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BENTO TEIXEIRA

BENTO TEIXEIRA , nasceu em 1565(?) no Porto, Portugal. Morreu em data incerta. Controversa, durante muito tempo, a sua naturalidade e a sua própria identidade (Bento Teixeira ou Bento Teixeira Pinto?), parece ser pacífica a questão de que toda a sua educação se processou no Brasil, para onde veio de tamanino, e onde viveu até morrer. Considerado o mais antigo poeta brasileiro, a sua Prosopopeia ( poema épico em moldes camonianos, onde se cantam os feitos do governador Jorge de Albuquerque Coelho) surge como primeiro documento poético com uma referência local, brasileira, com especial relevo para uma descrição do Recife.

Obras: Prosopopeia, Lisboa, 1601; reedições de Ramirez Galvão, Rio de Janeiro, 1873, e de Afrânio Peixoto, idem, Academia Brasileira de Letras, 1923.

Fonte: www.secrel.com.br

BENTO TEIXEIRA

Nasceu no Porto, em 1545 e faleceu a 1605, as datas são imprecisas. Desde os escritos de Abade Machado, em sua "Biblioteca Lusitana", até os recentes trabalhos de Artur Mota, todos vieram repetindo o erro histórico de que este Bento Teixeira Pinto foi o primeiro poeta brasileiro.

Rodolfo Garcia na introdução que escreveu para o segundo volume de "Visitação do Santo Ofício às Partes do Brasil coleção provou que o poeta é simplesmente israelita do Porto. Não é, portanto, brasileiro. Filho de Manuel Alvares de Barros e Lianor Rodrigues, cristãos-novos.

Emigrou com a família para a Bahia em cujo seminário se matriculou, andando de batina. Tendo-se revelado israelita fugiu para Pernambuco, desposando Filipa Raposa, vivendo como professor de gramática, latim e aritmética. Pelas acusações que lhe fizeram em 1591, na Bahia, e em 1593 em Olinda, era o homem mais culto e intelectualmente capaz em todo o Brasil. Por questões de adultério, assassinou a esposa, refugiando-se no mosteiro dos Beneditinos, graças ao direito de asilo, ainda vigente naquele tempo.

Quando se viu novamente acusado perante a Inquisição, compôs e dedicou ao governador de Pernambuco, Jorge de Albuquerque Coelho, o poema "Prosopopéia" que apareceu, em Lisboa, em 1601.

Várias obras lhe têm sido atribuídas; mas, certamente, só sabemos que escreveu o poema camoniano "Prosopopéia". Quanto à forma é pura imitação de Os Lusíadas, com versos inteiros, tirados de Camões. Quanto ao assunto, narra as peripécias de um naufrágio em que se encontrou Jorge de Albuquerque Coelho. Aproveita a oportunidade para fazer descrições da terra pernambucana. 0 seu grande mérito é todo histórico: foi o primeiro trabalho aqui feito com intuitos puramente literários.

Tudo em sua biografia, e em sua bibliografia é incerteza, escreve o crítico Múcio Leão. Julgam-no alguns pernambucano, mas corrente mais numerosa o considerava português".

Rodolfo Garcia o identifica ao cristão novo que depõe nas denunciações de Pernambuco ao Santo Ofício e se diz natural do Porto, como se vê no livro da "Primeira Visitação do Santo Ofício às partes do Brasil".

Diogo Barbosa Machado, em sua "Biblioteca Lusitana" atribuiu-lhe a autoria de três obras: "Prosopopéia", "Relação do Naufrágio" e "Diálogos das Grandezas do Brasil".

Graças às investigações de Varnhagen, verificou-se que estas duas últimas obras, em prosa, não são da autoria de Bento Teixeira. "Relações do Naufrágio" foi escrita pelo piloto da nau Santo Antônio, Afonso Luís. Os "Diálogos" segundo demonstrou Capistrano de Abreu, são da autoria de Ambrósio Fernandes Brandão.

