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Yoga

Yoga é uma palavra de origem sânscrita, uma língua da Índia, que etimologicamente significa união. O escrita sânscrita utilizada é a devanagari e a palavra Yoga é escrita da seguinte forma:Yoga Para que os ocidentais possam ler, a escrita Yoga passa para o alfabeto ocidental como Yoga .

Yoga é uma palavra genérica para designar os diferentes caminhos de auto-realização do ser humano. Para saber mais sobre o Yoga clique nos links abaixo:

As várias definições de Yoga

É uma disciplina espiritual que utiliza o corpo para expressar as emoções e sentimentos de forma harmônica.(Mestre Taunay Valle)

Toda vida é Yoga . (Sri Aurobindo)

Yoga é a parada das ondas mentais. (Patanjali)

Yoga é a habilidade da ação (Bhagavad Gita)

Yoga é uma ciência pragmática e intemporal, desenvolvida através de milênios que trata do bem estar físico, mental e espiritual do homem como um todo. (Iyengar)

Yoga é um conjunto enorme de valores, atitudes, preceitos e técnicas espirituais. (Feuerstein)

Origem do Yoga

Nada sabemos como surgiu, quem foi seu criador. Apenas sabemos que a origem do Yoga remonta ao período pré-histórico, sendo que a maioria dos livros afirmam que sur-giu na Índia cerca de 3.000 anos a.C, e seu criador é Shiva. No entanto, descobertas arqueológicas, em 1952, compro-vam que a origem do Yoga é européia, aproximadamente de 10.000 a 15.000 anos a.C. Na gruta de Addaura, na Sícilia, Itália foi descoberta desenhos com posturas de Yoga . Vários milênios depois, o Yoga teria sido levado à Índia pelos povos mediterrâneos (drávidas) e foi conservado até hoje como o conhecemos. Ainda bem, pois se depen-desse da cultura ocidental, já teria desaparecido há muito tempo.

Por isso, a Índia é considerada a Terra do Yoga , da mesma forma que o Brasil é a Terra do Futebol, sendo que o futebol nasceu na Inglaterra.

Afinal é Ioga, Yoga , Yôga ou Yóga?

A polêmica foi criada por um professor de Yoga (sic), que considera o seu Yôga o mais completo do mundo (sic), o mais antigo, e blá, blá, blá... O objetivo dessa polêmica é uma estratégia de marketing para diferenciar o seu Yoga dos demais e chamar atenção.

Na Índia e em todo o mundo, a palavra se escreve sem acento, Yoga .

No Brasil, a palavra Yoga foi aportuguesada e passou a ser escrita com "i", ioga, e também mudou para o gênero feminino.

Para não errar siga as seguintes regras:

a)Ao escrever Yoga , coloque o artigo "o" antes, pois em sânscrito a palavra Yoga é do gênero masculino.

b)Ao escrever IOGA, coloque o artigo "a" antes, pois em português a palavra ioga é do gênero feminino.

Qual a diferença entre métodos, estilos, sistemas, técnicas e especialidades de Yoga ?

Um método de Yoga é todo aquele tem uma codificação, como exemplo: Ashtanga Yoga (Patanjali), Hatha Yoga , Bhakti Yoga , Jnana Yoga , Mantra Yoga , etc.

Um estilo de Yoga é uma variante de um método, como exemplo: Iyengar Yoga , Ashtanga Vinyasa Yoga , Power Yoga , Vini Yoga , Sivananda Yoga são variantes de Hatha Yoga .

Um sistema de Yoga é composto por vários métodos de Yoga , por exemplo: Yoga Integral Taunay, Holos Yoga , etc.

As técnicas de Yoga são elementos usados num método, estilo ou sistema de Yoga . Exemplos: asanas, pranayamas, kriyas, dharana, Yoga nidra, etc.

As especialidades de Yoga são aquelas que une Yoga com tipo específico como: terapia, esporte, profissão, etc. Exemplos: Yoga para asmáticos, Yoga para diabéticos, Yoga desportivo, Yoga para executivos, Yoga para gestante, Yoga para crianças, etc.

Quantos tipos de Yoga existem?

Atualmente existem inúmeros métodos, estilos e sistemas de Yoga . Veja abaixo alguns deles: Bhakti Yoga Karma Yoga Jnana Yoga Mantra Yoga Ashtanga Yoga (Patanjali) Hatha Yoga Hahta Yoga Integral Iyengar Yoga Bikram Yoga Ashtanga Vinyasa Yoga Sivananda Yoga Kundalini Yoga Sahaja Yoga Chiktza Yoga Purna Yoga ( Yoga Integral de Sri Aurobindo) Yoga Integral (Taunay) Siddha Yoga Kriya Yoga Sai Yoga Okido Yoga Holos Yoga E muitos outros...

Quais os benefícios do Yoga ?

Físico: aumento da capacidade respiratória, fortalecimento do sistema imunológico, rítmico respiratório mais lento, maior relaxamento muscular, eliminação do estresse físico, equilíbrio do sistema glandular, sono profundo e restaurador, etc.

Emocional: equilíbrio das emoções e sentimentos.

Mental: maior concentração, auto-estima, autoconfiança, relaxamento mental, autoconhecimento.

Espiritual: paz interior.

Qual é o objetivo do Yoga ?

O objetivo do Yoga é o samadhi.

Samadhi significa um estado de êxtase espiritual. Enquanto que no Yoga tradicional (Hatha Yoga , Ashtanga Yoga , etc.) este é o objetivo final, para o Yoga Integral este é o primeiro passo. O Yoga Integral de Sri Aurobindo não procura tornar este estado de realização espiritual longe da vida terrestre, numa escala individual, mas numa transformação da consciência de todos pela descida do Divino. Cada experiência com o mundo externo, seja isso importante ou trivial, seja direcionada para o Divino e se torne num degrau para a perfeição.

Qual é o símbolo do Yoga ?

Yoga
Hinduísta

Yoga
Budismo Tibetano

OM é considerado o mantra dos mantras. De acordo com a tradição indiana tudo no universo emana da vibração primordial do OM. Em latim "omni" significa tudo, universal, e essa raiz latina está presente em várias palavras da nossa língua portuguesa, por exemplo: onipresente, onisciente, onipotente, entre outras.

A repetição do mantra OM induz um estado de introversão, de harmonia interior indescritível.

Yoga é religião?

É um grande erro considerar que Yoga seja uma forma de religião. O Yoga chegou ao ocidente impregnado de hinduismo, por isso, muitas pessoas acreditam que Yoga é uma religião hinduísta. Para o indiano, toda religião é uma espécie de Yoga . Na Índia, tanto o hinduismo, budismo, jainismo praticam Yoga . Assim qualquer pessoa, independente de sua religião, pode praticar Yoga e se beneficiar de sua prática. Na realidade, para praticar Yoga não é necessário acreditar em Deus, pois Yoga não é uma questão de crença em certos dogmas, mas de ampliação da consciência até num plano universal.

Os evangélicos condenam a prática do Yoga , apesar de seus efeitos saudáveis, pois eles tem medo de perderem seus fiéis. A prática do Yoga faz que o praticante tenha mais discernimento e não se deixe manipular e explorar economicamente.

Fonte: : Yoga -integral.org

Yoga

A Origem do Yoga

Yoga

A argumentação arqueológica mais recente contesta os antigos arqueólogos. A nova geração de arqueólogos, que utiliza a arqueologia processual como método de trabalho, concebe que “uma civilização é produto de um longo processo de evolução e mudança cultural que envolve longos períodos de tempo e amplas extensões de terra, e não algo que acontece da noite para o dia”.

Esta nova metodologia traz com total clareza a continuidade, entre as culturas Indus-Sarasvatí e do Ganges. Essa continuidade é evidente na tradição oral, na cosmogonia, na linguagem e nos sistemas de pesagem e medição.

Descobriu-se recentemente ruínas da cidade de Mehgahr, cujas origens estão localizadas no período entre 8215 e 7215 a.C.. Foi revelado o uso do cobre, o plantio de cevada e a criação de gado no cercado; estes são alguns elementos da cultura Védica. Tudo isto, juntamente com o achado de alguns altares domésticos de culto ao fogo em Harappa e Mohenjodaro, entre outras, derruba a argumentação dos primeiros arqueólogos, que afirmaram que o cavalo foi levado a esta região através dos invasores Arianos, por volta do ano de 1500 a.C.. O curioso é que há pouco tempo encontrou-se ossos equinos em assentamentos humanos anteriores ao surgimento da cidade de Harappa e o Rig-Veda, que é datado de 5000 a.C., descreve através de hinos o amor do povo pela terra que sempre habitaram — o clima, a geografia, a fauna e a vegetação que coincidem com os da Índia Setentrional. Nestes hinos são feitas inúmeras citações ao cavalo e à sua utilização, o que reforça a continuidade entre as culturas do vale do Indo e a Védica, não havendo nenhum registro da tal invasão, nem na memória coletiva, nem nas tradições dos descendentes dos supostos derrotados, os Drávidas.

Existe um número enorme de argumentos que desmontam a versão dos primeiros arqueólogos; a manipulação dos mitos de qualquer cultura, feita por investigadores, historiadores e outros especialistas, tem como único resultado aniquilá-los.

O Yoga surge junto a esta civilização de língua bem desenvolvida, rico artesanato, cidades urbanizadas, escrita pictórica muito avançada, remontando a um período de 10.000 a.C.

O que é Yoga ?

A palavra Yoga deriva da raíz sanscrita “YUJ” que significa atar, unir, juntar... e indica o ato de dirigir e concentrar a atenção em alguma coisa para sua aplicação e uso. Da mesma forma significa união ou comunhão e é, na realidade, a verdadeira união de nossa vontade com a vontade do ABSOLUTO. A sujeição de todos os poderes do corpo, pensamento e alma, ao CRIADOR; significa a disciplina da inteligência, da mente, da emoção e da vontade que o próprio Yoga pressupõe; significa um equilíbrio da alma que nos permite olhar da mesma forma todos os aspectos da vida.

O Yoga é um dos seis sistemas ortodoxos da filosofia da Índia que foi codificado por PATAÑJALI.

Fonte: :www.ayurveda.com.br

Yoga

O termo Yoga tem origem no sânscrito, género masculino, escreve-se com "y" e entoação grave no "o", que é pronunciado como em "iodo". Surgiu há mais de 5.000 anos na Índia, e foi transmitido por tradição oral até meados do ano 400 A.C., quando foi codificado por PATANJALI nos Yôga Sútra.

Os efeitos sobre o corpo, ganhos de flexibilidade, fortalecimento muscular, aumento de vitalidade e administração do stress fazem-se sentir muito rapidamente.

O Yoga ensina, por exemplo, como respirar melhor, como relaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, articulações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, etc. através de exercícios físicos belíssimos, fortes, porém que respeitam o ritmo biológico do praticante.

Fazer Yoga não significa apenas fazer exercícios físicos como uma ginástica aeróbica. Yoga final

Se for só exercício físico não é Yoga . Tem de englobar três factores:

posição física;
respiração coordenada;
atitude interior.

Uma das características do Yoga são as regras gerais de execução.

Essas regras são:

- respiração coordenada;
- permanência no exercício;
- repetição;
- localização da consciência;
- mentalização;
- ângulo didático;
- compensação;
- segurança;

Em particular, a prática do Yoga traz grandes vantagens de encontro com o ser humano e o seu interior, uma vez que, na vida agitada do nosso século, a chamada PAUSA na corrida diária é inexistente, é nessa PAUSA que surgem descobertas maravilhosas: a capacidade de melhor convivência com o próximo, mais tolerância, maior paz e amor com tudo e todos. A movimentação, postura, exercícios respiratórios, atutide mental, dão e darão uma dimensão diferente, mais alegre e mais feliz.

