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Yoga

ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Entretanto, cada Escola adota um traçado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são iniciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.

Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema AU + M). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga é pronunciar as três letras “AUM”. Traçado em caracteres, é um yantra. Pronunciado, é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.

Os caracteres usados para traçar o Ômkára parecem pertencer a um alfabeto ainda mais antigo que o dêvanágarí, utilizado para escrever o idioma sânscrito. Consultando um dicionário ou gramática de sânscrito, podemos notar que o alfabeto dêvanágarí é predominantemente retilíneo e que o próprio ÔM naquele alfabeto é escrito segundo essa tendência. Entretanto, saindo do domínio da gramática e da ortografia para o da filosofia, só encontramos o ÔM escrito de maneira diversa, com caracteres exclusivamente curvilíneos, o que demonstra sua identidade totalmente distinta. Isso também pode ser percebido na nossa medalha, a qual possui algumas inscrições em sânscrito, em torno do ÔM.

ÔM não tem tradução. Contudo, os hindus o consideram como o próprio nome do Absoluto, seu corpo sonoro, devido à sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correto. Compare, no alto da página oposta, o ÔM, escrito em caracteres curvilíneos, ao lado do nome Swásthya Yôga, escrito em alfabeto dêvanágarí. A impressão que dá ao observador é a de que pertencem a dois sistemas de escrita diferentes.

A escrita curvilínea sugere origens numa sociedade matriarcal, mais sensível, sem pontas ou ângulos que pudessem ferir. Essa era a Civilização Dravídica ou Harappiana, de mais de 3.000 a.C.

Já a escrita retilínea, mais dura, tem coerência com a tradição patriarcal, guerreira, a Civilização Ariana, instaurada na Índia a partir de ±1.500 a.C.

Nas escrituras da Índia antiga o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os mantras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado mátriká mantra, ou som matricial.

O ÔM é também o bíja-mantra do ájña chakra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o mantra

que produz melhores resultados para as práticas de concentração e meditação, bem como desperta um bom número de para-normalidades.

Sendo o mantra mais completo e equilibrado, sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante e ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibração sáttwica, que contém em si tamas (-) e rajas (+) sublimados.

Quando traçado em caracteres antigos, ele se torna um símbolo gráfico denominado yantra. A especialidade que estuda a ciência de traçar os símbolos denomina-se Yantra Yôga. O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas.

Cada linha de Yôga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras.

Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregnação no inconsciente coletivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes de a civilização européia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!

Evidentemente, portando um tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa com a idéia de proteção o uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de efeitos dessa ordem, achamos que tal não deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficaríamos susceptíveis de descambar para o misticismo, com o qual a nossa linhagem de Yôga Antigo (Niríshwarasámkhya) não compactua. Deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer; devemos portá-la unicamente se estivermos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição nem para auferir benefícios.

Sendo objetivo da nossa estirpe perpetuar a autenticidade do Yôga Ancestral, assumimos um desenho do yantra ÔM reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishikêsh, nos Himalayas. Se você quiser seguir a nossa tradição, está autorizado a utilizá-lo, mas com a condição de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para não alterar sua minuciosa exatidão. Só não estará autorizado a usar o ÔM antes da sua assinatura, pois isso constitui privilégio dos que receberam a iniciação no ÔM pessoalmente do seu Mestre e aprenderam as diversas formas de traçá-lo e pronunciá-lo de acordo com os efeitos desejados. Só então, poderá incorporá-lo dessa forma ao seu nome.

Enquanto você não receber essa Iniciação, poderá utilizar o ÔM de três formas:

1. vocalizando-o da forma ensinada no CD da Prática Básica ou nas aulas do Curso Básico em vídeo;

2. mentalizando o yantra ÔM durante as suas práticas de yantra dhyána;

3. portando a medalha com o ÔM ao pescoço, mantendo sua vibração perto do vishuddha chakra, o centro de força da garganta.

Quando o leigo manda executar uma medalha com o ÔM normalmente incorre em alguns erros.

Para evitá-los, atente ao seguinte:

a) o ÔM não deve ser recortado ou vazado, pois se for feito assim, ficará virado com freqüência, apresentando o ÔM invertido, isto é, sua antítese em termos de simbolismo, conseqüentemente, com efeitos opostos;

b) habitualmente os profissionais que executam o ÔM não entendem nada do símbolo que estão tentando reproduzir e terminam por cometer erros grosseiros, muitas vezes fazendo desenhos de mau-gosto e que perdem a característica original, anulando seus efeitos positivos.

Por essas razões a União Nacional de Yôga mandou cunhar uma medalha em forma antiga, tendo de um lado o ÔM circundado por outras inscrições sânscritas; e do outro lado o ashtánga yantra, símbolo de proteção do Swásthya Yôga.

