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Biodiesel

A principal utilização dos óleos vegetais, agora e no futuro será como biodiesel, que é uma alternativa ao diesel derivado do petróleo.

O que é

Biodiesel (ésteres mono alquila) é uma combustível diesel de queima limpa derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais.

Tal qual o diesel derivado de petróleo, o biodiesel operam em motores de ignição-combustão. Essencialmente não são requeridas modificações nos motores, e o biodisel mantém as capacidades do diesel.

O uso do biodiesel em motores convencionais a diesel resulta na redução substâncial de hidrocarbonetos, monóxido de carbono e matéria particulada.

Propriedades químicas

O Biodiesel tem propriedades físicas muito semelhantes ao diesel. As emissões no entanto são menores.

Biodiesel
Biodiesel

Biodiesel pode ser feito de vegetais ou de gordura animal. É feito de recursos renováveis. É bidegradável, requer mínimas modificações de motores, podendo inclusive ser misturado a outros combustíveis.

Os Óleos vegetais podem reagir químicamente com um álcool, para produzir ésteres. Esses ésteres quando usados como combustíveis lavam o nome de Biodiesel.

Atualmente, o biodiesel é produzido por um processo chamado transesterificação. O óleo vegetal é filtrado, e então processado com materiais alcalinos para remover gorduras ácidas. É então misturado com álcool e um catalizador. As reações formam então ésters e glicerol, que é separado.

Amendoim, sementes de algodão, sementes de girassol, dendê, mamona e soja são grandes fontes de óleos. Ésteres feitos de qualquer dessas fontes podem ser usados em motores, embora tenham variações nas suas propriedades físicas.

O mercado

O Biodiesel ainda esbarra em vários obstáculos, como a falta de regulamentação e os preços atuais do diesel derivado do petróleo.Estima-se que no começo do próximo século, teremos condições de gerar biodiesel correspondente a 8% de todo o diesel consumido. Provavelmente ele será usado numa mistura com o diesel convencional que as pesquisas conseguirem vegetais mas eficientes na produção de óleo e na medida que o preço do diesel vá subindo, que é o esperado.

Vantagens

O Biodiesel é mais seguro do que o diesel de petróleo.

O ponto de combustão do biodiesel na sua forma pura e de mais de 300 F contra 125 F do diesel comum.

Equipamentos a biodiesel são portanto mais seguros.

A exaustão do Biodiesel é menos ofensiva.

O uso do biodiesel resulta numa notável redução dos odores, o que é um benefício real em espaços confinados. De fato se assemelha um pouco com o cheiro de batatas fritas. Não foram noticiados casos de irritação nos olhos.

Como o biodiesel é oxigenado, ele apresenta uma combustão mmais completa.

Biodiesel não requer armazenamento especial.

O biodiesel na sua forma natural pode ser armazenado em qualquer lugar onde o petroléo é armazenado, e pelo fato de ter maior ponto de fusão é ainda mais seguro o transporte deste.

Biodiesel funciona em motores convencionais. Como já foi dito, o biodiesel requer minimas midificações pra operar em motores já existentes.

Renovável. como já foi dito o Biodiesel é renovável, contribuindo para a redução do dióxido de carbono.

O Biodiesel pode ser usado sozinho ou misturado em qualquer quantidade com diesel de petróleo.

O Biodiesel aumenta a vida útil dos motores por ser mais lubrificante.

Biodiesel é biodegradável e não tóxico.

Fonte: www.geocities.com

Biodiesel

Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos tais como o craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas, tais como mamona, dendê ( palma ), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras.

O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.

Segundo a Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, biodiesel é um “ biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.

A transesterificação é processo mais utilizado atualmente para a produção de biodiesel. Consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador, da qual também se extrai a glicerina, produto com aplicações diversas na indústria química.

Além da glicerina, a cadeia produtiva do biodiesel gera uma série de outros co-produtos (torta, farelo etc.) que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores.

Biodiesel
Biodiesel

Desafios e oportunidades

Combustível limpo, o biodiesel é produzido à partir de óleos vegetais, novos ou usados, ou gorduras animais, através do processo de transesterificação ou alcoólise.

Este processo consiste na linearização da molécula tri-dimensional do óleo ou gordura, tornando-a similar à do óleo diesel, assim como na redução da acidez e no deslocamento de glicerol pela ação do álcool utilizado.

Portanto, a reação é:

Óleo vegetal (novo ou usado) ou gordura animal + Álcool e Catalisador®Biodiesel + Glicerol e Catalisador

Apesar de sua simplicidade, demonstrada pelas características abaixo:

1) ser realizado em temperatura ambiente e pressão atmosférica
2)
total domínio tecnológico, visto que seu ensino é tema das aulas do 1º período de graduação em Engenharia Química

Ao ser usado para gerar combustível, este processo requer monitoramento e controle de qualidade apuradíssimos, para garantir segurança aos consumidores sobre os custos de manutenção de seus veículos.

A oferta de matéria-prima, tanto com relação à quantidade necessária quanto à possibilidade de uso de espécies regionais, o desenvolvimento de mercados para os sub-produtos (ou derivados) do processo, o subsídio cruzado com o qual o óleo diesel (concorrente direto do biodiesel) conta atualmente, resolução na emissão de poluentes, a possibilidade do uso de catalisadores nos veículos ciclo diesel, redução na importação de petróleo e derivados, exportação de créditos de carbono relativos ao (Protocolo de Kyoto) Efeito Estufa, portanto, dinamização da economia interna com reserva do fluxo de capitais no setor de combustível para motores ciclo diesel, que inclui os grupos geradores e as UTE`s em barcaças que serão alugadas.

Os desafios e as oportunidades são complementos no caso do biodiesel, pois o Brasil consome anualmente cerca de 36 bilhões de litros de óleo diesel, sendo 10% importados já refinados e outros 20% refinados aqui, do petróleo importado, enquanto a produção de óleos vegetais é de 3,5 bilhões de litros.

Ao considerar que o agronegócio está focado nos mercados alimentícios e químicos, cujas especificações devem permitir o consumo humano, todos os fertilizantes, defensivos e reagentes devem ser nobres e, portanto, caros. Além de para o mercado de combustível isto não ser necessário, não é conveniente criar um núcleo competitivo com a produção de alimentos.

O ideal é serem desenvolvidas plantações para este fim, usando componentes mais baratos e obtendo ganho de escala, pois para substituir o diesel importado já refinado é necessário dobrar a produção de oleagionas, gerando emprego e renda no campo, e todas mas externalidades positivas. Isto pode ser começado já, para termos resultados em um ano, na próxima safra, além de podermos fazer com que nossos resíduos sejam usados como combustível.

Fonte: visaoportal.com.br

Biodiesel

Biodiesel - Rumo ao Futuro

“Cada brasileiro terá a sua casa com fogão e aquecedor elétrico”

Esses versos do poema Hino Nacional, de Carlos Drumonnd de Andrade, convidam-nos a uma reflexão que revela a extrema dependência energética a qual o ser humano está submetido.

Vivemos subordinados ao conforto proporcionado pela eletricidade e pelo uso dos combustíveis como o gás natural e o petróleo; submissão que pode ser exemplificada pelo uso excessivo deste último combustível, que por não ser fonte renovável de energia, gerou profunda crise a partir de 1972, devido à política de comercialização do mesmo.

Numa visão microscópica, necessitamos da energia solar, fonte de vida, pois esta possibilita a sobrevivência da cadeia formada por fotossintetizantes, herbívoros, carnívoros e onívoros, possibilitando a aquisição de energia química através da respiração celular.

No entanto, é inevitável que sejamos dominados pelo medo da energia nuclear, causa da destruição da vida de centenas de milhares de pessoas, devido à energia liberada por uma bomba nuclear, em Hiroshima, no final da segunda Guerra Mundial.

