fins de verificação do cumprimento de BPFC realizada.

h) Enviar informações adicionais de acordo com a legislação vigente sobre controle da Encefalopatia Espongiforme Transmissível, quando cabível.

I) No caso de associações, apresentar estudos que justifiquem suas ações terapêuticas e evidência de uso tradicional.

4. Todos os documentos deverão ser encaminhados na forma de uma via impressa assinada na folha final e rubricada em todas as folhas pelo responsável técnico pela empresa. Adicionar cópia de todos os relatórios técnicos em disquete ou CD-ROM, com arquivos no formato arquivo.doc ou outro aceito pela ANVISA.

5. A ANVISA poderá, a qualquer momento e a seu critério, exigir provas adicionais relativas à identidade e qualidade dos componentes, e da segurança e da eficácia de um medicamento, caso ocorram dúvidas ou ocorrências que dêem ensejo a avaliações complementares, mesmo após a concessão do registro.

6. É obrigatório o envio de documentação referente a mais de um local de fabricação, caso a empresa solicite o registro em mais de um local de fabricação concomitantemente. Neste caso deverá ser apresentada a documentação técnica referente a cada local de fabricação.

7. Produtos Importados - Os fabricantes ou seus representantes que pretenderem comercializar medicamentos fitoterápicos produzidos em território estrangeiro, além dos dispositivos anteriores, terão que apresentar:

a) Autorização da empresa fabricante para o registro, representação comercial e uso da marca no Brasil, quando aplicável.

b) Cópia do Certificado de BPFC emitido pela ANVISA para a empresa fabricante, atualizado, por linha de produção.

b.1. No caso da ANVISA ainda não ter realizado inspeção na empresa fabricante, será aceito comprovante do pedido de inspeção sanitária à ANVISA, acompanhado do certificado de boas práticas de fabricação de produtos farmacêuticos por linha de produção, emitido pelo órgão responsável pela Vigilância Sanitária do país fabricante.

b.2. A ANVISA poderá, conforme legislação específica, efetuar a inspeção da empresa fabricante no país ou bloco de origem.

c) Comprovação do registro do produto, emitida pelo órgão responsável pela vigilância sanitária do país origem. Na impossibilidade, deverá ser apresentada comprovação de comercialização, emitida pela autoridade sanitária do país em que seja comercializado, ou autoridade sanitária internacional.

d) Metodologia de controle de qualidade físico-química, química, microbiológica e biológica que o importador realizará, de acordo com a forma farmacêutica e apresentação: produto terminado, a granel ou na embalagem primária. Caso o método não seja farmacopeico, enviar a validação da metodologia analítica.

e) Cópia do Certificado de BPFC emitido pela ANVISA ou do protocolo do pedido de inspeção para este fim, para a linha de produção da empresa requerente do registro, quando se tratar de importação de produto a granel ou em sua embalagem primária.

f) Para produtos farmacêuticos importados a granel, na embalagem primária ou terminados, os resultados e avaliação do teste de estabilidade na embalagem final de comercialização devem seguir o GUIA PARA A REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE ESTABILIDADE DE MEDICAMENTOS. Enviar cópia dos resultados originais deste estudo, ficando facultado à empresa o envio da tradução, caso o idioma seja o inglês ou espanhol. A tradução será obrigatória nos demais idiomas. Havendo necessidade de importar amostras, dever-se-á solicitar à ANVISA a devida autorização para esta importação.

g) Contar o prazo de validade do produto importado a granel a partir da data de fabricação do produto no exterior, e não da data de embalagem no Brasil, respeitando o prazo de validade registrado na ANVISA.

h) Todo o material apresentado relativo ao produto, tais como os relatórios de produção e controle de qualidade, e as informações contidas em rótulos, bulas e embalagens, devem estar em idioma português, atendendo à legislação em vigor. Os documentos oficiais em idioma estrangeiro, usados para fins de registro, expedidos pelas autoridades sanitárias, deverão ser acompanhados de tradução juramentada na forma da lei.

8. A segurança de uso e a(s) indicação(ões) terapêutica(s) deverão ser validadas através de uma das três opções abaixo:

8.1. Atingir no mínimo 6 pontos, com estudos publicados entre as obras da LISTA DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA E EFICÁCIA DE FITOTERÁPICOS, conferidos de acordo com a escala descrita a seguir:

a) Três (3) pontos a cada inclusão em obra relacionada no Grupo I.

b) Dois (2) pontos a cada inclusão em obra relacionada no Grupo II.

c) Um (1) ponto a cada inclusão em obra relacionada no Grupo III.

d) Meio (0,5) ponto a cada inclusão em publicação técnico-científica, brasileira e/ou internacional, não incluídas nos Grupos I, II e III, que contenha informações relativas à segurança de uso e às indicações terapêuticas propostas. No mínimo 50% da pontuação obtida deverá originar-se de estudos em seres humanos.

Inclusões e alterações à LISTA DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA E EFICÁCIA DE FITOTERÁPICOS serão publicadas periodicamente em função da experiência acumulada pela área de registro de fitoterápicos da ANVISA com apoio de consultores externos.

8.2. Apresentar comprovação de segurança de uso (toxicologia pré-clínica, toxicologia clínica) e de eficácia terapêutica (farmacologia pré-clínica, farmacologia clínica) do medicamento. Os ensaios clínicos deverão atender às exigências estipuladas pelo Conselho Nacional de Saúde - CNS. Os ensaios de toxicologia pré-clínica deverão utilizar como parâmetro mínimo o GUIA PARA A REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE TOXICIDADE PRÉ-CLÍNICA DE FITOTERÁPICOS.

8.3. Apresentar levantamento bibliográfico (etnofarmacológico e de utilização, documentações tecnicocientíficas ou publicações), que será avaliado consoante os seguintes critérios:

a) indicação de uso: episódica ou para curtos períodos de tempo;

b) coerência com relação às indicações terapêuticas propostas;

c) ausência de risco tóxico ao usuário;

d) ausência de grupos ou substâncias químicas tóxicas, ou presentes dentro de limites comprovadamente seguros;

e) comprovação de uso seguro por um período igual ou superior a 20 anos.

9. Caso o medicamento integre a última publicação da LISTA DE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS, nas condições ali definidas, não há necessidade de validar as indicações terapêuticas e a segurança de uso. Esta é uma sistemática simplificada de registro, onde devem ser respeitadas integralmente as especificações citadas: parte usada, padronização, formas de uso, indicações/ações terapêuticas, dose, via de administração, posologia quando descrita e restrição de uso. Poderão ser formuladas outras formas farmacêuticas na mesma via de administração, desde que sejam apresentados os cálculos de equivalência de doses entre as formas extrativas e as formas farmacêuticas propostas. Inclusões à LISTA DE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS serão publicadas periodicamente em função da experiência acumulada pela área de registro de fitoterápicos da ANVISA com apoio de consultores externos.

Capítulo III - DAS MEDIDAS DO PÓS - REGISTRO

1. As alterações de registro devem seguir os procedimentos especificados na GUIA PARA REALIZAÇÃO DE ALTERAÇÕES E INCLUSÕES PÓS-REGISTRO DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS.

2. A ANVISA poderá realizar análise de controle, em lotes comercializados, para fins de monitoração da qualidade e conformidade do medicamento com o registrado, em laboratórios oficiais.

3. Decorrido o prazo de validade declarado para o medicamento, a empresa deverá protocolar, na forma de complementação de informações ao processo, relatório de resultados e avaliação final do estudo de estabilidade de longa duração dos três lotes apresentados na submissão, de acordo com o cronograma previamente apresentado, assim como a declaração do prazo de validade e cuidados de conservação definitivos. A falta deste encaminhamento implicará em infração sanitária.

4. Todas as empresas, no primeiro semestre do ultimo ano do qüinqüênio de validade do registro já concedido, deverão apresentar à ANVISA, os seguintes documentos para efeito de renovação:

a) Formulário de petição devidamente preenchido;

b) Via original do comprovante de recolhimento da taxa de fiscalização de vigilância sanitária ou de isenção, quando for o caso;

c) Certificado de Responsabilidade Técnica, atualizado, emitido pelo Conselho Regional de Farmácia.

d) Apresentar cópia de notas fiscais comprovando a comercialização do medicamento em um máximo de 3 (três) notas por forma farmacêutica. Poderá ser apresentada uma declaração referente às apresentações comerciais não comercializadas para as quais a empresa tenha interesse em manter o registro, desde que pelo menos uma apresentação daquela forma farmacêutica tenha sido comercializada. Os Laboratórios Oficiais, quando não houver a produção do medicamento no referido período, deverão apresentar a justificativa da não comercialização.

e) Certificado de Boas Práticas de Fabricação e Controle (BPFC) emitido pela ANVISA, para a linha de produção na qual o produto classificado como medicamento fitoterápico será fabricado, ou ainda, cópia do protocolo de solicitação de inspeção para fins de emissão do certificado de BPFC. Este protocolo será válido desde que a linha de produção pretendida esteja satisfatória na última inspeção para fins de verificação do cumprimento de BPFC realizada.

f) Apresentar comprovante de um sistema de farmacovigilância na empresa para monitorização de falhas terapêuticas e efeitos colaterais indesejáveis, de acordo com legislação específica.

g) A última versão de bula impressa que acompanha o produto em suas embalagens comerciais.

h) Apresentar listagem que contemple todas as alterações e/ou inclusões pós-registro ocorridas durante o último período de validade do registro do produto, acompanhados de cópia do D.O.U., ou na ausência, cópia do(s) protocolo(s) da(s) petição(ões) correspondente(s).

i) Para produtos importados apresentar os respectivos laudos de três lotes importados nos últimos três anos do controle de qualidade físico-químico, químico, microbiológico e biológico, de acordo com a forma farmacêutica, realizado pelo importador no Brasil.

Fonte: www.e-legis.anvisa.gov.br

Fitoterapia:

A história da fitoterapia se confunde com a história da farmácia, em que até o século passado medicamentos eram basicamente formulados à base de plantas medicinais.

O descobrimento das propriedades curativas das plantas foi, no início, meramente intuitivo ou, observando os animais que, quando doentes, buscavam nas ervas cura para suas afecções.

Em 1873, o egiptólogo alemão Georg Ebers encontrou um rolo de papiro. Após ter decifrada a introdução, foi surpreendido pela frase: "Aqui começa o livro relativo à preparação dos remédios para todas as partes do corpo humano". Provou-se, mais tarde que este manuscrito era o primeiro tratado médico egípcio conhecido.

Atualmente pode-se afirmar que, 2.000 anos antes do aparecimento dos primeiros médicos gregos, já existia uma medicina egípcia organizada.

Dentre as plantas mais utilizadas pelos egípcios é indispensável citar o zimbro, a semente de linho, o funcho, o alho, a folha de sene e o lírio .

Os conhecimentos médicos iniciados no antigo Egito divulgaram-se mais tarde para a Mesopotâmia. Em 1924, na Inglaterra, os técnicos do Museu Britânico conseguiram identificar 250 vegetais, minerais e substâncias diversas cujas virtudes terapêuticas eram conhecidas pelo médicos babilônios. Nos pergaminhos da época são citadas ervas como o cânhamo indiano, utilizado como analgésico, nos casos de reumatismo.

Foram sobretudo os gregos, e mais tarde os romanos, que herdaram e aperfeiçoaram os conhecimentos egípcios. Hipócrates reuniu a totalidade dos conhecimentos médicos de seu tempo no conjunto de tratados conhecidos pelo nome de Corpus Hipocraticum, onde, para cada enfermidade, descreve um remédio vegetal e o tratamento correspondente.

No início da era cristã, Dioscórides inventariou, no seu tratado De Materia Medica, mais de 500 drogas de origem vegetal, mineral ou animal.

Finalmente, o grego Galeno, ligou o seu nome ao que ainda se denomina "farmácia galênica", onde as plantas não são mais usadas na forma de pó e sim em preparações, nas quais são usados solventes como álcool, água ou vinagre, e servem para conservar e concentrar os componentes ativos das plantas, sendo utilizadas para preparar ungüentos, emplastros e outras formas galênicas.

O longo período que se seguiu, no Ocidente, designado por Idade Média, não foi exatamente uma época caracterizada por rápidos progressos científicos.

Foi, no entanto, no Renascimento, com a valorização da experimentação e da observação direta, com as grandes viagens para as Índias e a América, que se deu origem a um novo período de progresso no conhecimento das plantas e suas aplicações.

No início do século XVI o médico suíço Paracelso, tentou relacionar as virtudes das plantas com as suas propriedades morfológicas, sua forma e sua cor. Conhecida como a " teoria dos sinais" ou "teoria da similitude". Paracelso considerava que uma doença se podia curar com aquilo que com ela tivesse semelhança. Este pensamento não era original do médico suíço, pois os índios da América do Sul e, possivelmente indígenas de outros continentes, tinham as mesmas idéias sobre os sinais das plantas e suas relações com o valor curativo.

A partir de século XV houve uma preocupação em catalogar um grande número de vegetais, identificando-os e classificando-os de acordo com a procedência, e características dos princípios ativos.

Finalmente, os esforços de classificação culminam, em 1735, com a publicação do Systema Naturae, de Lineu.

Nos dias atuais, o estudo das plantas está muito difundido, originando o surgimento de diversos centros de pesquisa na área, principalmente nas Faculdades de Farmácia, e a cada dia apresentam-se trabalhos científicos sobre as plantas, sua composição e a sua ação terapêutica, bem como a melhor forma galênica de apresentação e utilização.

Fitocosmética:

A fitocosmética pode ser definida como o segmento da ciência cosmetológica que se dedica ao estudo e à aplicação dos princípios ativos extraídos dos vegetais, em proveito da higiene, da estética, da correção e da manutenção de um estado normal e sadio da pele.

O emprego dos produtos vegetais para fins de embelezamento encontra referências há mais de 5000 anos.

A grande incidência de plantas aromáticas na China e Índia, levou às extrações de óleos essencias. Também o Egito e, depois a Mesopotâmia, se destacaram no conhecimento e emprego destes óleos e extratos vegetais em preparações de ungüentos e bálsamos com finalidade cosmética.

Cleópatra, com sua conhecida vaidade, motivou a pesquisa cosmética e, um primeiro formulário Cleopatre gynoecirium libri foi editado durante seu reinado. Neste formulário foram descritos cuidados higiênicos e tratamentos de diversas afecções da pele, sem, no entanto, dispensar pomadas coloridas e linimentos à base de plantas e óleos vegetais, com finalidade terapêutica e cosmética.

Do Oriente, o uso de produtos naturais difundiu-se para o mundo grego. O formulário "Os cosméticos de Ovídio", no qual são mencionadas receitas e pomadas da época à base de vegetais, surge no ano IV.

Arnauld de Villeneuve, um alquimista e médico catalão do século XIII, deixou em seus manuscritos registros dos primeiros ensaios de destilação de vegetais.

Dessa época, até os dias atuais, o estudo dos vegetais e a aplicação dos seus ativos, seja na forma de extratos ou os princípios ativos isolados, vem ganhando cada vez mais espaço na indústria cosmética moderna.

Aromaterapia:

A aromaterapia pode ser considerada uma disciplina especializada da fitoterapia. É a ciência que estuda os óleos essenciais e sua aplicação terapêutica.

A aromaterapia foi redescoberta recentemente pois sabe-se que desde a antiguidade os óleos essenciais eram utilizados como conservantes dos alimentos, e para preparar perfumes e ungüentos.

TRANSFORMAÇÕES DAS PLANTAS MEDICINAIS

Para alcançar sua ação medicinal, uma planta deve ser tratada de tal forma que se obtenham produtos derivados com ação específica.

Com uma mesma planta, ou com a mesma parte da planta, pode-se preparar diversos derivados levando-se em consideração:

Omodo de preparação
As propriedades físicas
O aspecto
As características organolépticas
A concentração dos princípios ativos
As propriedades farmacológicas
Sua finalidade

As diferentes formas de apresentação dos derivados das plantas medicinais podem classificar-se da seguinte forma:

a) Produtos obtidos por tratamentos mecânicos:

Plantas empregadas in natura
Pós vegetais
Polpas
Produtos líquidos obtidos por expressão (suco fresco de planta)

b) Produtos obtidos por ação do calor:

por destilação:
óleos essenciais
águas destiladas
alcoolatos

c) Produtos obtidos utilizando a ação de um solvente:

álcool alcoóleos:
tinturas
tinturas mães
alcoolaturas

água hidróleos:

tisanas: infusos e decoctos

solução açucarada - sacaróleos:
xaropes e melitos

solventes diversos - vinhos:
cervejas
vinagres
óleos
propilenoglicol
glicerina

d) Produtos obtidos por concentração das soluções extrativas:

extratos fluídos
extratos moles
extratos secos

Pós vegetais:

Os vegetais na forma de pó possuem uma grande aplicação no arsenal terapêutico, podendo ser incorporados facilmente às formas galênicas secas como cápsulas e comprimidos. Possuem também grande importância como matéria prima para a preparação de outras formas galênicas.

Após a eliminação dos corpos estranhos e das partes inertes, as ervas devem ser secas a uma temperatura de 25ºC a 45ºC.

As ervas são trituradas em moinhos de diversos modelos e peneiradas, tendo então a sua granulometria padronizada

Sendo todas estas operações realizadas de maneira correta, não haverão diferenças notáveis nas diversas partes da erva, mesmo apresentando texturas diferentes.

As vantagens de utilizar os vegetais na forma de pó são diversas, como: administração da droga relativamente segura, manipulação simples, possibilitando misturas, além de permitir o ajuste ou eventual concentração do princípio ativo.

Óleos essenciais

Os óleos essenciais são compostos aromáticos, geralmente voláteis, retirados dos vegetais, onde são encontrados pré-formados ou na forma combinada. São extraídos por destilação, por expressão ou por extração por solventes.

Os medicamentos magistrais à base de óleos essenciais variam com as propriedades químicas e físicas, em particular a solubilidade. Com um excipiente alcoólico ou oleoso, se trabalha por simples dissolução.

Uma técnica nova de micro-encapsulação do óleos vegetais permite a utilização dos óleos essenciais sob a forma de pó acondicionado em cápsulas. Com excipientes não graxos pode-se utilizar externamente, na forma de géis ou emulsionados com emulsionantes não iônicos, que fornecem emulsões estáveis.

Os óleos essenciais, nas suas diferentes apresentações, são muito utilizados na perfumaria e também na aromaterapia.

Hidrolatos

Freqüentemente, produtos secundários à preparação dos óleos essenciais, as águas destiladas, também conhecidas por hidrolatos, possuem grande quantidade de princípios voláteis como ácidos, aldeídos e aminas.

São preparadas por simples destilação com vapor de água, e plantas frescas ou secas.

As plantas rasuradas são maceradas por horas com uma quantidade relativamente grande de água e depois destiladas. A destilação é suspensa quando se obtém uma quantidade razoável de destilado. O excesso de essência é separado por decantação ou filtração.

Para preparação do hidrolato são utilizadas de preferência as plantas frescas.O Codex preconiza, por exemplo, para a água de hortelã a utilização de l.000 g de planta fresca ou 200 g de planta seca para obter 1.000 g de hidrolato. Os hidrolatos de plantas aromáticas contém geralmente de 0,05 a 0,20 g de óleo essencial por litro.

A conservação dos hidrolatos é delicada, pois contaminam-se com facilidade.

Os hidrolatos são utilizados, por suas propriedades aromáticas, para a preparação de xaropes; e em cosmetologia, por suas propriedades adstringentes, calmantes e antipruriginosas, sob a forma de loções e cremes.

Alcoolatos

Os alcoolatos são preparados pela maceração com álcool das plantas frescas seguida por uma destilação.

Atualmente a denominação alcoolato foi substituída no Codex por soluções alcoólicas de essências ou tinturas de essências. Foram mantidos, porém, alguns nomes como o alcoolato de Garus, base do elixir de Garus e o alcoolato de Fioravanti.

O alcoolato de mirtílo, por exemplo, é preparado da seguinte forma:

Macera-se por 24 horas 2.000 g de mirtilo fresco mais 1.000 g de álcool a 70º.

Destila-se e recolhe-se 1.000 g de alcoolato.

Alcoóleos

Os alcoóleos são preparações líquidas resultantes da ação dissolvente do álcool, empregado em quantidade determinada a um título definido sobre as matérias vegetais.

O título do álcool utilizado estará na função dos princípios ativos a dissolver ou da textura do material a tratar.

Em fito-aromaterapia utilizam-se as tinturas, as tinturas mãe, e as alcoolaturas.

Tinturas vegetais

As tinturas vegetais são preparadas à temperatura ambiente pela ação do álcool sobre uma erva seca (tintura simples) ou sobre uma mistura de ervas (tintura composta). São preparadas por solução simples, maceração ou percolação.

A tintura simples corresponde a 1/5 do seu peso em erva seca, quer dizer que 200 g de erva seca permitem preparar 1.000 g de tintura. Na maioria das vezes se utiliza um álcool a 60º G.L.

Existem algumas exceções, como as tinturas de materiais resinosos como o tolú, ou drogas ricas em essências ou resinas como boldo, canela, eucalipto, grindélia, ou ricas em mucilagens como casca de laranja amarga, onde o título do álcool é de 80º G.L.

As drogas muito ativas (heróicas), como o acônito e a beladona são preparadas por percolação com álcool 70º G.L..

As tinturas de ópio e noz-vômica são preparadas por simples dissolução do extrato correspondente em um álcool a 70º G.L., obtendo-se um título final de aproximadamente 10 % de planta seca.

Tinturas-mãe

As tinturas-mãe são definidas como preparações líquidas resultantes da ação dissolvente de um veículo alcoólico sobre drogas de origem vegetal ou animal.

As tinturas-mãe de drogas vegetais são obtidas pela maceração em álcool de diferentes títulos, da planta fresca, da planta fresca estabilizada ou, raramente, da planta seca.

Correspondem a 1/10 de seu peso em droga desidratada, com algumas exceções como a calêndula e o mirtilo que correspondem a 1/20.

O título alcoólico das tinturas-mãe são geralmente de 45º ± 5 como é o caso da camomila e da aveia, ou de 65º ± 5, como é o caso da calêndula e da noz-vômica.

Para a preparação das tinturas-mãe devem ser observados alguns cuidados na hora da colheita, levando-se em consideração a parte da planta a ser utilizada. Por exemplo, no caso das folhas, deve-se colher após o seu desenvolvimento completo, antes da floração.

As tinturas-mãe são mais utilizadas como forma galênica, na homeopatia.

Alcoolaturas

As alcoolaturas são obtidas pela ação do álcool sobre drogas frescas que não podem sofrer processos de estabilização e secagem, pois perdem a sua atividade.

Na alcoolatura, são empregadas partes iguais em peso de planta fresca e de álcool a um título elevado para evitar uma diluição elevada pela água liberada pela planta.

O modo de preparação é muito simples, basta macerar por 8 dias a droga fresca rasurada em um recipiente fechado, com álcool, fazer uma expressão e logo após uma filtração.

Suco de planta fresca

O suco da planta fresca é a suspensão da planta, com seus constituintes ativos e inativos, em álcool a 30º G.L.. Por diversos processos modernos, são estabilizados, inativando as enzimas e evitando uma degradação rápida dos princípios ativos.

Esta forma nova de apresentação das plantas permite a utilização de todo o fitocomplexo da planta fresca sem a perda de nenhum princípio ativo.

Hidróleos

Os hidróleos são derivados obtidos pela dissolução em água de uma substância medicamentosa. Os hidróleos são conhecidos pela população pelo nome de tisanase, e são obtidos por infusão, decocção ou maceração:

a) Infusão

A infusão é preparada jogando-se água fervente sobre as partes ativas do vegetal, geralmente as folhas ou as flores. É o modo tradicional de preparar o chá. Deve-se deixar as plantas dentro da água quente por 5 a 10 minutos, e depois filtrar. A quantidade de erva varia segundo a espécie,sendo normalmente de 5 g para cada 100 ml de água.

b) Decocção

Na decocção, geralmente coloca-se a erva em água fria, que, em seguida, se aquece até a ebulição num recipiente fechado, deixando ferver por alguns minutos. Geralmente se aplica a drogas que apresentam princípios ativos de difícil extração por estarem contidos em partes lenhosas das plantas.

c) Maceração

É uma preparação líquida que requer longa imersão. Põe-se a planta em água fria, cobre-se o recipiente e deixa-se repousar em lugar fresco durante uma noite.

Extratos glicólicos

Os extratos glicólicos são obtidos por processo de maceração ou percolação de uma erva em um solvente hidro-glicólico, podendo ser este o propilenoglicol ou a glicerina. Estes extratos normalmente são utilizados nos fitocosméticos. A relação erva/solvente varia, sendo que normalmente se utiliza a relação indicada para as tinturas vegetais.

Extratos fluidos

Segundo a Farmacopéia Brasileira, os extratos fluidos são preparações oficinais, obtidas de drogas vegetais manipuladas, de forma que 1.000 g de extrato contenham o equivalente a 1.000 g de erva seca. Por não terem sofrido ação do calor, seus princípios ativos são exatamente os mesmos encontrados nos fármacos respectivos.

Os extratos fluidos apresentam uma relação ponderal simples entre droga e extrato, o que facilita a posologia e a prescrição.

1 g de extrato fluido equivale a:

1 g de droga seca

5 g de tintura ou alcoolatura

10 g de tintura-mãe

50 g de xarope

Extratos moles

Os extratos moles são soluções extrativas que possuem consistência de mel, que, quando dessecados a 105 ºC perdem entre 15 e 20 % de água

Extratos secos

Os extratos secos ou pulvurentos se apresentam sob a forma de pó e perdem de 5 a 8 % de água.

Os extratos secos podem ser facilmente manipulados, apesar de muito higroscópicos.

A posologia é a mesma dos extratos moles. São conservados em recipientes herméticos, em presença de desidratantes e ao abrigo da luz.

Os extratos secos obtidos por atomização são conhecidos também por nebulizados.

O princípio da nebulização consiste em dispersar a solução extrativa a dessecar em minúsculas gotículas sob uma corrente de ar quente. As gotículas são secas instantâneamente e transformadas em um pó finíssimo. Os fenômenos de oxidação e desnaturação pelo calor são reduzidos ao mínimo.

Os nebulizados se apresentam sob a forma de pó tênue, aromático e de coloração mais clara que o extrato seco correspondente. No microscópio se apresenta como minúsculos glóbulos de aspecto esponjoso e irregulares. O volume específico aparente é muito elevado.

Os nebulizados, a grosso modo, substituem peso por peso os extratos semi-sólidos. A água residual destes é substituida por adjuvantes como aerosil, amido, celulose modificada e outros.

Atualmente os extratos secos na forma de nebulizados são amplamente utilizados, e os laboratórios farmacêuticos procuram desenvolver vários tipos de extratos com os seus princípios ativos titulados.

Os extratos na fitocosmética

Os extratos glicólicos são indicados para aplicação em soluções aquosas, géis sem álcool, emulsões água/óleo e tensoativos (sabões,banhos de espuma, xampus).

Extratos fluidos podem ser utilizados em soluções alcoólicas, géis com álcool e emulsões alcoólicas.

Os extratos moles apresentam as mesmas aplicações do extrato fluido, com a vantagem de possuir uma concentração maior. Estes extratos podem ser facilmente diluídos antes do uso.

Os extratos secos podem ser usados nos produtos para banho, como sais, e em máscaras cosméticas.

As medidas

Apresentamos a seguir uma relação de medidas aproximadas:

Medida Volume em ml
1colher de sopa 15
1 colher de sobremesa 10
1 colher de chá 05
1 colher de café 02
1 cálice de licor 30
1 copo 150

PRINCÍPIOS ATIVOS VEGETAIS

Os princípios ativos das plantas medicinais são substâncias que a planta sintetiza e armazena durante o seu crescimento. No entanto, nem todos os produtos metabólicos sintetizados possuem valor medicinal. Em todas as espécies estão ao mesmo tempo princípios ativos e substâncias inertes. Estas últimas, determinan a eficácia da erva medicinal acelerando ou retardando a absorção dos princípios ativos pelo organismo.

Geralmente, numa mesma planta, encontram-se vários componentes ativos, dos quais um ou um grupo deles determinam a ação principal.

Quando isolado este princípio ativo, normalmente apresenta ação diferente daquela apresentada pelo vegetal inteiro, ou seja, pelo seu fitocomplexo.

Os princípios ativos não se distribuem de maneira uniforme no vegetal. Concentram-se preferencialmente nas flores, folhas e raízes, e, às vezes nas sementes, nos frutos e na casca.

Outra característica dos vegetais é que não apresentam uma concentração uniforme de princípios ativos durante o seu ciclo de vida, variando com o habitat, a colheita e a preparação.

Para uma compreensão melhor dos componentes vegetais e de sua ação, apresentamos a seguir um breve resumo dos principais princípios ativos:

Alcalóides

Os alcalóides formam um grupo heterogêneo, de substâncias orgânicas, definido pela função amina, raramente amida, que dá a seus constituintes propriedades químicas próprias, com uma atividade farmacológica notável, mas que muitas vezes se aliam uma toxicidade elevada.

Como exemplo de alcalóides podem ser citadas a atropina (Atropa belladona), a morfina (Papaver somniferum), a cafeína (Coffea arabica) e a quinina (Chinchona sp).

Princípios amargos

Existe um número grande de plantas cujos componentes possuem um sabor amargo.

Em fitoterapia as plantas que possuem estes componentes são conhecidas por Amara e são divididas em:

Amargos puros: Amara tônica

Produtos que além de compostos amargos apresentam óleos essenciais que fornecem a erva um sabor amargo-aromático: Amara aromática

Produtos que contém substâncias picantes possuindo, portanto, um sabor amargo e picante: Amara acria.

Os princípios amargos esimulam intensamente a secreção dos sucos gástricos e desenvolvem uma ação tônica geral. Muita vezes, este efeito é reforçado pelo óleo essencial que estimula, por vias reflexas, a secreção gástrica, através do seu aroma. Apresentando os óleos essencias atividade antisséptica, algumas amara aromáticas possuem também propriedades antibacterianas e antiparasitária.

Óleos essenciais

Os óleos essenciais são componentes vegetais que são extremamente voláteis, dificilmente solúveis em água, e possuem odor intenso, sendo, algumas vezes, desagradável. Em fitoterapia são consideradas somente aquelas espécies que apresentam uma quantidade razoável, entre 0,1 e 10 %.

Os óleos essenciais são formados por diversas substâncias podendo chegar até 50 componentes.

As plantas que possuem óleos essenciais podem atuar como:

Anti-séptica

Diuréticas

Antiespasmódicas

Antiinflamatórias

Expectorantes

Taninos

Os taninos são componentes vegetais que possuem a propriedade de precipitar as proteínas da pele e das mucosas, transformando-as em substâncias insolúveis.

Os taninos possuem ação adstringente, anti-séptica e antidiarréica.

Heterosídeos

São substâncias amplamente distribuidas no reino vegetal. Apresentam ações e efeitos tão diversos que é difícil agrupá-las sob um conceito químico.

Todos os heterosídeos possuem em comum a característica de, por hidrólise, se desintegrarem em um açúcar e uma porção aglicona. A aglicona é que determina, geralmente, a ação do heterosídeo.

Os primeiros heterosídeos isolados eram produtos condensados da glicose, motivo pelo qual foram chamados de glicosídeos; termo depois generalizado para todos os heterosídeos e hoje reservado somente para aqueles derivados da glicose. Reconheceram-se vários compostos da natureza análoga, mas derivados de outras oses designados de galactosídeos, ramnosídeos, etc.

Como exemplo, podemos citar as substâncias cardioativas da digitalis, os princípios ativos da uva-ursi e o efeito sudorífico das flores de tília.

Saponinas

As saponinas ou saponosídeos formam um grupo particular de heterosídeos.

O seu nome provém da propriedade de formar espuma abundante, quando agitadas com água, à semelhança do sabão, que emulsionam o óleo na água e que possuem um efeito hemolítico.

As plantas que contém saponinas são utilizadas também por sua ação mucolítica, diurética e depurativa.

As saponinas favorecem a ação dos demais princípios ativos da planta e em excesso podem ser irritantes da mucosa intestinal.

Flavonóides

Os flavonóides formam um grupo muito extenso, pelo número dos seus constituintes naturais e ampla distribuição no reino vegetal. São substâncias diferentes com uma composição química base, que compreende fundamentalmente os derivados flavônicos (flavus-amarelo), os derivados antociânicos (anthosflor e kyanus-azul), as catequinas ou catecóis e outros constituintes com eles relacionados.

As propriedades físicas e químicas são muito variáveis, no entanto, podem ser relacionadas algumas propriedades farmacológicas do grupo como:

ação sobre os capilares

ação em determinados distúrbios cardíacos e circulatórios

ação antiespasmódica

Mucilagens

Constitui-se um dos componentes das fibras naturais que atuam em importantes funções mecânicas e metabólicas.

No sentido botânico-farmacológico entende-se por mucilagens as substâncias macromoleculares de natureza glicídica e que incham quando em contato com a água proporcionando um líquido viscoso.

As plantas com mucilagens estão amplamente distribuídas no reino vegetal, mas somente algumas espécies possuem aplicação terapêutica como a malva e o linho.

As mucilagens agem principalmente protegendo as mucosas contra os irritantes locais, atenuando as inflamações.

Ácidos orgânicos

Diversos vegetais apresentam ácidos orgânicos, que lhes conferem sabor ácido e propriedades farmacêuticas características, como ação refrescante e laxativa. Dentre os ácidos presentes pode-se destacar o tartárico, málico, cítrico e o silícico.

As plantas das famílias das borragináceas, das equisetáceas e das gramíneas absorvem grande quantidade de sais orgânicos do solo, principalmente o silícico, armazenando-o nas membranas das células ou no seu protoplasma. Este ácido é um elemento fundamental para o tecido conjuntivo, pele, cabelos e unhas. As plantas ricas em ácidos orgânicos são muito utilizadas na fitocosmética.

Fonte: www.abifisa.org.br

INTRODUÇÃO À FITOTERAPIA

I. UM POUCO DE HISTÓRIA

A fitoterapia ontem e hoje

A fitoterapia é tão antiga quanto a história da humanidade, com documentação muito bem estudada. Todas as antigas civilizações têm suas próprias referências históricas às plantas me­dicinais. Nos documentos mais antigos, a fitoterapia está ligada à magia e é vista mui­tas vezes como “um presente dos deuses”, que permite aos seres humanos vencer os po­deres maléficos da terra. Até essas primeiras aplicações das plantas medicinais como agentes medicinais demonstram uma compreensão surpreendente dos diferentes efei­tos de cada espécie vegetal. No que diz respeito à documentação escrita do uso de plan­tas como remédios, a primeira referência é encontrada na obra chinesa Pen Ts’ao (“A Grande Fitoterapia”) de Shen Nung, que remonta a 2800 a.C.: aqui há uma lista de mais de 360 espécies, incluindo Ephedra sinica (Ma Huang), usada até hoje. Na medi­cina alopata, essa planta medicinal é a fonte da efedrina.

Antigos papiros mostram que no Egito, a partir de 2000 a.C. um grande número de médicos empregava as plantas como remédio. Consideravam a doença como resul­tado de causas naturais e não devido à atividade de espíritos maléficos. Parece que fo­ram os antigos egípcios que tentaram pela primeira vez eliminar o componente mági­co da prática da fitoterapia. O Papiro Ebers, que data de cerca de 1500 a.C., mencio­na fórmulas específicas para doenças conhecidas, e as espécies que aparecem na lista in­cluem algumas utilizadas por fitoterapeutas até hoje — como a flor do sabugueiro (Sam­bucus nigra), a losna (Artemisia absinthium) e a mirra (Commiphora molmol).

Nos mais antigos documentos gregos há muitas referências a Asclepiacliae e Rhiw­tomoki. O primeiro grupo foi batizado em honra ao deus grego da medicina, Asclépio ou Esculápio, e o segundo grupo descreve os “coletores de raízes”, fornecedores de plantas medicinais que provavelmente foram um dos primeiros grupos de pessoas a fa­zer listas precisas das propriedades medicinais das plantas que comercializavam. O ma­nual de fitoterapia conhecido mais antigo (que remonta ao século IV a.C.) é o Rhizo­tomika, compilado por Diocles, um dos discípulos de Aristóteles. Esse texto contém notas detalhadas sobre os efeitos fisiológicos das plantas medicinais.

Dioscórides (c. 40-80 d.C.), um personagem muito importante na história da fitoterapia, foi um médico que se propôs a compilar um guia fitoterápico bem abrangen­te, que mostrasse as características de todas as plantas medicinais comuns, assim como usá-las. Remontando ao século 1 d.C., De Materia Medica (Sobre as Formas de Curar) foi o primeiro manual de seu gênero. Muito detalhado, o texto descrevia cerca de 600 espécies; não só dava informações a respeito das dosagens sugeridas de várias plantas medicinais, como também considerava possíveis efeitos tóxicos. Havia uma seção so­bre a colheita e sobre o armazenamento das plantas, além de conselhos sobre a forma de detectar adulteração. Como se vê, o perigo da toxicidade era do maior interesse dos primeiros fitoterapeutas. Dioscórides viajou muito como cirurgião do exército e, como os exércitos romanos andavam por toda a Europa, seu conhecimento de plantas medi­cinais também os acompanhava. Como “jardins” de plantas medicinais eram cultiva­dos perto dos acampamentos, os romanos disseminaram efetivamente plantas desco­nhecidas, assim como a informação de suas propriedades medicinais. Duas plantas muito apreciadas eram a mostarda e o alho, usados em grande quantidade, não só na culinária, mas também na limpeza de partes infectadas do corpo (alho) ou aplicação de cataplasmas (mostarda).

A personalidade mais importante de toda a história da medicina foi Hipócrates (468-377 a.C.). Descrito muitas vezes como “o pai da medicina”, ele talvez tenha sido o verdadeiro instigador do tratamento holístico. Enfatizava a importância de manter históricos detalhados dos casos e acreditava firmemente no tratamento de seus pacien­tes como indivíduos. Concebeu um regime de tratamento à base de plantas medicinais, usando um total de mais de 400 espécies. Além dos remédios de plantas medicinais, em­pregava exercícios e dietas especiais, cada uma adaptando-se aos sintomas particulares do paciente, o que era conhecido como seu conceito de physis. Essa abordagem indivi­dual é a marca registrada da fitoterapia atual. Hipócrates via a doença como a perda da harmonia natural de um indivíduo saudável, e assim seu tratamento visava restaurar o equilíbrio do que ele descrevia como os quatro “humores” relatados na teoria humoral de Empédocles, um filósofo siciliano (500-430 a.C.). Ele afirmava que tudo era com­posto de quatro elementos: terra, fogo, ar e água, que tinham as características associa­das de secura, calor, frio e umidade. Daí derivou o conceito dos quatro humores (flui­dos): bile negra, sangue, bile amarela e fleuma. Cada um desses humores também esta­va ligado a um temperamento em particular, quais sejam, o melancólico, o sangüíneo, o colérico e o fleumático. O temperamento melancólico era descrito como “frio e seco e as doenças associadas a ele incluíam a depressão e a prisão de ventre, O tratamento consistia em administrar plantas medicinais “quentes”, como a Cassia senna (sene), pa­ra reduzir o excesso de bile negra e, desse modo, restaurar o equilíbrio, O temperamen­to fleumático era caracterizado por um excesso de “frio e umidade”, provocando doen­ças como a produção excessiva de catarro e as infecções do peito resultantes desse pro­cesso. As plantas medicinais quentes e secativas, como o Thymus vulgaris (tomilho), eram as mais indicadas, O temperamento sangüíneo resultava de um excesso de “quen­te e úmido” e caracterizava-se por uma tendência ao abuso de comida e bebida e dos

prazeres em geral. As doenças associadas a essa categoria incluíam a gota e a diarréia, e eram aliviadas por plantas medicinais de natureza refrescante e seca, como a Arctium Iappa (bardana). O temperamento resultante de um excesso de bile amarela, descrito co­mo colérico, era “quente e seco”. Caracterizava-se por comportamento raivoso e doen­ças do fígado. Plantas frias que promovem a umidade, como o Taraxacum officinale (dente-de-leão), eram administradas. Quando os quatro humores estavam bem equili­brados, o indivíduo gozava de boa saúde. Era isso que Empédocles chamava de estado de crasis; quando era perturbado, resultava uma discrasia.

Em contraste com os métodos de tratamento relativamente flexíveis e variáveis de Hipócrates estava o sistema rígido concebido por Galeno (12 1-180 a.C.). Fundamen­tava-se nos quatro humores de Hipócrates no sentido de envolver uma classificação formal de todas as plantas medicinais com base na forma como cada uma interagia com cada um dos humores. Desse modo, cada planta medicinal era destinada a um “temperamento” (ou temperatura) específico: quente, frio, úmido, seco ou temperado. Dentro dessas categorias, uma planta poderia estar no primeiro, segundo, terceiro ou quarto grau. Todos os médicos eram agora instruídos de acordo com a tradição de Ga­leno e a abordagem mais holística de Hipócrates não se desenvolveria mais nas épocas que se seguiram.

Há vários outros personagens do período de Galeno que contribuíram para o desen­volvimento da fitoterapia. Recomendamos ao leitor o excelente livro de Barbara Griggs, a Green Pharmacy, para mais detalhes. Na Europa, o conhecimento das plantas medici­nais foi mantido vivo ao longo de toda a baixa Idade Média ou Era das Trevas (dos sé­culos V a XI) por escribas, e um grande número de plantas medicinais — sobretudo gre­gas — foi compilado nas bibliotecas do império árabe em rápida expansão. Em Bagdá, uma equipe de tradutores do século IX iniciou a formidável tarefa de traduzir as obras de Galeno, Dioscórides, Hipócrates e diversos outros autores. Galeno era particular-mente popular entre os árabes, e a obra de Rhazes (865-925) adota suas idéias. Um de seus trabalhos inclui o comentário “Onde a cura pode ser obtida pela alimentação, não use drogas e evite remédios complexos quando os simples bastam”. Essa é, em grande parte, a abordagem terapêutica do médico fitoterapeuta de hoje. Avicena (930-1036), um farmacêutico e talentoso médico, seguiu de perto as doutrinas de Galeno e Hipó­crates e reafirmou a importância dos quatro humores em sua principal obra, A Canon on Medicine.

Em geral, o galenismo continua sendo a principal abordagem à medida que, a par­tir do século VIII, as idéias gregas foram traduzidas para o árabe. Três séculos depois, essas obras foram traduzidas para o latim e, do século IX ao século XII, essas traduções permitiram a introdução das contribuições árabes no pensamento ocidental. Com es­sas idéias vieram novas plantas medicinais exóticas, como a noz-moscada e a cânfora. Foi nesse período que a ciência farmacêutica se estabeleceu; fórmulas muito precisas para o preparo de remédios são encontradas em vários manuscritos árabes datados des­sa época. Durante a Era das Trevas, a farmácia misturou-se com a superstição. Vários “Leech Books” (Leech é uma palavra derivada do anglo-saxão laece, curar) do período ilustram esse fato, sendo o mais famoso deles o Leech Book of Bald [Livro de Medicina de Baled]. O autor foi contemporâneo de Alfredo, o Grande, e o livro é o remanescen­te anglo-saxão mais antigo sobre os remédios fitoterápicos. A abordagem.terapêutica de Bald é genuinamente holística; ele não só apresenta detalhes sobre os remédios co­mo também notas completas sobre a maneira de se relacionar com o paciente durante o tratamento. A dieta é levada em consideração e há uma lista dos alimentos apropria­dos para várias doenças. No entanto, entre as diversas receitas curativas estão as desti­nadas a proteger contra os elfos e duendes. Outro sistema extremamente organizado de fitoterapia foi desenvolvido pela escola Myddfai, do País de Gales, a partir do sécu­lo VI. Em uma verdadeira abordagem holística, está relacionado aos princípios hipo­cráticos: “Quem quer que coma ou beba mais ou menos do que deve, ou que durma mais ou menos, ou que trabalhe mais ou menos em função de doença ou dificuldades (sendo obrigado a esforçar-se demais), ou que, acostumado a sangrias, deixe de fazê­las, sem dúvida não escapará das doenças” (Abithel, 1891). Os médicos da escola Myddfai ofereceram um sistema bastante integrado de tratamento até o século XVIII, e a maioria de suas infusões era administrada como infusões simples (só uma espécie), preparadas com plantas medicinais frescas colhidas no local.

A partir do século X, os mosteiros passaram a ser os centros de formação e prática médica, embora os concílios da Igreja (1131-1212) tenham afinal impedido que os monges dispensassem tratamento médico. No entanto, as bibliotecas dos mosteiros tornaram-se repositórios de grandes coleções de livros de referência sobre a fitoterapia. Um grande número de obras foi produzido, inclusive De Viribus Herbarum, do bispo de Meung, onde as propriedades medicinais de mais de 80 plantas são descritas em ver­sos latinos. O Antidotarium, escrito por Nicolaus de Salerno, era uma obra extensa que resumia o trabalho sobre fitoterapia realizado pela Escola de Medicina de Salerno. Nos séculos XIII e XIV, Salerno foi o centro dos estudos de farmácia.

Muita atenção foi dada à qualidade dos remédios e, no século XIII, o catalão Arnau de Vilanova (c. 1235-1311) discutiu em detalhes essa questão. Ele escreveu:

No preparo de um remédio, o médico deve considerar, pela ordem, a limpeza, a moagem, a medida, a modificação da consistência e a mistura. Deve dar instruções a seus assistentes, os boticários, sobre a mistura, dizendo-lhes quando deve ser preparada, evitando que, pela falta de instruções, eles a preparem depois do que deveriam.

Também mostrou preocupação com a identificação precisa:

Quanto ao remédio em si, o médico deve refletir sobre o fato de conseguir reconhecê-lo ou n~o e, se puder, deve pedir para vê-lo e julga-lo por si. Mas, se não estiver &miliarizado com ele, também deve pensar se foi ou não descrito pelos sábios e, caso tenha sido, quando vir a planta, deve condujr se corresponde ou não à sua descrição e, se corresponder, escolhê-la; ao passo que, se não, não deve usá-la, escolhendo algo mais &miliar e condizente com a descri­ção dos sábios.

Os trechos citados constituíram a base de uma aula que Vilanova deu a alunos que estudavam as aplicações das plantas medicinais como remédios e passa a citar exemplos de identificações erradas. Ele considera a maneira exata pela qual as diferentes plantas deviam ser administradas, que países ofereciam os produtos vegetais de melhor qualida­de, como gengibre e figos. Também reconhecia o fato de que as plantas que cresceram em hábitats diferentes conterão quantidades diferentes do princípio ativo.

A Idade Média foi um período em que muitas espécies de plantas exóticas foram introduzidas, como a noz-moscada e o cravo. Foi essencialmente um período de fusão da medicina oriental com a ocidental. O século XV assistiu a publicação de De Pro­prietatibus Rerum, do inglês Bartholomew Anglicus (1495). É historicamente impor­tante, pois contém a primeira ilustração botânica impressa.

Muitos dos novos remédios que estavam sendo introduzidos baseavam-se sobretu­do na obra de Paracelso (1493-1541), uma personalidade controvertida, muito conhe­cida por desafiar a medicina da época. Em 1527, publicou um trabalho que questio­nava a doutrina dos humores e jurou tentar fazer uma reforma geral na prática médi­ca. Isso não atraiu a estima de seus colegas, que antes disso tinham-no convidado pa­ra ser o médico municipal de Basle. Com esse cargo, tinha o privilégio de lecionar na universidade, uma oportunidade de disseminar suas idéias. Com um interesse especial pela química, teve o mérito de ser o primeiro a se preocupar com a pesquisa detalha­da dos princípios ativos das plantas medicinais. Paracelso ainda defendia o uso de pro­dutos químicos (i.e., “drogas”) para tratar as doenças. Afirmava que esses agentes eram necessários porque a doença se originava de influências externas e, por isso, requeriam substâncias químicas fortes para combatê-las.

O interesse de Paracelso pela química estendeu-se à promoção do uso das plantas medicinais sob a forma de essências, tônicos e hidrolatos, que ele considerava formas de remédios muito eficazes. A partir do final do século XVI, houve uma onda de inte­resse pela formulação de receitas de misturas de plantas boas para a saúde, a maioria contendo entre 20 e 30 espécies. Devido a seu custo relativamente alto, seu uso res­tringia-se sobretudo aos próprios médicos ou às classes sociais mais elevadas. Os remé­dios destilados passaram a ser vendidos, e o entusiasmo por esse tipo de preparado só declinou no início do século XVIII — quando John Quincy (1719) ousou afirmar que várias formulações da London Pharmacopoeia de sua época “não serviam para nada” e “só eram usadas pelos ignorantes.

Não há dúvida de que Paracelso conseguiu introduzir um espírito de investigação na medicina, embora as superstições ainda fossem muitas. A doutrina das assinaturas (que ligavam a forma ou cor das estruturas da planta com suas propriedades medicinais), por exemplo, ainda era popular. Assim, uma planta de cor amarelo-vivo pode ter sido con­siderada útil para tratar a icterícia, e as que tinham folhas com forma semelhante a de­terminado órgão do corpo eram usadas para tratar esse órgão. Como as folhas sarapin­tadas da Pulmonaria officinalis (pulmonária) têm a aparência de um pulmão doente, es­sa espécie era usada para tratar problemas pulmonares. Felizmente para os pacientes, muitas dessas plantas medicinais têm efeitos benéficos e, em muitos casos, a aplicação escolhida era perfeita em termos dos componentes bioquímicos da planta.

A Idade Média também assistiu à fundação de várias universidades. Antes disso, o treinamento médico era semelhante ao do aprendiz de qualquer outro oficio; o discípu­lo devia desenvolver e ampliar as idéias de um mentor, O ensino universitário introdu­ziu uma abordagem mais abrangente, mais científica, abandonando muitas das teorias clássicas, O centro do ensino universitário parece ter sido a Itália; a Universidade de Pá­dua foi fundada em 1222. O fundador do Royal College of Physicians, Thomas Lina­cre (c. 1460-1524), estudou em Pádua, voltando à Inglaterra no início da década de 1490 para criar as faculdades de Oxford e Cambridge.

O século XVI foi um período excepcionalmente ativo, e em 1542 foi publicada De Historia Stirpium (A História das Plantas), de Leonhard Fuch. Ele desenhou todas as plantas com base na observação da natureza e, com isso, criou o estilo de todos os lii­turos textos de botânica. Antes disso, as ilustrações tendiam a ser copiadas de outros li­vros, e eram comuns a introdução e o exagero de certas imprecisões cada vez que eram copiadas. Há muitos exemplos documentados de identificação incorreta de plantas re­sultantes desses erros. A New Herball, de William Turner, datado de 1551, contém ad­vertências sobre as falsas identificações, que se estendiam até mesmo a espécies vendi­das nas farmacias.

Em geral, esse período viu um crescimento maciço do interesse pelos remédios àbase de plantas medicinais, intensificado pelas explorações realizadas no Novo Mun­do, que forneciam mais plantas novas. A partir de manuscritos astecas dessa época, co­mo o compêndio de plantas escrito por Martin de la Cruz (1552), fica evidente que uma excepcional flora estava à espera de investigações. No entanto, como muito pou­co foi escrito na Europa a respeito dessas plantas, elas continuaram relativamente des­conhecidas. Um exemplo de obra que documenta algumas dessas descobertas é a tra­dução do livro de Monardes intitulado Joyfull Newes out of the New Founde Worlde [-Boas Notícias do Mundo Recém-Descoberto] feita em 1577 por John Frampton.

O uso de remédios do Novo Mundo não encontrou o mesmo entusiasmo por par­te de todos, o que se reflete no título da obra de Timothie Bright, A Treatise Wherein is Declared the Sufficiencie of English Medicines [Um Tratado Em Que Se Declara a Su­ficiência dos Remédios Ingleses] (1580). Aqui se enfatiza que as espécies do Novo Mun­do são mais apropriadas para as doenças locais. Essa era uma crença comum na época, e reflete a tradição de que a medicina popular sempre se baseou em plantas medicinais frescas cultivadas localmente. Salvo essa questão, as novas espécies importadas eram muito caras e só e~apossível obtê-las secas.

O ensino da botânica medicinal passou a ser mais formalizado e, no século XVI, os jardins botânicos começaram a ser implantados em centros-chave de ensino, como Pá­dua (1545) e Leyden (1587). O livro de Culpepper (1653) que tem o título fantásti­co de The English Physician, orAn Astrologo -Physical Discourse of the Vulgar Herbs of this Nation being a Compleat Method of Physick whereby a Man may Preserve his Body in Health or Cure himself being Sick, for Three Pence Charge, with Such Things one-ly Grow in England, they being Most Fit for English Bodies [O Médico Inglês, ou Um Discurso Físico-AstroLógico das Plantas Medicinais Comuns desta Nação como um Método Completo de Medicina, através do qual um Homem pode Preservar a Saúde de seu Corpo ou Curar-se de uma Doença, pelo Preço de Três Centavos, com Plantas que só Crescem na Inglater­ra, sendo estas as Mais Apropriadas para o Corpo dos Ingleses], é outro livro célebre, O au­tor era detestado pelos outros médicos por ter ousado traduzir a London Pharmaco­poeia do latim para o inglês, permitindo assim que outros boticários a entendessem e, desse modo, tratassem os doentes que não tinham acesso a um tratamento médico ca­ro. Culpepper presta uma atenção particular às plantas inglesas, em vez de se estender sobre as variedades mais exóticas do exterior, como indica o longo título de seu texto! Infelizmente, ele também reintroduziu um elemento mágico na fitoterapia ao ligá-la àastrologia, justo quando ela estava adquirindo uma direção mais científica.

