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Fidel Castro

Político cubano (1927), Fidel Castro Ruz lidera a Revolução Cubana em 1959 e, desde então, governa o país.

Fidel Castro era filho de um rico fazendeiro, forma-se em Direito e defende gratuitamente camponeses, operários e prisioneiros políticos. Destaca-se na política em manifestações contra o ditador Fulgencio Batista.

Em 1953, depois de uma tentativa de golpe, é condenado a 15 anos de prisão. Anistiado em 1955, vai para o México, onde planeja outro golpe contra Batista. Volta a Cuba em dezembro desse ano e, após três anos de luta, toma o poder em janeiro de 1959.

No início, sem clara definição ideológica, seu governo recebe ajuda de setores políticos norte-americanos. À medida que toma rumo socialista, se afasta dos Estados Unidos, que decretam bloqueio comercial ao país em 1960 e rompem relações diplomáticas em 1961.

Fidel Castro

A HISTÓRIA

Costuma-se atribuir a independência de Cuba aos EUA. Ao derrotar a Espanha, em 1898, os norte-americanos teriam garantido a liberdade à Ilha. Dessa maneira é desprezada a luta do povo cubano pela independência. Esses dois elementos devem ser considerados no processo de independência, inclusive para que possamos compreender as contradições determinantes para a revolução.

Fidel Castro

Por quatrocentos anos a ilha de Cuba foi uma colônia explorada pela Espanha, sendo que, desde o século XVIII, a produção açucareira tornou-se a base da economia, apoiada no trabalho escravo africano. No século seguinte, os EUA já eram o principal comprador do açúcar cubano e viam com bons olhos os movimentos populares que se desenvolviam contra a dominação metropolitana.

Em Cuba, o primeiro movimento significativo de independência,

Fidel Castro

Em Cuba, o primeiro movimento significativo de independência, ocorreu entre 1868 e 1878, e ficou conhecido conhecido como "A Grande Guerra". Esse movimento foi comandado por Carlos Manuel Céspedes, que, apesar de latifundiário, havia sido educado na Europa e defendia os ideais liberais de origem iluminista. Em 10 de outubro de 1868, em seu engenho de açúcar, Céspedes levantou-se em armas contra o governo espanhol, comandando cerca de 200 homens, proclamou a independência de Cuba. Um dos primeiros atos de Céspedes ao instalar o governo independente foi declarar livres todos os escravos que se juntassem ao exército revolucionário. Essa medida fez com que seu exército chegasse a ter 12 mil homens, porém passou a sofrer a oposição dos fazendeiros conservadores, ao mesmo tempo em que a Espanha aumentava seu contingente militar na Ilha. Céspedes foi deposto em 1873, porém a resistência manteve-se até 1878, quando os espanhóis recuperaram o controle político sobre a colônia.

Durante esse mesmo período surgia um novo líder revolucionário: José Marti. Preso aos 16 anos por ter fundado o jornal La Patria Libre, foi condenado a trabalhos forçados e depois deportado para a Espanha. Viveu no México, Venezuela e Estados Unidos, onde passou a preparar a revolução em Cuba. Em 1892 fundou o Partido Revolucionário Cubano. Em 1895, Martí desembarcou em Cuba e deu início a guerra de independência, morrendo em combate ainda no primeiro mês do conflito, que estendeu-se até 1898,quando a independência foi conquistada.

Ao final da guerra de independência contra a Espanha, os EUA entraram no conflito, com o pretexto de que um de seus navios ancorados em Cuba fora atacado. A vitória sobre a Espanha foi rápida, sendo que os EUA mantiveram seu aparato militar na Ilha ao mesmo tempo em que foi elaborada a Constituição do país, a qual, em 1901 foi acrescentada a Emenda Platt, que garantia o direito de intervenção dos EUA em Cuba, sempre que seus interesses estivessem ameaçados. Esse dispositivo mostra explicitamente a política imperialista norte-americana, no sentido de garantir o controle indireto sobre Cuba, no quadro da política do Big Stick, do presidente Theodore Roosevelt. Estava eliminado o intermediário espanhol e os norte-americanos passavam a ter o controle da economia cubana. Nas décadas seguintes, os investimentos norte americanos fomentaram a produção canavieira com a mecanização das fazendas, financiaram as usinas e investiram em atividades de transporte, assim como no setor de serviços. Também o turismo desenvolveu-se segundo os interesses dos EUA.

