Benedicto Calixto de Jesus, emérito pintor paulista, morou por cerca de dez anos em Brotas, cidade situada no centro geográfico do Estado de São Paulo. Nasceu ele na pequena Itanhaém, no litoral sul do Estado, aos 14 de outubro de 1853. Essa cidade, à época um pequenino lugarejo com pouco mais de mil habitantes, nada de melhor oferecia aos jovens do lugar que procuravam trabalho. Porisso, aos dezesseis anos ele vai para a cidade de Santos, já uma cidade grande para a época, onde iniciou-se nas artes pictóricas, pintando tabuletas e anúncios para as casas de comércio locais.
Em 1868 seu irmão mais velho João Pedro, recém formado professor primário, segue para Brotas onde vai assumir sua primeira classe, e fixar residência. Aos poucos seus outros irmãos acabam seguindo-o e também lá fixam residência, pois a cidade em pleno impulso que lhe era dado pela lavoura cafeeira, produto do qual era dos grandes municípios produtores na então província, oferecia inúmeras chances de emprego.
Em 1870 ou 71, o jovem Calixto em visita aos irmãos acaba gostando da cidade e também fixa residência. Vai morar então na casa do irmão João Pedro, situada em uma esquina da praça que hoje é denominada "Benedicto Calixto". Como o irmão era o responsável pela conservação da igreja e das imagens ali existentes, ele tinha um estoque de pincéis e tintas para retoque das mesmas. Calixto, que já tinha habilidades nesse oficio, a principio ajudava o irmão, mas logo depois acabou ficando com a incumbência. Tendo esse material à sua disposição, nas horas vagas pintava telas com vistas do local, que oferecia aos amigos. Entre os primeiros quadros feitos na cidade "Casamento dos Bugres" e "A Saída do Ninho" encontram-se em mãos de colecionadores na própria cidade. Na época decorou também a sala de jantar da casa do capitão Joaquim Dias de Almeida com motivos da fauna e flora brasileiras.
Fonte: vemprabrotas.com.br
Benedicto Calixto de Jesus (Conceição de Itanhaém / São Paulo, 14 de outubro de 1853 – São Paulo, 31 de maio de 1927), pintor, professor, historiador e ensaísta.
Mudou para Brotas, cidade do interior paulista, e com seu tio Joaquim Pedro de Jesus, ajudou na restauração de imagens sacras de uma igreja local.
Morou em Santos dedicando-se à decoração e à pintura, onde trabalhou na oficina de Tomás Antônio de Azevedo. Foi incumbido da decoração do teto do Theatro Guarany e ministrou aulas de desenho e pintura na Associação Instrutiva José Bonifácio.
Entre 1883 e 1884, viajou para Paris, patrocinado pelo Visconde Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, onde estudou desenho e pintura. Frequentou o ateliê de Jean François Raffaëlli e a Académie Julian. De volta ao Brasil – Santos e São Vicente – iniciou registros fotográficos, do qual utilizou-os na elaboração de suas pinturas.
No início do XX, até meados da década de 20, Calixto fez a decoração de catedrais – utilizando-se de pinturas murais – do litoral (Santos), do interior (Ribeirão Preto) e da capital (igrejas de Santa Cecília, da Consolação e da Santa Ifigênia).
Em 1924, recebeu a Comenda e a Cruz de São Silvestre do Papa Pio IX, por serviços realizados.
Produziu várias obras com temas marinhos e paisagens urbanas da cidade.
Calixto além de pintor e professor publicou também alguns livros sobre a história do litoral de São Paulo. Sua atração por paisagens e ícones religiosos fez com que ambas os temas caracterizassem seu trabalho artístico; trabalho esse que reproduziu com fidelidade e precisão, documentando com exatidão, a história do ambiente escolhido.