Nota-se a importância da energia sob diferentes ângulos, a nítida necessidade da busca por uma fonte energética que vise a sustentabilidade social e ecológica; movimentando não somente o setor agrário, através da geração de oportunidades de trabalho no campo e da promoção do “desinchaço” urbano, fator responsável pelo círculo vicioso de miséria, desemprego e violência, mas também o setor indústria, imprescindível para o desenvolvimento do país.

Uma fonte energética renovável, econômica, não poluente e de fácil obtenção torna-se um objetivo a ser alcançado.

Após a realização de várias pesquisas, surge a possibilidade de síntese de um novo combustível, que atenda a tais requisitos: o biodiesel, produzido a partir de etanol e de óleos vegetais: soja, mamona, girassol, milho, algodão, canola, babaçu, dendê, pequi, palma, entre outros.

Devido à possibilidade de uso de diversas espécies vegetais pode-se afirmar que o uso dessa tecnologia irá contribuir para a implementação da sustentabilidade social e ecológica, pois poderemos produzir a matéria prima nas diferentes regiões do país.

O uso do biodiesel contribuir pra o declínio de fenômenos como a inversão térmica e o efeito estufa, que é o acúmulo de gás carbônico na atmosfera impedindo a irradiação do calor absorvido pela mesma; ao passo que, a fim de atender a demanda pelo novo combustível, o número de áreas ocupadas pela agricultura será maior, e, portanto, haverá um aumento na absorção do gás carbônico pelos vegetais.

Com a substituição gradativa do óleo diesel pelo biodiesel, inicialmente, reduziria-se em 10% a emissão de gases que causam o efeito estufa. Logo, essa situação seria extremamente favorável e lucrativa para o Brasil, pois poderíamos vender, através do Banco Mundial, nessas cotas de emissão e de seqüestro de carbono, propostas pelo Protocolo de Kioto, acordo onde os países signatários comprometem-se reduzir a emissão de dióxido de carbono na atmosfera, proporcionando ao pequeno agricultor uma nova fonte de renda à sua propriedade.

Contudo é natural do homem que a ganância aflore em condições como estas, caso a maior parte da população decida cultivar a matéria prima para a produção de biodiesel, da mesma forma que a agricultura vem senso tratada hoje, com o monopólio de grandes empresas que não estão preocupadas de fato com a sociedade agrícola, nem urbana e muito menos com o meio ambiente, o país corre o risco de enfrentar uma nova crise, pois que cultivará os produtos para subsistência da sociedade brasileira? Onde estes serão cultivados? É fácil concluir que precisaremos importá-los, o que, conseqüentemente elevará os preços dos alimentos. Desse modo, a camada mais pobre da população não terá acesso ao mínimo garantido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, e pelos princípios democráticos originados na Grécia Antiga, com Clístenes.

O pequeno produtor será mais uma vez sufocado pelos grandes, o processo do êxodo rural, velho conhecido nosso, retornará.

Hoje, já busca novas técnicas que contribuem para a sustentabilidade dos nossos solos, sem que apenas deles se esgotem todos os nutrientes, o que os tornariam inférteis e mais uma vez dependente das multimarcas para a reposição destes nutrientes. Desta forma ter produção novamente, com os custos mais elevados , não apenas custos financeiros, mas custos ao meio ambiente, pois novamente precisaríamos extrair produtos de origem natural, como pro exemplo, a rocha fosfatada e as calcárias entre outras para produzir os adubos.

Com as técnicas tradicionais de plantil, como a monocultura, seriam necessários produtos como agrotóxicos para o combate de doenças e pragas que geralmente ocorrem nesse tipo de produção e que contribuiriam para a poluição do solo, pois resíduos destes seriam arrastados para o solo empobrecido e sem proteção e, conseqüentemente para nossos recursos hídricos, os quais devemos zelar, pois em um futuro breve será uns dos maiores tesouros de nosso planeta.

Estas técnicas que simplesmente imitam o que ocorre naturalmente no interior de nossas florestas chamadas Sistemas Agroflorestais contribuem para a ciclagem dos nutrientes, processo este que é a decomposição dos restos vegetais para o reaproveitamento das plantas.

Para a produção do biodiesel, na maioria das vezes são utilizadas espécies leguminosas, uma outra vantagem, pois estas possuem características naturais de fazer a reposição do nitrogênio ao solo sintetizando compostos, com este elemento, que existe em abundância na composição química da atmosférica.

Os sistemas Agroflorestais, diferem da agricultura convencional, pois permitem várias formas de plantios em consórcios entre espécies para fins de uso , por exemplo: a alimentação humana.

A Diversificação das espécies dentro de uma mesma área contribuirá para a diminuição da aparição de pragas e doenças e também para o aumento da renda do pequeno proprietário.

Com vantagens ou não, o biodiesel será consumido, pois não teremos petróleo disponível por toda a eternidade, e, atualmente, este é um dos poucos recursos do qual podemos lançar mão. Até que novas possibilidades apareçam, corremos o risco.

O projeto de produção de biodiesel é interessante, pois trata-se de uma reação, de transesterificação, que ocorre em trinta minutos na presença de um catalisador sendo portanto, um processo simples e barato já que realiza-se em pressão ambiente.

É interessante ressaltar que, o processo (ou retrocesso, quando os artefatos descobertos não serão empregados em prol do bem da humanidade) é a conscientização do conhecimento adquirido através do estudo e da observação do universo.

A menos que, Thomson, Rutherford, Bohr e outros tantos não tivessem criado um modelo atômico, a vida não seria ameaçada pela energia nuclear com a bomba atômica: por outro lado, a mesma não seria preservada através, por exemplo, da radioterapia, que tantas vidas salva através de tratamentos sofisticados.

A Química que transforma, que forma, que junta e separa, que cura, que encontra novas alternativas, que recicla, que criou vida e nos alivia a morte é a mesma que pode salvar nosso planeta, encontrando novos combustíveis, mas não pode transformar, nem modificar o pensamento do homem, se o mesmo não estiver em busca de prorrogar a própria vida e a vida do nosso planeta.

Olhando ao nosso redor, percebe-se que, não importa onde estejamos, se no interior de um escritório, ou de uma sala de aula, tudo é proveniente de recursos naturais, sejam eles de origem mineral ou natural; daí a importância do uso correto dos mesmos, que são essenciais para a nossa sobrevivência no planeta. Cabe nós, cidadãos, mostrar que é possível equilibrar meio ambiente e humanidade já que, se assim não o fizemos, estaremos sentenciando-nos a uma morte mais dolorosa do que a causada pela explosão da bomba atômica, pois morremos aos poucos de sede, em um planeta que tem sua cobertura composta por, aproximadamente, 70% de água, de fome pela falta de capacidade de cultivar adequadamente nosso solo, e de doenças, que serão destas carências.

Referências

MURGEL. BRANCO, S. Energia e Meio Ambiente. São Paulo: Moderna, 1990.
ANDRADE. DRUMONND DE, C. Sentimento do Mundo. Fundação Nestlé de Cultura
VICENTINO, C; RODRIGO, G. História para o Ensino Médio: História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2001
MARQUES, F. Menos Dependentes do Petróleo. Revista Ciência Hoje, São Paulo, ano 2003, nº 194, p. 44 e 45

Fonte: www.sbq.org.br

Biodiesel

Biodiesel
Biodiesel

Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos tais como o craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras.

O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.

Segundo a Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, biodiesel é um “ biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.

A transesterificação é processo mais utilizado atualmente para a produção de biodiesel. Consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador, da qual também se extrai a glicerina, produto com aplicações diversas na indústria química.

Além da glicerina, a cadeia produtiva do biodiesel gera uma série de outros co-produtos (torta, farelo etc.) que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores.

Fonte: www.spi.ind.br

Biodiesel

O que é?

O biodiesel é um combustível produzido a partir dos óleos das plantas ou da gordura animal, pode ser utilizado nos veículos que usam diesel.

Para produzir o biodiesel, o óleo retirado das plantas é misturado com álcool (ou metanol) e depois estimulado por um catalizador. O catalizador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo e o álcool, depois o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.