Fonte: apologaia.forumais.com

Yoga

Origem

Uma das mais importantes obras da filosofia oriental é o Yoga Sutra ou Aforismos de Sri Patanjali.

Em sua codificação clássica, Patanjali sistematizou o Yoga fazendo um tratado contendo 196 Aforismos, divididos em quatro livros, que são:

Samadhi Pada ou versos da iluminação
Sadhana Pada ou versos da prática
Vibhuti Pada ou versos dos poderes
Kaivalya Pada ou versos da libertação

Shri Patanjali ordenou o Yoga em oito partes, denominando-o Ashtanga Yoga :

1.YAMA
2.NIYAMA
3.ASANA
4.PRANAYAMA
5.PRATYAHARA
6.DHARANA
7.DHYANA
8.SAMADHI

Porém, antes de Patanjali, o Yoga já existia há milhares de anos, mas seus escritos estavam todos dispersos em textos clássicos. Patanjali manteve-se fiel às tradições do Yoga pré-clássico e, por isso é tão respeitado e venerado. Nos Yoga Sutra, Patanjali apresenta um questionar filosófico, e a postura cientifica é comprovada através da experiência. Nos sutras não existem alusão a nenhuma crença religiosa, sendo respeitada a tradição da cultura Yoga Rishi.

Fonte: www. Yoga classicocuiaba.com.br

Yoga

História

O Yoga precede a história escrita, acredita-se que surgido nos continentes perdidos da Lemúria e Atlântida, para depois de milênios ser adotada pelas civilizações da Índia antiga.

A palavra Yoga é proveniente do sânscrito e como tal deve ser entendida, escrita e dita, conforme os parâmetros da língua. No sânscrito o Yoga é considerado um substantivo masculino, daí o motivo pelo qual devemos fazer menção a ele como “o Yoga ”.

A palavra Yoga tem sua origem na raiz sânscrita YUJ, que significa unir, ligar, atar, estar em comunhão. Yoga significa unir-se com sigo mesmo em primeira instância e em seguida com todo o universo que nos cerca.

O Yoga traz consigo uma poderosa egrégora que envolvem todos aqueles que a ela se conectam, traspassando-lhes seus benefícios e sua energia. Por esse motivo a palavra Yoga traz em si sua energia própria e deve se expressa-la como fora criada há milênios na língua sânscrita, Y Ô G A com o O fechado. Pois o Yôga é uma palavra imantada por toda essa energia milenar, ao passo que a Yoga não significa absolutamente nada.

O Yoga em sua estrutura primordial traz uma forte divergência que se divide em dois pilares de sustentação: o primeiro de origem filosófica sánkhya e comportamento tântrico. O segundo de origem filosófica vêdánta e comportamento brahmácharya, que apesar de suas características antagônicas, têm como meta o mesmo ponto final.

As raízes do Yoga estão inseridas no hinduismo que se divide em shruti e smiriti.

O smiriti se difere do shruti por tender a uma interpretação dos fenômenos de forma mais intelectual e interpretativa, ao passo que shruti, tem sua origem na intuição e na inspiração.

O smiriti se subdivide em:

1. Smiriti (código de lei)

Darma-shastra, Manu, Yájna válkia, Paráshara

2. Itihasas (primórdios religiosos)

Ramayana, Mahabhárata (contém o bhagavad guita

3. Puránas (mitos e lendas)

Naradya Purána, Bhagavata purána, Garuda purána, Padma purána, Varaha purána, Brahma purána, Brahmanda purána, Bhavisyat purána, Vishnu purána, Markandeya purána, Vámana purána, Matsya purána, Linga purána, Shiva purána, Skánda purána, Agni purána, Kurma purána, Brahma Vaivarta purána. É importante frisar que o objetivo dos puránas era esclarecer ao povo da época, conceitos morais, sociais e espirituais de forma passível de compreensão.

4. Ágamas (manuais para à cultuação dos conceitos védicos)

Vaishnavismo-Vishnu o concervador
Shaivismo- Shiva o renovador
Shaktismo- Shakti o princípio feminino- Tantra

5. Dárshanas (escolas filosóficas)

1-Nyaya (Gautama), Vaisheshika (Kanáda).
2-Samkhya (Kapila) e Yoga (patañjali).
3-Mimansa (Jaimini) e Vedanta (Bádaráyana).

Cronologicamente o Yoga divide-se em Yoga antigo e Yoga moderno.

O Yoga antigo segue a linha tântrica e é proveniente do povo drávida, sua fonte original é shruti e é encontrada nos upanishad, sua origem criadora é Shiva e seu período é o pré-clássico. Sua tendência é sámkhya e seus registros precedem mais de 5.000 anos.

O Yoga clássico pode ser considerada de origem antiga, por volta de 300 anos antes de cristo, sua literatura é o Yoga sutra de Patañjali.

O Yoga moderno tem tendência vedanta e sua linha é brahmacharya, pode ser dividido cronologicamente como Yoga medieval do século VIII d.C ao século XI d.C seus mestres foram Shankara e Gôrakshanatha.

No Yoga contemporâneo do século XX temos como mestres Aurobindo, Ramakrishna, Vivekananda, Shivananda, Yoga nanda, dentre outros mestres. A fonte do Yoga moderno é o smriti, e desenvolvido pelo povo ariano e essencialmente brahmachárya.

Sobre o Yoga antigo, podemos dizer que as referências históricas sobre esta época, são dificultadas pela falta de registros escritos, pois os ensinamentos eram difundidos pela transmissão oral, chamada pelos hindus de parampará, transmissão que era feita de pai para filho e mestre para discípulos.

A filosofia sámkhya e o comportamento tântrico

Daremos ênfase a esses dois pilares de sustentação do Yoga , pois são os pilares que sustentam nossa linha de Yoga , chamada de forma mais específica de Hatha Yoga integral e é de origem Dakshinacharatantrik-Niríshwarasámkhya.

Opondo-se de forma filosófica e comportamental ao brahmácharya e ao vedanta, o tantra é de origem matriarcal e busca ancorar na realidade corpórea a busca espiritual. Os adeptos do tantra (tântrikas) não compartilham do comportamento purista e casto da ortodoxia hindu e budista e procuram a identificação com o Purusha através da prática sexual, do convívio familiar, social e usufruindo dos prazeres da vida. Os brahmácharias se opõem à tal conduta por julgar seus praticantes adeptos do hedonismo, com a desculpa da busca pela espiritualidade. É bem verdade que a linha esquerda do tantra é acusada de práticas libertinosas, mas esse contesto é apenas uma exceção e não a regra.

Dentro da própria linha tântrica existem inúmeras facções e subdivisões, onde poderíamos destacar com maior propriedade o tantra brando ou de direita (Dakshinachara), o tantra cinza que é o intermediário e sofre inúmeras subdivisões e o tantra negro ou de esquerda (Vamachara).

Apesar da linha tântrica ser desrepressora, os adeptos do tantrismo branco seguem uma conduta de vida onde são abolidos o uso do álcool, do fumo, das drogas e da carne, ao passo que os adeptos do tantrismo negro que seguem os ditames da “sabedoria da loucura”, conseguem por à prova as atitudes ocidentais mais liberais.

Acredita-se que o tantra branco tenha sido a estrutura primordial do Yoga , praticado pelos drávidas, povo que habitava a região que hoje conhecemos como Índia a mais de 5000 anos atrás, e que foram dominado pelos áryas ou arianos. Os arianos eram um povo guerreiro vindo do continente europeu, tiveram grande facilidade em colonizar e dominar os drávidas, que possuíam uma cultura pacifica e matriarcal. Os arianos extremamente agressivos e de cultura patriarcal, proibiram a prática do tantrismo e a partir dessa época, fora imposta aquele povo uma cultura espiritualista rígida, que deu origem ao comportamento Brahmácharia.

O tantrismo permaneceu vivo graças à sua prática secreta, pois seus seguidores eram torturados e condenados a morte.

Com o passar do tempo, os adeptos do tantrismo tornaram a adquirir autonomia filosófica e incluíram em seu processo espiritual os aspectos da existência que as tradições brahmácharia haviam renegado pelo caminho da renúncia; o corpo, a sensoriedade, o sexo, a feminilidade e o universo denso-físico em geral.

O tantrismo é o processo de reinstalação do princípio psíquico feminino na sua conjuntura espiritual.

O elemento que une todas as escolas tântricas é o princípio energético feminino do universo.

O princípio feminino é chamado Shakti (poder) e dá origem a todo o contesto feminino do universo, a Deusa, a Mãe divina, esposa do aspecto Masculino do universo, que pode ser entendido pelos seus aspectos de Shiva, Vishnu, Brahma, Krishna ou simplesmente Mahâdeva (Grande Deus).

Yoga para crianças

Uma técnica milenar que tem por objetivo desenvolver a verdadeira essência do ser, preparando a criança por intermédio da filosofia oriental, a desenvolver a disciplina, concentração, e o controle das emoções de forma lúdica e harmoniosa, gerando saúde física, emocional e comportamental em uma sociedade consumista e conturbada.

Fonte: www.fis Yoga .com.br

Yoga

ORIGEM

A origem do Yoga perde-se no tempo. Foram encontrados registros em pedra-sabão que datam de 4.000 a 3.000 a.C, na Índia. A civilização pré-ariana que ocupou o vale do indo (2.500 a 1.500 a.C.) pouco se sabe e sua linguagem até hoje não foi decifrada. A invasão ariana ocorreu em 500 a.C. e deu origem a atual cultura hinduísta. O período pré-clássico do Yoga data de milênios antes de Cristo e foram sintetizados em obras como: os vedas e o mahabarat que datam aproximadamente de 1.500 a.C. Neste período há registros de práticas ascéticas e da religião Jainista.

No período clássico do Yoga temos a obra do filósofo Patanjali denominada Yoga -Sutra, que data aproximadamente de 360 a.C. nestes sermões escritos por Patanjali, ele enfatiza as etapas pelas quais o aspirante passa para a realização do Samâdhi. O Yoga não é só o objetivo final, é também o meio, o método para esta realização. Patanjali (no Yoga -sutra 1-2 define o Yoga simplesmente como "o aquietamento dos turbilhões da mente consciente" (citta vritti nirodha). Isto não significa que tenhamos que impedir os pensamentos, mas que ao focalizar a concentração da atenção em cada imagem mental, sensação, sentimento, estes se tornam objeto de contemplação. Com a prática desta focalização psicomental ocorre a cessação do turbilhão mental e a consciência - testemunha transcendental, surge.

Podemos dizer que essencialmente o objetivo primordial do Yoga é atingir o estado meditativo, mas para alcançar este estado de consciência Patanjali fala que temos que trilhar um caminho de auto disciplina e auto transformação.

O Yoga ANTIGO E CAMINHOS DO Yoga

"Como tornar-se um ser divino continuando a ser homem sobre a terra?"

O brahmanismo distingue quatro vias, quatro ‘ Yoga ', ou seja, quatro maneiras de unir o homem ao divino:

1. A via do conhecimento (Jnana Yoga )

Conhecimento da identidade com Brahma.

2. A via do amor (Bhakti Yoga )

Devoção ao divino e oferecimento de todas às ações.

3. A via da ação desinteressada (karma Yoga )

‘Não é necessário fugir do mundo para se voltar para o divino. Não é a ação que escraviza, mas suas motivações (prazer, interesse, ambição, isto é, os desejos e as paixões).

4. A via régia (Raja Yoga )

Realizar a prática da meditação e realizar a reintegração do ‘em si' (pessoal) no ‘em Si' (universal).

O Bhagavad gita - livro que resume o essencial do pensamento védico.