Embora não diretamente ligado à evolução da fitoterapia, o livro de Andreas Vesa­lius, De Humani Corponis Fabrica (A Esrutura do Corpo Humano), datado de 1543, não pode ser ignorado. Aumentou muito o conhecimento sobre a maneira pela qual o cor­po humano funciona, contribuindo, assim, para a evolução da medicina em geral. Co­mo a obra de Fuch, todas as ilustrações foram desenhadas com base na observação da natureza e, por isso, foi uma publicação muito importante sobre a anatomia humana.

William Harvey (1578-1657) também exerceu grande atividade neste período, sen­do um dos primeiros pesquisadores realmente científicos da anatomia e da fisiologia humanas. Deduziu a circulação do sangue, embora não a relação exata entre o sangue das artérias e o sangue das veias, apesar de reconhecer que devia existir um vínculo des­se tipo. Foi Malpighi (1628-1694) quem fez a descoberta após observar capilares no microscópio.

Durante a maior parte dos séculos XVII e XVIII, a fitoterapia parecia estar em de­cadência, pois as classes mais altas continuavam fazendo experiências com a c~medicina moderna”, que incluía substâncias empolgantes — mesmo que perigosas —, como o ar­s~nio e o mercúrio. A sangria também foi muito popular como uma “panacéia para to­dos os males”; até William Harvey, com sua abordagem analítica do estudo da anato­mia e da fisiologia, foi um defensor dessa forma popular de tratamento ao afirmar que ela “ocupava o primeiro lugar entre todos os remédios genéricos”. Assim como achou difícil abandonar essas formas de tratamento firmemente estabelecidas, também teve de lutar para se livrar das teorias pré-copérnicas da astronomia que já tinham sido su­peradas há muito tempo.

Com o passar do tempo, teria de haver o abandono de práticas pouco seguras co­mo a sangria e a administração de eméticos tóxicos. Na América do Norte, Samuel Thomson (1769-1843) partiu outra vez do zero em busca da causa das doenças e con­cluiu que resultavam de uma perturbação dos quatro elementos do interior do corpo — terra, ar, fogo e água. Lembra muito os quatro humores de Hipócrates. Thomson ti­nha uma visão extremamente limitada do que causava a doença: para ele, tratava-se de um bloqueio ou interrupção dos canais normais de dissipação do calor. As reações nor­mais do corpo a uma temperatura mais elevada incluíam o aumento de suor de modo que, durante as doenças que resultavam em febre, ele administrava diaforéticos fortes como a pimenta para fortalecer as reações normais do próprio corpo. Como era de es­perar, Thomson foi menosprezado pelos médicos contemporâneos como simples char­latão; no entanto, não tinham como ignorar o fato de os pacientes preferirem sua abor­dagem ao tratamento deles, o que levou a uma tendência oculta de interesse pela fitoterapia por parte dos principais médicos ortodoxos. A medicina tradicional fitoterápi­ca, praticada pela população indígena local, estava sendo investigada de forma exten­sa, e alguns médicos começaram a se interessar pelas plantas medicinais usadas.

O dr. Wooster Beach (1794-1868) estava ansioso por reestruturar a prática da me­dicina da corrente dominante, mas não pelo desenvolvimento da abordagem simplis­ta de Thomson. Começou a introduzir a “medicina botânica” em seu próprio consul­tório, o que o tornou muito impopular entre os médicos da corrente dominante. Isso, contudo, não o impediu de fundar a “Reformed Medical Academy”, cujos cursos in­cluíam o uso de plantas medicinais locais. Sua tentativa de combinar uma abordagem médica e científica com sólidos conhecimentos de botânica levou os membros de seu movimento a serem batizados de “os ecléticos”. A marca registrada dessa medicina era que todo tratamento se destinava a “atuar em harmonia com as leis fisiológicas”.

A abordagem de Thomson, ainda atacada, foi descrita por John Buchanan como um veneno para a sociedade”. Foi levada para a Inglaterra por Albert Isaiah Coffin em 1838; após um início infeliz em Londres, ele mudou-se para o norte da Inglaterra, on­de a fitoterapia era mais popular. Organizou grupos chamados “Amigos das Socieda­des Botânico-Médicas” e distribuía o Botanic Guide to Health [Guia Botânico de Saúde], que oferecia plantas medicinais que ele tinha importado dos Estados Unidos, as­sim como espécies locais. Mais uma vez, a popularidade da fitoterapia estava relacio­nada à estrutura de classe da época; os que não podiam dar-se ao luxo de pagar os ho­norários dos médicos ortodoxos procuravam Coffin e outros médicos da mesma linha, e achavam a medicina fitoterápica muito eficiente. Desse modo, durante certo tempo, sua sobrevivência esteve garantida.

O dr. Beach saiu dos Estados Unidos para promover a medicina eclética na Ingla­terra e condenou o sistema de Coffin da mesma forma que condenara o de Thomson. Conseguiu convencer um colega de Coffin, Skelton, de que seu sistema era superior. Por causa disso, Skelton passou a querer ser considerado um dos ecléticos — a nova mo­da da medicina botânica na Inglaterra. Com o passar do tempo, isso trouxe resultados positivos para a fitoterapia, pois Skelton conseguiu combinar a abordagem ortodoxa mais científica com a “medicina botânica”. Ambas as linhas começaram a se beneficiar com os avanços modernos da farmácia, da química etc. Essa abordagem científica te­ria sido logo condenada tanto por Thomson quanto por Coffin.

Após a morte de Thomson, em 1841, Alan Curtis fundou o Instituto Fisiomédico nos Estados Unidos, mas sua prática de usar várias plantas medicinais diferentes em grandes doses acabou sendo desaprovada. Seguiu-se uma época de grandes mudanças e reformas; certa vez, os ecléticos fizeram experiências com princípios ativos isolados (isto é, substâncias puras, não compostas) e foram criticados. Durante a era vitoriana, a medicina ortodoxa reduziu bastante o uso de sangrias, embora várias drogas tóxicas ainda fossem populares.

Agora as sanguessugas eram os agentes prediletos para “limpar o sangue”. Na década de 1890, a “medicina botânica” estava passando por uma revira­lização, e as pessoas usavam em seu dia-a-dia os remédios de plantas medicinais, práti­ca ilustrada pelo fato de os preparados à base dessas plantas medicinais e as drogas or­todoxas aparecerem juntos nas edições da British Pharmacopoeia desse período. Na Inglaterra, esse ainda não era o caso, mas os ecléticos abandonaram aos pou­cos o uso de substâncias extraídas de plantas, e a Nation Association ofMedical Herba­Iists [Associação Nacional de Médicos Herboristas], fundada em 1864, continuava lu­tando por uma aceitação maior da fitoterapia.

Um dos principais motivos da sobrevivência de sistemas médicos “alternativos” co­mo a homeopatia e a f7itoterapia como opção terapêutica é que, durante a era vitoria-na, a principal ênfase foi no financiamento privado para sustentar institutos médicos, como o Pasteur Institute (fundado em 1888) e o Robert Koch Institute (fundado em 1889). Havia muita rivalidade, como indica a proximidade das datas de fundação, e o Lister Institute da Inglaterra seguiu-se em 1891. Todos datam de um período poste­rior ao surgimento da teoria dos germes, com suas promessas de proteção contra varias doenças por meio da vacina.

Como não havia um sistema financiado pelo Estado, os pobres pagavam seus próprios planos de saúde ou os serviços dos médicos locais “alter­nativos”. Sua abordagem passou a ser chamada de “medicina da periferia” pelos que agora contavam principalmente com substâncias sintéticas para restaurar a saúde, em lugar dos métodos que visavam promover a capacidade de cura natural do corpo. Es­sa capacidade foi descrita originalmente por Hipócrates como vis medicatrix naturae (o poder de cura da natureza). Esse processo equiparou a alopatia à administração de um agente químico que restauraria o equilíbrio da saúde ao atuar diretamente contra os agentes causadores da doença.

Em alguns casos, os médicos da corrente dominante continuavam impotentes. Eles não conseguiram, por exemplo, encontrar um agente efetivo contra a tuberculose, uma das principais causas de morte na segunda metade do século XIX e no início do século XX. Nessas circunstâncias, os médicos alopatas fi­cavam muito felizes de recorrer à recomendação de que os pacientes deviam passar al­gum tempo no exterior, em climas mais favoráveis e, desse modo, a clientela mais rica era mandada ao sul da França, aos Alpes suíços ou ao Egito.

Até a descoberta da es­treptomicina por Selman Waksman, em 1940, não havia outro tratamento real, em-bota a melhoria da higiene pública e pessoal tenha contribuído bastante para reduzir a mortalidade. Houve o ressurgimento do interesse pela fitoterapia por volta da Primeira Guerra Mundial, quando os suprimentos de plantas medicinais do exterior reduziram-­se e foram substituídos por plantas medicinais cultivadas na Inglaterra. A Society of Herbalists, fundada por Hilda Leyel em 1927, passou a publicar A Modern Herbal em 1931. Entre as guerras, a fitoterapia foi muito popular entre a população em geral, e vá­rias empresas especializadas em encomendas por reembolso postal ofereciam suprimen­to de remédios fitoterápicos. A empresa Heath & Heather, de St. Albans, era típica. Seu livrinho ilustrado de 1937 descreve produtos que se propunham a tratar de doenças como prisão de ventre, gripe, hemorróidas etc., além de vender plantas medicinais não misturadas e condimentos.

Na guerra de 1939-45, a fitoterapia floresceu. Os medicamentos essenciais estavam em falta porque as importações do continente não eram mais possíveis, e a solução foi voltar à situação anterior à guerra de 1914-18, quando muitas plantas medicinais nati­vas da própria Inglaterra eram colhidas em estado natural ou cultivadas.

Os Jardins Bo­tânicos Reais de Kew deviam tornar-se o centro das operações; ali, uma equipe organi­zou planos de cultivo das espécies medicinais mais importantes e determinou que espé­cies poderiam ser colhidas no estado silvestre. Também chegou a relacionar um conjun­to de plantas medicinais a serem empregadas com a ajuda da National Federation of Women’s Institutes (NFWI) [Federação Nacional de Institutos de Mulheres]; os Boy Scouts [Escoteiros] editaram um livrinho para ajudar na identificação de várias espécies. Uma série especial de maços de cigarro produzida pela London Cigarette Card Com­pany Limited também ofereceu ilustrações para ajudar na identificação. Em 1941, o Ministério da Saúde criou o Vegetable Drugs Committee (VDC) [Comitê de Drogas Vegetais], cujo obj etivo principal era coletar espécies com as quais se produziam medi­camentos essenciais.

O trabalho da NFWI e dos Boy Scouts expandiu-se bastante, e ou­tras associações, como a Women’s Voluntary Services for Civil Defence, envolveram-se. Entre os membros do VDC encontravam-se representantes do Ministério da Agricul­tura (MAF), The Pharmaceutical Societ» Wholesale Drug Trade Association [Associa­ção Comercial de Venda de Remédios por Atacado] e Jardins Botânicos de Kew. Acon­selhavam sobre coleta, armazenamento e distribuição, o que acabou sendo publicado por Brome e Schimmer, um importador de drogas vegetais e especiarias. Documentos mostram que havia demanda por quantidades muito grandes de algumas espécies, co­mo 250 toneladas de raízes de Taraxacum officina/e (dente-de-leão). Logo ficou eviden­te que, embora o projeto tenha começado incentivando a coleta de plantas silvestres, es­ses suprimentos eram insuficientes para atender à demanda.

O VDC recomendou que, no inicio, o cultivo devia concentrar-se em cinco espécies: Digitalis purpurea (dedalei­ra), Atropa belladonna (beladona), Aconitum napellus (acônito), Datura stramonium (es­tramônio) e Hyoscyannus niger (meimendro). A raiz do acônito era usada para tratar dos nervos e de dores nas articulações, enquanto drogas sedativas e antiespasmódicas eram derivadas do estramônio, da beladona e do meimendro. O maior problema encontra­do na produção de grandes quantidades de plantas medicinais parece ter sido o impor­tante estágio de secagem, uma vez que, se a planta não for seca da maneira correta, con­terá uma quantidade consideravelmente menor de princípios ativos. Relatos mostram que o Tesouro liberou várias subvenções para ajudar a resolver esse problema. Embora as plantas medicinais produzidas no país agora estivessem sendo cultivadas de forma in­tensiva, ainda era necessário importar as espécies não adaptadas ao clima e aos fatores do solo, ou as que continham menos constituintes farmacologicamente ativos em com­paração com plantas cultivadas em seus climas nativos. Várias espécies estavam sendo importadas da tndia, e havia queixas constantes em relação à má qualidade e adultera­ção.

O diretor-executivo de Kew, sir Geoffrey Evans, observou que: “Nossas investiga­ções mostraram com uma freqüência grande demais que substitutos e adulterações da planta verdadeira estavam entrando no país, com o conseqüente desperdício de traba­lho e do espaço de armazenamento nos navios”. Sugeriu que os botânicos sediados em universidades indianas checassem o material medicinal destinado a Kew. O problema da adulteração e da substituição foi constante em toda a história da fitoterapia. Resolvi­do esse problema, as importações de estramônio e meimendro do exterior foram sufi­cientes para permitir à Inglaterra concentrar-se no cultivo da dedaleira e da beladona.

Em 1942, o VDC foi substituído pelo Ministério de Suprimentos, que trabalhava em íntima associação com o Medical Research Council (MRC) [Conselho de Pesquisa Médica]. Isso permitiu que as plantas medicinais fossem cultivadas de modo a satisfa­zer melhor as necessidades terapêuticas reais, tais como identificadas pelo MRC. Foi pu­blicado um Formulário Nacional de Guerra, que aconselhava os médicos sobre as dro­gas à venda e que alternativas usar para as que estavam em falta.

A British Pharmaco­poeia e o British Pharmaceutical Coclex foram revisados de modo a oferecer detalhes das restrições sobre as drogas essenciais com um suprimento particularmente limitado. A coleta local de plantas medicinais pela população não foi esquecida; o novo Ministério de Suprimentos produziu uma série de livrinhos intitulados The Herb Collectors’ BuIle­tin, que dava detalhes sobre coleta, secagem e remessa (Ministério de Suprimentos, 1942). O projeto correu muito bem e cerca de 250 galpões de secagem estavam em ati­vidade em todo o país. Entre 1941 e 1945, foi coletada uma quantidade impressionan­te de material, que incluía 1.524 toneladas de frutos de Aesculus hipocastanum (casta­nha-da-índia), 147 toneladas de folhas de Urtica dioica (urtiga) e 65 toneladas de bagas de Crataegus oxyacantha (crataego) (Hastings, 1996).

O total de todas as espécies mon­tava a 4.636 toneladas, no valor de 121.250 libras esterlinas. Em 1945, o Ministério da Saúde estava desenvolvendo planos para o novo National Health Service quando hou­ve uma discussão ativa sobre a política fritura em relação ao cultivo de plantas para uso medicinal. Ë irônico que 1941, o ano que assistiu a um ressurgimento do interesse pe­lo cultivo de plantas medicinais foi também o ano em que a fitoterapia sofreu um gran­de golpe na Inglaterra: o Decreto sobre Farmácia e Remédios tornou-a ilegal. Mesmo assim, a National Association sobreviveu todo esse tempo para se tornar, em 1943, o National Institute of Medical Herbalists. Em 1964, uma equipe de fitoterapeutas im­portantes juntou-se para lutar contra o Decreto de 1941.

Como conseqüência, Fred Fletcher-Hyde, também membro da recém-fundada British Herbal Medicine Associa­tion, começou a desenvolver a British Herbal Pharmacopoeia. Essa era uma condição es­sencial para reverter o Decreto de 1941. Compreendia uma série de monografias sobre todas as plantas medicinais prescritas pelos médicos fitoterapeutas e ainda é um texto fundamental para os clínicos de nossos dias. O Decreto sobre Medicamentos de 1968 deu aos fitoterapeutas uma nova liberdade, e o treinamento profissional tem-se expan­dido e desenvolvido desde então.

 

II. PROPRIEDADES DAS PLANTAS MEDICINAIS

A abordagem ayurvédica das plantas passa pela ciência energética. As propriedades das plantas são sistematicamente classificadas de acorodo com seu sabor, elementos, efeitos refrescante ou amornante, efeito pós digestivo e outras propriedades especiais que possam vir a apresentar. Ao contrário da complexidade da análise química, este simples sistema energético esclarece as propriedades básicas das plantas, não perdendo tempo com detalhes; ele representa a base para o entendimento da fitoterapia ayurvédica.

As plantas estão classificadas em 13 categorias:

1. Alterativas

2. Anti-parasitárias e anti-helmínticas

3. Adstringentes

4. Tônicas Picantes e anti-piréticas

5. Carminativas

6. Diaforéticas

7. Diuréticas

8. Emenagogas

9. Expectorantes e demulcentes

10. Laxativas e purgativas

11. Nervinas e antiespasmódicas

12. Estimulantes e digestivas

13. Tônicas

\ Nutridoras

\ Rejuvenescedoras

\ Afrodisíacas

PLANTAS ALTERATIVAS

(Rakta Shodhana karma)

Plantas que limpam e purificam o sangue

Efeitos terapêuticos gerais:

1. purificam o sangue, removendo toxinas, e tendem a ter ação antiinfecciosa, antibacteriana.

2. ajudam a cicatrizar feridas, queimaduras e tumores.

3. resfriam o sangue, dispersam febres, reduzem Pitta e desintoxicam o fígado.

4. propriedade antiinflamatória - podem ser usadas externamente em feridas, feridas, úlceras.

5. ação desintoxicante - erradicam vermes e parasitas, particularmente quando esses invadem o sangue.

6. funcionam bem no controle de doenças infecto-contagiosas e epidemias.

As plantas alterativas tratam bem dos resfriados, especialmente aqueles que cursam com dor de garganta, febre alta, dor de ouvido, etc.. Indicadas para tratameto de acne, dermatite, queimaduras e condições inflamatórias da pele. Podem ser usadas em herpes e doenças venéreas; limpam o sistema linfático e aumentam o número de leucócitos; atacam acúmulos tóxicos, tendo um efeito reduzido sobre os tecidos corporais. Algumas possuem propriedades diuréticas ou laxativas.

A maioria das plantas alterativas é refrescante, amarga e às vezes adstringente em gosto. Diminuem Pitta e Kapha, mas aumentem Vata. São especialmente indicadas para reduzir Pitta. Algumas plantas alterativas típicas (refrescantes): aloe vera, chaparral, dente-de-leão, echinacea, índigo, sândalo.

Muitas plantas quentes (amornantes) e picantes possuem uma ação de limpeza do sangue, e também promovem a circulação, dissolvendo coágulos sanguíneos. São desintoxicantes e freqüentemente têm ação antibacteriana; auxilia na redução da febre destruindo a toxina que a produz. Também ação anti-parasítica e anti-helmíntica. Plantas alterativas amornantes típicas: pimenta preta, pimenta de cayenne, canela, alho, mirra.

Podemos combinar plantas alterativas picantes-quentes e amargas-frias para fortalecer o poder desintoxicador de cada. Em geral, porém, as alterativas refrescantes são boas para Pitta, enquanto as amornantes são boas para Vata; ambas são indicadas para Kapha.

As plantas alterativas refrescantes que têm um forte efeito antibacteriano ou antibiótico, como a Hydrastis canadensis (golden seal), se usadas em excesso ou por longo período, podem ter o mesmo efeito prejudicial no corpo como drogas antibióticas, destruindo as células saudáveis (além das bactérias) e debilitando o sistema imune e causando infecções secundárias. Elas devem ser usadas com cuidado, particularmente quando o paciente é fraco, deficiente ou emagrecido, como em condições de Vata alto.

PLANTAS ANTIPARASÍTICAS E ANTI-HELMÍNTICAS

(Krumighna Karma)

Plantas que ajudam a eliminar vermes e parasitas

Em Ayurveda, o conceito de krumi, freqüentemente traduzido como "verme", tem implicações mais amplas. Inclui todos os parasitas, bactérias, fungos e infecções que eram acessível à visão sutil dos iogues. As plantas anti-helmínticas têm valor no tratamento da candidíase e problemas de alergia relacionada a alimentação.

São tratadas infecções parasíticas a partir do acúmulo de Ama; uma comida mal digerida, provoca estagnação, criará algum tipo de parasita eventualmente. Estes casos são tratados com uma terapia desintoxicadora; a tonificação só aumentaria mais a infestação: por isto plantas anti-helmínticas têm um efeito redutor no corpo e podem debilitar os tecidos. Ex: as plantas anti-helmínticas podem reduzir esperma e podem esvaziar vitalidade. Então, deveríamos usar estas plantas sintomaticamente e com cuidado, especialmente quando o paciente já é fraco ou emagrecido.

O Ayurveda identifica parasitas pelo Dosha agravado: parasitas tipo Kapha residem principalmente em muco ou fleuma; parasitas tipo Pitta no sangue; e parasitas tipo Vata nas fezes. Deve-se tratar o Dosha agravado como também os parasitas específicos.

As plantas picantes ou amargas possuem ação anti-parasítica, mas esse efeito está bem mais relacionado a potência especial, Prabhava, do que à energia geral da planta. Assim, devemos utilizar com cuidado anti-helmínticos quentes e picantes em tipos Pitta ou frios e amargos em tipos Vata.

Plantas antiparasiticas típicas: asafetida, pimenta de cayenne, cravo-da-índia, alho, romã, semente de abóbora, tomilho, erva-de-santa-maria.

PLANTAS ADSTRINGENTES

(Stambhana karma)

Plantas que produzem contração das mucosas e sensação de secura

As plantas adstringentes condensam e compactam a ação nos tecidos e órgãos do corpo. Elas agem interrompendo as secreções excessivas. Embora ressequem, também são utilizadas para preservar a umidade; têm uma ação curativa na pele e membranas mucosas.

O sabor adstringente pode ser diferenciado da ação adstringente do seguinte modo: plantas de sabor adstringente têm ação adstringente enquanto plantas com outros sabores também podem ter efeito adstringente no corpo.

Plantas com sabor adstringente são usadas principalmente de modo sintomático, como para interromper sangramento ou diarréia. Elas não corrigem a condição primária que está gerando o problema. Outras plantas de sabores diferentes podem, corrigindo esta condição, aliviar também os sintomas. Por exemplo, uma absorção pobre no intestino delgado pode originar diarréia. Uma planta de sabor adstringente, como a framboesa, pode suprimir o sintoma (diarréia), mas não melhorará a absorção (condição primária); o sabor adstringente é pesado e difícil de digerir. Já uma planta como a noz moscada é uma ótima opção: é picante e adstringente, além de aquecedora e promotora da digestão.

Suprimir descargas sempre pode não ser bom. A diarréia causada por excesso de Ama pode ser o modo encontrado pelo corpo para se limpar naturalmente. Suprimir tal diarréia com plantas de sabor adstringente representaria "segurar" as toxinas no corpo, causando complicações adicionais. O tratamento correto neste caso seria promover a diarréia com laxantes até que o Ama seja dispersado. Só seriam empregadas plantas adstringentes se a diarréia continuasse além do ponto de limpar.

Então, é importante que nós não abusemos de plantas adstringentes usando sintomaticamente como drogas, sem entender as causas mais profundas das desordens.

O Ayurveda distingue entre três tipos diferentes de ação adstringente:

3 Hemostática

3 Anti-diarréica

3 Cicatrizante (uso externo)

Nem todas estas plantas são adstringentes em gosto.

As plantas hemostáticas, que interrompem o sangramento, normalmente esfriam o sangue. Estão relacionadas a ervas alterativas, purificadoras do sangue. Considerando que elas têm principalmente uma ação anti-Pitta, podem agravar Vata. Seu sabor é normalmente adstringente ou amargo. Ex: hibisco, marshmallow, urtiga, açafrão, flor-de-santo-antônio, curcuma, carvalho branco.

Algumas plantas picantes/quentes têm ação hemostática, particularmente quando o sangramento é causado por resfriado, como em algumas condições de Vata ou de Kapha. Tais plantas incluem pimenta-do-reino, pimenta de caiena, canela e gengibre. Elas páram o sangramento a curto prazo, mas a longo prazo podem promover hemorragia, já que aquecem o sangue.

Plantas tônicas amargas e alterativas, que geralmente refrescam o sangue e Pitta, podem parar o sangramento devido a sua ação refrescante, sem quaisquer propriedades hemostáticas específicas.

Plantas com ação adstringente anti-diarréicas também podem ajudar a eliminar suor excessivo, urina e emissão seminal espontânea. Normalmente têm energia fria e sabor adstringente e amargo. Ex: comfrey, genciana, semente de lótus, framboesa, carvalho branco.

Algumas plantas amornantes também páram diarréia e outras descargas excessivas e são normalmente melhores para digestão. Tais plantas são boas para Vata. Elas incluem pimenta-do-reino, gengibre, noz moscada e sementes de papoula.

Plantas cicatrizantes promovem a recuperaação do tecido danificado por cortes, feridas, queimaduras, etc. Elas são freqüentemente usadas externamente na forma de cataplasmas e gessos. Possuem principalmente os sabores adstringente ou doce e são refrescantes; reduzem Pitta e Kapha. Não são muito adequados para danos teciduais muito profundos, porque isto requer mais tonificação (o que normalmente é uma condição mais de Vata). Muitas são demulcentes e emolientes, amolecem e acalmam a pele e as membranas mucosas.

Ex: aloe vera, marshmallow, comfrey, flor-de-santo-antônio, bolsa de pastor, olmo e curcuma.

Algumas plantas possuem todos as três ações adstringentes e se popularizaram como "plantas curam tudo": comfrey, marshmallow, flor-de-santo-antônio.

A ação curativa das plantas adstringentes normalmente não é de natureza nutritiva. Ervas adstringentes promovem a cura de tecidos, mas não atuam aumentando os tecidos. Esta ação secante pode não só promover a cura, mas também ter um efeito depletor. O mal uso dessas plantas adstringentes pode agravar Vata, produzindo constipação, gases, dor abdominal, espasmos musculares e nervosismo.

Por isto, plantas adstringentes são freqüentemente usadas sinergicamente com plantas nutritivas ou tônicas. As plantas nutritivas constroem o tecido e as adstringentes dão firmeza. Fazer esta associação entre as ações adstringente e tônica trasnforma as plantas em rejuvenescedoras poderosas. Ex: triphala (amalaki, bibhitaki e haritaki).

PLANTAS TÔNICAS AMARGAS E ANTIPIRÉTICAS

O conceito ayurvédico de plantas tônicas é diferente da maioria dos tratamentos ocidentais. Na fitoterapia ocidental, o termo tônico é dado normalmente a um agente que cria e fortalece o corpo, como as plantas amargas/frias porque acredita-se que aumentam a vitalidade estimulando a digestão. Quando se deseja fortalecer o corpo e seus órgãos, administra-se plantas nutridoras; é dito que esta ação herbária aumenta a eliminação de toxinas e produtos de excreção e purifica o sangue. Assim, são prescritas plantas tônicas para qualquer paciente convalescente ou em estado precário.

Em Ayurveda, o uso de plantas amargas como tônicas não é sempre apropriado ou útil. O sabor amargo é o mais frio, o mais secante, o mais depletor e redutor dos sabores. Não é tônico no sentido de ser nutritivo e promover o crescimento de tecido. Seus efeitos são de natureza catabólica ou redutora, desintoxicando, promovendo a depleção ou a eliminação de tecido, enquanto deprime ou seda a maioria das funções orgânicas do corpo. Seu uso mais adequado é quando se quer reduzir toxinas e excessos, e não repor deficiências. O Ayurveda acredita que as plantas amargas estimulam a digestão, mas só em pequena quantidade, e principalmente para pacientes que sofrem de calor, febre ou condições de Pitta alto. Não se prescreve freqüentemente esats plantas para pacientes cronicamente fracos ou emagrecidos. Altas dosagens podem deprimir a digestão, debilitar a assimilação e desarranjar o peristaltismo.

As plantas amargas, por sua natureza (ar + éter), secam os tecidos e os fluidos vitais e podem causar rigidez ou espasmos dos músculos, em lugar de promover o tônus adequado de músculos, órgãos e tecidos.

Enquanto a maior parte dos fitoerapeutas ocidentais prescreve freqüentemente estas plantas para convalescença e debilidade, o Ayurveda quase sempre as considera inúteis para tal fim. Muitos casos de fraqueza e convalescença são de natureza Vata, condições de frio, deficiência de fluidos e eliminação de tecidos. Tais situações requerem aquecimento, umedecimento e terapia nutritiva. Plantas amargas também são Vata, aéreo por natureza, e assim não provêem nada que possa reconstruir o corpo ou aumentar os fluidos vitais.

As plantas tônicas em Ayurveda são geralmente doces, nutritivas, constroem tecidos, fortalecem a vitalidade, aumentam os fluidos vitais, aumentam a energia sexual e a longevidade. São consideradas como uma seção separada no estudo das plantas tônicas. Plantas amargas podem esvaziar a vitalidade, podem deprimir a energia sexual e podem promover o envelhecimento precoce. O uso da nomenclatura "tônica amargas" é mais por conveniêcia, pois é assim que são conhecidas. Tais plantas também são conhecidas como "antipiréticas" ou plantas que dispersam calor, fogo e febre.

No entanto, as plantas tônicas amargas são medicamentos herbários muito importantes. O Ayurveda e a fitoerapia ocidental concordam que estas são as plantas mais fortes para acabar com febres, limpar o corpo e eliminar toxinas. Elas reduzem febre, Pitta, toxinas e gordura do corpo, ou seja, clareiam o calor.

Plantas tônicas amargas não suprimem a febre somente, mas eliminam a infecção, destroem o Ama e as toxinas

Plantas tônicas amargas típicas incluem aloe vera, chaparral, genciana.

PLANTAS CARMINATIVAS

(Vata-anuloman)

Plantas que aliviam gás intestinal, dor e distensão.

Resolvem a digestão e aumenta a absorção, ajudam a dispersar água e muco, Ama e regularizam o peristaltismo.

São plantas normalmente aromáticas ou fragrantes que possuem um óleo volátil que estimula os nervos gastrointestinais, promove a digestão e dispersa o acúmulo de alimentos não digeridos.

A excitação nervosa aumenta Vata, que também aumenta Agni - da mesma maneira que o vento aumenta o fogo. Neste aspecto, tais plantas assemelham-se a plantas estimulantes. Mas enquanto estas tendem a promover a digestão por uma alimentação direta de Agni, as carminativas resolvem normalizando Vata mais indiretamente. Assim, são particularmente boas para fraqueza digestiva devido a problemas nervosos, ansiedade e depressão.

Todas as ervas carminativas movem Vata, o que é bom, mas se usadas por longo tempo ou em excesso podem agravar Vata..

A maioria destas plantas tende a aquecer e normalmente tem sabor adstringente.

Plantas carminativas amornantes podem agravar Pitta e algumas promovem até acidez, caso em que seriam preferidos carminativos refrescantes Todas as plantas carminativas reduzem Kapha, devido à sua propriedade secante.

A maioria dos temperos está nesta categoria de plantas e deveriam ser parte da dieta diária, particularmente para alguém com uma constituição Vata. Um a cinco gramas de muitos destes temperos ingeridos com as refeições podem curar muitas doenças, principalmente as que surgem de indigestão. Carminativos quentes típicos: asafetida, manjericão, cálamo, cardamomo, canela, cravo-da-índia, alho, gengibre, noz moscada, casca de laranja, orégano, tomilho, curcuma, valeriana.

Carminativos refrescantes típicos: camomila, crisântemo, coentro, cominho, endro, funcho, lima, hortelã.

PLANTAS DIAFORÉTICAS

(Svedana karma)

Plantas que induzem a transpiração

Por esta ação sudorífica, restabelece a circulação, dispersa febre e frio, elimina toxinas da superfície do corpo. São agentes de superfície usados nas fases iniciais e agudas de resfriados, como também em condições mais crônicas de asma e artrite. A fase inicial ou aguda de resfriados e doenças febris paralisa a energia defensiva que se move na superfície do corpo. O resultado é uma obstrução ao suor e um bloqueio da circulação; as plantas diaforéticas estimulam e restabelecem a energia defensiva do corpo.

Efeitos terapêuticos gerais:

1. Promovem a sudorese;

2. aliviam a tensão muscular e articulações doloridas;

3. dispersam febres devido a fatores externos (associado com resfriados, por exemplo);

4. promovem a erupção e resolução de inflamações de pele;

5. ajudam a dispersar a água de superfície e o edema facial;

6. aliviam dores de cabeça devido a resfriado e congestão.

Como tal eles são a primeira linhaa de defesa contra doença.

A maioria dos diaforéticos é de natureza aquecedora. Geralmente diminuem Kapha e Vata e aumentam Pitta. As plantas geralmente são picantes e quentes, elevam a temperatura do corpo e dispersam o frio. Ex: angelica, manjericão, cânfora, cardamomo, canela, cravo-da-índia, ephedra, eucalipto, gengibre, salvia, tomilho, gengibre .

Plantas diaoréticas refrescantes normalmente são amargas para pungentes; diminuem Pitta e Kapha mas aumentam Vata. São mais utilizadas para resfriados tipo Pitta- e são mais efetivas tratando febre alta e sintomas inflamatórios que envolvem a invasão de toxinas no sangue. Estas plantas abaixam a temperatura do corpo por sudorese, dispersando calor e toxinas pela pele. Ambos dispersam água, muco e Kapha.

Ex: camomila, crisântemo, coentro, hortelã-pimenta.

PLANTAS DIURÉTICAS

(Mutrala karma)

Plantas que aumentam a diurese

Essas plantas promovem a atividade funcional dos rins e bexiga urinária agindo no elemento de água de todos os tecidos (dhatus) do corpo e removem toxinas.

Sua ação é em grande parte devido a detoxificação e purgação pela urina. Eles são purgantes para o elemento de água no corpo e como tal eles reduzem o elemento de terra no corpo. Conseqüentemente, como todos os purgantes, eles devem ser usados com precaução.

Os diuréticos diminuem a água e reduzem Kapha, cujo componente principal é água. Geralmente são de sabor amargo, adstringente ou picante. Semelhantemente, todas as plantas diuréticas tendem a aumentar a secura de Vata. Esta ação é agravada pelos sabores que aliviam Kapha e a umidade.

Também reduzem Pitta. Muitos, ou até mesmo a maioria deles, é mais forte reduzindo Pitta que Kapha. Isto não é só porque Pitta é um pouco oleoso por natureza, mas porque urinar também é um modo de aliviar o calor do corpo, de remover a acidez e as toxinas do sangue, purificando-o.

Plantas diuréticas refrescantes: aspargos, cevada, coentro, dente-de-leão, funcho, marshmallow, hortelã, uva ursi.

Plantas diuréticas aquecedoras: canela, alho, mostarda, salsinha, cenoura,.

PLANTAS EMENAGOGAS

(Raktabhisarana karma)

Plantas que promovem e regulam a menstruação

Estas plantas ajudam e tratam muitas das desordens especiais do sistema reprodutivo feminino, como TPM, tumores uterinos ou infecções. "Raktabhisarana" significa promover o fluxo de sangue, o que poderia ser entendido como estimulante circulatório.

Emenagogos são plantas picantes para amargas que aliviam a congestão do sangue, coágulos sanguíneos e promovem a menstruação. Eles esquentam o sangue e melhoram sua qualidade. Podem ser amornantes ou refrescantes, estes representando a maioria.

O sistema reprodutivo feminino está intimamente associado com o sangue; então, é Pitta por natureza.

Uma predominância de plantas emenagogas refrescantes é melhor para irregularidades menstruais por infecção uterina ou sangramentos. Tais plantas também ajudam a acalmar emoções como a raiva e irritabilidade. Ex: camomila, crisântemo, hibisco, prímula, framboesa.

Uma predominância emenagogos amornantes é melhor para menstruação atrasada devido a exposição ao resfriado ou ansiedade nervosa. Ex: angelica, asafetida, canela, gengibre, mirra, salsa, curcuma, valeriana.

As plantas emenagogas trabalham em grande parte aumentando apana vata, o subdosha descendente de Vata que promove a eliminação, a diurese e as funções sexuais. Como tal, eles tendem a ser laxantes e também podem favorecer a expulsão do feto, razão pela qual muitos são contra-indicados durante a gravidez.

O Ayurveda distingue outro grupo de emenagogos que são tônicos ou rejuvenescedores para o sistema reprodutivo feminino. Estas plantas pertencem a uma subcategoria das plantas tônicas, rejuvenescedoras e afrodisíacas. São basicamente doces, constroem o sangue, umedecem e nutrem os órgãos reprodutivos femininos. Ex: aloe vera, angelica, alcaçuz, sementes de lótus, mirra, peonia, rehmannia, inhame selvagem, hibisco, jasmim, rosa e açafrão.

PLANTAS EXPECTORANTES* E EMOLIENTES/DEMULCENTES **

(Kasa-Svasahara)

*Plantas que promovem a descarga de muco e fleuma do corpo

**Plantas que promovem amolecimento na pele/membranas mucosas

Estas plantas clareiam os pulmões e passagens nasais, mas também o estômago. São úteis na angústia respiratória, resfriados crônicos ou agudos, asma, bronquite e pneumonia. "Kasa" e "svasa" significam tosse e dispnea literalmente.

Elas também podem ser úteis nos problemas digestivos, já que o muco tem sua origem no estômago e pode entupir o trato gastrointestinal, favorecendo a indigestão e a assimilação pobre.

As plantas expectorantes são de dois tipos e trabalham de dois modos diferentes. Alguns expectorantes, como o gengibre, removem o muco por uma ação secante. Eles têm principalmente sabor picante e energia quente, e também podem ser estimulantes, diaforéticos ou carminativos. Outros exemplos: cálamo, cardamomo, canela, cravo-da-índia, mostarda, casca de laranja, salvia. Outros, como o alcaçuz, ajuda a remover o muco por uma ação umedecedora: aumentam e liquefazem Kapha, enquanto promovem seu fluxo fora do corpo. Estas plantas são principalmente doces e frias, mas também são demulcentes e emolientes. As plantas demulcentes acalmam o coração e os nervos. Outros exemplos: bambu, comfrey, semente de linhaça, marshmallow, leite, açúcar cru, olmo.

Plantas que aliviam a tosse: semente se abricó, ephedra, eucalipto, tomilho e cereja selvagem.

PLANTAS LAXANTES E PURGANTES

(Virechana karma)

Plantas que promovem as evacuações intestinais

Estas plantas dispersam a constipação, ajudam a eliminar acúmulos de comida e formações tóxicas dos intestinos. Podem ser fracas ou fortes. Quando fracos, são chamados simplesmente de laxantes; quando fortes são chamados de purgantes ou catárticos.

Plantas purgantes promovem evacuação forte, e pode causar diarréia, às vezes com dor e tenesmus porque freqüentemente exercem um efeito irritante. Devem ser usados com cuidado. Qualquer planta fria e amarga, como o ruibarbo, ou óleos quentes, como o óleo de rícino, pode ter efeito purgante.

A constipação crônica, assim como a constipação no idoso, normalmente é uma condição Vata, com preseça de gás e secura no cólon. Para esta condição, geralmente moderada, são prescritos laxantes umedificadores; purgantes fortes causariam irritação. Porém, às vezes uma purgação forte é necessária por causa da alta formação de toxinas pelo Vata acumulado. Nestes casos o óleo quente, como o de rícino, é específico.

A constituição tipo Pitta tende para diarréia devido a seu atributo úmido, mas se o calor é forte também pode haver constipação. De qualquer modo, são prescritos purgantes de uma natureza normalmente fria e amarga que trabalham no intestino delgado. Purgação (virechana) é o modo mais forte para eliminar Pitta, calor e bílis do corpo.

A constituição tipo Kapha pode apresentar constipação devido ao acúmulo de muco, fleuma e partículas de comida não digeridas nos intestinos (poder digestivo deficiente). Para esta condição, são indicados laxantes de natureza secante; laxantes umedecedores aumentariam a congestão.

As plantas laxantes tendem a suprimir o poder de digestão, e podem debilitar o peristaltismo. Como tal, elas deveriam ser usadas juntamente com plantas estimulantes ou carminativas, como o gengibre e as sementes de funcho. Aumentando o poder de digestão, Agni, também podem tratar constipação ou eliminar as toxinas no cólon. Plantas picantes, estimulantes, carminativas e quentes, podem ajudar o tratamento da constipação em um Vata ou de um Kapha, sem termos que usar laxantes de fato..

Exemplos: laxantes umedecedores: farelo de trigo, semente de linhaça, ghee, alcaçuz, ameixas secas, semente de psyllium, passas e leite morno.

purgantes fortes: pó de aloe vera, óleo de rícino, ruibarbo e sene.

Plantas refrescantes com vários graus de ação laxativa: aloe vera, cáscara sagrada, echinacea, genciana, ruibarbo, sene.

PLANTAS NERVINAS E ANTIESPASMÓDICAS

Plantas que fortalecem a atividade funcional do sistema nervoso

As plantas nervinas podem ser estimulantes ou sedativas e podem ser usados para corrigir excessos ou deficiências de função nervosa. Eles têm uma ação forte na mente e são úteis na promoção da claridade e da saúde mental, como também ajudam no tratamento de desequilíbrios psicológicos e doenças mentais.

A maioria dos nervinos também é antiespasmódico; aliviam espasmos de órgãos e músculos, aliviam câimbras, tremores e convulsões. Eles também podem servir como broncodilatadores, porque interrompem os espasmos nos tubos bronquiais, provando serem efetivos nas angústias respiratórias. Outros podem ajudar a aliviar cólicas menstruais e dores de cabeça.

Muitas destas plantas nervinas são fragrantes, aromáticas, como a hortelã ou a valeriana. Isto é porque as plantas aromáticas trabalham diretamente no Prana, a energia principal do sistema nervoso. Elas abrem a mente, clareiam os canais (srotas), aliviam a congestão, páram a dor e restabelecem o fluxo de energia entre o sistema corpo-mente.

Em geral, em Ayurveda, nós pensamos em nervosismo como Vata ou como a marca de uma constituição de Vata, porque Vata governa as respostas nervosas e, por natureza, é impulsivo, hipersensível, vacilante. A maioria das doenças do sistema nervoso é de natureza Vata. Conseqüentemente, ao tratarmos as desordens nervosas, temos que considerar Vata em primeiro lugar. A maioria das neuralgias, lumbago, ciática, paralisia e desordens nervosas degenerativas, são doenças de Vata.

Muitas desordens emocionais ou nervosas podem ser causadas pelos outros doshas, como a raiva que seria uma condição de Pitta. Vata pode também ser bloqueado pelo agravamento de outros doshas, que vão mimetizar uma aparente desordem de Vata, mas devido a um excesso subjacente de Pitta ou Kapha. Assim, novamente, nós temos que localizar causas primárias em lugar de efeitos evidentes.

As emoções ralacionadas a Vata, como medo e ansiedade, debilitam os rins e adrenais. Elas danificam os nervos e causam insônia, instabilidade mental, neuralgias, causam entorpecimento. A maioria das plantas nervinas, particularmente as que são aromáticas, movem Vata, e ajudam a remova o Vata estagnado por atrás destas desordens.

Algumas plantas não só são aromáticas, mas possuem propriedades tamasicas, pesadas e entorpecedoras. Estas são particularmente boas para os tipos Vata que sofrem de "falta de chão", que estão for a da realidade devido a um excesso de ar e éter. Tais plantas incluem asafetida, alho e valeriana.

Muitas plantas que acalmam a mente tendem a ter um efeito positivo em todos o três doshas; quando os doshas estão em equilíbrio, a mente está tranqüila. Conseqüentemente, algum nervinos podem ser bons para todos o três Doshas (ervas tridosha), particularmente em quantidades pequenas ou uso a curto prazo. Plantas aromáticas refrescantes como acamomila ou o funcho, podem ser usadas amplamente como nervinos moderados. Sua natureza secante alivia Kapha; sua energia refrescante alivia Pitta; e sua propriedade aromática remove o Vata estagnado.

Assim como as outras categorias de plantas, asplantas nervinas podem ser divididas em amornantes e refrescantes. As refrescantes são geralmente melhores para Pitta, como a betonia, camomila, jasmins, maracujá, hortelã, sândalo, hortelã, inhame selvagem; as plantas amornantes para Vata e Kapha, como a asafetida, manjericão, cálamo, cânfora, eucalipto, alho, mirra, noz moscada, semente de papoula, salvia, valeriana.

PLANTAS ESTIMULANTES E DIGESTIVAS

(Karma de Dipana-Pachana)

Plantas que estimulam, aumentam ou promovem todas as funções orgânicas

Estas plantas têm esta propriedade principalmente porque estimulam o poder de digestão. Têm basicamente energia quente, sabor pungente, e inclui a maioria dos temperos quentes, pimentas e gengibres. Modo de ação: aumentam o calor interno, dispersam o frio interno e fortalecem o metabolismo e a circulação.

São as plantas mais poderosas para aumentar Agni, o fogo digestivo, e as mais fortes para destruir Ama, acúmulos tóxicos.

Elas esquentam o estômago e o sangue, aumentam o apetite e estimulam os sentidos. Têm freqüentemente poder antibacteriano ou antiparasitico e fortalecem o sistema autoimune. Estas plantas não constroem o corpo de fato, mas permitem a assimilação de alimento, viabilizado a construção do corpo. São freqüentemente usadas com plantas tônicas e nutritivas, mas também junto com a alimentação.

São as plantas mais poderosas para aumentar Pitta e diminuir Kapha. Geralmente, eles diminuem Vata, mas em excesso eles podem agravá-lo porque possuem propriedade secante .

São indicadas sempre que se queira melhorar a digestão, dispersar o resfriado, eliminar as toxinas e reavivar o metabolismo e a circulação.

Contra-indicações: em condições de desidratação, insuficiência e líquidos e inflamações das membranas mucosas.

Plantas estimulantes típicas: asafetida, pimenta-do-reino, pimenta de cayenne, canela, cravo-da-índia, alho, gengibre (seco), raiz-forte, mostarda, cebola.

PLANTAS TÔNICAS

PLANTAS TÔNICAS NUTRITIVAS

(Bruhana karma)

Plantas que favorecem a geração dos tecidos (dhatus) do corpo, nutrem e promovem o aumento de peso. São úteis para vários dhatus ou órgãos que foram debilitados devido a doença.

Normalmente estas plantas têm sabor doce ou em efeito pos-digestivo que indica sua ação construtiva. Têm, em geral, a mesma natureza de Kapha (terra + água).

As plantas tônicas nutritivas são normalmente pesadas e oleosas; elas aumentam os fluidos vitais, músculos e gordura, constroem o sangue e a linfa e aumentam a produção de leite e sêmen. São reconstituintes para condições de fraqueza, emaciação, debilidade e convalescença. Devido a sua propriedade úmida, têm efeito calmante e harmonizante que dispersa a rigidez e pacifica os nervos.

Estas plantas geralmente diminuem Vata e Pitta e aumentam Kapha. Algumas, que são amornantes, como o ginseng ou as sementes de gergelim, podem agravar Pitta; as úmidas e frias são as melhores para reduzir a secura de Vata.

Alguns exemplos: amêndoas, angelica, coco, raiz de comfrey, semente de linhaça, ginseng, mel, alcaçuz, sementes de lótus, marshmallow, leite, passas, rehmannia, saw palmetto, sementes de gergelim, olmo, açúcar, inhame selvagem.

PLANTAS TÔNICAS REJUVENESCEDORAS

(Rasayana karma)

A fitoterapia ayurvévida alcança seu clímax na ciência do rejuvenescimento. Visando a renovação do corpo e da mente, o Ayurveda não busca simplesmente a longevidade, mas uma vida de pura consciência e criatividade natural.

Esta abordagem não visa somente a imortalidade física (na qual algum nível de harmonia pode ser possível), mas a imortalidade da mente, a renovação diária das células do cérebro proporcionando uma mente e um coração tão claros na velhice como na infância.

Esta ciência é chamada Rasayana. Rasayana é o que entra (ayana), na essência (rasa). É o que penetra e revitaliza a essência de nosso ser psico-físico.

As Rasayanas reconstroem o corpo-mente, previnem a decadência e retardam o envelhecimento. Podem ajudar até mesmo a inverter o processo de envelhecimento. Elas não agem aumentando a quantidade de células (aumentando o tamanho do corpo), mas aumentam a qualidade das substâncias. Rasayana ssão mais sutis, mais específicas e mais duradouras que simples plantas tônicas nutritivas. Sua ação sustenta a ótima forma e função dos vários órgãos, dhatus e doshas no corpo. Eles não são necessariamente doces e nutritivos, entretanto a maioria é pelo menos doce em vipaka (efeito pos-digestivo). As plantas tônicas rejuvenescedoras para Kapha podem ser picantes e quentes.

Exemplos:

Para Vata: cálamo, alho, ginseng..

Para Pitta: aloe vera, comfrey, açafrão.

Para Kapha: elecampane.

Outros Rasayanas: angelica, alcaçuz, marshmallow, mirra, cebola, rehmannia, saw palmetto, sementes de gergelim, inhame selvagem.

PLANTAS TÔNICAS AFRODISÍACAS

(Vajikarana)

Um terceiro tipo de planta tônica, muito relacionado com Rasayanas, são as Vajikaranas. Um vaji é um cavalo ou garanhão; assim, estas plantas dão o poder ou vitalidade de um cavalo, particularmente a grande capacidade do cavalo para a atividade sexual. Popularmente são chamados "afrodisíacos", entretanto eles são muito mais que "filtros amorosos". As Vajikaranas revigoram o corpo, revigorando os órgãos sexuais.

O sêmen ou tecido reprodutivo (femininos e masculinos) é a essência de todos os dhatus, a nata de todos os tecidos no corpo. Contém o poder para criar a Vida. Isto não só significa a capacidade para trazer uma vida nova, em gerar uma criança, mas também renovar a própria vida da pessoa, devolvendo para nossas células o vigor de mocidade. Aquela mesma energia que cria a vida, dirigi-se para dentro de nós, renovando corpo e mente.

As Vajikaranas podem ser utilizadas para melhorar a vitalidade sexual ou diriger internamente a energia sexual com objetivo de regeneração. A maioria destas plantas não é afrodisíaca simplesmente porque estimula a atividade sexual por irritação dos órgãos sexuais. Muitas são tônicas que de fato criam e dão alimento diretamente aos tecidos reprodutivos. Outras ajudam a promover a transformação criativa de energia sexual para o benefício da corpo-mente.

Começando no sistema reprodutivo, estas plantas revigoram o sistema inteiro, da mesma maneira que uma árvore é revigorada a partir das raízes. Elas têm uma ação revitalizante forte no sistema nervoso e na medula óssea e aumentam a energia da mente..

Vajikaranas podem ser divididas em tônicas e estimulantes. As estimulantes aumentam a atividade funcional dos órgãos reprodutivos, enquanto as tônicas aumentam e melhoram os tecidos que os compõem. Muitos afrodisíacos aumentam Kapha; alguns quentes e picantes aumentam Pitta.

Plantas afrodisíacas típicas (Vajikaranas): angelica, asafetida, aspargos, cravo-da-índia, fenogrego, alho, ginseng, hibisco, semente de lótus, cebola (crua), rehmannia, rosa, açafrão, saw palmetto, inhame selvagem. Destas, as que são emenagogos são mais específicos para mulheres.

O Ayurveda também separa as plantas que aumentam a espermatogênese, chamado Shukrala. Estas são substâncias que tonificam e nutrem as secreções reprodutivas, como o sêmen e o leite materno. Essas Vajikaranas são principalmente nutritivas. Ex: angelica, ghee, ginseng, alcaçuz, semente de lótus, marshmallow, cebola (crua), rehmannia, saw palmetto, sementes de gergelim, açúcar (cru).

Os afrodisíacos, cuja natureza é sátvica, são também muito fortes em energia e aumentam Ojas no organismo; tais substâncias incluem o ghee e as sementes de lótus.

III. ESTUDO DAS PLANTAS MEDICINAIS

1. ALCAÇUZ

Glycyrrhizae glabra

Nomes populares: glicirriza, madeira-doce e raiz-doce, licorice (inglês), orozus e regalicia (espanhol), liquirizia comune (italiano), deutsches süssholz (alemão).

Parte usada: raiz

Energia: neutra, fria

Sabores primários: doce, amargo

Vipaka: doce

Ação sobre os doshas: diminui VP, aumenta K (se usada por longo tempo)

Propriedades medicinais: anti-séptica, antiespasmódica, antiinflamatória, antimicrobiana, antioxidante, antitóxica, antitumoral, aromática, diurética, emoliente, expectorante, refrescante, tônica, carminativa, antiemetica, analgésica.

Indicações: o chá de alcaçuz é utilizado contra inflamações do abdome e das vias urinárias. Em loções e pomadas é utilizado para tratamento de abscessos, feridas e úlceras. O chá também serve para bochechos contra inflamações bucais. Usado também na culinária como edulcorante em produtos de confeitaria e para a fabricação de balas.

Na cosmética é usado em loções para limpeza da pele, tratamento da acne, cremes hidratantes que ajudam na prevenção de rugas e na melhoria da textura da pele. Utilizado ainda como ingrediente de géis e loções de proteção solar.

Contra-indicações: gravidez, lactação; associação com hexobarbital, hipertensão arterial, diabetes, insuficiência renal, glaucoma, ICC.