Biodiesel
Biodiesel

Algumas espécies vegetais existentes no Brasil podem ser usadas na produção do biodiesel como o óleo de girassol, de amendoim, de mamona, de soja, entre outros, é uma fonte alternativa de queima limpa, biodegradável, não tóxico e essencialmente livre de compostos sulfurados e aromáticos.

Para entender melhor como o processo funciona:

Biodiesel

A mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela letra B, mais o número que corresponde a quantidade de biodiesel na mistura. Por exemplo, se uma mistura tem 5% de biodiesel, é chamada B5, se tem 20% é B20, etc. Atualmente os postos brasileiros utilizam o biodiesel B2.

No mercado o uso desses compostos têm se dado em quatro níveis de concentração:

Puro (B100) Misturas (B20 – B30) Aditivos (B5) Aditivos de lubricidade (B2)

As misturas em proporções volumétricas entre 5% e 10% são as mais usuais, sendo que para a mistura B5, não é necessário nenhuma adaptação dos motores.

Ainda está em testes a utilização do biodiesel puro.

Fonte: www.metaposto.com.br

Biodiesel

Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos tais como o craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas, tais como mamona, dendê ( palma ), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras.

O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.

Segundo a Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, biodiesel é um “ biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.

A transesterificação é processo mais utilizado atualmente para a produção de biodiesel. Consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador, da qual também se extrai a glicerina, produto com aplicações diversas na indústria química.

Além da glicerina, a cadeia produtiva do biodiesel gera uma série de outros co-produtos (torta, farelo etc.) que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores.

Biodiesel
Biodiesel

Perguntas Freqüêntes

1. O que é?

Conceito e funções

Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos tais como o craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. Esta última, mais utilizada, consiste numa reação química de óleos vegetais ou de gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador. Desse processo também se extrai a glicerina, empregada para fabricação de sabonetes e diversos outros cosméticos. Há dezenas de espécies vegetais no Brasil das quais se pode produzir o biodiesel, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras.

O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.

2. Quando e onde surgiu?

Surgimento

O biodiesel já vem sendo pesquisado e já é conhecido desde o início do século passado, principalmente na Europa. É interessante notar que, segundo registros históricos, o Dr. Rudolf Diesel desenvolveu o motor diesel, em 1895, tendo levado sua invenção à mostra mundial em Paris, em 1900, usando óleo de amendoim como combustível. Em 1911, teria afirmado que “o motor diesel pode ser alimentado com óleos vegetais e ajudará consideravelmente o desenvolvimento da agricultura dos países que o usarão”. O que estamos buscando fazer no Brasil é muito semelhante a isso, inicialmente com ênfase na agricultura familiar das regiões mais carentes, como o Nordeste, o Norte e o Semi-Árido brasileiro.

3. Quais os maiores produtores mundiais?

Principais países produtores

Apesar de o motor chamado ciclodiesel ter funcionado inicialmente com óleo vegetal, os baixos preços do petróleo acabaram adiando seu uso. A intensificação das pesquisas e o interesse crescente por combustíveis substitutos do óleo diesel mineral têm sido crescentes depois dos choques do petróleo. A necessidade de reduzir a poluição ambiental deu outro impulso importante. Em 2005, os países da União Européia deverão usar pelo menos 2% de combustíveis renováveis. Em 2010, esse percentual será de 5% e crescerá gradativamente.

A Alemanha é responsável por mais da metade da produção européia de combustíveis e já conta com centenas de postos que vendem o biodiesel puro (B100), com plena garantia dos fabricantes de veículos. O total produzido na Europa já ultrapassa 1 bilhão de litros por ano, tendo crescido à taxa anual de 30% entre 1998 e 2002. Essa tendência deverá continuar, mesmo que a taxas menores, o que poderá abrir um mercado importantíssimo para os produtores de biodiesel, como se busca iniciar e consolidar no Brasil.

4. Qual é a experiência brasileira?

Experiência brasileira

O Brasil já foi detentor de uma patente para fabricação de biodiesel, registrada a partir de estudos, pesquisas e testes desenvolvidos na Universidade Federal do Ceará, nos anos de 1970. Essa patente acabou expirando, sem que o País adotasse o biodiesel, mas a experiência ficou e se consolidou ao longo do tempo.

Progressos crescentes vêm sendo feitos em diversas universidades, institutos de pesquisa de diversos Estados, havendo grande diversidade de tecnologias disponíveis no País.

Existem também empresas que já produzem biodiesel para diversas finalidades.

Pode-se dizer que o Brasil já dispõe de conhecimento tecnológico suficiente para iniciar e impulsionar a produção de biodiesel em escala comercial, embora deva continuar avançando nas pesquisas e testes sobre esse combustível de fontes renováveis, como aliás se deve avançar em todas as áreas tecnológicas, de forma a ampliar a competitividade do produto. Em resumo, é só usar e aperfeiçoar o que já temos.

5. Quais as vantagens para o Brasil?

Vantagens para o Brasil

Esse combustível renovável permite a economia de divisas com a importação de petróleo e óleo diesel e também reduz a poluição ambiental, além de gerar alternativas de empregos em áreas geográficas menos atraentes para outras atividades econômicas e, assim, promover a inclusão social.

A disponibilização de energia elétrica para comunidades isoladas, hoje de elevado custo em função dos preços do diesel, também deve ser incluída como forma de inclusão, que permite outras, como a inclusão digital, o acesso a bens, serviços, informação, à cidadania e assim por diante.

Há que se considerar ainda uma vantagem estratégica que a maioria dos países importadores de petróleo vem inserindo em suas prioridades: trata-se da redução da dependência das importações de petróleo, a chamada “petrodependência”.

Deve-se enfatizar também que a introdução do biodiesel aumentará a participação de fontes limpas e renováveis em nossa matriz energética, somando-se principalmente à hidroeletricidade e ao álcool e colocando o Brasil numa posição ainda mais privilegiada nesse aspecto, no cenário internacional. A médio prazo, o biodiesel pode tornar-se importante fonte de divisas para o País, somando-se ao álcool como fonte de energia renovável que o Brasil pode e deve oferecer à comunidade mundial.

6. Quanto o Brasil pode economizar em divisas?

Biodiesel e economia de divisas

Em 2003, o consumo nacional de diesel foi da ordem de 38 milhões de m 3 . Desse total, cerca de 10% foram importados, a um custo de aproximadamente US$ 800 milhões. Com o uso do B2 (mistura de 2%), o Brasil poderá substituir 760 milhões de m³ por ano.

A utilização de B10 permitiria a substituição total do diesel importado. Mas essa é apenas uma parte da vantagem econômica, pois temos que considerar também o agronegócio vinculado ao biodiesel, que abrange a produção de matérias-primas e insumos agrícolas, assistência técnica, financiamentos, armazenagem, processamento, transporte, distribuição, etc. Juntas, essas atividades geram efeitos multiplicadores sobre a renda, emprego e base de arrecadação tributária e alavancam o processo de desenvolvimento regional, o que pode ser potencializado, a médio prazo, com as exportações desse novo combustível. Dados relativos ao agronegócio brasileiro indicam que cada Real de produção agropecuária transforma-se em três Reais quando se considera a média desses efeitos multiplicadores, os quais tendem a crescer na medida em que se avança no processo de produção e exportação de produtos com maior valor agregado.

7. Quais as vantagens ambientais de o Brasil produzir e usar?

Benefícios ambientais

Reduzir a poluição ambiental é hoje um objetivo mundial. Todo dia tomamos conhecimento de estudos e notícias indicando os males do efeito estufa. O uso de combustíveis de origem fóssil tem sido apontado como o principal responsável por isso.