O Yoga DE PATANJALI

Patanjali foi o sintetizador de uma boa parte do milenar conhecimento do Yoga . Escreveu em aproximadamente 360 a.C sutras (sermões) que resumiam os fundamentos das filosofias e práticas do Yoga . Nestes, ele cita oito etapas para se atingir a meta do Yoga . A união interior e cósmica, o estado último que culminaria na integração do indivíduo com suas raízes coletivas e cósmicas é chamado "sámádhi".

O caminho para o "sámádhi" fundamenta-se em uma base ética de comportamentos a evitar (yamas) e virtudes da desenvolver (nyamas). Esta base inclui a verdade, a honestidade, o controle dos instintos, a autodisciplina, a humildade, o contentamento, o estudo e a sincera submissão aos propósitos divinos.

Sem esta âncora ética, todas as outras etapas perdem o sentido, tornam-se meras ilusões do ego. O verdadeiro Yoga acontece alicerçado no Bem como um princípio ético universal, porém, apesar do caminho para nos tornarmos mais inteiros e plenos seja um despertar da consciência para a luz em nós, não podemos evitar cruzar com as nossas trevas: a ignorância, os medos, os apegos e os desejos. E é justo, a partir delas (transformadas), que a grande síntese acontece.

Os yamas são:

Ahimsá= não usar nenhum tipo de violência
Satya= falar a verdade
Asteya =não roubar
Bramacharya =não desvirtuar a sexualidade
Aparigraha =não se apegar

Estes são refreamentos que ajudam o praticante a se purificar do egocentrismo e os preparam para os estágios seguintes.

Os nyamas são disciplinas psicofísicas e compreendem:

A purificação= sauchan
Ocontentamento =santosha
A austeridade ou o esforço sobre si próprio= Tapas
O estudo de si próprio e da metafísica do Yoga = swadhyáya

A consagração a íshwara, a imagem arquetípica do divino.

Esta base ética, como já dissemos, é a nossa garantia de que estaremos alertas às armadilhas e miragens do caminho e conscientes do risco de sermos seduzidos pelo anseio de poder e de prazer do nosso ego.

As etapas seguintes referem-se às práticas que não atuam gradativamente no corpo-mente-espírito, preparando a totalidade bioenergética do indivíduo para iniciar-se numa nova consciência e percepção de si e do mundo.

Elas são:

Àsanas= práticas das posturas psicofísicas

Pránáyámas= conscientização da energia vital através da respiração e o seu controle.

As ásanas acordam a consciência a consciência do corpo adormecido, religando o movimento corporal à consciência mais profunda.

Os pránáyámas atuam no desbloqueio psico-emocional e energético, levando à conscientização de emoções mais inconscientes, favorecendo o equilíbrio e o controle da energia vital, emocional e mental, preparando-nos para a experiência do estágio seguinte.

Prathyáhára, a próxima etapa, consiste na abstração dos sentidos, há um movimento de diminuir ao máximo toda a estimulação sensorial, separando as imagens internas dos estímulos externos. Nesta etapa a consciência observadora começa a surgir liberando o indivíduo de reações automáticas e conscientes. Ele começa a perceber como o mundo externo interfere na sua experiência interior.

Dháraná é a continuação da pratyáhára, é o estado de concentração e focalização da mente que permite ao yoguim ampliar sua percepção, observando e conhecendo dimensões de sua experiência até então desconhecidas da realidade objetiva.

Dhyána é a consequência de Dháraná, é o estado de meditação, onde sendo o seu próprio observador, o praticante ative o seu eu superior, núcleo de consciência mais profunda e pode testemunhar a dualidade das emoções e de sua mente com um certo distanciamento, integrando-as à totalidade de seu ser. Aceitando ambos os pólos do conflito, criamos as condições para que uma síntese ocorra.

O samádhi, o estado superior do praticante, é caracterizado pela experiência da unidade. Neste nível de consciência não há conflito interior, nem divisões e ocorre nem que seja inicialmente só por um lapso de tempo a experiência da transcendência, do êxtase, do "satchitananda" (a bem-aventurança no ser pleno de consciência).

Todo este processo de despertar da autoconsciência é trabalho para uma vida ou para muitas, como acreditam os orientais.

O caminho para o samádhi passa pela conscientização e transformação de vários processos emocionais e mentais. Entre eles estão os condicionamentos mentais e emocionais, os julgamentos, as percepções, as memórias presentes e arcaicas, as modificações e alterações da consciência em todos os seus níveis.

As flutuações da consciência, segundo a psicologia do Yoga , são de cinco tipos:

Pramána =conhecimento correto
Viparyaya =conhecimento incorreto
Vikalpa =ilusão
Nidrá= sono
Smrta= memória.

Essas flutuações são chamadas chittavrittis e se produzem como reações da mente as sensações e estímulos provenientes dos sentidos, causando na mente impressões que vão produzir gostos e aversões, julgamentos e conhecimentos parciais da realidade percebida. Os vrittis, como ondulação que se alternam e se modificam, vão produzir com o tempo, uma impressão no inconsciente, como uma cicatriz registrando a experiência vivenciada que há um tempo pode retornar a consciência. Estas marcas produzidas pelos vrittis são denominadas sanskáras. As sankáras contêm memórias e padrões inconscientes mais profundos que vão por sua vez influenciar os desejos e os impulsos vindos do interior do indivíduo. Estes desejos são chamados vásanas.

O Yoga enquanto caminho de autoconhecimento pressupõe a sua realização a partir de uma transformação da integralidade do indivíduo, todos os níveis do ser desde o nível celular são mobilizados. O despertar da consciência profunda é similar ao descascar de uma cebola, até atingirmos o seu núcleo, muitas camadas precisam ser retiradas. Essas camadas são condicionamentos do corpo e da mente, impurezas (kleshas), gostos e aversões, apegos que comandam de um nível inconsciente os desejos que nos governam.

Existem correntes filosóficas na tradição do Yoga que apresentam caminhos diferentes de lidarmos com esta transformação do ego:

A escola do Vedanta coloca que o ego precisa ser eliminado juntamente com suas impurezas e desejos para que o verdadeiro eu profundo possa manifestar-se. O ego é uma ilusão que precisa ser vencida.

Outras, dentre estas a escola shaivista da caxemira, defende que, em vez de excluir o ego e suas manifestações é necessário transformá-las e colocá-las a serviço dos propósitos do Eu espiritual.

O ego não pode ser eliminado, ele precisa ser colocado a serviço da coletividade.

À medida que, o praticante vai aprofundando a sua meditação, tudo que o limita e o condiciona a uma estrutura de seu pequeno mundo vai se tornando sem sentido, não há como fugirmos de nós mesmos. Podemos evitar encarar certas sombras, certas dores, certos potenciais inexplorados, mas eles estão aí e em algum tempo retornam... Se resistirmos a transformação interior nós só a retardamos e a tornamos mais dolorosa. De fato, quem sofre é o nosso ego, nossa alma sabe que só libertando-nos de nossos casulos podemos assumir nossa verdadeira essência enquanto borboletas.

O Yoga NO OCIDENTE E NA MODERNIDADE

As técnicas da Hatha Yoga foram desenvolvidas na Índia no período da idade Média, sendo assim dentro da história recentes. Estas práticas foram popularizadas no ocidente por enfatizarem as práticas corporais e trazerem inúmeros benefícios à saúde e ao equilíbrio psicológico.

Como nós ocidentais estamos acostumados a pensar, que a cura e a solução dos nossos problemas estão fora, o hatha Yoga pareceu e parece até hoje um caminho de alívio de nossos sofrimentos psicofísicos.

Muitos imaginam que é só praticar uma determinada postura ou fazer um determinado exercício e pronto, fica-se curado. Mas a verdade não é esta. A verdadeira fonte da cura está em nós e na transformação de nossas atitudes e percepções equivocadas a respeito dos nossos problemas. Os orientais, ao realizar estas técnicas, tinham como objetivo maior se conectar com a consciência Divina.

O Yoga vem de uma outra cultura, por isso como disse o psicólogo Jung não pode ser praticada da mesma forma que o é no oriente, precisa ser adaptada à mente do ocidental. O oriente, disse ele, é voltado para o interior por natureza e a cultura ocidental é voltada para o exterior, é extrovertida.

Como é possível praticar o Yoga no Ocidente? A humanidade está cada vez se abrindo o para um movimento de globalização não só num nível cultural e social, mas no nível de um conhecimento integrado das ciências, através de uma concepção holística da vida e do ser humano.

A prática do Yoga tem se adaptado às necessidades individuais e de grupos específicos, respeitando às diferenças culturais, tem se desenvolvido aqui no Ocidente escolas de Yoga , com ênfase nas práticas psicofísicas do Hatha Yoga , podemos citar algumas como: o Asthanga Yoga , o Power Yoga , o Ayengar Yoga , o Swastya Yoga , todas preconizam práticas fortes e ativas do hatha Yoga , ao contrário do Haha Yoga tradicional onde os movimentos são lentos e há uma permanência maior nas posições.

A hatha Yoga tradicional também recebeu uma nova roupagem no ocidente a partir de pesquisas científicas, considerando os benefícios de suas práticas e adaptando-as à pacientes com desordens físicas e psíquicas, esta prática adaptada foi denominada de Yoga terapia, que nada mais é do que uma focalização dos objetivos da prática a partir das condições e das necessidades de quem pratica.

Fonte: www.anaenello.org

Yoga

As origens do Yoga tornam-se difíceis de estabelecer, dada a ausência de documentos devidamente datados.

Contudo existem pontos de referência, tratados e seus comentários, cânticos e hinos que nos proporcionam uma cronologia um pouco incerta.

Durante milénios na Índia, o Yoga é transmitido pela tradição oral, mais tarde confirmada por escritos sânscritos e vernáculos (anteriores à civilização ariana). A sua prática marca profundamente a espiritualidade indiana, tornando-se aspecto predominante.

Ao longo dos tempos vão-se dando evoluções, adaptações e transformações originadas pela mutação metafísica e espiritual operada no continente indiano.

Duas tradições fizeram crescer o que é hoje o Yoga . Por um lado entre 1500 e 1200 A.C. a experiência religiosa dos ascetas nas selvas da Índia, que é comprovada pelo Rigveda; Por outro lado a especulação filosófica tendente á interiorização dos ritos e dos sacrifícios instituídos pelos invasores indo-arianos.

O Yoga "Clássico" tal como foi estabelecido e codificado por Patanjali, dois séculos antes da nossa era, aparece no século IV A.C. e desenvolve-se até ao século XI. Este Yoga é de certa forma definitivo, dado que as evoluções posteriores são de ordem mística ou especulativa, resulta de uma prodigiosa síntese das aspirações espirituais da alma indiana confrontada com uma multiplicidade de ritos, cultos, crenças e técnicas.

Embora a sua existência esteja confirmada antes das invasões arianas, na civilização do Indo entre 2700 e 1700 A.C., o Yoga propriamente dito enraíza-se na fusão das culturas autóctones, os Drávidas e os aborígenes, e as estrangeiras, os indo-europeus. Os primeiros sendo agricultores sedentários que observam cultos devocionais dedicados à Grande-Mãe. Os segundos são pastores adeptos dos rituais e da especulação, fiéis aos deuses do Céu e à religião do Pai.

Os textos fonte de todos os ensinamentos relacionados com a prática do Yoga são:

Os Vedas

Hinos em verso ou em prosa, fruto da civilização indo-europeia que nasceu no norte da Índia em 1500 A.C.. O Yoga reveste segundo estes textos o sentido de uma disciplina aristocrática, revelada a alguns iniciados, recobrando o seu significado etimológico: atrelar uma parelha de cavalos impetuosos ao carro de guerra de um príncipe ou de um deus. Os Vedas ulteriores alargam esta noção restrita: o Yoga torna-se um método, uma receita aplicada á moral, á conduta religiosa, familiar e psicológica. Os Vedas expõem os preliminares ascéticos e as disciplinas do corpo que favorecem a resistência física "tapas". Evocam também estados de consciência estáticos que serão mais tarde integrados na tradição do Yoga . Começa aqui a incorporação dos rituais e sacrifícios através dos exercícios físicos.

