Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Beterraba  Voltar

Beterraba

 

A beterraba é uma hortaliça anual herbácea, cuja parte comestível é uma raiz tuberosa.

Rica em açúcares, destaca-se por ter alto teor de ferro, tanto na raiz quanto nas folhas.

Caracteriza-se ainda por ser boa fonte de folato e vitamina C. As folhas são ricas em potássio, cálcio, ferro e beta-caroteno.

Beterraba
Beterraba

As beterrabas são classificadas em três tipos: a açucareira, usada para produção de açúcar, a forrageira, usada para alimentação animal e aquela cujas raízes são consumidas como hortaliça, sendo a mais conhecida no Brasil.

Embora produza melhor em épocas de clima ameno, a beterraba é cultivada durante todo o ano. Quanto aos solos, são preferíveis aqueles leves e bem drenados.

O cultivo pode ser feito direto no canteiro ou por meio de mudas, porém, a segunda forma apresenta melhores resultados. Em ambos os casos, tanto no preparo das mudas nas semeadeiras como no plantio direto na terra, a distância deve ser de 25 a 30 centímetros entre as fileiras e a mesma distância entre si.

Os agrônomos recomendam que a adubagem seja feita com compostos orgânicos e adubo químico e a irrigação deve ser leve e freqüente.

A colheita tem início entre 60 e 70 dias após a semeadura, ou quando as beterrabas atingirem diâmetro maior que cinco centímetros, ainda tenras. Pelo método de transplantio das mudas, o ciclo se prolonga por mais 20 ou 30 dias.

Após a colheita, as raízes são lavadas e, em seguida, comercializadas em maços ou em caixas tipo K. A produtividade normal varia de 15 a 30 toneladas de raízes tuberosas por hectare. A rotação da cultura deve ser feita com repolho, alface, cenoura, berinjela, adubos verdes e cereais.

As pragas comuns nas lavouras de beterraba são lagartas, nematóides, vaquinhas e pulgões. Já as doenças que mais atingem as plantações são a mancha-de-cercospora, podridão da raiz, mancha de alternaria, ferrugem e míldio.

As principais variedades plantadas no país são Tall Top Early Wonder, Earty Wonder, Asgrow Wonder, Ruby Queen e Detroit Dark Red.

No Brasil, a beterraba é mais cultivada nos estados de São Paulo, Minas Gerais e nos estados da região Sul.

Fonte: www.geocities.com

Beterraba

A beterraba é uma raiz que aparece em duas colorações: branca, de onde se extrai o açúcar; e vermelha, que é utilizada na alimentação.

Além do açúcar, esse legume é muito rico em vitaminas A, do Complexo B e vitamina C (que só é aproveitada pelo organismo quando a beterraba é consumida crua) e, em sais minerais, como Sódio, que protege o organismo contra a perda excessiva de líquidos; Potássio, necessário para a atividade muscular normal; Zinco, elemento necessário aos tecidos cerebrais; e Magnésio, que é constituinte do osso e regula as funções musculares e nervosas.

Esta hortaliça é recomendada para anêmicos por sua riqueza em Ferro, para quem tem dentes fracos ou gengivas inflamadas e aqueles que tem problemas intestinais, devido a seu efeito laxante. As pessoas com dentes fracos, atacadas de piorréia, devem fazer uso do suco de beterraba pelo menos três vezes por semana.

A beterraba também é um ótimo remédio para combater os desarranjos do baço e do fígado, enquanto que suas folhas em forma de cataplasma, com um pouco de gordura, são empregadas como refrescantes nas feridas da pele e inflamações em geral.

Para os que sofrem de pedras na bexiga, um remédio eficaz é ferver uma beterraba e tomar seu caldo três vezes ao dia.

O suco de beterraba, por sua vez, é tônico, refrescante e diurético, e combate a litíase renal, descongestionando as vias urinárias.

Ao comprar, escolha beterrabas de cor bem concentrada e tamanho médio. A casca deve ser lisa, sem rachaduras e com folhas brilhantes, sinal de que o legume está fresco. Ao cozinhar essa raiz, deixe 3cm de talo e não corte sua parte terminal.

Esses cuidados evitam que a beterraba perca líquidos durante o cozimento, o que acentua seu sabor e a deixe com cor mais concentrada.

A beterraba pode ser consumida de diversas maneiras: temperada com suco de laranja, que lhe dá um sabor diferente, deixando-a mais gostosa; pode ser frita, como batatas; batidas no liquidificador com leite; em sopas com outros legumes, ou ainda cozida e servida em forma de saladas. São pratos muito nutritivos.

Seu período de safra é de agosto a fevereiro.

Cem gramas de beterraba fornecem 42 calorias e igual quantidade de folhas desta hortaliça fornecem 38 calorias.

A beterraba é uma raiz

Existe a beterraba branca, de onde se extrai o açúcar, e a vermelha, usada em saladas, sopas, suflês, sucos, etc...

A beterraba é muito rica em vitamina A, vitamina C, e do Complexo B.

É recomendada para combater a anemia, por conter uma grande quantidade de ferro, e tem efeito laxante.

Em 1747, um alemão, Margraff, extraiu o açúcar da beterraba, mas industrializá-lo ainda ficava inviável, devido ao preço de custo.

Em 2 de janeiro de 1812, Delessert, que concretizava a extração industrial do açúcar da beterraba, oferece a Napoleão I o primeiro pão de açúcar.

Este mercado foi crescendo, e em 1875, a França, primeiro produtor de açúcar da Europa, produzia 450 mil toneladas.

Para evitar que a beterraba perca muito liquido durante o processo de cozimento, deixe 3cm de talo, e não corte a sua parte terminal.

Variedades

São as seguintes:

Vermelha Chata do Egito
Redonda
Roxa Comprida

Pragas e Moléstias

Os insetos que atacam são a vaquinha, a lagarta-rosca e a larva-minadora das folhas. As moléstias mais comuns são a podridão da raiz, mancha alternária (folhas), o tombamento e a ferrugem.

