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Aluísio de Azevedo

Aluísio Azevedo jamais realizou a obra-prima sonhada, segundo a maior parte dos críticos. O escritor maranhense teria consumido a imaginação nos folhetins e, com isso, legado apenas dois romances de peso: Casa de Pensão (1884) e O Cortiço (1890). Ambos, tidos como gemas do naturalismo nacional, integrariam um grande ciclo imaginado à maneira de uma comédia humana 'científica', no espírito da série Les Rougon-Macquart, de Émile Zola: a história natural e social de uma família no Segundo Reinado, em dezenas de volumes. Não teve tempo. Morreu de infarto em 1913, aos 55 anos, em Buenos Aires, onde era adido comercial. Devido às obrigações diplomáticas, passou seus últimos 18 anos sem escrever ficção. Talvez por causa da biografia artística abortada, os críticos o tenham visto erroneamente como um fracasso total.

A recém-lançada Ficção Completa, da editora Nova Aguilar, colabora na reavaliação do juízo negativo. O cuidadoso trabalho de fixação do texto e de reunião de bibliografia, iconografia e fortuna crítica realizado por Orna Levin - professora de Literatura da Unicamp - eleva o texto de Azevedo ao patamar que merecia, o de inquieto experimentador do romance moderno. Pela primeira vez, tem-se uma idéia de seqüência de suas histórias, cenários e personagens, numa edição condensada em papel-bíblia. Se não atingiu o ápice, sua obra transborda vitalidade, com personagens e histórias fortes e narrativa elaborada em diversos planos. Azevedo foi um fabricante de ficção, bem ao estilo dos tempos modernos que se avizinhavam do Brasil.

Aos 40 anos, autor vendeu sua obra e abandonou a literatura

Para consolidar seu lugar, os textos necessitavam de correções. Como explica a organizadora, as três edições de suas obras completas - pela Garnier e depois Briguiet no início do século XX e pela Martins nos anos 50 - foram feitas numa sucessão repetitiva de 'gralhas', saltos e omissões. Quando a obra passou ao domínio público, em 1970, proliferaram edições de alguns romances, sempre com a negligência inaugural. 'Desde criança, me acostumei a lê-lo em más edições', diz o editor Sebastião Lacerda. E completa, com orgulho: 'Agora, Aluísio Azevedo está redimido'.

O ciclo de falhas começou em 1897, ano em que o autor vendeu a obra à editora Garnier. Azevedo vivia o cume da popularidade. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, achava-se no Japão, trabalhando como vice-cônsul. Não fez mau negócio, pois cedeu todos os direitos por 10 contos de réis - quantia suficiente, no tempo, para comprar uma boa casa. A Garnier se aproveitou da fama e comercializou seus títulos em grande quantidade. Para o autor de 40 anos, a venda marcou o encerramento de fato de sua obra.

A alta produção do escritor ocorreu em apenas 16 anos. Entre 1879 e 1895, publicou em livro 11 romances e uma coletânea de contos, Demônios. Um 12° romance amarelou nas páginas de A Semana de 1885: a farsa Mattos, Malta ou Matta?, redescoberta cem anos depois. A nova edição incorpora essa deliciosa sátira social ao cânone do autor. Só se excluiu a produção eventual, como teatro, poesia, crônica e correspondência - material a ser publicado em volume separado.

Apesar de ter sido adotado como autor obrigatório, o refinado ficcionista foi apresentado em andrajos todos estes anos. Nos dois volumes da Nova Aguilar, é possível vê-lo como um artista em cruel e tenaz busca da observação do animal humano e da vida social, um caçador do bizarro. Percebe-se o ritmo vertiginoso dos enredos e o reaproveitamento de material de obra para obra. O texto comercial do folhetim serviu-lhe para testar tramas que iria consolidar em trabalhos maiores. Infelizmente, o progressivo e consciente extermínio do romantismo que empreendia se interrompeu de súbito, no irônico Livro de uma Sogra (1895).

No fim da vida, ainda acalentava mais um projeto, um romance que narrasse a saga do beato Antônio Conselheiro, retratado como uma espécie de Dom Quixote dos sertões. Mesmo literariamente estéril e sem ter escrito uma única linha do livro, não parou de inventar.

Fonte: revistaepoca.globo.com

ALUÍSIO AZEVEDO

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo
Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo

Escritor, jornalista e diplomata maranhense (14/4/1857-21/1/1913). Autor de uma obra anticlerical, e que trata do adultério e dos vícios humanos, é considerado o "papa" do naturalismo brasileiro. Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasce em São Luís.