As Upanixades

Escritos em prosa, dos quais os mais antigos remontam ao século V ou VI A.D., contemporâneos do budismo, que traduzem as diversas orientações espirituais que atravessam o pensamento indiano nessa época. A palavra Yoga é utilizada pela primeira vez nos Upanixades, na sua acepção tradicional: ascese individual passível de realizar a união do atman e do brahman. Alguns permanecem fiéis à especulação metafísica e à contemplação gnóstica; outros insistem na via ascética e nos exercícios psico-corporais. Estes últimos são geralmente denominados por Upanixades do Yoga . As mais conhecidas são: Katha Upanixade, Taittitya, Chandogya, Kshurika, Yoga Tattva. Pela primeira vez, um texto explicita formalmente a perspectiva espiritual do Yoga : libertar a alma da roda do samsara, ou seja da sucessão das encarnações. A concepção metafísica do Yoga , influenciada pelo Budismo e pelo Vedanta, aprofundada pelas Upanixades, sofrerá diversas evoluções. É importante saber que a prática do Yoga constituía na Índia ariana, regida pela obediência ritual, um pecado sem remissão. O Yogui abandona a sua família e a sua casta, descura os seus deveres rituais, colocando-se numa posição de rebelião indisfarçável perante as instituições bramânicas. Aqui surge um antagonismo subsistente entre a vontade yoguica de resgate individual e o fervor ritual institucionalizado pelos Arianos.

O Maabarata e a Bagavadguita

Este antagonismo teve resolução por volta do século IV. O Yoga , reservado por tradição a uma minoria de renunciantes, conhece subitamente uma renovação, uma popularidade, pelo aval de tratados fundamentais cujo êxito foi prodigioso. O Maabarata, epopeia heróica cujo propósito inicial, a narração de uma guerra fratricida entre vários clãs, encontra-se amplamente extravasado por sucessivos acrescentos, textos jurídicos, teológicos e místicos. Alguns dos seus livros fazem alusão ao Yoga , bem como à metafísica que o subentende, o Samkhya, mas é o seu VI, a Bagavadguita, que dá ao Yoga uma nova extensão cujas repercussões espirituais foram consideráveis. Assim a Bagavadguita altera a vida espiritual indiana, permitindo a todos, sem exclusão, de praticar o Yoga da sua preferência.

Os Yoga Sutras de Patanjali

Embora hoje seja contestada a paternidade dos Yoga Sutras, por parte de eminentes especialistas na cultura indiana, uma coisa é certa, Patanjali codificou uma doutrina que lhe é bastante anterior. Graças a uma sintetização genial, o autor dos Yoga Sutras condensa um conjunto de teorias baseadas numa técnica já constatada. As suas fórmulas concisas e precisas, destinadas à memorização, cristalizam uma experiência secular. Esta obra divide-se em quatro secções: A 1ª constituída por 51 aforismos foca a absorção ou êxtase meditativo que se segue aos trabalhos corporais preliminares, asanas, pranayama, pratyara. A 2ª constituída por 55 aforismos é consagrada ao método propriamente dito e às técnicas que permitem recuperar o estado de consciência anteriormente referido. A 3ª constituída por 55 aforismos aborda os poderes supramentais ou parapsicológicos, siddis, que decorrem da absorção da pura consciência. A 4ª costituida por 34 aforismos trata do estado contemplativo, da imersão no Eu, Brahman. Os comentadores destes aforismos estimam que esta parte é resultado de uma adição tardia. O Primeiro Sutra contém, só por si, o ensinamento do Yoga . " O Yoga é o controlo das actividades flutuantes do pensamento. Então, aquele que vê reside na sua própria forma; de outro modo ele reveste a forma das suas actividades.".

Assim o Yoga , tornou-se uma filosofia de vida baseada na harmonização do corpo físico, através de posturas "asana", da respiração "pranayama", e do mental através da meditação "dharana", com o fim de atingir a união, entre o corpo físico, o corpo emocional, o corpo energético e o corpo espiritual. Na nossa sociedade ocidental o Yoga tem fundamentalmente a finalidade de harmonizar o corpo físico reduzindo os níveis de stress, melhorar a concentração e apaziguar o mental turbulento, devido ao sem fim de solicitações da vida moderna, e melhorar a nossa respiração deficiente, aumentando a oxigenação que é cada vez mais deficiente devido aos níveis de poluição cada vez maiores.

Fonte: www.members.tripod.com

Yoga

Ahistória do Yoga é pouco conhecida devido à escassez de material cronológico disponível.

Pode-se distinguir seis fases no desenvolvimento do Yoga :

1ª - Yoga Arcaico ou Proto- Yoga do período antigo, que pode ser reconstruído a partir dos restos arqueológicos da civilização do Indo-Sarasvati (ca. 3000-1800 a.C.) e também das descrições contidas nos hinos das quatro coletâneas védicas.

2ª - Yoga Pré-Clássico, que começou com os primeiros Upanishads (ca. 1500 a.C.), que expõem uma forma de misticismo sacrifical baseada na internacionalização do ritual brâmanico. Esses esforços levaram ao desenvolvimento de uma rica tecnologia contemplativa que envolve práticas e conceitos yogues antigos, baseados na metafísica não-dualista do Vedanta.

3ª - Yoga Épico (ca. 500 a.C.-200 d.C), que evoluiu na era dos Upanishads intermediários e da epopéia Mahabharata. Aqui testemunhamos a proliferação de doutrinas e escolas que, em sua maioria, professam o não-dualismo. Os ensinamentos do Yoga se desenvolveram em íntima associação com as idéias da tradição Sâmkya. Como muitos desses desenvolvimentos estão registrados no Mahabharata, essa fase do Yoga Pré-Clássico pode também ser chamada de Yoga Épico.

- Yoga Clássico (começando ca. 200 d.C.), que tem sua fonte no Yoga Sutra de Patanjali, desenvolvendo-se por vários séculos através de uma extensa literatura de comentários. Seus fundamentos metafísicos já não são mais os do Vedanta, mas adota uma interpretação estritamente dualista da realidade.

- Yoga Pós-Clássico (ca. 200 d.C.-1900 d.C.), que retomou os ensinamentos não-dualistas do Yoga Pré-Clássico, ignorando grande parte da filosofia dualista de Patanjali, embora recorra ocasionalmente ao seu delineamento do caminho óctuplo e às suas excelentes definições. Esse é o período dos Yoga -Upanishads, das escrituras do Tantra e do Htahta- Yoga .

6ª - Yoga Moderno (começando ca. 1900 d.C.), que é sintetizado no Yoga Integral de Sri Aurobindo e nas muitas escolas ocidentais de Hatha Yoga .

O que é?

A palavra Yoga tem uma extensa gama de aplicações na língua sânscrita, como "união", "equipe", "soma" etc e, dessa forma ao definir o significado de Yoga corremos o risco de limitá-lo.

Há muito tempo, a palavra Yoga passou a ser aplicada também a "esforço espiritual", especificamente o controle da mente e dos sentidos. Esse uso é encontrado pela primeira vez no Taittiriya Upanishad que data do segundo milênio a.C.

Na época da composição do Bhagavad-Gita (séc. III ou IV a.C.), a palavra " Yoga " era muito usada para designar a tradição hindu de disciplina espiritual, incluindo diferentes abordagens à realização do Si Mesmo ou iluminação.

Nos dias de hoje, existem centenas de abordagens que se denominam Yoga e são caracterizadas em sua grande maioria por práticas que integram mente, corpo e espírito.

Tipos

Yoga é um conceito e uma prática milenar que integra diversos aspectos. Com o tempo, diversos praticantes interpretaram, focaram e desenvolveram diferentes estilos e escolas de Yoga , onde determinados aspectos foram mais desenvolvidos que outros.

Dentre os estilos de Yoga mais praticados e conhecidos estão:

Acro Yoga
Anusara Yoga
Ashtanga Yoga
Ashtanga Vinyasa Yoga
Bikram Yoga
Hatha Yoga
Iyengar Yoga
Kriya Yoga
Kripalu Yoga
Kundalini Yoga
Power Yoga
Sahaja Yoga
Sivananda Yoga
SwáSthya Yôga
Vinyasa Yoga
Vini Yoga
Yóga Clássico
Yoga Kuruntha
Yoga Integrado
Yoga Integral - Aurobindo
Yoga Integral - Satchidananda

Fonte: www. Yoga net.com.br

Yoga

BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE Yoga

Os benefícios da Yoga são muito extensos, não vamos apontar apenas os benefícios, mas também suas limitações. Vamos começar pelas limitações, Yoga para ser útil e nos propiciar os seus plenos benefícios requer: 1. Prática regular, 2. Método adequado, os métodos disponíveis de maneira popularizada raramente nos fornecem os benefícios a que a Yoga se presta, possuem sua estrutura voltada para o benefício mercadológico, não visando o benefício integral do praticante, como a Yoga original se propõe. 3. Orientação adequada, sofre o mesmo problema do item anterior. Não há sucesso em se praticar Yoga seguindo um texto sem uma orientação competente e um acompanhamento pessoal gradativo e sistemático.

Agora vamos aos benefícios. A prática de uma Yoga adequada, se levada a cabo por uns dez minutinhos, no mínimo de três vezes por semana já nos proporciona benefícios em grande escala. De quarenta minutos a uma hora de sessão nesta mesma constância, ou de uma hora três vezes por semana, como também duas aulas de uma hora e meia por semana são indicadas. Podemos melhorar este quadro adaptando os horários de outras maneiras. Os benefícios serão ainda muito maiores, quando em casa, praticamos algumas técnicas de maneira habitual e diária. Podemos e devemos ter um conjunto progressivo de práticas pessoais voltadas para nosso propósito individual de um ou outro item em que a Yoga nos favoreça.

Em uma sessão de prática, é possível sentir benefícios no bem estar geral. Em um mês já podemos sentir a veracidade deste grande empreendimento, com três meses os benefícios gerais começam a se manifestar de maneira muito intensa e clara, mas é depois de um ano que começamos a obter algumas conquistas mais duradouras, até então se nos afastamos das práticas por tempo prolongado regredimos até a estaca zero novamente.

O QUE PODEMOS ESPERAR DA Yoga

Os frutos da boa prática de Yoga não se limitam apenas ao corpo, a mente, o emocional e o espírito do indivíduo, mas se projetam de maneira muito acentuada nas realizações profissionais e pessoais. A tão necessária prosperidade recebe um aliado de primeira grandeza, a harmonia e satisfação existencial também. Em minha opinião, além da saúde, estes últimos são os que mais me trouxeram satisfação ao serem manifestados nas vidas de milhares em muitos paises e principalmente o meu próprio durante estas três últimas décadas de ensinamento e disseminação desta ciência milenar e universal. Vamos numerar alguns itens que Yoga nos oferece:

1.Cultivar e conquistar boa saúde.

2.Ultrapassar ou aliviar asma, diabetes, dores nas costas, excesso de peso, desordens do aparelho digestivo, melhoria do sistema cardiovascular, do funcionamento das glândulas endócrinas e ser utilizada como terapia de apoio para inúmeras enfermidades. O benefício para o sistema nervoso e o cérebro é inigualável.

3.Aprimoramento de nossa condição estética pela pele, definição corporal e semblante pessoal. Podemos trabalhar o corpo de maneira localizada sem o risco de se desenvolver volumes desnecessários de musculatura, que tendem a se tornar um fardo para o coração e a se transformarem em gordura com o tempo, acelerando o processo de envelhecimento do corpo. E o melhor, podemos trazer de dentro e incorporar em nossa fisionomia a nossa insondável beleza interior.

