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Benjamin Franklin

 

1706 - 1790

"Para o nosso jantar, teremos um peru, morto por um choque elétrico e assado num espeto movido a eletricidade, sobre um fogo ateado por centelha elétrica.

E beberemos à saúde de todos os eletricistas da Inglaterra, Holanda, França e Alemanha, em copos eletrizados, sob uma salva de tiros disparados pela bateria de carga elétrica."

Nenhum dos amigos de Benjamin Franklin, ao receber o curioso convite para um "piquenique elétrico", duvidou de que as proezas ali prometidas se concretizariam.

Benjamin Franklin

Nem eles, nem o restante da tradicionalmente incrédula população de Filadélfia: os habitantes da cidade já estavam habituados com as incríveis experiências desse homem que, em 1752, provara ser capaz de "domar o raio".

Benjamin Franklin

Enquanto cientistas de todo o mundo discutiam, em acirradas polêmicas, se os raios seriam ou não um fenômeno elétrico, Franklin saíra em meio a uma tempestade e conseguira atrair um raio à chave presa ao papagaio que empinava. Muitos já suspeitavam de que o raio fosse, efetivamente, um fenômeno elétrico; mas Franklin. captando cargas presentes em nuvens baixas, o demonstrara experimentalmente. Era o seu sistema de trabalho: provar a teoria na prática.

Benjamin Franklin
Declaração de Independência dos Estados Unidos

Provar a teoria na prática: a mesma norma de conduta, fosse qual fosse a atividade em que estivesse empenhado; na ciência, ou na política. Pois esse eclético homem da América colonial acreditou na possibilidade de libertação das colônias americanas do jugo europeu, e se entregou a fundo a essa tarefa. Em 1754, está propondo um plano de união das colônias; em 1757, é deputado na Inglaterra, para defender junto à metrópole os interesses dos colonos; entre 1763 e 1765, em missão diplomática, consegue com que se revogue o ato que proibia às colônias o direito de se autogovernarem; em 1775, está ao lado de Washington, organizando a defesa do país; em 1776, com Jefferson e John Adams, está redigindo a histórica Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Benjamin Franklin
Casa onde nasceu, em Boston

Boston, 1706. A cidade é um daqueles pequenos núcleos de civilização que pontilham a América do Norte, essa imensa colônia européia. A 17 de janeiro, Josias Franklin, ex-tintureiro, e agora fabricante de velas, está vendo nascer seu décimo quinto filho, um menino que será batizado com o nome de Benjamin.

Os primeiros anos do garoto são tranqüilos: aprender a ler, a escrever, a fazer cálculos elementares; e, nas horas vagas, brincar com os colegas da vizinhança, nas empoeiradas ruelas do lugarejo. Mas a vida despreocupada só dura até os doze anos; numa família pobre, essa já é uma boa idade para começar a trabalhar.

Benjamin vai aprender o ofício de tipógrafo na oficina de um irmão mais velho, James. O que lhe traz dupla vantagem: pode praticar bastante e tornar-se um hábil profissional; e tem como adquirir cultura, lendo todos os originais que lhe caem nas mãos. Desde pequeno, manifestara gosto pela leitura. Agora, devora as obras que seu irmão imprime. E ainda economiza uns poucos níqueis, para comprar outros livros, que lê, sofregamente, durante as refeições ou à noite, à luz de velas.

Cedo, revela-se também um razoável redator: seus primeiros textos - geralmente bem-humoradas sátiras aos costumes locais - começam a aparecer num jornalzinho editado pelo irmão, o que lhe rende algum dinheiro. O bastante para tentar uma aventura.

Aos dezessete anos, Benjamin está decidido a desprender-se da tutela do pai e do irmão; quer abandonar a monotonia de Boston, trocá-la por horizontes mais amplos. Escondido da família, embarca, em outubro de 1723, para Nova York. Não encontrando trabalho nessa cidade, segue para Filadélfia, onde consegue fazer prosperar uma tipografia que, até então, ia muito mal. O sucesso financeiro é considerável; permite-lhe, depois de algum tempo, embarcar para Londres, com a finalidade de aperfeiçoar-se na arte tipográfica.

Benjamin Franklin tem 21 anos, quando volta da Inglaterra. Cheio de idéias, põe-se rapidamente a executá-las: para ganhar dinheiro, instala uma tipografia própria; para dedicar-se a atividades culturais, reúne amigos - na maioria, operários e artesãos como ele próprio - e funda um círculo, denominado Junto. Mais ainda, une-se a um sócio e funda a Pennsylvania Gazette (jornal até hoje existente, com o nome de The Saturday Evening Post).

Mas o grande sucesso será, sem dúvida, o estranho periódico lançado pouco tempo depois por Franklin: o Almanaque do Pobre Ricardo, uma espécie de calendário que contém, além de ilustrações simples e dados astronômicos, conselhos úteis, coleções de provérbios, jogos e divertimentos. O humorismo leve e a moral livre dessa publicação agradam o povo; milhares de cópias são vendidas.

Com o Almanaque, Franklin persegue objetivos semelhantes ao do círculo Junto: pretende tornar-se um educador popular, difundindo uma moral leiga, não baseada na metafísica ou na teologia, mas no trabalho, na economia, na honestidade. E sobretudo no fato de que, a seu ver, o bem e o útil são conceitos indissolúveis.

Benjamin Franklin
Franklin, homem de negócios na Filadélfia

Franklin é incansável. De uma biblioteca para o Junto, passa para a idéia de uma que fosse aberta a todos os cidadãos: será à primeira biblioteca pública de Filadélfia, e de toda a América. Depois, preocupado com as necessidades de seu povo, que, desarmado, vive em contato com territórios em guerras contínuas, organiza uma brigada de voluntários, primeiro núcleo do exército dos Estados Unidos. Funda em seguida uma milícia de bombeiros; sugere projetos para limpar, calçar e iluminar as ruas da cidade.

Ao lado de toda essa atividade, encontra tempo de criar uma escola, que dará origem à primeira universidade dos Estados Unidos, a Universidade da Pensilvânia.

É justamente nesse fértil período, junto ao colégio de estudos superiores, que Benjamin Franklin começa a interessar-se por problemas científicos, sobretudo pelos fenômenos naturais.

Cotejando grande quantidade de dados que acumulara desde os tempos do Junto, formula uma interessante teoria sobre a origem e direção das tempestades; em seguida, faz observações sobre causas e estrutura dos ciclones; estuda, além disso, a natureza das correntes marítimas; investiga o fenômeno da condução do calor; pesquisa sobre óptica, da qual faz uma aplicação destinada a permanecer no tempo - as lentes bifocais.

Benjamin Franklin
Lentes bifocais

Contudo, suas mais importantes pesquisas desenvolvem-se em torno da eletricidade; sobretudo, a respeito da eletrostática, que nesse tempo é mal conhecida. Em particular, discutia-se ainda sobre a natureza desse fenômeno, usualmente dividido em eletricidade vítrea se produzida por atrito com o vidro e resinosa - se produzida no atrito contra resinas.

Durante uma viagem a Boston, Franklin tem ocasião de assistir a experiências de um certo Dr. Siencer. Entusiasmado, pede livros sobre o assunto ao colega inglês Collinson, que lhe remete também um tubo eletrostático. Com esse aparelho Franklin inicia uma série de apaixonantes pesquisas. Isso o leva a formular uma teoria simples, baseada no conceito fundamental de que existiria uma substância elétrica - ou fluido elétrico, como se dizia - contido nos corpos em quantidades definidas. Em determinadas condições, essa substância pode variar; se aumenta, o corpo fica eletricamente carregado, caso em que a carga se chama positiva; se diminui, a carga é negativa. Hipótese, portanto, análoga à moderna.

É verdade que a teoria sobre a existência de um fluido único não era totalmente exata; mas o raciocínio e a própria terminologia de Franklin eram bem mais avançados que os de seus contemporâneos. Muito além destes, Franklin já admitia que o "fluido elétrico" fosse inerente à matéria, numa época em que todos acreditavam que ele fosse gerado apenas no momento do atrito. Em sua correspondência com Priestley, de quem era amigo, há indícios de que ele chegou a intuir a chamada "lei de Gauss", considerada fundamental em eletrostática.

Cada vez mais envolvido em política, exercendo numerosos cargos públicos, nem por isso Franklin abandona a ciência. Descobrindo em 1750 o fenômeno de condução da eletricidade, chega, dois anos depois, à idéia do pára-raios, que constrói. A partir daí, desenvolve sua capacidade de inventor, encontrando aplicações práticas para toda a teoria - sobretudo a respeito de eletricidade - que acumulara durante tanto tempo.