A Comunidade Européia, os Estados Unidos, Argentina e diversos outros países vêm estimulando a substituição do petróleo por combustíveis de fontes renováveis, incluindo principalmente o biodiesel, diante de sua expressiva capacidade de redução da emissão de diversos gases causadores do efeito estufa, a exemplo do gás carbônico e enxofre. Melhorar as condições ambientais, sobretudo nos grandes centros metropolitanos, também significa evitar gastos dos governos e dos cidadãos no combate aos males da poluição, estimados em cerca de R$ 900 milhões anuais.

Além disso, a produção de biodiesel possibilita pleitear financiamentos internacionais em condições favorecidas, no mercado de créditos de carbono, sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Kyoto.

8. Qual a relação do Protocolo de Kyoto e quais as possíveis vantagens desse mecanismo para o Brasil e os produtores brasileiros?

Protocolo de Kyoto

O mercado de créditos de carbono, previsto no Protocolo de Kyoto, já vem realizando algumas operações, mesmo sem a adesão da Rússia. A vantagem consiste, basicamente, em financiar empreendimentos que contribuam para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa tais como o gás carbônico e o enxofre, dentre outros.

Assim, os empreendimentos são financiados em condições especiais, como estímulo à sua contribuição para a melhoria das condições ambientais do Planeta.

Para os empreendimentos, as vantagens são, portanto, indiscutíveis. Sob o ponto de vista do País, abre-se uma nova fonte de financiamento do processo de desenvolvimento, em condições muito vantajosas, permitindo que o Governo redirecione recursos para outras áreas prioritárias, como educação, saúde, infra-estrutura e assim por diante.

Não se pode deixar de mencionar, também, o impacto favorável sobre a imagem do País no exterior, na medida em que projetos brasileiros sejam beneficiados com número crescente de financiamentos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. A atenção ao meio ambiente é uma das formas mais eficazes de projetar o nome de um país no cenário internacional, diante da visibilidade e da importância crescente do tema ambiental.

A adesão da Rússia ao Protocolo de Kyoto, que permitirá sua entrada em vigor a partir de 16 de fevereiro de 2005 representa, a um só tempo, o fortalecimento do mercado de carbono e um indicador indiscutível sobre a importância crescente com que a comunidade internacional vem tratando da questão ambiental. Cabe assinalar, a propósito, que a Rússia, embora tenha se negado, inicialmente, a assinar o Protocolo, acabou decidindo mudar seu posicionamento diante das repercussões negativas que vinha recolhendo no cenário internacional.

9. Por que promove a inclusão social?

Inclusão Social

Além das vantagens econômicas e ambientais, há o aspecto social, de fundamental importância, sobretudo em se considerando a possibilidade de conciliar sinergicamente todas essas potencialidades. De fato, o cultivo de matérias-primas e a produção industrial de biodiesel, ou seja, a cadeia produtiva do biodiesel, tem grande potencial de geração de empregos, promovendo, dessa forma, a inclusão social, especialmente quando se considera o amplo potencial produtivo da agricultura familiar.

No Semi-Árido brasileiro e na região Norte, a inclusão social é ainda mais premente, o que pode ser alcançado com a produção de biodiesel de mamona e de palma (dendê). Para se ter uma visão geral sobre a criação de novos postos de trabalho, é suficiente registrar que a adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral poderá proporcionar o emprego de mais de 200 mil famílias. Para estimular ainda mais esse processo, o Governo está lançando também o selo Combustível Social, um conjunto de medidas específicas visando estimular a inclusão social da agricultura nessa importante cadeia produtiva que terá início com o B2 e depois crescerá gradativamente.

10. O Brasil vai produzir somente de mamona e de dendê?

Matérias-primas brasileiras para produção

Empregar uma única matéria-prima para produzir biodiesel num País com a diversidade do Brasil seria um grande equívoco. Na Europa se usa predominantemente a colza, por falta de alternativas, embora se fabrique biodiesel também com óleos residuais de fritura e resíduos gordurosos. Em nosso caso temos dezenas de alternativas, como o demonstram experiências realizadas em diversos Estados com mamona, dendê, soja, girassol, pinhão manso, babaçu, amendoim, pequi, etc. Cada cultura desenvolve-se melhor dependendo das condições de solo, clima, altitude e assim por diante.

A mamona é importante para o Semi-Árido, por se tratar de uma oleaginosa com alto teor de óleo, adaptada às condições vigentes naquela região e para cujo cultivo já se detém conhecimentos agronômicos suficientes. Além disso, o agricultor familiar nordestino já conhece a mamona. O dendê será, muito provavelmente, a principal matéria-prima na região Norte.

Às vezes se comenta que o Brasil não vai produzir biodiesel de soja, por exemplo. Na verdade, o objetivo do Governo Federal com o PNPB é promover a inclusão social e, nessa perspectiva, tudo indica que as melhores alternativas para viabilizar esse objetivo nas regiões mais carentes do País são a mamona, no Semi-Árido, e o dendê, na região Norte, produzidos pela agricultura familiar. Diante disso, será dado tratamento diferenciado a esses segmentos e os Estados também deverão fazê-lo, não apenas na esfera do ICMS, mas de outras iniciativas e incentivos.

Em Pernambuco, por exemplo, já se cogita criar um pólo ricinoquímico na região do Araripe, mas há vários outros exemplos. Entretanto, uma vez lançadas as bases do PNPB, como se está fazendo agora, todas as matérias-primas e rotas tecnológicas são candidatas em potencial. Isso vai depender das decisões empresariais, do mercado e da rentabilidade das diferentes alternativas.

Ao Governo não cabe fazer as escolhas, mas sim estimular as alternativas que mais contribuam para gerar empregos e renda, ou seja, promover a inclusão social. Mas não há dúvida de que a soja, tanto diretamente, como mediante a utilização dos resíduos da fabricação de óleo e torta, será uma alternativa importante para a produção de biodiesel no Brasil, sobretudo nas regiões com maior aptidão para o desenvolvimento dessa cultura.

11. Qual a tecnologia recomendada pelo Governo para produção ?

Tecnologias de Produção

Existem processos alternativos para produção de biodiesel, tais como o craqueamento, a esterificação ou a transesterificação, que pode ser etílica, mediante o uso do álcool comum (etanol) ou metílica, com o emprego do metanol. Embora a transesterificação etílica deva ser o processo mais utilizado, em face da disponibilidade do álcool, ao Governo não cabe recomendar tecnologias ou rotas tecnológicas, como se diz tecnicamente, porque essas devem ser adaptadas a cada realidade. Diante de nossas dimensões continentais e diversidade, não precisamos e não devemos optar por uma única rota.

O papel do Governo é o de estimular o desenvolvimento tecnológico na área do biodiesel, como já vem fazendo, por meio de convênios entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e fundações estaduais de amparo à pesquisa, para permitir que possamos produzir esse novo combustível a custos cada vez menores. É preciso estimular o que usualmente se chama de curva de aprendizado, permitindo que nosso biodiesel seja cada vez mais competitivo, como ocorreu com o álcool, por exemplo, e com inúmeros outros produtos.

12. Qual a proporção do óleo vegetal que compõe?

O biodiesel é produzido pela reação do óleo vegetal com um álcool de cadeia curta (metanol ou etanol). Como regra geral, podemos dizer que 100 kg de óleo reagem com 10 kg de álccol gerando 100 kg de biodiesel e 10 kg de glicerina.

13. Qual é a cor e odor?

A cor e o odor do biodiesel variam um pouco em relação ao óleo vegetal escolhido como matéria prima. Em geral, o produto é amarelo podendo ser muito claro ou mesmo alaranjado. O odor é parecido com o do óleo vegetal de origem.

Fonte: www.biodiesel.gov.br

Biodiesel

O Brasil apresenta condições extremamente favoráveis para o desenvolvimento de matéria-prima para a produção de biodiesel por ter um clima favorável e ampla disponibilidade de água e terras. São 90 milhões de hectares cultiváveis sem qualquer impacto às florestas reservadas. Por outro lado, o Brasil é pioneiro na produção de biocombustíveis pela sua experiência com o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) que, hoje, é uma referência mundial.