Ficará para Bento Teixeira - sujeito de maus princípios, uxoricida, segundo Rodolfo Garcia - apenas a insulsa "Prosopopéia", cujo valor, como obra de brasileiro, pouco ou nada tem de característico, a não ser o colorido de algumas paisagens nossas, como a do "Recife de Pernambuco".

PROSOPOPÉIA

É o único livro de Bento Teixeira, publicado em 1601. É um poemeto épico, com 94 estâncias em oitava-rima e decassílabos heróicos, obedecendo os moldes camonianos, focalizando Jorge Albuquerque Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco e de seu irmão Duarte, quem o autor pretende exaltar. Obra de Indiscutível valor histórico onde o herói narra acontecimentos heróicos no Brasil e em Alcácer-Quibir, na África. A descrição da batalha de Alcácer-Quibir, em que os dois irmãos se distinguem com ações preclaras. Nesta parte da obra encontram-se os melhores versos saídos da pena de Bento Teixeira.

Para o poeta Manuel Bandeira PROSOPOPÉIA.

"Nenhum valor literário tem, quer pelo conteúdo, mera sucessão de lisonjas bombásticas ao sublime Jorge... quer pela forma, canhestro decalque das dicções camonianas (no argumento: Cantem poetas o poder romano... Que eu canto em Albuquerque soberano... ; na invocação: E vós, sublime Jorge... suspende por agora a mente alta... ; na narração: A lâmpada do Sol tinha encoberto ao Mundo sua luz serena e pura..." e até na conclusão; Não mais, espírito meu, que estou cansado...

O fato de imitar Camões, não diminui Bento Teixeira, se for visto dentro da estética clássica: os tópicos da superioridade dos heróis portugueses sobre os antigos, da sorte inconstante e cruel, da pouca estima em que o vulgo tem a verdade, e, como bem notou Sores de Amora, cumpre estudá-la para determinar a originalidade de Bento Teixeira. Foi, sem dúvida alguma, uma imitação deliberada. Prosopopéia reflete franco acatamento da autoridade de Camões, mas também francas e até explícitas discordâncias de concepção poética.

Fonte: Virtual Books

BENTO TEIXEIRA

Veio para o Brasil, com sua família, em 1567. Fez seus primeiros estudos no colégio dos jesuítas, no Espírito Santo; em 1576 mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde estudou com os padres da Companhia de Jesus. Terminou seus estudos com os jesuítas em 1579, em Salvador BA. Entre 1584 e 1588 manteve uma escola em Olinda PE, subsidiada pela Câmara Municipal, na qual lecionava juntamente com sua esposa. Foi acusado, no período de 1588 a 1599, de prática religiosa judaica, na época proibida pelo Tribunal da Santa Inquisição. Foi absolvido do auto-de-fé em 1785, sob acusação de blasfêmia, pelo Ouvidor da Vara Eclesiástica Diogo do Couto. Após tentativa de fuga, em 1785, foi mandado para Portugal e preso em Estaus. Lá negou a crença e a prática judaica, vindo a confessá-las depois. Abjurou do judaísmo e recebeu a doutrinação católica em um auto-de-fé, obtendo então liberdade condicional. Publicou em Lisboa, em 1601, seu poema Prosopopéia, no livro Naufrágio que Passou Jorge d'Albuquerque Coelho, Capitão de Pernambuco. Bento Teixeira teria sido o primeiro poeta nascido no Brasil; escreveu um dos poemas mais importantes do barroco brasileiro, Prosopopéia.

Fonte: www.itaucultural.org.br

Bento Teixeira

Bento Teixeira (Porto, 1561 (?) - Pernambuco ou Lisboa, 1618 (?)) foi um poeta luso-brasileiro.

De biografia nebulosa, alguns o consideram brasileiro. No entanto, outra corrente o considera português. Há controvérsia também sobre o local de sua morte: alguns afirmam ser em Pernambuco; outros afirmam ser em Lisboa.

É considerado o primeiro poeta do Brasil. Tal afirmação é citada na obra "Biblioteca Lusitana" de Abade Machado e em livros de Artur Mota. No entanto, essa afirmação vem sendo questionada por vários historiadores.