Efeitos colaterais: de acordo com a literatura consultada não há efeitos colaterais advindos do uso externo.

Dose: pó, 1 a 9 g.

As propriedades do alcaçuz são conhecidas há mais de 3000 anos pelos egípcios e gregos, que apreciavam seu sabor suave e adocicado. Ele é originário da Europa Meridional e do Oriente. A planta é cultivada em campos e tem grande facilidade de adaptação.

É uma planta arbustiva que atinge até 2 metros de altura, com raízes fortes e volumosas e estolhos subterrâneos horizontais. Suas folhas são compostas, com visgo na parte inferior. As flores possuem coloração azul ou lilás e reúnem-se em inflorescências do tipo espiga. Seu fruto é uma cápsula alongada, que contém várias sementes.

2. BABOSA

Aloe vera

Nomes populares: sábila, zabira (arab), aloe del Mediterráneo, aloe de Barbados, erba babosa (port), aloe de Curacao, siempreviva (oeste da India), laloi (India), bamboo (bermudas)

Parte usada: basicamente duas: o gel, que é a porção mucilaginosa do parênquima tissular, e o suco ou exsudato; o suco coagulado é um sólido cristalino de cor parda e muito amargo denominado látex, que é o resultado da incisão das folhas cortadas transversalmente. Este látex pode ser aquecido em laboratório e posteriormente transformado em pó.

Energia: fria

Sabores primários: amargo, adstringente, picante, doce

Vipaka: doce

Ação sobre os doshas: o gel harmoniza VPK; o pó, exceto em doses muito baixas, agrava V.

Ações: alterativo, tônico amargo, rejuvenescedor, emenagogo, purgante.

Indicações: febre; constipação, obesidade, condições inflamatórias de pele, adenomegalias, conjuntivite, bursite, icterícia, hepatite, aumentado do fígado ou baço, herpes, doenças venéreas, amenorréia, dismenorréia, menopausa, vaginite, tumores, parasitoses.

Contra-indicações: gravidez, hemorragia uterina ou período menstrual. Crianças abaixo de 11 anos, hemorróidas, suspeita de distúrbios intestinais como apendicite, colites e doença de Chron.

Modo de usar: gel fresco, pó (100 a 500 mg)

O nome aloe deriva do grego aloe, do árabe alloeh ou do hebreu halal e significa, em todos os casos, substância amarga e brilhante. Também conhecida na India como kumari, significando menina ou virgem, porque dá a energia da mocidade e provoca a renovação da natureza feminina.

Acredita-se que a babosa seja originária da Ilha de Socotra (noroeste da África, no Oceano Índico). Existem cerca de 360 espécies de babosa nas zonas tropicais; atualmente cultiva-se a babosa em quase todo o mundo, sendo inclusive utilizada compo planta ornamental de jardins e passeios públicos. A espécie mais cultivada entre as diversas existentes é a Aloe barbadensis (ou Aloe vera), cujas plantações mais importantes encontram-se nos EUA, Curaçao, Aruba, Rep. Dominicana, Haití, Cuba, México e países do sul da Europa.

Quando se deseja empregar a babosa com fins medicinais deve-se escolher plantas com 4 a 5 anos de idade e as folhas mais inferiores por serem mais antigas e as mais ricas em princípios ativos. O corte se faz logo após a floração. As plantas mais expostas ao sol produzem menos polpa (gel) e mais látex (suco).

O gel da babosa é um tônico maravilhoso para o fígado e baço, para o sangue e o sistema reprodutivo feminino. Esta planta regula a glicemia e o metabolismo das gorduras e tonifica todos os Agnis, as enzimas digestivas do corpo e, ao mesmo tempo, reduz Pitta. É rejuvenescedor para Pitta e para o útero. Podem ser ingeridas duas colheres de chá de aloe vera três vezes por dia, com uma pitada de açafrão, como um tônico geral; é mais saboroso misturado com água ou suco de maçã.

O suco fresco pode ser aplicado externamente em queimaduras, feridas, herpes, etc.

O pó de babosa é um laxante poderoso que deve ser usado em quantidades pequenas. O gosto do pó é um pouco enauseante, por isso é preferível ingerir na forma de cápsulas. O pó também pode causar gases e deveria ser ingerido preferencialmente com uma planta carminativa, como o açafrão.

No Peru, grande número de pessoas tem o hábito dedeixar penduradas atrás da porta algumas folhas de babosapara proteger suas casas da energia negativa de algum eventual inimigo.É muito difundido também o hábito de banhar-se com as folhas para ter sorte no amor…

3. EQUINACEA

Echinacea angustifolia

Nomes populares: echinacea, coneflower (ingl), rudbeckie (franc).

Parte usada: raiz (colhidas no outono). A equinácea necessita de 3 a 4 anos para que suas raízes sejam suficientemente grandes para serem aproveitadas de forma medicinal.

Energia: fria

Sabores primários: amargo, picante.

Vipaka: picante

Ação sobre os doshas: diminui PK, aumenta V

Ações: alterativo, diaforético, antibacteriano (bacteriostático), antifúngica (fungostático), antivirótico, anti-séptico, analgésico, imunomodulador.

Indicações: condições tóxicas do sangue, toxemia, gangrena, eczema, mordidas venenosas ou picadas, doenças venéreas, prostatite, infecções, feridas, abscessos.

Contra-indicações: anemia, vertigem, Vata aumentado, gravidez.

Efeitos adversos ou tóxicos: em alguns pacientes observou-se quadro de sialorréia em doses usuais. Em altas doses pode gerar náuseas e vertigem. Vários testes não têm demonstrado hepatotoxicidade e carcinogenicidade. Até o momento não foram realizados testes de toxixidade aguda ou crônica com extratos totais de equinácea. Na Alemanha, recomenda-se o uso da equinácea em certas enfermidades que possam comprometer o sistema imunológico, como diabetes, esclerose múltipla, AIDS, LES, tuberculose, leucemia, colagenoses, etc..

Modo de usar: infusão (quente ou frio), pó (250 mg a 1 g), tintura

A equinácea é uma planta originária do centro e sudoeste dos EUA e cresce em locais secos e bosques. As flores que se cultivam em jardins podem apresentar cores variadas: malva, púrpura e branca, dependendo da espécie. A equinácea provavelmente é o melhor agente desintoxicante dentro da fitoterapia ocidental. É um antibiótico herbário natural, cortando os efeitos da maioria dos venenos no corpo, depura os sistemas sanguíneo e de linfático, catalisa a ação dos leucócitos e ajuda a conter a formação de pus e putrefação de tecido. Em termos de Ayurveda é utilizada para destruir Ama. A echinacea tem ação mais marcante no sangue e nos pulmões, sendo comum seu uso em resfriados, influenzas, etc. No caso de vertigem pode ser combinada com alcaçuz.

Deve-se ter o cuidado para adquirir a planta bastante fresca, pois perde sua potência em seis meses ou menos, razão pela qual o forma de tintura é freqüentemente preferível.

Pode ser usada externamente como cataplasma ou para lavar mordidas ou feridas infeccionadas.

4. VALERIANA

Valeriana officinalis

Nomes populares: erva dos gatos, valerian (ingl)

Parte utilizada: raízes. Devem ser colhidas de plantas com mais de 1 ano de idade, especialmente na época de verão e outono.

Energia: quente

Sabor primário: picante, amargo

Vipaka: picante

Propriedades: nervino, antiespasmódico, carminativo, estimulante.

Ação sobre os doshas: diminui VK, aumenta P

Indicação: a valeriana é uma planta calmante e sedativa. Alivia dor, câimbras e espasmos e é um estimulante do cérebro. Esta planta pode ter efeitos opostos em indivíduos que apresentam quadro de calor interno, já que é amornante além de sedativa. Este é um exemplo claro da necessidade de se prescrever plantas levando-se em conta sua energia em lugar de escolher puramente pela indicação sintomática. As indicações terapêuticas, como também o equilíbrio enérgico constitucional, devem ser levadas em conta. A valeriana é ótima para indivíduos friorentos e nervosos.

Contra-indicações: gravidez e amamentação (por causa do óleo essencial). Evitar prescrever juntamente com depressores do SNC por causa da possível potencialização dos efeitos.

Efeitos tóxicos e/ou adversos: as doses orais sâo bem toleradas em geral, mas alguns efeitos indesejáveis têm sido observados devido a administração prolongada ou pelo uso de doses muito altas (mais de 5 g/dia): pirose, diarreéia, cefaléia, vertigens, acúfenos e acentuada depressão central. Estes sinais desaparecem com a suspensão do tratamento.

Dose: pó 3-9 g; tintura, 10-30 gotas.

Existem cerca de 200 espécies de valeriana. Esta planta é originária da Europa e oeste asiático, a valeriana cresce bem em locais arenosos, úmidos e sombrios e também em zonas montanhosas, a 2000 metros de altitude. A raíz, principal parte utilizada, apresenta odor desagradável característico. É cultivada em vários países como Bélgica, Holanda e Alemanha.

O nome valeriana vem do latim valere, que significa estar saudável. Desde a Antiguidade conhece-se as propriedades sedativas da valeriana; os espanhóis utilizavam-na para a "excitação nervosa da mulher". Há inclusive um velho adágio catalão que diz "se queres uma mulher saudável, dê-lhe raíz de valeriana…" Plínio a recomendava nos casos de espasmos da faringe; na Idade Média era citada por Fabio Columna como remédio para epilepsia. Sua utilidade terapêutica já era bem conhecida no século XVI, sedo extensivamente usada em pacientes epiléticos e como ebrífuco na época da escassez do quinino. Durante a II Guerra Mundial foi muito utilizada para aliviara tensão nervosa gerada pelos bombardeios, explosões e tantos outros desastres bélicos. Os chineses costumam utilizar esta planta não só com função sedativa, mas como coadjuvante o tratamento de esatdos gripais e reumáticos.

5. CAMOMILA

Matricaria chamomila

Nomes populares: manzanilla, manzanilla de Aragón ou alemã (esp), common camomile (ingl), camomilla (ital), camomille (fran)

Parte utilizada: flores. Deve-se colher a partir de 60 a 70 dias após a semeadura.

Energia: fria

Sabor primário: picante, amargo

Vipaka: picante

Ação sobre os doshas: diminui PK, harmoniza V

Propriedades: calmante, nervino, antiespasmódico, diaforético, emenagogo, carminativo

Indicações: nervosismo, cefaléia, ansiedade, câimbras e espasmos. Também é benéfico para doenças febris como resfriados e gripes. É freqüentemente usado para distúrbios digestivas e quando ingerido regularmente leva à regulação suave dos intestinos. Contém uma forma facilmente assimilável de cálcio; uma colher de sopa desta planta macerada em uma xícara coberta com água fervente com duas fatias de gengibre fresco é um tratamento muito efetivo para cólicas menstruais e outras dores e espasmos. O mesmo chá pode ser usado para problemas digestivos secundários, como indigestão e gases.

Contra-indicações: gestação, associação com anticoagulantes

Efeitos adversos e/ou tóxicos: em geral é bem tolerada. Na literatura médica há registrados apenas 5 casos de reações alérgicas à camomila, o último ocorrido há quase 25 anos.

Dose: 6-12 g em infusão; tintura, 10-30 gotas, pó 2 a 8 g.

Esta planta é originária da Europa (Bálcãs), norte da África e Ásia ocidental, sendo cultivada em toda a América. É comum encontrá-la em terrenos baldios e jardins, onde espalha-se rapidamente como planta invasora, atingindo a altura máxima de 30 cm.

O nome camomila vem do grego chamaimelon, que significa "maçã anã". O fato de comparar a planta à maçã provém das observações de Plínio, que achou muito parecidos a forma do botão floral da planta e o perfume exalado em relação ao tal fruto. Por outro lado, o termo matricaria vem da palavra "matriz" e faz referência a seu uso popular nos transtornos menstruais femininos.

Esta planta é conhecida desde a Antiguidade e suas virtudes são mencionadas num velho adágio: "… em todo jardim ou horta onde há plantas doentes, plantar camomila perto delas faz com que se curem…".

Além das indicações acima, camomila tem outras aplicações: externamente é usada na aromatização de vermoutes, shampoos (para clarear os cabelos) e na Homeopatia. Os óleos são utilizados mais para dar fragrância a cremes, detergentes, loções, perfumes e sabonetes.

6. QUEBRA-PEDRA

Phyllantus niruri

Nomes populares: sarandí, sarandí branco

Parte usada: folhas; uma maior proporção de princípios ativos é encontrada em plantas com mais de 2 anos de vida. Na India é comum utilizar-se a planta toda com fins terapêuticos.

Energia: fria

Ação sobre os doshas: diminui KP, aumenta V

Propriedades: desobstrutiva, diurética, adstringente e refrescante.

Ações: diurética, adstringente e refrescante.

Indicações: hepatite, gota, cálculos urinários e hepáticos, colelitíase, edemas, diabetes, azia, prostatite

Contra-indicações: gravidez, amamentação

Efeitos adversos ou tóxicos: não existem até o momento estudos de toxicidade aguda, suaguda ou crônica, mas o uso dentro das doses usuais não produziu nenhum tipo de efeito adverso ou tóxico.

Modo de usar: pó (1 a 4 g). Deve-se fazer uso interrompido (3:1 semanas).

Arbusto originário do sul do Brasil, nordeste da Argentina, Paraguai e Uruguai, podendo atingir quatro metros de altura, mas é comum em toda a Índia central e sul, indo até o Sri Lanka. Há poucos dados históricos sobre o uso desta planta na época da ocupação espanhola, mas a partir do século XIX começou a ser tradicionalmente utilizada no Rio da Prata por ser antidiabética e eliminadora de cálculos renais.

O quebra-pedra é extensamente utilizado na medicina popular como antidiabético, fazendo-se a decocção do córtex ou da planta inteira e tomando-se 2 a 3 copos/dia. A infusão das folhas (1%) também é empregada para este fim. Como diurético aconselha-se a ingestão da infusão combinada do córtex e das folhas. A infusão dos caules foliáceos é recomendada como purgante, antiictérico e antiséptico de lesões ulceradas. Aqui no Brasil o quebra-pedra é largamente utilizado como diurético, antiespasmódico e analgésico.

Uma decocçâo em leite da planta é administrada na icterícia e pode ser dada pela manhã e à noite. A planta toda também é empregada em algumas formas na hidropsia, gonorréia, amenorréia e outras afecções semelhantes. Brotos novos e tenros são administrados na forma de infusão para disenteria crônica. O suco do caule, misturado com óleo, é usado em problemas oculares. A planta, triturada com a raiz e misturada com água de arroz, é usada como cataplasma para úlceras, ferimentos e inchaços. Um cataplasma das folhas, com sal, cura coceira e outras afecções da pele. Como amargo estomacal, é útil na dispepsia.

7. PATA DE VACA

Bauhinia fortificata

Nomes populares: árvore orquídea, bauínia, capa-bode, casca-de-vaca, casco-de-burro, miroró, mororó, mororó-de-espinho, pata-de-vaca-branca, pé-de-boi, unha-de-anta, unha-de-boi, unha-de-vaca, unha-de-veado, pezuña de vaca, pesña de vaca (espanhol).

Partes usadas: folhas.

Propriedades medicinais: antidiabética, hipoglicêmica, purgativa e vermífuga. Indicações: diabetes e distúrbios do sistema urinário, regularizando a excreção de urina. No uso popular, é empregada algumas vezes para eliminar vermes intestinais, nos casos de prisão de ventre e na forma de emplastros para tratar de elefantíase e mordidas de cobra.

Contra-indicações: não há, se usada em doses terapêuticas. Em caso de gestação ou lactação, deve ser usada somente sob orientação médica.

Efeitos colaterais: não há, se usada em doses terapêuticas.

Planta originária da Ásia e que se adaptou muito bem ao Brasil, sendo encontrada hoje em diversas regiões do país. É uma planta ornamental, mas também muito utilizada para fins medicinais. Sua madeira é utilizada na carpintaria, para fabricação de móveis. A pata-de-vaca brasileira tem ainda outras utilidades: pode ser usada como cerca viva devido à presença de espinhos e, como cresce rapidamente, é recomendada para reflorestamento, além de ser plantada próxima a locais de criação de abelhas, pois produz muito pólen.

Árvore caducifólia, de crescimento rápido, que pode atingir até 10 metros de altura. A copa é arredondada e o tronco, tortuoso e ramificado em ramos frágeis ou pendentes, de onde saem espinhos. As folhas são verde-claras, ovais, de tamanho variado e compostas de dois folíolos unidos pela base. As flores são grandes, branco-avermelhadas, axilares ou terminais e florescem no verão e início do outono. Os frutos são do tipo legume (vargem), linear, achatados e escuros.

8. BOLDO-DO-CHILE

Peumus boldus

Nomes populares: boldo, boldo (inglês), boldo (espanhol) e boldo (italiano).

Partes usadas: folhas, óleo essencial e frutos.

Propriedades medicinais: anestésica, anódina, anti-helmíntica, anti-séptica, antibacteriana, antifúngica, antiinflamatória, antimicrobiana, antioxidante, carminativa, colagoga, colerética, demulcente, depurativa, desintoxicante, digestiva, diurética, estimulante, estimulante biliar, estomáquica, hepática, hepatoprotetora, hepatotônico, hipnótica, sedativa, tônica e vermífuga.

Indicações as folhas dessecadas e preparadas por decocção são usadas contra má-digestão, flatulência, afecções do fígado e da vesícula, hepatite, cálculos biliares, insônia, fraqueza orgânica, reumatismo, gota, problemas diuréticos, diarréia, prisão de ventre, febre e dispepsia. Os frutos são comestíveis.

Beleza: a ingestão do macerado do boldo (2 folhas para 1 copo de água, à noite e pela manhã) durante uma semana acaba com o cansaço da pele, dando-lhe viço e realce.

Contra-indicações: não deve ser usado durante a gravidez.

Efeitos colaterais: em altas doses pode provocar vômitos, diarréias e alterações do sistema nervoso (efeito narcótico). Pode ser abortivo e provocar hemorragias internas. Steinegger & Hansel (1988) relatam alguns efeitos colaterais que podem ser desencadeados pelo uso prolongado ou de altas doses do P. boldus: hepatotoxicidade, hiperemia da mucosa gastrointestinal, que pode levar a inflamações, distúrbios da coordenação, alterações psíquicas e convulsões. Esses efeitos são atribuídos à presença de ascaridol.

Originário dos Andes chilenos, o boldo-do-chile é encontrado também na Bolívia e no Peru e cultivado em alguns países da região mediterrânea (sul da Europa e norte da África). No Brasil, a planta é raramente encontrada, sendo muitas vezes confundida com outros tipos de boldo, também chamados de falsos-boldos (boldo-de-jardim ou Coleus barbatus, e assa-peixe ou boldo-baiano, da espécie Vernonia condensata. Veja também no nosso site as fichas dessas outras duas plantas). O boldo-do-chile é geralmente encontrado no Brasil em farmácias especializadas, na forma de elixir, tinturas e drágeas, ou no comércio de chás. As suas folhas foram estudadas pela primeira vez na Europa em 1896 pelo médico francês Dujardin Baumez. No entanto, seu uso é muito antigo: algumas de suas propriedades medicinais são conhecidas há séculos por grupos indígenas e povos da região andina. É conhecido também pelos sinônimos científicos Boldos fragans, Boldus fragans e Ruizia fragrans.

Árvore de ciclo perene que atinge até 15 metros de altura. As folhas são aromáticas, opostas, ovadas ou oblongas, obtusas, pecioladas, com 3 a 7 centímetros de comprimento, de cor verde-brilhante ou verde-acinzentada. Observada por transparência, contra uma fonte de luz intensa, sua folha mostra pontos translúcidos, formados por glândulas unicelulares, cheias de essência que lhe conferem um aroma característico, parecido com hortelã e cânfora. As flores, de sexos separados, são reunidas em inflorescências do tipo racimo, com flores pequenas e brancas. Os frutos são do ovóides, carnosos e com 5 a 7 mm de comprimento.

9. CAPIM LIMÃO

Herba cymbopogonis

Nomes populares: capim-cheiroso, capim-cidreira, capim-cidrilho, capim-de-cheiro e falsa-erva-cidreira, cymbopogonis (latim), lemon grass (inglês), hierba limón (espanhol), citronnelle (francês) e zitronengras (alemão).

Parte usada: folhas

Energia: fria

Sabor primário: picante, amargo

Vipaka: picante

Ação sobre os doshas: diminui PK, neutro para V

Propriedades medicinais: analgésica, anti-séptica, antiespasmódica, antimicrobiana, aromática, bactericida, calmante, carminativa, digestiva, diurética, emenagoga, sedativa e sudorífera.
Indicações: combate à insônia, para melhorar as dores de músculos doloridos, contra gases abdominais, cólicas uterinas e intestinais, afecções nervosas, dores da gripe, resfriados, tosse, catarro e disfunções gástricas. Na cosmetologia é utilizada para tratamento dos poros dilatados, acne, manchas e sardas, celulite, limpeza de pele e cabelos e limpeza de peles oleosas; usado também em perfumes e sabonetes. Seu óleo pode ser usado como repelente de pulgões e carrapatos quando misturado com água.

Contra-indicações: Para casos de dor abdominal de causa desconhecida e gastrite.

Efeitos colaterais: não foram encontrados na literatura consultada.

Dose: infusão, 20g de folhas/1 litro d’água, 4 a 5 xícaras/dia

O capim-limão é uma planta muito popular oriunda da Índia. Normalmente o campim-limão é confundido com a erva-cidreira (Melissa officinalis), não pela forma, pois são completamente diferentes, mas sim pelo uso e aroma. Tal qual a erva-cidreira, o capim-limão é muito empregado na forma de chás calmantes e soníferos. Atualmente, ele é encontrado em todo o Brasil, onde, no passado, foi muito utilizado no combate à erosão da terra.

O capim limão é uma planta de porte herbáceo, rizomatosa, de ciclo perene e que se desenvolve formando touceiras grandes e densas de até 2 metros. Os rizomas são curtos e com nós bem marcados. As folhas são verde-claras, lineares, alongadas, de textura áspera, finamente estriadas, com bordos lisos e cortantes.

Fonte: www2.mtc.med.br

O que é Fitoterapia?

A palavra Fitoterapia deriva dos termos “Phyton” = vegetal e “Therapeia” = terapia e, segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, significa “Tratamento de doença mediante o uso de plantas”.

A palavra Fitoterapia deriva dos termos “Phyton” = vegetal e “Therapeia” = terapia e, segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, significa “Tratamento de doença mediante o uso de plantas”.

Sendo assim, a fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas. No entanto, no Brasil para que um medicamento seja considerado fitoterápico, ele não deve ter, em sua composição, substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal.

As matérias-primas dos fitoterápicos são plantas (folhas, caule, flores, raízes ou frutos) com efeitos farmacológicos medicinais, alimentícios, coadjuvantes técnicos ou cosméticos.

Definições de Fitoterápicos segundo a Legislação brasileira

Seguem abaixo, definições de medicamento fitoterápico segundo a Legislação. As definições estão citadas em ordem crescente de data, para que possamos perceber as alterações ao longo do tempo.

A primeira norma encontrada é a Portaria 22 de 30 de outubro de 1967, emitida pelo Ministério da Saúde, que estabelece normas para o emprego de preparações fitoterápicas:

Entende-se por produto fitoterápico a preparação obtida de droga de origem vegetal.

A norma seguinte somente ocorreu trinta anos depois, com a Portaria nº 123, de 19 de outubro de 1994, emitida pelo Ministério da Saúde - Secretaria de Vigilância Sanitária, e estabelece as normas para o registro de produtos fitoterápicos:

Produto fitoterápico: é todo medicamento manufaturado obtido exclusivamente de matérias-primas ativas vegetais, com a finalidade de interagir com meios biológicos, a fim de diagnosticar, suprimir, reduzir ou prevenir estados e manifestações patológicas, com benefício para o usuário. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade; é o produto final acabado, embalado e rotulado. Substâncias ativas isoladas ou misturas obtidas pela adição de substâncias ativas isoladas não são consideradas produtos fitoterápicos. Produtos que apresentem a adição de substâncias ativas de outras origens não são considerados produtos fitoterápicos. Adjuvantes farmacêuticos podem estar incluídos na preparação.

Nesta norma, já houve a preocupação com sua finalidade, conhecimento de sua eficácia, risco e forma de apresentação e de preparo. Ainda nesta Portaria, outra definição é citada, ressaltando a definição do preparado fitoterápico, incluindo seus derivados:

Preparação Fitoterápica: é produto vegetal triturado, pulverizado, rasurado; extrato, tintura, óleo essencial, gordura vegetal, suco e outros, obtido de drogas vegetais, através de operações de fracionamento, extração, purificação ou concentração, utilizada na obtenção de produto fitoterápico.

Um ano depois, a Portaria nº 6, de 31 de janeiro de 1995, que instituiu e normatizou o registro de produtos fitoterápicos junto ao Sistema de Vigilância Sanitária, emitido já pela atual ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publica uma nova definição, porém, com poucas alterações:

Produto Fitoterápico: é todo medicamento tecnicamente obtido e elaborado, empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais com finalidade profilática, curativa ou para fins de diagnósticos, com benefício para o usuário. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade: é o produto final acabado, embalado e rotulado.

Na sua preparação, podem ser utilizados adjuvantes farmacêuticos permitidos pela legislação vigente. Não podem estar incluídas substâncias ativas de outras origens, não sendo considerado produto fitoterápico quaisquer substâncias ativas, ainda que de origem vegetal, isoladas ou mesmo suas misturas.

Esta portaria ficou em vigor por 5 anos, quando a RDC 17 de 24 de fevereiro de 2000, revogou todas as outras normas estabelecidas anteriormente. Esta resolução dispunha sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e foi emitida pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A definição sofreu alterações apenas de redação, mas nela podemos agora, encontrar termos pela qual poderiam ser classificados os medicamentos fitoterápicos quanto ao seu uso.

Medicamento fitoterápico: medicamento farmacêutico obtido por processos tecnologicamente adequados, empregando-se exclusivamente matérias-primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais.

Medicamento fitoterápico novo: aquele cuja eficácia, segurança e qualidade, sejam comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro, podendo servir de referência para o registro de similares.

Medicamento fitoterápico tradicional: aquele elaborado a partir de planta medicinal de uso alicerçado na tradição popular, sem evidências, conhecidas ou informadas, de risco à saúde do usuário, cuja eficácia é validada através de levantamentos etnofarmacológicos e de utilização, documentações tecnocientíficas ou publicações indexadas.

Medicamento fitoterápico similar: aquele que contém as mesmas matérias-primas vegetais, na mesma concentração de princípio ativo ou marcadores, utilizando a mesma via de administração, forma farmacêutica, posologia e indicação terapêutica de um medicamento fitoterápico considerado como referência.

Abaixo, segue a Resolução RDC nº 48, de 16 de março de 2004, emitida pela ANVISA, que dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e revoga a RDC 17 de 24 de fevereiro de 2000.

Fitoterápico: medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Sua eficácia e segurança é validada através de levantamentos etnofarmacológicos de utilização, documentações tecnocientíficas em publicações ou ensaios clínicos fase 3. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais.

Nesta resolução foi acrescentada a forma pela qual a segurança e a eficácia do medicamento fitoterápico deve ser comprovada. Pela primeira vez, temos a citação de estudos clínicos de fase 3 para a classificação do medicamento. Esta é a definição que está em vigor até os dias de hoje.

Monitorização terapêutica

Assim como os medicamentos tradicionais, ao administrar certas plantas medicinais a uma pessoa, alguns exames devem ser solicitados durante sua utilização, a fim de acompanhar o surgimento de reações adversas ou tóxicas. A listagem abaixo indica o nome popular da planta, seu nome científico e a relação de exames a serem realizados durante a utilização do fitoterápico indicado.

Absinto

Nome científico: Artemisia absinthium
Função renal / eletrólitos

Alfavaca

Nome científico: Ocimum basilicum
Glicemia

Algas pardas

Nome científico: Laminaria digitata, L.japonica, L.saccharina, Macrocystis pyrifera
Provas de coagulação

Alho

Nome científico: Allium sativum
Hemograma completo

Aloés

Nome científico: Aloe vera
Função renal / eletrólitos

Altéia

Nome científico: Althaea officinalis
Glicemia

Angélica

Nome científico: Angelica officinalis
Provas de coagulação

Azeda

Nome científico: Rumex acetosa
Provas de função hepática
Função renal / eletrólitos

Baga-de-loureiro

Nome científico: Myrica cerifera
Provas de função hepática

Betônica

Nome científico: Stachys officinalis
Provas de função hepática

Bistorta

Nome científico: Polygonum bistorta
Provas de função hepática

Borragem

Nome científico: Borago officinalis
Provas de função hepática

Buchu

Nome científico: Barosma betulina
Provas de função hepática

Cáscara sagrada

Nome científico: Rhamnus purshiana
Função renal / eletrólitos

Castanha-da-Índia

Nome científico: Aesculus hippocastannum
Provas de coagulação

Caullophyllum

Nome científico: Caulophyllum thalictroides
Glicemia

Cava-cava

Nome científico: Piper methysticum
Hemograma completo

Centelha asiática

Nome científico: Centella asiatica
Glicemia

Chaparral

Nome científico: Larrea tridendata
Provas de função hepática

Choupo

Nome científico: Populus alba
Provas de função hepática
Provas de coagulação

Condurango

Nome científico: Marsedenia condurango
Provas de função hepática

Cúrcuma

Nome científico: Curcuma longa
Provas de coagulação

Dente-de-leão

Nome científico: Taraxacum officinale
Glicemia

Escutelária

Nome científico: Scutellaria laterifolia
Provas de função hepática

Eupatório

Nome científico: Eupatorium perforatum
Provas de função hepática

Feno-grego

Nome científico: Trigonella foenum-graecum
Provas de coagulação
Glicemia

Gaultéria

Nome científico: Gaultheria procumbens
Provas de coagulação

Gengibre

Nome científico: Zingiber officinale
Provas de coagulação

Gingko biloba

Nome científico: Gingko biloba
Provas de coagulação

Ginseng

Nome científico: Panax quinquefolius
Glicemia

Ipê-roxo

Nome científico: Tabebuia impetiginosa
Provas de coagulação

Jaborandi

Nome científico: Pilocarpus jaborandi
Provas de função hepática

Khella

Nome científico: Amni visnaga
Provas de função hepática

Labaça

Nome científico: Rumex crispus
Função renal / eletrólitos

Ligústica

Nome científico: Levisticum officinale
Função renal / eletrólitos

Mamona

Nome científico: Ricinus communis
Função renal / eletrólitos

Mirra

Nome científico: Commiphora molmol
Glicemia

Mirto

Nome científico: Commiphora molmol
Glicemia

Mitchella repens

Nome científico: Mitchella repens
Provas de função hepática

Pepino

Nome científico: Cucumis sativus
Função renal / eletrólitos

Podófilo

Nome científico: Podophyllum peltatum
Hemograma completo
Provas de função hepática
Função renal / eletrólitos

Prímula

Nome científico: Primula officinalis
Provas de função hepática

Pulmonária

Nome científico: Pulmonaria officinalis
Provas de coagulação

Ratanha

Nome científico: Krameria triandra
Provas de função hepática

Romã

Nome científico: Punica granatum
Provas de função hepática

Salgueiro

Nome científico: Salix alba
Provas de função hepática
Função renal / eletrólitos
Provas de coagulação

Salsaparrilha

Nome científico: Smilax aristochiifolia
Função renal / eletrólitos

Sálvia

Nome científico: Salvia officinalis
Glicemia

Saponária

Nome científico: Saponaria officinalis
Provas de função hepática
Função renal / eletrólitos

Tasneira

Nome científico: Senecio jacobae
Provas de função hepática

Trevo-dos-prados

Nome científico: Trifolium pratense
Provas de coagulação

Unha-de-gato

Nome científico: Uncaria tomentosa
Provas de coagulação

Uva-ursina

Nome científico: Arctostaphylos uva-ursi
Função renal / eletrólitos

Valeriana

Nome científico: Valeriana officinalis
Provas de função hepática

Verônica

Nome científico: Veronicastrum virginicum
Provas de função hepática

Viburno

Nome científico: Viburnum prunifolium
Provas de coagulação

Fonte: www.fitoterapia.com.br

Entre o conhecimento popular e o científico

A fitoterapia tem se tornado cada vez mais popular entre os povos de todo o mundo. Há inúmeros medicamentos no mercado que utilizam em seus rótulos o termo "produto natural". Produtos à base de ginseng, carqueja, guaraná, confrei, ginko biloba, espinheira santa e sene são apenas alguns exemplos. Eles prometem, além de maior eficácia terapêutica, ausência de efeitos colaterais. Grande parte utiliza plantas da flora estrangeira ou brasileira como matéria-prima. Os medicamentos à base de plantas são usados para os mais diferentes fins: acalmar, cicatrizar, expectorar, engordar, emagrecer e muitos outros.

É essa utilização das plantas para o tratamento de doenças que constitui, hoje, um ramo da medicina conhecido como fitoterapia. A fitoterapia, apesar de ser considerada por muitos como uma terapia alternativa, não é uma especialidade médica, como a homeopatia ou a acupuntura, e se enquadra dentro da chamada medicina alopática.

O uso das plantas como remédio é provavelmente tão antigo quanto a própria humanidade. Nas Ilhas Oceânicas, por exemplo, há séculos a planta kava kava (Piper methysticum) é usada como calmante. Durante muito tempo, foi utilizada em cerimônias religiosas, para um tipo de "efeito místico". Depois, cientistas alemães comprovaram que seu extrato tem efeito no combate à ansiedade.

No entanto, é preciso ter cautela. A crença popular de que as plantas não fazem mal, estimulada ainda mais por fortes apelos de marketing, faz com que o quadro fique um tanto distorcido. "Havia um conceito pré-estabelecido, popular, de que o que vem da natureza não faz mal. Isso não é correto", lembra Elisaldo Carlini, pesquisador do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Quem é que não sabe que a planta conhecida como "Comigo ninguém pode" é extremamente tóxica e pode matar? E afinal, estricnina, morfina e cocaína também são produtos naturais.

Todo medicamento, inclusive os fitoterápicos, deve ser usado segundo orientação médica. É claro que dificilmente chega-se a uma overdose de chá de boldo. Mas há ainda muitas plantas cujos efeitos não são bem conhecidos e seu uso indiscriminado pode prejudicar a saúde. Por outro lado, vários estudos científicos comprovam que a fitoterapia pode oferecer soluções eficazes e mais baratas para diversas doenças.

Para Carlini, os preconceitos em relação ao uso de fitoterápicos estão diminuindo. "O uso da fitoterapia como prescrição até há pouco tempo não era aceito pelos próprios cientistas. Ela era considerada uma medicina inferior, alternativa, principalmente por conta dos benefícios propagados por aproveitadores e charlatões. Era vista como 'medicina popular`, desenvolvida à base de plantas que podiam ser encontradas na quitanda, na loja de artigos de umbanda, casas de chás, praças, etc", diz.

Segundo o pesquisador, o conceito de uso dos fitoterápicos vem sendo modificado graças a produtos que os próprios médicos vêm utilizando e que têm base científica comprovada: "O crescimento do uso de fitoterápicos deve-se à competência científica de estudar, testar e recomendar o uso de determinadas plantas para usos específicos", afirma.

É considerado fitoterápico toda preparação farmacêutica (extratos, tinturas, pomadas e cápsulas) que utiliza como matéria-prima partes de plantas, como folhas, caules, raízes, flores e sementes, com conhecido efeito farmacológico. O uso adequado dessas preparações traz uma série de benefícios para a saúde humana ajudando no combate a doenças infecciosas, disfunções metabólicas, doenças alérgicas e traumas diversos, entre outros. Associado às suas atividades terapêuticas está o seu baixo custo; a grande disponibilidade de matéria-prima (plantas), principalmente nos países tropicais; e a cultura relacionada ao seu uso.

Quais são, então, os riscos e benefícios dos fitoterápicos?

Usos e abusos da fitoterapia

Quando utilizados de maneira adequada, os fitoterápicos apresentam efeitos terapêuticos, às vezes, superiores aos dos medicamentos convencionais, com efeitos colaterais minimizados.

Um exemplo é a valeriana (Valeriana officinalis) que vem sendo usada no tratamento de insônia e que, ao contrário dos medicamentos convencionais, não provoca dependência nem tolerância. No entanto, se ingerida em grandes quantidades e por tempo prolongado, ela pode ser tóxica para o fígado.

A utilização inadequada dos fitoterápicos, como a automedicação, pode trazer uma série de efeitos colaterais. Entre os principais problemas causados por seu uso indiscriminado e prolongado estão as reações alérgicas, os efeitos tóxicos graves em vários órgãos e mesmo o desenvolvimento de certos tipos de câncer. Elisaldo Carlini, pesquisador da Unifesp, chama a atenção para a importância de educar a população, conscientizando-a sobre o uso adequado das plantas e medicamentos ditos naturais.

Artigo publicado na revista Archives of International Medicine (veja a bibliografia) mostra que 4% das causas de internação de pacientes em hospitais na Coréia do Sul é devida ao uso abusivo de plantas medicinais. O mesmo acontece em outros países asiáticos. No Brasil não há dados precisos, uma vez que problemas como esse não são de notificação obrigatória ao serviço de saúde.

Fitocomplexo

Os fitoterápicos, de maneira geral, possuem efeitos mais suaves, o que pode explicar a redução dos efeitos colaterais. Ao contrário dos medicamentos convencionais, que possuem quantidades conhecidas de princípios ativos isolados, ou seja, das substâncias responsáveis pelos efeitos, nos fitoterápicos os princípios ativos não são isolados. Eles coexistem com uma série de outras substâncias presentes na plantas. Em cada planta, apenas uma parte é utilizada para a formulação de medicamentos. A diversidade de substâncias existentes nessas partes é chamada de fitocomplexo, que é responsável pelo efeito terapêutico mais suave e pela redução dos efeitos colaterais. O efeito terapêutico da valeriana, por exemplo, só é atingido quando se administra o fitocomplexo. Quando o princípio ativo é administrado isoladamente, não há efeito significativo.

Qualidade dos medicamentos

O crescimento do mercado de fitoterápicos e seu uso indiscriminado, baseado na crença de ausência de efeitos colaterais, têm gerado certa preocupação entre os cientistas. Vários artigos publicados na Archives of International Medicine, mostram que a maioria das plantas medicinais e chás vendidos no mundo não é licenciada, ou seja, está à disposição dos consumidores de maneira clandestina. Também falta regulamentação e controle de qualidade adequado para a comercialização. A maior parte desses produtos está no mercado sem nenhum critério científico.

Além disso, a automedicação é um grande problema, porque muitas pessoas utilizam plantas que crescem nos próprios quintais ou as coletam em terrenos baldios ou florestas. Eventualmente, essas plantas são confundidas com outras que possuem características semelhantes, como o mesmo tipo de folhas, flores, frutos, caules ou raízes.

As pessoas que se automedicam também desconhecem que a quantidade de princípios ativos contida nas plantas pode variar de acordo com a idade da planta, a época da colheita, o tipo de solo, a parte utilizada e as condições de estocagem. E as plantas que crescem muito próximas a rodovias apresentam concentração elevada de metais como chumbo, zinco e alumínio, entre outros, cujos efeitos podem ser indesejáveis.

O caso do confrei - Um exemplo marcante sobre efeito tóxico de plantas medicinais no Brasil está relacionado ao uso do confrei. No início dos anos 80 foi amplamente divulgado na imprensa que esta planta teria fantásticas propriedades terapêuticas para uma série de doenças, incluindo a leucemia e até mesmo o câncer. A partir daí, muitas pessoas passaram a ingerir suco de confrei (folhas com água batidas no liqüidificador) regularmente.

No entanto, estudos toxicológicos posteriores mostraram que o confrei possui uma substância extremamente tóxica para o fígado, o que acabou culminando na proibição de sua indicação para uso interno. Já quando usado externamente, o confrei apresenta excelentes propriedades cicatrizantes.

Mas uma das maiores vantagens da fitoterapia está na redução de custos...

Fitoterapia

Fitoterapia é uma saída para reduzir gastos no sistema público de saúde

Num país como o Brasil, onde a população carente não só tem dificuldades para obter os medicamentos convencionais mas também adoece muito mais, o uso criterioso da fitoterapia no sistema público de saúde pode ser uma alternativa para a redução do custo dos medicamentos.

Enquanto na região Sudeste os medicamentos convencionais ainda são os mais prescritos pelos médicos, estados como o Ceará e a Paraíba desenvolvem algumas iniciativas bem sucedidas de uso de medicamentos não-convencionais.

A experiência mais antiga é da Universidade Federal do Ceará (UFCE) que em 1983 começou a implantar o programa Farmácias Vivas, sob a coordenação do professor José Abreu Matos. Seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o programa oferece assistência farmacêutica fitoterápica de base científica às comunidades mais carentes de Fortaleza, aproveitando as plantas de ocorrência local ou regional dotadas de atividade terapêutica comprovada.

O programa vem mostrando seus resultados. Dados de 1995 mostram, por exemplo, que para os casos de amebíase e giardíse (doenças parasitárias muito comuns) cápsulas de hortelã têm efeito comprovado e custavam, à época, R$ 0,96 enquanto que o medicamento convencional, Flagyl (da Rhodia) custava R$ 4,12. Outro exemplo é o xarope de cumaru-malvariço-hortelã japonesa, utilizado como broncodilatador e expectorante, que custava R$ 1,30 ao passo que o Aerolin (da Glaxo) custava R$ 2, 17.

O Farmácias Vivas de Fortaleza já se tornou referência para outras faculdades de Farmácia do Nordeste brasileiro. Em 1998, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), após 10 anos de pesquisas com fitoterápicos, começou a implantar o projeto no seu hospital universitário, com financiamento da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Em breve estará sendo iniciado atendimento ambulatorial, no qual serão feitas avaliações clínicas de uma planta com propriedades broncodilatadoras. O nome da planta por enquanto é segredo, pois, segundo a professora Rinalda A. G. de Oliveira, da Faculdade de Farmácia, a universidade pretende patenteá-la.

Outra iniciativa é a da Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba que a partir de 1998 começou a implantar o Programa de Alternativas Alimentares, Terapias Complementares, Homeopatia e Acunpuntura (PROACHA), sendo que a fitoterapia está contemplada dentro das terapias complementares.

Os médicos, de modo geral, aceitam bem a fitoterapia, mas não a prescrevem por falta de conhecimento técnico, fruto de uma educação deficiente nessa área, conforme mostrou uma consulta realizada pela Secretaria de Saúde. Para suprir essa demanda, as universidades Federal e Estadual da Paraíba já oferecem a disciplina de fitoterapia para alguns cursos da área de saúde.

Trabalho Interdisciplinar - Implantar a fitoterapia no sistema de saúde não é um trabalho fácil, pois envolve diversos profissionais, como médicos (para prescrever), farmacêuticos (para manipular) e agrônomos (para planejar o cultivo das plantas), entre outros. Além disso, é necessário conhecimento técnico sobre as plantas, seus efeitos terapêuticos e tóxicos, parte utilizável, via de administração e um bom banco de dados de referências bibliográficas. Tudo isso só é possível através da pesquisa contínua, desenvolvida dentro das universidades.

Tão importante quanto a pesquisa é a divulgação e o ensino da fitoterapia nos cursos de graduação da área de saúde, para que aos poucos vá se formando uma nova mentalidade, que proteja e ao mesmo tempo utilize o potencial da flora brasileira, colocando-o, de maneira mais acessível, à serviço da saúde.

Biodiversidade e indústria

Brasil tem 10 mil espécies de plantas medicinais e aromáticas

O Brasil abriga 55 mil espécies de plantas, aproximadamente um quarto de todas as espécies conhecidas. Destas, 10 mil podem ser medicinais, aromáticas e úteis. É o que aponta estudo realizado por Lauro Barata e Sérgio Queiroz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), denominado Contribuição Efetiva ou Potencial do PADCT para o Aproveitamento Econômico Sustentável da Biodiversidade (vide bibliografia). Segundo os pesquisadores, o mercado mundial de produtos farmacêuticos, cosméticos e agroquímicos soma aproximadamente U$ 400 bilhões ao ano, o que dá a dimensão da enorme oportunidade existente para os produtos brasileiros.

Só no setor de medicamentos, de acordo com o pesquisador Luiz Carlos Marques, do Departamento de Farmácia e Farmacologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o volume de vendas de fitoterápicos no mundo já atingiu a cifra de US$ 13,9 milhões ao ano. O valor representa cerca de 5% do total de vendas no mercado global de medicamentos.

O interesse pelos produtos naturais tem origem em fatores comportamentais, biológicos, farmacológicos, biotecnológicos e químicos, que produziram uma mudança na estratégia das empresas, que passaram visar ao mercado dos produtos originados de plantas. Segundo Barata e Queiroz, a literatura especializada tem mostrado que esta guinada em direção aos produtos naturais se inspira em grande medida nas florestas tropicais do Brasil, China e Índia. Esses países são considerados verdadeiros mananciais de moléculas bio-ativas.

O potencial da flora brasileira também é comprovado por Elisaldo Carlini, do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): "Tomemos como exemplo que nem todas as espécies tem fins terapêuticos. A Suíça, por exemplo, pode ter uma única espécie em sua vasta flora que atenda às finalidades terapêuticas; a Alemanha possui mais de 20 espécies; o Reino Unido, 100 espécies; o México, 3 mil e o Brasil mais de 25 mil plantas nativas. Isso somente na Amazônia, fora o Pantanal, o cerrado e a caatinga; cada região com sua flora característica e enorme potencial de investigação científica", diz.

Industrialização

Segundo Carlini, cientistas e laboratórios do exterior começam a perceber o potencial da fitoterapia e não somente para populações menos favorecidas. Para ele, a indústria brasileira está disposta a colaborar mas faltam incentivos à pesquisa no Brasil: "É necessário e urgente investir em pesquisa. Não adianta querer impedir uma corrida à nossa flora se nós não podemos competir. Precisamos nos preparar para essa corrida, só assim poderemos competir", declara.

As empresas brasileiras encontram-se em estágio de desenvolvimento suficiente para a fabricação de produtos farmacêuticos. "Embora com qualidade deficiente, a indústria brasileira já produz fitoterápicos", dizem Lauro Barata e Sérgio Queiroz. Os medicamentos vendidos em farmácias no Brasil, contendo produtos naturais, associados ou não, renderam aproximadamente U$ 470 milhões em 1994.

Mas o Brasil também exporta plantas medicinais para serem processadas no exterior, embora tenha tecnologia para fazer esta operação internamente. Dados do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apontam que o volume de plantas exportadas triplicou nos anos de 1993 a 1995.

A quantidade de medicamentos patenteados pela indústria farmacêutica brasileira é praticamente nula, se comparado com a indústria estrangeira. Uma das limitações está no fato de que 70% do mercado é controlado por empresas transnacionais. Apesar disso, as universidades já começam a desenvolver suas próprias patentes. Um exemplo é o do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que tem duas patentes desenvolvidas com a colaboração de indústrias brasileiras e está desenvolvendo parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), juntamente com um laboratório brasileiro, para um novo preparado fitoterápico.

Um grande problema da exploração da flora para formulação de medicamentos é o risco de extinção das espécies.

Fitoterapia

Risco de extinção e fraudes: um alerta aos consumidores

Se, de um lado, a flora brasileira permite um potencial amplo para o desenvolvimento da indústria farmacêutica, de outro, cientistas começam a se preocupar com a exploração irracional desta flora, que poderia estar levando algumas espécies à extinção.

Por causa da coleta indiscriminada, já há dificuldade para encontrar algumas espécies. Um exemplo é o da Pfáfia paniculata, cujas propriedades são semelhantes às do ginseng coreano. Segundo o professor Luis Carlos Marques, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), é praticamente impossível encontrar Pfáfia paniculata no mercado de matéria-prima e os produtos à venda que acusam essa espécie no rótulo estão na verdade utilizando outras variedades como a Pfáfia glomerata.

Outra espécie ameaçada é o jaborandi (Pilocarpus jaborandi), muito utilizado em formulações cosméticas. Esta planta faz parte da Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, publicada em 1992 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Controle de qualidade - Um dos grandes problemas no mercado de fitoterápicos no Brasil está relacionado ao controle de qualidade. Fraudes e adulterações são muito comuns e ocorrem por diversos fatores tais como a falta de conhecimento dos produtores e distribuidores e a fiscalização deficiente. O consumidor brasileiro deve tomar cuidado e tentar comprar fitoterápicos apenas de produtores confiáveis. "Mesmo assim, há risco. O mercado de fitoterápicos brasileiro é enganoso, a começar pelos extratores, que não são confiáveis", alerta a bióloga Gemima Born, pesquisadora da organização não-governamental Vitae Civilis.

Pagos pela indústria para tirar da natureza as plantas necessárias à confecção dos comprimidos, extratos e chás, os extratores são normalmente moradores de regiões próximas às matas. São, portanto, pessoas que, teoricamente, conhecem as espécies. "Só que quem manda é o pedido", explica Gemima Born. "Se mandarem o sujeito trazer uma tonelada de espinheira santa de uma vez, ele vai no mato e pega tudo o que puder até completar o pedido: mesmo que não seja espinheira santa. E aí quem sai perdendo é o consumidor, porque nem nas indústrias é feito teste para checagem do material coletado", diz.

Há exceções, claro, especialmente entre os produtores que realizam seu próprio cultivo. Mas como até plantar no Brasil é uma tarefa árdua e carente de incentivo, a situação fica complicada. "Isto está sendo contornado, na China, por exemplo, com a criação de plantações planejadas só para a produção medicinal", explica o médico fitoterapeuta Norvan Martino Leite. "São tomados cuidados com a insolação, irrigação e tudo o que possa potencializar os efeitos desejados. Mas pouco se vê disto no Brasil, ainda", diz Leite.

Uma dica para os consumidores é que eles se certifiquem, por meio dos serviços de atendimento ao consumidor, de que a empresa faz controle de qualidade da matéria-prima e de que esta é obtida por de cultivo. Essa é uma maneira de deixar os produtos fraudulentos envelhecendo na prateleira, protegendo a saúde de quem os consome e a diversidade da flora brasileira.

Fonte: www.comciencia.br

Fitoterapia

UMA ALTERNATIVA PARA QUEM?

É cada vez maior o interesse sobre plantas e suas possíveis aplicações terapêuticas. O repertório de plantas usadas tradicionalmente é rico, predominando as formulações vegetais sobre os remédios de origem mineral e animal, também muito difundidos nas práticas da medicina popular brasileira.

A medicina popular e o conhecimento específico sobre o uso de plantas é o resultado de uma série de influências culturais, como a dos colonizadores europeus, dos indígenas e dos africanos. Os descobrimentos e a conquista de novas terras por parte dos colonizadores tiveram diversas conseqüências. Uma delas, talvez a mais notável, tenha sido o fato de que muitas plantas hoje empregadas na medicina popular, foram introduzidas no início da colonização do Brasil. Não só plantas medicinais estiveram envolvidas nesse movimento de plantas entre os continentes, mas também muitas hortaliças.

Ao lado da flora medicinal "colonizadora" ou européia, posicionam-se as plantas medicinais utilizadas pelos indígenas, profundos conhecedores dos recursos das florestas, sejam eles medicinais ou não. De outro lado, logo no início do comércio escravo, o africano ofereceu ao conjunto citado acima sua parcela de colaboração, pela introdução de espécies da África. No entanto, a pressão dos colonizadores fez com que o conhecimento indígena e africano fosse relegado gradualmente ao abandono, proibido de ser exercido, uma vez que muitos consideravam o conhecimento desses grupos como "inferior", "primitivo"; a resistência desses grupos foi revertendo sensivelmente o quadro, ao longo de muitas décadas até os dias atuais.

Tal conjunto de conhecimentos sobre o uso de plantas forma hoje a "fitoterapia popular", uma prática alternativa optada por milhares de brasileiros que não têm acesso às práticas médicas oficiais devido aos altos custos, principalmente no que respeita a consultas médicas e medicamentos. O conhecimento tradicional sobre o uso de plantas na sociedade moderna e urbana, concentrado nas mãos de especialistas populares (erveiros, rezadeiras etc), tem demonstrado sua eficácia e validade em muitos casos. No entanto, nem todas as práticas e receitas populares são eficazes, ao contrário, muitas podem ser altamente danosas à saúde. Na realidade, existe muita desinformação e empirismo simplista no campo da fitoterapia. Com essa preocupação, a equipe do LEBA (Laboratório de Etnobotânica e Botânica Aplicada) do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco, elaborou uma pequena cartilha com informações básicas sobre o uso de plantas medicinais. As informações selecionadas para a cartilha basearam-se em pesquisas realizadas pelo grupo, onde se verificou que as pessoas utilizavam incorretamente muitas plantas medicinais, algumas das quais de uso restrito dada a sua toxicidade. Uma outra constatação da equipe do LEBA é que muitas pessoas substituem a receita do seu médico, sem qualquer orientação, por um remédio a base de plantas medicinais. Fazem-no por diversas razões, das quais as principais são: 1) ausência de recursos financeiros para adquirir medicamentos receitados, o que muitas vezes compromete grande parte da renda familiar; 2) medo de efeitos indesejáveis; 3) opção por medicamentos e consultas junto a especialistas populares.