Mas, progressivamente, a atividade do homem empenhado na luta de independência absorve o tempo do cientista. Com a emancipação dos Estados Unidos, surge o Franklin-diplomata, que vai à Europa discutir importantes tratados.

De volta, após bem sucedidas negociações de paz com a Inglaterra, é saudado entusiasticamente pelo povo da jovem nação independente. Entre 1785 e 1788, homenageiam-no com a presidência do Supremo Tribunal da Pensilvânia; nesse meio tempo, desempenha ainda o cargo de delegado à Convenção Constitucional.

Benjamin Franklin morreu a 17 de abril de 1790; na Filadélfia.

Fonte: br.geocities.com

Benjamin Franklin

Benjamin Franklin (1706-1790) nasceu em Boston, na cidade da Filadélfia.

Foi cientista, inventor, político, impressor, filósofo, músico e economista. É dele a idéia do fluido elétrico para a explicação da eletrização dos corpos, contrapondo a teoria do francês Charles Du Fay (1678-1739).

Du Fay acreditava que existiam duas espécies de eletricidade, chamando-as de eletricidade vítrea e eletricidade resinosa, enunciando um dos princípios da eletricidade: a atração, tendência dos corpos eletrizados se aproximarem, ocorre para eletricidades de nomes diferentes e a repulsão se verifica para eletricidades de mesmo nome.

Já para Franklin, nos corpos onde não se observam os efeitos da eletricidade, o tal fluido se encontrava em quantidade normal (o corpo estava no estado neutro).

Se ele tivesse excesso de fluido, o que acontecia quando apresentasse propriedades semelhantes ao vidro atritado (eletricidade vítrea de Du Fay), o corpo estaria no estado a mais ou positivamente carregado.

Apresentando eletrização semelhante ao âmbar atritado (que é uma resina, por isso chamada de eletricidade resinosa de Du Fay), o corpo estaria no estado a menos ou negativamente eletrizado e com falta de fluido.

Após toda essa polêmica, os cientistas acabaram por aceitar alguns pontos dessa teoria, mas ignoraram a idéia do "fluido".

Atualmente, se atribui às partículas elementares os efeitos elétricos, desde que possuam carga elétrica.

Fonte: www.ufpa.br

Benjamin Franklin

“Poderosa Bondade, Generoso Pai, Piedoso Mestre, faz aumentar em mim a sabedoria que revelará meus verdadeiros interesses. Fortalece minha decisão para que eu possa realizar o que essa sabedoria ditar. Aceita meu auxílio aos outros filhos Teus como a única retribuição que me é possível pelo constante auxílio que me concedes.”

Fr. Benjamin Franklin

Em 1730, Franklin publicou o primeiro artigo sobre a Maçonaria na América. Quando foi embaixador na França, exerceu, de 1779 a 1781, o posto de Grãomestre da proeminente Loja Maçônica francesa do Grande Oriente francês Les Neuf Soeurs (As Nove Irmãs), em Paris, a mesma à qual pertenceu Voltaire (1694 – 1778) e que teve influência relevante na organização do apoio francês para a Revolução Americana.

Como escritor habilidoso, Benjamin Franklin pregou sistematicamente o sacrifício, o trabalho árduo, a economia, a frugalidade e a educação continuada como causas e catalisadores fundamentais para o sucesso e para a prosperidade individual e coletiva.

E Em sua “Autobiografia” – que por volta de 1859 já havia sido reimpressa quase mil vezes e continua a influenciar pessoas no mundo contemporâneo – são discutidos temas como a ética da utilidade, o cuidado com a poupança e as finanças pessoais, a valorização do trabalho árduo e o sacrifício, a importância da instrução metódica e sistemática e do autodidatismo, o espírito comunitário e colaborativo, o patriotismo, o traquejo social e a crença na possibilidade do autoaperfeiçoamento humano.

Jared Sparks (1789 – 1866), por exemplo, presidente da Harvard University, confessou que este livrou lhe ensinou que as circunstâncias não possuem um poder soberano sobre a mente.

Curiosamente, Benjamin Franklin comparouse a um livro, e na sua juventude preparou a inscrição para seu túmulo com os seguintes dizeres: "O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho ao qual tivessem arrancado as páginas e tirado as letras e o ouro, jaz aqui, comida para os vermes.

Mas o trabalho não terá sido totalmente perdido; porque, segundo ele crê, aparecerá mais uma vez, numa edição nova e mais perfeita, corrigida e aumentada por seu autor", em clara alusão a uma reencarnação para o prosseguimento de uma missão neste planeta.

O que teorizou Benjamin Franklin, ainda que algumas de suas máximas – que ensinam o caminho de ganhar dinheiro honestamente e da riqueza e que enfatizam a maximização da felicidade e do lucro rigorosamente obtido dentro das regras de uma ética de cariz espiritualista e socialmente aceita – estaria, na verdade, menos inclinado para a Ética a Nicômaco, de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e para o Marxismo de Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895).

E, por outro lado, mais direcionado para as argumentações de Max Weber (1864 – 1920) — que foi razoavelmente influenciado pelas especulações filosóficas de Werner Friedrich Wilhelm Carl Sombart (1863 – 1941), de filiação huguenote. Este, passou das fileiras socialistas para as sociaisdemocratas e, por fim, destas para as do nacionalsocialismo — que discutiu a Ética e as idéias puritanas que influenciaram o desenvolvimento do Capitalismo, favorecendo, como se sabe, a procura racional, mas delirante, de ganho econômico.

Para concluir este item, leia o que o maçom e destacado membro da The Rosicrucian Fedllowship (Fraternidade Rosacruz de Max Heindel) Manly Palmer Hall (1901 – 1990) escreveu de Benjamin Franklin: "Homens ligados por um juramento secreto de trabalhar na causa da Democracia mundial decidiram que nas Colônias Americanas iriam plantar as raízes de uma nova maneira de viver. Irmandades foram estabelecidas para encontros secretos, e eles, quietamente e industriosamente, condicionaram a América à seu destino de liderar o mundo livre... Benjamin Franklin exercitou uma influência psicológica enorme nas políticas coloniais como portavoz indicado de Filósofos Desconhecidos; entretanto, ele não fez as leis, mas suas palavras se tornaram leis."

Escorço Biográfico

OILLUMINATUS Fr. Benjamin Franklin (Boston, 17 de janeiro de 1706 – Filadélfia, 17 de abril de 1790) é muito conhecido pelas suas muitas citações e por suas experiências com a eletricidade, tendo lançado, na América, as bases metafísicas que resultariam, mais tarde, na criação da da Teologia da Prosperidade ("In God We Trust")1.

A versatilidade de Benjamin Franklin tornouo um dos homens mais conhecidos e admirados do mundo na segunda metade do século XVIII. A atuação em prol da independência dos Estados Unidos inscreveu seu nome entre os heróis americanos.

De origem humilde, aprendeu a ler sozinho, mas aos dez anos foi obrigado a deixar os estudos para trabalhar com o pai. Empregouse dois anos depois na oficina gráfica do irmão e, aos 17 anos, mudouse para Filadélfia, onde trabalhou como impressor, dedicando as horas de folga ao estudo das letras e das ciências.

O Em 1729, tornouse proprietário de uma oficina gráfica e iniciou, logo depois, a publicação do jornal The Pennsylvania Gazette (que seria mais tarde o Saturday Evening Post) e, com o pseudônimo Richard Saunders, criou o Poor Richard's Almanac, uma coletânea de anedotas e de provérbios populares. Ambos tiveram grande êxito e deram renome ao editor. Vendiamse tão bem que Franklin pôde montar tipografias em outras das 13 colônias americanas.

Benjamin Franklin

Aos 47 anos, acumulara tamanha fortuna que se retirou dos negócios. Criou, em Filadélfia, o corpo de bombeiros, fundou a primeira biblioteca circulante dos Estados Unidos e uma academia que mais tarde se transformou na Universidade da Pensilvânia. Organizou um clube de leituras e debates, que deu origem à Sociedade Americana de Filosofia, e ajudou a fundar o Hospital do Estado.

Benjamin nunca deixou de estudar. Aprendeu idiomas, tocava vários instrumentos e dedicavase também às ciências. Suas obras sobre eletricidade, das quais a mais importante é Experiments and Observations on Electricity, de 1751, foram publicadas nas colônias e na Europa. Inventou, em 1752, o páraraios e criou termos técnicos que ainda hoje são usados, como bateria e condensador.