Curiosidades

A extração industrial do açucar de beterraba começou por volta de 1805, em face do bloqueio continental imposto por Napoleão.

Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br

Beterraba

A beterraba (gênero Beta) é uma planta herbácea da família das Quenopodiáceas, por Cronquist, ou das Amarantáceas, pela APG.

O nome é derivado do substantivo francês betterave (sendo bette a acelga, e rave nabo).

A raiz tuberculizada, serve para além do fim culinário, produção de açúcar (sacarose).

Também existe uma variante cultivada para alimentação animal. Pode ser branca ou vermelha.

É muito rica em vitaminas A, do Complexo B e vitamina C (que só é aproveitada pelo organismo quando a beterraba é consumida crua) e, em sais minerais, como Sódio, que protege o organismo contra a perda excessiva de líquidos; Potássio, necessário para a atividade muscular normal; Zinco, elemento necessário aos tecidos cerebrais; e Magnésio, que é constituinte do osso e regula as funções musculares e nervosas.

Beterraba fresca também contém folacina e carotenóides, incluindo beta-caroteno e um fitoquímico bioflavonóide menos conhecido chamado antocianina, que é um poderoso antioxidante o qual potencializa a atividade da vitamina C.

É recomendada para anêmicos por sua riqueza em Ferro, para quem tem dentes fracos ou gengivas inflamadas e aqueles que tem problemas intestinais, devido a seu efeito laxante.

As pessoas com dentes fracos, atacadas de piorréia, devem fazer uso do suco de beterraba pelo menos três vezes por semana.

Beterraba
Beterraba

Também é um ótimo remédio para combater os desarranjos do baço e do fígado, enquanto que suas folhas em forma de cataplasma, com um pouco de gordura, são empregadas como refrescantes nas feridas da pele e inflamações em geral.

Para os que sofrem de pedras na bexiga, um remédio eficaz é ferver uma beterraba e tomar seu caldo três vezes ao dia.

O suco de beterraba, por sua vez, é tônico, refrescante e diurético, e combate a litíase renal, descongestionando as vias urinárias.

Destaca-se como uma das hortaliças mais ricas em ferro, tanto na raiz quanto nas folhas.

Quando em condição natural, a beterraba se conserva por até uma semana, se mantida em local fresco e sombreado. Em geladeira, pode ser mantida por até 15 dias, embalada em saco de plástico perfurado. Quando guardadas já descascadas, raladas ou picadas, sua durabilidade será reduzida a três ou quatro dias devendo obrigatoriamente serem conservadas em geladeira, dentro de saco ou vasilha de plástico.

A beterraba é usada também como combustível na Europa. É utilizada no preparo de etanol para abastecer carros, caminhões, entre outros aparelhos.

Em 1747, o alemão Margraff, extraiu o açúcar da beterraba, mas industrializá-lo ainda ficava inviável, devido ao preço de custo.

Em 1812, Delessert, que concretizava a extração industrial do açúcar da beterraba, oferece a Napoleão I, o primeiro pão doce, com açúcar de beterraba.

Este mercado foi crescendo, e em 1875, a França, primeiro produtor de açúcar da Europa, produzia 450 mil toneladas.

Pode ser consumida de diversas maneiras: temperada com suco de laranja, que lhe dá um sabor diferente, deixando-a mais gostosa; pode ser frita, como batatas; batida no liquidificador com leite; em sopas com outros legumes, ou ainda cozida e servida em forma de salada.

Para evitar que a beterraba perca muito líquido durante o processo de cozimento, deixe 3cm de talo, e não corte a sua parte terminal (rabinho).

Fonte: www.viaintegral.com

Beterraba

Beterraba - Beta vulgaris L. var. conditiva

Beterraba
Beterraba

Nome em inglês: Table beet.

Origem: Europa, morte da África e oeste da Ásia.

Valor alimentício

Alto valor nutritivo, principalmente quando consumida crua, inclusive aproveitando-se talos e folhas. Rica em vitaminas A, complexo B e C. Altos teores de sódio, potássio, zinco e magnésio.

Clima: Frio (10°C a 20°C).

pH do solo: 6,0 a 7,0.

Cultivares: Chata-do-Egito, Híbrida-Wonder, Sangria, Wonder, Tall-Top-Early-Wonder, etc.

Época de plantio: No centro-sul a semeadura é realizada de março a julho.

Semeadura: Feita diretamente no canteiro definitivo ou sementeira, para posterior transplante.

Principais pragas e doenças: Bicho-arame, nematóides, vaquinha, mancha-bacteriana, mancha-das-folhas.

Colheita

De 60 a 70 dias. Pelo método de transplante de mudas, a colheita passa para até 100 dias após a semeadura.

Fonte: www2.petrobras.com.br

Beterraba

Nome científico: Beta vulgaris

Família: Chenopodiaceae

Origem: Costa do Mediterrâneo

Beterraba
Beterraba

Características da planta

Planta bienal que desenvolve, na sua fase vegetativa, folhas alongadas, situadas ao redor de um pequeno caule que tem continuidade numa raiz tuberosa bastante destacada. Após o florescimento formam-se glomérulos, que são estruturas de consistência corticosa, medindo cerca de 4 mm de diâmetro, onde encontram-se de 3 a 4 sementes botânicas. O produto comercial da planta é a raiz tuberosa que apresenta coloração vermelho-escura.

Características da flor

Sob baixas temperaturas há emissão de um pendão floral de 60 a 100 cm de comprimento, com flores de coloração verde-clara a branco-amarelada, aglomeradas em grupos de 2 a 5, numa inflorescência do tipo espiga ramificada.

