Drais requereu em seu país, Baden, a patente do seu invento, mas a petição lhe foi negada sob a alegação de que não foi encontrada nenhuma utilidade digna de menção, pelo fato de todos que têm pés podem utilizá-los da forma mais natural para deslocar-se de um lugar para outro. Alegaram que uma máquina assim só seria útil para pessoas deficientes físicas, que não têm pés, e então deveriam poder impulsionar com as mãos.
Apesar do fracasso, Drais tinha esperança de fazer negócios, oferecia acessórios de luxo para o público refinado, viagens de prova e fazia referências desse veículo como meio de manter a forma física e para o lazer, unindo, ao mesmo tempo, o lazer e a saúde, ressaltando que se poderia fazer muito exercício em pouco tempo e com pouco esforço.
Em 1818, Drais conseguiu a patente do seu veículo por dez anos. O fato de ser dirigível transformou-a em um grande meio de transporte, pois, com a direção, tornava-se fácil conduzi-la e manter o equilíbrio. Em 1817, percorreu 50 quilômetros em uma hora, trajeto que o correio da época levava quatro horas para percorrer. A partir daí, a imprensa começou a divulgá-lo alegando que era uma das novidades mais importantes no campo das ciências mecânicas o que o fez conhecido por toda a Alemanha.
Drais tentou montar sua própria fábrica, mas os fornecedores deram-lhe um golpe, levando todo dinheiro que tinha e a tão sonhada fábrica nunca abriu as portas. Por outro lado, seus maiores compradores quebraram e o correio, que era um deles, proibiu seus mensageiros de usar as drasianas pois o gasto com sola de sapato era muito grande.
Em outubro de 1817, Georg von Reichenbach, engenheiro da corte de Maiz,
criou um veículo com os mesmos princípios da drasiana, porém com um centro
de gravidade bem mais baixo devido ao fato de que a barra que servia de trave
e assento estava muito baixa, tinha um assento acolchoado que podia subir
e descer para acomodar os diversos tamanhos de usuários. A roda traseira se
movia dentro de um garfo e o garfo dianteiro era arqueado (Fig. 5.2).
Apareceram de 1817 a 1819 mais três mecânicos cujos inventos são registrados
nas Figuras 6.2 e 7.2.
Em 1820, um mecânico de Munique construiu drasianas com parte em ferro (Fig. 8.2). Lembrando os celeríferos, apareceram na França veículos com cabeças de animais (Fig. 9.2).

FIGURA 5.2 - Drasiana de George von Reichenblank 1817 (RAUCK, 1981)

FIGURA 6.2 - Drasiana 1817 (RAUCK, 1981)

FIGURA 7.2 - Drasiana 1819 (RAUCK, 1981)

FIGURA 8.2 - Drasiana 1820 (RAUCK, 1981)