Aos 19 anos muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha como caricaturista no jornal O Fígaro. Seu primeiro romance, Uma Lágrima de Mulher, é publicado em 1879. No ano seguinte volta ao Maranhão e é um dos fundadores de O Pensador, jornal anticlerical. Funda também A Pacotilha, primeiro diário de São Luís.

Em 1881 lança O Mulato, seu segundo romance, provocando grande escândalo. A partir de então, novamente morando no Rio, inicia um período de intensa produção literária. Publica A Condessa de Vésper (1882), Casa de Pensão (1883) e A Mortalha de Alzira (1884). O Cortiço, um de seus romances mais conhecidos, é lançado em 1890.

Cinco anos depois publica sua última obra, O Livro de uma Sogra. Abandona a atividade de escritor para se dedicar à carreira diplomática. Morre em Buenos Aires, onde servia como vice-cônsul do Brasil.

Fonte: www.algosobre.com.br

Aluísio de Azevedo

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo foi romancista. Nasceu em São Luís, Maranhão, em 14 de abril de 1857. Lançou seu primeiro romance, "Uma Lágrima de Mulher", em 1878, uma obra romântica. Conseguiu manter-se finaceiramente escrevendo outras obras no mesmo estilo, porém seus três principais trabalhos foram feitos segundo a escola naturalista, uma corrente que buscava descrever os tipos psicológicos de seus personagens baseando-se em teorias consideradas científicas no séc. XIX, em sua maioria racialistas; foram estes trabalhos, "O Mulato" (1880), "Casa de Pensão" (1884) e "O Cortiço" (1890). "O Mulato" (1881) foi lançado meio à campanha abolicionista em São Luís, no Maranhão, um dos estados brasileiros com maior concentração de negros e negromestiços e um dos maiores centros de exploração de trabalho escravo.

A obra provocou a ira da elite branca e católica local por narrar as perseguições de um clérico racista contra um jovem mulato, dentro do ambiente da sociedade maranhense. As hostilidades geradas levaram Aluísio de Azevedo a decidir transferir-se para o Rio de Janeiro, onde já antes estivera como estudante. "O Cortiço", considerado sua obra-prima, escrito sob influência de Eça de Queiroz e de Émile Zola, descreve os conflitos humanos e raciais dentro de uma comunidade carente e explorada. Chegou também a publicar um jornal, "O Pensador", que teve vida curta. Em 1895 entra para o serviço público e em 1897 foi aceito na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira n.º 4. Outras obras suas são "Condessa Vésper", "O Livro de Uma Sogra", "Os Doidos" e "O Madeireiro". Ao entrar para a vida diplomática Aluísio de Azevedo abandonou a produção literária. Faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913.

Fonte: www.geocities.com

Aluísio de Azevedo

Aluísio Azevedo
Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913. É o fundador da Cadeira nº 4 da Academia Brasileira de Letras.

Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de d. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um rico e ríspido comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.

Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se, fazia caricaturas para os jornais da época, como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses "bonecos" que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.

A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anti-clerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense, não só pela crua linguagem naturalista, mas sobretudo pelo assunto de que tratava: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de Naturalismo, e Aluísio pôde fazer o caminho de volta para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.

Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O Cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.

Em 1895 encerrou a carreira de romancista e ingressou na diplomacia. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, que Aluísio adotou. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª classe, sendo removido para Assunção. Depois foi para Buenos Aires, seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado definitivamente.

Introdutor do Naturalismo no Brasil, Aluísio Azevedo, inspirado por Zola (1840-1902) e Eça de Queirós (1845-1900), escreve romances para o cenário brasileiro. Sua obra, marcada de altos e baixos, retrata o meio maranhense da época, expõe preconceitos e satiriza os hábitos dos típicos moradores de São Luís. A luta do escritor se volta contra o conservadorismo e a forte presença do clero, responsável pela falta de ação dos habitantes maranhenses. Entretanto, como não é mestre na análise do íntimo de suas personagens, não cria tipos, mas dedica-se à descrição das massas, observando-as do exterior e privilegiando o relato do pormenor. Suas narrativas se organizam em torno de episódios e diálogos freqüentes, geralmente, comandados por narradores oniscientes. Em O Cortiço, sua grande obra, reúne vários tipos da sociedade do período: o português ganancioso, o negro, o mestiço e o fidalgo burguês.