Hortaliça anual herbácea, pertencente à família Chenopodiaceae e cuja parte comestível uma raiz constituída, internamente, por faixas circulares de tecidos condutores de alimentos alternadas com faixas de tecidos contendo alimento armazenado. Estas são relativamente largas e escuras ou mais coloridas; as de tecidos condutores são mais estreitas e mais claras. É originária da Europa. Os meses mais frescos são os preferidos para o seu cultivo. No Brasil, é mais cultivada em São Paulo, Minas Gerais e na região Sul. Bom teor de proteína (3%) e de ferro (2,5 mg/100g de produto cozido).

Cultivares

Chata do Egito, Crosbyis Egyptian, Detroit Dark Red, Green Top Bunching, H¡brida Avenger, H¡brida Wonder, Red Velvet, Sangria, Stays Green, Tall Top Early Wonder, Wonder Precoce, Ruby Queen e Vermelha Rubi.

Época de plantio

O melhor desenvolvimento ocorre na faixa de 10 a 20oC. Em altitude inferior a 400 metros, semear de abril a junho; de 400 a 800 metros, de fevereiro a junho; acima de 800 metros, o ano todo. Na cultura de verão as cotações são superiores, mas o risco é maior, inclusive pela alta incidência de doenças. Sob temperatura elevada há formação de anéis claros na raiz, depreciando o produto.

Espaçamento definitivo: 20 a 30cm x 10 a 15cm.

Densidade: 233.000 a 350.000 plantas/hectare.

Propagação

Por sementes: A "semente comercial" é um glomérulo com 2 a 4 sementes verdadeiras. No mercado encontram-se "sementes descortiçadas" obtidas da fragmentação mecânica dos glomérulos.

Sementes necessárias

a) semeadura direta: 10 kg de semente comercial por hectare
b) sistema de mudas:
4kg/ha.

Técnica de plantio: cultivo em canteiros de 1,2m de largura, 20 a 30cm de altura e separados entre si por 50cm. A semeadura é feita na profundidade de 1 a 2cm, manual ou mecanicamente. A imersão dos glomérulos em gua, por 12 horas, melhora a emergência das plântulas. No sistema de plantio por mudas, estas são transplantadas cerca de 20 a 30 dias após a semeadura, quando apresentam 5 a 6 folhas e 15cm de altura.

Controle da erosão

Canteiros em nível

Calagem e adubação: aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%. O teor m¡nimo de magnsio no solo deve ser de 8 mmolc/dm3. No plantio, aplicar 30 a 50 t/ha de esterco de curral bem curtido (sendo a dose maior para solos mais arenosos) ou um quarto dessa quantidade em esterco de galinha.

Aplicar, de acordo com a an lise de solo 20kg/ha de N, 180 a 360kg/ha de P2O5 e 90 a 180kg/ha de K2O, incorporando-os ao solo, pelo menos, 10 dias antes da semeadura. Em solos deficientes, aplicar 2 a 4kg/ha de boro e 3kg/ha de zinco, juntamente com o NPK, no plantio. Em cobertura, aplicar 60 a 120kg/ha de N e 30 a 60kg/ha de K2O, parcelando em três aplicações aos 15, 30 e 50 dias após a emergência das plântulas.

Controle de pragas e doenças

a) pragas: lagarta rosca, lagarta elasmo, nematóide de galhas (Meloidogyne), vaquinha, pulgão do colo. Produto registrado (até janeiro/95): carbaryl
b) doenças:
mancha-de-Cercospora, podridrão da raiz (Pythium e Rhizoctonia), mancha da raiz (sarna), mancha de Alternaria, ferrugem e míldio.

Produtos registrados

Hidróxido de cobre, mancozeb, oxicloreto de cobre e oxicloreto de cobre + mancozeb (também bactericida).

Outros tratos culturais

a) desbaste: operação indispensável, visto que o glomérulo contém duas ou mais sementes, originando, portanto, duas ou mais plantas; no sistema de semeadura direta o desbaste é feito em plantas com 5 a 6 folhas
b) amontoa:
pr tica que consiste em chegar terra à planta, a fim de evitar exposição da parte superior da raiz tuberosa ao sol; a parte atingida pelos raios solares torna-se lenhosa, diminuindo o valor do produto
c) escarificação:
com pequenas enxadas
d) irrigação:
indispensável, pois a falta de gua torna as raízes lenhosas e diminui a produtividade.

Controle de plantas invasoras

a) manual

b) mecânico: com pequenas enxadas
c) químico:
produtos registrados: diquat, paraquat e paraquat dicloreto.

Colheita

a) sistema de semeadura direta: in¡cio aos 60/70 dias após o plantio
b) cultivo por mudas transplantadas:
in¡cio aos 90/100 dias após o plantio.

Ponto ideal de colheita

8 a 10cm de diâmetro, 6 a 7cm de comprimento e peso ao redor de 300g.

Produtividade normal: 15 a 30 t/ha de ra¡zes tuberosas limpas.

Rotação: Repolho, alface, cenoura, berinjela, feijão-vagem, adubos verdes, cereais.

Fonte: www.agrov.com

Beterraba

Benefícios

Boa fonte de folato e vitamina C.
As folhas são ricas em potássio, cálcio, ferro, beta-caroteno e vitamina C.
Poucas calorias.

Beterraba
Beterraba

Inconveniente

Dá uma coloração avermelhada às fezes e à urina, o que não constitui um problema, exceto porque muitos a atribuem a problemas relativos ao sangue.

A beterraba é um vegetal muito versátil e pode ser fervida e servida como acompanhamento, usada em conserva, salada, condimento ou como ingrediente principal no borsht - uma sopa fria de verão popular no leste europeu, especialmente na Rússia e na Romênia.

As folhas da beterraba, partes mais nutritivas do vegetal, podem ser cozidas e servidas como o espinafre ou a acelga.