As primeiras décadas do século XX foram marcadas pela alternância de situações políticas democráticas e ditatoriais no país. Em 1933 um grande movimento popular colocou no poder Ramón Grau San Martí, que deu início a um amplo processo de reformas, apoiadas pelos grupos de esquerda, que procuravam atender as reivindicações das camadas mais pobres. Foi criado o ministério do trabalho e implementadas as primeiras leis trabalhistas, o ensino foi estimulado com a abertura de novas escolas, foi dado o direito de voto às mulheres e foi revogada a Emenda Platt.

O principal movimento de oposição, apoiado pelos EUA, foi encabeçado por Fulgêncio Batista, que tomou o poder em 1944 e novamente em 1952, implantando um governo ditatorial. O período ditatorial foi marcado pela subserviência aos interesses norte americanos, por repressão e injustiça social

Com a fuga de Fulgêncio Batista, formou-se um governo provisório, encabeçado por Manuel Urritia, de caráter reformista, e que deu início a mudanças de caráter nacionalista, contrariando interesses norte-americanos, ao mesmo tempo em que realizou reformas no sistema de ensino e saúde e deu início a reforma agrária. A pressão popular fez de Fidel Castro primeiro ministro e suas mais importantes medidas foram: a abolição do latifúndio com a realização da reforma agrária e a nacionalização das empresas norte-americanas. As medidas de caráter popular e anti imperialista foram responsáveis pelo aumento da pressão dos EUA, que passaram a boicotar o açúcar cubano e em abril de 1961 patrocinaram uma tentativa de invasão da Ilha. Esse episódio, a tentativa fracassada de desembarque na "Baía do Porcos" de grupos anti castristas, treinados e armados na Flórida; Essa pressão externa serviu para acentuar a aliança cubana com a política soviética. A URSS comprometeu-se a comprar um milhão de toneladas de açúcar por ano, além de garantir um crédito de cem milhões de dólares ao governo revolucionário

Em 1962 Cuba foi expulsa da OEA e passou a sofrer o boicote econômico não apenas por parte dos EUA, mas dos demais países da América Latina. Nesse mesmo ano a URSS começou a instalar em solo cubano mísseis nucleares de médio alcance. O presidente Kennedy ordenou o bloqueio naval da Ilha, ameaçando invadi-la caso o procedimento soviético fosse mantido. Considera-se que a "crise dos mísseis" foi o ponto alto das tensões entre as superpotências durante a guerra fria. Se a União Soviética recuou em seus propósitos militares, os EUA recuaram na tentativa de invadir a Ilha, no entanto, mantiveram o boicote econômico como forma de desestabilizar o novo regime.

Fidel Castro

Fonte: areadeprojecto8.1.tripod.com

FIDEL CASTRO

A audácia de Fidel Castro, à frente de um grupo de guerrilheiros, fez com que surgisse em Cuba o primeiro estado socialista do hemisfério ocidental.

Fidel Castro Ruz nasceu em 13 de agosto de 1926 em Mayarí, na província cubana de Oriente, filho de um usineiro de açúcar. Estudou em escolas católicas de Santiago de Cuba e, em Havana, no prestigioso Colegio de Belén, dirigido por jesuítas. Formou-se em direito pela Universidade de Havana, onde se iniciou nas atividades políticas. Por essa época, participou de uma tentativa frustrada de derrubar o ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo e tomou parte, na capital colombiana, do motim popular de 1948, que ficou conhecido pelo nome de Bogotazo.