O Brasil apresenta condições extremamente favoráveis para o desenvolvimento de matéria-prima para a produção de biodiesel por ter um clima favorável e ampla disponibilidade de água e terras. São 90 milhões de hectares cultiváveis sem qualquer impacto às florestas reservadas. Por outro lado, o Brasil é pioneiro na produção de biocombustíveis pela sua experiência com o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) que, hoje, é uma referência mundial.

Biodiesel
Sementes e folha da mamona

Planta de biodiesel de Guamaré (RN) O biodiesel é um biocombustível produzido a partir de diversas oleaginosas, como algodão, amendoim, dendê, girassol, mamona e soja. Gordura animal (sebo) e óleos residuais (“óleo de cozinha”) também podem ser usados como insumo.

O expressivo potencial de cultivo de oleaginosas permite a utilização de diferentes culturas apropriadas para cada região e época do ano. É possível, inclusive, utilizar as oleaginosas em consórcio com outras culturas alimentícias e com a própria cana-de-açúcar, a base para a produção de álcool.

Planta de biodiesel de Guamaré (RN) O biodiesel contribui na redução das emissões de gases do efeito estufa, de enxofre e de material particulado (fumaça preta). Ao mesmo tempo, melhora a lubrificação e a potência dos motores dos veículos por apresentar elevado índice de cetano. A produção deste combustível em escala industrial representa economia de petróleo, além de apressar o fim das importações de diesel e possibilitar ao país poupar divisas.

A colaboração da Petrobras foi fundamental para o sucesso do Proálcool e agora, no Programa Brasileiro de Biodiesel, a Companhia também está participando de forma decisiva. A Petrobras possui um programa de grande amplitude que abrange o desenvolvimento tecnológico, a produção comercial de biodiesel e sua disponibilidade nos postos de combustíveis.

Fonte: www2.petrobras.com.br

Biodiesel

"O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc)."

Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos tais como o craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras.

Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.

Segundo a Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, biodiesel é um “biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.

A transesterificação é processo mais utilizado atualmente para a produção de biodiesel. Consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador, da qual também se extrai a glicerina, produto com aplicações diversas na indústria química.

Além da glicerina, a cadeia produtiva do biodiesel gera uma série de outros co-produtos (torta, farelo etc.) que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores.

As vantagens

É energia renovável. As terras cultiváveis podem produzir uma enorme variedade de oleaginosas como fonte de matéria-prima para o biodiesel.

É constituído por carbono neutro, ou seja, o combustível tem origem renovável ao invés da fóssil. Desta forma, sua obtenção e queima não contribuem para o aumento de CO2 na atmosfera, zerando assim o balanço de massa entre emissão de gases dos veículos e absorção dos mesmos pelas plantas.

Contribui ainda para a geração de empregos no setor primário, que no Brasil é de suma importância para o desenvolvimento social. Com isso, evita o êxodo do trabalhador no campo, reduzindo o inchaço das grandes cidades e favorecendo o ciclo da economia auto-sustentável essencial para a autonomia do país.

Com a incidência de petróleo em poços cada vez mais profundos, muito dinheiro esta sendo gasto na prospecção do petróleo o que torna cada vez mais onerosa a exploração e o refino das riquezas naturais subsolo no Brasil, havendo então a necessidade de se explorar os recursos da superfície o que pode ter um fim social melhor para o país, visto que o cultivo e a colheita das plantas oleaginosas, como a mamona e o pinhão manso, são vegetações naturais do semi-árido e não requerem nenhum investimento e uma vez, que até a colheita sera feita manualmente pelos próprios nordestinos evitando o êxodo rural para os grandes centros.

Nenhuma modificação nos atuais motores do tipo ciclo diesel faz-se necessária. Desta forma, é mais simples e menos oneroso os fabricantes conservarem a tecnologia do que modificar os atuais motores, como foi o caso da tecnologia auto-regulável do motor Elsbett que já pode funcionar com qualquer tipo de mistura oleaginosa e inclusive biodiesel com banha.

Desvantagens na utilização

Os grandes volumes de glicerina previstos como subprodutos e equivalentes entre 5 e 10% do produto bruto e que não servem nem para piso asfaltico, não poderão ter colocação mesmo se negociados a preços irrisórios e desse modo, todo o programa de despoluição dos rios e lagos brasileiros incluindo a fauna, serão afetados e junto o esforço dos ambientalistas.

Para se ter uma idéia da quantidade de glicerina resultante no Programa Biodiesel (B2), basta dizer que no período inferior a 1 ano, os tanques de combustível das refinarias, dos postos de revenda e veículos consumidores, seriam insuficientes para armazenar esse rejeito e se não for urgentemente desenvolvido uma tecnologia similar ao Motor Diesel, capaz de absorver esses derivados, dissipando-os na atmosfera e sem poluir, não há ainda uma visão clara sobre os impactos ambientais desta oferta de glicerina, haja visto, tratar-se também de matéria prima indispensável na industrialização de explosivos como o TNT e que infelizmente, no Brasil, não se conhece ainda outras aplicações que explorem “as reações associadas ao glicerol“ de forma mais controlável e para uso energetico, que é o que se deve atingir.

No Brasil e na Ásia, lavouras de soja e dendê, cujos óleos são fontes potencialmente importantes de biodiesel, estão invadindo florestas tropicais, importantes bolsões de biodiversidade. Embora, aqui no Brasil, essas lavouras não tenham o objetivo de serem usadas para biodiesel, essa preocupação deve ser considerada.

A produção intensiva da matéria prima de origem vegetal leva a um esgotamento das capacidades do solo que provoca estragos a médio prazo, para além da destruição da fauna e flora natural, aumentando o risco de erradicação de espécies e aparecimento de novos parasitas e o retorno da malária.

Aspectos econômicos

Em 2002, a demanda total de diesel no Brasil foi de 39,2 milhões de metros cúbicos, dos quais 76% foram consumidos em transportes. O país importou 16,3% dessa demanda, o equivalente a US$ 1,2 bilhão. Como exemplo, a utilização de biodiesel a 5% no país, demandaria, portanto, um total de dois milhões de metros cúbicos de biodiesel.

Fundamentos estratégicos

O biodiesel, não deve ser visto apenas como um produto, mas também como um projeto a nível governamental, que tem como missão, promover a curto prazo, a fusão dos recursos renováveis (biocombustível) com os esgotáveis (petróleo), subentendendo-se que; somente os as refinarias autorizadas pela ANP poderão proceder a mistura dos esgotáveis com os renováveis e a conseqüente comercialização através de conveniados.

Mistura com diesel

O biodiesel pode ser usado misturado ao óleo diesel proveniente do petróleo em qualquer concentração, sem necessidade de alteração nos motores Diesel já em funcionamento, porém em alguns motores antigos no Brasil necessitam de alterações.

A concentração de biodiesel é informada através de nomenclatura específica, definida como BX, onde X refere-se à percentagem em volume do biodiesel ao qual é misturado ao diesel do petróleo. Assim, B5, B20 e B100 referem-se, respectivamente às misturas de Biodiesel/Diesel com porcentagens de biodiesel de 5, 20 e 100%.

Importância estratégica

Pode cooperar para o desenvolvimento econômico regional, na medida em que se possa explorar a melhor alternativa de fonte de óleo vegetal (óleo de mamona, de soja, de dendê, etc.) específica de cada região. O consumo do biodiesel em lugar do óleo diesel baseado no petróleo pode claramente diminuir a dependência ao petróleo (a chamada "petrodependência"), contribuir para a redução da poluição atmosférica, já que contém menores teores de enxofre e outros poluentes, além de gerar alternativas de empregos em áreas geográficas menos propícias para outras atividades econômicas e, desta forma, promover a inclusão social.

Projeto piloto

Cidades como Curitiba, capital do Estado do Paraná, Brasil, possuem frota de ônibus para transporte coletivo movida a biodiesel. Esta ação reduziu substancialmente a poluição ambiental, aumentando, portanto, a qualidade do ar e, por conseqüência, a qualidade de vida num universo populacional de três milhões de habitantes.