Segundo a cultura popular, a beterraba tem poderes analgésicos. Até hoje, alguns terapeutas naturais a recomendam para prevenir o câncer e acentuar a imunidade; também sugerem o uso do suco da beterraba crua, para acelerar a convalescença.

Contudo, ainda que sejam fonte alimentar razoavelmente nutritiva, não existe comprovação científica de que proporcionem benefícios.

Meio copo de beterraba contém 45 mcg (microgramas) de folato, cerca de 1/4 da RDA (Ingestão Dietética Recomendada) e 5 mg de vitamina C.

Suas folhas, se ingeridas tenras e verdes, são mais nutritivas: 1 copo fornece 35 mg de vitamina C - mais da metade da RDA para adultos - , 720RE de vitamina A, 160 mg de cálcio, 2,5 mg de ferro e 1.300 mg de potássio.

As beterrabas mais saborosas são as pequenas, com as folhas ainda presas.

A melhor maneira de cozinhar as raízes da beterraba é fervê-las com casca, pois assim a maior parte dos nutrientes e a cor vermelha permanecerão. Depois que esfriarem, as cascas sairão facilmente e a raiz poderá ser fatiada, ralada, ou ser transformada, em purê.

As beterrabas também podem ser servidas como picles (conservas preparadas com vinagre caseiras ou industrializadas). Alguns nutrientes se perdem neste processo, mas o gosto doce da beterraba permanece.

Muitas pessoas se preocupam quando notam uma coloração rosa ou avermelhada na urina ou nas fezes depois de comerem beterraba.

O motivo é simples (e inofensivo): a betacianina, pigmento vermelho das beterrabas, passa pelo sistema digestivo sem ser decomposta. A urina e as fezes geralmente voltam à coloração normal depois de um ou dois dias.

Você Sabia?

A beterraba é o vegetal que possui o maior índice de açúcar. Mas, mesmo assim, tem poucas calorias - cerca de 50 por xícara.

Atualmente, muitos cozinheiros jogam fora as folhas da beterraba e só usam a raiz. Porém, nos tempos antigos, apenas as folhas eram comidas. A raiz era usada como remédio para aliviar dores de cabeça e de dentes.

A betacianina, pigmento vermelho da beterraba, é extraída, podendo ser usada como corante natural para alimentos, ou como tintura.

Fonte: www.abhorticultura.com.br

Beterraba

A beterraba é brasileira!

A beterraba (nome científico Beta vulgaris) é uma hortaliça herbácea da família Chenopodiaceae, à qual pertencem também o espinafre verdadeiro e a acelga.

Originária da costa do Mediterrâneo, ela se divide em três tipos: a beterraba açucareira, de cor branca, que é bastante cultivada na Europa, a beterraba forrageira, utilizada na alimentação animal, e a beterraba cujas raízes são consumidas como hortaliça.

Esta última é mais conhecida aqui no Brasil. A raiz tuberosa da beterraba é um dos alimentos vegetais mais versáteis que existem. Pode ser consumida crua ou cozida, em pratos salgados ou doces. Sucos, bolos, suflês, sopas, cremes, patês, saladas, pães...

Em tudo isso, a beterraba pode figurar como ingrediente. E, com sua cor vibrante, embeleza qualquer prato e qualquer mesa. Sem falar que além da raiz, suas folhas também podem ser usadas em pratos como omeletes, bolinhos e refogados.

As qualidades nutritivas fazem da beterraba presença obrigatória na nossa alimentação.

É uma das hortaliças mais ricas em ferro e possui bom teor de proteínas. Combate a anemia, pois ajuda a formar os glóbulos vermelhos do sangue. Também é rica em potássio, sódio e cloro, e contém zinco, elemento necessário aos tecidos cerebrais.

A beterraba prefere temperaturas amenas, entre 10 e 20 graus, mas é cultivada durante todo o ano no Brasil. O modo de plantio mais utilizado no país é o direto.

Mas em algumas regiões, os produtores semeiam em viveiro para transplante posterior.

Beterraba
Beterraba

Prefere solos ricos em matéria orgânica e com pH variando de 5,5 a 6,2. O ciclo varia de 60 dias no verão até cem dias no inverno, dependendo da cultivar e do modo de plantio. Mas você sabia que até bem pouco tempo todas as sementes de beterraba comercializadas no Brasil eram importadas?

Em 1985, a Isla iniciou um trabalho de desenvolvimento e produção de sementes a partir de 35 variedades fornecidas pelo Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças (CNPH) da Embrapa.

Surgia assim a Beterraba Itapuã, que se caracteriza pela excelente cor verde das folhas, tolerância à cercóspora e baixa incidência de anéis brancos.

O processo de melhoramento é contínuo e a cada ano a Isla disponibiliza para o mercado nacional sementes que vão produzir beterrabas com características sempre melhores. Aliás, outra característica que vem agradando muito os produtores é a precocidade da Beterraba Itapuã.

Há relatos de que, em condições ideais, o ciclo do plantio até a colheita foi de menos de 50 dias. A Itapuã foi a primeira e, até agora, é a única cultivar nacional de beterraba.

Além da Beterraba Itapuã, a Isla também comercializa as beterrabas Chata do Egito, Maravilha, Early Wonder Tall Top e a Vermelha Comprida.

Todas as beterrabas estão disponíveis em latas de 50, 100 e 400 gramas e em baldes de 5 quilos.

Fonte: isla.com.br

Beterraba

Beterraba
Beterraba

A beterraba, o legume roxinho presente em boa parte das refeições dos brasileiros, tem mais um motivo para ser consumida.

O período de março, abril e maio é temporada da raiz.

Versátil, ela pode ser ingrediente de uma salada a uma sobremesa ou de um prato salgado.

E, o melhor, você pode comê-la à vontade, pois, apesar do alto índice de açúcar, a raiz possui poucas calorias.

Para exemplificar: um legume de 100 gramas tem apenas 49 calorias.