4.Aliviar ou eliminar gradativamente as causas que apóiam as manifestações de males que possuam fundo mental ou emocional, estima-se que 80% dos problemas de saúde se encontram nesta categoria, conhecidos pelo nome de problemas pisco- somáticos.

5.Desenvolver a força de vontade.

6.Experimentar a expressão real de nosso potencial humano latente.

7.Melhoria do relacionamento humano.

8.Aprimoramento eficaz e intenso de nosso intelecto, concentração e memória.

9.Auto-conhecimento e paz interior.

10.Alívio de estresse.

ABRANGÊNCIA DOS EFEITOS DA Yoga

BENEFÍCIOS FÍSICOS

1.As dores diminuem, devido ao aumento da produção de endorfina no corpo.

2.A imunidade aumenta muito.

3.O sono melhora.

4.O peso normaliza.

5.A disposição aumenta bastante.

6.A perseverança se fortalece.

7.Força e vigor aumentam.

8.A postura é melhorada.

9.A flexibilidade das articulações, dos músculos e dos tendões aumentam.

10.As funções excretórias melhoram.

11.As funções glandulares normalizam.

12.Funções gastro intestinais normalizam.

13.Eficiência respiratória aumenta.

14.Desintoxicação orgânica ocorre com grande intensidade.

15.Eficiência cardio vascular é aumentada.

16.Pressão sanguínea se normaliza. Principalmente se for hiper.

17.Respiração por minuto se torna minimizada, o aumento da vitalidade e longevidade decorrem com disto.

18.Aumento da ondas Alfa no EEG.

19.Desacelera a pulsação cardíaca.

20.Equilibra a estabilidade das funções do sistema nervoso autônomo.

21.Fibromialgia alivia.

22.L.E.E.R diminui.

BENEFÍCIOS BIOQUÍMICOS INDICATIVOS DE ATIVIDADES ANTI ESTRESSE E ANTIOXIDANTE, IMPORTANTES NA DEFESA CONTRA DOENÇAS DEGENERATIVAS E O ENVELHECIMENTO.

1.Glicose diminui.

2.Sódio decai.

3.Total queda do colesterol.

4.Triglicerídeos diminuem.

5.HDL colesterol aumenta.

6.LDL colesterol diminui.

7.VLDL colesterol diminui.

8.Cholinesterase aumenta.

9.Catecolamina diminui.

10.ATPase aumenta.

11.Hematocrito aumenta.

12.Hemoglobina aumenta.

13.Contagem de limfócitos aumenta.

14.Tiroxina aumenta.

15.Vitamina C aumenta.

16.Proteínas séricas totais aumentam.

17.Aumento da serotonina.

APRIMORAMENTO DAS FUNÇÕES PSICO MOTORAS

1.Força de apreensão (de segurar objetos) aumenta.

2.Destreza de habilidades mais nobres aumentam.

3.Coordenação motora melhora.

4.Tempo de reação de escolha melhora.

5.Firmeza aumenta.

6.Percepção aprofundada aumenta

7.Percepção de presença aumenta.

8.Equilíbrio melhora.

9.Funções integradas do corpo melhoram.

10.Atenção ao ambiente e arredores aumenta.

11.Funções cognitivas melhoram.

BENEFÍCIOS MENTAIS

1.Memória aumenta.

2.Concentração aumenta.

3.Mudança de nível de consciência voluntária aumenta.

4.Eficiência de aprendizado aumenta.

5.Percepção global e centrada aumenta.

6.Codificação de códigos melhora.

7.Hostilidade diminui.

8.Depressão e ansiedade diminuem.

9.Satisfação existencial aumenta.

10.Humor melhora.

11.Percepção da quinesfera (esfera de movimentos do corpo) e dos movimentos do corpo melhora.

12.Estados emocionais melhoram, com sensível aumento do bem estar.

13.Estabilidade mental e emocional melhora.

14.Auto aceitação e auto atualização aumentam.

15.Integração social aumenta.

16.Potencial mental latente é estimulado.

17.Paz interior aumenta.

18.Estresse mental e emocional diminui.

19.Letargia mental diminui.

20.Bem estar, mental e emocional aumentam.

21.Dependências psicológicas diminuem.

BENEFÍCIOS ESPIRITUAIS

São inúmeros, as chamadas aptidões para-normais são harmonizadas, a paz interior ganha com isto. O maior número de realizações espirituais na humanidade sempre esteve do lado dos praticantes de Yoga . Há uma riqueza de dimensões inimagináveis nas práticas de meditação e nas escrituras yoguis, bem como nas técnicas mais avançadas. Entretanto, um preparo anterior com as partes da Yoga que trabalham o corpo e a mente é necessário para um desenvolvimento seguro e equilibrado nesta área.

Débora De Vecchi e
Mestre Swami Hamsananda Sarasvati

Fonte: www.angelfire.com

Yoga

Benefícios para o corpo

O Yoga é uma filosofia de vida cujo objetivo é a união do homem com o supremo, isto é, da matéria com o espírito - o termo " Yoga " quer dizer unir, ligar.

Isso significa levar o homem a um estado de harmonia, paz e serenidade por meio do auto-conhecimento e da perfeita integração com o mundo exterior.

Em poucas palavras, o Yoga (pronuncia-se "yôga") busca o equilíbrio entre o corpo e a mente, para que o homem possa viver melhor.

Atualmente, tanto os adultos como as crianças estão sendo submetidos a uma rotina estressante - e o resultado disso é que acabam se alimentando mal, dormindo mal, enfim, vivendo num estado de tensão permanente que deixa seu corpo mais vulnerável a uma série de doenças. Os limites físicos e mentais são ultrapassados, trazendo enormes prejuízos.

É muito importante que as pessoas conheçam seu próprio corpo e aprendam os mecanismos que podem ajudá-las a buscar um equilíbrio. "O Yoga permite o auto-conhecimento, ou seja, o indivíduo aprende a se conhecer e ter responsabilidade sobre seu corpo.

Ao mesmo tempo, ele estimula a auto-suficiência, pois ensina que o seu bem-estar depende de você mesmo e não dos outros", explica Ângela Maria Jácomo Martinez, professora do Centro de Estudos de Yoga Narayana, em São Paulo.

Benefícios para o corpo

O Yoga , uma atividade originária da Índia, não é terapia, nem religião e muito menos uma ciência médica. Mas, pode ajudar as pessoas a terem mais saúde e serem mais felizes. É claro que tudo vai depender do interesse de cada um e de sua disposição para alcançar tais objetivos.

Confira, abaixo, alguns dos benefícios dessa atividade:

Diminui o estresse e a ansiedade
Aumenta a flexibilidade e a força dos músculos
Melhora a postura, diminuindo dores nas costas
Estimula a circulação sanguínea
Ajuda a desenvolver uma atitude positiva em relação à vida
Aumenta a concentração e o equilíbrio emocional
Melhora a capacidade imunológica
Ajuda a melhorar quadros de insônia e depressão
Melhora a coordenação motora

Fonte: www.sitemedico.com.br

Yoga

ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Entretanto, cada Escola adota um traçado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são iniciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.

Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema AU + M). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga é pronunciar as três letras “AUM”. Traçado em caracteres, é um yantra. Pronunciado, é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.

Os caracteres usados para traçar o Ômkára parecem pertencer a um alfabeto ainda mais antigo que o dêvanágarí, utilizado para escrever o idioma sânscrito. Consultando um dicionário ou gramática de sânscrito, podemos notar que o alfabeto dêvanágarí é predominantemente retilíneo e que o próprio ÔM naquele alfabeto é escrito segundo essa tendência. Entretanto, saindo do domínio da gramática e da ortografia para o da filosofia, só encontramos o ÔM escrito de maneira diversa, com caracteres exclusivamente curvilíneos, o que demonstra sua identidade totalmente distinta. Isso também pode ser percebido na nossa medalha, a qual possui algumas inscrições em sânscrito, em torno do ÔM.

ÔM não tem tradução. Contudo, os hindus o consideram como o próprio nome do Absoluto, seu corpo sonoro, devido à sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correto. Compare, no alto da página oposta, o ÔM, escrito em caracteres curvilíneos, ao lado do nome Swásthya Yôga, escrito em alfabeto dêvanágarí. A impressão que dá ao observador é a de que pertencem a dois sistemas de escrita diferentes.

A escrita curvilínea sugere origens numa sociedade matriarcal, mais sensível, sem pontas ou ângulos que pudessem ferir. Essa era a Civilização Dravídica ou Harappiana, de mais de 3.000 a.C.

Já a escrita retilínea, mais dura, tem coerência com a tradição patriarcal, guerreira, a Civilização Ariana, instaurada na Índia a partir de ±1.500 a.C.

Nas escrituras da Índia antiga o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os mantras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado mátriká mantra, ou som matricial.

O ÔM é também o bíja-mantra do ájña chakra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o mantra que produz melhores resultados para as práticas de concentração e meditação, bem como desperta um bom número de para-normalidades.

Sendo o mantra mais completo e equilibrado, sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante e ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibração sáttwica, que contém em si tamas (-) e rajas (+) sublimados.

Quando traçado em caracteres antigos, ele se torna um símbolo gráfico denominado yantra. A especialidade que estuda a ciência de traçar os símbolos denomina-se Yantra Yôga. O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas.

Cada linha de Yôga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras.

Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregnação no inconsciente coletivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes de a civilização européia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!

Evidentemente, portando um tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa com a idéia de proteção o uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de efeitos dessa ordem, achamos que tal não deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficaríamos susceptíveis de descambar para o misticismo, com o qual a nossa linhagem de Yôga Antigo (Niríshwarasámkhya) não compactua. Deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer; devemos portá-la unicamente se estivermos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição nem para auferir benefícios.

Sendo objetivo da nossa estirpe perpetuar a autenticidade do Yôga Ancestral, assumimos um desenho do yantra ÔM reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishikêsh, nos Himalayas. Se você quiser seguir a nossa tradição, está autorizado a utilizá-lo, mas com a condição de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para não alterar sua minuciosa exatidão. Só não estará autorizado a usar o ÔM antes da sua assinatura, pois isso constitui privilégio dos que receberam a iniciação no ÔM pessoalmente do seu Mestre e aprenderam as diversas formas de traçá-lo e pronunciá-lo de acordo com os efeitos desejados. Só então, poderá incorporá-lo dessa forma ao seu nome.

Enquanto você não receber essa Iniciação, poderá utilizar o ÔM de três formas:

1.vocalizando-o da forma ensinada no CD da Prática Básica ou nas aulas do Curso Básico em vídeo;

2.mentalizando o yantra ÔM durante as suas práticas de yantra dhyána;

3.portando a medalha com o ÔM ao pescoço, mantendo sua vibração perto do vishuddha chakra, o centro de força da garganta.

Quando o leigo manda executar uma medalha com o ÔM normalmente incorre em alguns erros.

Para evitá-los, atente ao seguinte:

a)o ÔM não deve ser recortado ou vazado, pois se for feito assim, ficará virado com frequência, apresentando o ÔM invertido, isto é, sua antítese em termos de simbolismo, consequentemente, com efeitos opostos;

b)habitualmente os profissionais que executam o ÔM não entendem nada do símbolo que estão tentando reproduzir e terminam por cometer erros grosseiros, muitas vezes fazendo desenhos de mau-gosto e que perdem a característica original, anulando seus efeitos positivos.

Por essas razões a União Nacional de Yôga mandou cunhar uma medalha em forma antiga, tendo de um lado o ÔM circundado por outras inscrições sânscritas; e do outro lado o ashtánga yantra, símbolo de proteção do Swásthya Yôga.

Mesmo na Índia as pessoas nos perguntam onde conseguimos uma peça com essa autenticidade tão marcantemente estampada. Quando tiramos a medalha do pescoço e lhes presenteamos, comovem-se, seus olhos ficam úmidos e agradecem duas ou três vezes. Anos depois, se nos reencontramos, vemos que ainda a estão usando e que lembram-se do nosso nome.