Fonte: www.pinturabrasileira.com.br
Benedito Calixto de Jesus nasceu na antiga Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, hoje cidade de Itanhaém, em 14 de outubro de 1853, filho de João Pedro de Jesus e de Ana Gertrudes Soares de Jesus.
Passou sua infância e adolescência em Itanhaém, onde iniciou seus estudos e residiu até os 20 anos de idade, tendo cursado a escola do Mestre João do Espírito Santo. Desde pequeno revelava sua predileção pelo desenho e pela pintura e já aos 12 anos demonstrava seu talento invulgar.
Benedito Calixto de Jesus Neto, escrevendo sobre seu avô, informa que “sua paixão era desenhar com barras de carvão que ele mesmo preparava, os aspectos das paisagens do local em que vivia. Ajudava ainda o velho vigário nos misteres da Igreja Matriz, acompanhando-o Rio Preto e Rio Branco acima, na sua obra missionária. Pintava “ex-votos” que os fiéis seus amigos penduravam, cumprindo promessas, ao lado dos altares dos santos de suas devoções, na Igreja Matriz”.
A cidade de Itanhaém se tornou pequena para o grande talento que desabrochava e assim, Benedito Calixto de Jesus se transfere para Santos em busca de melhores condições e oportunidades. Em Santos, o jovem pintor começa a pintar tabuletas, fazendo composições e figuras de paredes e nos tetos de mansões da elite santista.
Já em 1877, com 24 anos, retorna a Itanhaém e se casa com Antonia Leopoldina de Araújo, sua prima. Depois de alguns anos, decide morar na cidade de Brotas, interior de São Paulo, perto do seu irmão, onde aprimora suas telas e termina vários quadros, organizando sua primeira exposição, no jornal “Correio Paulistano”, em São Paulo.
Em 1882 volta a Santos, onde conhece o construtor Tomaz Antonio de Azevedo e começa a trabalhar em sua oficina. Nessa ocasião, o jovem pintor é convidado e faz a decoração da nova sala de espetáculos do Teatro Guarani, cujo projeto de construção era do engenheiro Manuel Garcia Redondo. Impressionado com o resultado obtido por Benedito Calixto de Jesus, o engenheiro Garcia Redondo intermediou junto ao Visconde Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, uma bolsa de estudos na Europa.
O Teatro Guarani foi inaugurado a 7 de dezembro de 1882, tendo sido homenageados no palco o construtor engenheiro Garcia Redondo e o artista plástico Benedito Calixto, como decorador. No início de 1883, Benedito Calixto de Jesus viaja para Paris, onde estuda por 18 meses nas mais diversas escolas de Paris, entre outras, ateliê de Jean François Raffaelli e Academia Jullien, aprimorando sua arte predileta e descobrindo a fotografia.
Retornando ao Brasil, no ano seguinte, traz em sua bagagem um equipamento fotográfico, apaixonando-se pela fotografia, que muito o ajudaria no registro de paisagens locais e na elaboração de diversas telas de cunho religioso e histórico.
A Enciclopédia Larousse Cultural apresenta Benedito Calixto, como “pintor brasileiro (Itanhaém – SP – 1853 – São Paulo – SP – 1927), autor de marinhas, temas religiosos, cenas históricas e de gênero. Executou trabalhos nas igrejas de Santa Cecília e Nossa Senhora da Consolação, em São Paulo. Entre suas obras mais conhecidas estão: Anchieta escrevendo na praia, Bartolomeu de Gusmão e Praia de São Vicente”. (página 1063).
A obra de Benedito Calixto se completa com paisagens, pinturas históricas, marinhas e retratos, fazendo exposições no Rio de Janeiro (1900), São Paulo (1904), Belém (1907) e nos Estados Unidos com uma obra premiada na Exposição Internacional de St. Louis (1904). Sua ligação com a Igreja Católica, painéis na Igreja de Santa Cecília (SP-1909), Igreja Santa Ifigênia (SP-1912), Igreja da Consolação (SP-1918), Catedral de Ribeirão Preto (SP-1917), Catedral de Amparo (SP-1918), Igreja de Vitória (Espírito Santo) e tantas outras fizeram com que o Papa Pio XI o agraciasse em 1924 com a Comenda da Ordem de São Silvestre.