O primeiro fator apontado é que tem levado muitos setores da sociedade a desenvolverem programas de assistência fitoterápica baseada nas práticas e saberes populares, tradicionalmente transmitidos, sobre o uso de plantas. Muitos desses programas, assentados em bases não científicas, contribuem para agravar o problema social do uso indiscriminado de medicamentos. Muito embora se reconheça a legitimidade do conhecimento tradicional, uma planta para ser usada em qualquer atividade ou programa de fitoterapia deve ser cientificamente validada. E de que consiste isso? São várias etapas, que vão desde a verificação se a atividade atribuída existe, e a avaliação dos riscos de seu uso, até a sua produção industrial. É essa luta por uma fitoterapia dita científica que precisa ser perseguida por todas as pessoas comprometidas com o estudo de plantas medicinais e o seu retorno social. Esperar a produção industrial de um medicamento fitoterápico é um processo longo e custoso e que no final não traria grandes benefícios para as camadas populares.

Diante das carências financeiras, parece fora de dúvida que a fitoterapia é uma alternativa viável para a maioria dos brasileiros. Mas como oferecer um serviço de assistência fitoterápica de bases científicas à população? Se por um lado existe a necessidade de intensificação de estudos com os potenciais florísticos do Brasil visando a descoberta ou comprovação de plantas usadas popularmente, por outro é preciso reverter os conhecimentos adquiridos em benefício das pessoas e obter um maior envolvimento da classe médica. Conquanto já foram realizados muitos estudos comprovando cientificamente as atividades popularmente atribuídas a muitas plantas, muitos profissionais da área médica possuem a concepção de que fitoterapia nada mais é do que um conhecimento baseado em crendice popular.

Para se ter uma idéia da importância das drogas obtidas de plantas medicinais, merece ser dito que cerca de 119 substâncias extraídas dessas plantas são utilizadas em todo o mundo, como a digitalina (cardiotônico), emetina (amebicida), escopolamina (sedativo), vimblastina e vincristina (antitumorais). Justamente em função disso devem ser incentivadas pesquisas na área, uma vez que o Brasil é um país privilegiado em termos de biodiversidade. Se ocorreu nos paises desenvolvidos um crescente declínio da fitoterapia pelo uso cada vez crescente e predominância da quimioterapia de síntese, nos países em desenvolvimento, a seu turno, a situação é exatamente oposta. No caso do Brasil, pela sua riqueza e efervescência cultural, onde não há o preenchimento das necessidades de medicamentos essenciais, a fitoterapia surge como uma opção realista de política sanitária. Por isso, uma atenção muito especial deve ser dada às práticas populares, o seu saber e técnicas, e agir com base nos recursos localmente disponíveis.

A NATUREZA AO SEU ALCANCE

Abaixo apresentamos o material produzido pelo LEBA, destinado a esclarecer as pessoas sobre o uso correto de plantas medicinais.

A natureza ao seu alcance é uma cartilha que nasceu com dois simples propósitos: esclarecer as pessoas comuns sobre o uso correto de plantas medicinais, e orientá-las em como obter e cuidar dessas plantas sem prejudicar a natureza. É um trabalho que foi escrito com muito cuidado e carinho, e dedicado principalmente aos que lidam com plantas medicinais no seu dia-a-dia, tais como erveiros e pessoas que normalmente usam e compram plantas medicinais. Selecionou-se 17 espécies segundo os seguintes critérios: plantas de fácil obtenção e bastante conhecidas; com propriedades terapêuticas cientificamente avaliadas; que servissem para o conjunto de doenças que foram selecionadas neste trabalho. A seleção dessas doenças baseou-se em pesquisas realizadas pela equipe do LEBA, que identificou os problemas mais comuns para os quais as pessoas usam plantas medicinais. Por isso, caro leitor, recomenda-se que você leia completamente esta cartilha antes de preparar qualquer medicamento com as plantas aqui sugeridas.

O que você precisa saber sobre plantas medicinais

O que são plantas medicinais?

São plantas utilizadas na cura e tratamento de doenças, na visão popular. Nem tudo aquilo que o povo usa para tratar determinada doença é bom e realmente serve. As pessoas precisam tomar conhecimento de que, mesmo sendo um medicamento natural, as plantas podem causar problemas de saúde se forem usadas de maneira errada. Os cientistas utilizam outros critérios, além desse, para considerar uma planta como medicinal.

Quais as vantagens de utilizar plantas medicinais?

É uma alternativa barata e de fácil obtenção, porque as plantas podem ser encontradas até mesmo nas vizinhanças de casas. Além disso, muitas plantas já tiveram sua eficácia comprovada pelos cientistas.

Utilizar apenas plantas medicinais resolve qualquer problema de saúde?

Dependendo da doença é necessário acompanhamento médico, pois a doença pode ser mais grave do que se pensa e o estado do doente pode se agravar. Evite usar plantas medicinais no tratamento de doenças graves, só o faça se o seu médico tiver conhecimento.

Além da utilização de plantas medicinais que outros cuidados podemos ter para obter melhores resultados e ter boa saúde?

beber bastante água;

ter uma alimentação com pouca gordura;

tomar banho de sol pela manhã;

evitar tomar bebidas alcóolicas

não fumar.

Quais os cuidados que se deve ter na hora de preparar medicamentos com plantas medicinais?

preparar o medicamento, preferencialmente, com plantas colhidas a pouco tempo;

usar apenas plantas que sejam do seu conhecimento; na dúvida consulte alguém mais experiente;

não pegar plantas perto de fossas, lixos, esgotos, locais tratados com agrotóxicos e na beira de estradas (porque a fumaça dos veículos pode conter substâncias tóxicas que ficam na planta);

não utilizar plantas que estejam mofadas, velhas e com bichos;

ter o cuidado de lavar bem a parte da planta a ser usada;

no caso de preparar o chá com folhas secas, secá-las à sombra e em locais arejados, pois os raios solares podem eliminar parte das substâncias curativas;

quando for utilizar raízes secas, picar em pequenos pedaços antes de secar; após a secagem, guardar em vidro escuros ou caixas bem fechadas, com o nome da planta;

não guardar as plantas medicinais por muito tempo, porque elas podem perder a ação medicinal.

evite tomar chá feito de um dia para outro; renove sempre a cada 24 horas.

Qualquer pessoa pode usar plantas medicinais?

As gestantes devem usar com cuidado especial, pois algumas plantas podem causar aborto ou deformar o bebê. Em todo o caso, tire qualquer dúvida com seu médico.

É aconselhável misturar várias plantas em um mesmo chá ou remédio?

Evite, pois algumas plantas podem anular o efeito de outras ou causar reações desagradáveis.

De que forma se pode preparar remédios com plantas medicinais?

Os medicamentos caseiros feitos com plantas medicinais podem ser preparados de diversas maneiras; veja agora alguns exemplos:

Chás

Infusão

Despeje água fervendo sobre as ervas, em uma vasilha e depois deixe bem tampado por alguns minutos. Para fazer infusão em cascas e raízes, deve-se picar bem e deixar em repouso por uns 20 minutos. Depois coar.

Decocção

Cozinhar a parte a ser utilizada em água; para folhas e flores basta cozinhar por 10 minutos e raízes, cascas e caules, picar bem picadinho e deixar cozinhar por 20 minutos. Depois coar.

Maceração

Botar as ervas de molho em água fria; para folhas, flores e sementes devem ficar por 12 horas; cascas e raízes, deve-se picar e deixar de 16 a 24 horas. Depois coar.

Sucos

São obtidos triturando a erva ou o fruto no pilão ou liquidificador, e em seguida coar. Deve-se usar as ervas e os frutos frescos e preparar no momento da utilização.

Lambedor ou xarope

Misturar o suco (preparado como anteriormente) ou preparar a decocção e acrescentar mel ou açúcar. Prepara-se quente ou frio.

Banhos

Cozinhar as ervas durante 20 a 40 minutos, coar e deitar o decocto na água que vai ser usada no banho.

Cataplasma

Ervas ao natural

Podem ser aplicadas diretamente na parte dolorida, inchada ou ferida.

Em forma de pasta

Socar com pilão de madeira as plantas até formar uma papa que se coloca sobre o local dolorido. Se não tiver plantas frescas pode usar secas, colocando água quente para formar a pasta.

Gargarejo

Preparar o chá na forma de decocção. Esse chá deve ser bem forte. Deve-se fazer o gargarejo várias vezes ao dia.

Inalações

Colocar as plantas em uma vasilha com água fervida e aproveitar o vapor, aspirando-o.

Há plantas que servem para curar várias doenças ao mesmo tempo?

Cuidado com esse tipo de informação, pois essas utilidades podem ser mentirosas e, pior do que isso, a planta pode causar mal a sua saúde.

Coletando plantas medicinais

Antes de qualquer coisa você precisa ter certeza absoluta sobre a planta procurada para fazer um medicamento. Sempre no caso de dúvida procure um bom conhecedor das plantas da sua região, pois há casos de pessoas que tiveram sérios problemas de saúde e até mesmo morreram por terem usado plantas erradas.

Todo cuidado é pouco ao coletar e usar uma planta medicinal. Muitas são raras ou demoram muito tempo para crescer, sendo por isso necessário alguns cuidados para que elas nunca deixem de existir. Você pode tomar, por exemplo, as seguintes medidas:

só retire da planta as partes que serão necessárias para fazer o medicamento. Nunca retire grandes quantidades, pois a planta poderá ser prejudicada.

no caso da parte da planta a ser usada ser a entrecasca do caule, nunca a retire fazendo um círculo completo em torno do tronco, pois com isso a planta poderá morrer.

se precisar usar toda a planta, como é o caso de algumas ervas, deixe sempre algumas no local para que elas possam crescer e se multiplicar. Muitas plantas medicinais estão desaparecendo porque as pessoas destroem o ambiente em que elas vivem (matas, florestas) ou retiram tudo que encontram.

você pode ajudar na preservação de plantas medicinais com a organização de um pequeno jardim em sua casa, onde você irá cultivá-las para suprir as suas necessidades.

A identificação de plantas medicinais

Você já sabe que é muito importante e necessário aprender a identificar uma planta medicinal. Nem sempre é possível contar com a ajuda de uma pessoa mais experiente. Nesse caso, o que fazer? Uma solução simples é adquirir a planta com erveiros em mercados públicos ou feiras. Mas lembre-se, muitas pessoas que vendem plantas medicinais não conhecem o produto e, às vezes, por engano ou má fé, vendem a planta errada. Por isso, uma outra alternativa é o álbum herbário.

O álbum herbário é uma espécie de livro que você mesmo faz. Ele contém plantas secas e informações sobre elas. Coleta-se a planta inteira, ou se ela for muito grande apenas galhos ou ramos, colocando-os entre folhas de jornal. Coloque um peso em cima e deixe secar por alguns dias. Depois você cola cada planta sobre uma folha de papel ofício com o nome, características importantes (cor das flores, tamanho, odor) e a sua utilização. Pronto! Toda vez que surgir dúvidas sobre a identidade da planta que se vai utilizar é só comparar o material que você tem nas mãos com a planta que está no álbum.

Lembre-se de nunca usar uma planta orientando-se unicamente pelo nome vulgar. Os nomes das plantas mudam de região para região, de local para local. Por exemplo: o que algumas pessoas de outros estados do Brasil chamam de erva cidreira é o capim santo muito utilizado em Pernambuco. Uma mesma planta pode ter vários nomes populares, por isso muito cuidado!

Planta medicinal: o natural que também pode fazer mal

Só se deve utilizar uma planta medicinal quando não restar dúvidas sobre a sua identidade e utilidade. É bom lembrar que, de maneira geral, TODA PLANTA MEDICINAL É TÓXICA. O que isto quer dizer? Quer dizer que se uma planta for usada incorretamente poderá prejudicar a saúde, causando acidentes leves, graves e até fatais.

Uma vez ou outra escuta-se falar de plantas "milagrosas", que as pessoas dizem servir para muitas doenças, inclusive aquelas mais sérias como o câncer, sífilis, diabetes e até mesmo AIDS. Recentemente é a babosa que anda ocupando a boca das pessoas. Os cientistas já observaram que ela pode ser útil no tratamento de alguns problemas, mas que também pode causar complicações em determinadas situações. Por isso, fique sempre muito alerta. Evite realizar tratamento com uma mesma planta durante muito tempo. Os cientistas há muito tempo vêm estudando plantas medicinais, mas só algumas podem ser tomadas com segurança, pois ainda faltam ser realizados muitos estudos. Quando corretamente utilizadas, as plantas medicinais são poderosos auxiliares no tratamento e prevenção de muitos problemas de saúde.

Algumas plantas, quando tomadas em doses altas ou quando utilizadas por muito tempo, podem causar irritação gástrica, hemorragias graves, convulsões, vômitos, lesões nos rins e muitos outros problemas. Assim, só devem ser usadas com muito conhecimento ou sob orientação médica. Apresentamos a seguir uma lista dessas plantas, de uso popular corrente no Brasil.

Plantas medicinais que podem causar danos à saúde se utilizadas incorretamente
irrita o estômago e intestino Agrião (Nasturtium officinale R.Br.),

Alecrim (Rosmarinus officinalis L.),

Alho (Allium sativum L.),

Jurubeba (Solanum paniculatum L.),

Confrei (Symphytum officinale L.)

afeta o sistema nervoso Mastruz (Chenopodium ambrosioides L.),

Trombeteira (Datura suaveolens Humb.).

provoca queimaduras na pele Figo (folhas) (Ficus carica L.)
causa danos ao fígado ou rins Alecrim (Rosmarinus officinalis L.),

Coentro (Coriandrum sativum L.),

Confrei (Symphytum officinale L.),

Cambará ou camará (Lantana camara L.).

causar morte Espirradeira ou leandro (Nerium oleander L.),

Mamona (Ricinus communis L.),

Mastruz (Chenopodium ambrosioides L.).

Jardim de plantas medicinais

O jardim de plantas medicinais é uma pequena horta onde é possível cultivar plantas para o próprio consumo. Você também pode conversar com vizinhos e organizar uma horta comunitária. Para a realização desse projeto, observe as seguintes recomendações:

dependendo da planta a ser cultivada o plantio poderá ser feito de diferentes formas: através de sementes, pedaços de galhos, mudas, etc.

escolha local adequado e que satisfaça as seguintes exigências: seja limpo, arejado, e tenha água disponível nas proximidades.

limpe a área e adube o terreno com esterco de boi ou galinha. Não utilize adubos químicos e agrotóxicos.

construa canteiros para cada tipo de planta medicinal, mantendo uma distância mínima entre eles de aproximadamente 50cm. Coloque uma pequena placa de madeira em cada canteiro com o nome da planta.

A validade dos medicamentos

Da mesma forma que os medicamentos industrializados, os preparados de plantas medicinais também possuem prazo de validade, isto é, o período em que eles podem ser consumidos em boas condições. Sempre que você guardar partes de plantas ou preparar qualquer medicamento observe os seguintes cuidados:

guarde folhas, flores, talos, raízes, depois de secos, em vidros limpos e escuros. Lembre-se que plantas secas têm prazo de validade de aproximadamente um ano.

lambedores podem ser conservados em geladeira por até 6 meses.

tinturas podem ser usadas por até um ano.

coloque uma etiqueta ou rótulo no recipiente com a data de fabricação do seu remédio, para saber o prazo de validade do medicamento.

As plantas e a sua saúde

Abaixo apresenta-se uma relação de plantas medicinais e as suas indicações.

ALECRIM

(Rosmarinus officinalis L.)

Indicações: entorses, contusões e dores reumáticas.

Modo de usar: prepare uma tintura com uma xícara de café de folhas secas e uma xícara de chá de álcool 700. Após 8 dias coe e utilize na forma de compressas ou fricções.

Outras Indicações: digestivo, alívio da sensação de empachamento, eliminação de gases.

Modo de usar: em uma garrafa de vinho branco coloque meia xícara de chá de folhas frescas. Deixe descansar por 15 dias. Coe e tome uma pequena quantidade antes das refeições.

ALFAVACA-DE-CABOCLO

(Ocimum gratissimum L.)

Indicações: digestivo, gases, vômitos.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente coloque uma colher pequena de folhas secas. Abafe, deixe esfriar e coe. Beba uma xícara de chá 2 a 3 vezes ao dia.

BOLDO

(Peumus boldus Mol.)

Indicações: falta de apetite, problemas do estômago e fígado.

Modo de usar: em uma garrafa de vinho branco coloque 3 colheres de sopa de folhas picadas. Deixe descansar por 5 dias e coe. Tome um cálice antes das refeições.

Outras Indicações: cálculo na vesícula.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente adicione uma colher de sobremesa de folhas picadas. Abafe, coe e beba depois de frio uma xícara 3 vezes ao dia, sendo a primeira em jejum.

CANELA

(Cinnamomum zeylanicum Ness)

Indicações: digestivo, gases.

Modo de usar: cozinhe a entrecasca do caule em fogo baixo. Utilize 3 pedaços grandes para cada meio litro de água. Tome uma xícara de chá após as refeições.

CAPIM-SANTO

(Cymbopogon citratus (DC) Stapf.)

Indicações: nervosismo, ansiedade, cólicas intestinais, gases, febre.

Modo de usar: em uma xícara de chá de água fervente acrescente uma colher de sopa de folhas frescas. Abafe por 5 minutos e coe. Beba uma xícara de chá 1 a 3 vezes ao dia.

CHAMBÁ

(Justicia pectoralis Jacq.)

Indicações: tosse, bronquite.

Modo de usar: leve ao fogo para ferver, rapidamente, uma xícara de chá de folhas de chambá e uma xícara de chá de água. Coe e acrescente 2 xícaras de chá de açúcar. Leve ao fogo baixo até que o açúcar dissolva completamente. Deixe esfriar. Tome uma colher de sopa de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças utilize apenas meia colher de sopa 2 a 3 vezes ao dia.

COLÔNIA

(Alpinia speciosa Schum.)

Indicações: nervosismo, dores em geral.

Modo de usar: em uma xícara de água fervente coloque uma colher de chá de raízes picadas. Abafe e depois de frio coe. Tome uma xícara de 1 a 2 vezes ao dia.

CRAVO-DA-ÍNDIA

(Syzygium aromaticum (L.) Merr. et Perry)

Indicações: expectorante, bronquite.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente acrescente 4 a 5 cravos. Abafe por 10 minutos e coe. Beba uma xícara após as principais refeições. ATENÇÃO: o consumo exagerado pode provocar problemas gástricos.

ERVA CIDREIRA

(Lippia alba (Mill.) Brown)

Indicações: nervosismo, cólicas uterinas e intestinais.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente acrescente 2 colheres de sopa de folhas picadas. Abafe por 10 minutos e cor. Beba 1 a 3 xícaras ao dia.

Outras Indicações: tosse, bronquite e asma.

Modo de usar: leve ao fogo para ferver, rapidamente, uma xícara de chá de folhas e uma xícara de chá de água. Coe e acrescente 2 xícaras de chá de açúcar. Leve ao fogo baixo até que o açúcar dissolva completamente. Deixe esfriar. Tome uma colher de sopa de 3 a 6 vezes ao dia. Para crianças utilize apenas meia colher de sopa 2 a 3 vezes ao dia.

EUCALIPTO

(Eucalyptus globulus Labill.)

Indicações: bronquites, gripes e catarro.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente acrescente uma colher de sobremesa de folhas picadas. Abafe por 5 minutos e coe. Tome uma xícara de chá 1 a 2 vezes ao dia. ATENÇÃO: O consumo exagerado pode provocar vômitos e diarréia.

GOIABA VERMELHA

(Psidium guajava L.)

Indicações: diarréia.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente coloque 3 olhos da goiabeira. Abafe, e coe depois de frio. Beba uma xícara 2 a 3 vezes ao dia.

HORTELÃ DA FOLHA MIÚDA

(Mentha x piperita L.)

Indicações: má digestão, gases, náuseas.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente acrescente 1 colher de sopa de folhas picadas. Abafe por 10 minutos e coe. Beba 1 xícara após as refeições. ATENÇÃO: Evite administrar a planta para crianças que estão mamando ou que são muito novas.

HORTELÃ DA FOLHA GRAÚDA

(Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng.)

Indicações: tosse, bronquite, inflamação da boca e garganta.

Modo de usar: Prepare um xarope alternando camadas de folhas e açúcar. Leve ao fogo baixo tendo o cuidado de não queimar. Deixe aquecer um pouco e desligue o fogo logo em seguida. Coloque para descansar por um dia em um utensílio tampado. Tome 1 a 2 colheres de sopa por dia.

MANJERICÃO

(Ocimum basilicum L.)

Indicações: gases, cólicas, digestivo.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente adicione uma colher de sopa de folhas picadas. Abafe por 10 minutos e coe. Beba 1 xícara antes das refeições.

MARACUJÁ

(Passiflora edulis Sims)

Indicações: nervosismo, inquietação, insônia.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente coloque 2 colheres de sopa de folhas picadas. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 a 2 xícaras por dia, principalmente antes de deitar. ATENÇÃO: pessoas que sofrem de pressão baixa não devem beber o chá de maracujá.

MASTRUZ

(Chenopodium ambrosioides L.)

Indicações: vermes, lombrigas.

Modo de usar: em uma xícara de chá com leite fervente acrescente as seguintes medidas de folhas: uma colher de sobremesas para crianças de 10-20kg; uma de sopa para 20-40kg; jovens e adultos de 2 a 3 colheres de sopa. Abafe e tome uma xícara em jejum pela manhã. ATENÇÃO: Use somente como indicado, altas doses podem ser fatais.

POEJO

(Mentha pulegium L.)

Indicações: gases, regulador da menstruação.

Modo de usar: em uma xícara de chá com água fervente acrescente 2 colheres de sopa de folhas frescas picadas. Abafe por 10 minutos e coe. Beba 1 xícara antes das refeições. ATENÇÃO: Evite administrar a planta para crianças que estão mamando ou que são muito novas.

Fonte: www.proext.ufpe.br

Fitoterapia

A fitoterapia é o tratamento e/ou a prevenção de doenças usando plantas, partes de plantas e preparações feitas com plantas. Por isso, a ação do produto é baseada na presença de princípios ativos de origem vegetal.

Os medicamentos fitoterápicos são preparações padronizadas contendo extratos de plantas, amplamente comercializados em países desenvolvidos e em desenvolvimento. De acordo com a definição proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os medicamentos fitoterápicos são aqueles preparados com substâncias ativas presentes na planta como um todo, ou em parte dela, na forma de extrato total. A filosofia central da fitoterapia acredita que a ação farmacológica desses produtos envolva a interação de várias moléculas presentes no extrato e não a ação de uma molécula separadamente.

O consumo de medicamentos fitoterápicos tem aumentado consideravelmente nas últimas duas décadas, tanto nos países desenvolvidos, como naqueles em desenvolvimento.

Somente na Europa, o mercado dos medicamentos fitoterápicos atinge cerca de 7 bilhões de dólares ao ano, sendo a Alemanha responsável por 50% deste valor. Contudo, o maior crescimento ocorrido no mercado de medicamentos fitoterápicos foi observado nos Estados Unidos, onde 60 milhões de americanos recorrem a medicamentos fitoterápicos para tratamento de suas enfermidades.

Entre as várias razões que proporcionaram o rápido crescimento do mercado internacional, e o interesse da população pelos medicamentos fitoterápicos, podem ser mencionadas:

1. A preferência dos consumidores por terapias naturais

2. A tendência da população em acreditar que os medicamentos fitoterápicos podem ser eficazes nos tratamentos de doenças quando os medicamentos sintéticos têm falhado

3. A tendência para automedicação e a preferência da população pelos tratamentos preventivos

4. A existência de estudos científicos de alguns produtos fitoterápicos comprovando sua eficácia clínica, segurança, bem como a melhoria no controle de qualidade dos mesmos

5. Menores custos para os consumidores de medicamentos fitoterápicos.

Os medicamentos fitoterápicos surgem como uma forte tendência no Brasil. É um mercado bastante promissor e apresenta números expressivos, tornando-se um ambiente de negócio atrativo. Por possuir uma das maiores biodiversidades do mundo, nosso país pode ser tornar um dos destaques nesse segmento.

O Laboratório Catarinense, no mercado há quase seis décadas, oferecendo inovações e soluções para a melhoria da qualidade de vida, mantêm parcerias com universidades para melhorar as técnicas de desenvolvimento de novos produtos. A constante preocupação com a qualidade, que pode ser comprovada pela utilização de extratos padronizados na fabricação de seus produtos, e a ênfase no conhecimento científico tem garantido ao Laboratório Catarinense um lugar de destaque na indústria fitoterápica no Brasil.

Origem da Fitoterapia

Fitoterapia

A palavra Fitoterapia é formada por dois radicais gregos: fito vem de phyton, que significa planta, e terapia, que significa tratamento; portanto fitoterapia é o tratamento em que se utilizam plantas medicinais.

A origem da fitoterapia é impossível de ser determinada. O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos traços mais característicos da espécie humana. É tão antigo como o Homo sapiens; é encontrado em praticamente todas as civilizações ou grupos culturais conhecidos.

O termo fitoterapia foi apresentado pelo médico francês Dr. Henri Leclerc (1870-1955). Ele publicou numerosos ensaios do uso de plantas medicinais, a maioria deles na La Presse Médicale, um importante jornal médico francês.

O homem pré-histórico observava o comportamento instintivo dos animais na hora de restaurar suas feridas ou encobrir suas enfermidades. No seu passeio contínuo pode observar que certas espécies de plantas eram aptas para o consumo alimentício e outras eram tóxicas. Estas observações deram origem ao processo intuitivo que caracterizou os primeiros povoadores e que lhes permitiu discernir quais possuíam efeitos medicinais e quais não.

A respeito do emprego medicinal de plantas por parte das antigas civilizações, tem-se encontrado vários testemunhos através de expedições arqueológicas, como a produzida no ano de 1975 nas paredes de uma gruta pertencente a uma longínqua região do sul da Ásia, que foi habitada a cerca de sessenta mil anos aproximadamente (Paleolítico Médio Superior) pelo homem de Neanderthal. Nela encontraram-se desenhos e gravuras de plantas, folhas e órgãos humanos em clara alusão a uma correspondência terapêutica.

Quem sabe este seja o primeiro testemunho da integração das artes e das ciências, união em que o homem moderno tem lutado tanto ao longo dos séculos. Nos primeiros tempos de transição do hominídeo havia o homem do paleolítico, a arte de curar tinha muito do instinto animal. Mais tarde este mesmo homem primitivo descobre a importância de certos vegetais como as espécies tóxicas ou aquelas com ação laxante, iniciando assim o conhecimento empírico da fitoterapia.

Sem dúvida, a fitoterapia é considerada a medicina mais ancestral por excelência e equivocadamente se atribui a Hipócrates, Galeno ou Dioscórides como seus iniciadores.
Um dos manuais de medicina mais antigo que se conhece, foi escrito há aproximadamente 4.000 anos antes de Cristo e foi achado nas ruínas de Nippur através de uma expedição arqueológica. Nele é inscrito, com característica cuneiforme, uma dúzia de remédios, nos quais se menciona o abeto, o tomilho, e a pereira, entre outros.

A medida que o homem antigo foi conhecendo o uso de plantas medicinais e alimentícias, sem perceber, deu origem a uma possibilidade de comercializá-las pois muitas espécies eram únicas em determinados continentes. No século II a.C. já existia um ativo comércio entre Europa, Oriente Médio, Índia e Ásia, estabelecendo-se rotas comerciais definidas.

A fitoterapia na China

Durante a dinastia de YIN (1.500 a. C. aproximadamente), se realizaram gravuras sobre as partes duras e compactas que estão no interior de algumas frutas (utilizados como oráculos) sobre as virtudes de numerosas plantas medicinais. Chen Nong foi um Imperador chinês que governou aproximadamente no ano 300 antes de Cristo e a qual se atribui ser o iniciador do estudo profundo da fitoterapia que deu origem a primeira obra da medicina no mundo conhecida com o nome de Pents’ao. 
Autores diferentes foram agregando modificações à obra inicial podendo ser habitual mencionar diferentes Pents’ao com o transcorrer dos anos na China.

As importâncias dos diferentes Pents’ao enraízam minuciosa classificação de cada planta: nome, habitat, preparação, toxicidade, etc. Assim mesmo, esses foram base para a criação da Farmacopéia Nacional Chinesa no ano de 1978 e a base de dados informatizada da Universidade Chinesa de Hong Kong.

A fitoterapia no Egito

Plantas comuns como absinto, alho, meimendro, coriandro, genciana, granado, funcho, etc são mencionados em papiros egípcios que datam de 1900 a. C. Em baixo-relevo dos tempos de Tutmés II (1450 a. C.), exposto no museu de Agricultura do Cairo, se pode observar um dos herbários mais antigos que se conhece gravado em granito, e que contém esculpidas 275 plantas medicinais.

De acordo com a mitologia egípcia, a arte de curar leva-nos ao Livro de Thot (deus da escritura e da magia) e à mulher-leão Sekhmet (deusa da saúde). Conta a lenda que o Livro de Thot, Hermes Trimegistro deixou um legado de sua sabedoria. Este conhecimento só poderia ser alcançado pelas castas sacerdotais e em completo ato de segredo, pelo que o ato de transmissão deste conhecimento entre os sacerdotais se denominou “conhecimento hermético” em honra de Hermes Trimegisto (cujo nome significa “três vezes sábio”).

A fitoterapia na Medicina da Suméria, Asíria e Babilônia

Os povos faziam menção das virtudes terapêuticas de aproximadamente 250 espécies vegetais entre as quais destacavam-se a cássia, a mirra, o pinheiro, o cortez, a raiz e as folhas de tâmara, o aloe, a amapola, a beladona e o cardomomo. Outro testemunho invalorável proporcionou o descobrimento da biblioteca do rei asírio Arsubanipal, que continha vários milhares de tabelas escritas, calcula-se que com mais de 3 mil anos, e no qual descrevem-se várias centenas de plantas.

A fitoterapia na Índia

A partir das escavações arqueológicas levadas a cabo há 50 anos na Índia, descobriram-se as cidades de Mohenjo-Daro e Harapa onde encontraram escritas e gravuras referidas ao emprego de plantas medicinais. Tratam-se de poemas épicos conhecidos como Vedas. Estes escritos correspondem aos anos entre 1.500 – 1.000 a. C. e fazem menção as plantas aromáticas para uso alimentício: gengibre, noz moscada, pimenta, alcaçuz, alfavaca, cominho, açafrão, alho, etc.

É bom recordar que na Índia quem exercia a medicina eram os Brahmanes (sacerdotes de grande prestígio, pertencentes a primeira das quatro castas em que se dividia o povo hindu).

Consideravam que o homem era uma unidade psicofísica-espiritual, e quem podia cuidar da saúde do espírito, também podia encarregar-se de cuidar da saúde corporal. Na Índia, como parte do sistema integral e filosófico da vida, nasce a Ayúrveda (ayur = vida; veda = conhecimento). Os primeiros textos datam de uns 2.500 anos antes de Cristo, mas as sucessivas investigações foram apontando novos conhecimentos derivados fundamentalmente das culturas persas e dos mongóis, que incorporaram os ensinamentos de Galeno e Avicena. No século VII d. C., criou-se a Universidade de Nalanda, onde milhares de alunos iniciaram seus estudos ayurvédicos.

Para a medicina Ayurvédica a enfermidade resulta de um desequilíbrio entre o homem (microssomos) e seu ambiente (macrossomos). Brinda um verdadeiro enfoque holístico já que seus tratamentos são apropriados para o espírito, o corpo e a mente.

Para esta medicina existem cinco elementos: terra, água, fogo, ar e éter (força etéria) os quais devem equilibrar-se com três forças primárias: prana (alento da vida), agni (o espírito da luz e do fogo) e soma (indicativo de amor, harmonia e bem-estar). Em cada indivíduo existiriam centros de energia denominados Chakras (colocados em diferentes setores ou vísceras do organismo), os quais podem ser tonificados através de alimentos e plantas medicinais.

A fitoterapia na Grécia

Das obras médico-botânicas escritas na Grécia considera-se a mais antiga a pertencente a Teofrasto (nascido na ilha de Lesbos no ano de 372 a. C. e morto no ano de 287 a. C.) que em seu livro História das Plantas (dividida em nove volumes) faz menção a 455 plantas, mesmo que a sua grande maioria são de interpretação confusa. Teofrasto foi o discípulo predileto de Aristóteles (384-322 a. C.) que, pouco antes de morrer, designou-o como seu sucessor e lhe encomendou o cuidado de seu jardim botânico. Além de Histórias das Plantas, realizou outra obra em seis volumes entitulada As causas das plantas.

A obra de Hipócrates (460? A 370? a. C.) considera-se como a mais clara e completa da antiguidade já que não faz referência só a plantas medicinais, e sim as bases das ciências médicas em sua totalidade, ao ponto de ser reconhecido como o “Pai da medicina”. Hipócrates teve a sorte de viajar muito nessa época e pôde trasladar seus conhecimentos a terras longínquas como faziam os navega-dores gregos que transmitiam seu legado (com a criação da escola médica de Alexan-dria).

Contemporâneo porém menos famoso que Hipócrates foi Crataevas, a ele se deve um importante tratado (do qual lamentavelmente não há exemplares) no qual se detalham cerca de 400 plantas medicinais e a qual se assegura que foi plajeado por Dioscorides. Mesmo Hipócrates diz ter aprendido com ele.

No final desse período criador da medicina grega pertence a Galeno que viveu no século II d. C. nascido em Pérgamo no centro de uma família acomodada, formou-se em sua cidade e em Alexandria. Em Roma permaneceu durante três décadas, até um pouco antes de sua morte no ano de 201 d. C. Foi inicialmente médico de gladiadores e logo passou a corte como médico dos Imperadores Marco Aurélio, Cômodo e Sétimo Severo.

Resumindo, aos gregos deve-se, de alguma maneira, a transição do mitológico ao científico, já que os primeiros pensadores gregos deram ao entendimento da origem do cosmos e sua relação com o ser humano. A parti daí, o homem começa a entender a função do elemento lógico-pragmático e não a base de elementos mágico-religiosos.

A fitoterapia nos povos árabes

Com a queda do Império Romano no século V, o centro da cultura (e por conseqüência da medicina) mudou para Constantinopla e Pérsia onde cultivaram as idéias de Galeno e Hipócrates junto às tradições egípcias. Simultaneamente a tradição judaica outorgou grande importância a higiene como elemento preventivo de enfermidades, sobre tudo infecciosas. 
Os hebreus, por exemplo, utilizavam ritualmente a mirra e o incenso.

Ao ser expulsado de Constantinopla por provocar uma ruptura religiosa, Nestortius no século V recorreu junto a suas filiais Síria, Pérsia e outras regiões vizinhas, criando o chamado Krabadin, que pode ser o primeiro texto classificado como farmacopéia oficial, e que regiu durante séculos com várias edições. Muitas civilizações a haviam adotado-na até o século XII, época em que apareceram os antidotários, os quais foram posteriormente dando origem as primeiras leis sobre o uso de drogas.

A obra mais importante da época constitui do Kitab al-Qanum ou Cânon da Medicina, escrito no século XI por Ibn Sina, mais conhecido por Avicena (980-1037). Esta obra estava centrada firmemente no conhecimento grego e deu origem ao denominado método ou sistema Unami (palavra árabe que significa “dos gregos”). Foi traduzida ao latim no século XII e desta maneira chega ao Ocidente para converte-se no livro de texto básico para todas as escolas médicas.

A fitoterapia na época Medieval

Nesta época, a medicina sofreu um processo de estancamento já que eram muito poucos os que podiam ter acesso às obras escritas em árabe, grego e latim. Precisamente os monges e clérigos tiveram um papel importante na sua difusão, ao ponto de serem considerados como médicos.

Nos monastérios apareceram os primeiros jardins de ervas medicinais, e se destacaram os monastérios de St. Gallen (França) construído no ano de 829 e o de Schaffhausen (Alemanha). Este último com o passar dos anos foi tomando grande relevo, até ser orientado e dirigido no século XVI por Leonardo Fuchs, considerado um dos pais da botânica.

Na Inglaterra, durante o reinado de Enrique VIII, o recentemente formado Colégio de Médicos determinou que todos aqueles que tiverem conhecimento das propriedades curativas das plantas medicinais, poderiam utilizar esse conhecimento para o bem da comunidade logo após solicitar a correspondente permissão a este colégio. Desta maneira surgiram os primeiros herbolários que anos mais tarde retirou a permissão de receitar, limitando-os a tarefa exclusiva de vender plantas medicinais, dando assim, início às primeiras farmácias.

A fitoterapia na época do renascimento

Nesta época o homem toma consciência das mudanças ocorridas no mundo e começa a revelar-se contra os princípios propostos pelo sistema imperante, forçando assim suas próprias idéias. Até esse momento a filosofia e a religião tinham caminhado juntas, mas com o avanço dos novos descobrimentos, tais como a bússola, a pólvora e a imprensa, deram a esta etapa da história uma dinâmica diferente.

A chegada da imprensa deu um grande impulso a difusão do conhecimento herbário. Otto Brunfels (1489-1543), monge cartuxo e posteriormente médico em Berna, publica o primeiro herbário ilustrado com plantas gravadas em madeira.

Nesta época, as viagens de Colombo à América permitiram conhecer uma nova flora e novas aplicações terapêuticas das plantas.

Como foi observado, a atenção médica nesta época deixava bastante a desejar já que eram muito poucos os que podiam usá-la. Nesta época surgiram os primeiros curandeiros que possuíam conhecimentos herbários notáveis e eram muito populares naqueles povoados carentes de recursos.

Em síntese, a utilização de plantas medicinais cai em um terreno obscuro com profundos questio-namentos, sobretudo eclesiás-ticos, onde, apesar de tudo, destacam-se honrosas exceções como os dos médicos das escolas de Salerno, Florênça e Paracelso. Em 1498, a escola de Florença redige o célebre Receituário Florentino, uma espécie de vademécum terapêutico escrito por médicos e farmacêuticos.

O século XVI está marcado com os conhecimentos apontados no campo da anatomia por Andrés Vesalio que aperfeiçoou e aprofundou os antigos esquemas provenientes das dissecações realizadas na Universidade de Bolonha no século XII. Inclusive corrigiu os escritos de anatomia das obras de Galeno em quem havia se inspirado. Como é possível analisar, a anatomia se converteu no único ramo da medicina com fundamento científico; desta maneira, as artes médicas consolidaram-se no estudo da natureza morta e não da viva.

Assim, as plantas ficaram como elemento do ocultismo e carentes do rigor científico.

A fitoterapia na Idade Moderna

Com o advento da Idade Moderna, o avanço da ciência, promovido inicialmente por Galileo, Bacon, Newton e posteriormente Descartes, determinou que o melhor caminho para chegar a um conhecimento efetivo e rigoroso da natureza devia ser levado a cabo através do Método Científico. Desta maneira, surge a era da metodologia a qual se pode definir como “aquela parte da lógica encarregada de estudar os métodos de maneira sistemática e crítica, seja os métodos empregados nas ciências como os utilizados na filosofia”.

No princípio do século XVII, cria-se na Inglaterra a Farmacopéia Londrina, origem da Farmacopéia Britânica atual e em 1638 na França, cria-se o Codex Medicamentarium Gallicus. Ambas obras, junto com as Farmacopéias de Portugal e Espanha, foram referências do saber médico de muitas outras regiões (incluindo o novo continente), havendo incorporado muitas plantas medicinais, apesar de que não se conhecerem muito bem suas doses terapêuticas e suas doses tóxicas.

Na Europa surgem grandes defensores da saúde pelos métodos naturais, como Sebastiam Kneipp (1821-1897) e posteriormente Johann Künzle (1857-1945). Em 1864, cria-se no norte da Inglaterra o National Institute of Medical Herbalists, a primeira entidade profissional de fitoterapia do mundo.

Os sopros da liberdade que foram aparecendo através da onda de independências dos países americanos, deram o marco apropriado para a criação de farmacopéias próprias. Foi assim que em 1820, cria-se a primeira farmacopéia americana intitulada: “Farmacopéia dos Estados Unidos da América do Norte”. Na continuação, surge a do México e na América do Sul, o Chile é o primeiro país a contar com Farmacopéia própria, que ocorre em 1886. Em 1898, surgem as da Argentina e Venezuela e em 1926 a do Brasil. A necessidade de criar normas para a boa preparação dos remédios, deram origem a palavra farmacopéia, termo derivado do grego Pharmakon (droga) e poeia (preparo).

Somente após a Segunda Guerra Mundial, publicou-se uma obra de referência sobre o uso de plantas medicinais, Lehrbuch der Phytotherapie escrito por Dr. Rudolf Fritz Weiss. Este livro é respeitado por botânicos e médicos como um trabalho pioneiro na área de fitoterapia, que foi tradizido em inglês chamando-se Herbal Medicine. Ele tem se estabelecido como um recurso indispensável e é amplamente conhecido como o texto-chave na área de medicina fitoterápica.

Seu autor, Prof. Dr. Rudolf Weiss (1895-1992) é altamente respeitado como o “pai fundador” da fitoterapia alemã moderna. Ele estudou botânica e medicina na Universidade de Berlin, qualificando-se como doutor em 1922 e obteve qualificações adicionais subseqüentes em medicina interna. Dr. Weiss foi apontado como membro da Comissão E alemã em 1978. Ele foi fundador e editor da Zeitschrift für Phytotherapie.

Com a nova contribuição do Dr. Volker Fintelmann, o texto clássico do Weiss na Herbal Medicine expandiu-se e redirecionou-se para satisfazer as necessidades dos médicos, residentes, estudantes e outros clínicos.

Dr. Fintelmann é médico especializado em medi-cina interna e gastroenterologia. Ele foi presidente da Comissão E alemã e focaliza seu trabalho no desenvolvimento prático e metodológico da fito-terapia.

O emprego de plantas medicinais na recuperação da saúde tem evoluído ao longo dos tempos desde as formas mais simples de tratamento local, provavelmente utilizada pelos homens das cavernas até as formas tecnologicamente sofisticadas da fabricação industrial utilizada pelo homem moderno. Mas, apesar das enormes diferenças entre as duas maneiras de uso, há um fato comum entre elas: em ambos os casos o homem percebeu, de alguma forma, a presença nas plantas da existência de algo que, adminstrado sob a forma de mistura complexa como nos chás, garrafadas, tinturas, pós, etc, num caso, ou como substância pura isolada, em outro caso, e transformado em comprimidos, gotas, pomadas ou cápsulas, tem a propriedade de provocar reações benéficas no organismo capazes de resultar na recuperação da saúde.

Este algo atuante é o que se chama de princípio ativo, seja ele constituído de uma única substância existente na planta ou de um conjunto de substâncias que atuam sinergicamente, chamada de complexo fitoterápico. Essas substâncias podem ser empregadas tanto dentro da própria planta na forma de preparações caseiras, como chás, tinturas e pós, ou na forma de composto puro isolado da planta e transformado em cápsulas, comprimidos e pomadas, pela indústria farmacêutica.

Fonte: www.labcat.com.br

Fitoterapia

Fitoterapia: as plantas transformadas em medicamentos

Fitoterapia

Desde tempos remotos que o homem recorre ao mundo vegetal para elaborar “receitas milagrosas” para curar os mais diversos males. À falta de outras soluções, as civilizações foram aperfeiçoando o uso de plantas para confeccionar medicamentos 100% naturais, uma prática que entretanto a ciência ajudou a aperfeiçoar.

A fitoterapia é…

O termo “fitoterapia” resulta da junção das palavras gregas “Phythón” (planta) e “Therapeía” (terapia) e, enquanto parte integrante da Medicina Chinesa, estuda as plantas medicinais e as suas aplicações no tratamento de problemas de saúde. Uma alternativa natural aos medicamentos químicos, a fitoterapia pode ser utilizada isoladamente ou em conjunto com os medicamentos convencionais para prevenir e combater um sem número de maleitas comuns e até várias doenças, desde a fadiga, obesidade e inflamações, às perturbações respiratórias, cardiovasculares, gastrointestinais, urinárias e nervosas, entre muitas outras. As propriedades terapêuticas das plantas medicinais curam os desequilíbrios do organismo, restaurando o funcionamento pleno do sistema imunitário, sem correr, na maior parte das vezes, o risco de sentir efeitos secundários.

A história das plantas

Considerada a forma de medicina mais antiga da civilização humana, existem registos do ano 2500 a.C. sobre a utilização de plantas medicinais na China e, em 2800 a.C., foi escrito o primeiro livro com referências a fórmulas de fitoterapia, o célebre “Nei Jing”. Está documentado que todos os povos da Antiguidade – gregos, romanos, persas, egípcios, etc. – utilizaram as plantas, os produtos de origem mineral e animal, como base da sua medicina. A partir do século XX, deu-se o boom da indústria farmacêutica e o desenvolvimento dos medicamentos químicos, mas, e ao contrário do que se possa pensar, as plantas não foram postas de parte.

Até essa altura, os herbalistas, os médicos e os farmacêuticos trabalhavam em conjunto no estudo das plantas e das suas capacidades curativas. Esse trabalho de pesquisa continuou em duas frentes: a medicina tradicional, agora apoiada pelo setor farmacêutico não descurou o poder das plantas, até porque aproximadamente 85% dos medicamentos utilizados nos dias que correm, são derivados dos princípios ativos das plantas. Por outro lado, os herbalistas prosseguiram com a análise química das plantas, o que lhes conferiu um forte argumento que não detinham até então: a base científica.

Seguiram-se anos de investigação não só sobre as plantas, mas também sobre as vitaminas, os minerais e os alimentos, mas mais importante do que isso, foi o estudo sobre a forma como estas riquezas naturais influenciavam ou não o corpo humano. Deve-se o termo “fitoterapia” ao médico francês, Henri Leclerc, que depois de inúmeras experiências com plantas durante a década de 50, reuniu os resultados na obra “Sumário de Fitoterapia”.

Hoje, a fitoterapia é a aplicação da ciência moderna (estando sujeita a testes e controles científicos) à medicina herbal, ou seja, para além de identificar os componentes ativos de cada planta, explica a maneira como as plantas medicinais atuam no corpo humano.

A fitoterapia hoje

A fitoterapia recorre aos princípios ativos das plantas para prevenir e tratar doenças, reforçando assim, as defesas naturais do organismo. Popularmente conhecidos como “medicamentos de saúde”, são apresentados de diversas maneiras: chá, ampolas, comprimidos, cápsulas, drageias, óleos essenciais, tinturas, bem como cremes e pomadas para uso externo. O sucesso dos medicamentos confeccionados exclusivamente com plantas reside, obviamente, na sua composição o que implica, por sua vez, uma extracção cuidadosa a partir das próprias plantas.

A extracção e composição

A extracção e composição dos medicamentos de fitoterapia é sujeita a um processo de controlo de qualidade rigoroso que começa na cultura da planta, que acontece numa região sem poluição, com clima e solo adequado. A parte ativa da planta – que pode ser nas raízes, partes aéreas, folhas ou flores – reúne, em quantidades bastante reduzidas, as substâncias curativas, ou seja, onde se encontram concentradas as propriedades terapêuticas. A extracção destas substâncias segue cinco etapas específicas para se conseguir o efeito terapêutico desejado: criotrituração, extracção por solvente específico, concentração, secagem por vácuo e encapsulação. A fitoterapia trabalha com milhares de plantas e centenas de fórmulas rigorosamente elaboradas – algumas seculares, outras produto da ciência moderna.

O fitoterapeuta diz-lhe…

Regra geral, não existem efeitos secundários na utilização de medicamentos de fitoterapia, no entanto, aconselha-se sempre uma consulta com um fitoterapeuta credenciado, principalmente no caso de mulheres grávidas e a amamentar. Uma opção saudável e natural que, administrada nas doses corretas, atua profundamente e estimula as defesas naturais do organismo, sem o prejudicar, revelando resultados eficazes e duradouros. Recomenda-se ainda a sua utilização em conjunto com medicamentos tradicionais, depois de conversado com o seu médico de família.

Plantas populares

Com diversas indicações terapêuticas, descubra os segredos das plantas mais utilizadas em fitoterapia:

Alcachofra – problemas de vesícula

Alfazema – asma, facilita a digestão, problemas de pele (alergias, queimaduras, eczemas)

Alho – colesterol elevado

Argila branca – azia

Baga de mirtilo – diarreia

Bardana – acne

Calêndula – eczemas, cicatrização de feridas, prevenção de varizes

Camomila – age sobre o sistema imunológico, ajudando a combater gripes, alivia espasmos musculares, é um relaxante natural

Cardo mariano – doenças do fígado

Carvão vegetal – flatulência

Castanheiro-da-índia – hemorróidas, varizes e outros distúrbios do sistema circulatório

Centáurea – dores reumáticas e de estômago

Espinheiro-alvar – fortalece o batimento cardíaco, reduzindo os batimentos irregulares, aumenta o fluxo sanguíneo nas artérias

Equinácea – gripe

Eucalipto – tosse

Ginseng – cansaço geral

Groselha negra – dores reumáticas

Hipericão – depressão

Levedura de cerveja – pele seca e baça

Luzerna – unhas e cabelos fracos

Malva – anti-inflamatório natural, especialmente eficaz nas afecções da garganta

Óleo de borragem – rugas

Óleo de gérmen de trigo – doenças cardiovasculares

Óleo de onagra – tensão pré-menstrual

Óleo de salmão – triglicerídeos elevados

Oliveira – tensão arterial elevada

Passiflora – stress, ansiedade e insónias

Própolis – gripe

Rosa da Provença – problemas de garganta

Sabugueiro – gripes e constipações, alivia as vias respiratórias

Salgueiro – dor e estados febris

Salva – digestão difícil

Sene – obstipação

Tília – dores de cabeça, enxaquecas, problemas digestivos, perturbações nervosas, cólicas abdominais, calmante natural

Uva-ursina – infecções urinárias

Valeriana – insónia

Fonte: www.bemtratar.com

Fitoterapia

A fitoterapia é a ciência que estuda a utilização de produtos de origem vegetal com finalidades terapêuticas, sendo para prevenir, atenuar ou curar um estado patológico.

A palavra fitoterapia é formada por dois radicais gregos: fito vem phyton, que significa planta, e terapia vem de therapia, que significa tratamento, ou seja, tratamento em que se utilizam plantas medicinais.

A origem é impossível de ser determinada. O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos traços mais característicos da espécie humana. É tão antigo quanto o Homo sapiens, e encontrado em praticamente todas as civilizações ou grupos culturais conhecidos.

Nas Ilhas Oceânicas, por exemplo, há séculos a planta kava kava (Piper methysticum) é usada como calmante. Durante muito tempo, foi utilizada em cerimônias religiosas, para um tipo de "efeito místico". Depois, cientistas alemães comprovaram que seu extrato tem efeito no combate à ansiedade.

Embora muitas pessoas ignorem a importância das plantas medicinais, sabe-se que toda a farmacologia tem como base exatamente os princípios ativos das plantas. Na verdade, a farmacologia moderna não existiria sem a botânica, a toxicologia e a herança de conhecimentos adquiridos através de séculos de prática médica ligada ao emprego dos vegetais. Apesar do avanço da tecnologia, que diariamente cria novos compostos e substâncias sintéticas com poderes medicinais, mais de 40% de toda a matéria-prima dos remédios encontrados hoje nas farmácias continua sendo de origem vegetal.

Todo medicamento, inclusive os fitoterápicos, deve ser usado segundo orientação médica. É claro que dificilmente chega-se a uma overdose de chá de camomila mas há ainda muitas plantas cujos efeitos não são bem conhecidos e seu uso indiscriminado pode prejudicar a saúde. Por outro lado, vários estudos científicos comprovam que a fitoterapia pode oferecer soluções eficazes e mais baratas para diversas doenças.

Algumas ervas importantes:

Açafrão

Tanto o óleo (empregado em massagens) como a tintura são úteis para combater anemia, a fraqueza e a melancolia.

Alecrim

O óleo das flores, em massagens leves, alivia as dores reumáticas. O chá das folhas é útil contra a epilepsia, a lepra, a sífilis e as feridas em geral.

Amendoeira

Seus frutos, tônicos e fortificantes, melhoram as inflamações e são indicados para os casos de bronquite.

Angélica

O chá das folhas tonifica o estomago. O chá da raiz, aplicado externamente, ajuda nos casos de gangrena e nas mordeduras venosas. O chá da planta inteira, tomado diariamente em jejum, é muito eficaz nas toses crônicas.

Arnica

O sumo vegetal é muito bom para curar feridas, nas contusões e fraturas.

Arruda-silvestre

Tem um efeito abortivo perigoso. Provoca a menstruação e combate a anemia das adolescentes.

Artemísia

O chá é indicado contra a epilepsia e a coréia (distúrbio encefálico caracterizado por movimentos musculares anormais e espontâneos, que sugerem uma dança). Cozida em vinhos e ingerida em pequenas doses freqüentes é um excelente antiabortivo.

Camomila

Quando colhida na conjunção de Marte com a Lua e o Sol, tem o poder de curar nódulos linfáticos das doenças tumorais do tórax. Úteis em crises de histeria e nas febres intermitentes.

Canela

Pela destilação prolongada de suas folhas obtém-se um óleo avermelhado que funciona como um tônico excelente, quando aplicado com massagens suaves.

Celidônia

É importante escolher aquelas que nascem em ruínas ou locais abandonados. A raiz macerada é um bom remédio para a garganta e para as inflamações graves.

Cevada

O chá das sementes ou as próprias sementes cozidas constituem um bom diurético e refrescante do sangue.

Erva-cidreira

Paracelso ensinava que o chá desta planta alivia as dores do parto e auxilia a expulsão da criança e da placenta.

Erva-de-são-joão

Útil nas cólicas e nas diarréias dolorosas.