Participou da Assembléia da Pensilvânia e, no Congresso de Albany (1754), apresentou um plano de união das colônias inglesas. Em 1757, foi enviado à GrãBretanha para solucionar a disputa entre a Assembléia da Pensilvânia e a Coroa Britânica. Lá permaneceu até 1762 e se tornou conhecido pelo espírito conciliatório.

Em 1766, voltou a Londres como uma espécie de embaixador extraordinário das colônias.

Em março de 1775, convencido de que a guerra pela independência era iminente, retornou à Filadélfia. Designado delegado ao II Congresso Continental, fez parte, com Thomas Jefferson e Samuel Adams, do comitê que redigiu a declaração de independência (1776). Tentou inutilmente convencer os canadenses a entrarem na guerra como aliados das treze colônias. Ainda em 1776, partiu para a França, em busca de ajuda, e foi recebido como personalidade eminente nos círculos parisienses. Assinou o tratado de aliança entre os dois países, e, em 1783, assinou o tratado de paz com a GrãBretanha.

De volta à Filadélfia, em 1785, foi recebido com entusiasmo pelos concidadãos e eleito Presidente da Pensilvânia. Foi um dos delegados da convenção que elaborou a constituição americana e tentou em vão abolir a escravatura, mesmo tendo se tornado presidente da Sociedade promotora da abolição da escravatura e da libertação dos negros ilegalmente retidos em cativeiro. As atividades intelectuais de Franklin abrangeram os mais variados ramos do conhecimento humano, das ciências naturais, educação e política às ciências humanas e artes. Escreveu numerosos ensaios, artigos e panfletos.

Sua obra mais importante é a Autobiography, publicada postumamente (1791).

Franklin era um dos principais dignitários da Maçonaria americana. Ao chegar França, tomou parte ativa em um trabalho de depuração e de unificação da Maçonaria, iniciado em 1773 com a criação do Grande Oriente, e que vem a culminar em 1780.

Chamado pelos contemporâneos de Apóstolo dos Tempos Modernos, Franklin viveu os cinco últimos anos de vida retirado da vida pública, cercado de amigos. Morreu em 17 de abril de 1790, em Filadélfia.

Benjamin Franklin
Página da Fraternitas Rosae Crucis (FRC), originária da Alemanha (1614) que apresenta o Fr. Ben Franklin como um dos Grandes Iniciados R+C

Máximas e Outros Fragmentos

Escreve as ofensas na areia e os benefícios no mármore.

O homem descontente não encontra cadeira cômoda.

Quando somos bons para os outros, somos ainda melhores para nós.

As Treze Virtudes de Franklin para o Auto Aperfeiçoamento

1ª TEMPERANÇA

Não coma demasiadamente; não beba até embriaguez.

2ª SILÊNCIO

Não diga nada além daquilo que beneficie outros ou você mesmo; evite conversas tolas.

3ª ORDEM

Mantenha todas as coisas em seus devidos lugares; faça com que cada parte de seu negócio tenha o seu próprio tempo.

4ª RESOLUÇÃO

Decida realizar aquilo que você quer; realize sem erro o que você resolver.

5ª SOBRIEDADE

Não tenha despesas além daquelas que proporcionarão o bem aos outros ou a você mesmo, isto é, não desperdice nada.

6ª DILIGÊNCIA

Não perca tempo; esteja sempre ocupado com algo útil; elimine todas as tarefas desnecessárias.

7ª SINCERIDADE

Não cometa fraude; pense inocentemente e com justiça; e, se você falar, fale verdadeiramente.

8ª JUSTIÇA

Não erre prejudicando os outros ou omitindo os benefícios que são de sua obrigação.

9ª MODERAÇÃO

Evite extremismos; não fira os outros, apesar de achar que mereçam.

10ª LIMPEZA

Não tolere sujeira no corpo, na roupa ou na habitação.

11ª TRANQÜILIDADE:

Não fique nervoso por ninharias ou com acidentes comuns e inevitáveis.

12ª MODÉSTIA:

Dê vital importância apenas à saúde e ao bemestar; evite a estupidez, a fraqueza e as coisas que possam prejudicar você e os outros.

13ª HUMILDADE:

Imite Jesus Cristo e Sócrates.

Como minha intenção era adquirir o hábito de todas essas virtudes, achei que seria bom não distrair minha atenção tentando tudo ao mesmo tempo, mas, fixarme em uma delas de cada vez. Quando tivesse dominado aquela, passaria para outra e assim por diante, até ter passado por todas as treze.

Mantendo meus hábitos originais de frugalidade e lembrando de meu pai, que, entre outras instruções que me deu quando menino, repetia com freqüência um provérbio de Salomão – 'Viste um homem diligente em seu dever? Ele fica diante de reis, não fica diante de homens mesquinhos.' – eu, dali por diante, considerei a diligência como meio de obter riqueza e distinção, o que me encorajou, embora não pensasse que chegaria literalmente a ficar diante de reis, o que, porém, desde então aconteceu, pois estive diante de cinco reis e tive mesmo a honra de me sentar para jantar com um deles, o rei da Dinamarca.

Ler era o único divertimento a que me permitia. Não gastava tempo em tabernas, jogos ou diversões de qualquer espécie.

Cuidado com as pequenas despesas: uma fenda diminuta pode fazer afundar um grande navio.

Não invista em nada sem conhecer integralmente sua natureza e seu estado; e escolha investimentos que tenham valor intrínseco.

Por um prego se perdeu uma ferradura, por esta um cavalo, e por este o cavaleiro, que foi capturado e morto pelo inimigo.

Só o homem íntegro é capaz de confessar suas faltas e de reconhecer seus erros.

Os fins principais de uma conversação são informar ou ser informado, agradar ou persuadir. Homens bem intencionados e sensatos não deveriam diminuir sua capacidade de fazer o bem com uma maneira positiva e arrogante, que raramente deixa de desgostar, tende a criar oposição e anula em qualquer pessoa os propósitos para os quais nos foi dada a fala, isto é, fornecer ou receber informação ou prazer. Isto porque, se você deseja informar, a maneira positiva e dogmáticoarrogante na apresentação de seus sentimentos pode provocar contradição e impedir atenção sincera. Se você deseja se informar e se aperfeiçoar através do conhecimento de outros, mas, ao mesmo tempo, se manifesta firmemente fixado em suas atuais opiniões, homens modestos e sensatos, que não gostam de discussão, provavelmente o deixarão sossegado na posse de seus erros. E, com tais maneiras, você raramente poderá ter esperança de agradar seus ouvintes ou de convencer aqueles cuja colaboração deseja.

Deus cura e o médico apresenta a conta.

O melhor médico é o que conhece a inutilidade da maior parte das medicinas.

A chave que se usa constantemente reluz como prata: não a usando se enche de ferrugem. O mesmo acontece com a compreensão.

Para te contentares, olha para os que possuem menos do que tu, e não para os que possuem mais.

Não percas uma hora, porque não estás seguro de um minuto.

O fracasso quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta.

Não há melhor predicador do que a formiga... que não diz nada.

O orgulho que se alimenta da vaidade termina em desprezo.

Um pai é um tesouro; um irmão é um consolo; um amigo é ambos.

Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo sempre será um irmão.

Não importa quem você é; com trabalho duro e economia, você pode atingir a prosperidade e a grandeza.

As três coisas mais difíceis do mundo são: guardar um segredo, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo.

Procura nos outros as qualidades que eles possam ter; em ti, procura os defeitos que certamente tens.

Cedo na cama, cedo se levantar, faz um homem sadio, rico e sabido.

É melhor ir se deitar sem jantar que se levantar com dívidas.

Ama os teus inimigos porque eles falam dos teus defeitos.

Ainda nenhuma nação se arruinou devido ao comércio.

No outono do ano anterior, havia reunido muitos de meus mais talentosos conhecidos em um clube de aperfeiçoamento mútuo, que se chamava Junto. Nós nos reuníamos s sextasfeiras à noite. Os regulamentos que elaborei exigiam que cada membro, por sua vez, apresentasse uma ou mais indagações sobre qualquer questão de Moral, Política ou Filosofia Natural, para ser discutida pelo grupo; e que, de três em três meses, apresentasse e lesse um ensaio de sua própria autoria, sobre qualquer assunto que desejasse. Nossos debates deveriam ficar sob a direção de um presidente e ser orientados dentro do sincero espírito de indagação da verdade, sem predileção por disputa nem desejo de vitória. Para evitar excessiva veemência, toda expressão de opiniões dogmáticas e toda contradição direta foram, depois de algum tempo, consideradas infrações e proibidas sob pena de pequenas multas.

Aquele que persegue duas coisas de uma só vez não alcança uma delas e deixa a outra.