Mesmo na Índia as pessoas nos perguntam onde conseguimos uma peça com essa autenticidade tão marcantemente estampada. Quando tiramos a medalha do pescoço e lhes presenteamos, comovem-se, seus olhos ficam úmidos e agradecem duas ou três vezes. Anos depois, se nos reencontramos, vemos que ainda a estão usando e que lembram-se do nosso nome.

Aliás, em todos os países por onde o Swásthya Yôga se expandiu, o ato de tirar a sua medalha do pescoço e presentear com ela a alguém, ganhou um forte significado de homenagem especial e de uma declaração formal de amizade verdadeira. Esse ato tão singelo tem adquirido um sentido muito profundo de carinho e quem recebe a medalha torna-se, para sempre, um amigo leal e sincero.
Graças à medalha, as pessoas estão o tempo todo se descobrindo, encontrando-se, conhecendo-se, ampliando seu círculo de amizades nos aeroportos, nos trens, nos ônibus, nos teatros, nos shows, nas universidades. Yôga significa união. Pois a medalha com o símbolo do Yôga está cumprindo muito bem essa proposta de unir as pessoas afins!

Fonte: www.mundodoyoga.com.br

Yoga

A palavra “yoga” vem da raiz sânscrita “Yui” a qual significa “unir”. O princípio é unir o processo de purificação das alterações físico/energética, através de ações com consciência. Acreditamos que o melhor caminho para a união é a entrega à Vida e ao Amor.

Yoga é a transcendência do envolvimento do Ser humano comum com o mundo externo. Tomar consciência da realidade transcendente, ao Espírito, a si mesmo ou à Essência Divina, conhecida como separada, de algum modo, do mundo material.

Ter a finalidade explícita de fazer descer a “Consciência Divina” para o corpo e a mente humana e para a vida comum. Ou seja, corporificar o divino que está em você.

Ao contrário dos antigos yogues que vão direto da mente para a divindade absoluta e vêem toda a existência dinâmica como ignorância e ilusão, damos atenção para toda trajetória de crescimento com consciência e presença. As etapas da vida são para serem vividas de forma integrada. Ao praticar yoga, esta integração ocorrerá naturalmente, dando estrutura e base no des-envolvimento humano.

No nível prático, a yoga praticada no Instituto União se baseia na ação sincronizada da aspiração pessoal que vem “de baixo”, e da graça divina que vêm "de cima".

Metodologia e Prática

Durante as práticas temos como base os oito membros do caminho da auto-transcendência:

1) Disciplina (Yama)

A disciplina está relacionada com a ética moral, seguindo os princípios:

Não-violência (ahimsa)

Em pensamentos e ações. O desejo de não fazer mal a si próprio e a outro ser nasce do impulso de unificação e de transcendência do ego, o qual vive, caracteristicamente, em guerra consigo mesmo.

Veracidade (sathya)

Está relacionado com a verdade interior, que não cria desequilíbrios e manifestações egóicas.

Não roubar (asteya)

Liga-se de perto à não-violência, uma vez que o ato de apropriar-se de coisas de valor sem autorização do proprietário é uma violência contra a pessoa de quem essas coisas são roubadas.

Castidade (brahma charya)

Recolhimento da energia vital como princípio de crescimento interior.

Desenvolvimento sexual num aspecto tântrico. Não só o aspecto sexual, mas o auto-controle dos desejos físicos.

Não cobiçar (aparigraha)

Desapegar dos bens materiais. Valorizá-lo mais não sofrer pela perda ou pela falta.

2) Auto-Controle (Niyama)

Está relacionado com o controle da energia psicofísica liberada pela prática regular da disciplina moral. Os elementos do auto-controle dizem respeito à vida interior.

Servem para harmonizar o relacionamento de si com os outros seres, com a vida em geral e com a realidade transcendental.

3) Postura (Asana)

Asana de Yoga

Desde que fomos gerados assumimos uma postura na vida. Seja ela uma postura física ou ética.

As posturas da yoga trabalham em todas as dimensões do corpo-mente-espírito, contraindo e relaxando os sistemas esqueléticos, musculares, cardiovasculares, digestivos, glandulares e nervosos. Ajuda a cultivar a concentração e a calma. Cada postura que adotamos diariamente na vida, seja ela interior (mental, atitude) ou exterior (postura física), pode beneficiar ou prejudicar esses sistemas.

Quando assumimos uma postura correta e harmônica, através das práticasde asanas e pranayamas, rejuvenescemos o corpo e conseqüentemente aumentamos a longevidade.