Fidel entrou para o Partido do Povo Cubano (chamado Ortodoxo) em 1947 e por ele foi candidato a deputado na eleição programada para 1952, frustrada pelo golpe militar encabeçado por Fulgencio Batista em 10 de março daquele ano. Em 26 de julho de 1953, à frente de um pequeno grupo de rapazes, tentou tomar o quartel de Moncada, em Santiago. O ataque fracassou e Fidel, com o irmão mais novo Raúl, foi condenado à prisão. Anistiados em 1955, os dois se dirigiram para o México, onde organizaram, com o argentino Ernesto Che Ghevara, o Movimento 26 de Julho. A bordo do iate Granma, Fidel e seus companheiros dirigiram-se para a parte oriental de Cuba, onde desembarcaram em 2 de dezembro de 1956 e iniciaram nas montanhas de sierra Maestra uma vitoriosa campanha de guerrilhas contra Batista, que fugiu do país em 31 de dezembro de 1958. Fidel nomeou presidente o ex-magistrado Manuel Urrutia e assumiu a direção do país como chefe das forças armadas e, a partir de fevereiro de 1959, como primeiro-ministro.

Desde então Fidel Castro influenciou com a sua personalidade todos os dirigentes e grupos revolucionários, instituiu a pena de morte para os defensores do antigo regime e os adversários do novo, iniciou uma política de expropriações e prisões e promoveu as reformas agrária e urbana, o que provocou o êxodo de uma parte considerável da população para Miami. Na política externa enfrentou os Estados Unidos, que patrocinaram uma desastrosa invasão de Cuba por exilados, em abril de 1961, depois da qual Castro proclamou-se comunista, declarou Cuba estado socialista e se colocou sob a proteção soviética.

Em 1962, a União Soviética instalou mísseis nucleares em Cuba e o mundo esteve perto de uma guerra total, evitada depois que os soviéticos aceitaram retirar suas armas, em troca da promessa americana de não tentar uma nova invasão. Fidel, contudo, ajudou os movimentos revolucionários da América Latina e os governos marxistas de Angola e da Etiópia, na África, continente ao qual Cuba chegou a enviar dezenas de milhares de soldados.

Em 1976 promulgou-se em Cuba uma nova constituição, pela qual Fidel Castro passou a ser presidente do Conselho de Estado (chefe de estado) e do Conselho de Ministros, sem abandonar os cargos de chefe das forças armadas e secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, o único permitido.

O regime dependeu economicamente da União Soviética até o fim do socialismo naquele país e teve suas dificuldades econômicas agravadas pelo bloqueio comercial patrocinado pelos Estados Unidos. Seus adversários alegavam que o regime não era democrático, por impedir eleições diretas para os cargos máximos e proscrever meios de comunicação independentes e organizações políticas fora do sistema oficial. Ainda assim, conseguiu promover uma considerável expansão da educação, da saúde pública, da previdência social, do esporte e das artes.

Fonte: www.coladaweb.com

FIDEL CASTRO

Fidel Castro

Fidel Castro Ruz nasceu em 13 de agosto de 1926 em Mayarí, na província cubana de Oriente, filho de um usineiro de açúcar.

Estudou em escolas católicas de Santiago de Cuba e, em Havana, no prestigioso Colegio de Belén, dirigido por jesuítas. Formou-se em direito pela Universidade de Havana, onde se iniciou nas atividades políticas. Por essa época, participou de uma tentativa frustrada de derrubar o ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo e tomou parte, na capital colombiana, do motim popular de 1948, que ficou conhecido pelo nome de Bogotazo. Fidel entrou para o Partido do Povo Cubano (chamado Ortodoxo) em 1947 e por ele foi candidato a deputado na eleição programada para 1952, frustrada pelo golpe militar encabeçado por Fulgencio Batista em 10 de março daquele ano.