Se os homens são assim tão maus apesar da ajuda da religião, como seriam eles sem ela?

Quando estou ocupado em servir os outros, não olho para mim mesmo como um prestador de favores, mas como um pagador de dívidas.

Aos 20 anos, a vontade é soberana; aos 30, o espírito; aos 40, a razão.

A mocidade é um erro, a idade madura uma luta, a velhice um lamento.

Os investimentos em conhecimento geram os melhores dividendos.

O contentamento transforma os pobres em ricos; o descontentamento transforma os ricos em pobres.

A tragédia da vida é que nos tornamos velhos cedo demais e sábios tarde demais.

O homem benevolente deveria cultivar em si mesmo algumas imperfeições para manter seus amigos satisfeitos.

O falso amigo e a sombra só se fazem presentes enquanto o sol brilha.

Faz bem ao amigo para que o segures, e ao inimigo para que o captes.

Quem nada faz está prestes a fazer o mal.

Contrair dívidas é o mesmo que fazer dos outros donos dos nossos atos.

Há homens que enlouquecem por quererem saber muito. Mas quem me aponta um só que tenha enlouquecido por querer ser bom?

O caminho dos preguiçosos é cheio de obstáculos, ao passo que o do diligente não tem quaisquer embaraços.

Seja cortês com todos, sociável com muitos, íntimo de poucos, amigo de um e inimigo de nenhum.

A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes.

Originalidade é a arte de ocultar as fontes.

Guardate de pensar que tudo o que possuis é propriedade tua e de viver como se fosse. Nesta ilusão, incorre muita gente que tem crédito. Para te precaveres disto, mantém uma contabilidade exata de tuas receitas e de tuas despesas.

Nada contribui mais para um jovem subir na vida do que pontualidade e retidão em todos os seus negócios. Por isto, jamais retenhas dinheiro emprestado uma hora a mais do que prometeste, para que tal dissabor não te feche para sempre a bolsa de teu amigo. As mais insignificantes ações que afetam o crédito de um homem devem ser ponderadas. As pancadas do teu martelo que teu credor escuta s cinco da manhã ou às oito da noite o deixam seis meses sossegado; mas se te vê à mesa de bilhar ou escuta tua voz em uma taberna quando devias estar a trabalhar, no dia seguinte vai reclamarte o reembolso e exigir seu dinheiro antes que o tenhas à disposição, de uma só vez. (Apud Max Weber).

Leis demasiado suaves nunca se obedecem; demasiado severas, nunca se executam.

Não temas a morte. Quanto mais cedo morreres, mais tempo serás imortal.

Aquele que tiver paciência terá o que deseja.

O bom pagador é dono da bolsa alheia.

Tempo é dinheiro.

As crianças e os loucos imaginam que vinte anos ou vinte moedas não acabam nunca.

O menino que sofre e se indigna diante dos maus tratos infligidos aos animais será bom e generoso com os homens.

Naquela ocasião, a pesca de cada um daqueles peixes afigurouseme, como ao meu mestre Tryon, uma espécie de assassinato sem provocação, uma vez que nenhum daqueles animais tinha cometido ou poderia cometer qualquer ofensa contra nós, susceptível de justificar semelhante carnificina.

O esquecimento mata as injúrias; a vingança multiplicaas.

Onde há fome, não há respeito à lei.

Antes do casamento os olhos devem estar bem abertos; depois do casamento, semicerrados.

Um lavrador de joelhos é maior que um fidalgo de pé.

É mais fácil resistir ao primeiro dos nossos desejos do que a todos os que o seguem.

Os maus atos não doem por serem proibidos, mas são proibidos por doerem.

A experiência é uma escola onde são caras as lições, mas em nenhuma outra os tolos podem aprender.

Não te fies da riqueza ou da piedade dos homens pelo aspecto com que se apresentam nos domingos.

Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos.

Os credores têm melhor memória do que os devedores.

Resolve fazer o que deves, e não deixes de fazer o que tiveres resolvido.

A riqueza não é daquele que a tem, mas daquele que a goza.

Um tostão poupado é um tostão ganhado.

Se queres saber o valor do dinheiro, tenta pedilo emprestado.

Empresta dinheiro a teu inimigo e o conquistarás; emprestao a teu amigo e o perderás.

Quem não quer ser aconselhado não pode ser ajudado.

O orgulho é considerado o último vício de que um bom homem se deve livrar.

Um caminho de mil milhas começa com um passo.

O uso do dinheiro é toda a vantagem que dá a sua posse.

Se você não quiser ser esquecido logo que você estiver morto e podre, escreva algo que valha a pena ser lido ou faça algo acerca do qual valha a pena se escrever alguma coisa.

Tudo o que começa com raiva, acaba em vergonha.

Três pessoas podem manter um segredo, se duas delas estiverem mortas.

Perca tempo escolhendo um amigo; mas perca ainda mais quando tiver de trocálo.

A discórdia almoça com a abundância, janta com a pobreza, ceia com a miséria e dorme com a morte.

A alegria é a Pedra Filosofal que tudo converte em ouro.

Em geral, é insolente a força repentina, assim como descarada é a liberdade súbita.

Se comprares aquilo de que não careces, não tardarás a vender o que te é necessário.

O homem fraco teme a morte; o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera.

Quem vive de esperanças morre em jejum.

É no Espírito que está toda a verdadeira grandeza.

Aquele que acredita que o dinheiro fará tudo pode bem ser suspeito de fazer tudo por dinheiro.

Aquele que tem uma profissão tem um bem; aquele que tem uma vocação tem um cargo de proveito e honra.

Ganhar dinheiro dentro da ordem econômica moderna é, enquanto isso for feito legalmente, o resultado e a expressão da virtude e da eficiência de uma vocação.

Se um homem pudesse ter metade dos seus desejos realizados, teria aflições em dobro.

Não há inimigo insignificante.

São os olhos das pessoas que nos destroem. Se todos fossem cegos exceto eu,não desejaria roupas requintadas, casas requintadas nem mobília requintada.

Paz e harmonia: eis a verdadeira riqueza de uma família.

Não troques a saúde pela riqueza, nem a liberdade pelo poder.

A vida faz a riqueza depender fundamentalmente de duas palavras: trabalho e poupança.

Um hoje vale por dois amanhãs.

Achar que o mundo não tem um Criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão em uma tipografia.2 Onde mora a liberdade, ali está a minha pátria.

Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.

Quando o poço está seco, então, conhecemos o valor da água.

Relação sem amizade, amizade sem poder, poder sem vontade... não valem um traque.

Um homem centrado em si mesmo é algo muito insignificante.

Você pode adiar, mas o tempo não posterga.

O tempo perdido não se recupera nunca. Quando dizemos que temos tempo de sobra, descobrimos sempre que nos falta tempo.

A verdadeira sabedoria consiste em saber como aumentar o bem estar do mundo.

Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.

O homem só Nasce completamente quando Morre.

Ser humilde para com os superiores é um dever; para com os iguais, uma mostra de cortesia; para com os inferiores, uma prova de nobreza.

A metade da verdade é quase sempre uma grande mentira.

Dizme e esqueço; ensiname e recordo; envolveme e aprendo.

A oxidação por falta de uso gasta bem mais as ferramentas do que o próprio trabalho.

Eu creio que o melhor meio de fazer bem aos pobres não é darlhes esmola, mas, sim, fazer com que possam viver sem recebêla.

A ociosidade e o orgulho impõem tributos mais pesados do que os reis e os
parlamentos.

Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmos.

Cada um deve procurar a profissão que a sua vocação lhe pede, e, depois, aplicarse à ela tenazmente, se quiser triunfar.

Se você acha que a instrução é cara, experimente a ignorância.

Dentre todas as dívidas, a mais sagrada é a do reconhecimento.

Pobreza, poesia e novos títulos de honra tornam os homens ridículos.

Os homens são criaturas muito raras. A metade censura o que é praticado; a outra metade pratica o que é censurado. O resto sempre diz e faz o que deve.

O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão.

É falta de educação calar um idiota e crueldade deixálo prosseguir.

A cólera não carece nunca de motivos, mas este raras vezes é suficiente.

As portas da Sabedoria nunca estão fechadas.

Não falarei mal de nenhum homem. Se falar, falarei tudo de bom que souber
de cada pessoa.

Nossos dias são como as estrelas cadentes: mal as vemos enquanto passam.

Depois que passem, deixam um sulco indelével na memória.

A felicidade não se produz por grandes golpes de fortuna – que ocorrem raras vezes – mas, sim, por pequenas vantagens que ocorrem todos os dias.