Além de açúcar, a beterraba é rica em vitaminas A, C e do complexo B, além dos minerais, entre eles o potássio, o zinco, o magnésio e o ferro.

Mas, para aproveitar ao máximo os benefícios proporcionados pela ingestão da beterraba, o ideal é que você saiba como escolher o legume e como armazená-lo para que, na hora de preparar as refeições, você possa usufruir de todas as vantagens nutricionais da raiz.

Ao comprar, fique atento para a textura.

Evite os que estiverem com a pele enrugada ou com aparência murcha. Prefira sempre os de casca lisa, com cor intensa e sem rachaduras ou sinais de brotos.

Atenção também para as beterrabas maiores.

Evite-as. Elas podem ter sido colhidas tardiamente, o que caracterizará uma textura fibrosa da polpa.

Se preferir comprá-la já picada ou ralada, ela deve estar embalada e mantida em refrigeração. Do contrário, a beterraba se deteriora rapidamente.

Quando for guardá-las, se optar pela fruteira, o ideal é que elas fiquem em um local fresco abrigado da luz solar.

Dessa forma, a raiz se conserva por até uma semana.

Se preferir armazená-las na geladeira, elas duram 15 dias, mas é preciso protegê-las com um saco plástico com perfurações para que possam respirar.

Beterraba cozida

TACO - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos

Tabela de valor Nutricional

Porção de 100 gramas:

  % VD*
Valor energético 32.2kcal = 135kj 2%
Carboidratos 7,2g 2%
Proteínas 1,3g 2%
Fibra alimentar 1,9g 8%
Cálcio 15,3mg 2%
Vitamina C 1,2mg 3%
Fósforo 30,1mg 4%
Manganês 0,2mg 9%
Magnésio 16,5mg 6%
Lipídios 0,1g -
Ferro 0,2mg 1%
Potássio 245,5mg -
Cobre 0,0ug 0%
Zinco 0,4mg 6%
Tiamina B1 0,1mg 7%
Sódio 22,8mg 1%

Fonte: www.taeq.com.br

Beterraba

Beterraba
Beterraba

Embora existam vários tipos de beterraba, os mais conhecidos são: a vermelha, usada na alimentação, e a branca, cultivada em países frios para a extração do açúcar.

Quando consumida crua preserva suas propriedades nutricionais.

No Brasil, a beterraba não é muito consumi a. Ela pode ser comida crua - ralada, em saladas, ou em forma de suco - e cozida, em diferentes pratos, como ensopados, purês, cremes, sopas e cozidos.

Mas lembre-se que, para cozinhar a beterraba, você nunca deve descascá-la antes. Sem a pele, ela desbota, perde seus nutrientes e fica aguada.

As folhas da beterraba também são consumidas, cruas ou cozidas.

A beterraba é muito rica em vitaminas e sais minerais.

Os nutrientes se concentram mais nas folhas, mas a raiz também tem vitaminas A, B e C (esta última só é aproveitada pelo organismo quando a beterraba é comida crua). Além disso, ela tem ainda cálcio, ferro e açúcar, que lhe confere o seu sabor adocicado.

Escolha beterrabas de cor bem forte e tamanho médio, de 5 a 7 cm de diâmetro, pois são as de melhor sabor e de consistência mais macia - as muito grandes ficam um pouco aguadas depois de cozidas. A casca deve ser lisa e uniforme, sem manchas ou rachaduras. Também é importante que as folhas sejam brilhantes viçosas sinal de que legume está fresco.

Lave bem a raiz sob água corrente, usando um escova macia. Tome cuidado para não romper a casca da beterraba, que é muito fina.

As folhas da beterraba devem ser consumidas rapidamente porque estragam com muita facilidade. A raiz, colocada em saco plástico, conserva-se na gaveta da geladeira durante 5 ou 6 dias.

A beterraba cozida pode ser conservada por um período maior se for colocada num molho de vinagre ou de azeite. Também pode ser congelada depois de passar por um tratamento especial.

Fonte: www.horti.com.br

Beterraba

Beterraba
Beterraba

A beterraba vermelha é a mais conhecida de todas as espécies de beterrabas (conhecida por beet nos EUA e beetroot na Inglaterra), e ela é parte da família das Chenopodiacias (goosefoot).

Outros membros desta família incluem a couve, o mangelwurzel (espécie de raiz amarela e longa), e a beterraba doce.

A beterraba é descendente de uma planta marinha originária do Mediterrâneo e das regiões do Atlântico Norte na Europa e África do Norte, e foi primeiramente descoberta pelos romanos.

É interessante notar que a beterraba, da forma que a conhecemos hoje, só veio a ter esse formato arredondado e de cor avermelhada a partir do século 17.

A cor da beterraba vem da combinação de dois tipos de pigmentos: betacianina (roxo) e betaxanatina (amarelo).

Porém atualmente existem beterrabas de cores variadas, como a beterraba amarelo-ouro e a listrada de diversas cores (assim como um pirulito).

As beterrabas são ricas em vitaminas e minerais. A raiz contém folato (bom principalmente para mulheres grávidas), potássio, manganês, fibras, anti-oxidantes e vitamina C.

As partículas químicas que causam o pigmento vermelho também contém agentes anti-cancerígenos, e de fato a beterraba tem sido usada no tratamento de câncer já há algum tempo.

Apesar das beterrabas conterem mais açúcar do que a cenoura e o milho, elas mantêm um sabor extremamente "terrestre", que vem de um componente químico chamado geosmina.

As folhas de beterraba são muito nutritivas e não devem ser postas de lado quando se prepara a raiz.

Elas contêm cálcio, beta-caroteno, ferro e vitamina A. Simplesmente pique as folhas e cozinhe-as da mesma maneira que o espinafre.

Para se cozinhar a beterraba é importante que se esfregue a casca para limpá-la, sem no entanto removê-la.