Alfredo Bosi destaca como valores do escritor e legado ao romance de costumes "o poder de fixar conjuntos humanos como a casa de pensão e o cortiço dos romances homônimos". Contudo, lamenta o apego do escritor às teorias darwinistas que o impediram de "manejar com a mesma destreza personagens e enredos, deixando uns e outros na dependência de esquemas canhestros".

Fonte: www.passeiweb.com

Aluísio de Azevedo

Da infância e adolescência no Maranhão, ficaram algumas influências , permanente na obra de Aluisio Azevedo:

A. A aproximação com o falar português , os arcaísmos e lusitanismos, freqüentes em O Mulato, O Cortiço, Casa de Pensão , etc., decorrem do fato de que o Maranhão era , na época , a mais portuguesa das províncias brasileiras, com fortes resíduos da colonização e permanente intercâmbio com Lisboa; além disso , os pais de Aluísio eram portugueses.

B. A crítica à hipocrisia da vida provinciana parece também decorrente do fato de que a sociedade conservadora de São Luís hostilizou duramente os pais de Alísio, que não eram casados e viviam juntos. Em O Mulato, Aluísio parece vingar-se de São Luís.

C. A técnica do pintor e do caricaturista que Aluísio desenvolveu, posto que sua primeira inclinação foi para as artes plásticas, reflete-se na capacidade de , através da escrita, "visualizar" rapidamente as personagens e cenas, captando, de imediato, seus traços mais exteriores. Se , por um lado, essa propensão para a caricatura faz as personagens de Aluísio bastante esquemáticas, reduzidas a "tipos" , sem profundidade psicológica, por outro, possibilitou ao autor movimentar em seus romances centenas de tipos, habilitando-o para o romance de coletividade de multidão.

Aos 19 anos, Aluísio transfere-se para o Rio de Janeiro, onde o irmão Artur de Azevedo já fazia sucesso com suas peças teatrais. Torna-se caricaturista e suas charges políticas apareceram em jornais como ;O Fígaro, O Mequetrefe, A Semana Ilustrada, Zig-Zag, etc. (Consta que, mais tarde , ao abandonar o desenho pela literatura, Aluísio Azevedo manteve o hábito de , antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia).

Por ocasião da morte de seu pai, volta a São Luís, onde troca pintura pelo jornalismo anticlerical. Publica no Maranhão Uma Lágrima de Mulher (ainda romântico) e O Mulato (1881), , que provoca verdadeiro escândalo em São Luís (algumas personagens eram conhecidas figuras da sociedade local).

Regressa ao Rio em 1882, quando passa a viver profissionalmente como escritor de folhetins. Foi o nosso primeiro escritor profissional. Mas literatura não era ganha -pão viável. Assim, em 1896, abandona definitivamente a atividade literária, ingressando na carreira diplomática. Até a morte, em 1913, não escreveu absolutamente nada , nem romances, nem folhetins, nem teatro; produziu apenas correspondência diplomática e algumas observações (inéditas) sobre o Japão.

Fonte: www.literaturanet.hpg.ig.com.br

Aluísio de Azevedo

Aluísio Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís (Maranhão) a 14 de abril de 1857 e morreu em Buenos Aires (Argentina) a 21 de janeiro de 1913. Homem de temperamento irrequieto, exerceu as mais diversas profissões. Foi funcionário público, jornalista, professor, teatrólogo, caricaturista, cenógrafo, romancista e, algumas vezes, poeta. A sua obra literária, que é bastante vasta, compreende principalmente romances e peças de teatro, muitas das quais foram escritas em colaboração com Artur de Azevedo, que era seu irmão. Assinou com pseudônimos alguns dos seus trabalhos; os que usou mais freqüentemente foram Victor Leal e Gil Vaz. A sua produção jornalística aparece, com certa assiduidade, nos jornais Pacotilha e Pensador, do Maranhão, e as suas caricaturas no Fígaro e O Mequetrefe. Ingressando na carreira diplomática, exerceu funções consulares na Espanha, no Japão e, finalmente, na Argentina, onde faleceu. É considerado um dos pioneiros da literatura naturalista no Brasil. Da sua obra, que abrange os mais diversos gêneros literários, fazem parte: Os Doidos (1879), comédia, escrita em colaboração com Artur de Azevedo; Uma Lágrima de Mulher (1880), romance que assinala, verdadeiramente, a sua estréia literária; O Macário. Aluízio de Azevedo foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a Cadeira N.º 4, cujo patrono é Basílio da Gama. ALUÍSIO TANCREDO GONÇALVES DE AZEVEDO. São Luís, MA, 1857 - Buenos Aires, 1913. Obras principais - conto: Demônios, 1893; Pegadas, 1897 - novela: O Touro Negro, 1938 - romance: Uma Lágrima de Mulher, 1879; O Mulato, 1881; Condessa Vésper, 1882; Mistério da Tijuca ou Girândola de Amores, 1882; Casa de Pensão, 1884; O Homem, 1887; O Cortiço, 1890; A Mortalha de Alzira, 1891 - crônica: O Japão, 1984 (póstuma) - teatro: A Flor de Lis, 1882; Casa de Orates, 1882; Em Flagrante, 1891; O Cabloco, 1886; etc.