Através das posturas de yoga, adquirimos também um corpo saudável, forte, flexível, ágil, resistente e harmonioso pelo caminho de uma prática espiritualizada de ação.

4) Controle da Respiração (Pranayama)

O controle da respiração através das técnicas de pranayamas é a maneira mais evidente pela qual os iogues ou yogins procuram influenciar o campo bioenergético do corpo. A idéia da bioenergia se encontra em muitas culturas: os chineses chamam de chi, os japoneses de ki, os polinésios de mana, os ameríndios de orenda, os pesquisadores modernos de bioplasma.

Na yoga chama-se prana. Tem sido traduzido como "respiração". Na verdade, a palavra sânscrita 'prana' significa 'força vital' ou 'energia vital'.

Através do controle da respiração associado à concentração, a força vital corpo-mente pode ser estimulada e dirigida. Em geral, é dirigida para os centros energéticos visando o equilíbrio psicofísico.

"Respiração é Vida. Aquele que controla a respiração controla a vida."

"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são inseparáveis. Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com o corpo." - Prana Upanishad

"Quando a respiração está controlada, a mente está controlada". - Charakha Samhita

5) Recolhimento dos Sentidos (Pratyahara)

Estão relacionados com:

Percebemos que eles estão relacionados com o mundo externo. Experenciamos a vida através dos sentidos.

As experiências sempre trazem um resultado que pode ser interepretado como agradável ou desagradável.

Através das práticas yogues podemos recolher os sentidos com o intuito de apenas observarmos as experiências, sem deixar que o ego julgue bom ou ruim.

O não julgar é que gera o aprendizado. Ao recolher os sentidos temos uma percepção maior do mundo interior. Controlando os sentidos é possível ter uma vida mais equilibrada e com paz, pois muitas vezes somos manipulados pelos nossos próprios sentidos.

Uma imagem ou um cheiro irresistível muitas vezes já são o suficiente para nos tirar a concentração. Entretanto, nem sempre é possível experenciar os desejos na hora que eles aparecem. E quando isso não acontece o que acontece ? Muitas vezes surge uma irritabilidade, um nervosismo.

6) Concentração (Dharana)

É o estado de plena atenção integrando todo o Ser num único ponto e objetivo, onde a mente permanece imóvel em um constante equilíbrio das suas ondas. A concentração yogue é um estado de alta energia e constante estado de alerta.

7) Meditação (Dhyana)

Asana de Yoga

A meditação é uma prática no qual o indivíduo busca a unidade, a totalidade, o estado de paz, felicidade e transcendência.

Com a união da percepção não-dualista e a concentração natural podemos chegar ao estado meditativo. Quando desapegamos dos pensamentos confusos, das preocupações, de toda negatividade é que passamos a vivenciar o momento presente, consciente dele, uno com tudo e em paz consigo mesmo.

Ao meditar encontramos dentro de nós o equilíbrio e o grande poder de Deus, passando a manifestar a nossa Divindade e a sabedoria interior.

8) Êxtase (Samadhi)

Êxtase é o absoluto estado de identidade com o momento presente, onde não existe passado nem futuro. O êxtase acontece quando existe concentração (estar no próprio centro) suficiente.

Através das práticas das diversas fases e tipos de êxtase adquirimos o estado de identidade com o si mesmo ou de Ser-Consciência transcendente.

A yoga clássica diferencia o samadhi da seguinte maneira:

Viutthana citta: consciência desperta ordinária;

Pratyahara: reconhecimento dos sentidos;

Dharana: concentração;

Dhyana: meditação;

Savitarka samapatti: consciência acompanhada da cognição;

Nirvitarka samapatti: consciência além da cognição;

Savicara samapatti: consciência acompanhada de reflexção;

Nirvicara samapatti: consciência além da reflexção;

Nirananda samapatti: consciência além da felicidade;

Sasmita samapatti: consciência acompanhada da noção do "eu";

Nirasmita samapatti: consciência além da noção do "eu";

Asamprajnata samadhi: êxtase supraconsciente;

Dharma megha samadhi: êxtase da "nuvem do dharma";

Kaivalya: libertação.

Benefícios

Asana de Yoga

Desenvolve a musculatura corporal fortalecendo e alongando o corpo;

Alonga os músculos devolvendo agilidade aos movimentos;

No sistema respiratório aumenta a capacidade pulmonar, melhorando a oxigenação e desintoxicação no corpo;

Harmoniza o sistema endócrino;

Reduz o estresse gerando paz interior;

Aprimora o alinhamento postural;

Melhora a circulação sangüínea;

Aumenta a resistência física, equilíbrio, e consciência corporal;

Unificação com a Vida e com Deus.

Fonte: www.institutouniao.com.br

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