Poderosa Bondade, Generoso Pai, Piedoso Mestre, faz aumentar em mim a sabedoria que revelará meus verdadeiros interesses. Fortalece minha decisão para que eu possa realizar o que essa sabedoria ditar. Aceita meu auxílio aos outros filhos Teus como a única retribuição que me é possível pelo constante auxílio que me concedes.

A pior decisão é a indecisão.4

Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim.5

Nunca cheguei à perfeição; na verdade, bem longe disso. No entanto, torneime um homem melhor e mais feliz do que havia sido antes.

Quando reflito – coisa que faço freqüentemente – sobre a felicidade de que desfrutei, às vezes digo a mim mesmo que se me fosse oferecida de novo exatamente a mesma vida, voltaria a vivêla do início a fim.6

Esteja em guerra com suas deficiências morais, em paz com seus semelhantes, e que cada ano o encontre uma pessoa melhor.

Conclusão

BENJAMIN FRANKLIN escreveu: "Concebi, então, o audacioso projeto de alcançar a perfeição moral. Desejei viver sem cometer nenhuma falta em momento algum; eu ia conquistar tudo a que pudesse me conduzir a inclinação natural, os costumes ou a diligência." Ao par dessa declaração voltada para a Ética Cósmica Ben Franklin teorizou sobre sobre as realidades do Plano Material, desenvolvendo um tipo de pensamento que resultaria nas raízes da Teologia da Prosperidade, que veio a ser adotada por Igrejas Pentecostais.

Pensamento do Frater Franklin a esse respeito era bem claro: o homem deve lutar, honestamente e com fé em Deus, por prosperidade e qualidade de vida, para que possa ascender espiritualmente com dignidade. Na verdade, ao homem inserido na Sociedade de Consumo, esta parece ser a alternativa mais viável para um viver social harmônico e voltado para a família. Nos dias atuais o principal expoente mundial na aplicação das idéias da Teologia da Prosperidade é o Bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que conta com 15 milhões de adeptos, 10 milhões dos quais no Brasil.

As modernas Ordens e Fraternidades R+C também passam por esse tipo de pensamento, só que em outras bases e sob outros parâmetros; a AMORC, por exemplo, encoraja seus membros a fazerem o Experimento da Prosperidade, que tem surtido grandes resultados para esses estudantes (os interessados em conhecer o experimento poderão se informar em uma das Lojas R+C que a AMORC possui em todos os Estados brasileiros.

Dr. Rodolfo Domenico Pizzinga

Fonte: svmmvmbonvm.org

Benjamin Franklin

Benjamin Franklin foi um homem de variados ofícios. Nasceu em Boston, e ao longo da sua vida foi jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata e inventor.

Foi também um dos líderes da Revolução Americana, e é muito conhecido pelas suas muitas citações e pelas experiências que realizou com a eletricidade.

Um homem religioso, calvinista, é ao mesmo tempo uma figura representativa do Iluminismo. 

O seu pai, Josiah Franklin, era comerciante de velas de cera, e casou duas vezes. Benjamin foi o décimo quinto filho de vinte, nascidos dos dois casamentos. 

Deixou os estudos aos dez anos de idade e aos doze começou a trabalhar como aprendiz do seu irmão, James, um impressor que publicava um jornal chamado "New England Courant". Tornou-se um contribuidor desta publicação e foi por algum tempo o seu editor nominal. Os irmãos tiveram uma discussão e Benjamin fugiu para Filadélfia, em Outubro de 1723.

Trabalhou em várias tipografias, mudando de cidade, até que um mercador chamado Thomas Denham o fez regressar a Filadélfia, dando-lhe uma posição na sua empresa.

Em 1732 começou a publicar o famoso Almanaque do Pobre Ricardo (Poor Richard's Almanac), no qual se baseia uma boa parte da sua reputação popular nos EUA.

Alguns dos Provérbios deste almanaque, são hoje muito conhecidos, como

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

Franklin e muitos outros membros da associação filosófica juntaram os seus recursos em 1731 e iniciaram a primeira biblioteca pública de Filadélfia. Os sucessos desta empreitada encorajaram a abertura de bibliotecas noutras cidades americanas. 

Em 1758, imprimiu O sermão do pai Abraão, hoje considerado como o texto mais famoso da literatura produzida na América dos tempos coloniais.

Entretanto, Franklin preocupava-se cada vez mais com os assuntos públicos. Fundou a Universidade de Nova York. Fundou a sociedade filosófica americana, com o fim de fomentar a comunicação das descobertas entre os homens da ciência.

Teria nesta altura já iniciado pesquisas sobre estática.

Num espaço de poucos anos ele fez descobertas sobre a eletricidade que lhe trouxeram uma reputação internacional. Franklin identificou as cargas positivas e negativas e demonstrou que os raios são um fenómeno de natureza elétrica.

Franklin tornou esta teoria inesquecível através da experiência extremamente perigosa de fazer voar um papagaio durante uma trovoada, a 1 de Outubro de 1752. Franklin, nos seus apontamentos, demonstra que estava consciente dos perigos e dos modos alternativos de demonstrar que o trovão era elétrico.

Se Franklin fez a experiência, não a fez da forma descrita (porque, dessa forma, ela teria sido fatal). As invenções de Franklin incluíram o pára-raios, o aquecedor de Franklin - franklin stove (um aquecedor a lenha que se tornou muito popular, debitando uma corrente de ar diretamente na área a aquecer) e as lentes bifocais.

Franklin estabeleceu duas áreas de estudo importantes das ciências naturais: eletricidade e meteorologia. Na sua obra clássica A história das teorias da eletricidade e do Éter, Sir Edmund Whittaker refere-se à inferência de Franklin de que quando se esfrega uma substância não se cria nenhuma carga elétrica, mas esta é apenas transferida, de modo que "a quantidade total em qualquer sistema isolado é invariável".

Este princípio é hoje conhecido como o "princípio da conservação da carga".

Fonte: www.explicatorium.com

Benjamin Franklin

Político e cientista norte-americano (17/1/1706-17/4/1790). Nasce em Boston em uma família pobre e começa a trabalhar aos 10 anos como aprendiz do pai, fabricante de sabão e velas. Aos 12, vai trabalhar com seu meio irmão James, gráfico, e juntos criam em 1721 o New England Courant, quarto jornal das colônias.

Passa dois anos na Inglaterra e na volta, em 1729, estabelece-se na Pensilvânia, onde se torna proprietário de uma gráfica e do jornal Gazeta da Pensilvânia (1730-1748).

Em 1730 casa-se com Deborah Read, com quem tem dois filhos. Em 1748, financeiramente independente, estimula a fundação de livrarias, escolas e hospitais. Interessado em ciências, prova que o raio das tempestades e a eletricidade são a mesma coisa e acaba por inventar o pára-raios em 1752, com a ajuda do filho William. Na medicina, é o responsável pela criação do cateter.

Em 1753 torna-se membro da Assembléia da Pensilvânia. Participa ativamente da redação da Declaração da Independência dos EUA. Hábil negociador, consegue que o governo britânico reconheça a independência da antiga colônia em 1783.

Ocupa o cargo de embaixador dos EUA em Paris até 1785 e, depois, governa o estado da Pensilvânia, onde institui um departamento de combate a incêndios, uma biblioteca pública e uma academia que dá origem à Universidade da Pensilvânia. Em 1787 é eleito o primeiro presidente da Sociedade pela Abolição da Escravidão. Morre na Filadélfia.

Fonte: www.algosobre.com.br

Benjamin Franklin

Benjamin Franklin foi um homem de habilidades variadas: alem de realizar experimentos científicos importantes, foi escritor e pintor.

Também teve um conceituado papel político na história dos Estados Unidos.

A independência desse país ocorreu durante a sua vida.

Uma das cédulas do dinheiro norte-americano contém seu retrato.

Foi a décima quinta criança de uma família de 17 filhos e só pôde cursar a escola durante dois anos, mas isso não o impediria de vir a ser o fundados, em 1743, da American Philosophic Society, a primeira sociedade científica dos Estados Unidos.

Suas experiências mais famosas dizem respeito à eletricidade.

Desde que Otto von Guericke inventara sua máquina de eletrização, a eletricidade estática se tornara uma sensação na Europa.

Em 1745 haviam também inventado, na Universidade de Leiden, na Holanda, o primeiro dispositivo par acumular eficientemente esse tipo de eletricidade; a garrafa de Leiden.

Tal como muitos outros, Franklin se interessou por este aparelho que, uma vez carregado, emitia, ao ser tocado, uma pequena faísca acompanhada de um estampido.

Imaginou então se tal fenômeno não seria uma espécie de relâmpago em miniatura, e elaborou uma experiência para testar sua hipótese.