A paixão de Benedito Calixto de Jesus não ficou só na pintura e na fotografia, mas também se desenvolveu na palavra escrita. Escreveu e publicou vários artigos e livros, entre outros, “A VILA DE ITANHAÉM” (1895), “OS PRIMITIVOS INDIOS DE NOSSO LITORAL” (1905), “RELÍQUIAS HISTÓRICAS DE SÃO VICENTE”, “CAPITANIAS PAULISTAS” (1924) e “A IGREJA E O CONVENTO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE ITANHAÉM”.
Infelizmente, não é fácil encontrar seus escritos hoje em dia, mesmo na Biblioteca Municipal Poeta Paulo Bonfim, de Itanhaém, pouco se tem a respeito do ilustre filho de Itanhaém, que faleceu em São Paulo em 31.05.1927, sendo sepultado no cemitério do Paquetá, na cidade de Santos.
Fonte: www.sampa.art.br

Benedito Calixto
Embora tenha nascido em Itanhaém, no litoral paulista, em 14 de outubro de 1853, o pintor Benedicto Calixto de Jesus passou boa parte de sua infância na cidade de Brotas, no interior de São Paulo, onde residiam seus tios Antônio Pedro e Joaquim Pedro de Jesus. É nesse período que descobre a pintura. O menino Calixto ajuda o tio Joaquim a pintar e restaurar imagens sacras nas igrejas locais. Depois dessa experiência, Benedito Calixto começa a colocar em telas tudo o que vê. Seus primeiros quadros datam de 1873, quando tinha 22 anos.
Durante a construção do teatro Guarany, em Santos, no ano de 1881, Benedito Calixto era um dos funcionários da oficina comandada pelo carpinteiro e marceneiro Tomás Antonio de Azevedo, o mestre Tomás. E é justamente nesse trabalho que sua vida muda de rumo. Nicolau de Campos Vergueiro, o Visconde de Vergueiro, que vistoriava as obras do teatro, vê vários “rabiscos” feitos nas paredes do lugar e quer saber quem é o autor dos desenhos. Mestre Tomás apresenta Calixto. O Visconde resolve ser o seu mecenas e financia uma bolsa de estudos na França.
Em janeiro de 1883 Benedicto Calixto desembarca em Paris, onde começa a estudar com Jean François Rafaelli. Em seguida matricula-se na Academia Julien de Paris, onde é discípulo de Willian Adolphe Bouguereau, Robert Fleury, Gustave Boulanger e Jules Lefevre. De Paris ainda passa um período em Lisboa, antes de voltar a Santos, com saudades da família. Monta ateliê em São Vicente, onde pinta marinhas, cenas históricas, temas religiosos e muitas paisagens. Em 1885 é convidado a assumir a cadeira de desenho do colégio Azurara.
Hoje é possível encontrar várias obras de Calixto em Santos. A Bolsa do Café, no centro, tem um vitral com um desenho dele e três painéis denominados A fundação de Santos. A Pinacoteca Benedito Calixto também reúne várias de suas obras. A partir de 1890 transfere-se para São Paulo. Calixto marca presença na primeira exposição de Arte Brasileira, promovida pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1911-1912) e realiza várias obras sacras que estão distribuídas pelas igrejas da cidade. Mas esse não foi seu único tema. Calixto é considerado um dos melhores memorialistas brasileiros. Seu quadro Inundação da Várzea do Carmo hoje está exposto no Museu Paulista da USP (conhecido como do Ipiranga). Benedito Calixto morreu em 31 de maio de 1927 em São Paulo, mas está sepultado no cemitério do Paquetá, em Santos.
Fonte: www.artemmizrahi.com.br
12