Laranjeira

A casca do fruto, em infusão, combate a hemorragia uterina. Como alimento, a fruta é benéfica para a garganta e os intestinos.

Loureiro

Suas vagens têm propriedades vermífugas. A ação de qualquer parte da planta é antimicrobiana. O suco das folhas, tomado na dose de 3 a 4 gotas diluídas em água, ajuda na menstruação, corrige os desarranjos do estômago, melhora a surdez, as dores de ouvido e as manchas do rosto. Ideal quando colhida sob a influência de Marte.

Nogueira

O chá das folhas, por decocção (2 xícaras grandes, duas vezes ao dia), é um bom tratamento para feridas, erupções cutâneas e tumores. Deve ser usado por tempo prolongado. Na Idade Média, o chá de nogueira era um famoso tratamento contra a sífilis. A casca da raiz é um forte antídoto para vários venenos e cura as inflamações da boca, além de ser vomitiva.

Oliveira

O óleo de oliva tem a propriedade de condensar energia vital e força energética quando ingerido ou utilizado em massagens vigorosas na pele.

Peônia

Com as sementes que surgem da primeira florada faz-se um colar para ser dependurado no pescoço de uma criança epiléptica; concomitantemente deve ser ministrado um chá da decocção de parte das sementes. O chá das folhas alivia as dores de cabeça e as dores do parto.

Sândalo-vermelho

A massagem com o óleo ou com o pó perfumado da casca é útil contra hemorragias.

Sene

O chá por decocção tem um forte efeito purgativo. Melhor quando colhido na Lua cheia.

Tanchagem

O chá da raiz é cicatrizante para úlceras internas e externas, bom nas enxaquecas e nos casos de fluxo menstrual muito abundante. Com as folhas prepara-se um cataplasma, ótimo tratamento para a febre amarela, disenteria e doenças inflamatórias dos olhos.

Videira

O cataplasma feito com uvas assadas e transformadas em pó é muito bom para as dores severas do abdome. O suco das folhas tem excelente aplicação nos casos de disenterias fortes.

Fonte: www.subhadra.com.br

A palavra fitoterapia vem do grego onde phitos=planta e terapia está relacionada a tratamento. A fitoterapia é um tratamento do organismo através das plantas e ervas medicinais in natura, sem separar os princípios ativos.

História

Ao longo de milhares de anos as plantas já existiam, temos relatos arqueológicos de que os primeiros vegetais surgiram durante a Era Paleozóica evoluindo a partir de algumas espécies de algas primitivas. Sempre tiveram um papel importante entre os homens, tanto na cultura quanto na religião, medicina, estética e alimentação.

Em muitos rituais antigos e modernos as plantas são utilizadas através de ingestão, banhos e inalações usando ervas consideradas mágicas. Dessa forma o corpo, mente e espírito se purificam.
As bruxas também eram conhecidas pelo seu profundo conhecimento com ervas místicas.

Segundo Paracelso (alquimista e médico suíço): “O homem não está na natureza, ele é a natureza”.

Aos poucos, o homem através do estudo da Botânica, foi catalogando as espécies pela observação de sua formação (folhas, caule, raízes) e pela sua utilização. No Brasil temos uma variedade riquíssima de ervas e plantas medicinais o que atrai diversos estudiosos de diversas partes do mundo. A nossa natureza é uma farmácia divina. A utilização da fitoterapia no Brasil já faz parte da cultura, como resultado de experiências de gerações passadas que foram transmitidas.

As plantas e ervas medicinais possuem substâncias que são sintetizadas de acordo com o meio que vivem, ao longo do seu crescimento e que possuem determinadas ações no nosso organismo. Essas substâncias são conhecidas cientificamente como princípio ativo. Uma curiosidade é que muitas dessas substancias ou princípios ativos são produzidas pelas plantas para protegê-las logo podemos concluir que uma planta retirada da mata possui muito mais efeito no organismo do que uma planta criada e cultivada em condições favoráveis ao seu crescimento e proteção.

Vale lembrar que a fitoterapia é uma forma de tratamento natural, porém se mal utilizada pode causar sérios danos ao organismo. Dessa forma é importante a utilização de uma planta que tenham uma fundamentação científica, ou seja, suas propriedades foram estudas e comprovadas pela ciência, e que foram validadas para o seu uso medicinal e terapêutico o que garante a segurança e eficácia no tratamento, garantindo os seus efeitos esperados.

Temos diversas formas de utilizar as ervas e plantas medicinais, algumas dessas formas de utilização são:

Infusão: a água que não deve ser fervida, quase por ferver é despejada sobre as plantas e o recipiente tampado durante 10 a 15 minutos. Ideal para flores e folhas.

Decocção: a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado. Depois deixá-la tampada por mais alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, porém estas devem ser cortadas em pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.

Maceração: a planta fica de molho em água fria até 24 horas, de acordo com sua qualidade. Neste caso, as vitaminas e sais minerais não são alterados pela fervura.

As doses de ervas a serem utilizadas variam muito, porém, pode-se utilizar, em média, para folhas secas: 4 colheres de sopa por litro de água, e para folhas frescas: 8 colheres de sopa por litro de água. Para raízes e cascas, depende muito da qualidade da erva.

Os chás devem ser tomados puros ou adoçados com mel puro, nunca com açúcar pois este fermenta e altera as propriedades medicinais do chá.

Sumos: podem ser obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no liquificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas com mel.

Saladas: as ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto à qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.

Banhos: algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira, e o banho deve durar uns 20 minutos ou toma se o banho com o chá.

Cataplasmas: as ervas frescas podem ser aplicadas soltas diretamente sobre a pele ou sustentadas por uma gase.

Podem também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos ou gase, e aplicada sobre o local afetado.

Compressas: embebe-se panos com uma decocção forte concentrada e aplica-se na região afetada.

Gargarejos e Inalações: gargarejar algumas vezes ao dia chá preparado por decocção. Este tratamento atua sobre a cavidade bucal e garganta.
Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do fogo, coloque um funil de papelão invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado.

Lavagens: os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos, e vaginais, por exemplo no caso de corrimentos.

Tinturas: e a maceração das plantas a frio, em álcool de cereais num período maior e em local escuro ou enterrado.

Unguentos: preparados misturando-se ervas com uma substância gordurosa como vaselina.

Nunca use um chá por mais de 24 horas depois de preparado, pois este entra em fermentação; e não use o mesmo tipo de chá por mais de 30 dias seguidos, porque seu organismo vai responder cada vez menos.

Evite preparar as ervas em utensílios de metal, pois podem causar alterações no efeito e sabor do chá devido a oxigenação. Prefira recipientes de barro, louça ou esmalte.

As ervas aromáticas são geralmente utilizadas para a elaboração de fitocosméticos e perfumes devido à extração de seus óleos essenciais.

Deve-se tomar muito cuidado com plantas tóxicas. Porém a utilização dessas ervas é eficaz em alguns casos.

A medicina natural deve ser utilizada com cautela, sempre com o acompanhamento de profissionais especializados que sabem indicar corretamente a erva a ser utilizada bem como a aplicação.

Fonte: www.wellnessclub.com.br

Fitoterapia

Fitoterapia

Introdução

As plantas estiveram sempre presentes nos remédios do Homem. Ao longo da história, podemos encontrar muitas referências às plantas, que foram e são utilizadas em civilizações e culturas diversas.

Nos últimos 50 anos os medicamentos à base de plantas foram substituídos por medicamentos de síntese química mais ‘’modernos’’. Entretanto, até este acontecimento, os herbalistas, os médicos e os farmacêuticos tinham uma relação muito próxima nas capacidades e formação e ‘’partilhavam’’ o conhecimento adquirido, do trabalho com as plantas.

Medicina Herbal

O termo “Medicina Herbal” aplica-se geralmente à arte de usar as plantas para tratar doenças. Esta tradição data do início do século XVII com médicos como Culpepper. Embora eficaz a medicina herbal era usada nessa época maioritariamente de forma empírica.

Fitoterapia

Nos últimos 50 anos, a ciência moderna deu-nos um conhecimento mais profundo, de como o corpo funciona e com os métodos mais sofisticados de imagem e investigação disponíveis, médicos e cientistas tem agora um conhecimento maior da fisiologia do corpo humano.

Este acontecimento deu credibilidade à medicina à base de plantas e apesar dos avanços na área farmacêutica, a utilização das plantas não foi colocada de lado. Pelo contrário, a sua utilização, nos últimos quinze anos, vem sendo cada vez mais popular. Enquanto que a utilização no passado era feita na maioria das vezes de forma empírica, podemos hoje em dia identificar os componentes activos de cada planta e com a nova compreensão da fisiologia humana, explicar porque e como estas plantas funcionam. Esta aplicação da ciência moderna à medicina à base de plantas foi denominada Fitoterapia

O que é Fitoterapia?

Fitoterapia é a ciência que utiliza as plantas para manter a saúde e o bem-estar e influenciar na doença. É a utilização moderna da “Traditional Western Medical Herbalism”. O termo foi introduzido pelo médico francês, Henri Leclerc nos anos 50. Ele era um médico proeminente que usava plantas na prática clínica e publicou numerosos ensaios que culminaram com a publicação de seu trabalho Sumário de Fitoterapia. Foi o primeiro registo do termo Fitoterapia, adoptado rapidamente pelos alemães que o usavam para descrever a aplicação de plantas medicinais para tratar aqueles que estavam doentes.

A medicina herbal é a arte de usar plantas para tratar a doença

Fitoterapia é a aplicação da ciência moderna à medicina herbal

Na Europa o termo Fitoterapia é usado para diferenciar-se entre esta ciência e a arte do herbalismo tradicional. É uma indicação de que o uso de plantas medicinais é agora um assunto científico, aberto aos controlos científicos e testes, tais como HPLC (Cromatografia Liquida de Alta Pressão) e TLC (Cromatografia em Camada Fina).

Durante séculos, os herbalistas souberam empiricamente as plantas correctas a serem usadas para doenças. Por exemplo, a Echinacea é usada há muito tempo para as febres e a Ginkgo biloba para a memória. Com a ciência Fitoterapia e através dos testes científicos disponíveis, é agora possível isolar muitos dos componentes activos e dos constituintes destas plantas, que nos ajuda por sua vez a explicar a sua acção. Pode-se mostrar que os componentes activos da Echinacea (echinoside e echinacein) estimulam a produção dos linfócitos e macrófagos e assim estimulam o sistema imunitário; e a Ginkgo tem acção vasodilatadora (vaso=artéria; dilatador=abertura) das artérias, devido aos constituintes que foram denominados gingkolidos. A Fitoterapia pode desta maneira ajudar, através da moderna fisiologia, a explicar a maneira como as plantas actuam no corpo.

Isto é bem ilustrado comparando as monografias sobre a Echinacea, publicadas pela Associação Britânica de Medicina Herbal e na sua correspondente na Alemã.

Uma monografia dá uma visão geral, seja ela uma planta ou uma droga sintética .Fornece informações importantes sobre como e porque algo actua e fornece instruções para identificação e determinação da qualidade através de ensaios. As monografias são padrões de referência reconhecidos internacionalmente.

Na Farmacopeia Herbal Britânica a acção da Echinacea está inscrita como “imunoestimulante” Na sua correspondente na Alemã, Monografia da Comissão E, a acção da Echinacea é descrita como “aumenta a produção de glóbulos brancos activando os fagócitos”.

Comparando as duas podemos ver que, embora as duas monografias concluam acção semelhante, a monografia alemã reflecte uma grande compreensão sobre que forma a planta trabalha dentro do contexto da fisiologia moderna. Isto é Fitoterapia.

Embora a Fitoterapia use a medicina moderna para ajudar a compreender a acção das plantas, deve-se enfatizar que não é a intenção dos Fitoterapeutas isolar e purificar os componentes activos, para uso clínico. Esta é a premissa da indústria farmacêutica. Muitas das drogas sintéticas usadas hoje são baseados em constituintes de plantas. Desde meados da década de 80 tem havido um ressurgimento no interesse da exploração de substâncias naturais, assim como a descoberta de drogas para novos compostos.

Existem dois caminho habitualmente utilizados pelas companhias farmacêuticas: o caminho etnobotânico e o caminho de selecção aleatória. A Etnobotanica examina plantas que são usadas na medicina étnica e frequentemente confia em fortes relacionamentos entre o investigador do mundo Ocidental e o fornecedor de informação no mundo em desenvolvimento. A selecção aleatória envolve milhares de constituintes de plantas que são isolados e através de receptores especiais, projectados para imitar uma situação ou um processo de doença no corpo até que um “efeito” seja produzido. Em ambos, frequentemente, os resultados de rendimento são eventualmente usados para sintetizar um único princípio activo obtido de uma planta que pode ser produzido em larga escala.

A Fitoterapia acredita que a planta inteira é o princípio activo com muitos constituintes trabalhando em sinergia. Isolando componentes individuais, alguns dos benefícios terapêuticos da planta serão perdidos e as margens de segurança ameaçadas.

O LUGAR DA FITOTERAPIA NA MEDICINA MODERNA

É necessário definir onde a Fitoterapia pode ajudar na manutenção da saúde. Embora a medicina moderna tenha as suas falhas, é preciso dizer que somos incapazes de viver sem ela. Um bebé nasce com 30 semanas de gestação e é mantido vivo pela medicina moderna; uma meningite meningocócita poderia ser fatal se não fossem os antibióticos.

No entanto, existem muitos exemplos na medicina moderna onde a prevenção é melhor do que a cura e muitas condições em que medicamentos de síntese química modernos são incapazes de influenciar. É onde a medicina complementar tende a entrar, e com ela, a disciplina de Fitoterapia.

O Fitoterapeuta germânico , Rudolf Weiss, sugere a seguinte sequência de eventos para os médicos da actualidade:

Primeiro a palavra então a planta medicinal depois o principal agente terapêutico científico e finalmente o bisturi.

Esta sequência é interessante, visto que coloca-se à frente a mais importante regra da prática clínica. “A palavra”, dita de maneira apropriada, dando positivismo, esperança, aconselhamento e informação, esta é a principal habilidade terapêutica. Uma habilidade que os médicos ganham com a experiência, embora infelizmente, nem sempre atingida na sua plenitude.

Vem em seguida o lugar da planta e a Fitoterapia influencia a função do corpo e tenta normalizar algum desequilíbrio. Se isto falha, então as medicamentos de síntese deverão ser introduzidos.

Este conceito já é extensamente utilizado na Alemanha. Por exemplo, um médico na Alemanha tratando uma hipertensão ligeira, usa primeiramente uma planta medicinal. Isto explica porque o Crataegus é a planta mais prescrita na Alemanha, usado como um agente cardíaco. Quando a medicação à base de plantas, não baixa a tensão arterial, o médico então introduz os medicamentos de síntese. É também notório que existem muitas preparações na Alemanha que contém ambos, plantas e substâncias de síntese química, num mesmo medicamento.

Embora a Medicina Moderna tenha sido dominada pela Síntese Química nos últimos 50 anos, há agora uma grande compreensão por parte de médicos, farmacêuticos, pacientes e consumidores de que as drogas sintéticas não conseguem as respostas para todos os nossos problemas de saúde. Além disso, a filosofia e técnicas da Medicina, em conjunto com a incidência de efeitos não desejados dos medicamentos de síntese, conduziu a uma reavaliação dos métodos actuais de tratamento utilizados na Medicina Moderna.

Ao mesmo tempo, precisamos fazer um balanço e as disciplinas designadas por: “Medicina Holística”, “Medicina Complementar” e “Medicina Alternativa”, não tem as respostas para TODOS os nossos problemas de saúde.

Para aqueles que estão preocupados com a saúde, não é surpresa que há um aumento no interesse na Medicina Complementar e na Fitoterapia em todo a mundo. A Medicina Moderna engloba todas as novas áreas. Existe o reconhecimento (até pelas principais companhias farmacêuticas) de que as plantas são uma parte importante nos cuidados modernos de saúde.

A Fitoterapia encontra o seu nicho em condições de tratamento onde a Síntese Química é considerada excessiva ou talvez prove ser ineficaz.

Fonte: www.jardimverde.pt

Fitoterapia (PLANTAS MEDICINAIS - ERVAS).

A tradição do uso de plantas medicinais vem de milhares de anos e só nas últimas décadas começou a ser substituída pela Medicina Alopática moderna. Uma grande parte da população mundial, ainda hoje, utiliza as ervas como principal forma de medicação.

A maior parte do conhecimento sobre os fitoterápicos é decorrente da utilização médica. A Ciência tem tentado mostrar a eficácia destes produtos, mas o fato de não poderem ser patenteados, por serem substâncias naturais, os torna desinteressantes para estudos científicos, economicamente inviáveis e de utilização restrita. Entretanto, estas dificuldades não diminuem os méritos destas substâncias. Muitos medicamentos modernos são derivados de plantas. A Aspirina, por exemplo, é baseada no ácido salicílico, que é encontrado na casca do salgueiro. A cáscara sagrada, que é a casca de uma árvore, é muito utilizada por suas propriedades laxativas.

O uso das ervas medicinais nos problemas de Infertilidade é muito antigo. Um caso clássico, encontrado na Bíblia, é a história de Rachel e Leah. Rachel tentava engravidar por muitos anos e estava cada dia mais desesperada por não conseguir. Ela se lamentava com o marido – “Dê-me um filho, do contrário eu morrerei!”. Até que comeu mandrakes e acabou engravidando. As pessoas podem ou não acreditar neste evento, mas ele certamente ilustra a histórica reputação do poder das ervas na promoção da Fertilidade.

Recomenda-se que casais, que pretendem fazer um tratamento natural para a fertilização, iniciem, antes de tomar a medicação recomendada, uma dieta alimentar saudável e depurativa para a eliminação das toxinas do organismo.

A característica de muitas plantas conterem componentes químicos farmacológicos, capazes de agir no organismo humano, é incontestável. Por isso, alguns países, através de sua legislação, vêm limitando o uso somente para a prescrição médica.

A Fitoterapia é uma ótima opção de tratamento complementar, mas deve ser receitada por profissionais que tenham experiência na sua utilização. O fato de serem produtos naturais não os isenta de causarem efeitos colaterais indesejados.

A seguir, são colocados exemplos de fitoterápicos que podem auxiliar nos tratamentos da Infertilidade.

1. Dong Quai

Esta erva, comumente chamada de “rainha” das ervas femininas, tem sido usada há milhares de anos por mulheres chinesas, a fim de nutrir e equilibrar o Sistema Reprodutor. Vem da raiz da planta “angelica sinensis” e cresce em algumas províncias chinesas. Seu nome significa “obrigada a voltar”, o que quer dizer a volta das funções normais do organismo feminino. Mulheres chinesas utilizam esta erva para regular o ciclo menstrual, pois se considera que atua na corrente sangüínea, dissolvendo coágulos, o que aliviaria as cólicas menstruais. Também alivia os sintomas da menopausa.

Ciência moderna verificou que a Dong Quai é rica em vitamina A, vitamina B12, Ácido Folínico, Biotina, Cobalto e Ferro. Por esta e outras razões, acredita-se em seu poder de nutrir as glândulas femininas. Os chineses dizem ser necessário o uso regular da erva por, no mínimo, três meses, para que seus efeitos ocorram. É excelente para o equilíbrio geral do organismo, mais especificamente para o Aparelho Reprodutor da mulher. Porém, não deve ser administrada no estágio inicial da gravidez.

2. Framboesa Vermelha (Red Raspberry)

As folhas da framboesa vermelha também são muito utilizadas pelas mulheres. É uma erva rica em ferro, por isso é muito recomendada para gestantes. Também tem sido usada para desordens menstruais, com bastante sucesso. Embora a framboesa vermelha não tenha ação direta na Fertilidade, as mulheres a utilizam principalmente para nutrir e fortalecer o Sistema Reprodutor. Suas folhas contêm grande quantidade de vitamina C, vitamina A, vitamina D, vitamina E, complexo B, Ferro,
Fósforo, Manganês e Cálcio.

3. Black Cohosh (Cimicifuga Racemosa)

É tradicionalmente usada para equilíbrio hormonal e problemas femininos, como cólica e irregularidade menstrual. Esta erva deve ser usada em pequenas quantidades. Seus ativos farmacológicos estão na raiz e apresentam efeitos estrogênicos, sendo indicados para regular a atividade hormonal no climatério, diminuindo os sintomas característicos desse período, como calor e transpiração excessivos. Deve ser consumida em pequenas quantidades e é contra-indicada na gravidez.

4. Alfafa

A alfafa cresce abundantemente na selva e é cultivada para servir de comida aos animais. É conhecida como uma erva para a nutrição em geral, rica em minerais necessários ao Sistema Glandular. A raiz da alfafa cresce profundamente, absorvendo minerais que não são disponíveis na superfície do solo. Contém grande quantidade de beta-caroteno – o precursor da vitamina A. Ajuda a purificar o sangue, em parte devido à sua alta concentração de clorofila. Comer alfafa pode suprir a carência de alguns nutrientes que podem estar faltando em uma dieta.

5. Kelp

Como a alfafa, o Kelp é rico em minerais. As duas ervas são normalmente usadas juntas em fórmulas para nutrição das glândulas. Esta erva é nativa da costa do Pacífico. Alguns fitoterapeutas a usam para purificar o sangue. Contém quantidade significativa de iodo, cálcio e potássio. Pela presença do iodo, é utilizada para pacientes com Hipotireoidismo Subclínico, uma causa importante de abortamento e
Infertilidade.

6. False Unicorn

Fitoterapeutas utilizam esta erva para tonificar o útero, como diurético e para cólicas menstruais. Historicamente, era recomendada para dores nos ovários e disfunções ovarianas. A raiz da planta é a parte utilizada. De todas as ervas, a False Unicorn tem uma das mais fortes reputações em promover a fertilidade. Embora não tenha sido cientificamente comprovado, existem vários indícios de aumento na taxa de gestação com a sua utilização. Dr. Christofer, um famoso fitoterapeuta, prescreve a False Unicorn para casais que estão tentando engravidar e relata alta taxa de sucesso.

7. Damiana

A Damiana é um arbusto bastante aromático. Mulheres mexicanas usam-na para problemas “femininos”. Fitoterapeutas recomendam esta erva para aumentar a fertilidade de homens e mulheres e também para aumentar o desejo sexual. Seu nome latino é Turnera Aphrodisiaca.

8. Yam (Dioscera Villosa)

Há muito tempo acredita-se no poder do Yam para aumentar a fertilidade, mas só recentemente a Ciência está encontrando evidências deste fato. Esta erva contém fitoestrogênios, que são semelhantes ao estrogênio natural da mulher. Algumas vezes, o Yam é utilizado como matéria-prima para fazer contraceptivos. Seus componentes ativam a liberação de FSH, que estimula o crescimento dos óvulos. Nestes casos, pessoas que ingerem muito Yam parecem ter maior chance de formar mais de um óvulo no mês, aumentando a incidência de gêmeos. Para casais inférteis, a erva parece aumentar a chance de gravidez. Também é usada na menopausa, para a TPM e distúrbios testiculares.
Não é recomendada a ingestão da planta fresca, por causar náuseas e vômitos.

9. Blessed Thistle

Esta erva é nativa da Ásia e Mediterrâneo. Seu nome vem de anos atrás, quando acreditava - se que esta planta curava tudo. Blessed Thistle é usada em várias combinações de fórmulas para o equilíbrio hormonal e problemas menstruais. Embora não tenha indicação específica para Infertilidade, pode ajudar em outros problemas da saúde feminina.

10. Liquid Chlorophill

A Clorofila é o pigmento verde encontrado nas plantas. Tem a reputação de regular ciclos menstruais, ajudar na limpeza do fígado, produzir células sangüíneas, entre outros benefícios. É um excelente suplemento para programas de dietas saudáveis, recomendadas para “limpar” o organismo. O líquido de clorofila pode ser encontrado nas lojas de produtos naturais e vem da alfafa.

11. Siberian Ginseng

Várias formas de Ginseng crescem ao redor do mundo – Ginseng Americano, Ginseng Coreano e Ginseng Siberiano. A maioria das propriedades pró-saúde do Ginseg Siberiano foi verificada cientificamente. É mundialmente utilizado como tonificante. Alguns acreditam ser afrodisíaco, aumentando e melhorando o desempenho sexual do homem. Também pode ser usado por mulheres, para ajudar a equilibrar o Sistema Glandular. Estudos em animais mostraram que o Ginseng tem efeito no Aparelho Reprodutor. De acordo com artigos do Nutrition News, estudos chineses revelaram que, na mulher, o Ginseng afeta a produção de LH, influenciando no ciclo menstrual e, nos homens, pode estimular a produção de Testosterona.

12. Salsaparilla

Salsaparilla é uma planta tropical. Sua raiz amarga é usada na Fitoterapia. É bastante utilizada como agente espumante para dar sabor, por exemplo, à cerveja. É considerada tonificante, tanto para homens quanto para mulheres. Dr. Aval Rohrmon e Professor Russel E. Marker afirmam que esta planta contem Testosterona e Progesterona. Entretanto, estes dados não foram comprovados. Um pesquisador holandês conseguiu sintetizar Testosterona a partir da Salsaparilla. Foi cientificamente provado que a planta contém duas substâncias (Salsapogenina e Smilageneno), que são utilizadas na produção de hormônios esteróides. Assim, sua reputação como tonificante masculino e feminino parece ter fundamento.

13. Saw Palmetto (Serenoa Repens)

Nativo das regiões costeiras da Flórida e do Texas, o Saw Palmetto tem uma longa história de uso, como alimento, pelos índios nativos da região. A parte da planta mais usada, em Fitoterapia, são as bagas. Estudo com Saw Palmetto mostrou que é capaz de diminuir os sintomas de homens com Hiperplasia Benigna da Próstata (condição onde a próstata cresce e causa dificuldade para urinar). Porém, consumidores não devem se auto-medicar. Parece que esta planta tem efeitos positivos sobre a função prostática, além de conter componentes estrogênicos. Tradicionalmente, esta erva é utilizada como tonificante masculino, afrodisíaco e para o melhor funcionamento das glândulas.

14. Bee Polen

O Bee Pólen não é uma erva e é produzido pela parte masculina das flores. As abelhas carregam o pólen de flor para flor e também para a colméia, onde utilizam-no como comida. Os Hunzas, que vivem nas montanhas do Himalaia, e os caucaseanos da Rússia (ambos conhecidos por sua saúde e longevidade) comem quantidades acima da média de Bee Pólen e mel natural. Vários atletas consomem o Bee Pólen como produto energético. Até mesmo Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA, revelou usar o Bee Pólen para aumentar sua disposição. É considerado um alimento completo, por conter todas as vitaminas e minerais necessários à sobrevivência. Também contém dez aminoácidos essenciais, necessários à formação das proteínas, bem como enzimas e coenzimas. Dentre os vários benefícios, o Bee Pólen age no equilíbrio glandular, aumentando a fertilidade em alguns casos. De acordo com um estudo de Betty Karmen, 40 homens, com diminuição da contagem de espermatozóides e Infertilidade, usaram este produto e relataram melhora do estado de saúde em geral, bem como aumento na contagem de espermatozóides e melhor desempenho sexual. Em outro estudo, conduzido por Bogdan Tekavcic, M. D., chefe de um centro de Ginecologia da Iugoslávia, o Bee Pólen corrigiu problemas menstruais. Este produto não deve ser utilizado por pessoas que tenham alergia a plantas ou ao pólen. Por outro lado, sabe-se que seu uso pode melhorar a alergia a outras substâncias.

15. Pinus (Picnogenol)

É um complemento antioxidante de origem natural, com propriedades bioativas, encontrado na casca da árvore Pinus Pinaster. Tem efeitos positivos na qualidade dos espermatozóides e é um suplemento antioxidante potente, mais eficaz do que a vitamina C e a vitamina E. Sua ação decorre da inativação dos Radicais Livres, sendo benéfico tanto à fertilidade masculina quanto à feminina. 16. Maca (Lepidium Peruvianun) Esta erva funciona de maneira diferente para homens e mulheres. Para elas aumenta a fertilidade e atenua os sintomas da menopausa. Nos homens, essa planta combate a dificuldade que eles podem experimentar em manter o mesmo desempenho sexual com o avançar da idade, pois ela aumenta a espermogênese e a potência sexual. A Maca também é considerada energética e restauradora física. É contra-indicada para pessoas com histórico de câncer relacionado a hormônios.

17. Tribullus Terrestris

É uma planta indiana de uso comum nas disfunções sexuais. Pode ser utilizada no tratamento da Infertilidade em mulheres, impotência nos homens e da libido diminuída em ambos os sexos. Pesquisas confirmaram que essa erva aumenta os níveis de testosterona, porque aumenta os níveis sangüíneos de LH, um hormônio importante na regulação da testosterona. Nas mulheres exerce um efeito de estimulação da ovulação e atenua manifestações da menopausa; nos homens, prolonga a duração da ereção e pode estimular a espermogênese.

Fonte: www.fertilidadenatural.com.br

AS MULHERES AGRICULTORAS FAMILIARES E AS PLANTAS MEDICINAIS

APRESENTAÇÃO

Essa breve reflexão tem por finalidade resgatar a história das relações entre as mulheres e as plantas medicinais e salientar a importância da fitoterapia enquanto política pública de saúde. Com isso, queremos contribuir na luta das mulheres agricultoras familiares, reforçando a importância da mulher na história.

As mulheres que foram sábias conhecedoras das plantas medicinais, defensoras da vida, enfrentaram a força masculina, a fogueira, a condenação e o medo. Mas, hoje, de cabeças erguidas e sonhos na alma, vão trilhando a história como mães deste novo raiar. Com o resgate do saber tradicional e popular, com a organização dos Coletivos de Gênero, com políticas mais justas, a exemplo da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, será possível garantir mais qualidade de vida, renda e soberania nacional.

1. A HISTÓRIA

A Mãe-Natureza nos deu um presente: as plantas medicinais.

A relação entre a humanidade e as plantas medicinais é tão antiga quanto nossa própria existência. As plantas medicinais são um presente da natureza ao ser humano. Mulheres e homens, ao surgirem na Terra, já encontraram as plantas medicinais à disposição para alimentar, proteger e curar as enfermidades.

O conhecimento sobre as plantas acompanhou a evolução do ser humano. O registro desta história é de aproximadamente 10 mil anos antes de Cristo.1 As primitivas civilizações perceberam, desde cedo, a existência de plantas comestíveis e de outras, não-comestíveis, dotadas de poderes que, ao serem consumidas, produziam sensações agradáveis e aliviavam as dores.

Os segredos sobre as plantas foi sendo transmitido oralmente de geração em geração. Os primeiros escritos sobre o uso das plantas data de 3000 a.C 2. Nesta época, foram registrados em papiros, no Egito antigo, o uso de cerca de quinhentas plantas medicinais, entre elas, menta, alecrim, camomila, absinto, babosa, tomilho e plantas da família Solanacea3, usadas até nossos dias. Vale lembrar que, mesmo com todos os registros e publicações, muitos conhecimentos, ainda hoje, são transmitidos oralmente de culturas para culturas, de mães para filhas.

Mil anos a.C, no vale do Tigre e Eufrates (onde hoje estão o Irã e o Iraque), o “Estado” organiza o primeiro estudo oficial de medicina. Percebe-se que já neste período, há uma disputa sobre o domínio do saber. O conhecimento das plantas passa para o controle dos sacerdotes e dos reis. As descobertas sobre as plantas e as doenças são organizadas em forma de um Tratado. Com isso, muitas mulheres e homens do povo perdem a autoridade no exercício do uso das plantas. Aqui, podemos dizer, inicia a burocratização e a hierarquização do conhecimento.

O conhecimento, no entanto, não se aprisiona por muito tempo. Na Grécia e Roma Antiga, há uma volta do conhecimento para as mãos do povo. A medicina torna-se de domínio dos cidadãos em geral, não mais dos sacerdotes. Em 600 a.C., o governo de Atenas decreta que "todo cidadão tem direito a cuidados médicos gratuitos, pagos pelo Estado", um tipo de INSS. Essa política era custeada por um imposto real chamado "Iatricon".

Mais tarde o poder curativo das plantas medicinais é reconhecido por Hipócrates, considerado o pai da medicina. As descobertas das plantas transformam-se em estudos medicinais científicos. Foram sendo aprimorados métodos mais eficientes de coletas, armazenamentos e a extração dos sulcos das plantas. Os estudos avançaram muito neste período. Agora, as plantas deixam de ser apenas um presente da natureza a passam a ter valor de troca e mercado. Deixam de ser apenas para o combate de doenças e passam a atender outras necessidades. Como exemplo, os extratos alcoólicos que resultaram no vinho ou nos destilados (como a vodka e gim), bebidas conhecidas como dos deuses e que, por muitos séculos, somente os sacerdotes, os reis e as grandes cortes podiam se deliciar.

2. AS PLANTAS E AS MULHERES

2.1. As descobertas

As mulheres estão intimamente ligadas às plantas. Ambas, mulheres e plantas, guardam a seiva da existência, o germe da continuidade, o segredo da vida. As mulheres descobriram que as plantas serviam não só para o alimento. Perceberam que as plantas eram suas grandes aliadas na sobrevivência, na constituição do poder, na organização de seu grupo, na defesa dos mais fracos, na atração, encanto e domínio de seu parceiro.

Na Idade de Pedra, o ser humano já vivia em cavernas comunitárias e caçava para se alimentar. Enquanto os homens saíam em bando para caçar, as mulheres não ficavam sentadas ao redor do fogo aguardando o retorno dos machos, como muitos estudiosos acreditavam. Elas eram responsáveis pela alimentação básica da tribo que havia ficado na caverna. Os homens saíam à caça e não raro muitos deles não voltavam, pois eram devorados pelos animais ferozes e, muitas vezes, voltavam de mãos vazias. Então, cabia às mulheres a coleta de raízes, tubérculos e vegetais, formando a base da alimentação. Elas cuidavam dos velhos, dos doentes, das crianças, precisavam estar atentas aos predadores e outras ameaças, aprenderam a domesticar animais, pariam e ainda ajudam outras a parir.

As mulheres começaram a perceber que as sementes caídas dos frutos consumidos podiam brotar. Elas mesmas começaram a enterrar as sementes e cuidar das plantas como se fossem sua própria cria. Perceberam que podiam tirar da terra uma planta já adulta e enterrar em outro lugar sem que a mesma morresse. As mulheres foram organizando em torno de suas cavernas uma espécie de horta comunitária. Já não precisavam mais ir tão longe em busca daquelas plantas. Aos poucos foram descobrindo essa “coisa” moderna conhecida como agricultura.

2.2.As Bruxas

"Não acredito em bruxas, mas que elas existem, disso não tenho dúvida"

As mulheres, por constituírem e organizarem um espaço, uma rotina de observação e descobertas, aprenderam os segredos da natureza. Descobriram que as ervas são diferentes: ora amargas, azedas, doces ou ainda uma mistura delas. Aprenderam que cada planta reage diferente diante da luz, da chuva, do frio, do calor, assim como elas próprias quando estão em diferentes situações. As mulheres aprenderam a respeitar e conhecer os poderes da Mãe-Natureza, olhando, cheirando, tocando, experimentando as variações das plantas, seus frutos e suas cores.

Ligadas, assim, pela divina curiosidade de fêmea, as mulheres vão tornando-se possuidoras de uma sabedoria própria, um saber curativo, que as permite identificar as ervas, misturá-las e, na quantidade certa, beber e dar de beber a quem precisa. Desta forma, nascem as bruxas6! Mulheres sábias, que conheciam as ervas medicinais para a cura das enfermidades, também eram aptas para realizar partos e preparar as poções curativas. Estas mulheres eram dotadas de um poder espiritual, transmitidos de mãe para filha, e isso passou a incomodar o poder religioso.

Com o surgimento do cristianismo, as mulheres, sobretudo as bruxas, foram colocadas à margem. A elas coube o silêncio e a obediência às leis que lhes eram impostas. A elas coube o acato às ordens dos sacerdotes, dos reis, dos maridos e de um deus do sexo masculino.

“No final do século XV, o papa Inocêncio VIII declarou a bruxaria um pecado mortal. Em 1486, dois frades dominicanos editaram o Malleus Maleficarum, ou Caça às Bruxas, manual utilizado nos dois séculos e meio que se seguiram. Cerca de 9 milhões de pessoas, em sua maioria mulheres, foram torturadas e condenadas à morte - em fogueiras ou enforcamento. Estava aberta a temporada de caça às parteiras, as mulheres herboristas (conhecedoras de plantas medicinais), das velhas, viúvas e solteironas. Na diocese de Trier, na Alemanha, após os julgamentos de 1585, duas aldeias foram deixadas com uma única mulher em cada (...)”7.

As mulheres não curvaram suas cabeças diante da forca, do fogo ou do medo. Apenas recuaram um pouco, para seguirem mais fortes. As mulheres, cada vez mais, compreendem sua ligação com a Natureza, já que elas próprias são como a natureza. As mulheres seguem acreditando na força divina que carregam dentro de si, mais sábias, mais fortes, mais bruxas.

Hoje a mulher está mais madura, mais poderosa, possui mais coragem, está mais bonita e mais preparada para acolher os ensinamentos da Mãe-Natureza, a fim de partilhar com quem for preciso, pois quando se pensa nos carentes da humanidade, são os valores femininos de proteção, compaixão que são evocados.

3. FITOTERAPIA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

3. Plantas medicinas: a nossa maior riqueza

As plantas medicinais são um patrimônio cultural incalculável. Elas representam um recurso muito importante para nossa saúde e a continuidade de nossa espécie no Planeta. O Brasil é o país que detém a maior parcela de biodiversidade, em torno de 15 a 20% do total mundial de toda a flora planetária. Embora o nosso País possua a maior diversidade vegetal do mundo, com cerca de 60.000 espécies de vegetais superiores catalogadas, apenas 8% foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades 8.

Nosso país possui vantagens no desenvolvimento da fitoterapia. Aqui temos biodiversidade, abundância, conhecimento popular e tradicional do uso das plantas, tecnologia para validar cientificamente este conhecimento, empresas competentes e recursos financeiros. Temos praticamente tudo para “que nossas façanhas sirvam de modelo a toda Terra”. Falta certamente uma política voltada a esse interesse nacional.

Outra política urgente é a proteção da nossa riqueza natural: o cuidado com a manutenção da biodiversidade. Segundo especialistas da Organização Mundial da Saúde, a cada hora uma espécie de planta desaparece do planeta. É muito importante que se implementem ações concretas antes que a humanidade perca esse manancial terapêutico que a natureza nos presenteou.

O Brasil vem sendo alvo de um processo de usurpação não só do conhecimento tradicional que grupos étnicos e comunidades tradicionais possuem, mas principalmente de plantas medicinais. A apropriação de nosso patrimônio, na forma de produtos patenteados, é um desrespeito à nação, um pecado grave contra nossa soberania. Multinacionais comprometidas apenas com o lucro e o mercado da doença e, mesmo muitas empresas brasileiras, estão fazendo um verdadeiro extermínio de espécies vegetais, antes de serem investigadas química e farmacologicamente. Sabemos, por exemplo, que a Monsanto9 está construindo o maior centro de pesquisas de plantas do mundo, baseada no conhecimento tradicional brasileiro e em nosso patrimônio ambiental.

Diante dessa situação, para fazer frente à grande pressão extrativista sobre as plantas medicinais, o IBAMA criou em 2001 o Núcleo de Plantas Medicinais e Aromáticas - Nuplam10. O Núcleo propõe conciliar pesquisa científica e conhecimento tradicional, valorizando o conhecimento e a partilha dos benefícios. Acreditamos que essa ação seja um caminho para a geração de renda, melhoria da qualidade de vida das populações extrativistas e a conservação de ecossistemas naturais. E preciso mais: vigilância, investimentos de recursos financeiros e humanos, educação, pesquisa científica voltada para o desenvolvimento de técnicas de cultivo e manejo. Essas iniciativas podem garantir a sustentabilidade econômica e ecológica do uso de plantas medicinais e aromáticas e a valorização dos conhecimentos e saberes populares.

3.2. O que é fitoterapia?

A palavra fitoterapia significa tratamento (terapia) através das plantas (phitos). É o tratamento à base de plantas medicinais. A fitoterapia é o cuidado do organismo através das plantas e ervas medicinais in natura, sem separar os princípios ativos. Podemos dizer também que a fitoterapia é a ciência que estuda a utilização dos produtos de origem vegetal com finalidade terapêutica, ou seja, para prevenir, atenuar ou curar doenças.

De acordo com a caracterização do Ministério da Saúde, “fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pela utilização de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal, cuja abordagem incentiva o desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social”11.

Erroneamente, muitas pessoas chamam a fitoterapia de “terapia alternativa” ou de “medicina de pobre”. Como já referimos, essa terapia é um dos métodos mais antigos já utilizados pela medicina natural. A fitoterapia é muito mais do que o aferventar de uma erva, significa cultura milenar, sabedoria, conhecimento acumulado e partilhado de geração em geração; significa solidariedade com quem está precisando refazer as energias. É a união entre a fé, o saber popular e a pesquisa científica.

3.3. A fitoterapia e suas diferentes formas de uso popular

A fitoterapia é um método que nos permite utilizar as propriedades das plantas medicinais de diferentes formas. O importante é conhecer a planta e seus princípios ativos, isto é, saber para que serve. Reconhecer a planta medicinal como um organismo vivo, possuidora de substâncias bio-ativas, de propriedades terapêuticas e até mesmo tóxica, é fundamental antes de escolher a forma como a planta será preparada. O aproveitamento adequado das propriedades medicinais de uma planta depende, em grande parte, de seu preparo correto.

Veja as formas mais usadas no meio popular:

Chás12 
Infusão: consiste simplesmente em despejar a água quente (não fervida) sobre a planta, deixando a mistura tampada por cerca de 10 minutos. Ideal para flores e folhas. 
Decocção: a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado (não em alumínio). Depois, deixa-se descansar por mais alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, que devem ser cortadas em pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.

Compressas: molha-se panos em uma decocção forte, concentrada e aplica-se na região afetada.

Maceração: a planta é colocada de molho à temperatura ambiente, na água, vinagre ou álcool, num período de algumas horas até vários dias, de acordo com a qualidade da planta.

Tinturas: é a maceração das plantas a frio, colocadas no álcool de cereais por um período de aproximadamente 10 dias. Após a mistura é filtrada, obtendo-se a tintura.

Vinhos medicinais: são obtidos pela maceração das plantas em vinho tinto ou branco, por cerca de 10 dias, depois filtrado e conservado em lugar fresco.

Tisanas: termo genérico que designa soluções, macerações, infusões e decocções.

Cataplasmas: é empregado externamente. As ervas frescas podem ser aplicadas soltas diretamente sobre a pele ou sustentadas por uma gaze. Podem também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos e aplicada sobre o local afetado, quente, morna ou fria.

Contusão: os sumos das plantas são obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no liquidificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas com mel.

Saladas: as ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto a qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.

Banhos: algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira e o banho deve durar cerca de 20 minutos.

Lavagens: os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos e vaginais, por exemplo no caso de corrimentos.

Gargarejos e Inalações: Gargarejar algumas vezes ao dia com chá preparado por decocção. Este tratamento atua sobre a cavidade bucal e garganta. Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do fogo, coloque um funil de papelão invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado.

3.4. Fitoterapia: o resgate do saber popular e a promoção da saúde

O resgate do saber popular é um processo dinâmico que parte do “saber do povo” para se chegar ao “saber técnico-ciêntífico”. O conhecimento tradicional de grupos sociais que fazem uso das plantas é a fonte essencial para a descoberta dos princípios ativos - substâncias capazes de exercer uma ação de cura-responsáveis no combate de doenças.

Na medida em que as mulheres verbalizam seus conhecimentos, exercitam o seu poder. É no exercício deste poder que a auto-estima é resgatada. Neste sentido, fortalecer e empoderar pessoas é promover saúde. Assim, o uso das plantas medicinais não deve ser encarado unicamente sob o olhar terapêutico, mas tão importantes quanto este são os aspectos comunitário, pedagógico e ambiental.

As plantas medicinais são o núcleo pedagógico de educação popular para a saúde e cidadania. Com ações desenvolvidas a partir das plantas é possível estabelecer o resgate da cultura, da auto-estima e do saber popular na promoção da vida. No último período vem surgindo um movimento de “volta às raízes” - um retorno à valorização da cultura popular, com redução do endeusamento dos produtos industrializados.

Quando o Brasil foi descoberto, a fitoterapia reinava praticamente sozinha, não havia vacinas nem medicamentos sintéticos. Somente no final do século XIX, com o surgimento da aspirina, os medicamentos alopáticos13 conquistaram o lugar dos tratamentos com a medicina natural.

Os laboratórios desenvolveram centenas de medicações, criaram a cultura do “tomar remédio” e um mercado da doença. Com isso, a medicina alopática estabeleceu a cultura do “cientificismo”, isto é, só valia o que era científico. A sabedoria popular foi sufocada, abrindo espaços para uma medicina fragmentada, individualizada, de alto valor monetário e descomprometida com o eco-sistema.

O retorno ao uso de produtos de origem vegetal na terapêutica foi favorecido pelos graves efeitos secundários dos remédios sintéticos e também pelo maior conhecimento químico, farmacológico e clínico das drogas vegetais e dos seus produtos derivados. As novas formas de preparo e administração dos medicamentos naturais têm garantido um melhor controle de qualidade, contribuindo para o desenvolvimento da fitoterapia. O interesse popular e institucional vem crescendo no sentido de fortalecer essa terapia no SUS, assim como o incentivo a pesquisas científicas de validação do uso medicinal destas espécies.

Felizmente, aos poucos, os movimentos sociais populares, a igreja (através da Pastoral da Saúde), as benzedeiras, o movimento de mulheres, as agentes de saúde, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (através dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais) e os governos democráticos e populares, estão rompendo essa hegemonia. A prática libertadora e a luta em torno dos fitotarápicos vêm possibilitando a retomada do uso das plantas medicinais por mãos de quem defende a vida e não o mercado da doença.

3.5. Políticas públicas

De todos os métodos da medicina, natural a fitoterapia é, sem dúvida, o mais antigo, o mais estudado e o que apresenta o melhor resultado. Com a evolução da ciência e o aprimoramento das pesquisas, os estudiosos buscaram a resposta para a seguinte pergunta: por que as plantas curam? A partir deste questionamento, as plantas passaram a ser estudadas do ponto de vista da composição química e não mais mística. Descobriu-se que cada planta possui princípios ativos que produzem efeitos (benéficos ou colaterais) quando introduzidos em outros seres vivos.

A fitoterapia é hoje altamente difundida no mundo todo como método natural preventivo, conservador, regenerador e curativo. O reconhecimento de seu valor como recurso clínico, farmacêutico e econômico já levou muitos países a adotar a prática como política pública de saúde14. De acordo Organização Mundial de Saúde, 80% da população dos países em desenvolvimento utiliza práticas tradicionais nas unidades básicas de saúde, demonstrando sua eficácia para o tratamento de muitas doenças. No Brasil, esses índices chegam a 82%. Essas constatações são um ponto chave no desenvolvimento de hortos comunitários, de plantas medicinais e, também, um alerta para as autoridades governamentais, para que possam criar subsídios para as populações de baixa renda, garantindo-lhes medicamentos naturais e de qualidade.

No Brasil ainda estamos “engatinhando” neste método como política pública de saúde. Felizmente, já demos alguns passos. Em dezembro de 2005, o Conselho Nacional de Saúde aprovou a Política Nacional de Medicina Natural e Práticas Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é ampliar as opções terapêuticas aos usuários do SUS, com garantia de acesso às plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à fitoterapia, com segurança, eficácia e qualidade, na perspectiva da integralidade da atenção à saúde. Em junho de 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou o Decreto nº 5.813, instituindo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Sistema Único de Saúde.

Este Decreto é apenas um exemplo de como é possível elaborar política pública a partir das plantas medicinais. Mas, o Estado (governos federal, estadual e municipal) poderia implementar outras propostas até mais simples, mas que potencializasse as iniciativas populares. Como exemplo temos as experiências dos Coletivos de Mulheres da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – Fetraf/Sul/CUT, de Constantina/RS e os trabalhos desenvolvidos pela Pastoral da Saúde. Poderia ainda promover seminários, encontros, cursos de formação e capacitação sobre o uso correto da plantas medicinais, desde seu cultivo. Outra atividade que poderia ser desenvolvida como política pública de saúde é a criação de hortos medicinais comunitários. Essa proposta fomenta a convivência social, a partilha de saberes, a integração com outras áreas como a educação, a agricultura. A implementação de uma política pública de plantas medicinais significa a prevenção de muitas doenças, a recuperação da saúde de milhares de pessoas, a diminuição das filas de hospitais e, sobretudo, a valorização da sabedoria popular e o reconhecimento de que a vida está acima do lucro.

4. AGRICULTURA FAMILIAR E AS PLANTAS MEDICINAIS

Se produzimos alimentos para nação, podemos produzir plantas medicinais para o uso fitoterápico

A agricultura familiar é reconhecida pelo poder público como um modelo de produção há menos de uma década. Este modelo é mais do que um método de produção de alimentos: é uma forma de organização da propriedade, em que predomina a interação entre gestão e trabalho em família. É um modelo onde os agricultores familiares são sujeitos de sua história, dirigem o processo produtivo, dando ênfase à diversificação. É uma opção de vida, solidária, recheada de lutas sociais, muito trabalho e festas.

A agricultura familiar ocupa 30,5% da área total dos estabelecimentos rurais, produz 38% do Valor Bruto da Produção nacional e ocupa 77% do total de pessoas que trabalham na agricultura. Esse setor tem capacidade de absorver mão-de-obra e gerar renda. Além disso, é responsável por 67% da produção nacional de feijão, 97% do fumo, 84% da mandioca, 31% do arroz, 49% do milho, 52% do leite, 59% de suínos, 40% de aves e ovos, 25% do café, e 32% da soja15.

Com esse potencial comprovado, a agricultora familiar também pode ser a responsável pela produção da matéria-prima para a elaboração de fitoterápicos no Sistema Único de Saúde. O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio de suas secretarias de Agricultura Familiar e de Desenvolvimento Territorial, já vem realizando ações na área de fitoterapia e plantas medicinais por meio de parcerias com redes e organizações governamentais e não-governamentais. Os apoios vão desde a capacitação para boas práticas de manejo e cultivo de plantas medicinais até a produção do fitoterápico.

O governo Lula também tem buscado parcerias internacionais, como é o caso do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida), para impulsionar o Programa Regional de Apoio à Rede de Desenvolvimento de Plantas Medicinais no Mercosul. Esse programa visa promover a redução da pobreza dos agricultores familiares, por meio da diversificação da produção e do incremento da renda, com a expansão de plantas medicinais e a transformação em medicamentos fitoterápicos.

No Paraná, também há experiências no cultivo de plantas medicinais. A Cooperativa Cercopa, que reúne 80 famílias, é um exemplo de organização de agricultores familiares que já atuam na produção de plantas medicinais. Eles produzem 25 tipos de chás naturais, como alcachofra, alecrim, arnica, guaco. E grande parte da produção tem à frente as mulheres.

Poderíamos referendar outros exemplos, no entanto, o objetivo é mostrar que a Agricultura Familiar pode ser a parceira número um dos Governos na implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais. Neste sentido, as mulheres agricultoras familiares - com suas mãos, suas paixões e toda sua sabedoria - podem desenvolver projetos de plantio, colheita e armazenagem de plantas medicinais. A produção da matéria-prima poderá ser uma excelente alternativa de renda para a agricultura familiar, assim como hoje temos a produção do leite e do feijão, por exemplo.

4.2. As mulheres agricultoras familiares e as plantas medicinais

Apesar de constituírem metade da população, trabalhar na roça em pé de igualdade ao homem, participar da produção, dar conta da jornada de trabalho em casa, as mulheres agricultoras, ainda hoje, lutam para alcançar igualdade de gênero. A maioria das agricultoras é considerada membro não remunerado da família.

Destina-se às mulheres o trabalho dito reprodutivo, cuidar da casa e dos filhos, pequenos animais, horta. Em outras palavras, o trabalho "improdutivo", segundo a ótica capitalista, que é tudo aquilo que é feito para uso e consumo da família. Para exemplificar, poderíamos dizer que, o roçado é responsabilidade do homem, e a casa da mulher. Os produtos como feijão, milho e mandioca tornam-se mercadoria. Mas limpar a casa, cuidar da horta, dos filhos não tem o mesmo valor.

É preciso lançar olhares sobre a realidade a fim de dar mais um passo em direção a igualdade de gênero e da justiça social. Neste sentido, as formações coletivas buscam quebrar as representações tradicionais da imagem da mulher no campo. Os Coletivos de Gênero da Fetraf, a organização sindical, as lutas, os trabalhos pastorais, a fé, o conhecimento e relação harmoniosa com a natureza – tudo é fundamental na luta pelo rompimento do “lugar secundário” que a história reservou às mulheres.

O crescimento do cultivo e da utilização das plantas medicinais, uma tendência mundial, pode ser uma importante fonte de renda e contribuir no desenvolvimento sustentável. Nesta caminhada, as mulheres agricultoras podem elaborar um grande projeto coletivo: a produção de plantas medicinais para a implementação da fitoterapia no SUS. Vamos retomar o velho saber, os segredos que a Mãe-Natureza nos passou e dar um salto de qualidade em nossa história.