Em 1752, empinou uma pipa quando o céu estava coberto d nuvens de tempestade, conseguindo coletar eletricidade da proximidade dessas nuvens.

Isso mostrava que realmente havia eletricidade na natureza.

Franklin ficou tão famoso, inclusive na Europa, que chegou a ser eleito membro da Royal Society, de Londres. (É importante lembrar, porém, que Franklin teve extrema sorte em permanecer vivo para receber tal honra. Os dois pesquisadores que tentaram, depois dele, repetir a experiência da pipa morreram eletrocutados, motivo pelo qual se recomenda que ninguém procure imitá-lo. )

Em 1747, Franklin já havia descoberto que uma garrafa de Leiden era descarregada mais facilmente, produzindo faíscas mais visíveis, quando dela se aproximava um objeto pontiagudo.

Esse fenômeno o fez mais tarde cogitar que uma haste metálica pontiaguda poderia ser usada para trair a eletricidade do céu, forçando os raios a caírem em locais previamente determinados.

Pode-se dizer que essa invenção, o pára-raios, foi a primeira, no campo da eletricidade, a se tornar de uso cotidiano.

Franklin também procurou dar uma explicação teórica para os fenômenos elétricos.

Considerou que a atração ou repulsão entre corpos eletrizados era devida à presença de uma espécie de fluido nesses corpos.

Quando houvesse excesso do fluido num corpo e falta dele em outro, eles se atrairiam, de maneira a equilibrar seu conteúdo.

Havendo falta ou excesso em ambos, ocorreria repulsão.

Sugeriu então chamar o excesso desse fluido de eletricidade positiva e sua falta, de eletricidade negativa.

Tais nomes se revelaram tão práticos que se mantêm em uso até hoje, embora a verdadeira natureza da eletricidade só viesse a ser revelada em século e meio depois dos trabalhos de Franklin, com a descoberta das partículas subatômicas.

Fonte: www.ser.com.br

Benjamin Franklin

1706-1790

Jornalista, Cientista, Diplomata, Inventor…. São algumas das profissões que podem ser atribuídas a Benjamin Franklin.

É conhecido pelas suas citações, experiências com a eletricidade e por liderado a Revolução Americana.

Nascido em Milk Street, Boston, em 1706, filho de um comerciante de velas, era o 15º filho, de um total de 20, resultantes dos dois casamentos do pai.

Aos 10 anos desistiu da escola e dois anos depois começou a trabalhar no jornal “New England Courant”, como aprendiz de impressor, cargo ocupado pelo irmão James. Tornou-se colaborador e mais tarde editor, desta publicação.

Entretanto teve uma discussão com os irmãos e fugiu para Filadélfia, em 1723. Rapidamente encontrou trabalho como impressor, mas meses depois, o governador Keith convenceu-o a ir a para Londres, só que rapidamente regressou. Começou a trabalhar como compositor tipográfico numa impressora em Filadélfia.

Em 1731 juntou-se a outros maçons e construíram a primeira biblioteca pública de Filadélfia, fundando ainda uma empresa para encomendar os livros. O sucesso desta ideia encorajou a abertura de bibliotecas em outras cidades. Em 1732 inicia a publicação do famoso “Almanaque do Pobre Ricardo”, com provérbios que ainda hoje são proferidos, tais como “um tostão poupado é um tostão ganhado”.

Já com uma riqueza notável, em 1748, decide vender o negócio, para se dedicar mais às suas investigações. Rapidamente faz descobertas a nível da eletricidade, que o tornam conhecido internacionalmente. Em 1752, chegou à conclusão que existem as cargas positivas e cargas negativas e que os raios são um fenómeno da natureza elétrica. Inventou ainda o pára-raios, o aquecedor de Franklin e as lentes bifocais.

Fez ainda descobertas importantes noutra área das ciências naturais: a meteorologia. Percebeu que as tormentas se deslocam por diversos locais, o que levou à elaboração de mapas meteorológicos, que ainda hoje são usados. Em 1751, obteve alvará para construir um hospital na Pensilvânia.

Este foi o primeiro hospital a ser criado na nação. Também se destacou como administrador, só que manchou esta faceta, ao usar a influência que tinha em benemérito dos familiares.

A nível político destacou-se com a reforma do sistema postal. Ganhou ainda fama como estadista, fazendo serviços diplomáticos nas ligações das colónias com a Grã-Bretanha e Rússia. Esteve envolvido na criação do primeiro corpo de bombeiros voluntários dos EUA, na criação da primeira biblioteca pública gratuita, entre outros empreendimentos cívicos.

Em 1758 deixou de escrever para o almanaque e imprimiu aquele que é considerado o texto mais famoso da literatura produzida na América nos tempos coloniais, “O Sermão do pai Abraão”. Fundou a Universidade de Nova Iorque e a Sociedade Filosófica Americana, de forma a divulgar a comunicação das descobertas entre os homens da ciência.

Opôs-se à Lei do Selo e em 1775 perdeu a posição de ministro dos correios.

Teve a honra de assistir à redação da Declaração da Independência Americana, enquanto membro do congresso continental. Em 1785 tornou-se abolicionista da escravatura.

Faleceu com 84 anos, em 1790, na Filadélfia, com 20 mil pessoas a assistir ao seu funeral.

Fonte: www.ruadireita.com

Benjamin Franklin

1706-1790

Autor e impressor, político e estadista, erudito, cientista, escritor, revolucionário, tipógrafo, polemista, diplomata norte-americano.

Benjamin Franklin criou a mitologia do «self-made man» mais de um século antes do termo ter sido inventado.

Um dos pontos culminantes da sua vida surgiu quando contava já 81 anos: a participação na Convenção de Filadélfia, onde seria elaborada e aprovada a Constituição federal dos Estados Unidos. Discursando em várias ocasiões, Franklin manifestava grande preocupação pelo fato de os Estados se recusarem a obter um compromisso quando à natureza do sistema federal. No último dia da Convenção, e ultrapassada essa dificuldade, Franklin confessaria por fim a sua satisfação e ao mesmo tempo as suas esperanças no futuro dos EUA.

Nasceu em Boston, tendo sido impressor na sua juventude. O célebre diplomata, inventor do pára-raios e introdutor das noções de eletricidade positiva e negativa foi para além de tipógrafo de mérito, cientista, político, escritor e jornalista.

Benjamim Franklin foi aprendiz de tipógrafo em Boston, na oficina do irmão James Franklin. Aos doze anos de idade Benjamim entra como aprendiz de compositor na oficina do irmão, sem salário, com a condição de trabalhar como simples operário e de só receber ordenado quando tivesse vinte anos

Inteligente, estudioso, amante da literatura, Benjamin cultiva-se e começa a escrever anonimamente para o Correio da Nova Inglaterra, jornal que o seu irmão publicava.

Mas farto da incompreensão, inveja e exploração por parte do irmão, resolve abandonar Boston — e arranja trabalho em Filadélfia na oficina de Samuel Keimer.

Muito pouco tempo foi preciso para Franklin mostrar a sua grande habilidade e dotes artísticos e Keimer, entusiasmado com o engenho do jovem, depressa o distingue fazendo dele o primeiro oficial da casa e depois contra-mestre da tipografia.

Guilherme Keith, governador da província, com quem Franklin travara conhecimento, pede-lhe que vá a Londres comprar todos os materiais e artefatos para uma oficina tipográfica que pensa estabelecer. E Franklin atravessa o Atlântico e vai para Londres onde arranja trabalho numa das mais conceituadas casas tipográficas londrinas, a oficina de Palme e Woll.

Nesta tipografia Benjamim Franklin ganha experiência e por sua iniciativa, melhoram-se os regulamentos das oficinas tipográficas britânicas.

Franklin continua a ler, a escrever, a estudar. Ele próprio explicou a influência que a tipografia teve na sua paixão pela literatura e pelo estudo: "O componedor é um óptimo instrumento de iniciação literária. Enquanto compomos seguimos as ideias dum autor, estudamos o seu estilo, perscrutamos o seu processo de raciocínio e de escrever, surpreendemos os seus segredos, aprendemos com ele a ser também escritores, caso tenhamos alguma vocação... Além disso, temos ensejo para apreciar, sob todas as facetas, as ideias do «original». Enquanto alinhamos os tipos, o nosso pensamento procede a um curioso trabalho de exame e de crítica, equivalente a uma salutar ginástica de inteligência".

Em 1726 Benjamim Franklin regressa à América e em Filadélfia associa-se a um antigo colega, Hugh Meredith, que não entra na sociedade com capital, e monta a sua própria tipografia.