Em 26 de julho de 1953, à frente de um pequeno grupo de rapazes, tentou tomar o quartel de Moncada, em Santiago. O ataque fracassou e Fidel, com o irmão mais novo Raúl, foi condenado à prisão. Anistiados em 1955, os dois se dirigiram para o México, onde organizaram, com o argentino Ernesto Che Ghevara, o Movimento 26 de Julho. A bordo do iate Granma, Fidel e seus companheiros dirigiram-se para a parte oriental de Cuba, onde desembarcaram em 2 de dezembro de 1956 e iniciaram nas montanhas de sierra Maestra uma vitoriosa campanha de guerrilhas contra Batista, que fugiu do país em 31 de dezembro de 1958. Fidel nomeou presidente o ex-magistrado Manuel Urrutia e assumiu a direção do país como chefe das forças armadas e, a partir de fevereiro de 1959, como primeiro-ministro. Desde então Fidel Castro influenciou com a sua personalidade todos os dirigentes e grupos revolucionários, instituiu a pena de morte para os defensores do antigo regime e os adversários do novo, iniciou uma política de expropriações e prisões e promoveu as reformas agrária e urbana, o que provocou o êxodo de uma parte considerável da população para Miami.

Na política externa enfrentou os Estados Unidos, que patrocinaram uma desastrosa invasão de Cuba por exilados, em abril de 1961, depois da qual Castro proclamou-se comunista, declarou Cuba estado socialista e se colocou sob a proteção soviética. Em 1962, a União Soviética instalou mísseis nucleares em Cuba e o mundo esteve perto de uma guerra total, evitada depois que os soviéticos aceitaram retirar suas armas, em troca da promessa americana de não tentar uma nova invasão. Fidel, contudo, ajudou os movimentos revolucionários da América Latina e os governos marxistas de Angola e da Etiópia, na África, continente ao qual Cuba chegou a enviar dezenas de milhares de soldados. Em 1976 promulgou-se em Cuba uma nova constituição, pela qual Fidel Castro passou a ser presidente do Conselho de Estado (chefe de estado) e do Conselho de Ministros, sem abandonar os cargos de chefe das forças armadas e secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, o único permitido.

O regime dependeu economicamente da União Soviética até o fim do socialismo naquele país e teve suas dificuldades econômicas agravadas pelo bloqueio comercial patrocinado pelos Estados Unidos. Seus adversários alegavam que o regime não era democrático, por impedir eleições diretas para os cargos máximos e proscrever meios de comunicação independentes e organizações políticas fora do sistema oficial. Ainda assim, conseguiu promover uma considerável expansão da educação, da saúde pública, da previdência social, do esporte e das artes.

Fonte: www.ujssantos.hpg.ig.com.br

FIDEL CASTRO

Fidel Castro

Político cubano (13/8/1927-). Filho de rico fazendeiro, nasce em Mayari, forma-se em direito e defende de graça camponeses, operários e prisioneiros políticos. Destaca-se em manifestações contra o ditador Fulgencio Batista, que ficou no poder de 1952 a 1959 com o apoio dos americanos. Em 1953, depois de liderar uma tentativa de golpe, é condenado a 15 anos de prisão. Anistiado em 1955, muda-se para o México, de onde chefia um grupo, no qual se inclui Ernesto Che Guevara que viaja a Cuba de balsa em 1956 para lutar contra o exército de Batista.

Após três anos de guerrilha,oma o poder em janeiro de 1959 e desde então governa o país. Organiza uma reforma agrária e expropria empresas nacionais e estrangeiras, caminhando para o socialismo e afastando-se dos Estados Unidos (EUA), que decretam bloqueio comercial ao território em 1960.

Cuba passa a depender economicamente da União Soviética (URSS). Saúde e educação são prioridades do governo de Fidel, mas não há liberdade política nem de imprensa.