Aliás, em todos os países por onde o Swásthya Yôga se expandiu, o ato de tirar a sua medalha do pescoço e presentear com ela a alguém, ganhou um forte significado de homenagem especial e de uma declaração formal de amizade verdadeira. Esse ato tão singelo tem adquirido um sentido muito profundo de carinho e quem recebe a medalha torna-se, para sempre, um amigo leal e sincero.
Graças à medalha, as pessoas estão o tempo todo se descobrindo, encontrando-se, conhecendo-se, ampliando seu círculo de amizades nos aeroportos, nos trens, nos ônibus, nos teatros, nos shows, nas universidades. Yôga significa união. Pois a medalha com o símbolo do Yôga está cumprindo muito bem essa proposta de unir as pessoas afins!

Fonte: www.mundodo Yoga .com.br

Yoga

Origem

A origem do Yoga se perde no tempo, presume-se que tenha surgido aproximadamente entre 5000 a 3000 AC. Os Vedas, os escritos mais antigos da humanidade citam o Yoga de uma forma alusiva.

Patanjali, foi o primeiro a sistematizar o Yoga , por volta de 300 AC. Nada porém foi inventado. Patanjali apenas codificou o que já existia, os ensinamentos que durante séculos foram passados de boca a boca, organizando-os nos famosos e conceituados Aforismos de Patanjali..

Fonte: www.existencialismo.org.br

Yoga

O que é Yoga

Yoga
Yug=
da raiz sânscrita Yoga significa unir.
Unir ,integrar, equilibrar corpo mente e espírito.

Yoga é uma ciência do autoconhecimento, um sistema de práticas, exercícios, filosofias e condutas éticas desenvolvido na Índia.

O objetivo é a integração do ser, atingindo o equilibrio entre corpo e mente.

Yoga É PRESENTE - Devemos praticar com desapego: não devemos ter pressa com os resultados.

O mestre Garothe dizia: "Devemos buscar a superação e respeitar nossos limites."

Isso siginifica que devemos ter dedicação, disciplina regular e respeitar o corpo e mente nas posturas e em todos os outros aspectos diários como alimentação, sono, excesso de trabalho, como nos divertirmos, etc.

Yoga é qualidade não quantidade.

Qualidade nas relações, leituras, filmes, companhias, estudo, etc.

Yoga S CITTA VRTTI NIRODHAH = Yoga é a inibição das modificações da mente (Patanjali, Yoga Sutras, I, 2).:

Yoga quer dizer união, soma, caminho, religar.

Origem

Surgiu há cerca de 5000 anos no vale do Hindu, atual Paquistão. As primeiras idéias foram encontradas nos livros sagrados do hinduismo, os vedas.

O sistema foi sistematizado por um grande filósofo indiano, Patanjali no século VI antes de Cristo, em forma de 196 Sutras.

O sistema de Patanjali é também conhecido como Asthanga Yoga por ser dividido em 8 partes.

Segundo Patanjali, os benefícios do Yoga são conquistados com pratica e desapego aos resultados. Palavras que significam muito esforço da vontade humana.

Por que praticar?

Porque Yoga é uma pratica milenar extremamente eficaz , com bases ciêntificas atualizadas de prevenção e cura de doenças.

Anda paralelo com a medicina tradicional.

Yoga ajuda a fortalecer o sistema imunológico,

Reduzir a pressão sanguínea,

Equilibrar o sistema digestivo, a produção hormonal, a ansiedade, o sono, o apetite, a enfrentar os obstáculos com serenidade,

Você escolhe: saúde ou doença

Pratica-se Yoga , como meio para tranquilizar a mente e como fim para encontrar a verdadeira natureza do ser humano, que está além das emoçoes, angustias, pensamentos

Os processos mentais são angustiosos porque a busca pelo prazer nunca se esgota, o homem frequentemente renova seus objetos de desejo.

Fonte: www.informe Yoga .com.br

Yoga

ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Entretanto, cada Escola adota um traçado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são iniciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.

Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema AU + M). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga é pronunciar as três letras “AUM”. Traçado em caracteres, é um yantra. Pronunciado, é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.

Os caracteres usados para traçar o Ômkára parecem pertencer a um alfabeto ainda mais antigo que o dêvanágarí, utilizado para escrever o idioma sânscrito. Consultando um dicionário ou gramática de sânscrito, podemos notar que o alfabeto dêvanágarí é predominantemente retilíneo e que o próprio ÔM naquele alfabeto é escrito segundo essa tendência. Entretanto, saindo do domínio da gramática e da ortografia para o da filosofia, só encontramos o ÔM escrito de maneira diversa, com caracteres exclusivamente curvilíneos, o que demonstra sua identidade totalmente distinta. Isso também pode ser percebido na nossa medalha, a qual possui algumas inscrições em sânscrito, em torno do ÔM.

ÔM não tem tradução. Contudo, os hindus o consideram como o próprio nome do Absoluto, seu corpo sonoro, devido à sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correto. Compare, no alto da página oposta, o ÔM, escrito em caracteres curvilíneos, ao lado do nome Swásthya Yôga, escrito em alfabeto dêvanágarí. A impressão que dá ao observador é a de que pertencem a dois sistemas de escrita diferentes.

A escrita curvilínea sugere origens numa sociedade matriarcal, mais sensível, sem pontas ou ângulos que pudessem ferir. Essa era a Civilização Dravídica ou Harappiana, de mais de 3.000 a.C.

Já a escrita retilínea, mais dura, tem coerência com a tradição patriarcal, guerreira, a Civilização Ariana, instaurada na Índia a partir de ±1.500 a.C.

Nas escrituras da Índia antiga o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os mantras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado mátriká mantra, ou som matricial.

O ÔM é também o bíja-mantra do ájña chakra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o mantra

que produz melhores resultados para as práticas de concentração e meditação, bem como desperta um bom número de para-normalidades.

Sendo o mantra mais completo e equilibrado, sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante e ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibração sáttwica, que contém em si tamas (-) e rajas (+) sublimados.

Quando traçado em caracteres antigos, ele se torna um símbolo gráfico denominado yantra. A especialidade que estuda a ciência de traçar os símbolos denomina-se Yantra Yôga. O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas.

Cada linha de Yôga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras.

Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregnação no inconsciente coletivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes de a civilização européia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!

Evidentemente, portando um tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa com a idéia de proteção o uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de efeitos dessa ordem, achamos que tal não deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficaríamos susceptíveis de descambar para o misticismo, com o qual a nossa linhagem de Yôga Antigo (Niríshwarasámkhya) não compactua. Deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer; devemos portá-la unicamente se estivermos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição nem para auferir benefícios.

Sendo objetivo da nossa estirpe perpetuar a autenticidade do Yôga Ancestral, assumimos um desenho do yantra ÔM reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishikêsh, nos Himalayas. Se você quiser seguir a nossa tradição, está autorizado a utilizá-lo, mas com a condição de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para não alterar sua minuciosa exatidão. Só não estará autorizado a usar o ÔM antes da sua assinatura, pois isso constitui privilégio dos que receberam a iniciação no ÔM pessoalmente do seu Mestre e aprenderam as diversas formas de traçá-lo e pronunciá-lo de acordo com os efeitos desejados. Só então, poderá incorporá-lo dessa forma ao seu nome.

Enquanto você não receber essa Iniciação, poderá utilizar o ÔM de três formas:

1.vocalizando-o da forma ensinada no CD da Prática Básica ou nas aulas do Curso Básico em vídeo;

2.mentalizando o yantra ÔM durante as suas práticas de yantra dhyána;

3.portando a medalha com o ÔM ao pescoço, mantendo sua vibração perto do vishuddha chakra, o centro de força da garganta.

Quando o leigo manda executar uma medalha com o ÔM normalmente incorre em alguns erros.

Para evitá-los, atente ao seguinte:

a)o ÔM não deve ser recortado ou vazado, pois se for feito assim, ficará virado com frequência, apresentando o ÔM invertido, isto é, sua antítese em termos de simbolismo, consequentemente, com efeitos opostos;

b)habitualmente os profissionais que executam o ÔM não entendem nada do símbolo que estão tentando reproduzir e terminam por cometer erros grosseiros, muitas vezes fazendo desenhos de mau-gosto e que perdem a característica original, anulando seus efeitos positivos.

Por essas razões a União Nacional de Yôga mandou cunhar uma medalha em forma antiga, tendo de um lado o ÔM circundado por outras inscrições sânscritas; e do outro lado o ashtánga yantra, símbolo de proteção do Swásthya Yôga.

Mesmo na Índia as pessoas nos perguntam onde conseguimos uma peça com essa autenticidade tão marcantemente estampada. Quando tiramos a medalha do pescoço e lhes presenteamos, comovem-se, seus olhos ficam úmidos e agradecem duas ou três vezes. Anos depois, se nos reencontramos, vemos que ainda a estão usando e que lembram-se do nosso nome.

Aliás, em todos os países por onde o Swásthya Yôga se expandiu, o ato de tirar a sua medalha do pescoço e presentear com ela a alguém, ganhou um forte significado de homenagem especial e de uma declaração formal de amizade verdadeira. Esse ato tão singelo tem adquirido um sentido muito profundo de carinho e quem recebe a medalha torna-se, para sempre, um amigo leal e sincero.
Graças à medalha, as pessoas estão o tempo todo se descobrindo, encontrando-se, conhecendo-se, ampliando seu círculo de amizades nos aeroportos, nos trens, nos ônibus, nos teatros, nos shows, nas universidades. Yôga significa união. Pois a medalha com o símbolo do Yôga está cumprindo muito bem essa proposta de unir as pessoas afins!

Fonte: www.mundodo Yoga .com.br

Yoga

A palavra “ Yoga ” vem da raiz sânscrita “Yui” a qual significa “unir”. O princípio é unir o processo de purificação das alterações físico/energética, através de ações com consciência. Acreditamos que o melhor caminho para a união é a entrega à Vida e ao Amor.

Yoga é a transcendência do envolvimento do Ser humano comum com o mundo externo. Tomar consciência da realidade transcendente, ao Espírito, a si mesmo ou à Essência Divina, conhecida como separada, de algum modo, do mundo material.

Ter a finalidade explícita de fazer descer a “Consciência Divina” para o corpo e a mente humana e para a vida comum. Ou seja, corporificar o divino que está em você.

Ao contrário dos antigos yogues que vão direto da mente para a divindade absoluta e vêem toda a existência dinâmica como ignorância e ilusão, damos atenção para toda trajetória de crescimento com consciência e presença. As etapas da vida são para serem vividas de forma integrada. Ao praticar Yoga , esta integração ocorrerá naturalmente, dando estrutura e base no des-envolvimento humano.

No nível prático, a Yoga praticada no Instituto União se baseia na ação sincronizada da aspiração pessoal que vem “de baixo”, e da graça divina que vêm "de cima".

Metodologia e Prática

Durante as práticas temos como base os oito membros do caminho da auto-transcendência:

1) Disciplina (Yama)

A disciplina está relacionada com a ética moral, seguindo os princípios:

Não-violência (ahimsa)

Em pensamentos e ações. O desejo de não fazer mal a si próprio e a outro ser nasce do impulso de unificação e de transcendência do ego, o qual vive, caracteristicamente, em guerra consigo mesmo.

Veracidade (sathya)

Está relacionado com a verdade interior, que não cria desequilíbrios e manifestações egóicas.

Não roubar (asteya)

Liga-se de perto à não-violência, uma vez que o ato de apropriar-se de coisas de valor sem autorização do proprietário é uma violência contra a pessoa de quem essas coisas são roubadas.