Fonte: www.biologo.com.br

Biodiesel

Biodiesel
Biodiesel

O Que é?

Biodiesel é uma alternativa aos combustíveis derivado do petróleo. Pode ser usado em carros e qualquer outro veículo com motor diesel. Fabricado a partir de fontes renováveis (girassol, soja, mamona), é um combustível que emite menos poluentes que o diesel. Saiba aqui porque todos estão falando deste biocombustível.

MATÉRIA PRIMA PARA BIODIESEL

As matérias-primas para a produção de biodiesel são: óleos vegetais, gordura animal, óleos e gorduras residuais. Óleos vegetais e gorduras são basicamente compostos de triglicerídeos, ésteres de glicerol e ácidos graxos. O termo moglicerídeo ou diglicerídeo refere-se ao número de ácidos. No óleo de soja, o ácido predominante é o ácido oléico, no óleo de babaçu, o laurídico e no sebo bovino, o ácido esteárico.

Algumas fontes para extração de óleo vegetal que podem ser utilizadas: baga de mamona, polpa do dendê, amêndoa do coco de dendê, amêndoa do coco de babaçu, semente de girassol, amêndoa do coco da praia, caroço de algodão, grão de amendoim, semente de canola, semente de maracujá, polpa de abacate, caroço de oiticica, semente de linhaça, semente de tomate e de nabo forrajeiro. Embora algumas plantas nativas apresentem bons resultados em laboratórios, como o pequi, o buriti e a macaúba, sua produção é extrativista e não há plantios comerciais que permitam avaliar com precisão as suas potencialidades. Isso levaria certo tempo, uma vez que a pesquisa agropecuária nacional ainda não desenvolveu pesquisas com foco no domínio dos ciclos botânico e agronômico dessas espécies.

Entre as gorduras animais, destacam-se o sebo bovino, os óleos de peixes, o óleo de mocotó, a banha de porco, entre outros, são exemplos de gordura animal com potencial para produção de biodiesel. Os óleos e gorduras residuais, resultantes de processamento doméstico, comercial e industrial também podem ser utilizados como matéria-prima.

Os óleos de frituras representam um grande potencial de oferta. Um levantamento primário da oferta de óleos residuais de frituras, suscetíveis de serem coletados, revela um potencial de oferta no país superior a 30 mil toneladas por ano.

Algumas possíveis fontes dos óleos e gorduras residuais são: lanchonetes e cozinhas industriais, indústrias onde ocorre a fritura de produtos alimentícios, os esgotos municipais onde a nata sobrenadante é rica em matéria graxa, águas residuais de processos de indústrias alimentícias.

O dióxido de carbono que é liberado na atmosfera através da combustão do óleo diesel é o principal causador do efeito estufa, que resulta no aquecimento global. Em busca de uma solução para este problema, foram realizadas grandes pesquisas sobre biocombustíveis, e em um desses estudos desenvolveram o biodiesel, que é um combustível renovável e que reduz significativamente a emissão de gases causadores do aquecimento global.

O Brasil se destaca com relação à sua capacidade produtiva, por isso apresenta vantagens competitivas em relação aos demais países, devido ao solo e clima favoráveis à produção das matérias-primas. Nosso país tem condições de liderar a produção mundial de biodiesel, promovendo a substituição de pelo menos, 60% da demanda mundial atual de óleo diesel de petróleo.

Pinhão manso

Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste
Teor de óleo vegetal= 30 a 40%
Produção de Biodiesel= 1100 a 1700 L/ha
Pode frutificar por mais de 40 anos
Planta Perene

Mamona

Nordeste
130 mil hectares plantados
Teor de óleo vegetal = 45 a 60%
Produção de óleo = 705 kg/ha
Produção de biodiesel= 400 a 800 L/ha
Rendimento Provável= 1500kg/ha
Ciclo de 100 a 300 dias

Dendê

Norte
33 mil hectares plantados
Teor de óleo vegetal = 20%
Produção de óleo = 4000 kg/ha
Produção de biodiesel= 1300 a 3000 L/ha
Rendimento Provável= 20.000kg/ha
12 meses de colheita

Soja

Teor de óleo vegetal = 18%
20 milhões de hectares plantados
Pode expandir 100 milhões de hectares
Produção de óleo = 540 kg/ha
Rendimento Provável= 3.000 kg/ha
Razão 'Energia disponibilizada / Energia consumida no processo'= 1,4

Amendoim

Nordeste e Centro-Oeste
Teor de óleo vegetal = 13 a 32%
Produção de óleo = 450 kg/ha
Produção de biodiesel= 300 a 550 L/ha
Rendimento Provável= 3.000kg/ha
Ciclo de 120 a 180 dias

Girassol

Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Teor de óleo vegetal = 42 a 45%
Produção de óleo = 630 kg/ha
Rendimento Provável= 1500kg/ha
Ciclo de 90 a 140 dias

Fonte: www.regiaodosvales.com.br

Biodiesel

1- O que é?

É um combustível produzido a partir de fontes naturais renováveis, pois deriva de óleos vegetais como a soja, a palma e a mamona, dentre outros. O Biodiesel comercializado hoje é elaborado a partir da mistura do Biodiesel puro com óleo diesel comum ou aditivado. Atualmente, essa mistura é de 5%, e o processo é realizado nos terminais da Petrobras Distribuidora, não havendo necessidade de adição de nenhuma substância no posto.

2- Qual a proporção do óleo vegetal que compõem?

O biodiesel é produzido pela reação química do óleo vegetal com um álcool de cadeia curta (metanol ou etanol). Como regra geral, podemos dizer que 100 kg de óleo reagem com 10 kg de álcool gerando 100 kg de biodiesel e 10 kg de glicerina.

3- Qual é a cor e o odor ?

A cor e o odor do Biosiesel variam um pouco em relação ao óleo vegetal escolhido como matéria prima. Em geral, o produto é amarelo podendo ser muito claro ou mesmo alaranjado. O odor é parecido com o do óleo vegetal de origem.

4- Por que uma revolução energética?

Porque o Biodiesel Petrobras é elaborado a partir da mistura do Biodiesel (produzido com óleos vegetais extraídos da soja, palma , mamona, dentre outros) com óleo diesel comum ou aditivado. Ou seja, é um combustível que parte dele se planta e, por isso, é mais um passo efetivo para um futuro menos dependente do diesel fóssil, que move nossa frota de ônibus e caminhões.

5- Por que uma revolução social?

Além das vantagens econômicas e ambientais, há o aspecto social, de fundamental importância, sobretudo em se considerando a possibilidade de conciliar sinergicamente todas essas potencialidades. De fato, o cultivo de matérias-primas e a produção industrial de biodiesel, ou seja, a cadeia produtiva do biodiesel, tem grande potencial de geração de empregos, promovendo, dessa forma, a inclusão social, especialmente quando se considera o amplo potencial produtivo da agricultura familiar.

6- Por que uma revolução ambiental?

Porque os combustíveis renováveis são mais amigáveis ao meio ambiente.

7- Qualquer veículo pode usar?

Qualquer veículo movido a diesel pode utilizar o Biodiesel Petrobras sem necessidade de adaptação, inclusive motores 2 tempos.

8- Caso o veículo já contenha diesel comum ou diesel aditivado no tanque, é possível se misturar?

Sim.

9- O óleo diesel pode ser misturado com qualquer óleo vegetal (ex. óleos de cozinha, de soja)?

Não. Caso isso ocorra, o diesel estará adulterado e causará sérios danos ao motor.

10- Como a Petrobras Distribuidora irá garantir a qualidade ?

Através do programa de controle de qualidade "De Olho no Combustível". O produto atenderá à mesma especificação ANP para o diesel.

11- O que vai acontecer com o diesel comum?