Com o colapso da URSS, que suspende a ajuda no início dos anos 90, Fidel começa a reformar a economia em crise. Impõe racionamento de gêneros e permite a entrada de empresas de capital estrangeiro e o estabelecimento de negócios próprios. Além disso, amplia a liberdade religiosa. Em 1998 recebe o papa em Cuba. Casa-se em 1948 com Mirta Diaz Balart, com quem tem um filho. O casal se divorcia em 1954. Fidel tem mais oito filhos, com outras mulheres.

Fonte: www.algosobre.com.br

FIDEL CASTRO

Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, Holguín, 13 de Agosto de 1926) é o presidente da República de Cuba e uma das personalidades políticas internacionais mais conhecidas, carismáticas e polêmicas. Para seus defensores, Castro representa o herói da revolução social e a garantia de repartição equitável da riqueza no país, devido a sua política comunista. Seus adversários, internos e externos, no entanto, consideram-no o líder de regime ditatorial baseado numa política de partido único e numa polícia repressiva de estado, no que diz respeito à liberdade de expressão e à aplicação de penas duras (inclusive a morte) a presos políticos. É um líder bastante contestado internacionalmente.

HISTÓRIA

Fidel Castro tem uma longa história revolucionária: tornou-se dirigente de Cuba desde que conquistou os papéis de primeiro-ministro em 16 de Fevereiro de 1959 e de Presidente da República em 3 de Dezembro de 1976, após uma bem sucedida luta de guerrilha contra o exército do presidente de jure de Cuba Fulgêncio Batista. Batista era o líder de facto do Exército cubano e em 1940 aliou-se com o Partida Comunista Cubano para tornar-se presidente do país[1]. Sua ditadura matou três mil cubanos.

Nascido da união de um imigrante da Galiza e de Lina Ruz González, Fidel Castro foi educado em colégios jesuítas, como o Colegio Belén em Havana. Foi um acólito (ajudante do padre na missa). Alto e de porte atlético, foi premiado como o melhor atleta estudantil secundarista cubano em 1944. Em 1945 entrou na Universidade de Havana, formando-se em Direito em 1950.

Após um fracassado ataque a um quartel de Moncada em 26 de julho de 1953, (data que dará o nome ao Movimento Revolucionário 26 de julho e todos os anos é comemorada em Cuba com grandes manifestações populares), foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Durante o julgamento, Fidel fez sua auto defesa e defendeu o direito dos povos de lutarem contra a tirania, quando pronunciou as famosas palavras "A história me absolverá". Após sua auto defesa, Fidel foi liberado tendo cumprido dois anos de prisão. Viajou aos EUA para encontrar-se com grupos cubanos exilados naquele país que ajudaram a finaciar a expulsão do ditador Fulgencio Batista do poder. Exilou-se em seguida no México, onde montou e treinou uma guerrilha, retornando clandestinamente a Cuba no iate Granma, com capacidade para 8 pessoas, em que embarcaram 82 homens, entre eles o argentino Ernesto Guevara de la Serna, Che Guevara. O desembarque não foi bem sucedido pois o navio afundou com as armas. Refugiou-se em Serra Maestra, onde reorganizou a guerrilha que acabou derrubando Batista.

A REVOLUÇÃO E A GUERRA FRIA

Fidel Castro visitou, Após a vitória, os Estados Unidos da América.

O governo democrata de Kennedy tentou derrubar Fidel Castro através de uma operação desastrosa, o famoso episódio da Baía dos Porcos, em Abril de 1961; na seqüência destes acontecimentos, e Fidel Castro aliou-se à URSS.

A URSS deu apoio econômico e militar ao novo governo de Castro, comprando a maioria do açúcar cubano. A partir de então, Cuba passou a sofrer um embargo econômico por parte dos EUA. A este respeito dirá Fidel Castro "Nuestro pueblo heroico ha luchado 44 años desde una pequeña isla del Caribe a pocas millas de la más poderosa potencia imperial que ha conocido la humanidad. Con ello ha escrito una página sin precedentes en la historia. Nunca el mundo vio tan desigual lucha." (discurso do 1º de Maio de 2003, em La Habana).