Castidade (brahma charya)

Recolhimento da energia vital como princípio de crescimento interior.

Desenvolvimento sexual num aspecto tântrico. Não só o aspecto sexual, mas o auto-controle dos desejos físicos.

Não cobiçar (aparigraha)

Desapegar dos bens materiais. Valorizá-lo mais não sofrer pela perda ou pela falta.

2) Auto-Controle (Niyama)

Está relacionado com o controle da energia psicofísica liberada pela prática regular da disciplina moral. Os elementos do auto-controle dizem respeito à vida interior.

Servem para harmonizar o relacionamento de si com os outros seres, com a vida em geral e com a realidade transcendental.

3) Postura (Asana)

Asana de Yoga

Desde que fomos gerados assumimos uma postura na vida. Seja ela uma postura física ou ética.

As posturas da Yoga trabalham em todas as dimensões do corpo-mente-espírito, contraindo e relaxando os sistemas esqueléticos, musculares, cardiovasculares, digestivos, glandulares e nervosos. Ajuda a cultivar a concentração e a calma. Cada postura que adotamos diariamente na vida, seja ela interior (mental, atitude) ou exterior (postura física), pode beneficiar ou prejudicar esses sistemas.

Quando assumimos uma postura correta e harmônica, através das práticasde asanas e pranayamas, rejuvenescemos o corpo e consequentemente aumentamos a longevidade.

Através das posturas de Yoga , adquirimos também um corpo saudável, forte, flexível, ágil, resistente e harmonioso pelo caminho de uma prática espiritualizada de ação.

4) Controle da Respiração (Pranayama)

O controle da respiração através das técnicas de pranayamas é a maneira mais evidente pela qual os iogues ou yogins procuram influenciar o campo bioenergético do corpo. A idéia da bioenergia se encontra em muitas culturas: os chineses chamam de chi, os japoneses de ki, os polinésios de mana, os ameríndios de orenda, os pesquisadores modernos de bioplasma.

Na Yoga chama-se prana. Tem sido traduzido como "respiração". Na verdade, a palavra sânscrita 'prana' significa 'força vital' ou 'energia vital'.

Através do controle da respiração associado à concentração, a força vital corpo-mente pode ser estimulada e dirigida. Em geral, é dirigida para os centros energéticos visando o equilíbrio psicofísico.

"Respiração é Vida. Aquele que controla a respiração controla a vida."

"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são inseparáveis. Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com o corpo." - Prana Upanishad

"Quando a respiração está controlada, a mente está controlada". - Charakha Samhita

5) Recolhimento dos Sentidos (Pratyahara)

Estão relacionados com:

  • o olhar e os olhos;
  • o escutar e os ouvidos;
  • o cheirar e o nariz;
  • o tocar e a pele;
  • o paladar e a língua.
  • Percebemos que eles estão relacionados com o mundo externo. Experenciamos a vida através dos sentidos.

    As experiências sempre trazem um resultado que pode ser interepretado como agradável ou desagradável.

    Através das práticas yogues podemos recolher os sentidos com o intuito de apenas observarmos as experiências, sem deixar que o ego julgue bom ou ruim.

    O não julgar é que gera o aprendizado. Ao recolher os sentidos temos uma percepção maior do mundo interior. Controlando os sentidos é possível ter uma vida mais equilibrada e com paz, pois muitas vezes somos manipulados pelos nossos próprios sentidos.

    Uma imagem ou um cheiro irresistível muitas vezes já são o suficiente para nos tirar a concentração. Entretanto, nem sempre é possível experenciar os desejos na hora que eles aparecem. E quando isso não acontece o que acontece ? Muitas vezes surge uma irritabilidade, um nervosismo.

    6) Concentração (Dharana)

    É o estado de plena atenção integrando todo o Ser num único ponto e objetivo, onde a mente permanece imóvel em um constante equilíbrio das suas ondas. A concentração yogue é um estado de alta energia e constante estado de alerta.

    7) Meditação (Dhyana)

    Asana de Yoga

    A meditação é uma prática no qual o indivíduo busca a unidade, a totalidade, o estado de paz, felicidade e transcendência.

    Com a união da percepção não-dualista e a concentração natural podemos chegar ao estado meditativo. Quando desapegamos dos pensamentos confusos, das preocupações, de toda negatividade é que passamos a vivenciar o momento presente, consciente dele, uno com tudo e em paz consigo mesmo.

    Ao meditar encontramos dentro de nós o equilíbrio e o grande poder de Deus, passando a manifestar a nossa Divindade e a sabedoria interior.

    8) Êxtase (Samadhi)

    Êxtase é o absoluto estado de identidade com o momento presente, onde não existe passado nem futuro. O êxtase acontece quando existe concentração (estar no próprio centro) suficiente.

    Através das práticas das diversas fases e tipos de êxtase adquirimos o estado de identidade com o si mesmo ou de Ser-Consciência transcendente.

    A Yoga clássica diferencia o samadhi da seguinte maneira:

    Viutthana citta:consciência desperta ordinária;

    Pratyahara:reconhecimento dos sentidos;

    Dharana:concentração;

    Dhyana:meditação;

    Savitarka samapatti: consciência acompanhada da cognição;

    Nirvitarka samapatti: consciência além da cognição;

    Savicara samapatti: consciência acompanhada de reflexção;

    Nirvicara samapatti: consciência além da reflexção;

    Nirananda samapatti: consciência além da felicidade;

    Sasmita samapatti: consciência acompanhada da noção do "eu";

    Nirasmita samapatti: consciência além da noção do "eu";

    Asamprajnata samadhi: êxtase supraconsciente;

    Dharma megha samadhi: êxtase da "nuvem do dharma";

    Kaivalya: libertação.

    Benefícios

    Asana de Yoga

    Desenvolve a musculatura corporal fortalecendo e alongando o corpo;

    Alonga os músculos devolvendo agilidade aos movimentos;

    No sistema respiratório aumenta a capacidade pulmonar, melhorando a oxigenação e desintoxicação no corpo;

    Harmoniza o sistema endócrino;

    Reduz o estresse gerando paz interior;

    Aprimora o alinhamento postural;

    Melhora a circulação sanguínea;

    Aumenta a resistência física, equilíbrio, e consciência corporal;

    Unificação com a Vida e com Deus.

    Fonte: www.institutouniao.com.br

    Yoga

    Quem pratica não pode entrar na inércia, pois o ideal é permanecer calmamente ativo e ativamente calmo, num equilíbrio total de energias e junção dos opostos.

    Yoga

    A filosofia e a prática da Ioga vem da Índia e remonta de 8000 anos a.C.. Ela significa basicamente união: a reunião dos nossos aspectos físicos, emocionais e espirituais. Não traz apenas o bem estar do corpo, mas busca um caminho em direção a um sentido de vida mais profundo, unindo o físico ao espiritual.

    No antigo idioma sânscrito, os alongamentos ou posturas de Ioga são chamados de Asanas, que significa sentar-se ou manter-se em uma posição específica silenciosamente. Diz-se que os Asanas trazem serenidade, estabilidade, tranquilidade, felicidade e força.

    Os Asanas da Ioga, podem ajudar muito os seus praticantes, fortalecendo fisicamente e atuando em vários sistemas do corpo, como o digestivo, o endócrino, o respiratório, o circulatório, o nervoso, e imunológico, além de equilibrar toda a parte emocional e harmonizar a mente e o corpo. Você encontrará condições para manter-se calma, alerta, e capaz de concentração. Fazendo Ioga regularmente você ficará surpresa ao ver como estes alongamentos (que parecem simples) são realmente poderosos.

    Você deverá fazer as aulas semanais e também aproveitar alguns momentos do seu dia para realizar algumas posições que poderão lhe trazer um enorme bem estar, como por exemplo: ao acordar, no trânsito, no escritório, antes e depois das reuniões, antes de dormir, sempre que sentir necessidade.

    Podem praticar todos os tipos de alunos, desde aqueles que querem fugir do estresse do dia-a-dia até atletas profissionais, buscando o aperfeiçoamento da sua performance. Experimente e veja os resultados.

    Fonte: www1.uol.com.br

    Yoga

    Comprovado: Ioga emagrece!

    Pense nas atividades físicas que podem ajudá-la a perder os quilinhos a mais. Caminhada, corrida, natação? Ok, elas são boas aliadas. Mas aposto como você nunca imaginou que a ioga pudesse fazer parte dessa lista. Pois saiba que está provado que a prática indiana, que surgiu há cerca de 5 mil anos, atua no controle da ansiedade, a bandida que faz você devorar uma caixa de bombons enquanto aguarda o telefonema do gato que conheceu naquela festa.

    Apesar de nem todos os benefícios da ioga terem sido estudados por médicos e cientistas, professores e praticantes não se cansam de alardear, por exemplo, que a atividade estimula o metabolismo e regulariza a produção de hormônios. “Os asanas (posturas) fazem uma espécie de massagem na tireóide e a estimulação dessa glândula tende a provocar o emagrecimento”, diz Fernanda Neis, professora da Universidade de Yôga, em São Paulo (SP). Além disso, a queima de caloria não pode ser desprezada quando se trata dos estilos mais vigorosos.

    “Estima-se que sejam gastas 500 calorias em uma hora de power Yoga , quantia semelhante a uma aula de step mais puxada, para alunas avançadas”, diz Andrea Loschiavo, 28 anos, professora de ioga da academia Life Sport, em São Paulo (SP). Já os estilos mais suaves, como a hatha Yoga , provocam a queima de 225 calorias, pouco menos do que uma caminhada em ritmo acelerado (350 calorias).

    Mais autocontrole

    Andrea se apaixonou pela prática indiana há um ano, quando fazia faculdade de educação física, e resolveu se especializar para poder dar aulas. “Emagreci 3 quilos com a ioga. Nunca imaginei que isso aconteceria”, conta. Ela atribui a perda de peso a um maior controle emocional. “Comia direito nas refeições, mas atacava chocolate à tarde e à noite. Quanto maior a correria do meu dia, mais me descontrolava e descontava nos doces. A ioga me deixou mais equilibrada e resistente à gula”, diz.

    A designer de jóias Renata Rea Knese, 30 anos, passou por uma experiência parecida. Sem esforço, eliminou 3 quilos desde que começou a praticar ioga duas vezes por semana. “Minha ansiedade diminuiu muito”, diz Renata, que procurava ser disciplinada à mesa, mas nem sempre conseguia se controlar. “Às sextas-feiras, janto fora, e quando faço ioga antes de sair, como apenas o necessário para não sentir fome, por melhor que seja o restaurante. Hoje, não busco um prazer exagerado na comida”, diz. A designer, que nunca foi sedentária — ela pratica dança e caminhada — está feliz também com a tonicidade muscular conquistada. “Meu corpo ficou mais durinho e bonito.”

    Ansiedade dominada

    Renata não estava sozinha: quem nunca se pegou comendo sem fome? “A ansiedade faz com que a gente exegere na comida”, explica Marcos Rojo, professor de educação física da Universidade de São Paulo (USP), especializado em ioga pela escola Kaivalyadhama, na Índia, e coordenador do curso de pós-graduação de ioga da Faculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU), em São Paulo. Na opinião de Rojo, a correria, os muitos compromissos e atividades e o excesso de estímulos da vida moderna podem gerar insatisfação, descontada à mesa. “É fácil encontrar prazer comendo”, diz.

    Rojo lembra também o quanto pode ser frustrante fazer um esforço físico intenso e repor as calorias queimadas num piscar de olhos. “Uma hora de caminhada na esteira queima por volta de 350 calorias e basta uma fatia de torta com creme para você ganhar tudo de novo”, fala Rojo, que acredita que os exercícios muito intensos podem causar ainda mais agitação mental. “A ginástica ajuda a emagrecer porque queima calorias, mas o controle da ansiedade só é conseguido com práticas introspectivas, que põem a aluna em contato com ela mesma, como ioga e tai chi chuan”, defende.