O papel da mulher na agricultura familiar esta mudando a concepção de política pública nos Governos. Assim, é possível buscar recursos para está iniciativa, bem como exigir que o poder público garanta que o conhecimento tradicional/popular sobre plantas medicinais, sua manipulação e uso, possam ser resgatados, protegidos e respeitados como prática de saúde.

CONCLUSÃO

As plantas medicinais sempre estiveram intimamante ligadas às mulheres, a gricultura de subsístência e a disputa de poder/saber. Agora, é necessário dar continuidade às medidas voltadas à melhoria da atenção à saúde, ao fortalecimento da agricultura familiar, à geração de emprego e renda, à inclusão social e igualdade de gênero. Neste sentido, a implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas pode ser um caminho para a geração de emprego e renda, fortalecimento e empoderamento das mulheres agricultoras, bem como para o resgate do saber popular.

A agricultura familiar (que representa um modo de vida e assegura a preservação e desenvolvimento das culturas locais, que mantém uma relação harmonizada com o meio-ambiente, que aposta no desenvolvimento sustentável e na biodiversidade, que produz a maior parte dos alimentos consumidos pela população brasileira) pode ser a grande aliada do Estado na produção e armazenagem de plantas medicinais para o uso fitoterápico. Para tando, as mulheres que possuem uma histórica ligação com as plantas medicinais serão as principais protagonistas desta empreitada.

Com a força das mulheres agricultoras familiares, a organização dos Coletivos de Gênero, a fé, a sensibilidade e sabedoria, teremos a possibilidade histórica de conquistar um Brasil sustentável, um modelo de saúde baseada em métodos naturais, melhores condições de viva para os filhos e uma geração mais saudável e feliz.

Celica Vebber

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABURDENE, Patrícia & John Naisbitt. Megatendência para as mulheres. Rio de janeiro. 2º edição – Rosa dos Tempos, 1994.

BRÜNING, Jaime. A saúde brota da natureza. Curitiba. Editora Universitária, Champagnat,1994.

COSTA Lúcia Cortes. Gênero: Uma questão Feminina? http://www.uepg.br/nupes/Genero.htm

DI STASI, L.C.(Org) Plantas Medicinais: Arte e Ciência, um guia para uma pesquisa interdisciplinar. Fundação Editora Unesp, São Paulo, SP, 1996.

PAVAN, Ivar. Políticas Públicas de Saúde. Um jeito Cidadão. Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2000.

SPETHMANN, Carlos Nacimento. Medicina Alternativa de A a Z. Editora Natureza, 7ª edição, MG, 2004

Fonte: www.ivarpavan.com.br

Fitoterapia

Biblioteca de Fitoterapia

Biblioteca de Plantas Medicinais

As informações sobre as plantas encontradas nessa bibioteca são um resumo de diversas fontes bibliográficas nacionais e internacionais.

As plantas estão separadas em ordem alfabética e, ao clicar sobre seu nome,você terá um resumo sobre ela.

Lembre-se: As plantas também podem ocasionar efeitos colaterais. Nunca utilize qualquer fitoterápico sem antes consultar um médico.

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Lembre-se: As plantas também podem ocasionar efeitos colaterais. Nunca utilize qualquer fitoterápico sem antes consultar um médico.

A

Abacateiro - Persea americana
Abacateiro - Persea gratissima
Abacaxi - Ananás comosas
Abacaxi - Ananas sativus
Abóbora - Cucurbita pepo
Acerola - Malpighia Glabra
Agoniada - Plumeria Lancifolia
Agrião - Nasturtium officinale - Roripa Nasturtium
Aipo - Aipum graveolens
Alcachofra - Cynara scolymus
Alcaçuz - Glycyrhiza Glabia
Alecrim de Jardim - Rosmarinus officinalis
Alecrim de Angola - Vitex Agnus-castus
Alface - Lactuca sativa
Alface d'Água - Pistia stratiotes
Alfafa - Medicago Sativum
Alfavaca - Ocimum basilicum
Alfazema - Lavandula officinalis
Algodoeiro - Gossypium herbaceum
Alho - Allium sativum
Ameixeira - Prunus domestica
Amor Crescido - Portulaca pilosa
Amoreira - Morus celsa
Andiroba - Carapa guianensis
Angélica - Angelica Archangelica
Angélica - Angelica sinensis
Apii - Dorstenia asaroides
Arapabaca - Spigelia anthelmia
Arnica - Arnica Montana
Arroz - Oryza sativa
Arruda - Ruta graveolens - Ruta Sativa
Artemísia - Artemisia vulgaris
Assa-Peixe - Bohemeria Caudata
Avenca - Adianthum capillus veneris

B

Babosa - Aloé barbadensis
Babosa - Aloe vera
Bálsamo de Tolu - Toluifera balsamica
Bálsamo - Sedum praealtum
Bananeira - Musa paradidiaca
Barbatimao - Striphnodendron barbatima
Baunilha - Vanilla planifolia
Beringela - Solanum melongena
Beterraba - Bera vulgaris
Beladona - Atropa Belladonna
Beldroega - Portulaca oleracea
Bico de Corvo - Heliotropium transalpinum
Bico de Papagaio - Erythrina mulungu
Boldo - Boldus boldus
Boldo - Coleus barbatus
Boldo Baiano - Vernonia condensata
Boldo-do-Chile - Peumus boldus

C

Caamembeca - Polygale spectabilis
Caapera - Pothomorphe umbellata
Cabacinha - Luffa operculata
Cabelo de Milho - Zea mays
Cajueiro - Anacardium occidentale
Calêndula - Calendula officinalis
Camapu - Physalis angulata
Camará de Chumbo - Latana camara
Camomila comum - Matricaria chamomilla
Camomila Romana - Anthemis nobilis
Cana
Cana de Macaco - Costus spiralis
Cana do Brejo - Costus Spicatus
Canela - Cinnamomum zeylanicum
Canela de Sassafraz - Sassafraz officinalis
Cânfora -Artemisia camphorata
Capim de Burro - Cynodon dactylon
Capim Santo: Cymbopogon citratus
Cardo-santo - Argemone mexicana
Carobinha - Jacaranda Caroba
Carapanauba - Aspidosperma nitidum
Caravarí - Crateva benthami
Carqueja - Baccharis trimera
Carucaá - Cordiamulti spitaca
Casca D'anta - Drimys winteri
Casca Preciosa - Aniba canelilla
Cáscara Sagrada - Rhammus purshiana
Castanha da Índia - Aesculus hiprocastanus
Castanhola - Terminalia catappa
Catinga-de-mulata - Tanacetum vulgare
Catuaba - Anemopaega mirandum
Cavalinha - Equisetum arvense
Cebola - Allium cepa
Cenoura - Daucus carota
Centelha Asiática - Centella asiática
Chá Preto - Thea sinensis
Chanana - Turnera ulmifolia
Chapéu-de-Couro - Echinodorus macrophyllus
Chicória - Chicorium endivia
Chlorella - Chlorella pyrenoidosa
Chuchu - Sechium edule swartz
Cimicifuga - cimicifuga racemosa
Cipó Azougue - Apondanthera smilacifolia
Cipó Cabeludo - Mikania hirsutissima
Cipó Pucá - Cissus sicyoides
Coentro - Coriandro sativum
Cominho - Cuminum cyminum
Congonha do Bugre - Palacurea desiflora
Confrey - Symphytum officinalis
Copaiba - Copaifera rericulada
Couve - Brassica oleraceae
Cravinho da Índia - Caryophyllus aromaticus
Cravo-da-Índia - Eugenia caryophyllata
Cravo de Defunto - Tagetes erecta
Crista de Galo - Heliotropium indicum
Cueira - Crescentina cuijete

D

Damiana - Turnera diffusa - Turnera ulmifolia
Dente-de-Leão - Taraxacum officinale

E

Equinácea - Echinacea angustifolia
Erva botão - Eclipta alba
Erva Cidreira - Lippia alba
Erva Cidreira - Cymbopogon citratus
Erva Cidreira - Melissa officinalis
Erva Cidreira - Lippia alba
Erva de Bicho - Polygumum acre (Polygonum aquifolium)
Erva de Jaboti - Peperomia pellucida
Erva-de-Santa-Maria - Chenopodium ambrosioides
Erva Doce, Anis - Pimpinella anisum
Erva-Doce - Anethum - Pimpinella anisum
Erva-Mate - Ilex paraguayensis / brasiliensis
Erva Picão - Bidens pilosa
Espinheira Santa - Maytenus hicifolia - Maytenus aquifolium - Maytenus ilicifolia
Espirulina- Spirulina maxima
Eucalipto - Eucalyptus globulus

F

Flor da Páscoa - Pulsatilla
Flor de São João - Artemisia Vulgaris
Folha da Fortuna - Bryophyllum calycinum
Fucus - Fucus vesiculosus

G

Garcínia - Garcinia Cambogia
Garra do Diabo - Harpagophytum procumbens
Genciana - Gentiana Lutea
Gengibre - Zingiber officinalis
Gergelim - Sasamum indicum
Gervão Rinchão - Stachytarpheta cayenensis
Gingko biloba - Gingko biloba
Ginseng - Panax quinquefolium
Girassol - Helianthus annuus
Goiabeira - Psidium guayava
Guaco - Mikania glomerata
Guandu ou Feijão Andu - Cajanus cajan
Guaraná - Paullinia cupana
Guaçatonga - Casearia sylvestris
Guiné - Petiveria alliacea

H

Hamamélis - Hamamelis virginiana
Hissopo - Hyssopus officinalis
Hortelã - Monarda punctata
Hortelã do Maranhão - Marrubim vulgare
Hortelã Pimenta - Mentha piperita
Hydrastis canadensis - Hydrastis canadensis
Hyperico - Hypericum Perforatum

I

Imbauba Branca - Cecropia leucocoma
Imburana
Índigo - Indigofera tinctoria
Inhare
Insulina vegetal - Cissus silyoides
Ipê Roxo - Tabebuia avellanedae
Ipecacuanha
Ipecacuanha Branca da Praia - Hybanthus

J

Jaborandi - Pilocarpus jaborandi
Jabuticaba
Jalapa - Exogonium purga (ou officinalis)
Jamacaru - Cereus giganteus
Jambolão - Syzygium jambolanum
Jambu - Spilanthes oleracea
Japaná roxa - Eupatorium triplinerrve
Japecanga - Smilax japicanga
Jasmim - Jasminum gransiflorum
Insulina vegetal - Cissus silyoides
Ipê Roxo - Tabebuia avellanedae
Ipecacuanha
Ipecacuanha Branca da Praia - Hybanthus

K

Kaa Hobi
Kawa-Kawa - Pipermethysticum

L

Laranja Brava - Citrus aurantium sp
Levantina - Leonurus sibiricus
Limão - Citrus limon
Limãozinho
Limeira - Citrus acida
Limoeiro - Citrus limonum
Língua de vaca - Chaptalia nutans
Lípea (falsa melissa) - Lippia alba
Lírio - Lillium spp
Lobélia - Lobelia inflata
Losna - Artemisia absinthium
Lotus - Nelumbo nucifera
Louro - Laurus nobilis

M

Macae - Leonorus sibiricus
Macela - Mogiphanes ramosissima
Maçã - Pirus malus
Maconha
Malaleuca - Malaleuca Artinfolia
Malva - Malva sylvestris
Malva Branca - Sida cordifolia
Malva Roxa - Ure na lobata
Malvaisco
Mamoeiro - Carica papaya
Mamona - Ricinus communis
Manacá - Franciscea uniflora
Manjericão - Ocimum minimum
Manjerona - Origanum majorana
Maracujá - Passiflora alata
Maracujá Peroba - Passiflora edulis
Marapuana - Ptychopetalum olacoides - Acanthes virilis
Maravilha - Mirabilis Jalapa
Maria Mole - Senecio brasiliensis
Maria Preta - Solano Nigra
Maria Senvergonha
Marmeleiro
Marupazinho - Eleutherine plicata
Mastruço - Lepidium sativum - Lepidium bonariense
Matapasto
Maxixe - Cucumis anguria
Melão de São Caetano
Melissa - Melissa Oficinallis
Menta - Mentha crispa
Mil-Folhas - Achillea millefolium
Milho
Mil Homens
Mirra - Commiphora myrrha
Morango - Fragaria vesca
Muçambé - Cleome spinosa
Mulungu - Erytrhina mulungu
Murta - Myrtus communis

N

Nó de Cachorro
Nogueira - Juglans regia
Noz de cola - Cola acuminata
Noz de cola - Cola nitida
Noz Moscada

O

Ocra
Óleo Vermelho
Oregano - Origanum vulgare

P

Pacova - Alpinia Speciosa
Panacéia - Panax quinquefolium
Paregórico - Piper callosum
Parietária - Parietaria officinalis
Pariparoba
Pariri - Arrabidaea chica
Parreira Brava
Pata de Vaca - Bauhinia forficata
Pau D' alho
Pau de Ferro - Caesalpinea ferrea
Pau Pereira - Geissospermum vellozi
Pedra Hume Kaa - Myrcia Speciosa - Mycia sphaerrocarpa
Pega Pinto - Boerthavia paniculata
Peônia - Paeonia officinalis
Pepino - Cucumis sativus
Pfáffia -Plafflia glomerada
Picão
Picão de Praia - Plumbago littoralis
Pichi do Chile
Pimenta de Gancho
Pimenta Malagueta - Capsicum annuum
Pimentão - Capsicum annuum
Pitanga - Eugenia uniflora
Poejo - Mentha pulegium
Porangaba - Cordia Salicifolia
Prímula - Oenothera Biennis
Própolis
Psilium - Plantago Psyllium
Pulsatila - Anemone Pulsatila

Q

Quassia - Quassia amara
Quebra-Pedra - Phyllanthus niruri
Quina - Cinchona officinalis
Quina Cruzeiro

R

Raiz de Anil
Rathania - Krameria argentea
Romã - Punica granatum
Rosa Vermelha - Rosa gallica
Roseira - Rosa spp
Ruibarbo do Campo - Rheum palmatum
Ruscus - Ruscus Aculeatus

S

Sabugueiro - Sambucus nigra
Sabugueiro do Campo
Sacaca - Croton cajucara
Saião - Kalanchoe brasiliensis
Salsa Hortense - Petroselium sativum
Salsaparrilha - Smilax aspera
Sálvia - Salvia officinalis
Sândalo - Santalum album
Samambaia
São João Caá - Unxia camphorara Sapucaia
Sene - Cassia acutifolia
Sensitiva - Mimosa pudica
Serenoa repens - Sabal serrulata
Serralha - Sonchus oleraceus
Sete sangrias - Cuphea ingrata
Spergulária
Stevia - Stevia rebaudiena
Sucupira - Bowsichea major
Suma Roxa

T

Tabaco Indiano - Nicotiana tabacum
Tamarindo
Tamarindo - Tamarindus indica
Tanchagem - Plantago lanceolata - Plantago major
Tayuyá - Trianosperma tayuya
Thuia - Thuya occidentalis
Tilia
Tinhorão - Arum maculatum
Trevo Cheiroso - Melilotus officinalis

U

Uira Repoti
Umbauba - Cecropia holeleuca
Unha de Gato
Urtiga - Urtica dioica
Urtiga - Fleurya aestuans
Urtiga Branca
Urtiga Brava
Urtiga de Mamão
Urtiga Vermelha
Urucún - Bixa orellana
Uva do Mato
Uva do Monte - Vaccinium myrtillusm
Uva ursi - Arctostaphylus uva-ursi

V

Valeriana officinalis
Vassoura - Budleya stachyoides
Vassourinha - Scoparia dulcis
Velame Branco - Macrosiphonia velame
Velame do Campo - Croton campestri
Verbasco - Verbascum thapsus
Verbena - Verbena Officinalis
Vinagreira - Hibiscus sabdariffa
Violeta - Viola alba - Viola odorata

Y

Yam Mexicano - Dioscórea Velosa

Z

Zanzo - Sida rhombifolia
Zimbro - Juniperus communis

Conheça Mais sobre as plantas.

Abacateiro - Perseana americana

Fitoterapia

Árvore mediana de copa bastante densa; folhas simples; inflorescência em panículas; fruto piriforme comum nas Américas Central e do Sul. O fruto é delicioso e nutritivo.

Princípio Ativo: Carboidratos, proteínas, gordura, taninos, perseito, metilchavicol, metil-eugenol, dopamina, esparagina, ácidos málico e acético.

Partes Usadas: Frutos, folhas, caroço, casca de árvore e sementes

Usos Populares :

(Chá ou a infusão ) diurético - ação direta no túbulo renal-cistites, uretrites;

Melhora a secreção biliar e evita a formação de gases estomacais e intestinais (carminativo), melhora a diarréia;

Emenagoga - estimula o fluxo menstrual;

Relaxa a musculatura lisa brônquica.diminui o ácido úrico;

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Anti-reumático, inibe a degradação da cartilagem e estimula a sua reparação
Analgésico e anti inflamatório 
Anti oxidante
Preventivo contra o câncer
Reduz a inflamação peri odontal
Melhora a evolução das placas de psoríase 
Protetor hepático 
Diminui o apetite
Anti-fungico
Tratamento da giardíase
Melhora a absorção do ferro

Efeitos colaterais

Tóxica para alguns animais

Abacateiro - Perseana gratissima

Partes Usadas: Frutos, folhas, caroço, casca de árvore e sementes.

Uso Popular: ( chá ou a infusão )

Polpa do fruto: anti-raquitismo e afrodisíaco;
Infusão das folhas:

Diurético,
Digestivo,
Rins e bexiga,
Dores de cabeça,
Febre,
Bronquite
T uberculose;

sementes em cataplasma: abscessos;
cascas: vermífugo.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Tratamento da cólera
Pode auxiliar no tratamento de alguns tipos de câncer
Efeito anti- inflamatório
Melhora da absorção do Cálcio
Rico em nutrientes

Abacaxi - Ananás comosas

Planta arbustiva, geralmente acaule; folhas simples; inflorescência espiciforme; fruto sorose. É comum nas Américas. O fruto é delicioso.

Princípio Ativo: Carboidratos, proteínas, bromelina, ácidos cítricos, málico e tartárico, pectina, dextrina, serotonina, vitaminas e vários sais minerais.

Partes Usadas: O Fruto

Uso Popular:

Estomático (combate infecções e inflamações da boca, aftas), evita a formação de gases estomacais e intestinais (carminativo), contra azia e litíase;

Solvente do catarro mucoso das vias respiratórias;

Anti-inflamatório;

O suco em jejum é indicado contra a neurastenia.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos

Anti-inflamatório;
Diurético
Anti fúngico
No tratamento de queimaduras
Melhora a absorção do ferro
Propriedades atribuídas a bromelaina: anti-flogistica, anti-inflamatória, inibe a agregação plaquetária, ação fibrinolítica, interferencia no crescimento de células malignas

Efeitos Colaterais

Rinite e bronquite por exposição profissional de bromelaina
Redução da fertilidade

Abacaxi - Ananas sativus

Partes Usadas: Polpa e casca

Uso Popular:

Suco: diurético, vermífugo, calmante da tosse e expectorante.
Polpa: digestivo;
Polpa em aplicação externa:
A ftas;
Dissolve coágulos;
Retira tecidos necrosados.

Abóbora - Cucurbita pepo

Planta rastejante; de folhas simples; flores solitárias, unissexuais; fruto peponídeo, muito variável na forma. É comum no Brasil.

Sinonímia Popular: Jerimum.

Princípio Ativo:

Fitosterina, globulina, fitina, sacarose, dextrose, lecitina, vitaminas A, B e C, sais minerais, ácidos oléicos, cucurbitacina.

Partes Usadas: o Fruto (cru), as Sementes, Folhas e Flores.

Uso Popular:

Chá das flores em descanso noturno é:
Estomático (combate infecções e inflamações da boca, aftas), anti-inflamatório para o fígado e baço; anti-inflamatório dos rins; anti-térmico;
Sumo das folhas verdes pisadas é usado para queimaduras e erisipela;
Polpa e sementes secas e tostadas com sal tem efeito vermífugo;
Decocção da polpa: diarréia e gases.
Sumo da polpa: contra prisão de ventre;
Cataplasma das folhas: queimaduras, inflamações e dores de ouvido.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Rico em nutrientes: contem vitamina E, carotenóides, acido palmitico, estearico, oléico e linoleico
Auxilia no tratamento da hipertrofia prostática benigna 
Anti helmíntico
Anti parasitas

Efeitos colaterais: Alergia alimentar

Acerola - Malpighia Glabra

Princípio Ativo: Rica em vitamina C.

Uso Popular:

Anti oxidante
Prevenção e tratamento do câncer
Rica em vit C
Anti fungica

Agoniada - Plumeria Lancifolia

Árvore frondosa que possui belas flores brancas e ocorre na mata atlântica, especialmente nas serras do Mar, Mantiqueira e Araras. Seu nome deriva da sua grande fama como medicamento para problemas perimenstruais, quando as mulheres ficam 'agoniadas' devido às cólicas e à irritabilidade causada pela TPM.

Sinonímia popular: arapué, arapuó, quina mole, quina branca, sucuba, sucuriba, tapioca, tapuoca.

Princípio Ativo: Iridóides, Alcaloides (agoniadina), Fulvoplumerina. Resinas, Glicídeos. Óleos essenciais (farnessol), citronerol, Ácido plumérico, Plumerídeo.

Uso Popular:

Cólica menstruais e TPM;
Cólica intestinal e protetor da mucosa gástrica, antiespasmódica, laxativa, purgativa;
Reguladora dos ciclos menstruais, emenagoga (faz vir a menstruação), antiespasmódica;
Febrífuga;
Resolutiva e desengurgitante para adenites e gânglios supurados;

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Ação antiinflamatória e anti-espasmódica sobre o útero demonstradas em laboratório, justificando sua indicação nas dismenorréias;

Atividade espasmolítica sobre musculatura lisa de intestino de cobaias;

Ação protetora da mucosa gástrica induzida por estresse, indometacina e por álcool;

Contra-indicações:

Não deve ser usada nas gestantes e durante a amamentação. Existem informações que, na gestação, as substâncias ativas podem interferir com os mecanismos de indução do parto gerando prematuridade. Não existem informações se os princípios ativos dos componentes de Agoniada passam para o leite materno.

Agrião - Nasturtium officinale

Princípio Ativo: rico em enxofre, vitamina C.

Partes Usadas: flores e folhas

Uso Popular:

Infusão

Bronquite;
Depurativo;
Diurético;
Febre;
Icterícia;
Possui propriedades dissolventes da nicotina quando administrado por via oral.

Folhas e flores (saladas cruas)

Excitante;
Combate o escorbuto (deficiência de vitamina c), anemia;
Digestivo;
Diurético;
Antitérmico;
Alivia dores de dentes.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Prevenção do cancer (1, 5)
Hepatoprotetor (6)

Aipo - Aipum graveolens

Nome Popular: salsão

Partes Usadas: Caule, folhas, sementes e raiz.

Uso Popular:

Decocção das folhas e raízes:

Diurético;
Depurativo;
Carminativo;
No tratamento da artrite, reumatismo;
Cálculos biliares.

Infusão das sementes:

gases, má digestão.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Tratamento de ascaris lumbricoides
Rico em vitamina E
Rico em pro vitamina A
Antifúngico
Anti flogístico e anti inflamatório 
Hepatoprotetor
Diminuição do colesterol
Prevenção do câncer
vasodilatação por inibição dos canais de calico
Anti oxidante

Efeitos colaterais:

Afetam a ação do cytocromo P450 no fígado interferindo com a ação de diversos medicamentos (2)
Dermatite de contato pós exposição a luz solar

Alcachofra - Cynara scolymus

Princípio Ativo: nas folhas encontram-se a cinarina, sais minerais como cálcio, potássio, sódio, magnésio, inulina, princípio amargo e tanino.

Partes Usadas: folhas

Uso Popular:

Sistema gastro intestinal: aumenta a secreção gástrica e sua acidez, laxativo;
Rim: diurético, usado nas nefrites agudas e nas uremias (aumenta a excreção de amônia);
Vasos sanguíneos: hemorróidas, varizes e reumatismo;
Obesidade: auxiliar nos regimes de emagrecimento;
Diabetes: hipoglicemiante, auxiliar nos regimes de emagrecimento;
Combate a anemia, raquitismo;
Diminuição do colesterol.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Ação antiinflamatória e analgésica

Fígado: cálculos biliares e distúrbios hepáticos - aumenta a secreção biliar (colerético) prevenindo a formação de cálculos, e embora não dissolva os já existentes, diminui a cólica biliar. ação anti hepatotóxica (cinarina), protetora e regeneradora dos hepatócitos;colerético e hapatoprotetor.

Tratamento da dispepsia

Rico em vitamina C

Anti oxidante

Reduz o colesterol e triglicérides (6,9) - • diminui as taxas de colesterol devido à ação nas enzimas hepáticas (20 mg de cinarina reduzem em 30% o colesterol)

Ação preventiva no câncer

Alcaçuz - Glycyrhiza Glabia

Nome popular: licorice

Uso Popular:

Expectorante e béquico;

Digestivo, anti-espasmódico;

Depurativo;

Diurético;

Emoliente, refrescante;

Tônico.

Alecrim de Jardim - Rosmarinus officinalis

Sub-arbusto ramificado, olente; folhas sésseis, opostas, lineares, folhas diminutas, bilabiadas, em cimeiras. Originário da Europa.

Princípio Ativo: Pineno, canfeno, borneol, cineol, lineol, taninos e óleos.

Partes Usadas: Folhas e flores

Uso Popular:

Folhas e flores:

Aromática.

Compressas

Abscessos.

Fumaça de alecrim (vapor):

Tosse;
Bronquite;
Asma;
Gripe.

Óleo:

queda de cabelo;

vinho de alecrim:

diurético;
hidropisia;
exaustão física e intelectual.

Decocção e tintura:

digestivo, diminuição dos gases, anti-espasmódico e tônico hepático;
febre;
cansaço;
reumatismo.

Banhos:

Reumatismo.

Emplastros:

Contusões.

Pó das folhas secas:

Cicatrizante.

Infusão e emplastros:

Contusões.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Aumenta a síntese do fator de crescimento dos nervos (NGF),
Anti oxidante, diminui a oxidação do LDL 
Anti inflamatório
Diminui a síndrome de retirada da morfina
Inibe o crescimento do Trypanossoma Cruzzi “in vitro”
Protetor hepático
Auxiliar no tratamento do câncer
Efeito anti ulcerogênico 
Diurético
Antagonista dos canais de cálcio

Efeitos colaterais:

em altas doses é tóxico e abortivo
dermatite de contato

Alecrim de Angola - Vitex Agnus-castus

Arbusto bastante ramificado; folhas digitadas, opostas, folhas labiadas, violáceas em cachos terminais. Originário da África.

Princípio Ativo: Pineno, cineol, lineol e vitricina.

Partes Usadas: Folhas

Uso Popular:
( O chá das folhas em descanso noturno )

anti-espasmódico;
anti-séptico;
diurético;
evita a formação de gases estomacais e intestinais (carminativo) e contra dores de estômago;
tratamento da cefaléia.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Aastalgia pré menstrual
Atua seletivamente no receptor beta de estrogênio
Atua nos sintomas pré menstruais
Melhora dos sintomas depressivos pré menstruais

Alface - Lactuca sativa

Planta herbácea de caule carnoso e esverdeado; folhas simples; flores amareladas, em capítulo. Originária da Ásia.

Princípio Ativo: Lactucina, manitol, ácido lactúcico, oxálico, asparagina, carboidratos, sais minerais e vitaminas.

Partes Usadas: Folhas, talos e raiz.

Uso Popular:

cataplasma:

contusões e inchaços.

Decocções:

insônia;
problemas intestinais.

Folhas cruas são levemente:

laxantes;
anti-ácidas;
diuréticas;
contra reumatismo.

suco cru e o chá das folhas, talos e raízes, em descanso noturno são:

soníferos,
calmante do estômago, béquicos e para icterícia,
calmante do sistema nervoso, para insônia, irritabilidade, ansiedade, angústia, hipocondríase.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudo:

Anti oxidante
Tratamento da candidíase
Anti fungico

Efeitos colaterais

Dermatite de contato
Alergia
Rinite

Alface d'Água - Pistia stratiotes

Planta herbácea, aquática; folhas simples; espiraladas; inflorescência espádice amarelada. Comum nas Américas Central e do Sul.

Sinonímia Popular: Murajé Pajé.

Princípio Ativo: Nitrato de potássio, estimaterol, ácido palmítico, sais de cálcio, vitamina C, l galactose efósforo. (1, 2)

Partes Usadas: Folhas

Uso Popular:

chá das folhas em descanso noturno:

diurético, contra hematúria;
expectorante;
anti-desintérico, anti-hemorroidal;
anti-diabético;
em banhos tem ação anti-inflamatória.

Alfafa - Medicago Sativum

Princípio Ativo: rica em vitamina K, contém fitoestrógenos

Uso Popular:

melhora do apetite, alterações intestinais, usada no tratamento da úlcera péptica;
alterações urinárias, cistite crônica, elimina retenção hídrica;
reumatismo e artrite;
afecções nervosas.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos

Tratamento do diabetes

Alfavaca - Ocimum basilicum

Planta arbustiva, ramificada, de folhas simples e flores labiadas, em cachos terminais, espiciformes. Originária da Ásia.

Sinonímia Popular: Manjericão

Princípio Ativo: Timol, estragol, metilchavicol, linalol, cânfora e taninos.

Partes Usadas: as folhas secas ou frescas

Uso Popular:

as folhas são usadas normalmente como condimento;

o chá, em descanso noturno é:

estimulante digestivo, anti-espasmódico, para problemas gástricos;
galactogênico;
contra tosse (béquico);
anti-reumático;

infusão:

mau-hálito;
digestivo;
cólicas;
vômitos;
debilidade;
antipirético;
anti-reumático;

decocção : boca e garganta.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos

Anti inflamatório
Tratamento e prevenção da úlcera gástrica
Efeito anti HIV “ in vitro”

Alfazema - Lavandula officinalis

Subarbusto de ramos tormentosos, folhas inteiras, lineares; flores azuladas, em espigas terminais. Originária da Europa.

Princípio Ativo: Geraniol, furfurol, linalol, cariofileno e cumarina.

Partes Usadas: As Folhas e flores secas

Uso Popular:

Chá das folhas descanso noturno é:

tônico nervoso,
digestivo, estimulante, anti-espasmódico, anti-emético;
anti-microbiano.

Decocção e infusão:

asma, faringite, laringite, coqueluche, tosse;
reumatismo;
nervosismo, insônia;
nevralgias;
digestivo;

Óleo:

cansaço;
contusões;
estômago;
vertigens, hemicrania.

Algodoeiro - Gossypium herbaceum

É um arbusto ramificado, folhas longo-pecioladas, palmatilobadas, flores solitárias, amareladas, de origem é incerta, provavelmente da Ásia. É cultivado desde a antiguidade. Existem registros anteriores a 500 AC, do seu cultivo, na Índia, China e no Egito. Foi introduzida nos USA desde 1774 e no Brasil no século XVIII pelos portugueses adaptando-se bem nos dois países. Muito utilizado na agricultura no combate às infecções e pragas. Nos EUA as cascas da raiz do algodoeiro foram muito utilizadas na indução do trabalho de parto ou para conter o sangramento pós-parto. Já na China o uso do óleo de sementes de algodão para cozinhar foi associado com esterilidade masculina. Por isto estas sementes foram usadas e posteriormente estudadas como contraceptivo masculino.

Princípio Ativo: furfurol, acetovanilona, serotonina, oleína e ácidos palmítico, esteárico, aráquico e pectínico, betaína, óleos essenciais, resinas, salicilatos (ácido salicílico), sesquiterpenos (gossipol), taninos, fenóis (ácido dihidroxibenzóico), ácidos orgânicos, (ácido málico, ácido cítrico), fitosteróis (b sitosterol), vitamina E, óleos fixos (ácidos graxos poli-insaturados).

Ação conhecida dos principais princípios ativos:

Gossipol:

conforme trabalhos produzidos na China, possui atividade anti-fertilidade masculina, reduzindo a espermatogênese. Contudo suas concentrações na raiz são muito pequenas, não apresentando ação farmacológica significativa nas doses indicadas;

exibe atividade antifúngica potente inibindo 'in vitro' o crescimento de A. Fumigatus;

B sitosterol:

exibe atividade estrogênica fraca;
reduz os níveis séricos de colesterol;
reduz e o tamanho da próstata em hiperplasia prostática benigna.
Ácido cítrico possui atividade anticoagulante discreta.

Farmacologia dos Extratos:

Atua produzindo contração mantida do útero semelhante à induzida pela ergotamina. Em útero de ratas o extrato aquoso de G. herbaceum produziu contrações e inibiu a nidação de óvulos fecundados. Ele também exibe atividade vasoconstritora sobre os vasos endometriais, reduzindo o volume do fluxo menstrual e controlando hemorragia pós-parto. Também usado em miomas e na endometriose.

Extrato aquoso

possui comprovada atividade antimutagênica

Extratos alcoólicos da raiz do Algodoeiro exibem atividade

espasmolítica potente sobre vários tipos de musculatura lisa 'in vitro', incluindo íleo isolado de cobaias;

atividade antiviral e estimulante do SNC, atribuídas aos óleos essenciais. A ação estimulante do SNC é acompanhada de estímulo do centro respiratório, com aumento da força e profundidade das incursões respiratórias.

Partes Usadas: Casca da raiz, folhas e sementes

Uso Popular:

Óleo das sementes além de alimentício, é galactogogo.

O chá da casca da raiz e folhas, em descanso noturno é:

iurético, para infecções renais;
anti-asmático;
anti-desintérico;
anti-anêmico;
aumento do leite materno;
hemostático uterino, controla o sangramento excessivo no tratamento dos sintomas de miomatose uterina e endometriose;
anti viral e antifúngico;
reduz a fertilidade no homem;
anti-mutagênico, anti-tumoral;
no tratamento da hiperplasia prostática benigna;

O sumo das folhas é vulnerário e alivia queimaduras;

Contra-indicações: Mulheres que desejam engravidar devem evitar o uso de carapsina (um dos princípios ativos do algodoeiro), pois pode impedir a nidação do ovo no endométrio.

Precauções: em alguns casos pode causar um efeito paradoxal, ocasionando aumento do fluxo menstrual. Caso este efeito seja intenso ou o medicamento esteja sendo empregado para o tratamento de hipermenorréia, seu uso deve ser interrompido.

Alho - Allium sativum

Planta herbácea, bulbosa; folhas subuladas, fistuladas; inflorescência em umbela longo-pedunculada de flores alvacentas. Originário da Ásia.

Princípio Ativo: Aliicina, alinasa, inulina, nicotinamida, galantamina, ácidos fosfórico, sulfúrico, vitaminas A, B e C, proteínas e sais minerais.

Partes Usadas: Os Bulbilhos.

Uso Popular:

Como condimento:

é um poderoso desinfetante pulmonar, expectorante;
desinfetante intestinal;
diurético;
contra picadas de insetos.

O chá em descanso noturno é:

anti-séptico pulmonar, anti-asmático;
anti-reumático;
evita a formação de gases estomacais e intestinais (carminativo), cicatrizante de úlceras gástricas;
hipotensor.

Óleo e infusão:

insônia;
hipertensão;
tuberculose, resfriados, gripes e bronquites;
feridas infecciosas.

Cataplasma:

reumatismo.

Decocção:

vermes - áscaris e oxiúros, possui ação antitóxica intestinal, não permitindo a formação de flora patogênica no intestino sem afetar a flora normal;

bacteriostático e bactericida;

reduz o colesterol e diminui a formação de placas.

Ungüento:

calos.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos

Proteção contra úlceras gástricas

Anti oxidante

Auxiliar no tratamento do hipertireoidismo

Tratamento e prevenção do câncer

Embora mais estudos sejam necessários o alho parece atuar na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. Parece atuar também como auxiliar no controle da hipercolesterolemia, como antiagregante plaquetário e como auxiliar no controle da hipertensão arterial

Auxiliar no tratamento da otite média aguda em crianças

Auxiliar no tratamento das pneumonias por Streptococcus pneumoniae e Klebsiella pneumoniae

Protege o sistema imune

Auxiliar no tratamento das infecções vaginais

Auxiliar no tratamento da hipóxia cardiovascular e pulmonar

Prevenção das complicações do diabetes melitus

Pode auxiliar na melhora do desempenho físico e intelectual e auxilia na prevenção das perdas cognitivas associadas ao envelhecimento

Diminui as concentrações de chumbo nos tecidos protegendo contra a intoxicação pelo chumbo

Efeitos colaterais

Mais estudos são necessários para elucidar a presença ou não de efeitos colaterais se usado em altas doses no coração, rins e fígado.

Pode provocar sangramentos cirúrgicos se usados no período pré operatório

Pode afetar o metabolismo de diversos medicamentos como: paracetamol, warfarin, e pode produzir hipoglicemia se ingerido junto com clorpropamida

Ameixeira - Prunus domestica

Partes Usadas: folhas frescas e frutos maduros.

Composição química:

Rica em fibras (6,1g de fibra/100g), rica em potássio, sorbitol, frutose, carotenóides, fenóis e boro (2).

Uso Popular:

Licor de ameixa

Digestivo.

Polpa do fruto:

Laxante.

Infusão das folhas e frutos secos:

resfriado;
tosse;
rouquidão.

Cataplasma das folhas:

vermífugo.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos:

Anti oxidante
Laxante
Aumenta a absorção do ferro

Amor Crescido - Portulaca pilosa

Planta herbácea, carnosa, prostrada; folhas carnosas, lanceoladas; flores vermelhas, em cachos terminais. Comum nas Américas.

Princípio Ativo: Mucilagem, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: As Folhas.

Uso Popular:

Chá das folhas, em descanso noturno é:
hepato-protetor e anti-diarréico;
diurético.

folhas contusas, em emplastro, servem para queimaduras, erisipelas e ferimentos.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos:

Tem ação inibidora da tirosinase
Aumento da excreção de K na urina sem aumento da diurese

Amoreira - Morus celsa

Partes Usadas: Frutos, folhas, casca e raiz;

Uso Popular:

Gargarejo com infusão do fruto:

boca, aftas;

Decocção da casca e raízes:

dor de dente,
estômago,
intestino;

Infusão das folhas:

diurético,
hipertensão;

Xarope:

tosse,
garganta;

Cataplasma das folhas:

eczemas,
erupções cutâneas.

Andiroba - Carapa guianensis

Árvore com mais de 15m de altura; folhas compostas e flores solitárias axilares, amarelo avermelhadas. Comum na América Latina.

Princípio Ativo: Carapina, ácidos esteárico, mirístico, oléico, palmítico, linoléico, taninos e epoxiazadiradiona.

Partes Usadas: Casca da árvore, folhas e óleo das sementes.

Uso Popular:

chá da casca das folhas em descanso noturno:

anti-térmico,
anti-reumático,
anti-helmíntico;

o óleo é usado em fricções para:

erisipela,
reumatismo.

Angélica - Angelica Archangelica

Princípio Ativo: fitoestrógenos, Fotocumarinicos

Uso Popular:

usada na reposição hormonal da menopausa;
útil nas dispepsias por diminuição do suco gástrico estomacal, evita a formação de gases estomacais e intestinais (carminativo);
anticonvulsivante, relaxante muscular e sedativa.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos:

Efeito hepatoprotetor, antioxidante hepático e citoprotetor
Protege o estômago, prevenindo a formação de úlceras gástricas 
Efeito colateral: fototoxicidade
Efeito anti mutagênico
Efeito bloqueador dos canais de cálcio

Angélica - Angelica sinensis

Sinonímia Popular: Imperatriz das ervas, Dong quai, Angélica chinesa.

Composição química:

fucose, galactose, glucose, arabinose, rhamnose e xylose (9)

Partes Usadas:

raiz.

Uso Popular:

menopausa;
tensão pré menstrual;
auxilia na retomada da menstruação após suspensão de anticoncepcionais;
desordens menstruais;
anemia;
artrites;
enxaqueca;
dores abdominais;
dilata a coronária;
miorrelaxante;
tranqüilizante;
previne alergias;
anti-tumoral;
imuno-estimulante.

Uso Cientificamente Comprovados ou em Estudos:

Efeito angiogênico
Efeito hepatoprotetor
Efeito protetor intestinal na colite ulcerativa e nas agressões químicas do colon
Auxiliar no tratamento da fibrose renal e das lesões renais pós isquemia •reperfusão 
Tratamento dos sintomas da menopausa
Auxiliar na recuperação endotelial pós infarto do miocárdio
Prevenção do câncer
Melhora imunológica

Apii - Dorstenia asaroides

Erva de caule rizomático, folhas simples, longo-pecioladas; flores simples unissexuais, reunidas no mesmo capítulo. O gênero é bastante comum no Brasil.

Sinonímia Popular: Caapiá, ou Contra Erva

Princípio Ativo: dorstenina, caapina, ácido dorstênico e taninos.

Partes Usadas: Raízes.

Uso Popular:
( chá da raiz em descanso noturno )

digestivo, anti-diarrêico e contra infecções gástricas;
anti-tussígeno (béquico), contra bronquites e contra infecções das vias respiratórias;
diurético;
sudorífico;
anti-febril; .
anti-anêmico

Arapabaca - Spigelia anthelmia

Erva anual, folhas simples, opostas ; flores diminutas, violáceas, em espigas terminais. Comum na Amazônia.

Sinonímia: Erva Lombrigueira

Princípio Ativo: Espigelina.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular: o chá da planta em descanso noturno é poderoso vermífugo e pode ser tóxico em doses elevadas. Consta que as folhas agem como inseticidas, onde são colocadas.

Arnica - Arnica Montana

Planta herbácea, rizomática; folhas simples, rosuladas; flores amareladas, em capítulo. Originária da Europa.

Princípio Ativo: Arnicina e citisina.

Partes Usadas: Toda a planta

Uso Popular:

A tintura da planta serve para:

Externamente:

contusões,
hematomas,
distensões;

Internamente:

é cardiotônica e estimulante do sistema circulatório, nas apoplexias,
hematomas,
dores reumáticas, gota,
flebites,
afecções bucais,
furúnculos,
afecções respiratórias;

Chá das folhas e raízes em descanso noturno é:

anti-espasmódico,
febrífugo;

Pomada:

acne,
furúnculos;

Infusão das flores:

tônico estomacal;

Atenção: A arnica é uma planta venenosa, assim a administração de medicamentos à base de arnica deve ser feita sob prescrição médica.

Arroz - Oryza sativa

Uso Popular:

Decocção para lavagens:

hemorróidas;

Decocção:

colite,
enterite,
infecção intestinal.

Arruda - Ruta graveolens - Ruta Sativa

Partes Usadas: Folhas frescas.

Uso Popular:

cataplasma das folhas: abscessos;
infusão das folhas: gases, nevralgias, vermífugo, anti-reumático;
decocção das folhas para lavagens: inflamação nos olhos e conjuntivite.

Contra indicações: Não usar na gravidez.

Cuidado: Doses excessivas podem causar intoxicações.

Artemísia - Artemisia vulgaris

Sinonímia popular: Catinga de Bode, Erva-de-São-João.

Partes Usadas: Folhas, flores e raízes

Uso Popular:

Repelente natural de insetos;

Pó: convulsões infantis, epilepsia;

Infusão das folhas e flores:

menstruação dolorosa, trabalho de parto, dismenorréia, aumenta o fluxo menstrual;
anti-térmico;
gota, reumatismo;
vermífugo, diarréia, disenteria, cólicas e gases;e antiespasmódico;
com água para lavar pés doloridos;

Folhas: "moxa" utilizada no tratamento de acupuntura;

Sumo: doenças femininas.

Assa-Peixe - Bohemeria Caudata

Uso Popular: ( infusão )

balsâmico;
expectorante, gripe, bronquite, asma, tosse;
diurético.

Avenca - Adianthum capillus veneris

Partes Usadas: folhas

Uso Popular:

Decocção e infusão:

gripe,
tosse,
rouquidão,
bronquite;

Uso externo:

caspa e queda de cabelos.

B

Babosa - Aloé barbadensis

Planta herbácea, carnosa, estolonífera; folhas sub-cilíndricas, carnosas; flores amarelo-esverdeadas, em racemos terminais. Originária da África do Sul.

Princípio Ativo: Barbalodina, aloina, aloquinodina, emolina, aloctina, ácido picrico, resinas, vitaminas E e C.

Partes Usadas: folhas.

Uso Popular:

( suco das folhas contusas):

próprio para curar feridas (vulnerário), contra inflamações da pele, queimaduras e eczemas;
anti-oftálmico;
queda de cabelo.

Babosa - Aloe vera

Partes Usadas: folhas

Uso Popular:

Chá em uso interno:

estomáquica e laxante;

sumo em uso externo:

anticaspa,
antifúngico, antibacteriano,
cicatrizante,
repelente,
tônico estomacal, purgativo,
tônico capilar.

Bálsamo de Tolu - Toluifera balsamica

Uso Popular:

balsâmico e expectorante.

Bálsamo - Sedum praealtum

Parte Usada: folhas.

Uso Popular:

cicatrizante;
combate gastrite.

Bananeira - Musa paradisíaca

Planta rizomática, com pseudocaule formado pelas bainhas invaginantes das folhas; folhas simples, longo-pecioladas, grandes; flores em espigas esbranquiçadas, cobertas por espatas carnosas. Originária da Ásia.

Princípio Ativo: Carboidratos, proteínas, sais minerais, ácidos tânicos, acético, gálico, málico, dopamina, epinefrina, serotonina, tiramina e diversas vitaminas.

Partes Usadas: O fruto e a seiva do pseudocaule.

Uso Popular:

Fruto ( além de alimento):

combate a nefrite, hidropisia;
inflamações de fígado, acidez gástrica e prisão de ventre;

Seiva com açúcar é usada contra tosse.

Barbatimao - Striphnodendron barbatima

Uso Popular:

anemia;
afecções circulatórias;
dismenorréias, corrimentos uterinos, moléstias inflamatórias de útero e ovário;
esterilidade;
úlceras;
adstringente e cicatrizante.

Baunilha - Vanilla planifolia

Arbustos escandentes, epifíticos, com raiz adventícia; folhas alternadas, sésseis; inflorescência em racemos de flores amareladas. É comum na América Tropical.

Princípio Ativo: Vanilina, piperonal, metilchavicol, ácidos vanílico e benzóico.

Partes Usadas: Frutos.

Uso Popular:

A vanilina do fruto é condimento.

O chá ou tintura dos frutos são:

Cardiotônicos;
digestivos, carminativos;
contra histerismo e afecções nervosas;
anemia.

Beringela - Solanum melongena

Uso Popular:

Reduz o colesterol.

Beterraba - Bera vulgaris

Planta herbácea, a caule, de raiz tuberosa e fusiforme; folhas basilares, longo-pecioladas; inflorescência em glomérulos axiliares ou terminais de flores esverdeadas. Originária da Europa.

Princípio Ativo: Betaína, asparagina, vanilina, rafanol, sais minerais e vitaminas A, B1, B2, e C.

Partes Usadas: Raiz.

Uso Popular:

Turbernáculo é alimentício.

Suco cru é:

anti-anêmico;
tônico cardíaco;
hepato-protetor, aumenta a produção de bilis e sais biliares, facilita a contração da vesícula biliar;
laxante, digestivo;
diminui e regula o colesterol;
diurético;
anti-reumático.

Beladona - Atropa Belladonna

Uso Popular:

antiespasmódica;
calmante, narcótica;
diurética;

Beldroega - Portulaca oleracea

Partes usadas: Folhas e sementes

Uso popular:

Infusão das folhas:

diurética;
inflamação dos olhos;

Saladas e sementes: vermífugo;

Uso externo: feridas.

Bico de Corvo - Heliotropium transalpinum

Princípio Ativo: alcalóides pirrolidizínicos.

Efeito colateral: hepatotóxico.

Bico de Papagaio - Erythrina mulungu

Uso popular:

calmante;
anti-diarréico.

Boldo - Boldus boldus

Princípios ativos: nas folhas, encontram-se os componentes químicos como taninos, mucilagem, hidrocarbonetos, ácidos graxos, ésteres acéticos, cineol, ascaridol, boldo glucina, cedrol, boldina, entre outros.

Uso Popular:

tem ação na célula hepática, estimula a digestão, aumenta e modifica a secreção biliar, fluidificando a ação observada em casos de angiocolite catarral, afecções hepáticas e na litíase biliar, tratamento da icterícia;

facilita a eliminação da uréia;

tônico usado nas anemias e cloroses;

tratamento da hipertensão;

em doses altas e contínuas provoca sonolência.

Boldo - Coleus barbatus

Partes usadas: folhas

Uso popular:

digestivo;
estimulante.

Boldo Baiano - Vernonia condensata

Partes usadas: folhas

Uso popular:

tônico hepático;
diurético;
analgésico.

Boldo-do-Chile - Peumus boldus

Partes usadas: folhas

Uso Popular:

Decocção:

cálculos biliares,
distúrbios estomacais e hepáticos

Chá:

tranqüilizante, insônia.

C

Caamembeca - Polygale spectabilis

Planta sub-arbustiva, ereta; folhas simples, ovalado oblongas; flores violáceas em cachos terminais. Muito comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Senegina e tenuidina.

Partes Usadas: Raiz.

Uso Popular: O chá da raiz em descanso noturno é:

expectorante, antitussígeno (béquico);
anti-diarréico, contra hemorróidas e amebíase;
provoca transpiração (diaforético).

Caapera - Pothomorphe umbellata

Sub-arbusto geniculado de entrenós uniforme; folhas longo-pecioladas, codiforme arredondadas; inflorescência espiciforme. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Malvarisco.

Princípio Ativo: Chavicina, pariparobina, jamborandina, piperatina e piperina.

Partes Usadas: Folhas, raiz e espigas.

Uso Popular:

chá da raiz, folhas ou espigas é:

diurético, anti-reumático, colagogo;
febrífugo, sudorífico;
emoliente, contra atonias do estômago e hepatite;

As folhas cozidas servem para lavagens de feridas.

Cabacinha - Luffa operculata

Planta sub-arbustiva, escandente, com gavinhas; folhas longo pecioladas, codiformes; flores unissexuais, amareladas e solitárias. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Isocucurbitacina e buchinina

Partes Usadas: Frutos.

Uso Popular:

O chá do fruto serve para:

sinusite;
descongestionante nasal pingando apenas uma gota pequena em cada narina.

Cabelo de Milho - Zea mays

Planta sub-arbustiva de colmo nodoso e raízes adventícias; folhas invaginantes, linear-lanceoladas; flores unissexuais, as masculinas em panículas terminais e as femininas em espigas axilares, envolvidas por largas bráctas e munidas de longos estigmas filiformes (cabelos). Originária do México e Peru.

Sinonímia Popular: ou Barba de Milho.

Princípio Ativo: Zeina, albumina, ácidos málico, tartárico e maizênico, alentoina, hordenina, peroxidade, oxigenase, maltose, proteinas, sais minerais e vitaminas A, B1, B2, e c.

Partes Usadas: Os estigmas(cabelos) e as Sementes.

Uso Popular:

as sementes são altamente nutritivas.
o chá dos estigmas secos é poderoso diurético, desinfetante das vias urinárias, contra albuminúria, inflamação da bexiga, nefrite, cistite e litíase.

Cajueiro - Anacardium occidentale

Árvore mediana de caule e ramos tortuosos; folhas simples, inteiras, oblongas, alternas; flores roseas em panículos terminais. É comum na Amazônia e no Nordeste do Brasil.

Princípio Ativo: Cardol, ácidos anarcárdico, gálico, oxálico e tartárico, fitosterina, proteínas, sais minerais, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: Frutos, casca da árvore e folhas novas.

Uso Popular:

fruto é nutritivo, fonte de vitamina C e anti-disentérico;

o chá da casca da árvore e folhas novas é usado para:

diarréias;
inflamações da garganta;
anti-hemorrágico.

Calêndula - Calendula officinalis

Sinonímia: Mal-me-quer - Verrucária

Princípio Ativo: óleos essenciais (0,1% a 0,4%), gama terpenos, uroleno, cadineno, cariofileno, mentona, isomentona, carvona, geranilacetona, cariofilenocetona, sesquiterpenos (epicubebol, aloaromadendrol). Flavonóides: rutósido, neosesperidósido. Saponósidos (2-5%). Álcoois triterpénicos (amirina, taraxasterol, arnidiol, faradiol). Ésteres, carotenóides, pigmentos xantofílicos; ácidos fenolcarboxílicos; princípio amargo (calendina); taninos polisacáridos (galactanas).

Ação farmacológica:

Os óleos essenciais são responsáveis pela ação anti-séptica e parasitária;
Os álcoois e lactonas terpênicas conferem ação antibiótica e fungicida;

Partes usadas: flores e folhas,

Uso popular:

emenagoga, espasmolítica, colerética, discinesias hepatobiliares, parasitoses intestinais, cicatrizante gástrico;
sudorífica;
hipotensora;
Amenorréias, dismenorréias;
uso tópico: antiinflamatória, cicatrizante, acne, irritações cutâneas, queimaduras superficiais, contusões, picadas de insetos, úlceras dérmicas, furúnculos, abscessos, dermatites esfoliativas, calos, verrugas, gengivite, faringite, vulvovaginite, distrofia da mucosa vaginal.

Contra indicações: Gravidez e lactação

Efeitos colaterais: a planta fresca pode produzir dermatite de contato.

Camapu - Physalis angulata

Planta herbácea de caule carnoso, esverdeado, anguloso e ramificado; folhas ovado-oblongas, alternadas; flores amareladas, em cacho. É comum em todo o Brasil.