No entanto, como conseqüência do demoronamento da URSS, Cuba acabou tendo que reestruturar seu modelo econômico. A fragilidade de economia comunista, agora sem sua protetora européia e sob um bloqueio criminoso e desumano, mostrava-se através da escassez de produtos na ilha.

Cuba: uma potência em saúde e escolaridade

Todavia, o regime de Fidel foi bem sucedido em uma diversidade de aspectos, como por exemplo na construção de um sistema de saúde de boa qualidade, mesmo para o padrão dos países ricos, e na manutenção de uma cultura nacional rica e exótica. Em reconhecimento a seus esforços, Fidel Castro foi o primeiro chefe de Estado a receber a medalha da "Saúde para todos" da OMS, em 12 de abril de 1988. Na área da educação lançou em 1961, a Campanha da Alfabetização, que em um ano alfabetizou a 1.124.000 habitantes iletrados da ilha, que na época contava com uma população de 6 milhões de habitantes, desenvolveu diversas universidades, cursos técnicos, formando um série de médicos, esportistas, economistas e artistas de alta qualidade. Atualmente Cuba, no quesito educação, está entre os 30 primeiros países do mundo. Porém, aos cubanos só é permitido ler o que edita o governo. O índice de livros lidos por habitante é inferior ao do México.

Entre as palavras de ordem oficiais que os jovens devem repetir na escola cubana, podemos encontrar as seguintes:

"Pioneiros para o Comunismo, seremos como Che" "Comandante, Ordem! ordem sobre esta terra, nós faremos guerra, se o imperialismo vier" "Ódio e Morte para o Imperialismo Norte Americano!" Em 2000, após mais de 40 anos de castrismo, as taxas oficiais cubanas melhoraram tanto para a alfabetização (98%) como para a mortalidade infantil (0,7%). Segundo as estatísticas da UNESCO, a taxa de instrução de base em Cuba é uma das mais elevadas da América Latina.

PATRIMÔNIO

Em 2005, a revista Forbes calculou o patrimônio de Fidel Castro em aproximadamente 550 milhões de dólares. Com essa fortuna acumulada, ele teria alcançado o décimo lugar na categoria "governantes e membros da realeza mais ricos do mundo".

Contudo, estes dados foram prontamente negados por Fidel, considerando esta notícia uma "infâmia".

Na oportunidade, Fidel Castro desafiou: "Se eles provarem que tenho um conta no exterior de US$ 900 milhões, de US$ 1 milhão, de US$ 500 mil, de US$ 100 mil, de US$ 1, eu renuncio a meu cargo e às funções que desempenho"

A respeito da infâmia, disse ainda: "Eu os desafio, os intimo a buscar todos os bancos do mundo. Pergunto por que iria querer dinheiro se vou completar 80 anos, para que quero dinheiro se nunca quis antes?", indagou.

Fidel afirmou que a revista Forbes e outros muitos meios de comunicação por todo o mundo, buscaram de maneira suja e baixa, desprestigiar a revolução, "anular Cuba e pintar Castro como um ladrão", em suas palavras.

Quase toda a população ouvida pela BBC em Cuba duvida das alegações feitas pela Forbes, mas Vladimiro Roca, do grupo anti-revolucionário Todos Unidos, que vive em Miame, disse estar seguro de que tal fortuna existe e que Castro se vale dela para "administrar e se manter no poder".

É importante ressaltar também que Fidel Castro é filho de latifundiários muito ricos e que abnegou dessa riqueza, entregando-a integralmente ao Estado cubano alegando estar em defesa de uma causa maior.

Ninguém até o momento se interessou ou conseguiu encontrar informações que comprovassem as afirmações da Forbes.

Fonte: pt.wikipedia.org

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