Aí funda o Almanaque do bom homem Ricardo e o jornal Gazeta de Filadélfia.

Benjamin Franklin
Poor Richard, 1739. An Almanack for the Year of Christ 1739. Philadelphia: Printed and Sold by B. Franklin, 1738

Algum tempo depois, com os proventos da sua atividade gráfica, cria a primeira biblioteca pública, a primeira academia livre e o primeiro hospital da América do Norte.

Benjamin Franklin
Join or Die. Este desenho, atribuído a Benjamin Franklin foi primeiro publicado durante a guerra franco-indiana, depois reutilizado para incitar as colónias norte-americanas a unirem-se contra a corôa britânica.

Uma série de trabalhos científicos, entre 1746 e 1747, culminam com a invenção do pára-raios. Franklin não era um físico e o que sabia da matéria aprendera de forma autodidática.

A invenção, que serviria para proteger muitas vidas dos raios elétricos durante as trovoadas, foi feita através de uma experiência simples. Foi necessário apenas uma corda, um papagaio e uma chave...

A partir daqui estão abertas as portas da Sociedade Real de Londres e da Academia de Ciências de Paris que Franklin transporá de forma triunfal. Começa também aqui a sua brilhante carreira de político, de embaixador, de patriota intransigente dos interesses da pátria, uma nação nascente que ganhará a independência com o contributo de um tipógrafo, profissão que Franklin sempre considerou ser a sua.

Em 1736 é nomeado secretário da Assembleia Provincial, em 1747 é eleito membro da Assembleia, em 1748 negoceia um tratado com os índios, e em 1753 é nomeado Diretor-Geral do Correio de Filadélfia.

Entre 1757 e 1762 vive de novo em Londres e em 1775, eleito deputado ao primeiro Congresso pela província da Pensilvânia, redige em conjunto com Jeffersson e John Adams, o manifesto da declaração da independência dos Estados Unidos da América.

Em 1767, quando o Parlamento britânico fixou taxas aduaneiras pela importação de papel, vidro, chumbo e chá na América, os colonos americanos combinaram não comprar estes produtos; um boicote do qual o comércio inglês se ressentiu; as cobranças das taxas traziam mais despesa do que receita.

Boston viveu então um conflito sangrento em 1770 e três anos depois do lançamento daqueles impostos o governo inglês suprimiu-os mantendo apenas o imposto sobre o chá.

Em 1773, de novo em Boston, dá-se o incidente conhecido por "The Boston Tea Party", quando os colonos deitam ao mar os fardos de chá que três navios chegados ao porto transportavam. Este incidente é a alavanca da ruptura entre o Reino Unido e as colónias norte-amaericanas.

Em 1776 a Virgínia declara unilateralmente a independência e os outros estados seguem o exemplo. Segue-se a guerra. Mas a vontade de ser autónomos e o importante apoio da França levaram os americanos ao triunfo, sob o comando do general George Washington.

Franklin desempenhou nesta fase, um importante papel. Ao conhecer-se a capitulação de Saratoga, é ele que negoceia e assina com Louis XVI de França um pacto de aliança e comércio que vergará os ingleses, forçando-os ao reconhecimento da independência americana em Versailles no ano de 1783.

Em 16 de Abril de 1790, com 84 anos de idade, morre Benjamim Franklin. Na lápide do seu túmulo, por ordem sua e escrito por ele próprio, gravou-se o seguinte epitáfio: «Aqui jaz, para sustento dos vermes, o corpo de Benjamim Franklin, impressor, como a capa de um livro velho com as folhas já rasgadas e a encadernação estragada. Mas não ficará obra perdida, pois reaparecerá, segundo crê, em nova edição revista e corrigida pelo autor».

Fonte: tipografos.net

Benjamin Franklin

Benjamin Franklin foi a mais nova de 17 crianças nascidas dos dois casamentos de Josiah Franklin, comerciante de velas de cera. Jornalista e tipógrafo desde os 15 anos, começou no jornal de seu irmão James, "The New England Courant", em Boston.

Em 1729, comprou o "Pennsylvania Gazette". Seu grande sucesso como editor foi o "Almanaque do Pobre Ricardo". Publicado a partir de 1732, o anuário de informações gerais era cheio dos provérbios de Franklin, como: "um tostão poupado é um tostão ganhado". Neste período, além de editor, liderou o grupo que criou a primeira biblioteca pública da Filadélfia.

Foi também um dos fundadores da Universidade da Pensilvânia, onde ergueu o primeiro hospital público da colônia que seria os Estados Unidos.

Em 1748, vendeu a editora para se tornar cientista em tempo integral. Suas descobertas sobre a eletricidade lhe trouxeram uma reputação internacional. Além de ser eleito membro da Royal Society, ganhou a medalha Copley em 1753 e seu nome passou a designar uma medida de carga elétrica.

Franklin identificou as cargas positivas e negativas e demonstrou que os trovões são um fenômeno de natureza elétrica. Esse conhecimento serviu de base para seu principal invento, o pára-raios. Ele criou também o franklin stove (um aquecedor a lenha muito popular) e as lentes bifocais.

Benjamin Franklin é considerado um dos pais fundadores dos Estados Unidos

Franklin revolucionou a meteorologia. Com base em conversas com agricultores notou que a mesma tormenta percorria várias regiões. Assim, criou mapas meteorológicos semelhantes aos usados ainda hoje para substituir os gráficos usados até então.

O inventor provou ser ainda um hábil administrador público, porém, usava a influência em favor de familiares. O seu mais notável feito no governo foi a reforma do sistema postal.

Foi embaixador das colônias no Reino Unido e, depois da independência americana, representante dos Estados Unidos na França, onde se tornou uma figura popular na sociedade parisiense.

Em 1785, Franklin foi chamado de volta aos Estados Unidos e honrado com um retrato pintado por Joseph Siffred Duplessis para a Galeria do Retrato Nacional, do Instituto Smithsoniano, em Washington, como um dos heróis da independência.

Ele participara da redação da "Declaração de Independência" e da Constituição. Engajou-se na campanha abolicionista e continuou com a popularidade em alta. Quando morreu, aos 84 anos, o funeral foi acompanhado por 20 mil pessoas.

Fonte: educacao.uol.com.br

Benjamin Franklin

Boston, 1706 - Filadélfia, 1790

Estadista e físico norte-americano, Filho de um modesto fabricante de velas, começa a trabalhar aos dez anos como aprendiz no estabelecimento do pai. Posteriormente passa para a tipografia do seu irmão James. Ao mesmo tempo dedica todo o seu tempo livre a instruir-se. O Ensaio sobre o Entendimento Humano, de Locke, e The Spectator, de Addison, exercem grande influência sobre o seu espírito. Em 1723, Franklin visita Nova Iorque e Filadélfia e, finalmente, viaja para a Grã-Bretanha, onde aperfeiçoa a sua educação.

De novo na América, Franklin cria por sua vez uma tipografia e funda uma revista (Poor Richard´s Almanac) e um jornal. Pouco depois cria um clube, funda uma biblioteca, um hospital, uma companhia de seguros contra incêndios, etc.

Apesar de tantas ocupações, Franklin continua a ocupar-se da sua formação e dos seus estudos. Entrega-se com entusiasmo à investigação dos fenómenos elétricos. Uma série de trabalhos empreendidos entre 1746 e 1747 conduzem-no à invenção do pára-raios. A Royal Society de Londres e a Academia de Ciências de Paris abrem-lhe as portas. Estuda alguns problemas relacionados com o crescimento demográfico, a contaminação do ar e a higiene e inventa os óculos bifocais e a estufa que tem o seu nome.

Ao iniciar-se a revolução das colónias da América do Norte, os colonos encarregam-no em 1757 de defender os seus interesses em Londres. Em 1763, após a sua eleição na Assembleia da Pensilvânia, encarregam-no de transmitir a Lord Granville a sua queixa por causa dos impostos. Em 1772, Franklin consegue dispor de cartas e documentos do governador inglês de Massachusetts, Hutchinson, e do alto funcionário Oliver, onde os colonos são tratados com o mais insultante desprezo. Publica estes documentos e é quase detido como rebelde. Recebido triunfalmente em Filadélfia (1775),é eleito deputado do primeiro congresso norte-americano. Franklin, com Jefferson e John Adams, redige o manifesto da declaração de independência (1776) e encarrega-se de negociar uma aliança com França.