O diesel comum, assim como outros combustíveis comercializados nos Postos Petrobras, como o Diesel Podium e o Extra Diesel Aditivado, passa a apresentar em sua composição a adição de cinco por cento de biodiesel, percentual obrigatório conforme Resolução nº 6 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), datada de setembro de 2009.

Fonte: www.br.com.br

Biodiesel

HISTÓRICO E SUAS PERSPECTIVAS

A idéia de aproveitar os óleos vegetais como matéria prima para combustíveis não é nova, já que as primeiras experiências com motores de combustão por compressão foram conduzidas com óleo de amendoim. No ano 1900, o próprio Rudolph Diesel apresentou um protótipo de motor na Exposição Universal de Paris, que foi acionado com óleo de amendoim, cultura que era muito difundida nas colônias francesas na África. No entanto, a abundância da oferta de petróleo e o seu preço accessível, determinaram que, nos anos seguintes, os derivados do petróleo fossem os combustíveis preferidos, reservando os óleos vegetais fossem para outros usos.

Por outra parte, os óleos vegetais apresentavam dificuldades para se obter uma boa combustão, atribuídas a sua elevada viscosidade, a que impedia uma adequada injeção nos motores. O combustível de origem vegetal deixava depósitos de carbono nos cilindros e nos injetores, requerendo uma manutenção intensiva. A pesquisa realizada para resolver esses problemas conduziu à descoberta da transesterificação, que é a quebra da molécula do óleo, com a separação da glicerina e a recombinação dos ácidos graxos com álcool. Este tratamento permitiu superar as dificuldades com a combustão. Um cientista belga, G. Chavanne, patenteou o processo de produção em 1937 (Knothe, 2001).

Do ponto de vista químico, o produto da reação do óleo com o álcool é um éster monoalquílico do óleo vegetal, cuja molécula apresenta muita semelhança com as moléculas dos derivados do petróleo. O rendimento térmico do novo combustível é de 95% em relação ao do diesel de petróleo, ou seja que, do ponto de vista prático, não se percebe qualquer diferença. Os primeiros a utilizar a feliz denominação de biodiesel para esses combustíveis foram pesquisadores chineses, em 1988 (Knothe, 2001).

Na década de 30, o governo francês incentivava as experiências com o óleo de amendoim visando a conquistar a independência energética (Knothe, 2001).

Durante a II Guerra Mundial, o combustível de origem vegetal foi utilizado extensamente em vários países, incluindo a China, a Índia e, obviamente, a Bélgica. Em 1941 e 1942, havia uma linha de ônibus entre Bruxelas e Louvain, que utilizava combustível obtido a partir do óleo de palma (Knothe, 2001).

A II Guerra Mundial cortou as líneas de abastecimento e causou aguda escassez de combustíveis, estimulando a busca de sucedâneos.

Porém, o desenvolvimento dos combustíveis de origem vegetal foi praticamente abandonado quando o fornecimento de petróleo foi restabelecido: no final da Guerra: a abundância de petróleo importado, especialmente do Oriente Médio, por preços muito accessíveis, desestimulava a utilização de combustíveis alternativos.

Sabe-se atualmente, que os motores a diesel podem ser adaptados para utilizar, como combustível, os óleos vegetais in natura (sistema elsbett). No entanto, o método belga, de transformação dos óleos, parece mais adequado para resolver o problema do transporte, já que não requer qualquer modificação nos motores.

O biodiesel no Mundo

O biodiesel vem sendo extensamente utilizado na Europa, principalmente na Alemanha e na França, que aproveitam os excedentes de óleo de colza. Essa cultura teve forte expansão como conseqüência da Política Agrícola Comum, de 1991. O objetivo dessa política foi eliminar o excesso de produção de óleos comestíveis, sem eliminar os subsídios concedidos aos agricultores. Como conseqüência, as áreas que superavam os limites estabelecidos na legislação foram dedicadas a culturas não alimentarias, de forma a não perder o direito a receber os subsídios. Obviamente, o óleo destinado a fins energéticos foi uma alternativa interessante para eles.

No ano de 1991, foi produzido o primeiro lote de 10 t de biodiesel na Alemanha, a partir de óleo de colza. O álcool utilizado na Europa é o metanol, que pode ser adquirido a peço muito competitivo em função da instalação de várias fábricas no Oriente Médio. O outro óleo utilizado na Europa para a produção de combustíveis é o de girassol.

Outros países que vem produzindo biodiesel na Europa são, especialmente, a Bélgica, a Itália, a Áustria e a Checo-Eslováquia.

Nos EUA, o programa de biocombustíveis vem-se desenvolvendo com intensidade desde a primeira crise do petróleo. A ênfase desses programas foi colocada na utilização do álcool etílico produzido a partir do milho, orientado para as misturas com a gasolina. A partir de finais da década de 90, vem-se desenvolvendo programa de fomento ao uso do biodiesel, obtido a partir da soja e da colza.

A Malásia pretende inaugurar, ainda no corrente ano, uma grande fábrica de biodiesel a partir de óleo de palma. A Argentina possui várias fábricas que processam óleo de soja. Outros países que pretendem percorrer o caminho dos biocombustíveis são os restantes países europeus e vários asiáticos.

O biodiesel no Brasil

A utilização de combustíveis líquidos obtidos de vegetais cultivados foi novamente lembrada como alternativa interessante para o Brasil, com oportunidade das crises do petróleo, de 1973 a 74 e, especialmente, de 1979 a 80. Várias universidades brasileiras se dedicaram a estudar a produção de combustíveis substitutivos do diesel, que aproveitassem diversas matérias primas de origem vegetal. A experimentação com a transesterificação no Brasil foi iniciada na Universidade Federal do Ceará, em 1979, com o objetivo, de desenvolver as propostas do Prof. Melvin Calvin (Prêmio Nobel de Química), apresentadas no Seminário Internacional de Biomassa, em Fortaleza, em1978 (Parente, 2003).

No entanto, a prioridade política foi concedida, naquele momento, para o desenvolvimento do programa do álcool (PROÁLCOOL), que teve seu auge a meados da década de 80. A complexidade de montar um programa de produção, processamento e distribuição do combustível alternativo, sem o apoio oficial, determinou que a crise transcorresse sem que o programa de combustíveis alternativos para o diesel fosse implantado.

O Prof. Goldemberg (1988) sinalizou para as vantagens de instalar uma indústria de combustíveis derivados dos óleos vegetais. No entanto, ele alertou para a necessidade de obter-se bons rendimentos agrícolas, já que, de outra forma, o gasto de energia nas operações de colheita e de transporte da matéria-prima seria muito elevado.

O combustível normalmente utilizado para o transporte de cargas e passageiros no Brasil é o diesel de petróleo, que é importado em elevada proporção, em função das limitações da capacidade de refino. O aproveitamento dos óleos vegetais transesterificados como combustíveis, permitiria evitar a importação de diesel de petróleo, fortalecendo a independência energética do País. Ao mesmo tempo, constituiria uma forma de evitar a colocação de esses óleos nos mercados mundiais que se apresentam deprimidos pelo excesso de oferta.

O modal de transporte que mais expandiu no Brasil foi o rodoviário, que foi privilegiado como escolha estratégica. Do ponto de vista da eficiência energética, esse tipo de transporte não é o mais aconselhável, sendo que os outros modais de transporte, o ferroviário e o hidroviário, também utilizam atualmente o diesel como principal combustível.

A escassez de petróleo estimulou a realização de diversos estudos que aconselharam a utilização de biocombustíveis, como substitutos do combustível diesel. Um dos documentos mais representativos foi o relatório do MIC (1985) sobre o uso de combustíveis líquidos como substitutos do diesel de petróleo. A principal conclusão desses estudos foi que os óleos vegetais representam uma alternativa tecnicamente viável, sendo que sua rentabilidade depende da relação de preços em cada momento.

O novo combustível pode ser misturado ao diesel de petróleo em qualquer proporção, ou pode ser utilizado em forma pura. Já os motores das pequenas usinas termelétricas em localidades muito distantes e afastadas dos circuitos comerciais, por serem comparativamente poucos e consumirem grandes volumes de combustível, poderão sofrer adaptações que possibilitem a utilização dos óleos vegetais in natura.

