A biblioteca de Alexrandria reuniu o maior acervo literário da Antiguidade entre 280 a.C a 416 d.C.
A biblioteca e seu acervo foram queimados algumas vezes, porém há controvérsias quanto às origens de tais atentados.
A Nova biblioteca de Alexandria foi construída em sete anos, tendo sido inaugurada em 2002.
Partiu de um antigo sonho egípcio de valorizar a cidade de Alexandria e sua história.
É na verdade não apenas uma biblioteca, mas um complexo arquitetônico composto por um planetário, dois museus, laboratórios, salas de conferência e cinco bibliotecas.
Com 8 milhões de livros, a biblioteca de Alexandria não é a maior do mundo, título que cabe à biblioteca do Congresso Americano que dispõe de aproximadamente 130 milhões de títulos.
Mil e setecentos anos depois da destruição da Biblioteca de Alexandria — considerada um dos maiores centros de conhecimento da História da Humanidade — o presidente do Egito, Hosni Mubarak, inaugurou a versão moderna do complexo. Trata-se de um grandioso centro cultural batizado de Bibliotheca Alexandrina, que reúne museus e institutos de pesquisa, além da biblioteca propriamente dita.
— O renascimento da biblioteca terá um papel central na reunião de culturas e sociedades — disse Mubarak durante a cerimônia de inauguração, que contou com a presença do presidente da França, Jacques Chirac, entre outras 300 autoridades. — Nossa região sempre sofreu com derramamento de sangue e conflitos. Agora é o momento de pôr um fim a essa situação.
A Bibliotheca Alexandrina foi construída na cidade de Alexandria, às margens do Mediterrâneo, no mesmo local onde, segundo especialistas, erguia-se a antiga biblioteca. A versão moderna do histórico centro de saber abrigará quatro milhões de livros, cem mil manuscritos e 50 mil mapas. Faz parte de seu acervo o único papiro que sobreviveu à destruição da antiga biblioteca. O projeto, que contou com o apoio da Unesco, levou 20 anos para ser concretizado e custou US$ 200 milhões.
O prédio que abriga o novo complexo cultural tem proporções faraônicas e é repleto de simbolismos. Projetado por uma empresa da Noruega, o edifício de onze pavimentos tem a forma de um disco inclinado na direção do mar que, segundo os construtores, representa "o nascer do Sol a cada dia para saudar os novos conhecimentos". No paredão de granito que envolve a biblioteca estão inscritas letras e símbolos de todas as línguas dos mundos moderno e antigo.
Centro simboliza união de culturas e religiões
As ambições da nova biblioteca não são menos grandiosas que o prédio que a abriga: a exemplo do antigo centro, pretende ser um centro universal de saber e um fórum de debates, além de um símbolo forte da união de culturas e religiões representado por sua herança faraônica, grega, muçulmana e cristã.
— Numa época de xenofobia e fundamentalismo, a biblioteca clama por racionalidade, diálogo e método científico — afirmou Ismail Serageldin, diretor do centro.
A construção do complexo cultural foi marcada por polêmicas. Críticos do projeto alegam que Alexandria não é mais um centro intelectual. Para eles, o dinheiro deveria ter sido gasto para ampliar a infra-estrutura científica do Egito. Eles também acham que discussões sobre religião acabarão proibidas.
Um centro de sabedoria - No quarto século antes de Cristo, a cidade egípcia de Alexandria, na época sob o domínio dos gregos, se tornou um dos mais importantes centros de ciências, artes, literatura e filosofia do mundo antigo. Foi nesse contexto histórico que o rei Ptolomeu II criou a primeira instituição científica dos tempos antigos, o Mouseion (museu, em latim), e, junto a ele, a biblioteca que ficou conhecida pelo nome da cidade que a abrigava.
Embora não existam números precisos, estima-se que em seu apogeu a biblioteca tenha reunido cerca de 700 mil manuscritos. Tradutores e escribas trabalhavam incessantemente fazendo cópias manuscritas de todos os livros que por ventura chegassem à cidade. A primeira tradução do Antigo Testamento para o grego foi feita na biblioteca. A aquisição de originais de livros e trabalhos científicos também era encorajada. Durante séculos, a biblioteca foi considerada o maior centro de conhecimento do mundo.
Porém, seis séculos depois de sua fundação, a biblioteca e o Mouseion desapareceram junto com a civilização que os criou. Uma série de incêndios — alguns acidentais, outros provocados por disputas políticas e religiosas — é a causa mais provável da destruição do centro.








Fonte: arabesc.multiply.com