Apesar de ter vivido grande parte de sua vida no Brasil, Bento Teixeira nasceu na cidade do Porto. Era filho de Manuel Alvares de Barros e Lianor Rodrigues, ambos cristãos. Essa informação está presente no segundo volume do livro "Visitação do Santo Ofício às partes do Brasil" de Rodolfo Garcia.

Vida

Existem poucas e confusas informações sobre a vida de Bento Teixeira.

Sabe-se que estudou no Colégio da Bahia e que frequentou um seminário no mesmo estado, após ter vindo, com sua família, de Portugal (1567 (?)). Ao revelar que era judeu, teve que fugir para o estado do Pernambuco.

Na região pernambucana, começou a trabalhar como professor de aritmética, gramática e língua latina. Casou-se com Filipa Raposa, em 1584 (?), na cidade baiana de Ilhéus.

Alegando adultério, Bento Teixeiro assassinou sua própria esposa. Tal fato, o obrigou a fugir novamente, refugiando-se no Mosteiro de São Bento, em Olinda. Isso foi possível devido ao seu direito de asilo, que vigorava até então. Lá, escreveu sua obra-prima: Prosopopéia.

Outra versão diz que Bento Teixeira foi acusado pela esposa de ser judeu. O poeta teria sido julgado e absolvido pelo ouvidor da Vara Eclesiástica da Inquisição, em 1589. Intimado posteriormente pelo visitador do Santo Ofício, acabou confessando ser seguidor da religião judia. Irritado com a denúncia da esposa, a assassinou, se refugiando no mosteiro já citado. Localizado, foi preso e enviado para Lisboa, em 1595 (?), onde permaneceu até sua morte.

Obra

Assim como sua biografia, são confusas as informações relativas as obras escritas por Bento Teixeira. Muitas foram lhe atribuídas. As principais são:

Relações do naufrágio: De acordo com os estudos de Vernhagen, a obra é de autoria de Afonso Luís, piloto de uma nau chamada "Santo Antônio", citado em Prosopopéia.

Diálogos das grandezas do Brasil: Segundo Capistrano de Abreu, a obra é de autoria de Ambrósio Fernandes Brandão.

Portanto, ao que tudo indica, Prosopopéia foi sua única obra.

Prosopopéia

Publicada em 1601, de grande valor histórico, a obra mais famosa do escritor é o poema épico, já citado, Prosopopéia. Nele, o escritor fala sobre a vida e o trabalho de Jorge de Albuquerque Coelho, terceiro donatário da Capitania de Pernambuco, e seu irmão, Duarte. É a única obra reconhecida e aceita como de sua autoria. Além disso, é a primeira obra com finalidade meramente literária publicada em solo brasileiro.

Escrito em oitava rima, com noventa e quatro estrofes, o poema marcou o início do movimento barroco no Brasil. Ao que parece, a obra foi influenciada pelo poema Os Lusíadas, de Camões. Tal influência é percebida quando analisada a sintaxe, principalmente.

De caráter heróico, a suposta coragem e valentia dos irmãos é narrada em decassílabos. Os acontecimentos abordados dizem respeito as terras brasileiras e a região de Alcácer-Quibir, na África, onde os irmãos teriam se destacado em uma importante batalha. Ambos, teriam também sofrido com um naufrágio, quando viajavam na nau Santo Antônio.

Fonte: pt.wikipedia.org

Bento Teixeira

(1561-1600)

DADOS BIOGRÁFICOS

Bento Teixeira, nasceu no Porto em 1561. Cristão-novo, estudou para seguir a carreira eclesiástica, mas desistiu. Formou-se no Colégio da Bahia, onde lecionou. Por ter assassinado a esposa, teve de se esconder em Pernambuco, onde redigiu Prosopopéia, publicada em 1601. Faleceu em Pernambuco, na segunda década de 1600.

CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

Prosopopéia, poemeto encomiástico a Jorge de Albuquerque Coelho, 3º donatário da capitania de Pernambuco, marca o início do movimento Barroco no Brasil e pode ser considerado um primeiro exemplo de estilo rebuscado no Brasil-Colônia. Escrito em oitavas heróicas, reflete forte influência dos Lusíadas pela sintaxe, máximas camonianas e lugares-comuns mitológicos. Revela, também, atitude nativista luso-brasileira, ao louvar a terra, enquanto Colônia e os feitos do herói.

Fonte: www.nilc.icmc.usp.br

Bento Teixeira Pinto

(1560 - 1618)

Poeta português nascido na cidade do Porto, Portugal, autor do primeiro poema épico da literatura brasileira, Prosopopéia, sobre a conquista de Pernambuco, marco inicial do barroco na nossa literatura, e também sua única obra. Filho de cristãos-novos, a família transferiu-se para a capitania do Espírito Santo, na então colônia do Brasil (1567).

Estudou em colégios jesuítas, tentou seguir a carreira eclesiástica, mas desistiu e casou-se com a cristã Filipa Raposa (1584), em Ilhéus, BA. Formou-se no Colégio da Bahia e transferiu-se em seguida para Pernambuco, onde se dedicou ao magistério, à advocacia e ao comércio. Acusado pela mulher de judeu e mau cristão, foi julgado e absolvido pelo ouvidor da Vara Eclesiástica da Inquisição (1589), depois de levado a auto-de-fé. Depois foi intimado pelo visitador do Santo Ofício, ao qual fez sua confissão (1594). Revoltado, assassinou a mulher (1594) e se refugiou no mosteiro de São Bento, em Olinda.

Preso durante frustrada tentativa de fuga, foi enviado para Lisboa (1595), onde inicialmente negou, mas depois admitiu a crença e prática judaicas, que abjurou em auto-de-fé (1599). Na prisão em Lisboa, de onde não mais sairia vivo, o autor fez sua composição de elogio aos primeiros donatários de Pernambuco no poema épico Prosopopéia (1601), considerada uma expressão pioneira do nativismo. Tratava-se de uma composição em oitava rima, com 94 estrofes, exaltando a obra de Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da capitania de Pernambuco, obedecendo ao modelo Camoniano, considerada cansativa e laudatória, de valor puramente histórico.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

BENTO TEIXEIRA

Nasceu em 1565(?) no Porto, Portugal. Morreu em data incerta. Controversa, durante muito tempo, a sua naturalidade e a sua própria identidade (Bento Teixeira ou Bento Teixeira Pinto?), parece ser pacífica a questão de que toda a sua educação se processou no Brasil, para onde veio de tamanino, e onde viveu até morrer.

Considerado o mais antigo poeta brasileiro, a sua Prosopopeia (poema épico em moldes camonianos, onde se cantam os feitos do governador Jorge de Albuquerque Coelho) surge como primeiro documento poético com uma referência local, brasileira, com especial relevo para uma descrição do Recife.

Obras: Prosopopeia, Lisboa, 1601; reedições de Ramirez Galvão, Rio de Janeiro, 1873, e de Afrânio Peixoto, idem, Academia Brasileira de Letras, 1923.

Fonte: www.revista.agulha.nom.br

Bento Teixeira

Nome literário: Teixeira, Bento.
Nome completo: Teixeira, bento.
Nascimento: Porto, Portugal, cerca de 1561.
Falecimento: Lisboa, Portugal, julho de 1600.

Filho de cristãos-novos, veio com a família para o Brasil por volta de 1567, com destino à capitania do Espírito Santo, frequentando o colégio dos Jesuítas. Em 1576 foi para o Rio de Janeiro e em 1579 para a Bahia. Em 1583 vai para Ilhéus onde se casa com Filipa Raposa, cristã-velha.

