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Insônia

 

Vivemos muito tempo acordados... E para recuparar as energias vitais ao nosso organismo temos que recompó-la por intermédio do descanso noturno.

Dormir oito horas diárias garante bem-estar da maioria das pessoas. Tudo isso não é regra varia muito de pessoa para pessoa. Mas o que fazer quando o sono não vem? Com o passar dos anos o sono vai tomando novos contornos diferentes, ou seja, a cada nova etapa da vida vários sintomas vão surgindo - quando crianças ou jovens as pessoas dormem muito mais do que na fase adulta, madura ou na velhice.

Freqüentemente a diminuição do tempo de sono, que ocorre normalmente na terceira idade, é confundida com insônia ou qualquer outro distúrbio de sono.

O sono satisfatório é a sensação de noite bem dormida, independente do tempo dormido.

Algumas pessoas dormem somente duas horas e tem sono satisfatório. A falta de sono, por sua vez, leva à fadiga, irritabilidade, e a problemas de memória.

Vários distúrbios do sono, podem ser verificados como a sonolência excessiva, o sonambulismo, e o terror noturno, mas a insônia é o mais importante.

O sono é estudado, em laboratório, através do polissonograma. Este exame obriga a pessoa a dormir no local do exame e proporciona estudo detalhado do sono.

Podemos tomar alguns cuidados importantes para se ter um bom sono: horários constantes para dormir e acordar; evitar dormir mais que o necessário; estar relaxado e tranqüilo ao ir dormir e se possível tomar um banho quente antes; procurar dormir sempre no mesmo lugar; evitar bebida estimulante (café e álcool, por ex ) e fumo antes de dormir; bem como refeições pesadas.

A melhor posição para se dormir é de lado, com os joelhos flexionados, sobre um colchão resistente, mas não duro e travesseiro da altura dos ombros. Deve se evitar a utilização de colchão muito macio, como o de molas.

insônia é uma situação muito freqüente, e o seu diagnóstico correto é fundamental na escolha da terapia. Caracteriza-se pela dificuldade para dormir, tanto no que diz respeito ao inicio do sono, como também à sua duração, propiciando uma sensação de noite mal dormida com cansaço ao acordar.

Na terceira idade a duração do sono tende a diminuir e também a tornar-se mais interrompido, sem que seja caracterizada a insônia. Na insônia nunca há a sensação de noite bem dormida ao se acordar ou sono satisfatório.

Como a insônia se manifesta?

Três formas são fundamentais: a demora para se iniciar o sono, o acordar durante a noite ou o despertar muito cedo. A insônia persistente pode levar a problemas de humor e de comportamento, como a depressão. A pessoa que não dorme bem está mais sujeita a sofrer acidentes de automóvel, a aumentar o consumo de álcool e sentir sonolência durante o dia.

A insônia, entretanto, pode ocorrer de maneira transitória, durante um período de maior preocupação ou "stress" ou após viajem muito longa. A insônia que persiste por mais de três semanas é denominada crônica. Não é uma doença e sim um sintoma de distúrbios orgânicos e/ou psíquicos.

Pode ser devida a determinados hábitos: horário irregular para dormir, uso abusivo de café, tabagismo, alcoolismo, etc. Problemas ambientais como barulho, luz excessiva, frio ou calor, incompatibilidade com parceiro (a) , também são importantes.

Algumas doenças, como a demência e o Parkinson podem ser acompanhada de insônia. O estado febril e a dor produzem insônia.

Doenças que levam ao desconforto respiratório (enfisema e insuficiência cardíaca, por ex) são causas de alterações no ritmo do sono. Grandes altitudes podem levar à insônia durante os dias de adaptação.

Na grande maioria dos casos, entretanto, a insônia está relacionada a distúrbios psíquicos como a depressão, ansiedade, angustia, ou stress.

Alguns estudos demonstram ser a insônia mais freqüente entre pessoas divorciadas e viuvas. É sempre fundamental a identificação de uma ou de diversas causas da insônia, para a sua correção.

Para um tratamento mais efetivo a higiene do sono é fundamental. Isto significa a eliminação dos fatores ambientais importantes.

O hábito de praticar exercícios regulares, de comer coisas leves antes de dormir, e manter horários fixos para dormir ajudam a evitar a insônia.

O excesso de alimentos e de bebidas (café, refrigerantes ou bebidas alcoólicas) são hábitos que devem ser evitados no período que antecede o sono. A "soneca" durante o dia deve ser evitada. O estado psíquico da pessoa deve ser sempre bem avaliado e conseqüentemente orientado.

Para controlar a insônia com o uso de medicamentos deve ser feito com muito critério. Os medicamentos ditos soníferos ou reguladores do sono nada mais são que psicotrópicos (na sua maioria derivados dos benzodiazepínicos), que devido a sua ação depressiva sobre o sistema nervoso central induzem ao sono.

São drogas úteis para a indução rápida do sono em situações especiais, como nos momentos que antecedem a uma cirurgia (pré-operatório) ou em viajem longa. O uso regular destas drogas deve ser evitado, pois levam a dependência, distúrbios da coordenação motora e de comportamento, diminuição da memória e produzem depressão, e no fim, pioram a insônia.

A utilização de antidepressivos, principalmente aqueles relacionados ao metabolismo da serotonina, melhoram a qualidade do sono e estão sendo cada vez mais utilizadas com bons resultados. Algumas substâncias antialérgicas podem ser utilizadas para induzir o sono.

A utilização de substâncias pouco agressivas ao organismo, como chás, especialmente o de valeriana (derivado da planta Valeriana officinalis) pode ser útil no tratamento, com a vantagem de ser inócuo.