Se a beterraba for descascada previamente, sua cor se perde na água de cocção e isso não só a deixa- com um aspecto "anêmico", como também pode- manchar a panela e os utensílios.

As beterrabas ficam deliciosas se embrulhadas em papel alumínio e assadas com um pouco de manteiga e vinagre balsâmico, ou raladas cruas para uma salada com grãos de mostarda.

Fonte: www.nutricaoempauta.com.br

Beterraba

CULTIVO DA BETERRABA

Introdução

Beterraba
Beterraba

A beterraba (Beta vulgaris) é uma planta bianual pertencente à família quenopodiacea.

Em vários países da Europa, da América do Norte e da Ásia, o cultivo da beterraba é altamente econômico e o nível de tecnificação da cultura é bastante avançado, principalmente, o das variedades forrageiras e açucareras.

No Brasil, o cultivo de beterraba é exclusivamente das variedades de mesa, mesmo assim, em pequena escala comercial, se comparando com de outras hortaliças mais tradicionais, tais como batatinha, tomate, repolho, cenourinhas, cebola, alho etc. Vem-se observando, contudo, nos últimos dez anos, crescente aumento da demanda dessa hortaliça, para consumo "In natura" e também para as indústrias de conservas e alimentos infantis.

Botânica e cultivares

A beterraba que nós brasileiros conhecemos é uma planta cuja parte comestível é a sua raiz tuberosa. Tal raiz tem uma típica coloração vermelho-escuro, devido ao pigmento antocianina, coloração que também ocorre nas nervuras e no pecíolo das folhas.

A planta é bianual, exige um período de frio para o florescimento, sendo que, na fase vegetativa, ela desenvolve folhas alongadas, distribuídas ao redor de um caule diminuto e de uma raiz tuberosa bem destacada. No florescimento, sob baixas temperaturas (já ocorreu em Lavras- MG) há emissão de um pendão floral com 60-100 cm, com flores em inflorescência do tipo espiga ramificada, aglomeradas em grupos de 2-5. Produzem glomérulos (aglomerados de frutos), com consistência corticosa, medindo 4 mm de diâmetro, que são as chamadas "sementes", utilizadas na propagação.

O sistema radicular é do tipo pivotante, alcançando a raiz principal 60 cm de profundidade, ou até mais, com poucas ramificações laterais. A raiz tuberosa tem formato quase estérico, possui sabor acentuadamente doce , se desenvolve quase à superfície do terreno, nas cultivares produzidas entre nós.

As cultivares de mesa , produzidas entre nós, são de origem americana, sendo as sementes importadas dos EUA A cultivar Asgrow Wonder, caracteriza-se por sua extrema precocidade, produzindo mais cedo do que as demais. Produz raízes tuberosas de formato globular, quando novas, evoluindo para um formato ligeiramente alongado posteriormente.

São de grande uniformidade e tamanho médio. A coloração vermelha é intensa, externa e internamente, sendo a polpa delicada, tenra e de excelente sabor, com ótima qualidade para mesa. A planta apresentam folhas eretas, alongadas, de tamanho uniforme e coloração verde-escuro, úteis para o preparo de maços.

Note-se que as folhas desta e de outras cultivares são comestíveis.

A cultivar Early Wonder ou Wonder Precoce produz raízes globulares, ou ligeiramente cônicas, com coloração externa vermelha, Internamente a coloração é mais escura, com anéis concêntricos mais claros. As folhas são eretas, verde-escuro e não se prestam à feitura de maço.

A cultivar Detroit Dark Red é considerada um padrão de qualidade para a industria, nos EUA , também sendo popular para a comercialização nos mercados.

Suas raízes tuberosas são de formato globular-alongado típico, uniformes, lisas e de coloração vermelho intenso, internamente, sem a presença de círculos mais claros. As folhas são vigorosas, verde-escuro, eretas, pouco mais curtas que as da Asgow Wonder, não se prestam à comercialização em molhos.

Clima e época de plantio

A beterraba é típica de climas temperados, produzindo bem sob temperaturas amenas ou frias, com melhor desenvolvimento entre 10-20ºC, na parte aérea, em nossas condições. Apresenta boa resistência ao frio intenso, inclusive a geadas leves.

Na maioria das localidades produtoras semeia-se de abril a junho, especialmente em altitudes inferiores a 400m. Em localidades acima de 800m semeia-se de fevereiro a julho. Em certas localidades serranas, de elevada altitude, pode-se semear durante o ano todo, inclusive durante o verão (verão de temperaturas amenas).

Propagação

Beterraba
Beterraba

Ao contrário do que ocorre com outras hortaliças tuberosas, que são intolerantes ao transplante, a beterraba é uma notável exceção: se adapta muito bem à propagação por mudas. Ao que parece os nossos melhores produtores fazem a semeadura em sementeiras, da maneira usual para outras hortaliças.

Semeia-se em sulcos transversais, distanciados de 15 cm, com 15-25 mm de profundidade – já que as ‘’sementes’’ são relativamente grandes. Transplantam-se as mudas com cerca de 15 cm e 6 folhas definitivas, 20-30 dias após a semeadura. Procura-se evitar danos à raiz principal, ao se retirar a muda, pois isso acarretará deformação na raiz tuberosa. É importante que após o transplante as mudas fiquem à mesma profundidade ,em relação a que estavam, na sementeira.

A semeadura direta é praticada na maioria dos países europeus e no EUA. Semeia-se em sulcos, à profundidade já citada, deixando-se cair um a dois glomérulos a cada 5cm de sulco.

Beterraba
Beterraba

Em qualquer um dos métodos de propagação, o espaçamento definitivo deve ser de 25-30 x 10-15 cm. Geralmente o espaçamento mais estreitos aumentam a incidência de beterrabas pequenas, de menor valor comercial. Por outro lado, espaçamento maiores diminuem a produtividade, não se justificando.