Em Paris é acolhido com entusiasmo e, em 1778, assina o tratado de amizade entre a França e os Estados Unidos da América. Em 1779 assina um tratado semelhante com a Espanha e, em 1783, a Paz de Versalhes, tratado de paz com a Grã-Bretanha. Franklin não volta aos Estados Unidos até 1785. Neste mesmo ano preside ao Conselho Executivo de Filadélfia e em 1787 participa na Convenção de Filadélfia. Morreu de pleurisia em 1790.

Escreve numerosos ensaios e uma autobiografia, Memórias da Vida e Escritos de Benjamin Franklin.

Estas memórias, publicadas em 1817, constam de duas partes. A primeira, redigida em forma de cartas ao seu filho, é escrita em 1771, durante a estada de Franklin em Inglaterra. Nela narra a história da sua vida até aos vinte e sete anos. A segunda parte já não é dirigida ao filho, que na guerra da independência se coloca ao lado dos Britânicos. Inicia-a em 1784, em Passy (França), e continua-a em Filadélfia. Chega até 1757 e trata do seu trabalho nos assuntos públicos. Estas memórias contêm sólidas reflexões morais.

Fonte: www.vidaslusofonas.pt

Benjamin Franklin

Benjamin Franklin, dominando a natureza

Benjamin Franklin, jornalista, impressor, musicista, filósofo, economista, diplomata e patriota, o patriarca da independência norte-americana, falecido em 1790, era também um ativo homem de ciência, tendo contribuído de uma maneira extraordinária com o seu invento, o pára-raios, para que a superstições que atormentavam os homens fossem abrandadas, senão que suprimidas.

Homem do Iluminismo, Franklin contribuiu de maneira muito própria para que o Partido do Esclarecimento sobrepujasse o da Obscuridade.

Dominados os raios

"Busca na natureza e em tuas próprias forças aqueles recursos que surdas divindades jamais poderão te dar." BARÃO D'HOLBACH - Système de la nature, 1770

Nas cercanias de Filadélfia, no ano de 1752, um roliço quarentão contemplava impacientemente as nuvens tempestuosas que se formavam no horizonte vindas do mar.

Era verão, época de atordoantes raios e trovões, propícia para a experiência que Benjamin Franklin há muito ambicionava fazer.

Não querendo mais aguardar que aqueles cúmulos-nimbos se movessem em sua direção, em pouco tempo, com o auxílio do filho, terminou por empinar uma pandorga que carregava um pequeno arame amarrado em suas varetas. Ele atrairia a energia que as nuvens traziam dentro de si, prenhes de violência e tumulto que serviam às maldições dos deuses.

Foi uma cena inusitada ver aquele senhor sóbrio, respeitável, lançando pelos céus aquele pequeno pedaço de seda preso a um fio. O próprio Franklin não fez questão de testemunhas do seu bem sucedido engenho, envergonhado de um possível fracasso em tentar neutralizar aquelas terríveis forças da natureza com um simples arame.

Tempos antes, quando começou a tomar gosto pelos experimentos com a eletricidade, tentou assar um peru utilizando-se das garrafas de Leiden, as quais provocariam um choque elétrico no bicho. Imaginou ser possível tostá-lo por meio de um espeto elétrico, num fogo também alimentado eletricamente. A única vítima daquela operação terminou sendo o próprio Franklin que levou meses para se recuperar da terrível descarga, enquanto o peru lá continuou, pálido e cru como dantes.

Somente cinco meses depois, em 19 de outubro, ele fez publicar o primeiro relato sobre a pandorga elétrica no Gazette e uns tempos depois no seu jornal, o Poor Richard, apareceu uma detalhada instrução de como os proprietários poderiam facilmente colocar um pára-raios para proteger-se "das devastações do trovão e dos relâmpagos".

O singelo invento começou a afastar da humanidade o pânico e o terror que a acometia, desde de tempos imemoriais, nas noites de tempestade.

Em praticamente todas as religiões os relâmpagos e os raios eram vistos como expressões das fúrias divinas; o martelo de Thor para os escandinavos ou o dardo divino de Virgílio, que lançava descargas de granizo, chuva e fogo para atormentar e punir física e moralmente suas vítimas.

O homem sentia-se um desgraçado naqueles dias ou noites de tempestade, encolhido, impotente, assustadiço, frente ao desencadeamento das trovoadas celestes. Lá ficava ele como um animal acoitado, trêmulo, murmurando ladainhas para que não fosse sua casa atingida.

Para termos uma dimensão do medo que atingia as pessoas, basta atentarmos para o simbolismo das gárgulas, aquelas monstruosas figuras esculpidas que eram postas nos altos das catedrais nos tempos medievais para que espantassem, graças a sua feiúra, as inconstâncias de uma natureza adversa.

O invento de Franklin dissipou isso tudo. Foi mais um passo entre tantos outros dados naquele século, merecidamente chamado com o "das luzes", na domesticação da natureza. A visão religiosa de um mundo povoado de mistérios ininteligíveis para a mente humana começou a se evaporar, e uma crescente autoconfiança na humanidade levou tudo de roldão.

Os efeitos do invento

O invento de Franklin, ao qual ainda somaram-se as lentes bifocais criadas por ele, provocou mais devastações na crença da religião revelada do que todos os panfletos e ironias de Voltaire e seus amigos iluministas. Agora qualquer camponês, ao assentar na cumeeira da sua casa um singular pedaço de ferro, tornava inoperantes as tão temidas maldições divinas, fazendo com que, doravante, as trovoadas não passassem de um exercício de pólvora seca mantido para o divertimento dos deuses e o susto das crianças.

Jean Ehrard, estudando a influência da natureza no século XVIII, concluiu que a "idéia mestra do século das luzes não foi a idéia do progresso, mas a da natureza". Esqueceu-se de dizer que foi a natureza sim, mas "amansada" graças à ampliação dos horizontes da sociedade civil daquela época, fazendo com que se vislumbrasse a possibilidade de ela deixar de ser uma espécie de madrasta para figurar como serva da humanidade.

Mas o grande propagandista da domesticação da natureza não foi Benjamin Franklin mas sim Jean-Jacques Rousseau.

Ninguém como ele, naquele século, contribuiu para que a visão supersticiosa e hostil, que muitos tinham dela, fosse superada. Foi dele a moda de praticar largas caminhadas por bosques e florestas em busca de plantas, as quais classificava cuidadosamente no seu herbário, que se encontra até hoje no Museu Carnavelet, em Paris. Aqueles demorados exercícios pedestres eram sempre acompanhados de meditações filosóficas, metodicamente registradas findo cada passeio. Depois da sua morte, essas notas foram publicadas com o romântico título de Les rêveries du promeneur solitaire (Os devaneios de um caminhante solitário), aparecido, com estrondoso sucesso, em 1782. O objetivo daquelas andanças era purificador.

Na filosofia de Rousseau, a natureza oferecia um bálsamo para que pudéssemos exorcizar a vida hipócrita que éramos constrangidos a manter em sociedade, era um momento de reencontro do ser humano com as fontes primitivas e bondosas que todo o homem e mulher traz dentro de si, mas que é obrigado a esconder no convívio cínico, hipócrita e teatral que lhe é imposto na cidade e no convívio social em geral.

A paixão pela natureza, entrementes, esteve longe de limitar-se às imagens bucólicas traçadas por Rousseau. Pode-se dizer que tratar dela foi uma inclinação coletiva da intelectualidade iluminista. Em 1737, C. Wolff publica sua Teologia natural; em 1739, é a vez de Hume lançar seu célebre Tratado sobre a natureza humana; em 1749, o naturalista Buffon começa a edição da monumental História natural, que vai se estender pelo resto do século; em 1755, é a vez de I.Kant escrever sua História natural e, finalmente, aquela que se tornou a bíblia dos ateus, surgida em 1770, O sistema da natureza, do Barão d'Holbach. Foi a crescente confiança em si e na possibilidade de cada vez mais poder entender e controlar a natureza que abriu as portas à Revolução de 1789.

Retornar à simplicidade natural significava também rejeitar a sociedade aristocrática e sofisticada daqueles tempos em que o privilégio era lei e o absolutismo a sua forma de consagração política. Foi o historiador Marc Bloch, em seus Reis taumaturgos, quem observou que na cerimônia de coroação de Luís XVI, em 1774, o número de inválidos e doentes que esperavam a bênção real para aliviar seus males e suas chagas havia diminuído sensivelmente em relação à coroação anterior, a de Luís XV. Se Deus não podia mais punir com seus tonitruantes raios, também o rei perdia seu dom de cura, como a tradição supersticiosa teimava em manter. E dizer que tudo isso começou os arrabaldes da então pequena Filadélfia, pelas mãos do diligente Franklin e sua pequena pandorga.

Fonte: educaterra.terra.com.br

Benjamin Franklin

 

 

 

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