Perspectivas do biodiesel no Brasil

O Brasil vem produzindo soja em resposta à intensa demanda por proteínas que podem ser obtidas desse grão, para a produção de rações para aves e porcos.

A principal demanda por farelos, é a da Europa e do Japão. O óleo resultante passou a ser consumido internamente ou a ser exportado. No entanto, o mercado mundial para óleos vegetais ficou muito concorrido com a expansão da canola na Europa, no Canadá, na Índia, na China e na Austrália. Outras oleaginosas que sofreram forte expansão foram a soja, na Argentina e no Paraguai e o girassol na Europa Oriental. Porém, o fato que mais contribuiu para desestabilizar o mercado foi a entrada do óleo de palma da Malásia e da Indonésia. Nos próximos anos, prevê-se um acirramento da concorrência, com a expansão da produção do óleo de palma na Ásia e no Brasil.

A produção de biodiesel representa uma possibilidade interessante para aproveitar os enormes excedentes de óleo vegetal que se antevêem. O farelo de soja deverá encontrar mercados receptivos na alimentação das criações intensivas, sendo que, para os países produtores de soja, a produção de óleo continuará a desempenhar um papel associado à produção de concentrados protéicos.

A produção de biodiesel no Brasil receberá incentivos através do programa PROBIODIESEL lançado em outubro de 2002, com o objetivo de viabilizar a produção de misturas de 5% de éster (B5) até 2005, passando para 10% de éster (B10), até 2010 e com 20% de éster (B20) até 2020.

Juan Algorta Plá

Referências

GOLDEMBERG, José, 1988. Energia para o desenvolvimento econômico. TAQ, TA Queiroz Editor.
KNOTHE, Gerhard, 2001. Perspectivas históricas de los combustibles diesel basados em aceites vegetales. Revista A&G, 47, Tomo XII, No. 2.
MORAES, José R., 1981. Manual dos óleos vegetais e suas possibilidades energéticas. Confederação Nacional da Indústria, Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria.
PARENTE, Expedito de Sá et alii., 2003. Biodiesel: uma aventura tecnológica num país engraçado. Tecbio, Fortaleza, CE.
STI – MIC, 1985. Produção de combustíveis líquidos a partir de óleos vegetais (CETEG, MG), Série Documentos, No. 16.

Fonte: www.ufrgs.br

Biodiesel

Biodiesel (ésteres mono alquila) é um combustível diesel de queima limpa derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais. É obtido principalmente de girassol, amendoim, mamona, sementes de algodão e de colza.

É uma alternativa renovável, que resolve dois problemas ambientais ao mesmo tempo: aproveita um resíduo, aliviando os aterros sanitários, e reduz a poluição atmosférica. É uma alternativa para os combustíveis tradicionais, como o gasóleo, que não são renováveis.

O biodiesel reduz 78% das emissões poluentes como o dióxido de carbono que é o gás responsável pelo efeito de estufa que está alterando o clima à escala mundial, e 98% de enxofre na atmosfera.

Trata-se de uma fonte renovável que, além de trazer benefícios ambientais, também possibilita a geração de empregos, tanto na fase de coleta como de processamento. Promove o desenvolvimento da agricultura nas zonas rurais mais desfavorecidas, criando emprego e evitando a desertificação, isto porque reduz a dependência energética do nosso país e a saída de divisas pela poupança feita na importação do petróleo bruto.

Os óleos vegetais podem reagir quimicamente com um álcool, para produzir ésteres. Esses ésteres quando usados como combustíveis levam o nome de biodiesel. Atualmente, o biodiesel é produzido por um processo chamado transesterificação. O óleo vegetal é filtrado, e então processado com materiais alcalinos para remover gorduras ácidas. É então misturado com álcool e um catalizador. As reações formam então ésteres e glicerol, que é separado.

O biodiesel pode utilizar-se em motores diesel, em mistura com o gasóleo (geralmente, na proporção de 5 a 30%) ou puro. Também pode ser utilizado como geração de energia elétrica. Exige, por vezes, pequenas transformações do motor de acordo com a percentagem de mistura e o fabricante/modelo do motor.

Apesar de ser um combustível renovável, a sua capacidade de produção é limitada pois depende das áreas agrícolas disponíveis (que terão, também, de ser usadas para fins alimentares) e portanto só poderá substituir, parcialmente, o gasóleo. O preço do biodiesel é ainda elevado, mas as novas tecnologias permitirão reduzir os custos da sua produção.

O biodiesel ainda esbarra em vários obstáculos, como a falta de regulamentação e os preços atuais do diesel derivado do petróleo. Estima-se que no começo do próximo século, teremos condições de gerar biodiesel correspondente a 8% de todo o diesel consumido.

Os motores a óleo vegetal possibilitam uma redução de 11% a 53% na emissão de monóxido de carbono, e os gases da combustão do óleo vegetal não emitem dióxido de enxofre, um dos causadores da chamada chuva ácida. O Brasil também tem a preocupação em reduzir poluentes. Desde 1997 fazemos óleo diesel com menos partículas de enxofre.

Atualmente já existem veículos que utilizam o biodiesel - quatro viaturas ligeiras e duas pesadas da Câmara Municipal de Lisboa, Portugal (mistura de 30%) e 18 autocarros da Carris (17 com mistura de 5% e 1 com 30%), ao longo de 6 meses e durante a Expo'98.

Vantagens do biodiesel:

O biodiesel é mais seguro do que o diesel de petróleo
O ponto de combustão do biodiesel na sua forma pura é de mais de 300 F contra 125 F do diesel comum
Equipamentos a biodiesel são, portanto, mais seguros
A exaustão do biodiesel é menos ofensiva
O uso do biodiesel resulta numa notável redução dos odores, o que é um benefício real em espaços confinados
Tem odor semelhante ao cheiro de batatas fritas
Não foram noticiados casos de irritação nos olhos
Como o biodiesel é oxigenado, ele apresenta uma combustão mais completa
Biodiesel não requer armazenamento especial
O biodiesel na sua forma natural pode ser armazenado em qualquer lugar onde o petroléo é armazenado, e pelo fato de ter maior ponto de fusão é ainda mais seguro o transporte deste
Biodiesel funciona em motores convencionais
O biodiesel requer mínimas modificações pra operar em motores já existentes;
É renovável, contribuindo para a redução do dióxido de carbono
O biodiesel pode ser usado sozinho ou misturado em qualquer quantidade com diesel de petróleo
Aumenta a vida útil dos motores por ser mais lubrificante
O biodiesel é biodegradável e não tóxico.

Fonte: www.gabeira.com.br

Biodiesel

Biodiesel é o nome de um combustível alternativo, produzido a partir de óleos vegetais ou gordura animal.

Pode ser misturado, em qualquer proporção, ao Diesel de petróleo e usado em motores de combustão interna .

É biodegradável, não-tóxico e essencialmente livre de enxofre e aromáticos.

COMO É PRODUZIDO ?

É produzido através de um processo químico chamado transesterificação, no qual é feita a separação da glicerina do óleo (biodiesel), por meio da reação de álcool e de óleos vegetais.

Podem ser utilizados o etanol (álcool de cana) ou metanol (obtido do gás metano ou gás natural). Em Minas, a primeira opção é mais viável pela disponibilidade do insumo.

Quanto aos óleos vegetais, podem ser de várias procedências como mamona, pinhão manso, soja, algodão, girassol, canola, dendê, pequi, macaúba, etc. Podem também ser utilizados óleos residuais de fritura de alimentos.

Como sub-produto do processo é produzido, além da glicerina, o farelo ou torta.

A palavra biodiesel se refere ao combustível puro, anteriormente à adição ao Diesel de petróleo.

As misturas são chamadas de BXX, onde XX é a porcentagem de biodiesel no combustível.

Fonte: www.cetec.br

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