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Guignard

Apenas recentemente a contribuição de Guignard para a história da arte no Brasil vem sendo considerada em termos efetivamente plásticos. A ideologia nacionalista de nosso modernismo, transferida depois para a História, procurou sempre ressaltar como aspectos essenciais de sua obra a apreensão da identidade brasileira. Contudo, seu papel na arte brasileira vai além desse fator, apesar dele próprio afirmar que aspirava "demonstrar como se deve ver e sentir a nossa natureza".

Nascido no estado do Rio de Janeiro, em 1907 viajou com a família para a Europa, onde permaneceu por muitos anos e travou contato com a obra de grandes nomes da arte de diversos tempos, como do renascimento com Leonardo da Vinci, ou do modernismo, com o pintor argentino Emílio Pettoruti. Assim sendo, desenvolveu uma erudição sobre as movimentações do fazer artístico no decorrer dos séculos.

Retornou ao Rio de Janeiro em 1929 e participou ativamente do meio artístico carioca durante a década de 30. Colaborou com a 'Pró-Arte Sociedade de Artes, Letras e Ciências`, apresentou-se no Salão Revolucionário (1931) com 27 trabalhos, dentre estes, um Auto-Retrato, e da Exposição de Arte Social (1935), exibindo desenhos de favelas. Expôs também no meio artístico paulista, figurando no I e II Salão de Maio (1937 e 1938).

A partir de 1942 passou a orientar gratuitamente jovens artistas, que então compuseram o Grupo Guignard ou Flor de Abacate. Em 1944 foi convidado por Juscelino Kubitschek, que conduzia a prefeitura de Belo Horizonte num sentido nitidamente modernizador, a coordenar uma escola de artes nesta cidade. Foi quando o artista deixou o Rio e entrou em contato com a paisagem mineira, que marcou fundamentalmente sua obra a partir de então - principalmente Ouro Preto.

O pesquisador Carlos Zílio, que estudou a obra do artista, apela que a real importância de sua obra está na tendência cada vez mais marcante de "anular a relação figura e fundo pela dissolução do espaço e por meio do tratamento subjetivado da cor diluída", fatores que provocam "um transbordamento do sujeito lírico na natureza". Nesse sentido, a atuação de Guignard não esteve restrita ao projeto modernista que pregava o nacionalismo, e sim também se relacionou com questões mais amplas da estética e de investigações dos meios da pintura.

Com a Escola Guignard em Belo Horizonte, teve papel fundamental na consolidação da modernização das artes plásticas mineiras, tanto na sua atuação como artista quanto no desenvolvimento de um ensino livre das imposições e dogmas acadêmicos. Sua produção nunca foi marcada pelas determinações mercadológicas (distribuía quadros de presente, trocava-os por bebidas alcóolicas, assinava trabalhos de seus alunos...) mesmo quando já no final de sua vida uma galeria de arte paulistana pagou-lhe os direitos sobre suas obras. Enfim, Guignard sempre teve as artes plásticas como uma missão, encaixando-se numa das propostas mais importantes do modernismo brasileiro, que era a de difusão e sistematização das conquistas das artes e da cultura.

Auto-retrato, 1931
Auto-retrato, 1931

Certificado de medalha de ouro no XLVIII
Certificado de medalha de ouro no XLVIII
Salão Nacional de Belas Artes, em 28 de Stembro de 1942

Biografia de Guignard caminhando em Ouro Preto, 1962.
Guignard caminhando em Ouro Preto, 1962.

Fonte: www.mac.usp.br

Guignard

Auto-retrato, óleo sobre madeira, 1961
Auto-retrato, óleo sobre madeira, 1961
(Coleção Particular )

Guignard

Nasceu em Nova Friburgo (RJ) em 1896. Em 1917 ingressa na Real Academia de Belas Artes, em Munique, Alemanha, onde estuda com o pintor Hermann Groeber e com o artista gráfico e ilustrador Adolph Hengeleer,do grupo Sezession.

Em 1918 reside na casa de campo de sua mãe, em Grasse, França, seguindo para a Suíça e Itália, onde toma conhecimento da moderna arte européia. Retorna ao Brasil em 1929, após morar em Florença, e trabalha como pintor e desenhista na Fundação Osório, no Rio de Janeiro.

Transfere-se para Minas Gerais em 1944, a convite do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, para dirigir a Escola de Artes de Belo Horizonte, hoje Escola Guignard. Em torno do artista se agrupa a juventude mineira interessada na arte moderna. Por falta de espaço adequado, o curso funcionou em regime de ateliê livre, no Parque Municipal, num ambiente propício à criação.

Biografia de Guignard entre os alunos. Amílcar de Castro, à sua direita, e Franz Weissmann, à esquerda.
Guignard entre os alunos. Amílcar de Castro, à sua direita, e Franz Weissmann, à esquerda.
Foto: acervo Museu Casa Guignard

Alberto da Veiga Biografia de Guignard.
Alberto da Veiga Guignard.
Parque Municipal de Belo Horizonte, óleo sobre madeira, 1959.

Em 1944, é designado para organizar a Exposição de Arte Moderna e BH, durante um mês, debate e respira arte. A presença de Guignard em Belo Horizonte inspira subversão à ordem. O Parque Municipal torna-se pátio de discussões livres e as novas orientações artísticas causam espanto ao acanhado ambiente local. Quadros de seus alunos chegaram a ser destruídos durante uma mostra coletiva.

Ao registrar as paisagens bucólicas da vida mineira, Guignard recria a aura religiosa e saudosista que envolve as montanhas das cidades barrocas. Vivendo em Ouro Preto entre 1961 e 1962, intensificam-se seus registros da cidade. Morreu em 1962 e seu corpo está enterrado na Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.

Em 1987 Ouro Preto criou o museu Casa Guignard, onde estão algumas de suas obras mais importantes.

Alberto da Veiga Biografia de Guignard. Paisagem de Minas, óleo sobre madeira, 1950
Alberto da Veiga Guignard. Paisagem de Minas, óleo sobre madeira, 1950

Fonte: www.cidadeshistoricas.art.br

Guignard

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Alberto da Veiga Guignard (Nova Friburgo RJ 1896 - Belo Horizonte MG 1962). Pintor, professor, desenhista, ilustrador, gravador. Muda-se com a família para a Europa em 1907. Entre 1915 e 1923, freqüenta a Real Academia de Belas Artes de Munique e estuda com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoa-se em Florença e em Paris, onde participa do Salão de Outono. Retorna para o Rio de Janeiro em 1929, integra-se ao cenário cultural e conhece Ismael Nery, Candido Portinari, Di Cavalcanti e Oswaldo Goeldi. Participa do Salão Revolucionário de 1931, e é destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. De 1931 a 1943 dedica-se ao ensino de desenho e gravura na Fundação Osório, no Rio de Janeiro.

Em 1943, passa a orientar alunos no seu ateliê e forma o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, é fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transfere-se para Belo Horizonte e começa a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passam Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permanece à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passa a chamar-se Escola Guignard. Sua produção compreende paisagens, retratos, pinturas de gênero e de temática religiosa. Em 1996, centenário do seu nascimento, são realizadas exposições comemorativas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte.

Fonte: www.escritoriodearte.com

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