Princípio Ativo: Fisalina, higrina, tropeina, proteinas, vitaminas A e C.

Partes Usadas: Folhas, frutos e raízes.

Uso Popular:

O chá da raiz é diurético, sudorífico, contra icterícia, anti-reumático, hepato-protetor, antiinflamatório.
O chá das folhas serve para inflamação da bexiga e fígado. Os frutos contêm vitamina C.

Camomila comum - Matricaria chamomilla

Parte Usada: Flores

Uso Popular:

infusão:

Febre;
I nsônia;
Nevralgias;
Cólicas, gases, digestivo, dispepsia, falta de apetite, infecções intestinais, anti diarréico infantil;

Compressas e lavagens: conjuntivite e inflamações nos olhos.

Camomila Romana - Anthemis nobilis

Mesmas propriedades da camomila comum, porém mais fortes.

Parte Usada: Flores

Uso Popular:

infusão:

febre;
insônia;
nevralgias;
cólicas, gases, digestivo, dispepsia, falta de apetite, infecções intestinais, anti diarréico infantil;

compressas e lavagens: conjuntivite e inflamações nos olhos.

Cana

Uso Popular:

Óleo: analgésico utilizado nos casos de dores na coluna, osteoporose e artrite.

Cana de Macaco - Costus spiralis

Planta herbácea de colmo cheio, nodoso e piloso, folhas simples, inteiras, invaginantes, obovadas; flores alaranjadas, em espiga terminal. É comum na Amazônia e Nordeste do Brasil.

Princípio Ativo: Acido oxálico, inulina, taninos e matérias pécticas.

Partes Usadas: Colmo e Folhas.

Uso Popular:

chá das folhas é:

diurético, afecções da bexiga e para inflamações dos rins, anti-lítico;
diaforético, febrífugo;
contra o catarro e anti-reumático;

sumo do colmo é usado para:

picadas de insetos;
para diabetes.

Cana do Brejo - Costus Spicatus

Sinonímia Popular: jacuacanga, cana de macaco, cana roxa, ubacaia.

Uso Popular:

diurético e afecções dos rins, bexiga (cistite) e uretra;
corrimento gonocócicos.

Canela - Cinnamomum zeylanicum

Árvore mediana de casca castanho-clara; folhas opostas, ovaladas; flores verde-amareladas, em panículas terminais. Originário da Ásia.

Princípio Ativo: Eugenol, safrol, felandreno, ácido cinâmico e taninos.

Partes Usadas: Folhas e casca das árvores.

Uso Popular:

pó das cascas é condimento.

chá das cascas ou da folha é:

estimulante digestivo, carminativo, anti-espasmódico;
anti-reumático.

Canela de Sassafraz - Sassafraz officinalis

Sinonímia popular: Sassafraz

Uso Popular:

reumatismo, artrite, gota;
problemas do trato genito-urinário;
moléstias da pele;
supressão da transpiração;
afecções da pele: eczema e psoríase;
astenia psíquica e intelectual;
picadas de inseto e infestações do couro cabeludo.

Cânfora - Artemisia camphorata

Parte Usada: folhas.

Uso Popular: cataplasma das folhas: antiinflamatório.

Capim de Burro - Cynodon dactylon

Erva perene, geniculada, rizomática e estolonífera; folhas linear-agudas; inflorescência digitada, em panículas de 3 a 6 racemos. Cosmopolita.

Princípio Ativo: Cinodina, triticina e inositol

Parte Usada: Raiz.

Uso Popular:

O chá da raiz é diurético, sudorífico, contra o catarro das vias urinárias.

Capim Santo: Cymbopogon citratus

Planta herbácea, cespitosa, estolonífera, folhas amplexicaules, linear-lanceoladas; inflorescência em panículas amareladas.

Princípio Ativo: Citral, geraniol, metileugenol, mirceno, citronelal, ácidos acético e caprioco.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

O chá das folhas é :

febrífugo;
sudorífico;
diurético;
anti-espasmódico e estimulante estomacal.

Cardo-santo - Argemone mexicana

Partes usadas: toda planta

O chá é:

sudorífico;
expectorante;

Efeitos colaterais: doses excessivas podem causar intoxicações.

Cardo-santo - Argemone mexicana

Partes usadas: toda planta

Uso Popular:

O chá é:

sudorífico;
expectorante;

Efeitos colaterais: doses excessivas podem causar intoxicações.

Carobinha - Jacaranda Caroba

Uso Popular:

diurético, depurativo;
contra amebas, combate a desinteria amebiana;
anti-reumático.

Carapanauba - Aspidosperma nitidum

Árvore alta de folhas elípticas, flores esbranquiçadas, disposta em corimbo.
É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Aspidospermina, quebrachina, aquanidina, aricina e iombina.

Partes Usadas: Casca da árvore.

Uso Popular:

chá da casca serve para:

bronquites;
perturbações do fígado;
febrífugo;
em maceração de água fria é usado para diabetes.

Caravarí - Crateva benthami

Árvore mediana de casca acinzentada, folhas alternas, digitadas, trifoliadas, flores amareladas, em corimbos terminais. Comum na Amazônia.

Sinonímia popular: Catore ou trapiá

Princípio Ativo: Lipeol, sitosferol, varunol, rutina, isoquercitina, glucocaparina, tiodamina, ácidobetulínico.

Partes Usadas: A entrecasca.

Uso Popular:

A entrecasca esverdeada, moída com um pouco de sal e água, este suco é dado para beber a quem foi picado por surucucu e um emplasto da massa deve ser posta sobre a ferida.

Carqueja - Baccharis trimera

A Carqueja é uma planta originária da América do Sul, sendo muito comum em quase todo Brasil. Seu porte é herbáceo, prefere terrenos pedregosos e bem drenados, e costuma crescer em beiras de estrada ou terrenos baldios A carqueja é muito popular, no Brasil, como planta medicinal.

Princípio Ativo: Flavonóides, Lactonas diterpênicas, Saponinas, Fitosteróis, Polifenóis, Taninos, Óleos essenciais (carquejol, acetato de carquejol, nopineno, a e b cardineno, eudesmol, calameno, eledol).

Farmacologia dos princípios ativos:

Os óleos essenciais da Carqueja (Baccharis genistelloides), especialmente o carquejol, atuam sobre o hepatócito, aumentando a produção de bile e protegendo contra peroxidação lipídica da membrana celular. Os princípios amargos da Carqueja também estimulam as papilas gustativas, aumentando o apetite e a produção de suco gástrico. Os flavonóides de Baccharis genistelloides possuem ação diurética aumentando o débito urinário.

Farmacologia dos extratos:

O extrato de Baccharis genistelloides impede a absorção de glicose no tubo digestivo. Isto reduz a glicemia e causa um ação laxativa por mecanismo osmótico.

Usos farmacológicos: A Carqueja (Baccharis genistelloides) é uma planta medicinal com os seguintes usos etnofarmacológicos identificados: Tônica digestiva, estomáquica, vermífuga, colagoga, litagoga, hipoglicemiante, diurética, laxativa discreta e antigripal.

Dispepsias inespecíficas:

Para sintomas como intolerância a gorduras, digestão lenta, azia e sensação de peso no abdome sem patologia gastro-intestinal específica (indicação com base em informações tradicionais).

Síndrome pós-hepatite:

Para dispepsias inespecíficas que surgem após as hepatites virais (indicação com base em informações tradicionais).

Litíase biliar:

Como antiespasmódico e colagogo para auxiliar no manejo de cólicas biliares e sintomas digestivos associados a esta condição.

Hepatite:

Como protetor do hepatócito e antiviral potencial, para auxiliar no tratamento de hepatites crônicas e agudas.

Constipação intestinal:

Como regulador do intestino e laxativo para constipação intestinal.

Obesidade e diabetes mellitus:

Como inibidor da absorção da glicose, para auxiliar no tratamento da obesidade e no diabates mellitus.

Uso Popular:

folhas em Infusão e cápsulas:

fraqueza orgânica;
tônico amargo estomacal, exerce ação benéficas no fígado e intestinos. O amargor da carqueja, é o responsável pelo estímulo das glândulas salivares e hepáticas;
fígado, indigestão, diarréia, falta de apetite, tônico hepático, digestivo;
diabetes;
reumatismo;
gota;
dietas para emagrecimento;
diurético.

Contra-indicações:

Diarréias crônicas: A inibição da absorção de glicose aumenta a quantidade deste açúcar na luz intestinal, que é metabolizado por bactérias a compostos que agravam a diarréia.

Carucaá - Cordiamulti spitaca

Arbusto bastante ramificado de ramos flexuosos, folhas elípticas e rugosas,flores diminutas, esbranquiçado-amareladas. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Carucaína.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

chá das folhas serve para:

gripe, tosse, bronquite;

emplasto umedecida:

para contusões.

Casca D'anta - Drimys winteri

Partes Usadas: A casca do caule

Uso popular:

dispepsias, estimulante estomacal, diarréias, vômitos rebeldes;
diuréticas;
anemia, fraqueza em geral.

Casca Preciosa - Aniba canelilla

Árvore mediana de caule acinzentado, folhas elípticas. Flores amareladas, dispostas em cachos. É comum na Amazônia

Princípio Ativo: Eugenol, linalol, metileugenol, anabasina, anibina e taninos.

Partes Usadas: Casca, lenho e folhas.

Uso Popular: O chá é digestivo e antiespasmódico.

Cáscara Sagrada - Rhammus purshiana

Princípio Ativo: antraquinonas denominadas de emodina e isoemodina, ácido crisofânico, ácidos gordurosos, emodina impura (cascarina e purshiana).

Partes Usadas: casca do caule e na casca dos ramos.

Uso Popular:

decocção e cápsulas:

fígado, estômago, intestino, laxante, restaura o tônus intestinal, hemorróidas, em doses pequenas é um laxativo por excelência.

Castanha da Índia - Aesculus hiprocastanus

Uso Popular:

lebites, varizes;
hemorragias pequenas;
hemorróidas - acalma a dor e é vasoconstritor periférico.

Castanhola - Terminalia catappa

Árvore mediana de galhos verticilados, horizontais. Folhas obovadas e aglomeradas no ápice dos ramos. Originária da Índia.

Sinonímia Popular: Amendoeira.

Princípio Ativo: Taninos e ácidos elágico, gálico e quebulínico.

Partes Usadas: Casca da árvore e folhas.

Uso popular:

chá da casca e folhas é:

febrífugo;
anti-diarréico.

Catinga-de-mulata - Tanacetum vulgare

Partes Usadas: flores, folhas.

Uso Popular:

combate contusões,
vermífugo

Efeitos colaterais: Doses excessivas podem causar intoxicações.

Catuaba - Anemopaega mirandum

A catuaba é uma árvore nativa do Brasil, originária de Minas Gerais, facilmente encontradas nas florestas tropicais. Vegeta bem em clima tropical e subtropical. Muito conhecida de norte a sul do país devido ao seu valor terapêutico.

Sinonímia Popular: Catuaba, catuíba, catuabina (substância amarga) pau-de-resposta, caramuru, tataúba, piratan-cará.

Princípio Ativo:

A Catuaba (Anemopaegma mirandum) possui na sua composição química alcalóides semelhantes à atropina e a ioimbina. Substância amarga (catuabina). Matérias aromáticas, Taninos, Resinas, Lipídeos.

Farmacologia dos princípios ativos

A Catuaba é um modificador das funções vegetativas interferindo nos impulsos dos nervos motores e ao nível dos centros nervosos. Em doses elevadas causam midríase devido à paralisia periférica das fibras musculares lisas da pupila, este efeito é causado por um alcalóide semelhante à atropina. Foi observado, ainda, que a catuaba possui atividade muscarínica e adrenérgica, em experiências realizadas com coelhos.

A ioimbina é um potente antagonista do PAF (platelet activating factor), causando redução da adesividade plaquetária, vasodilatação e protegendo o endotélio capilar em caso de choque séptico. A ioimbina se mostrou eficaz em dilatar a artéria peniana e aumentar o tempo de ereção. Entre as indicações clínicas preconizadas por diferentes autores temos a redução da memória, impotência, depressão, redução da libido, ansiedade, fadiga crônica e estresse.

Usos farmacológicos:

A catuaba é um tônico, estimulante, tônico do sistema nervoso central, afrodisíaco, ansiolítico, expectorante. Usado nos casos de fadiga, convalescências, paralisias motoras, ataxia locomotora, cansaço mental, impotência, redução da libido, ansiedade, insônia, bronquite crônica.

Parte utilizada: casca.

Uso Popular:

Impotência sexual: como vasodilatador da artéria peniana e estimulante da libido.

Estresse acompanhado de sintomas de fadiga física e mental: como estimulante do SNC, antidepressivo suave e agonista adrenérgico suave.

Síndrome da fadiga crônica: como estimulante do SNC, antidepressivo suave e agonista adrenérgico suave.

Esgotamento pós-estresse ou doença prolongada: Como tônico geral, antifadiga, e estimulante do apetite para apressar a recuperação física.

Depressão leve ou moderada: como auxiliar no tratamento de depressão, devido suas ações como tônico geral, antidepressivo, e estimulante do sistema nervoso.

Dificuldade de raciocínio e concentração;

Moléstia do estômago.

Efeitos colaterais: acima de 21gramas ao dia pode provocar midríase prolongada.

Cavalinha - Equisetum arvense

Uso no tratamento co-adjuvante da acupuntura: antiinfeccioso, usado para infecções por Borrélia.

Uso Popular:

afecções dos brônquios e pulmões;
aterosclerose, hipertensão arterial;
afecções articulares;
hemoptise, hemorragias nasais (epistaxe), renais, menstruação excessiva (menorragia);
diurético, enfermidades renais e das vias urinárias;
inflamação e edema da próstata;
problemas ósseos;
externamente: aftas e úlceras varicosas.

Cenoura - Daucus carota

Partes Usadas: Raízes e sementes

Uso popular:

cataplasma: queimaduras;
decocção: rouquidão, tosse.

Cenoura - Daucus carota

Partes Usadas: Raízes e sementes

Uso popular:

cataplasma: queimaduras;
decocção: rouquidão, tosse.

Centelha Asiática - Centella asiática

Princípio Ativo: velarina, asiaticosídeo.

Partes usadas: planta integral.

Uso Popular:

úlceras varicosas, flebites e celulites.

Efeitos colaterais: em doses altas tem efeito narcótico.

Chá Preto - Thea sinensis

Sinonímia popular: Chá da Índia, Chá da China.

Partes Usadas: Folhas

Uso popular: Infusão

estomatites, má digestão;
resfriado;
excitante, estimulante;
diurético;
analgésico;

Chanana - Turnera ulmifolia

Planta subarbustiva, ramificada, folhas alternas, corrugadas, com 2 gândulas na base do limbo, flores axilares, amareladas. Comum na Amazônia.

Sinonímia popular: Damiana ou Albina

Princípio Ativo: Damianina, cafeína e ácido tânico.

Partes Usadas: Folhas e raiz.

Uso Popular:

chá das folhas ou raiz é:
adstringente;
expectorante;
contra urina solta, contra albuminúria;
anti-diabético;
tônico nervoso.

Chapéu-de-Couro - Echinodorus macrophyllus

Uso Popular:

Decocção:

reumatismo, reumatismo sifilítico, dores, artrite;
infecções urinárias arteriosclerose;
diurético;
sífilis;
dissolve o ácido úrico;
depurativo;

uso externo e chá:

dermatites, tira manchas da pele.

 

Chicória - Chicorium endivia

Planta herbácea, anual, folhas oblongo-denteadas, capítulos de flores azuladas, no ápice de um escapo. Originaria da Europa.

Princípio Ativo: Intibina, inulina, chicorina, proteínas, sais minerais e vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: Folhas e raízes.

Uso Popular:

O chá das folhas ou raízes é:

diurético;
estomacal, levemente laxante, anti-inflamatório do fígado e intestinos.

Chlorella - Chlorella pyrenoidosa

Uso Popular:

estimulante do sistema imunitário;
auxilia no regime de emagrecimento;
distúrbios digestivos;
distúrbios cardiovasculares.

Chuchu - Sechium edule swartz

Planta trepadeira, herbácea, anual, folhas codiformes, longo-pecioladas, flores unissexuais, amareladas. Originário do México.

Princípio Ativo: Carboidratos, proteínas, sais de cálcio, fósforo e ferro, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

chá das folhas é:

diurético,
cardiotônico,
hipotensos
anti-diabético.

Cimicifuga - cimicifuga racemosa

Sinonímia Popular: Black cohosh, Ramidamin.

Partes usadas: raiz.

Uso Popular: reposição hormonal da menopausa.

Cipó Azougue - Apondanthera smilacifolia

Uso Popular:

Boubas, eczemas, escrófulos, feridas, furúnculos e herpes.

Cipó Cabeludo - Mikania hirsutissima

Sinonímia Popular: Guaco cabeludo, guaco peludo.

Uso Popular:

cistites, nefrites, pielites, uretrites, provocando uma diurese abundante e impedindo a excreção da albumina;
frieiras, coceira;
dores reumáticas e artríticas, gota, nevralgias e contusões;
cólicas menstruais;
pedra na vesícula.

Cipó Pucá - Cissus sicyoides

Arbusto escandente, com gavinhas opostas às folhas e raízes pêndulas folhas ovado-codiformes, flores pálidas, em cimeiras corimbiformes. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Cipó Puci.

Princípio Ativo: Sais de magnésio, manganês, silício, cálcio, fósforo e potássio.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

chá é:
sudorífico;
hipotensor;
para derrame.

Coentro - Coriandro sativum

Erva glabra de caule e ramos cilíndricos; folhas compostas, pinatifidas; flores alvacentas, em umbela. Originária da Ásia.

Princípio Ativo: Coriandrol, limoneno, terpineno, taninos, geraniol, borneol, ácidos acético e oxálico.

Partes Usadas: Folhas e sementes.

Uso Popular:

o chá serve para:
atonia gastrintestinal, evita a formação de gases estomacais e intestinais (carminativo);
sudorífico.
As folhas são também condimentares.
para retirada de metais pesados do organismo;

Cominho - Cuminum cyminum

Planta herbácea de caule e ramos estriados; folhas alternas, multífidas; flore alvas, em umbela terminais. Originário da Ásia

Princípio Ativo: Cuminal, cimeno, carvona, cineol, aldeído cumínico, felandreno, pineno e ácido málico.

Partes Usadas: As sementes.

Uso Popular:

Além de condimento, usa-se o chá como estimulante digestivo, carminativo e diurético.

Congonha do Bugre - Palacurea desiflora

Uso Popular:

tônico do coração;
diurético;
infiltrações e edemas de pernas;
aterosclerose;
artritismo;
contra albuminúria e ácido úrico;
regulariza a função dos rins;
elimina cálculo na bexiga.

Confrey - Symphytum officinalis

Partes Usadas: Folhas, raiz.

Princípio Ativo: alcalóides pirrolidizínicos.

Uso Popular:

chá:

infecções;
hemorragia;
úlceras;
cicatrizante;
anti-reumático;
emoliente em contusões;

cataplasma:

fraturas ósseas;
varizes;
cicatrizante;
úlceras;
feridas;
queimaduras.
efeito colateral: hepatotóxico.

Copaiba - Copaifera rericulada

Árvore alta de casca rugosa, pardacenta; folhas alternas, compostas de 5 jugos; flores sésseis, alvacentas, em panículas auxiliares. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Ácido copaífero, a-cubebeno, b-cariofileno, a-humuleno e d-candieno

Partes Usadas: O óleo extraído do lenho, resina.

Princípio Ativo: alcalóides pirrolidizínicos.

Uso Popular:

O óleo é:

anti-inflamatório e cicatrizantes de feridas, principalmente das vias urinárias e pulmonares;
sífilis;
bronquite, tosse;
dermatite, urticária, cicatrizante, úlcera, anti-séptico;
leucorréia;
infecções urinárias.

Couve - Brassica oleraceae

Planta herbácea, carnosa, folhas ovaladas, verde-acinzentadas, flores amareladas, dispostas em racemos. Origem Européia.

Princípio Ativo: Brassicina, narcotina, sinapina, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, sais de cálcio, fósforo, magnésio, ferro e iodo.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

As folhas cozidas são:

febrífugas;
anti-reumáticas;
aplicadas como cataplasma são vulnerárias;
sumo das folhas cruas é:
expectorante e serve para úlcera gástrica, duodenal;
artrite.

Cravinho da Índia - Caryophyllus aromaticus

Árvore mediana, bastante ramificada, folhas simples, oblongas, opostas, inflorescência em corimbos terminais de flores aromáticas e avermelhadas. Originária da Malásia.

Princípio Ativo: Cariofileno, furfurol, eugenol, taninos, ácidos galactânico, eugênico e salicílico.

Partes Usadas: Botões florais secos.

Uso Popular:

O chá é:
tônico;
estamáquico, carminativo;
anti-séptico;
sudorífico.

Cravo de Defunto - Tagetes erecta

Planta herbácia de odor forte, folhas opostas multi-fendidas, flores amareladas em capítulo. Originário do México.

Princípio Ativo: Cíneol, linalol, carvona, ocimeno, dextra-limoneno, fenol, anetol, eugenol e quercetagetina.

Partes Usadas: Folhas e flores.

Uso Popular:

O chá das folhas ou flores é:

contra angina;
sudorífico;
anti-espasmódico;
antitussígeno (béquico);
anti-reumático;
cólicas uterinas.

Crista de Galo - Heliotropium indicum

Princípio Ativo: alcalóides pirrolidizínicos.

Efeito colateral: hepatotóxico.

Cueira - Crescentina cuijete

Árvore pequena de tronco e galhos tortuosos e casca acinzentada, folhas alternas, reunidas no ápice dos ramos, flores caulinares, solitárias, amareladas com estrias violáceas. Ë comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Ácido crescentino, cianídrico e taninos.

Partes Usadas: A polpa dos frutos.

Uso Popular:

Chá da polpa é:

purgativo;
expectorante;

Suco cru:

anti-asmático.

D

Damiana - Turnera diffusa - Turnera ulmifolia

Sinonímia popular: Chanana ou Albina

Princípio Ativo: Damianina, cafeína e ácido tânico.

Partes Usadas: folhas e raiz.

Uso Popular:

O chá das folhas ou raiz é:

Adstringente;
E xpectorante;
C ontra urina solta, contra albuminúria;
A nti-diabético;
T ônico nervoso.

Dente-de-Leão - Taraxacum officinale

Principio Ativo: esteróis, resinas, essência, vitaminas: A, B1, PP, C e D, inulina, alcalóides, derivados terpênicos entre outros.

Partes Usadas: Flores, folhas, rizoma e raiz.

Uso Popular:

tônico, amargo,

diurético;
com atividades nas insuficiências hepáticas;
angiocolite crônica, laxativo;
excelente depurativo;

Salada: depurativo do sangue, fígado, colagogo;

Decocção e infusão: depurativo, hidropisia, afecções do fígado, acidose, icterícia, diabetes;

Sumo das folhas : cálculos renais e fígado.

E

Erva botão - Eclipta alba

Planta herbácea, dicotomicamente nodosa, folhas sésseis, opostas, membranáceas, flores esbranquiçadas, em capítulos longos pedunculados. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Agrião do Brejo

Princípio Ativo: Ácido tânico e nicotina.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

Chá de toda a planta é:

adstringente;
contra pedras nos rins e vesícula;
anti-asmático;
anti-hemorrágico;

Cataplasma das folhas contusas é cicatrizante e anti-ofídico.

Erva Cidreira - Lippia alba

Subarbusto muito ramificado dicotomicamente, folhas oblongo-agudas, opostas, olentes, flores róseo-violáceas, reunidas em umbelas. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Óleos essenciais.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

Chá das folhas é:

anti-espasmódico, estomáquico, evita a formação de gases (carminativo);
relaxa o sistema nervoso, ajudando a conciliar o sono.

Erva de Bicho - Polygumum acre (Polygonum aquifolium)

Partes Usadas: toda a planta em chá, banho ou cataplasma.

Uso Popular:

hemorróidas;
sarnas;
artrite e anti-reumático;
nos abortos, partos, hemorragia uterina;
doenças da bexiga;
congestões em geral.

Erva de Jaboti - Peperomia pellucida

Planta herbácea, carnosa, folhas membranáceas, cordiformes, inflorescência em espigas de minúsculas flores amareladas. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Maticina e taninos.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

O chá é forte diurético e hipotensor.

Erva-de-Santa-Maria - Chenopodium ambrosioides

Planta herbácea de cheiro forte, caule ereto e muito ramificado folhas alternas, oblongo-0lanceoladas, denteadas, inflorescência em glomérulos de flores verde-amareladas. Originário da América Tropical.

Sinonímia Popular: Ambrósia, Chá da Espanha, Chá do México, Erva das cobras, Erva formigueira, Vomiqueira, Trevo de Santa Maria.

Princípio Ativo: Ascaridol, cineol, cimeno, salicilatos de metila, quenopodina, histamina, limoneno, glicol, ácidos butírico e salícilico.

Partes Usadas: Folhas e sumidades floridas e sementes.

Uso Popular:

Chá em descanso noturno das folhas e sumidades floridas:
estomacal,
diurético,
vermífugo
contra infecções pulmonares,
sudorífico,
contra hemorróidas e varizes, má circulação do sangue,
angina,
cãibras
hemorragia interna.

As folhas e flores secas afugentam insetos caseiros.

Infusão e tintura:

bronquite, tosse, diurético;
calmante;
tuberculose;

Sumo: vermífuga.

Efeito Colateral: Em alta dose é extremamente tóxico.

Erva Doce, Anis - Pimpinella anisum

Planta herbácea de caule estriado, fistuloso, folhas inferior lobadas, as demais multi-fendidas, inflorescência em umbela de flores alvacentas e pubescestes. Originária do Egito.

Princípio Ativo: Anetol, colina, anisulmina, metilchavicol, estragol e ácido anísico.

Partes Usadas: As sementes.

Uso Popular:

Chá das sementes é:

carminativo, estomacal, anti-espasmódico, anti-diarréico, estimulante gastrointestinal;
diurético;
sudorífico;

Erva-Doce - Anethum - Pimpinella anisum

Sinonímia popular: Funcho, Anis.

Partes Usadas:

Princípio Ativo: Anetol, colina, anisulmina, metilchavicol, estragol e ácido anísico.

Uso Popular:

Infusão:

intestino,
obesidade,
câimbra, reumatismo,
diabetes,
olhos,
memória,
depurativa,
mordedura de cobras e escorpiões,
estimula a secreção láctea.

Chá das sementes é:

evita a formação de gases intestinais (carminativo), estomacal, anti-espasmódico, anti-diarréico e estimulante gastrointestinal;

diurético, sudorífico.

Erva-Mate - Ilex paraguayensis / brasiliensis

Árvore frondosa, pequena, folhas alternas, ovaladas, serrilhadas, flores diminutas, esbranquiçadas, reunidas em espigas axilares. Estados do Sul do Brasil.

Sinonímia Popular: Mate.

Princípio Ativo: Cafeína, mateina, oxalatos e carbonatos de cálcio, lítio e sulfato de sódio.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

Infusão:

excitante, estimulante, tonificante;
ativa a circulação;
diurético;
digestivo, laxante, dispepsia, distúrbios estomacais e hepáticos e ativador do pâncreas..

Erva Picão - Bidens pilosa

Planta subarbustiva, anual, de ramos dicotômicos, folhas opostas, compostas de foólos ovalado-acuminados e serrados, flores amareladas, em capítulos terminais. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Carrapicho Agulha

Princípio Ativo: Ácido salicílico, taninos, limoneno, candineno, timol, a-pineno, a-felandreno, sais de potássio, cálcio e fósforo.

Partes Usadas: Folhas e raízes.

Uso Popular:

O chá das folhas ou raízes é:

diurético;
sialagogo;
anti-disentérico;
antiescorbútico;
hepato-protetor;
contra diabetes;
hepatite.

Espinheira Santa - Maytenus hicifolia - Maytenus aquifolium - Maytenus ilicifolia

A Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia) é um arbusto de grande porte, de origem brasileira. Tornou-se conhecida na medicina brasileira em 1922 quando um professor da Faculdade de Medicina do Paraná descreveu a importância do seu uso no tratamento da úlcera, sua principal aplicação na atualidade. É uma planta medicinal bastante conhecida no Brasil desde o início do século, quando índios a utilizavam para o tratamento de tumores.

Sinonímia popular: Salva-vidas, Espinho de Deus, Cancerosa, Cancorosa, Congorça, Erva-cancerosa, Espinheira divina, Maiteno, Salvavidas, Sombra-de-touro.

Princípio Ativo: triterpernos friedelina, friedelanol (freguentes), lupeol, lupenona, simiarenol,b-amirina, b-sitosterol, estigmasterol, campesterol, ergosterol, brassicasterol, alfa-tocofenol, esqualeno e ácido hexadecanóico, terpenóides (maitesina), polifenóis flavonóides (quercetínico e kaempferólico), Leucoantocianinas e proantocianinas, taninos (4'-metil epigalocatequina e seu epímero 4'-metil-ent-galocatequina), mucilagens, substâncias nitrogenadas, carotenóides, óleo essencial, sais minerais (ferro, enxofre, sódio, cálcio), matérias resinosas.

Farmacologia dos princípios ativos:

Em estudo realizado pela UFMG em que foi pesquisado o efeito da 4'-o-metil epigalotequina extraída das folhas de Maytenus ilicifolia sobre a secreção gástrica de ácido induzido pela histamina. Os resultados confirmam a participação do referido princípio ativo na redução de secreção basal ácida induzida pela histamina. Em pesquisas sobre o efeito antiulcerogênico de frações hexânicas das folhas de espinheira santa, verificou-se que a fração hexânica bruta na dose de 4mg/kg foi efetiva em prevenir úlcera induzida por indometacina, semelhante ao efeito da cimetidina. Os triterpenos friedelina e friedelanol foram responsáveis por 50% da eficácia. Os princípios 4'-O-metil-epigalocatequina e seu epímero 4'-o-metil-ent-galocatequina inibiram a secreção de ácido em mucosas gástricas isoladas de rãs de forma dose-dependente em concentração de 0,35 mg%. Os flavonóides têm ação antiinflamatória.

Farmacologia dos extratos:

Maytenus ilicifolia atua como estimulante das funções estomacais, hepáticas e intestinais, tonificando o processo digestivo, protegendo a mucosa gástrica e auxiliando o processo de desoxidação do organismo por suas funções laxativas e diuréticas. Algumas de suas ações etnofarmacológicas já foram bem definidas através de estudos científicos. Em um estudo realizado na UFMG, onde se pesquisou o envolvimento da histamina no mecanismo de ação do extrato bruto de espinheira santa (Maytenus ilicifolia), verificou-se que em mucosas gástricas de rãs isoladas e incubadas em câmara de hiperbárica ou em câmara de Ussing com solução Ringer, o extrato bruto de espinheira santa (ES) na concentração de 5,6 mg% (na câmara hiperbárica) a 14 mg% (na câmara de Ussing) reduz a secreção gástrica de H+, paralelamente observou-se que o extrato bruto ES também inibe a secreção estimulada pela histamina somente no lado seroso da mucosa gástrica. A cimetidina (10 mM) e o extrato bruto de ES (7 mg%) isoladamente não inibiram a secreção gástrica de H+, no entanto quando associados, inibiram a secreção de H+ no lado seroso da mucosa gástrica. Os resultados sugerem que o extrato bruto de ES inibe a secreção de H+ e que envolve a participação de mecanismos relacionados à histamina.

Partes Usadas: Folhas

Uso Popular:

Infusão e cápsulas:

analgésica, desinfetante, cicatrizante, dores, diurética branda;

tônico das funções do estômago dos dispépticos e hipotônicos, e dos intestinos atônicos e constipados; carminativo; colagogo, anti-úlcera; dispéptico; analgésico; cicatrizante; anti-séptico; levemente diurético e laxante; desintoxicante hepato-intestinal, evita formações de fermentações e gases intestinais.

prevenção e tratamento de úlcera gástrica e duodenal: como antiulcerogênico, antiinflamatório da mucosa, anti-séptico, cicatrizante, e potencializador da mucosa do estômago.

dispepsias (má digestão, flatos, distensão abdominal, constipação): como digestivo, carminativo, colagogo, antidispéptico e laxativo.

esofagite de refluxo e hérnia hiatal: como carminativo, redutor da secreção ácida do estômago e antiinflamatório da mucosa.

Sumo : feridas, acne, eczemas, tumores, cancro, manchas no rosto.

Contra-indicações: A Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia) é contra-indicada durante a amamentação, pois diminui a produção de leite.

Espirulina- Spirulina maxima

Família das Oscillatoriaceae.

Princípios ativos: alto teor protéico.

Uso Popular: reposição de proteínas no organismo debilitado, ou que necessitem de dietas. Na forma pó pode ser consumida, segundo algumas literaturas, até 8g/dia.

Eucalipto - Eucalyptus globulus

Árvore alta e reta, de casca lisa e acinzentada, folhas alternas, falciformes, lanceoladas, flores esbranquiçadas, dispostas em racemos terminais. Originário da Austrália.

Princípio Ativo: Eucaliptol, piperitol, cineol, taninos, pineno, felandreno e ácidos butírico, caprioco, eucalíptico, valeriânico e gálico.

Partes Usadas: Folhas e casca da árvore.

Uso Popular:

chá das folhas ou casca da árvore:

anti-séptico pulmonar, anti-asmático, bronquite, gripe, resfriado, tosse, anti-catarral;
anti-séptico intestinal;
hemostático;
febrífugo, sudorífero;
estomatite, faringite;
sedativo;
desinfetante;
cistites, uretrites;

inalação - óleo:

asma, bronquite;
cicatrizante, desinfetante.

F

Flor da Páscoa - Pulsatilla

Princípio Ativo: Heterósideos: ranunculina, que se transforma facilmente em protoanemonina e posteriormente em anemonina. Esteróis e taninos.

Uso Popular:

cólicas uterinas, dismenorréias,
cólicas gastrointestinais
tosse espasmódica;
enxaqueca hemicraniana;
antibacteriana.

Contra-indicações: gravidez, lactação e hepatopatias.

Efeitos secundários: a planta fresca, aplicada topicamente pode produzir vesículas.

Flor de São João - Artemisia Vulgaris

Uso Popular:

anti-térmico;
vermífugo, antiespasmódico, alterações da digestão, aumenta o apetite,
icterícia, alterações do baço;
histeria;
convulsão, paralisia cerebral;

Folha da Fortuna - Bryophyllum calycinum

Planta herbácea de caule carnoso, cilíndrico e glabro, folhas opostas, longo-pecioladas, suculentas, ovado-crenadas, flores alaranjadas avermelhadas, em espigas terminais. É comum no Brasil.

Sinonímia Popular: Folha Grossa.

Princípio Ativo: Ácidos cítricos, isocítricos e 1 - málico.

Partes Usadas: As folhas.

Uso Popular: As folhas contusas são usadas como emplastro. São calmantes para erisipela, queimaduras, inflamações e contusões. São também vulnerárias e bactericidas

Fucus - Fucus vesiculosus

Princípio Ativo: Alga das Funaceas composta de ácido algínico, iodo, entre outros.

Uso Popular: Suave ação laxativa, indicada para a diminuição de gorduras.

G

Garcínia - Garcinia Cambogia

Uso Popular:
Reduz o apetite, aumenta a sensação de saciedade e queima as gorduras.

Garra do Diabo - Harpagophytum procumbens

Planta originária do deserto do Kalahari, das estepes da Naníbia e de parte da África Austral.

Princípio Ativo: harpagosídeo.

Partes usadas: tubérculos.

Uso Popular:

doenças reumáticas, espondilite anquilosante, artrite, artrose, gota e reumatismo;
neuralgias;
tendinites;
mialgias;
processos inflamatórios das vias urinárias;
antiinflamatório e analgésica;
espasmolítica;
estimulante digestivo.

Contra indicações: não pode ser prescrito em diabéticos insulino-dependentes pela incompatibilidade entre o harpagophyitum e a insulina.

Genciana - Gentiana Lutea

Uso Popular:

tônico amargo que estimula o apetite;
combate anemia;
colagogo, colerético, dispepsias atônicas, atonia gastrointestinal;
tuberculose;
diarréias, disenterias;
vermífuga;
restaura as forças em organismos depauperados;
afecções escrofulosas;
gota;
febres intermitentes;
reumatismo crônico.

Gergelim - Sasamum indicum

Subarbusto anual de caule vincado, folhas opostas, oblongo lanceoladas, flores solitárias, esbranquiçadas ou róseas. Originário da Índia.

Princípio Ativo: Lecitina, sesamina, palmitina, colina, fitina, globulina, fitosterina, sesamol, carboidratos, proteínas, gorduras, ácidos oléico e linoléico, sais minerais e vitaminas B1, B2 e C.

Partes Usadas: As folhas e sementes.

Uso Popular:

O chá das folhas é adstringente para diarréias;

O óleo das sementes é:

resolutivo, em emplastros contra queimaduras;
galactogogo;
anti-reumático;
anti-diabético;
contra taquicardia.

Gervão Rinchão - Stachytarpheta cayenensis

Planta subarbustiva, dicótoma, de ramos quadrangulares e pubescestes, folhas opostas, ovado-agudas, crenadas, flores azuladas, em espigas terminais. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Estarquitafina, citral geraniol, verbelina, dextrina e ácido salicílico.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

chá da raiz e das folhas é:

anti-diarréico, anti-hemorroidal, anti-emético, hepatite, amebíase;
anti-térmico, sudorífico;
anti-catarral, contra a rouquidão, tosse, bronquite;
diurético, artrite;
O suco cru das folhas usado externamente é cicatrizante.

Gingko biloba - Gingko biloba

Farmacologia dos princípios ativos: vasodilatador arterial, inibidor do PAF.

Farmacologia dos extratos: Aumenta o tônus venoso, aumenta permeabilidade capilar, aumenta a irrigação cerebral, aumenta a glicose e o ATP cerebral, aumenta a tolerância a hipóxia, inibe a agregação plaquetária, estimula a ação da prostaglandina.

Uso Popular:

vertigens;
deficiência de memória, dificuldade de concentração;
deficiências auditivas;
tratamento de toda isquemia seja central ou periférica;
cefaléia.

Ginseng - Panax quinquefolium

Partes Usadas: raiz

Uso Popular:

Infusão e raiz mascada:

tonificante,
resfriado, tosse, inflamações pulmonares;
estomatite, prisão de ventre, úlceras gástricas;
inflamações urinárias;
distúrbios nervosos, fadiga.

Uso em acupuntura:

Para calor com deficiência do Yin

Efeito colateral: aumenta a pressão arterial.

Girassol - Helianthus annuus

Partes Usadas: Folhas e sementes tostadas

Uso Popular:

Tintura das folhas:

febre;
malária;
resfriado;
estomatite;
hematúria.

Infusão das sementes: excitação nervosa

Uso externo tintura: chagas, contusões, feridas

Goiabeira - Psidium guayava

Árvore pequena, de caule e ramos glabros. Folhas opostas, ovado-oblongas, flores alvacentas, em cachos axilares. Da América Tropical.

Princípio Ativo: Taninos, guavina, piridoxina, niacina, mirceno, borneol, a-pineno, sais minerais e vitaminas, principalmente C.

Partes Usadas: Os frutos, a casca da árvore, e as folhas.

Uso Popular:

O chá das cascas e folhas serve:

contra diarréias;
tosse, bronquite;
hemorragias.

Guaco - Mikania glomerata

Partes Usadas: folhas.

Uso Popular:

O chá das folhas:
combate tosse, bronquite
anti-reumático

Guandu ou Feijão Andu - Cajanus cajan

Arbusto ereto, pubescente, muito ramificado, folhas compostas de três folículos
oblongo-agudos, flores amareladas, em racemos axilares. Originário da Índia.

Princípio Ativo: Urease, citisina, carboidratos, proteínas, sais minerais e vitaminas.

Partes Usadas: Folhas e flores.

Uso Popular:

O chá das flores e das folhas serve para:
hemorragia;
gargarejos, inflamações na garganta, tosse e bronquite.

Guaraná - Paullinia cupana

Planta arbustiva, incandescente, de ramos sulcados, com gavinhas, folhas longo-pecioladas, compostas de 5 folículos oblongo-agudos, flores unissexuais, esbranquiçadas, axilares, em cimeiras. Comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Cafeína, teobromina, catequina, dextrina, teofilina, timbonina, ácido málico e reponina.

Partes Usadas: As sementes.

Uso Popular:

As sementes torradas e moídas em pó, refresco, suco, cápsula:
revigorante, estimulante, anti-depressivo,
Estimula as funções cerebrais, favorecendo a atividade intelectual;
combate a enxaqueca;
anti-diarréico, evita a formação de gases intestinais;
contra enxaqueca;
arteriosclerose;
diurético;
cardiotônico;
estimulam a transpiração (diaforético); anti-febril;
infecções, desinfetante,
Uso externo : cicatrizante

Contra indicações: crianças, mulheres gestantes ou que amamentem, cardíacos e hipertensos devem evitá-la.

Guaçatonga - Casearia sylvestris


Uso Popular:

cicatrizante, hemostático (em caso de ferimentos com hemorragias tem ação rápida fazendo parar o sangramento), feridas, eczemas, pruridos, distúrbios da pele, picadas de insetos;
alivia a dor;
anti-úlcera gástrica;
diurética;
tônica, estimulante;
homeostático;
hidropsia;
antimicrobiana;
fungicida;
distúrbios da orofaringe (aftas, herpes, mal hálito).

Guiné - Petiveria alliacea

Partes Usadas: Folhas e raiz.

Uso Popular:

A infusão:
antiespasmódica,
abortiva,
diurética,
doenças venéreas,
vermífugo,
reumatismo,
protetor espiritual
O chá - folhas, raiz - 10 g/l (4 x ao dia): antiinflamatório bucal e analgésico

H

Hamamélis - Hamamelis virginiana

Sinonímia Popular: Flor de inverno.

Partes Usadas: Casca e folhas.

Uso Popular:

Água de hamamélis: desinfetante
Decocção: diarréia
Pomada e tintura:
adstringente;
vaso constritora, favorecendo a circulação de retorno, úlceras varicosas, veias varicosas, flebites;
hemorróidas, disenteria;
como hemostático em hemorragias, metrorragias, hemoptises.
inflamações crônicas da faringe com estado varicoso da mucosa dessa região;
gonorréia, leucorréia, menstruação em excesso;
tumores;
inflamações externas;
pústulas;
inflamação dos olhos;
picadas de insetos;
hemorragia pulmonar.

Hissopo - Hyssopus officinalis

Partes Usadas: Flores e folhas secas.

Uso Popular:

Óleo e infusão:
asma, bronquite;
inflamações da boca e garganta, digestivo;
depurativo;
Óleo e uso externo de infusão: chagas e úlceras, erupções cutâneas;
Compressa: contusões.

Hortelã - Monarda punctata

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

infusão e salada:
amenorréia;
náuseas, vômitos, gases;
analgésica;
estimulante;
diurética.

Hortelã do Maranhão - Marrubim vulgare

Planta herbácea, semicarnosa, aromática, de caule sub-quadrangular, folhas opostas, ovalado-deltoideas, crenadas, inflorescência em glomérulos de flores labiadas, esbranquiçadas. Origem Asiática.

Sinonímia popular: Hortelã da Folha.

Princípio Ativo: Marrubina, taninos, glicosídios e óleos essenciais.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

O chá das folhas é:
diurético,
febrífugo,
béquico,
expectorante,
anti-espasmódico,
estimulante digestivo e cardíaco.

Hortelã Pimenta - Mentha piperita

Acredita-se que esta planta seja um híbrido do cruzamento de Mentha viridis e Mentha aquarica. Planta herbácea de caule quadrangular, folhas oposto-decussadas, oval-lanceoladas, serreadas, inflorescência em espiga terminal de flores violáceas. Originária da Ásia e Europa.

Sinonímia popular: Hortelã.

Princípio Ativo: Mentol, cineol, mentona, pineno, limoneno e mentonapiperitona.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

O chá das folhas é:
estimulante digestivo e intestinal, anti-espasmódico, carminativo, colagogo, contra litíase, gastrite;
anti-séptico;
cardiotônico;
galactogogo;
reumatismo.
Óleo e infusão:
coração,
má digestão, cólicas hepáticas e abdominais, vermífugo, vômito,
insônia,
dores de cabeça,
resfriado,
afrodisíaco,
Uso externo:
Reumatismo
Inalação: asma, tosse, resfriado;
Unguento : amamentação: impede a secreção láctea;
Cataplasma das folhas: pele

Hydrastis canadensis - Hydrastis canadensis

Uso Popular:

antibiótico;
tônico;
anti-térmico;
desobstruente das mucosas respiratórias;
desobstruente das mucosas genitais.

Hyperico - Hypericum Perfuratum

Sinonímia Popular: Erva de São João (não é a erva de São João encontrada no Brasil) ou Jarsim

Efeitos Farmacológicos demonstrados: anti depressivo

Mecanismos de ação: inibição leve da MAO combinada leve bloqueio da recaptação da serotonina e da noradrenalina.

Uso Popular:

Anti depressivo
Anti infeccioso

Efeitos colaterais:

Cansaço, boca seca and queixas cardíacas, porém mais que os encontrados nos antidepressivos clássicos como por exemplo a maprotilina.
Anorgasmia
Aumento da frequência urinária
Transpiração abundante

Interações medicamentosas:

Hypericum interagem com diversas drogas, devido a ação no citocromo P450, podendo reduzir seus efeitos:

Anticoncepcionais,
Warfarin,
Ciclosporina
Drogas anti HIV
Reduz a ação do Iridotecan EV (droga usada no tratamento do câncer)
Reduz as taxas plasmáicas de sinvastatina mas não da pravastatina (drogas usadas para reduzir o colesterol sanguíneo)

I

Imbauba Branca - Cecropia leucocoma

Árvore mediana, de caule e ramos fistulosos, septados internamente, com entrenós
limitados pelas cicatrizes foliares. Folhas longo-pecioladas, peltadas, profundamente lobadas, orbiculado-cordiforme, flores unissexuais, amareladas, em espigas pêndulas. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Cecropina, ambaina, ácidos gálico e salicílico, e salicilato de metila.

Partes Usadas: Raiz e folhas.

Uso Popular:

O chá das folhas é:
próprio para curar feridas (vulnerário);
anti-reumático;
hemostático;
diurético,
anti-desintérico.
O chá dos brotos novos ou raiz serve para:
asma, bronquites, tosses, pneumonia, é desinfetante pulmonar;
tônico cardiovascular.

Imburana

Uso Popular:

asma, bronquite, coqueluche, congestão pulmonar, pleurisma, pneumonia e tosse.

Índigo - Indigofera tinctoria

Uso Popular:

laxativo;
antibiótico

Inhare

Uso Popular:

reumatismo;
depurativo.

Insulina vegetal - Cissus silyoides

Uso Popular: diabetes

Ipê Roxo - Tabebuia avellanedae

Sinonímia Popular: Pau D'Arco.

Uso Popular:

ação antibiótica (na casca existem pelo menos 2 antibióticos de largo espectro);
nas Clamídeas Lyme e Borrelia Bourgdorferi;
nas hepatites C;
herpes simples 1 e 2;
infecções renais, vesicais e uretrais;
auxiliar no tratamento da leucemia;
antiinflamatória;
bronquite, asma;
úlcera; gastrite, infecções intestinais;
aterosclerose;
diabetes;
hemofilia: melhora a coagulação e aumenta a síntese do sangue
regula a hemorragia da menstruação e as cólicas;
eczema;
no tratamento do câncer.

Uso em Acupuntura: Borrélia

Ipecacuanha

Uso Popular:

expectorante;
anti disentérico, nas amebíases, nas diarréias;
crupe, broncopneumonia, congestão pulmonar,
hemorragia, hemoptise.

Ipecacuanha Branca da Praia - Hybanthus ipecacuanha

Planta herbácea, decumbente, muito ramificada, com indumento ferrugíneo-pálido; folhas alternas, oblongas, pubescentes; flores alvas, densamente vilosas, solitárias com uma pétala grande, vexiliforme. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Poaia branca.

Princípio Ativo: Emetina, inulina, violina e ácido salicílico.

Partes Usadas: A raiz.

Uso Popular: O chá da raiz é antidiarréico e amebicida

 

J

Jaborandi - Pilocarpus jaborandi

Princípio Ativo: alcalóides (1%): pilocarpina (0,5%), isopilocarpina, pilosina, pilocarpidina; óleos essenciais (0,25%)

Partes Usadas: folha

Uso Popular: chá:

afecções reumáticas, artrites, gota;
anti-térmico;
estimulam a transpiração (diaforético);
tônico;
hipertensão arterial;
depurativo, diurético;
sudorífera;
estimulante da secreção lacrimal;
estimulante do peristaltismo e da secreção das glândulas gástrica, pancreática, intestinais e salivar;
cólicas intestinais e hepáticas;
blenorragia;
amenorréia;
afeções respiratórias, edema pulmonar;
externamente:
anti queda de cabelo e estimulante do crescimento capilar;
em banhos locais é usado no glaucoma;

Precauções:

A pilocarpina, um dos princípios ativos do Jaborandi é destruído na fervura. Deve ser utilizado na forma de infusão e não de decoto.

Jabuticaba

Uso Popular:

casca do fruto (15g/1copo de água fervente):
afecções da garganta;
diarréia.

Jalapa - Exogonium purga (ou officinalis)

É uma Convolvulaceae. Planta cultivada no Brasil.

Sinonímia Popular: Batata de purga.

Princípio Ativo: é composta de convolvulina e jalapina, principalmente.

Partes Usadas: A raiz.

Uso Popular:

laxativa e purgativa dependendo da dosagem (Pó de 0,1 - 0,4 g/dia);
hidropisias cardíacas e renais;
congestões;
hemorragias cerebrais ou pulmonares;

Contra indicações: não deve ser usada em casos de inflamações intestinais.

Jamacaru - Cereus giganteus

Planta de caule ereto, verde, anguloso, espinescente, sulcado longitudinalmente, áfilo, ramificado, flores grandes, solitárias, amareladas. Originário do México.

Sinonímia Popular: Mandacaru, Cardeiro.

Princípio Ativo: Cafeína, carnegina.

Partes Usadas: Flores e suco do caule.

Uso Popular:

suco cozido em forma de xarope serve para afecções pulmonares;
A tintura das flores é:
diurética;
cardiotônica,
infecções da bexiga, hidropisia e retenção da urina.

Jambolão - Syzygium jambolanum

Árvore mediana frondosa, de caule acinzentado; folhas opostas, oblongo-lanceoladas, glabras, inflorescência; cacho de flores esbranquiçadas. Originárias do Sudoeste da Ásia.

Sinonímia Popular: Jamelão.

Princípio Ativo: Eugenol, jambosina, antinclina, limoncno, cariopfileno, homuleno, ácido gálico e taninos.

Partes Usadas: Cascas da árvore, folhas e sementes.

Uso Popular:

chá das sementes é:
evita a formação de gases (carminativo), estomacal, anti-espasmódico, anti-diarréico, estimulante gastrointestinal;
diurético;
hemorragia;
leucorréia;
diabetes;
sudorífico.
cascas: diarréia.

Jambu - Spilanthes oleracea

Planta herbácea, protrada, ramificada e semi-carnosa, folhas opostas, longo pecioladas. Comum Na Amazônia.

Princípio Ativo: Espilantina, afinina, espilantol, fitosterina e colina

Partes Usadas: Folhas e capítulos.

Uso Popular:

chá das folhas e capítulos é:
anemia,
dispepsia, afecções da boca e garganta, é sialagogo e estimulante estomáquico.

Japaná roxa - Eupatorium triplinerrve

Planta herbácea de caule ferrugíneo, folhas inteiras, opostas, lanceoladas, flores violáceas, dispostas em capítulos terminais. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Ácido slicilico, inulina, euparina, rinderina, eupatorina, equinatina, felandreno e borneol.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

chá das folhas é:
tônico digestivo, cicatrizante de úlceras gástricas, evita a formação de gases intestinais (carminativo);
sudorífico.

Japecanga - Smilax japicanga

Uso Popular:

depurativo;
diurético, doenças das vias urinárias;
anti-reumático;
cozimento das raízes (2g/copo de água fervente):
manifestações sifilíticas, boubas, escrófulo, úlceras, dartros, eczemas e outras afeções cutâneas;
reumatismo, artritismo, dores nos ossos.

Jasmim - Jasminum gransiflorum

Uso Popular:

chá das flores:
tônica;
refrescante;
faz vir a menstruação (emenagogo).

K

Kaa Hobi

Uso Popular:

inflamações da garganta;
inflamações do ovário.

Kawa-Kawa - Pipermethysticum


Usada por muito tempo pelo seu efeito antidepressivo e ansiolítico e atualmente proibida em diversos países (França, Alemanha, Suíça e Irlanda, etc...) devido ao seu grave efeito hepatotóxico levando alguns pacientes ao transplante hepático e a morte. Pode desencadear também quadros semelhantes ao Parkinson.

»» Meseguer E, Taboada R, Sanchez V, et al. Life-threatening parkinsonism induced by kava-kava. Mov Disord 2002;17(1):195-6.

L

Laranja Brava - Citrus aurantium sp

Árvore pequena, espinecente de caule acinzentado, folhas alternas, ovaladas, com pontuações translúcidas, flores esbranquiçadas em cachos axilares. Originária do Sudeste da Ásia.