A prática de atividade física (no mínimo 3 vezes por semana), auxilia no tratamento da isônia proporcionando, acima de tudo, bem-estar geral para todos que a pratica com regularidade.

Por Geni de Araújo Costa

O que a psicologia tem a dizer sobre este distúrbio do sono?

Popularmente, a insônia caracteriza-se por uma alteração na qualidade e/ou quantidade do sono. Os distúrbios do sono, em especial a insônia e a sonolência excessiva, são queixas comuns. Trata-se de uma questão de saúde pública que não recebe a merecida atenção. É um dos sintomas mais referidos em serviços de saúde. (REIMÃO, 1999).

Acometendo quase um quarto da população adulta, a dificuldade de iniciar ou manter o sono durante a noite inteira, ou mesmo a sensação de sono insuficiente, denomina-se insônia, uma manifestação ou sintoma de inúmeras doenças desde o indivíduo que se depara com dificuldades para adormecer devido à ingestão excessiva de café, até aquele que não dorme por depressão, ansiedade ou outras alterações.

A conseqüência é uma sensação de cansaço, fadiga e indisposição pela manhã após uma noite mal dormida. (REIMÃO, 1992).

A insônia é provavelmente a queixa mais comum no mundo. Ela é quase tão difícil de definir e ser tratada quanto o frio. Luís XIV acreditava que o segredo para uma boa noite de sono era ter sempre a cama certa, por isso diz-se que ele teve quatrocentas e treze camas em Versalhes.

Benjamim Franklim, de forma menos grandiosa, também fazia rodízio entre as quatro camas que tinha no quarto. (USHER, 1991).

Segundo Reimão (1999), fatores agravantes ou propiciadores da insônia subdividem-se, em físicos, psicológicos e sociodemográficos.

A definição varia ao longo do tempo e entre diferentes autores, pois sua classificação acerca da terminologia se situa em função da operacionalidade clínica e duração, podendo ser Transitória (algumas noites); Insônia de curta duração (duração inferior a três semanas) e; Insônia crônica (mais de três semanas de duração). A transitória está vinculada ao ambiente, à fisiologia ou a emoção.

A definição atual para a insônia abrange o conceito de qualidade, não se restringindo somente à falta de sono, mas apresenta-se como sintoma patológico que fere o conceito de bem-estar no âmbito físico, social e psíquico do indivíduo.

Sem que seja percebida a gravidade, a privação parcial do sono pode chegar a prolongar-se por anos, ainda que percebida a exaustão pelas poucas horas dormidas e uma sonolência observável seja detectada nos cochilos em horas monótonas.

Essa privação acarreta sonolência e exaustão, irritabilidade, alterações da concentração, atenção e da memória. Em muitos casos, o indivíduo passa a utilizar alguns medicamentos para dormir, gerando outro problema, a dependência.

Psicologicamente, a dependência faz com que ele mantenha o medicamento por muitos anos seguidos (ainda que este se torne ineficaz) como um apoio em relação a sua doença. A dependência física faz com que no momento em que o indivíduo abandone a medicação, a impossibilidade de dormir volte durante vários dias seguidos.

Algumas tentativas sem sucesso de retirada da medicação, conduzem ao retorno da insônia, da irritabilidade e de nova tomada de medicação. (REIMÃO, 1992, grifo nosso).

De acordo com Reimão (1999), em estudos sobre avaliações epidemiológicas, têm-se os distúrbios do sono como riscos potenciais para o desenvolvimento de um transtorno psiquiátrico, ou podem até mesmo, ser a base para a sua manifestação inicial.

Por ser a insônia um quadro gerador de diversos problemas, a avaliação dos aspectos psicológicos está inserida em uma maior avaliação do indivíduo e, para isso, é necessário avaliar-se a severidade da insônia, os hábitos de sono, os sentimentos em relação ao problema e toda emoção na qual está inserido o problema.

As pressões do dia-a-dia e a competitividade da sociedade moderna têm obrigado o homem a reduzir seu período de sono, roubado pela difusão da luz elétrica, pela industrialização, pelas longas jornadas de trabalho e exigências de atualizações profissionais constantes. Para muitos, o sono transformou-se em um luxo (que geralmente pode ser sacrificado pelo estilo de vida atual) ou em um transtorno que deve ser suportado.

Hoje, tem-se a idéia de que dormir é perder tempo, pois com as modificações sofridas com a invenção da eletricidade, clubes noturnos, TV com programação 24 horas, Internet, podemos interagir a noite toda com todo o mundo.

É neste impasse de obrigações e necessidades que a sociedade ao impor e conviver com o caos de um ritmo acelerado de existência pena as conseqüências do seu cotidiano agitado, estabelecendo com seu sono que constitui uma parte importante na vida, uma relação de descaso, sem observar, porém, que ao estabelecer hábitos prejudiciais e má qualidade do sono, o indivíduo expõe a vida acadêmica e social ao comprometimento no desempenho geral.

REFERÊNCIA

RIZZO, G.Brasil Campeão de Insônia. Disponível em . Acesso em: 23/jun/2006.
REIMÃO, R. Sono, sonho e seus distúrbios. São Paulo: Frôntis Editorial, 1999.
REIMÃO, R. O que você deve saber sobre Distúrbios do Sono. São Paulo: Saúde e Alegria, 1992.
USHER, R. Sono. Tradução de Elizabeth Larrabure Costa Correa. São Paulo: Saraiva, 1991.

Fonte: www.afrid.faefi.ufu.br/www.psicologaonline.com.br

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