    Para Shotaro Shimada, professor há 45 anos em São Paulo, a prática atua em um processo fundamental para o emagrecimento, que é a mudança da atitude mental. “Como a ioga não tem movimentos automatizados e exige que se mantenha as posturas e a respiração, ela acaba treinando o controle da mente, a disciplina e a concentração”, explica. Com o autocontrole desenvolvido, fica mais fácil, inclusive, mudar seus hábitos alimentares. Sabe aquele último pedaço de pizza que fica “olhando” para você? Pois não será tão difícil deixá-lo na fôrma.

    Obstáculos vencidos

    “A complexidade das posturas reproduz as situações do dia-a-dia”, diz Anderson Allegro, professor de power Yoga , de São Paulo. Nos asanas, sempre que surge uma dificuldade — ficar em pé apoiada em uma perna só, por exemplo —, a aluna é orientada a manter a respiração fluindo normalmente. Fazendo um paralelo com a vida, quando nos deparamos com um problema, a tendência é travar a respiração, aumentando ainda mais a ansiedade. Já uma respiração completa, lenta e profunda, ajuda a apaziguar a mente. “Quem leva a prática a sério aprende a encarar os desafios de maneira estimulante, como obstáculos que podem ser superados e não como um castigo divino, o que é um pensamento comum e recorrente toda vez que somos postos contra a parede”, fala Allegro.

    O caso de Vivian Casalenovo, estudante de fisioterapia, 23 anos, é prova disso. “Vivia em dieta, mas não conseguia emagrecer. Bastaram dois meses de ioga para perder 5 quilos”, conta. A explicação? “Passei a encarar melhor os desafios e a perceber que eles podem ser superados. A partir daí, resistir às guloseimas ficou mais fácil.” E então? Animada para experimentar?

    Fonte: boaforma.abril.ig.com.br

    Yoga

    IOGA, TÉCNICA INDIANA que une exercícios, relaxamento, controle respiratório e meditação, era usada no Ocidente, até pouco tempo atrás, apenas com essas finalidades relaxar, controlar respiração e meditar. Recentemente, porém, ocorreu uma transformação significativa na maneira como o Ocidente vê a ioga. Ela se transformou num poderoso auxiliar no tratamento de doenças, com eficácia comprovada por vários estudos acadêmicos. Os três principais sites americanos de pesquisas médicas relacionam 515 estudos sobre ioga nos últimos cinco nos.

    Os testes clínicos mostraram que a ioga, aliada à medicina convencional, pode ter um papel importante no tratamento das seguintes doenças:

    hipertensão
    diabetes
    depressão
    asma
    artrite
    irritações no intestino
    alcoolismo

    Yoga
    ANTEFLEXÃO COM A CABEÇA NO JOELHO (em sânscrito, parivrtta janu sirsasana) Esta posição (imagem ao centro) massageia os órgãos internos do abdome e alonga a região lombar e a parte posterior das coxas. Nesta reportagem, a professora de ioga Renata Broglia Mendes mostra algumas posições

    Bem-vindo o mundo da iogaterapia. Trata-se de um exemplo de quão produtivo pode ser o encontro, sem preconceitos, da cultura ocidental com a oriental. "A ioga é minha terapia favorita, porque une meditação e atividade física", diz o cardiologista Mehmet Oz, diretor do Instituto de Doenças Cardiovasculares da Universidade Colúmbia, em Nova York. "Ela pode ser praticada mesmo por pessoas que estejam extremamente doentes". Alguns mestres indianos podem se arrepiar ao ouvir ocidentais de avental falando de ioga como quem se refere a pílulas ou injeções. Para eles, a ioga é uma imensa biblioteca de conceitos e técnicas, ou uma base de sua visão de mundo. Sim, suas diversas escolas têm como objetivo uma vida mais saudável (leia quadro na sequência da matéria). Mas sobretudo o progresso espiritual e a "paralisação dos turbilhões da mente", na definição do mais antigo tratado sobre o assunto, o Yoga Sutra, escrito por volta de 500 a.C. pelo sábio indiano Patañjali (leia quadro na sequência da matéria). Mesmo entre esses mestres indianos, no entanto, é cada vez maior a aceitação da aplicação da ioga pela medicina ocidental - desde que ela venha acompanhada de uma compreensão profunda dos princípios originais.

    Yoga
    CONTRA A DEPRESSÃO
    A professora de Filosofia Gabriela Lafetá Borges faz a "postura do guerreiro 2", no Parque da Cidade, em Brasília. "Ioga, para mim, é uma questão de sobrevivência", diz

    Os médicos que usam seriamente a ioga no tratamento de doenças também enfatizam essa necessidade. "Se me perguntarem para que casos eu a indico, eu espondo: para todos", diz Cesar Devesa, pesquisador do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, centro de referência da medicina brasileira. "Mas não se trata apenas de repetir uma série de exercícios. É um tratamento holístico, que implica mudar a vida. Quando encontramos alguém com um problema cardíaco, não consideramos que seja apenas um defeito do coração. É um problema sistêmico, que se manifesta no coração." Eis o que afirma o professor de Educação Física Marcos Rojo, da Universidade de São Paulo, que fez doutorado em Ioga na Índia: "A ioga tem ambições muito maiores que curar uma dor de cabeça. Para isso, seria melhor tomar um analgésico". Os dois usam a ioga no tratamento de doentes. "Mas dentro de uma perspectiva integral", diz Devesa. "Precisamos ser honestos com a ioga."

    Nunca a técnica indiana foi tão utilizada por ocidentais. Nos Estados Unidos, cerca de 15 milhões de pessoas a praticam. Celebridades como Madonna ou Sharon Stone são adeptas (leia quadro na sequência da matéria). Madonna incluiu posições de ioga na coreografia de sua turnê Re-Invention. No Brasil, a Cia Athletica, uma das maiores redes de academias do país, viu a procura pela modalidade triplicar nos últimos três anos. Desde fevereiro, as matrículas aumentaram 10% na concorente Bio ritmo. No site Submarino, o maior de venda de livros no país, há 120 títulos com as palavras "ioga" e " Yoga ". (Em português, os dicionários ecomendam a grafia ioga, e a palavra é um substantivo feminino. Muitos praticantes, no entanto, preferem dizer "o yôga", com circunflexo no "o" , pois em sânscrito o termo é masculino.)

    Fonte: revistaepoca.globo.com

    Yoga

    Ioga é uma prática ancestral de origem indiana que visa objetivos diversos, tais como auto-conhecimento, equilíbrio entre corpo e mente, saúde física e espiritual e comunhão entre o indivíduo e o todo. Há dezenas de linhas de Ioga no mundo, que propõem não necessariamente caminhos contraditórios, mas sim, diversos caminhos para alcançar os mesmos objetivos.

    Mais particularmente no Brasil, mas também em Portugal e outros países, entretanto, há contrariedade e negação entre duas vertentes. Essa polémica abrange desde a própria grafia da palavra Ioga (“Ioga” é a forma aportuguesada usada por dicionários e também adotada na Wikipedia. As outras grafias propostas são “ Yoga ” e “Yôga”.) até suas definições, seus objetivos, suas metodologias e práticas.

    Yoga
    Instrutora de Ioga em Eka Pada Rajakapodasana, a Postura do Pombo Real.

    Uma das vertentes é a do SwáSthya Yôga que tem como seu principal expoente o brasileiro Mestre DeRose. Nesta escola se usa a grafia “Yôga” e adota-se a definição: "Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.", do próprio Mestre DeRose. O SwáSthya Yôga é ensinado apenas por instrutores formados na Universidade de Yôga.

    A outra vertente abrange todas as demais linhagens, tais como Hatha Yoga , Ashtanga Vinyasa Yoga , Iyengar Yoga e etc, na grande maioria derivadas do Ioga de Pátañjali (Pátañjala Yoga ). Nelas grafa-se “ Yoga ” e a definição mais utilizada é a encontrada nos Yoga Sutras de Pátañjali que pode ser traduzida do sânscrito por “ Yoga é a cessação da agitação mental.” ou diversas outras variações. A formação de professores e instrutores dessas linhagens é livre e auto-regulamentada.

    SwaSthya Yôga

    "Yôga é qualquer meodologia estritamente prática que conduza ao samádhi". Esta é definição de Ioga feita pelo Mestre DeRose que completa definindo samádhi como "um estado de hiperconsciência, megalucidez, que só o Yôga proporciona". Como diz o Mestre Sérgio Santos: "Yôga é a integração consigo mesmo, com os outros seres e com o Universo".

    No Brasil, o primeiro trabalho sobre Ioga foi realizado pelo Prof. Caio Miranda, inspirado na tradição teosófica.

    O SwáSthya Yôga foi sistematizado na década de 60 do século XX pelo Mestre DeRose a partir do Dakshinacharatantrika-Nirísharasámkhya Yôga - um Ioga estritamente técnico. Sua prática compreende oito feixes de técnicas (mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá e samyama). É conhecido pela forma de execução das técnicas corporais, feitas em forma de coreografia.

    Patanjala Yoga

    Yoga (do devanagari da raiz sânscrita yuj), nomeia a canga que se usa para unir a junta de bois ao arar a terra, por extensão, união. Objetiva a união que é libertação: a união do eu ou consciência individual com o espírito divino interior, que recebe o nome de samadhi.

    Pátañjali é a principal referência, organizando nos Yoga Sutras, em quatro capítulos, os principais aspectos da prática.

    Patañjali deixa bem claro no início de sua obra a finalidade do Ioga quando no segundo trecho de seu livro Yoga Sutras, nos diz: " Yoga é a cessação das flutuações da mente". Constitui-se de uma filosofia cujo conjunto de técnicas visam o autoconhecimento do praticante. Vários são os métodos e escolas para se atingir esta meta, porém ela sempre é o referencial. As escolas mais antigas utilizam-se de métodos estritamente técnicos. As escolas mais modernas tem uma conotação tendendo mais ao espiritualismo, fruto da difusão do Vêdanta na época medieval. Desenvolveu-se ao longo da história no oriente, particularmente na Índia, e que nos dias de hoje está amplamente difundido no mundo todo, inclusive no ocidente.

    Na Índia, país de origem do Ioga, Krishnamacharya (B.K.S. Iyengar, Pattabhi Jois e Desikachar), Shivananda, Swami Vivekananda e Sri Auribindo são as principais referências.

    Ashtanga: os oito pilares do Yoga Clássico

    Referidos como etapas, são passos que se sobrepõem à medida que se avança no caminho. O discípulo somente passa a etapa seguinte quando já dominou o precedente. São:

    1 - Yama ou cinco prescrições morais

    1.1 -Ahimsa ou não-violência

    1.2 -Satya ou não mentir

    1.3 -Asteya ou não-roubar

    1.4 -Brahmacharya ou não dissipar a sexualidade

    1.5 -Aparigraha ou não cobiçar

    2 - Niyama ou cinco prescrições éticas

    2.1 -Saucha ou limpeza

    higiene corporal externa, e interna pelos "Asanas" e "Pranayamas" da mente, do intelecto, da alimentação do lugar em que se pratica ioga

    2.2 -Santosha ou contentamento

    2.3 -Tapas ou auto-superação esforço do corpo, da fala e da mente

    2.4 -Svadhyaya ou auto-estudo

    2.5 -Ishvara pranidhama ou auto-entrega

    3 - Asana ou posições psicofísicas

    4 - Pranayama ou expansão (ayama) da força vital (prána) através de exercícios respiratórios

    5 - Pratyahara ou abstração dos sentidos externos

    6 - Dharana ou concentração mental

    7 - Dhyana ou meditação

    8 - Samadhi ou estado de hiperconsciência, absorção

    Fonte: pt.wikipedia.org

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