Sinonímia Popular: Laranja da Terra

Princípio Ativo: Auratiamarina, estaquidrina, hesperidina, quinotina, tiramina, mirceno, limoneno, citrol, linalol, geraniol, canfeno, terpineol, b-pineno, ácidos fenilacético e benzóico, sais de cálcio, fósforo e ferro, vitaminas B1, B2 e C.

Partes Usadas: Frutos, casca e folhas.

Uso Popular:

chá das folhas é:
sudorífico;
anti-espasmódico, carminativo, afeções estomacais, diarréia e inflamações intestinais;
contra reumático;
taquicardia.
chá das cascas do fruto serve para perturbações digestivas.
óleo e infusão de flores:
estomatite;
insônia;
febre.

Levantina - Leonurus sibiricus

Sinonímia Popular: Cordão de Frade, Rubi, Erva macaê.

Uso Popular:

anti espasmódico, afeções intestinais, anti diarreico;
Uso em Acupuntura:
Borrélia;
Clamídea;
Para as Síndromes úricas

Limão - Citrus limon

Árvore pequena, espinescente, muito ramificada, de caule e ramos castanho-claros, folhas alternas, oblongo-elípticas, com pontuações translúcidas, inflorescência de flores axilares, alvas, em cacho. Originário do Sudeste da Ásia.

Princípio Ativo: Citral, linalol, pectina, ácido cítrico e málico, candineno, felandreno, d-limoneno, citronelal, narcotina, quinolina, estaquidrina, carboidratos, proteínas, sais de potássio, cálcio, fósforo, sódio, ferro, manganês e magnésio, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: Os frutos, casca dos frutos e folhas.

Uso Popular:

suco dos frutos serve:
contra acidez estomacal, anti-desintérico;
adstringente (fecha os poros);
é diurético;
antiescorbútico;
anti-reumático, artrite, gota;
anti-térmico;
arteriosclerose;
hipertensão arterial;
depurativo do sangue;
feridas (externo);
chá de limão com alho serve contra a gripe.
gargarejo: inflamações na boca e garganta;
infusão: má digestão, gases, diarréia;
insônia;
conjuntivite;
decocção: malária;
fricção: nevralgia, reumatismo.

Uso em acupuntura: É considerada quente e portanto pode ser empregada nas diarréias por frio.

Limãozinho

Uso Popular:

afeções gástricas.

Limeira - Citrus acida

Uso Popular:

óleo: perturbações estomacais, antiespasmódico e vermífugo;
fruto: dieta de convalescentes.

Limoeiro - Citrus limonum

Princípio ativo: rico em vitamina C e ácido cítrico.

Uso popular:

anti escorbútico;
anti térmico;
expectorante;
carminativo;
digestivo.

Língua de vaca - Chaptalia nutans

Uso popular:

tônico;
desobstruente;
tosse, gripes, bronquite, catarro pulmonar;
dermatoses;
cozimento das folhas: lavagem das feridas e úlceras;

Lípea (falsa melissa) - Lippia alba

Partes Utilizadas: toda planta

Uso popular:

chá 10-15 g/l (4 x ao dia)
digestivo;
calmante;
relaxante.

Lírio - Lillium spp

Uso popular:

chá
efeito calmante; tônico para os nervos;
nutritivo.

Lobélia - Lobelia inflata

Uso popular:

chá ou tintura
provoca o vômito, antiespasmódico;
expectorante;
provoca transpiração (diaforético).

Losna - Artemisia absinthium

Sinonímia Popular: Alvina / Absinto / Erva dos Vermes

Princípios Ativos: Azeite essencial (0,02-0,3%): cineol, alcanfor, linalol e tuiona são os componentes majoritários; além disso, contém borneol, alfa-cadinol, espatulenol, monoterpenos e lactonas sesquiterpénicas. Flavonóides: rutósido, isorramnetósido, quercetósido. Cumarinas: esculetina, esculina, escopoletina, umbeliferona. Poliacetilenos, triterpenos pentacíclicos. Fitosteroes: sitosterol, estigmasterol. Carotenóides.

Ação Farmacológica: estimula o apetite, eupéptica, ativa a secreção e a produção de bílis (colerética), antimicrobiana, anti-helmíntica, antifúngica, estrogênica e adstringente (fecha os poros).
Indicações Farmacológicas: Está indicada nos casos de inapetência, dispepsias hiposecretoras, flatulência, discinesias hepatobiliares, amenorréia, dismenorréia, oxiuríasis.

Partes Utilizadas: flores e folhas.

Uso Popular:

tintura das flores e folhas:
tônico;
estimulante do apetite, distúrbios biliares e hepáticos, flatulência, prisão de ventre, má digestão, dispepsias hiposecretoras;
vermífugo (tênia);
calmante;
reumatismo, gota;
febre;
amenorréia, dismenorréia, faz descer a menstruação;
antimicrobiana, anti-helmíntica, antifúngica;
infusão das flores: vermífugo (oxiuríasis);
chá das folhas 5 g/l (3 x ao dia): digestivo, aperitivo e vermífugo

Contra indicações: Não deve ser usada na gestante, durante a amamentação, em crianças pequenas e em epiléticos devido ao teor em tuiona.

Efeitos colaterais: a planta fresca pode produzir dermatite

Lotus - Nelumbo nucifera

Uso Popular:

raiz
tônico;
afrodisíaco;
calmante;
provoca o fechamento dos poros (adstringente).

Louro - Laurus nobilis

Uso Popular:

como chá ou tempero
carminativo;
estimulante;
expectorante.

M

Macae - Leonorus sibiricus

Uso Popular:

febres intermitentes;
patologias do estômago e intestinos, problemas gástricos, vômito, diarréia e gastroenterite.

Macela - Mogiphanes ramosissima

Uso Popular:

faz transpirar.

Macela - Mogiphanes ramosissima

Uso Popular:

faz transpirar

Maçã - Pirus malus

Partes utilizadas: Casca do tronco e frutos.

Uso Popular:

fruta: diminuição do colesterol
água de maçãs:
inflamações urinárias,
má digestão, acidez, diarréia, prisão de ventre
febre,
resfriado, rouquidão,
banho de assento: leucorréia
vinho de maçãs: má digestão, acidez.

Malaleuca - Malaleuca Artinfolia

Uso Popular:

micoses ungueais.

Malva - Malva sylvestris

Partes Usadas: Flores e folhas secas

Uso Popular:

infusão e decocção de folhas e flores:
infecção urinária;
prisão de ventre, inflamação intestinal;
obesidade;
tosse;
infusão das flores:
bochechos inflamações na boca, gengiva e garganta;
cataplasma das folhas:
emoliente nas inflamações;
artrite, gota;
abscessos;
dentes.
banho de flores e folhas:
nervosismo.

Malva Branca - Sida cordifolia

Uso Popular:

externamente: efeito calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas, combate o endurecimento dos tecidos e devolve a flexibilidade e maciez (emoliente);

chá das folhas: sedativo.

Malva Roxa - Urena lobata

Planta subarbustiva, ereta, fibrosa e pubescente, folhas alternas ovado-lobadas, flores solitárias, róseo-violáceas, com andróforo. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Aramina, oxalatos e mucilagem.

Partes Usadas: Folhas, flores e raízes.

Uso Popular:

chá das folhas e flores é:
umidifica e alivia a pele ou outro tecido exposto (emoliente);
combate a tosse (béquico), expectorante, contra infecções pulmonares;
diurético;
anti-desintérico, anti-espasmódico, contra inflamação das mucosas, hepatite e infecções pulmonares;
chá da raiz é anti-espasmódico.

Malvaisco

Uso Popular:

afeções respiratórias

Mamoeiro - Carica papaya

Planta arbustiva de caule fistuloso e fibroso, marcado pelas cicatrizes salientes das folhas caídas, folhas longo-pecioladas, palmatilobadas, inflorescência em panículas longo-pedunculadas, nas plantas masculinas, nas plantas femininas e hermafroditas, as flores são solitárias, axilares e amarelo-claras. É comum na América Tropical.

Princípio Ativo: Papaína, carica-xantina, papaiotina, carpina, ácido málico, proteínas e gorduras, sais de cálcio, fósforo e ferro, vitaminas A, B1, B2, C e G, taninos e pancreatina.

Partes Usadas: Frutos, látex e sementes.

Uso popular:

fruto é:
digestivo;
diurético;
laxante;
algumas gotas do látex (leite) em água fervida servem para:
asma;
diabetes;
leite puro:
elimina as sardas ou efélides;
é um grande vermífugo;
as sementes secas e moídas, em um chá são ótimo vermífugo.

Mamona - Ricinus communis

Sinonímia popular: Rícino, Bafureira, Baga, Carrapateira, Caturra, Palma cristi.

Partes Usadas: Óleo de rícino e folhas

Uso Popular:

Óleo:
fortalece os cabelos;
queimaduras;
frieiras;
poderoso purgativo na prisão de ventre, vermífugo;
anti tumoral;
colírio.
banho com decocção das folhas:
hemorróidas.

Manacá - Franciscea uniflora

Uso Popular:

diurética;
purgativa;
cozimento da raiz:
sífilis,
reumatismo;
provoca o fluxo menstrual.

Modo de usar: 0,5g em um copo ao dia.

Intoxicação: quantidades elevadas produzem intoxicação violenta: vômitos, tremores, escurecimento de visão.

Manjericão - Ocimum minimum

Planta herbácea, aromática, ereta, muito ramificada, folhas simples, opostas, elíptico-lanecoladas, inflorescência em cimeira espiciforme de flores violáceas, labiadas. Origem mediterrânea.

Sinonímia popular: Alfavaca cheirosa, Manjericão do jardim.

Princípio Ativo: Eugenol, estragol, linaol, cineol, geraniol e citronelol.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

chá das folhas é:
excitante;
estimulante digestivo, evita a formação de gases (carminativo), antiespasmódico;
soporífico, anti-febril;
diurético;
anti-reumático.

Manjerona - Origanum majorana

Partes Usadas: Flores secas

Uso Popular:

Óleo e infusão:
antiespasmódica, dilatação do estômago, gases;
anti-álgica;
hipotensiva;
insônia;
expectorante.
Infusão para Inalação: resfriado, expectorante.

Maracujá - Passiflora alata

O Maracujá é uma planta trepadeira que se acomoda sobre outras plantas, floresce na primavera e possui frutos que são colhidos no verão, ricos em vitamina C, sua polpa é utilizada no preparo de sucos. Originária da América do Sul, América do Norte e Índia, prefere clima quente e úmido, solos férteis e drenados. Existem aproximadamente 400 espécies de Passiflora em todo mundo, muitas com as mesmas propriedades sedativas. Simbolicamente suas flores representam a crucificação de Cristo, de onde se origina o nome popular: flor da paixão, passiflora.

Sinonímia popular: Flor da paixão, Maracujá comum.

Etnofarmacologia: O Maracujá (Passiflora alata) é uma planta medicinal com os seguintes usos etno-farmacológicos identificados: sedativo, hipnótico, analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante, diurético; usado nas excitações nervosas, histeria, neurastenia, cefaléias, provoca sono natural, indicado nas insônias, sem porém alterar a lucidez. Indicado, também, na hiperatividade e falta de concentração das crianças.

Partes Usadas: folhas (principais princípios ativos), fruta e flores.

Princípio Ativo: Alcalóides (harmana, harmina, harmalina, harmol, harmalol). Flavonóides (saponina, vitexina, saponarretina, apigenina, orientina). Glicosídeos cianogênicos (passiflorina, ginocardina). Fração de esteróides contendo: sitosterol, estigmasterol. Gomas. Taninos. Resinas. Ácidos (ácido licânico, ácido parinárico). Maracujina (P.edulis)

Obs: Na composição química da P. quadrangularis foi encontrada serotonina.
Farmacologia dos princípios ativos: A passiflorina, apesar de ter efeito narcótico, não deprime o sistema nervoso central. Em estudos realizados em laboratório, observou-se que as frações alcalóidicas e flavonóidicas possuem ação sedativa em ratos e peixes pequenos. A aspergina (flavonóide) possui ação antiespasmódica e antiinflamatória.

Farmacologia dos extratos: O Maracujá (Passiflora alata) age como depressor suave do sistema nervoso central, resultando em ação sedativa, tranqüilizante e antiespasmódica da musculatura lisa. O seu uso diminui por instantes a pressão arterial e ativa a respiração. Pesquisas feitas com a Passiflora incarnata (espécie nativa da América do Norte), onde foi administrado, por via oral, extrato da planta a ratos, verificou-se efeito sedativo, porém sem alteração da atividade elétrica do sistema nervoso central; em outros estudos com esta planta administrada por via oral e intraperitonial, observou-se prolongamento do tempo de sono, redução da atividade locomotora, e promoveu uma redução dos efeitos convulsivantes provocados pelo pentilenotetrazol.

Uso Popular:

Insônia: como sedativo (maior concentração na folha), tranqüilizante, e hipnótico, comprovados cientificamente;
Ansiedade: como tranqüilizante, sedativo, menopausa;
Cefaléias associadas ao estresse: como analgésico, sedativo, tranqüilizante;
Auxiliar no tratamento de hipertensão arterial: como diurético, sedativo, tranqüilizante, nas hipertensões associadas ao estresse;
Tosse seca por irritação da mucosa respiratória: como antitussígeno, sedativo, tranqüilizante (indicação baseada em informações tradicionais);
Perturbações nervosas da menopausa: como tranqüilizante, sedativo;
Nevralgia do trigêmeo e outras nevralgias: como analgésico, sedativo, antiespasmódico;
Auxiliar no tratamento de crise convulsiva: como anticonvulsivante, depressor suave do sistema nervoso central;

Uso pediátrico: Hiperatividade e falta de concentração nas crianças: como sedativo, tranqüilizante.

Efeitos Colaterais:

Sem efeitos colaterais conhecidos

Maracujá Peroba - Passiflora edulis

Planta arbustiva, escandente, com gavinhas, folhas alternas, trilovadas, de lobos serrilhados, flores solitárias, violáceas, com anfroginoforo, rodeados por uma coroa de estaminódios. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Passiflorina, harmina, carboidratos, proteínas e gorduras, sais de cálcio, fósforo e ferro, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: Folhas e frutos.

Uso Popular:

suco dos frutos é sedativo nervoso.
chá das folhas é:
calmante cardíaco;
sonífero;
anti-espasmódico.
decocção: usado em clister para hemorróidas;

Existem muitos outros tipos de maracujá:

Maracujá açu: excelente sedativo, indicado nas dores de cabeça;
Maracujá caatinga: as folhas são utilizadas em banhos e na erisipela e em inflamaçõe em geral;
Maracujá mirim: a decocção das folhas é usada como diurético e externamente nas hemorróidas;
Maracujá pintado: sementes cozidas combate vermes intestinais.

Marapuana - Ptychopetalum olacoides - Acanthes virilis

É uma árvore pequena ou um arbusto originário da Amazônia que dificilmente se adapta em outras regiões.

Partes Usadas: raiz

Uso Popular:

estimulante sexual;
impotência e neurastenia sexual;
usada nas astenias, esgotamentos, tônica, antidepressiva, excitante do Sistema Nervoso Central;
nevralgias, paralisias faciais, ataxia locomotora;
anti-reumática,
anti queda de cabelo;
dispepsias;

Maravilha - Mirabilis Jalapa

Uso Popular:

chá das raiz, folhas e sementes:
erupções pustulosas;
leucorréias;
hidropsias;
diarréias; disenterias, cólicas abdominais;
sífilis.

Maria Mole - Senecio brasiliensis

Princípio Ativo: alcalóides pirrolidizínicos.

Efeito colateral: hepatotóxico.

Maria Preta - Solano Nigra

Sinonímia Popular: Erva moura, Pimenta de galinha, Araxixu, Erva de Bicho, Maria Pretinha.

Uso Popular:
anti tumoral

Contra indicações: as folhas cruas e os frutos verdes podem ser venenosos.

Maria Senvergonha

Princípio Ativo: o latex possui 60 alcalóides dos quais 6 são usados em medicações para leucemia (como o leucovorin).

Uso Popular:

leucemia.

Marmeleiro

Uso Popular:

raízes e cascas nas hemorragias uterinas.

Marupazinho - Eleutherine plicata

Planta herbácea, rizomática e bulbosa, de bulbos avermelhados, folhas verticiladas, linear-lanecoladas, com nervuras longitudinais, inflorescência em panículas de flores róseas, no ápice de um escapo. É comum na Amazônia.

Princípio Ativo: Sapogenina esteroidal.

Partes Usadas: Os bulbos avermelhados.

Uso Popular: O chá dos bulbos cortados serve para diarréia e amebíase.

Mastruço - Lepidium sativum - Lepidium bonariense

Sinonímia Popular: Mentruz

Uso Popular:

catarros broncopulmonares, bronquites crônicas e agudas, laringites,
escorbuto;
infecções das vias urinárias, diurético;
raquitismo;
escrofulose;
doenças digestivas;
doenças do sistema linfático;
tuberculose.

Matapasto

Uso Popular:

purgante.

Maxixe - Cucumis anguria

Planta herbácea, anual, prostrada, muito ramificada, com gavinhas, folhas palmatilobadas, longo-pecioladas e híspidas, flores solitárias, unissexuais amareladas. Origem Africana.

Princípio Ativo: Miriocarpina, carboidratos, proteínas, sais de cálcio, fósforo e ferro, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: Os frutos.

Uso Popular:

chá dos frutos serve para:
inflamação dos rins e cálculos renais;
anti-emético e anti-hemorroidal.

Melão de São Caetano

Uso Popular:

reumatismo;
vermífugo;
disfunção ovariana e uterina.

Melissa - Melissa Oficinallis

Uso Popular:

sedativa;
doenças digestivas.

Menta - Mentha crispa

Sinonímia Popular: Hortelã.

Partes Utilizadas: folhas, haste.

Uso Popular:

digestivo, antiespasmódico;
anti-séptico.

Mil-Folhas - Achillea millefolium

Sinonímia Popular: Milefólia

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

dores de dente;
hematúria;
Infusão das folhas e flores:
diarréia, gases;
incontinência urinária;
hemorragia;
preventivo de aborto;
infusão das folhas e flores para cataplasma:
chagas, feridas, fissuras nos seios;
hemorróidas, ulcerações;
reumatismo;
febre;
varizes;
chá - folhas, flores 10 g/l (4 x ao dia):
estimulante;
depurativo;
digestivo;
regula e induz a menstruação normal (emenagoga).

Milho

Uso Popular:

Cabelo do milho:
diurético, afeções renais, evita a formação de cálculos urinários

Mil Homens

Uso Popular:

afeções digestivas e intestinais

Mirra - Commiphora myrrha


Uso Popular:

chá das folhas, óleo, extrato:
analgésico;
emenagogo;
anti-térmico;
rejuvenescimento;
resina: cicatrizante, provoca o fechamento dos poros (adstringente) e anti-séptica

Morango - Fragaria vesca

Partes Usadas: Folhas

Uso Popular:

Partes Usadas: Folhas, raiz e frutos secos.

Uso Popular:

Decocção da raiz:
inflamações na boca e garganta, intestino;
diurético, elimina cálculos renais;
vermífugo;
Compressas:
chagas, feridas, úlceras, pequenas queimaduras.
Suco:
dor de dentes;
febre;
gota;
cálculos.

Muçambé - Cleome spinosa

Planta subarbustiva, aculeada, levemente pilosa, folhas alternas, longo-pecioladas, plamati-partidas, de 5 a 7 folíolos lanceoladas, inflorescência terminal de flores róseo-esbranquiçadas, longo-pedunculadas, com ginóforo. Comum na América Tropical.

Princípio Ativo: Brassicina.

Partes Usadas: Raiz, folhas e flores.

Uso Popular:

chá das folhas ou flores é:
tônico digestivo;
chá da raiz é:
para tosse, asma e bronquite;
sumo das folhas serve para:
otites supuradas;
lavagem de feridas.

Mulungu - Erytrhina mulungu

A casca desta leguminosa papilionácea é largamente usada na medicina popular devido à presença de alcalóides de ação sedativa. Usado pelos índios no Brasil.

Sinonímia Popular: Bico de Papagaio.

Uso Popular:

calmante, sedativo, tranqüilizante, hipnótico, para histeria e ansiedade;
insônia;
patologias pulmonares crônicas, bronquite, asma, coqueluche, asma, tosses;
nevralgias crônica;
cefaléias;
dores reumáticas;
afecções hepáticas;
bloqueio neuromuscular e relaxante da musculatura lisa;

Uso em acupuntura:

Borrélia.

Efeito colateral: em excesso tem efeito hipnótico.

Murta - Myrtus communis

Uso Popular:

provoca o fechamento dos poros (adstringente);
excitante;
provoca transpiração;
externamente: leucorréias.

N

Macae - Leonorus sibiricus


Uso Popular:

febres intermitentes;
patologias do estômago e intestinos, problemas gástricos, vômito, diarréia e gastroenterite

Nogueira - Juglans regia

Uso Popular:

tônico;
depurativo;
provoca o fechamento dos poros (adstringente);
nas debilidades;
linfatismo;
escrofulose;
raquitismo;
tuberculose;
bronquite;
diabete;
anemia;
gota, reumatismo;
diarréia;
teníase,
hemorróidas;
anti hipertensão arterial;
afecções cutâneas, eczema, acne, dermatite herpetiforme, danos ocasionados pelo frio;
manifestações sifilíticas.

Noz de cola - Cola acuminata

A noz de cola é uma planta de uso tradicional na África. Foi trazida pelos escravos ao Brasil e depois incorporada às religiões afro-brasileiras.

Sinonímia Popular: Colateira, Órobo, Oubi.

Princípio ativo: alcalóides como a cafeína.

Partes utilizadas: noz e a folha.

Uso Popular:

afrodisíaco;
reduz o apetite;
diurético;
digestivo;
fortificante, estimulante, reduz o cansaço.

Noz de cola - Cola nitida

Nativa da África.

Sinonímia Popular: Gur.

Partes utilizadas: noz e a folha.

Uso Popular:

afrodisíaco;
reduz o apetite;
estimulantes.

Noz Moscada

Uso Popular:

estomáquico, flatulências, arrotos, cólicas intestinais, diarréias, dispepsias, fraqueza do estômago, soluços;
afonia;
timpanismo

O

Ocra

Uso Popular:

afeções respiratórias;

Óleo Vermelho

Uso Popular:

balsâmico, nas bronquites, tosse e asma, aumentando a expectoração e acalmando a tosse.

Oregano - Origanum vulgare

Uso Popular:

nos banhos como estimulante;
antiespasmódico e carminativo

P

Pacova - Alpinia Speciosa

Sinonímia Popular: Colônia, cana do mato, cardamomo do mato, cardamomo falso, paco seroca.

Partes Usadas: folha, sementes, rizoma.

Uso Popular:

estomáquico, evita a formação de gases no estômago e intestinos, dispepsias atônicas, cólicas;
reumatismo, artritismo e dor na coluna;
hipotensora e sedativa;
afecções respiratórias.

Panacéia - Panax quinquefolium

Uso Popular:

diurético forte;
sífilis,
doenças da pele, dartros, blenorragias;
reumatismo.

Paregórico - Piper callosum

Subarbusto de caule e ramos nodosos, folhas alternadas, oblongo acuminadas de nervuras salientes na face dorsal, flores diminutas, amareladas, dispostas em espigas carnosas. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Óleo Elétrico.

Princípio Ativo: Maticina, chavicina, jamborandina, piperetina, pirrolina, mirceno, citral, safrol e taninos.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

chá das folhas é:
promove o fechamento dos poros (adstringente);
digestivo, anti-diarreico;
hemostático local.

Parietária - Parietaria officinalis

Sinonímia Popular: Fura parede, erva de santana, quebra pedra.

Partes Usadas: Folhas e sumo.

Uso Popular:

diurético e efeito calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas, combate o endurecimento dos tecidos e devolve a flexibilidade e maciez (emoliente);
inflamações do aparelho urinário, cistite, uretrite, blenorragia, dissolvente de cálculos e areias.

Pariparoba

Uso Popular:

ingurgitamento do fígado e baço, doenças do fígado, vesícula preguiçosa; azias, e gastralgias.

Pariri - Arrabidaea chica

Planta arbustiva escandente, de ramos sub-tetragonos, folhas compostas, trifoliadas, de fólios oblongo-lanceoladas, flores campanuladas, róseo-lilacinas, em panículas terminais. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Crajiru.

Princípio Ativo: Ácido ansico, carajurina, taninos, ferro assimilável e cianocobalamina.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

chá das folhas em descanso noturno é:
promove o fechamento dos poros (adstringente);
serve para diarréias;
anemia;
leucemia;
lavagem de feridas.

Parreira Brava

Uso Popular:

doenças renais;
doenças digestivas e estomacais

Pata de Vaca - Bauhinia forficata

Princípio Ativo: esteróis, flavonóides (rutina e quercetina); pinitol, taninos, alcalóides, cumarinas.

Partes Usadas: folhas.

Uso Popular:

diurético;
usado na elefantíase;
hipoglicemiante (no diabetes).

Pau D' alho

Uso popular:

gripes;
externamente: reumatismos.

Pau de Ferro - Caesalpinea ferrea

Partes Usadas: raiz e casca.

Uso Popular:

diabetes;
afecções broncopulmonares, tosse, catarro, coqueluche e asma;
afecções cutâneas e bucais;
ulceras gastroduodenais;
helmintos (ancilostomídeos), enterocolite, diarréia;
hemorragias, contusões.

Pau Pereira - Geissospermum vellozi

Uso Popular:

cozimento das cascas: febre;
dores de estômago, prisão de ventre. digestão difícil;
inapetência;
tontura.

Pedra Hume Kaa - Myrcia Speciosa - Mycia sphaerrocarpa

Planta arbustiva, bastante ramificada, de caule e ramos tortuosos castanho-claros, folhas opostas, elíptico-acuminadas e glabras, inflorescência em panículas de flores esbranquiçadas. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: insulina vegetal.

Princípio Ativo: Mircina e taninos.

Partes Usadas: Folhas e cascas da planta.

Uso Popular:

chá das folhas e das cascas serve para:
diarréias;
diabetes.

Pega Pinto - Boerthavia paniculata

Planta herbácea, semidecumbente, de raiz tuberosa, folhas opostas, oblongas e sinuosas, flores apetaladas, purpúreas, longo-pedunculadas, em panículas. É comum no Brasil.

Sinonímia Popular: Solidônia

Princípio Ativo: Ácido boerthavina, punarnavina, oxalato de cálcio, nitrato de potássio, carboidratos e substâncias pécticas.

Partes Usadas: raiz e folhas.

Uso Popular:

chá da raiz é:
diurético, anúria, cistite, nefrite, albuminúria;
expectorante, béquico;
hipotensor;
para perturbações hepáticas e da vesícula biliar, contra icterícia, hepatite;
reumatismo;
as folhas cozidas em cataplasma, serve para mordedura de insetos.

Peônia - Paeonia officinalis

Uso Popular:

dilatações venosas com ou sem sangramento, varizes e hemorróidas;
tônico e calmante;

Pepino - Cucumis sativus

Planta herbácea rastejante, com gavinhas, de caule e ramos angulosos e ásperos, folhas palmatilobadas, de lobos triangular agudos, flores unissexuais, amarelas, solitárias (masculinas) ou em cachos, é originário do Sudeste
da Ásia.

Princípio Ativo: Carboidratos, proteínas, e gorduras, sais de potássio, fósforo, cálcio, sódio magnésio e ferro, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: O fruto.

Uso Popular:

fruto comido cru, em saladas, é:
diurético;
sedativo;
anti-reumático;
sonífero.

Pfáffia - Plafflia glomerada

Sinonímia Popular: ginseng brasil.

Partes Usadas: tubérculos

Uso Popular:

tônico geral;
combate colesterol;
diabetes.

Picão

Uso Popular:

doenças renais, diurético;
doenças hepáticas, icterícias.

Picão de Praia - Plumbago littoralis

Uso Popular:

doenças renais, diurético;
dores reumáticas;
doenças das vias respiratórias;
febres intermitentes;
palpitações;
vertigem;
doenças hepáticas.

Pichi do Chile

Uso Popular:

doenças renais, diurético e litíase renal

Pimenta de Gancho

Uso Popular:

diurético; doenças renais e da próstata

Pimenta Malagueta - Capsicum annuum

Uso Popular:

abrasivo;
carminativo;
estimulante;
hemostático, muito útil nas hemorragias do estômago.

Pimentão - Capsicum annuum

Planta herbácea glabra, de ramos sub-angulosos, esverdeados, folhas alternas, oval laceoladas, flores solitárias, rotadas, brancas. Originário da América Tropical.

Princípio Ativo: Solanidina, capsicina, carboidratos, proteínas, sais de cálcio, potássio e sódio, vitaminas A, B1, B2 e C.

Partes Usadas: O fruto.

Uso Popular: O fruto cru em saladas, ou cozido é sialagogo, estomáquico, ativa a peristalse dos intestinos.

Pitanga - Eugenia uniflora

Planta arbustiva de caule e ramos sinuosos, glabros e castanho-claro, folhas opostos, oval-agudas e verde-escuras, inflorescência racemosa, de flores alvacentas com muito estames. Comum na América Tropical.

Sinonímia Popular: Ginja.

Princípio Ativo: Jambosina, taninos, sais de cálcio e ferro, vitamina C.

Partes Usadas: Folhas e frutos.

Uso Popular:

os frutos contêm vitamina C e são calmantes.
chá das folhas é:
anti-reumático;
anti-disentérico;
anti-térmico;
contra diabetes.

Poejo - Mentha pulegium

Sinonímia Popular: Erva de São Lourenço.

Partes Usadas: folhas

Uso Popular:

broncodilatador, bronquite, asma, tosse, rouquidão,
afecções gástricas, digestivo e evita a formação de gases intestinais (carminativo).

Porangaba - Cordia Salicifolia

Pequena árvore muito comum no Brasil nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Acre. Atinge de 8-12 m de altura com 30-40 cm de diâmetro do tronco.

Sinonímia Popular: Chá de Bugre, Cafezinho, Café do Mato, Chá do Frade.

Princípios Ativos: alantoína, cafeína e potássio.

Uso Popular:

supressor do apetite para emagrecimento;
diurética;
herpes de tipo 1;
citotóxico em células cancerígenas;
cardiotônico, estimula a circulação, previne o depósito de gordura nas veias.

Prímula - Oenothera Biennis

Princípio Ativo: fonte de ácido gama linolênico.

Uso Popular:

Combate os sintomas físicos e emocionais da tensão pré-menstrual tais como: cefaléia, insônia, dor muscular, depressão e ansiedade.

Própolis

Devido ao grande uso associado aos fitoterápicos foi colocado aqui.

Uso Popular:

excelente antibiótico natural;
para acne usar 20 gotas em 1 copo de água, passar no rosto e fica uma película ou gel.

Psilium - Plantago Psyllium

Uso Popular:

laxante suave, normalizador da função intestinal, colites, diverticulites, obstipação crônica;
sedativo e calmante leve.
efeito calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas, combate o endurecimento dos tecidos e devolve a flexibilidade e maciez (emoliente).

Pulsatila - Anemone Pulsatila

Partes Usadas: folhas e flores.

Princípio Ativo: Heterósideos: ranunculina, que se transforma facilmente em protoanemonina e posteriormente em anemonina. Esteróis e taninos.

Ação Farmacológica: a protoanemonina tem ação antibacteriana, anti-tussiva, antiespasmódica, principalmente a nível uterino e digestivo.

Uso Popular:

espasmos a nível uterino
espasmo gastrointestinal;
tosse espasmódica;
dismenorréias;
dor de cabeça hemicrânica;
melancolia.

Contra indicações: gravidez, lactação e hepatopatias.

Efeitos colaterais: a planta fresca pode produzir vesículas na aplicação tópica.

Intoxicação: a planta fresca contém anemonina e protoanemonina, que produzem a perda da sensibilidade e depressão dos centros nervosos cardíacos e respiratórios. Entretanto estas substâncias desaparecem na planta seca.

Q

Quassia - Quassia amara

Planta arbustiva, ereta, pouco ramificada, castanho-acinzentado, folhas alternas, compostas, imparipenadas, de raque alado e folíolos elíptico-agudos, flores tuberosas, vermelhas, em racemos terminais. Comum na América Tropical

Sinonímia Popular: Quina.

Princípio Ativo: Quassina, pectina e taninos.

Partes Usadas: Folhas e cascas da planta.

Uso Popular:

febrífugo
fechamento dos poros (adstringente)
serve para atonia do aparelho digestivo

Quebra-Pedra - Phyllanthus niruri

Planta herbácea, anual, ereta, esverdeada, râmulos peniformes de folhas alternas, ovaladas glabras, flores solitárias, esverdeadas, nas axilares dos folíolos. Comum na América Tropical.

Princípio Ativo: Filantina, filalvina, cineol, cimol, linalol, salicilato de metila, securimina, filantidina, ácido salicílico.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular:

diurético, anti-infeccioso das vias urinárias, infecções urinárias, anúria, albuminúria, hidropisia, cálculos renais;
dores lombares, dores do quadril e das juntas;
síndromes úricas;
cálculos biliares, hepatite B;
corrimentos.

Quina - Cinchona officinalis

Partes Usadas: Casca.

Uso Popular: (decocção da casca)

anemia, convalescença;
afecções febris, principalmente malária;
dispepsias atônicas, má digestão;
gripe;
arritmia cardíaca;
anorexia.

Quina Cruzeiro

Uso Popular:

anti-dispéptico;

R

Raiz de Anil

Uso Popular:

leucorréias, tratamento de doenças do útero

Rathania - Krameria argentea

Uso Popular:

tratamento da hemorróida.

Romã - Punica granatum

Partes Usadas: Raiz, casca, folhas, flores e polpa.

Uso Popular:

infusão
gengiva, inflamações na garganta;
diurético;

Decocção da casca
cólicas, diarréia;
verminoses, especialmente na tênia.

Rosa Vermelha - Rosa gallica

Arbusto sarmentoso, aculeado, esverdeado, folhas pecioladas, alternas compostas de 5 folíolos ovado-agudas, dentados, pubescentes, flores vermelhas, solitárias, ou em cachos terminais. Origem asiática.

Princípio Ativo: Geraniol, citronelol, farnesol, veranina, cianina, quercetina, pectina, taninos, ácidos gálico, tânico e málico.

Partes Usadas: Flores

Uso Popular:

chá das flores é:
fecha os poros (adstringente);
anti-diarreico; contra atonia digestiva; má digestão, mau-hálito,
cardiotônico;
vermes;

gargarejos:
para afecções da garganta e da boca;
infusão para compressas :
olhos;
vinagre de rosas para lavagens :
urticária, picada de abelhas, queimaduras;

lavagens:
leucorréia;

banhos:
energético.

Roseira - Rosa spp

Uso Popular

tônico nervoso, calmante;
emenagogo.

Ruibarbo do Campo - Rheum palmatum

Sinonímia Popular: Ruibarbo

Princípio ativo: o rizoma possui ácido crisofânico que é purgativo

Uso Popular

estomáquico, laxativo, purgativo e tônico, na atonia gástrica acompanhada de constipação, nas afecções crônicas do fígado e do baço.

Ruscus - Ruscus Aculeatus

Farmacologia dos extratos:

ativação direta dos receptores adrenérgicos pós juncionais alfa 1 e alfa 2;
deslocamento da norepinefrina acumulada das extremidades do nervo adrenérgico;
in vivo.

Farmacodinâmica:

tonifica as veias;
normaliza a permeabilidade capilar;
atua na redução do edema.

Sinonímia Popular: raiz.

Princípio ativo: o rizoma possui ácido crisofânico que é purgativo

Uso Popular

Varizes - diminuição do diâmetro e melhora do fluxo das veias.
Hemorróidas

Ruta

Uso Popular

Reumatismo, processo inflamatório das juntas;
Processo inflamatório dos olhos.

S

Sabugueiro - Sambucus nigra

Arbusto ramificado, verrucoso-pardacento, dotado de medula branca, folhas compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados, inflorescência corimbiformes de flores esbranquiçadas e terminais. Origem européia.

Princípio Ativo: Colina, rutina, quercina, sambunigrina, taninos, mucilagem e vitamina C.

Partes Usadas: Folhas, flores e casca da planta.

Uso Popular

O chá das flores é:
sudorífico,
béquico;
anti-espasmódico;
purgante;
contra o sarampo;

O chá da casca e das folhas é:
diurético;
purgatvo;
para resfriados.

Cataplasma das folhas:
abscessos;
hemorróidas.

Infusão das flores:
amamentação: aumenta a secreção láctea;
bronquite, gripe;
olhos (lavagens);
sudorífero;
sarampo e escarlatina;

Decocção da casca e flores:
gota, ácido úrico;
depurativo, diurético, hidropisia;
obesidade;
resfriado, rins, prisão de ventre.

Sabugueiro do Campo

Uso Popular

para afecções do fígado, notadamente hepatite crônica

 

Sacaca - Croton cajucara

Planta arbustiva de casca pulverulenta, folhas alternas, lanceoladas, olentes, flores unissexuais, amareladas, em racemos terminais. É comum na Amazônia.

Sinonímia Popular: Casca Sacaca e Muirasacaca.

Princípio Ativo: Linalol, pineno, sabineno, estragol, linearisina, magnoflorina.

Partes Usadas: Folhas, e casca da árvore.

Uso Popular

chá das folhas ou da casca serve para:
distúrbios hepáticos;
distúrbios dos rins;
baixar o colesterol.

Salsa Hortense - Petroselium sativum

Sinonímia Popular: Salsa

Uso Popular

doenças renais, inflamação da uretra;
normaliza função menstrual, amenorréia, dismenorréia, hemorragia uterina;
blenorragia;
vermífugo;
priapismo;
dispepsias, afeções do estômago.

Salsaparrilha - Smilax aspera

Partes Usadas: Raiz.

Uso Popular

sífilis;
reumatismo, gota;
dermatose, escrofulose;
colesterol;
depurativa;
sudorífica;
diurética, patologias urinárias;
distúrbios respiratórios.

Sálvia - Salvia officinalis

Partes Usadas: Folhas e flores.

Uso Popular

corrimento purulento;
escorbuto;
afeções do estômago;
fumo: asma;

decocção:
gengivas, estomatite, inflamações na boca, doenças digestivas;
doenças respiratórias, coqueluche, tosse;
coração;
suores frios;

infusão:
esgotamento nervoso;
má digestão, cálculos hepáticos;
cálculos renais;
garganta (gargarejos);
banho:
cansaço;
asma;

chá das folhas:
antiinflamatório;
digestivo;
carminativo.

Sândalo - Santalum album

Partes Usadas: Folhas e flores.

Uso Popular

óleo ou pó das cascas:
cicatrizante;
hemostático;
massagens com efeito tônico, calmante e analgésico;

chá:
anti térmico;
provoca a transpiração;
fortificante.

Samambaia

Partes Usadas: Folhas e flores.

Uso Popular
sudorífico;
anti-reumático, reumatismo gotoso, processos inflamatórios de coluna e nas dores em geral;
doenças hepáticas;
gripes, tosses, resfriados, bronquite.

São João Caá - Unxia camphorara

Planta herbácea, anual, sublenhosa, bastante ramificada, pilosa, folhas simples, opostas, agudo-lanceoladas, membranáceas e pilosas, inflorescência em capítulos obovóides e terminais, de flores diminutas e amarelas. Comum na Amazônia, em terrenos arenosos.

Princípio Ativo: Óleos essenciais.

Partes Usadas: Toda a planta.

Uso Popular

O chá em descanso noturno é poderoso colagogo, usado em distúrbios digestivos, males do fígado e também na hepatite.

Sene - Cassia acutifolia

Uso Popular

casca:
diurético;
icterícia e outros males do fígado.

Sensitiva - Mimosa pudica

Uso Popular

cataplasma:
escrofulose, abscessos;

folhas:
purgativas;

cozimento das folhas:
males do fígado;
flatulência;
dores de cabeça;
erupções da pele.

Serenoa repens - Sabal serrulata

Partes Usadas: Frutos.

Uso Popular

"hiperplasia prostática benigna.

Serralha - Sonchus oleraceus

Partes Usadas: Frutos.

Uso Popular

cozimento das folhas: diarréia e disenteria;
depurativo do sangue;
fortifica o sistema nervoso;
patologias digestivas;
patologias dos olhos.

Sete sangrias - Cuphea ingrata

Uso Popular

provoca a transpiração;
antitérmico;
provoca a menstruação;
balsâmica;
cozimento das folhas: moléstias venéreas e febres intermitentes

Spergulária

Uso Popular

doenças renais e das vias urinárias.

Stevia - Stevia rebaudiena

Partes Usadas: Folhas

Uso Popular

Infusão :
diabetes;
diurético;
tonificante;
reumatismo;
hipertensão;
calmante, insônia, tensão;
digestivo;
inflamações;
febre;
obesidade;
adoçante.

Sucupira - Bowsichea major

Partes Usadas: Folhas

Uso Popular

reumatismo;
fraqueza orgânica;
doenças do estômago;
hidropsias;
depurativo;
doenças das vias respiratórias;

cascas:
antidiabético;
diarréia;

batata e as sementes em cozimento:
eczemas, dartros, manchas da pele, urticária; feridas, úlceras;
artritismo, reumatismo;
escrofulose;
blenorragia;
impigens.

Suma Roxa

Uso Popular

Depurativo vegetal com boa ação nas moléstias da pele, simples ou de origem sifilítica, eczemas secos ou úmidos.

T

Tabaco Indiano - Nicotiana tabacum

Uso Popular

doenças respiratórias;

Infusão das folhas:
parasitos;
odontalgias.

Tamarindo

Uso Popular

laxativo suave.

Tamarindo - Tamarindus indica

Árvore mediana de ramos flexuosos, caule castanho e rugoso, folhas compostas paripenadas, de foliolos opostos, oblongos, inflorescência racemosa, de flores amarelo-estriadas, axilares ou terminais. Origem Asiática.

Princípio Ativo: Carboidratos, proteínas, e gorduras, sais de cálcio, fósforo e ferro, ácidos fosfórico, láctico, málico, tartárico e acético, pectina, glicose e levulose, vitaminas A, B1, B2, e C.

Partes Usadas: Folhas e polpa dos frutos.

Uso Popular:

Chá da polpa é
antitérmico;
laxante;
anti-inflamatório;

Chá das folhas é:
antitérmico;
laxante

Gargarejos serve para:
inflamações da garganta e estomago, é anti-diarreico e contra a hematêmese.

Tanchagem - Plantago lanceolata - Plantago major

Sinonímia Popular: Trançagem

Uso Popular

Infusão e decocção:
depurativo;
estomatite, ulcerações da garganta e língua, diarréia;
reconstituinte;
gripes, bronquite, pus pulmonar;
dores nos seios;
febre;
cicatrizante;
antiinflamatório.

Infusão para lavagens:
conjuntivite, inflamações nos olhos

Gargarejos:
inflamações na boca, gengiva, garganta

Cataplasma:
chagas, úlceras

Tayuyá - Trianosperma tayuya

Uso Popular:

diurético, depurativo, usado nas hidropsias;
reumatismo, artritismo,
escrófulo;
dispepsias;
úlceras e manifestações sifilíticas.

Thuia - Thuya occidentalis

Uso Popular:

calicida;
erupções cutâneas, pólipos, verrugas;
gonorréia;
espermatorréia;
reumatismo provocado pela blenorragia;
nevralgia facial;
esclerite;
piorréia alveolar;
pielite;
no tratamento da candidíase;
nas Clamídeas Lyme e Borrelia Bourgdorferi;
herpes simples 1 e 2;
HPV;
no tratamento do câncer.

Intoxicação: abortiva.

Tilia

Uso Popular:

antiespasmódico, inflamações intestinais

Tinhorão - Arum maculatum

Uso Popular:

Resina:
feridas e úlceras,
Folhas em cozimento (5g/1copo):
angina (para gargarejo)
purgante;
anti-térmico.

Intoxicação: a batata (bulbo) é tida como venenosa.

Trevo Cheiroso - Melilotus officinalis

Uso Popular:

efeito calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas, combate o endurecimento dos tecidos e devolve a flexibilidade e maciez (emoliente);
doenças do estômago, beneficia a digestão;
moléstias do útero;
molestias do sistema nervoso.

U

Uira Repoti

Uso Popular:

depurativo

Umbauba - Cecropia holeleuca

Sinonímia Popular: árvore do bicho preguiça, torém.

Uso Popular:

Folhas em cozimento:
hipertensão arterial;
asma brônquica;
cardiotônico;
diurético;
diabetes;
provoca o fechamento dos poros (adstringente);
emenagoga;
doenças respiratórias, expectorante;
antiespasmódico;
analgésico.

Unha de gato - Uncaria tomentosa

Uso Popular:

anti inflamatória;
atua no restabelecimento do sistema imunológico;
alergia;
bursite, artrite;
infecções virais agudas;
inibe a contração da musculatura estriada.

Urtiga - Urtica dioica

Partes Usadas: Folhas, hastes e sementes.

Uso Popular:

Infusão:
artrite;
caspa (uso externo);
epistaxe;
hemorróidas,
hemorragia uterina;

Decocção:
depurativo;
furúnculos;
gota;
de cabelos (uso externo);
diarréia;
hemorragia;

Infusões para uso externo:
urticária, erupções, coceiras.

Urtiga - Fleurya aestuans

Planta herbácea, suculenta, ereta, armada de pêlos urentes, folhas alternas, longo-pecioladas, ovado-cordiformes, membranáceas e crenadas, inflorescência panícula axilar de flores minúsculas, esverdeadas. Comum no Brasil.

Princípio Ativo: Sais de potássio, acetilcolina e histamina.

Partes Usadas:

Raiz.
anti-anêmico;
anti-diabético;
galactogogo.

Urtiga Branca

Uso Popular:

hemorragia dos pulmões, bronquios;
leucorréia.

Urtiga Brava

Uso Popular:

suco das folhas frescas é eficaz no combate as hemorróidas;
cozimento: tosses, bronquites e outras doenças pulmonares;
decocção da casca: sífilis.

Urtiga de Mamão

Uso Popular:

Erisipela: inoculada a planta solta uma substância leitosa que deve ser aplicada com algodão na região do corpo comprometida.

Urtiga Vermelha

Uso Popular:

moléstias da pele;
dores reumáticas;
incontinência urinária;
coceiras e queimaduras;

Urucún - Bixa orellana

Arbusto mediano, bastante ramificado, de casca pardacenta, folhas longo-pecioladas, alternas, codiformes-acuminadas; flores róseas, com muitos estames, em panícula terminais. Comum em toda a Amazônia.

Princípio Ativo: Bixina, orelina e vitamina C.

Partes Usadas: Folhas, sementes e raiz.

Uso Popular:

coração;
prisão de ventre;
hemorragia;
afecções do estômago;
tosse e bronquite;

O chá das folhas e da raiz é:
digestivo;
anti-inflamatório;
cicatrizante, na lavagem de feridas;
O chá das sementes é:
expectorante;
digestivo;
O chá das folhas é usado para bronquites e faringites;
Ochá da raiz é diurético e sudorífico.

A tinta das sementes ingerida é antídoto para o ácido cianídrico.

Uva do Mato

Uso Popular:

eliminador e dissolvente das pedras biliares;
eliminador das pedras e areias dos rins;
auxilia na função do fígado, rins e estômago;
na artrite dissolve o ácido úrico

Uva do Monte - Vaccinium myrtillus

Sinonímia Popular: Bilbery, Myrtilim.

Princípio ativo: antocianosídeos.

Partes Usadas: Frutos.

Uso Popular:

fortalece a microcirculação e fortalece as paredes endoteliais;
melhora a fragilidade capilar;
melhora a permeabilidade capilar;
promove a cicatrização das úlceras gástricas e duodenais;
desordens oftálmicas: efetivo na área que circunda os olhos, miopia, hemeralopia (incapacidade de ver distintamente tanto com luz clara quanto com iluminação reduzida), na fadiga ocular e na retinopatia diabética.

Uso externo: para cicatrizar úlceras da pele, varicosas ou não.

Uva ursi - Arctostaphylus uva-ursi

Sinonímia Popular: Uva Ursina.

Partes Usadas: Folhas.

Uso Popular:

diurética, anti-séptica urinária, doenças renais e da bexiga;
desintoxicante;
provoca o fechamento dos poros (adstringente).

V

Valeriana - Valeriana officinalis

Fitoterapia


Princípios Ativos: ésteres acéticos, fórmico, mucilagem, goma, resina, entre outros. Azeite essencial (0,3-1%): ésteres terpênicos (isovalerianato, acetato e formiato de bornilo, isovalerianato de eugenilo e isoeugenilo; monoterpenos (canfeno, pineno), sesquiterpenos (beta-cariofileno, valerenal, valeranona), ésteres epoxiiridoides (valepotriatos: valtrato (80%), isovaltrato, dihidrovaltrato). Acido gamma-aminobutírico (GABA), glutamina, arginina. Traços de alcalóides (0,05-0,1%).

Fitoterapia

Ação Farmacológica: Embora existam numerosos estudos farmacológicos e clínicos sobre o efeito sedante da raíz de valeriana, ainda não se conhecem bem os princípios ativos nem o seu modo de ação. Se atribue ao sinergismo entre o azeite essencial e os valepotriatos sua ação tranquilizante, hipnótica, espasmolítica, relaxante muscular, ligeramente hipotensora e anticonvulsivante.

Partes Usadas: rizoma e raiz.

Uso Popular:

ansiedade, insônia, irritabilidade, perturbações nervosa, stress, efeito semelhante ao da imipramina;
fadiga;
taquicardia, hipertensão arterial;
cefaléias;
síndrome do intestino irritável, espasmos gastrointestinais, gastralgias, gases;
mialgias, contraturas musculares;
dismenorréia, transtornos associados ao climatério;
asma e broncoespasmos de origem nervoso;
coadjuvante no tratamento das convulsões infantis e epilepsia;
atividade antiespasmódica;
dermatoses pruriginosas;

Contra-indicações: Evitar o uso durante a gravidez, a lactação e em crianças menores de 3 anos.

Vassoura - Budleya stachyoides

Uso Popular:

chá das folhas é usado:
no tratamento das vias respiratórias;
dores de um modo geral.

Velame Branco - Macrosiphonia velame

Uso Popular:

O chá das folhas:
depurativo do sangue;
sífilis.

Velame do Campo - Croton campestri

Uso Popular:

depurativo;
sinusite crônica, patologias pulmonares crônicas como a asma;
eczemas, dartos, escrófulas, boubas, impingem, tumores, moléstias da pele;
reumatismo, artritismo;
doenças do útero;
ingurgitamentos ganglionares,
manifestações sifilíticas.

Verbasco - Verbascum thapsus

Uso Popular:

béquico, expectorante;
diurético;
sedativo
depurativo
efeito calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas, combate o endurecimento dos tecidos e devolve a flexibilidade e maciez (emoliente);
refrescante

Uso em acupuntura:

Borrélia

Verbena - Verbena Officinalis

Sinonímia Popular: erva de Vênus, erva sagrada, verbenão.

Uso Popular:

stress, insônia, depressão crônica, fadiga nervosa;
antitérmico;
expectorante;
contraceptivo;
antiespasmódica;
uso na massagem da esclerose múltipla.

Vinagreira - Hibiscus sabdariffa

Arbusto anual, de caule avermelhado, folhas alternas, longo-pecioladas, violáceas, palmati-lobatas, de lobos agudos, denteados, com glândula na base da nervura mediana, flores solitárias, sésseis, róseas, de andróforo avermelhado.

Princípio Ativo: Ácido oxálico, oxalato de potássio e carboidratos.

Partes Usadas: Folhas, e raiz.

Uso Popular:

O chá das folhas ou raízes é:
antiescorbútico;
estomáquico;
diurético;
exerce efeito calmante sobre a pele, combatendo o endurecimento dos tecidos e devolvendo-lhes a maciez e flexibilidade (emoliente).

Violeta - Viola alba - Viola odorata

Partes Usadas: Raízes, folhas, flores secas.

Uso Popular:

Infusão e decocção:
tosse, bronquite;
sarampo;
dores de garganta;
vômitos;
causa trasnpiração;
artritismo;
conjuntivite e olhos lacrimejantes.

Cataplasma: contusões, efeito calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas, combate o endurecimento dos tecidos e devolve a flexibilidade e maciez (emoliente).

Y

Yam Mexicano - Dioscórea Velosa

Princípios ativos: diosgenina, considerada um precursor hormonal natural, tem ação semelhante a progesterona.

Uso Popular:

regulador natural dos hormônios femininos, TPM, ameniza cólicas menstruais, menopausa e osteoporose;
previne aborto, age como tônico uterino nas mulheres grávidas, auxiliam no tratamento das náuseas na gravidez;
alivia cólicas e flatulências causadas por espasmos musculares, auxilia no tratamento das caimbras abdominais e intestinais;
colagogo e colerético, alivia congestão hepática, cólicas e cálculosbiliares;
auxilia nas deficiências circulatórias e nas neuralgias;
pessoas nervosas e inquietas;
auxilia no tratamento da artrite reumatóide,

Z

Zanzo - Sida rhombifolia

Uso Popular:

O chá das sementes:
retenção e escassez de urina;
Aplicações das folhas maceradas:
elimina tumores endurecidos.

Zimbro - Juniperus communis

Sinonímia Popular: Junípero.

Partes Utilizadas: Madeira e bagas

Uso Popular:

Infusão, decocção e óleo:
asma, bronquite,
acidez, má digestão,
hidropisia, diurético;
Alcoolato: reumatismo.

Fonte: www.medicinacomplementar.com.br

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