No plantio por mudas utilizam-se sulcos longitudinais, em número de 2-3, em canteiros estreitos, muitas vezes irrigado por infiltração. Para a aspersão são utilizados canteiros mais largos, com maior número de fileiras longitudinais. Em pequenas, culturas irrigada por aspersão, utilizam-se sulcos transversais, tanto na semeadura direta como usando-se transplante, que facilitam alguns tratos culturais.

Calagem e adubação

Calagem é feito para elevar a saturação de bases a 80% e o teor de magnésio a um mínimo de 9 mmolc/dm3.

Adubação orgânica deve ser feito com a aplicação de 30 a 40 t/há de esterco bem curtido ou composto orgânico, sendo a maior dose para solos arenosos.

Pode-se utilizar ¼ dessa quantidade de esterco de galinha.

Adubação mineral de plantio recomenda se aplicar 10 dias antes da semeadura sendo a quantidade determinada de acordo com a análise do solo.

Nitrogênio P resina, mg/dm3 K+ trocável, mmolc/ dm3 Zn, mg/dm3
0-20 26-60 >60 0-1,5 1,6-3,0 >3,0 0-0,5 >0,5
N, kg/há P2O5, kg/há K2O, kg/há Zn, kg/há
20 360 240 180 180 120 60 3 0

Utilizar juntamente com o N,P e K de 2 a 4 kg de boro. Após 15 a 30 dias aplicar 5g de molibidato de amônio diluído em 10 litros de água.

Adubação mineral de cobertura recomenda-se aplicar de 60 a 120 kg de nitrogênio por hectare e 30 a 60 kg de potássio por hectare parcelando este total em três parcelas, aos 15, 30 e 50 dias após a germinação.

Tratos culturais

O desbaste é indispensável, já que cada glomérulo geralmente origina mais de uma planta. Também serve para um raleamento nas fileiras compactas, obtidas pela semeadura direta, deixando-se apenas as melhores plantas, no espaçamento adequado.

É feito na sementeira e no canteiro definitivo, quando as plantinhas atingem 5 cm de altura. Há olericultores que aproveitam as plantas desbastadas para plantio.

A amontoa pode ser feita para evitar-se a exposição da parte superior da raiz tuberosa ao sol, tornando-a lenhosa e diminuindo o seu valor comercial. Tal trato geralmente é feito por pequenos produtores.

A beterraba exige irrigações, sendo que aquelas leves e freqüentes são preferíveis àquelas espaçadas, com pesada aplicação de água por vez. A deficiência hídrica é indesejável, mesmo por ocasião da colheita, pois torna as raízes lenhosas e diminui a produtividade.

O método mais freqüentemente utilizado é a aspersão, sendo o mais recomendável quando se faz semeadura direta. Observe-se que o ciclo cultural desenvolve-se no outono-inverno, razão pela qual as irrigações devem ser aplicadas com precisão.

Colheita e comercialização

Na semeadura direta, em canteiros definitivos, a colheita se inicia aos 60-70 dias. Já o transplante prolonga, perceptivelmente, o ciclo cultural, alongando-o por mais 20-30 dias, se bem que eleva a produtividade e a qualidade do produto.

No centro-sul a cotação mais alta é para beterrabas com 8-10 cm de diâmetro transversal e 6-7 cm, longitudinalmente, pesando cerca de 300 g (isso em mercados exigentes). O tipo preferido apresenta coloração púrpura uniforme e intensa, externa e internamente, e formato globular ou globular-achatado.

O ponto de colheita é quando as raízes apresentam tamanho adequado, não estando ainda completamente desenvolvidas; como nem todas atingem tal condição ao mesmo tempo, a colheita prolonga-se por alguns dias. Se o preço não for favorável, a beterraba pode permanecer até um máximo de 15 dias, no solo, após atingir o ponto de colheita; após isso, torna-se fibrosa, de tamanho indesejável e com aspecto grosseiro.

Podem ser comercializadas em maços que geralmente são constituídos de uma dúzia de plantas amarradas pelas folhas, o que é interessante já que as folhas também são comestíveis. Para isso as folha devem ser atrativas, verde-escuros, sem manchas de doenças, estando bem viscosas.

Também pode-se utilizar caixas que suportam aproximadamente 24 kg de beterrabas do tamanho desejável. Para isso, após a colheita, as raízes são lavadas e secas à sombra, sendo a parte aérea cortada, rente, aparando-se, também, a raiz pivotante. Embaladas em caixas é possível o transporte até mercados mais distantes.

Como se trata de uma cultura de outono-inverno as cotações mais elevadas ocorrem em fevereiro-junho, especialmente de março a abril. Normalmente, de agosto em diante os preços baixam. Regiões mais altas podem produzir e comercializar também durante o verão.

As plantas inteiras ou apenas as raízes tuberosas, conservam-se bem quando estocadas a 0ºC e UR de 95%. Em tais condições conservam-se durante 10-15 dias. Já temperaturas mais altas diminuem o período de conservação e afetam a qualidade do produto.

Doenças

Tombamento de sementeira

O Tombamento de sementeira, enfermidade encontrada na cultura da beterraba, tem sido importante em razão da tradição de semeio direto do glomérulo.

Caracteriza-se pela decomposição dos tecidos das plântulas, principalmente na região do coleto, estendendo-se nos dois sentidos, tanto em direção à parte aérea, como em direção à ponta da raiz. Fungos dos gêneros Pythium e Rhizoctonia são os mais freqüentemente associados à ocorrência, bem como Phoma betae Frank, veiculado via semente. No Brasil, muitos agricultores tem abandonado o semeio direto e preferindo o transplante de mudas produzidas em viveiros.

Este método propicia a utilização de substratos de germinação livres de patógenos e um melhor aproveitamento do material propagativo com seleção das melhores mudas. O controle químico também é eficiente, tratando-se as sementes com fungicidas apropriados.