Sem possibilidade de melhoria financeira, parte em 1584 para Olinda, abrindo aí a escola. Em 1588 vai para Igaraçu, dedicando-se ao magistério, à advocacia e ao comércio. Foi aí que a esposa começou a traí-lo sob pretexto de ele ser mau cristão e judeu. Foi aí também que blasfemou, sendo, em consequência, levado a auto-de-fé em 31 de julho de 1589, mas conseguindo a absolvição do ouvidor da Vara Eclesiástica. A 21 de janeiro de 1594 fez sua denúncia e confissão perante o Visitador do Santo Ofício, em Olinda. Em dezembro desse ano matou a esposa por adultério e refugiou-se no Mosteiro de São Bento daquela cidade. Continuando sob a mira da Inquisição por judaísmo, foi preso em Olinda em 20 de agosto de 1595 sendo embarcado para Lisboa, aí chegando em janeiro de 1596. Recolhido aos cárceres, negou a crença e prática judaicas, vindo a confessá-las depois. Levado a auto-de-fé em 31 de janeiro de 1599, abjurou o judaísmo, recebeu doutrinação católica e obteve liberdade condicional a 30 de outubro. Doente, faleceu na cadeia de Lisboa em fins de julho de 1600.

Fonte: www.cervantesvirtual.com

Bento Teixeira

(1561-1600)

Filho de cristãos-novos, veio com a família para o Brasil por volta de 1567, com destino à capitania do Espírito Santo, frequentando o colégio dos Jesuítas. Em 1576 foi para o Rio de Janeiro e em 1579 para a Bahia. Em 1583 vai para Ilhéus onde se casa com Filipa Raposa, cristã-velha.

Sem possibilidade de melhoria financeira, parte em 1584 para Olinda, abrindo aí a escola. Em 1588 vai para Igaraçu, dedicando-se ao magistério, à advocacia e ao comércio. Foi aí que a esposa começou a traí-lo sob pretexto de ele ser mau cristão e judeu. Foi aí também que blasfemou, sendo, em consequência, levado a auto-de-fé em 31 de julho de 1589, mas conseguindo a absolvição do ouvidor da Vara Eclesiástica. A 21 de janeiro de 1594 fez sua denúncia e confissão perante o Visitador do Santo Ofício, em Olinda. Em dezembro desse ano matou a esposa por adultério e refugiou-se no Mosteiro de São Bento daquela cidade. Continuando sob a mira da Inquisição por judaísmo, foi preso em Olinda em 20 de agosto de 1595 sendo embarcado para Lisboa, aí chegando em janeiro de 1596. Recolhido aos cárceres, negou a crença e prática judaicas, vindo a confessá-las depois. Levado a auto-de-fé em 31 de janeiro de 1599, abjurou o judaísmo, recebeu doutrinação católica e obteve liberdade condicional a 30 de outubro. Doente, faleceu na cadeia de Lisboa em fins de julho de 1600.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Bento Teixeira

Filho de Manuel Alvares de Barros e Lianor Rodrigues, cristãos-novos, Bento Teixeira nasceu no Porto, em 1545 e faleceu a 1605, as datas são imprecisas. Desde os escritos de Abade Machado, em sua "Biblioteca Lusitana", até os recentes trabalhos de Artur Mota, todos vieram repetindo o erro histórico de que este Bento Teixeira Pinto foi o primeiro poeta brasileiro.

Rodolfo Garcia na introdução que escreveu para o segundo volume de "Visitação do Santo Ofício às Partes do Brasil coleção provou que o poeta é simplesmente israelita do Porto. Não é, portanto, brasileiro.

Emigrou com a família para a Bahia em cujo seminário se matriculou, andando de batina. Tendo-se revelado israelita fugiu para Pernambuco, desposando Filipa Raposa, vivendo como professor de gramática, latim e aritmética.

Quando se viu novamente acusado perante a Inquisição, compôs e dedicou ao governador de Pernambuco, Jorge de Albuquerque Coelho, o poema "Prosopopéia" que apareceu, em Lisboa, em 1601.

Várias obras lhe têm sido atribuídas; mas, certamente, só sabemos que escreveu o poema camoniano "Prosopopéia".

Ficará para Bento Teixeira - sujeito de maus princípios, uxoricida, segundo Rodolfo Garcia - apenas a insulsa "Prosopopéia", cujo valor, como obra de brasileiro, pouco ou nada tem de característico, a não ser o colorido de algumas paisagens nossas, como a do "Recife de Pernambuco".

Fonte: www.unicamp.br
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