Fonte: www.ocrocodilo.com.br

Aluísio de Azevedo

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo
Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (São Luís do Maranhão, 14 de abril de 1857 — Buenos Aires, 21 de janeiro de 1913) foi um escritor, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro.

Biografia

Era filho do português David Gonçalves de Azevedo e de Emília Amália Pinto de Magalhães. Seu pai era viúvo e a mãe , separada do marido algo que configurava grande escândalo na sociedade da época. Irmão do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo.

Aluísio desde muito novo dedicou-se ao desenho (caricatura), e ao trabalho. Em 1876 viaja ao Rio de Janeiro, a fim de estudar Belas Artes, obtendo desde então sustento com seus desenhos para jornais.

Com o falecimento do pai (1879), volta para o Maranhão, onde começa finalmente a escrever.E em 1881, publica "O Mulato", onde choca a sociedade pela forma crua do romance, desnudando a questão racial - tendo ele já se filiado aos abolicionistas.

O sucesso desta obra habilita-o a voltar para a Capital do Império, onde escreve sem parar novos romances, contos, crônicas e até peças teatrais.

Sua obra é vista como irregular por diversos críticos, uma vez que oscilava entre obras românticas açucaradas, com cunho comercial e direcionado ao grande público; e outras mais elaboradas e onde deixava sua marca de grande escritor naturalista.

Feito diplomata, em 1895, chega finalmente em [1910] em [Buenos Aires], cidade onde veio a falecer, menos de três anos depois.

Foi homenageado com o nome de uma importante rua no bairro de Santana, da cidade de São Paulo.

Estilo e obra

Foi o responsável por inaugurar o estilo naturalista no Brasil com o romance O mulato (1881). É também autor dos romances Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890), entre outros.

A influência de Aluísio de Azevedo são os escritores naturalistas europeus, dentre eles, o mais importante foi Émile Zola. Através dessa óptica naturalista, capta a mediocridade da rotina, os sestros e mesmo as taras do indivíduo, uma opção contrária dos românticos que o precederam.

As características fundamentais do naturalismo, quais sejam influência do meio social e da hereditariedade na formação dos indivíduos, além do fatalismo, estão presentes nas obras de Aluísio de forma veemente. Nele "a natureza humana afigura-se-lhe uma serta selvageria onde os fortes comem os fracos", afirma o estudioso Alfredo Bosi.

Obras

Uma Lágrima de Mulher, novela, 1880 – primeiro trabalho.
O mulato, novela, 1881
Mistério da Tijuca ou Girândola de amores, novela, 1882
Memórias de Um Condenado ou Condessa Vesper, novela, 1882
Casa de pensão, novela, 1884
Filomena Borges, novela, 1884
O homem, novela, 1887
O cortiço, novela, 1890
O coruja, novela, 1890
A Mortalha de Alzira, novela, 1894
Demônios, conto, 1895
O livro de uma sogra, novela, 1895
O Bom Negro, crônica
O Esqueleto, (em contribuição com Olavo Bilac).
Os Doidos, peça
Casa de Orates, peça
Flor de Lis, peça
Em Flagrante, peça
Caboclo, peça
Um Caso de Adultério, peça
Venenos que Curam, peça
República, peça

Academia Brasileira de Letras

Aluísio Azevedo foi um dos fundadores do Sodalício Brasileiro, onde ocupou a Cadeira que tem por Patrono Basílio da Gama.

Fonte: pt.wikipedia.org

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