Mancha de Cercospora – Cercospora beticola Sacc.

Esta é provavelmente a enfermidade fúngica mais séria da cultura da beterraba. O fungo ataca as plantas adultas, decorrendo daí o surgimento de manchas necróticas, inicialmente pequenas, rodeada de uma pigmentação arroxeada na face superior da folha. Em seu reverso, as manchas apresentam uma coloração acinzentadas relacionadas com estrutura reproduzida pelo fungo Cercospora beticola Sacc.

Quando em grande número, as lesões coalescem ocasionando o crestamento da folha. O fungo sobrevive em semente e restos de folhas afetadas deixadas no campo. O controle químico pode ser feito com pulverizações com benomil, alternando com fungicidas cúpricos. Utiliza-se também cultivares menos susceptíveis como Agrow Wonder, Tall Top Early Wonder.

Mancha de Phoma- Phoma betae Frank

O agente causal desta enfermidade é freqüentemente relatado como um patógeno fraco que ataca as folhas velhas da cultura, causando manchas de 10 a 12 mm de diâmetro, nas quais podem ser observadas pontuações negras correspondentes às estruturas reprodutivas do fungo Phoma betae Frank. O fungo pode ainda infectar a raiz.

Podridão de raízes – Rhizoctonia solani Kuhn

Encontram-se referências de Rhizoctonia solani Kuhn infectando raízes tuberosas de beterraba, em associação com a bactéria Streptomyces scabies, que causa lesões com odor fétido, depreciando o produto para o mercado.

Mancha Bacteriana da Folha da Beterraba

A mancha bacteriana da folha da beterraba hortícola é causada por Xanthomonas campestris pv. betae .

Os sintomas da doença aparecem, como pequenas lesões de aspecto encharcado nos limbos das folhas que, ao se desenvolverem, adquirem contorno arredondado e anéis concêntricos. Posteriormente, as lesões tornam-se translúcidas e coalescem com as vizinhas, comprometendo extensas áreas do tecido foliar.

Esporadicamente, as nervuras secundárias são atingidas e se tornam enegrecidas. A doença tem sido verificada de forma endêmica em áreas olerícolas.

A bactéria penetra através de aberturas naturais, como estômatos e hidatódios, ou através de ferimentos , condições de alta umidade favorecem a ocorrência da doença .

Nenhuma estratégia especial tem sido desenvolvido para o controle da mancha bacteriana em campo.

Murcha bacteriana

A murcha bacteriana causada por Pseudomonas solanacearum apresenta os seguintes sintomas: murcha acentuada dos folíolos mais velhos , seguido da murcha dos ponteiros; amarelecimento, nanismo e produção de raízes adventícias são outros sintomas comuns.

Pseudomonas solanacearum é uma bactéria tipicamente do solo sua disseminação a média e longa distância é feita por meio de material de propagação contaminados.

A bactéria penetra através de ferimentos causados nas raízes por nematóides, insetos ou mesmo por tratos culturais realizados pelo homem. As temperaturas elevadas e a alta umidade favorecem a ocorrência da doença.

Entre as medidas de controle, recomenda-se plantar mudas livres da bactéria; evitar o plantio em solos infestados pelo patógeno; erradicar os nematóides-das-galhas, os quais aumentam a incidência da murcha bacteriana; fazer rotação de cultura com gramíneas, como milho, arroz e pastagens, realizando-se posteriormente a incorporação dos restos de cultura, fazer o plantio nos meses de temperatura amenas; tomar maiores cuidados nas operações culturais para se evitarem ferimentos nas plantas.

Podridão Mole e Necrose Vascular

A podridão mole é causada por Erwinia carotovora. Os primeiros sintomas surgem nas folhas e hastes mais espessas e tenras e nos órgãos de reservas como pequenas lesões encharcadas que aumentam de tamanho e causam maceração do tecido afetado, ocorre amarelecimento nas folhas e coloração verde-escuras das hastes e pecíolos. Internamente ocorre o escurecimento do sistema vascular.

Disseminação ocorre por meio de gotículas de água contendo o patógeno durante as chuvas ou irrigação ela se desenvolve bem em alta umidade e temperatura por volta dos 28ºC.

Medida de controle: recomenda-se utilizar variedades resistentes quando disponíveis e fazer tratos culturais evitando ferimentos nas plantas.

Nematóides

Nematóides do gênero Meloydogine são os mais daninhos à cultura da beterraba olericola. Os sintomas mais comuns são as galhas radiculares refletindo na parte aérea da planta o enfezamento e clorose. Controle rotação de cultura, eliminação de plantas daninhas hospedeiras.

Pragas

As quenopodiaceas são atacadas por insetos mastigadores e sugadores, controláveis por pulverizações com inseticidas de ação de contato em injetam, ou sistêmicos , respectivamente.

Alexandre do N. Costa

Giuliano da S. Igarashi

Keiti Ebina 1 Marcos S. Tanaka

Wilson Roberto Maluf

Bibliografia

Manual de olericultura : cultura e comercialização de hortaliças / Fernando Antonio Reis Filgueira. – 2. ed. rev. e ampl. – São Paulo : Ed. Agronômica Ceres, 1982.
Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo, por B. vam Reij, H. Contarella, J. Quaggio & A.M.C. Furlani. 2 ed. rev. Atual. Campinas. Instituto Agronômico/ Fundação IAC 1997. 285p.
Informe Agropecuário Belo Horizonte, v. 17, n. 182, p 26; 29; 30; 33. 1995
Avaliação da Eficiência de Pyrazon, Phenmedipham e Sethoxydim no controle de Plantas Daninhas, na Cultura de Beterraba (Beta vulgaris L.), por Santos, Juares Ferreira dos. Tese. Universidade Federal de Viçosa. 1994

Fonte: www2.ufla.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal