Arrhenius

Svante August Arrhenius

Físico, matemático e químico sueco, nascido no condado de Wijk, criador da teoria da dissociação eletrolítica. Filho de um administrador do local, perto de Uppsala. Realizou seus estudos iniciais e de graduação em Uppsala. Foi para Estocolmo (1821) a fim de cursar o doutoramento, estudando com o professor Erik Edlund, que o orientou no estudo das descargas elétricas através dos gases (1891-1905).

As anomalias observadas nas propriedades das soluções de eletrólitos, substâncias solúveis pela ação da eletricidade, levaram-no a estabelecer a teoria da dissociação eletrolítica, cujos fundamentos foram apresentados pela primeira vez à comunidade científica quando da defesa de sua tese de doutorado (1884), no Instituto de Física de Estocolmo, passando a se dedicar exclusivamente a sua pesquisa sobre eletrólitos (1886-1890). Definitivamente se tornou o criador da teoria da ionização dos eletrólitos (1887), ao aperfeiçoar o enunciado de sua teoria e receber o apoio de renomados cientistas de sua época como William Ostwald, Ludwig Boltzmann e Jacobus van't Hoff. Sua conclusão era que os eletrólitos em solução dissociavam-se em partículas carregadas eletricamente e que a soma das cargas positivas e negativas era igual, sendo a solução, portanto, eletricamente neutra. Essas partículas carregadas, denominadas ânions, quando negativas, e cátions, quando positivas, se formavam a partir das estruturas químicas das substâncias solubilizadas. Foi nomeado reitor do Real Instituto de Tecnologia de Estocolmo (1896).

Cunhou a expressão efeito estufa (1896), prevendo que a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, aumentaria a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera e levaria ao aumento das temperaturas em todo o globo terrestre. Também formulou uma teoria sobre as caudas dos cometas com fundamento na pressão de radiação (1900). Apesar de seu prestígio no exterior, teve de enfrentar forte oposição na Suécia para ser nomeado (1901) membro da Academia Sueca de Ciências. Ganhou o Prêmio Nobel de Química (1903) por sua teoria da dissociação eletrolítica e foi diretor Instituto Físico-Químico da Fundação Nobel (1905-1927). Em Worlds in the Making, advogava a teoria de que a energia no mundo era auto-renovável e morreu em Estocolmo.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Svante August Arrhenius

Durante sua vida este grande químico sueco teve oportunidade de conhecer praticamente todos os importantes homens de ciência do seu tempo, conquistando-lhes a afeição e o mais alto respeito. Dizia-se dêle possuir o gênio da amizade. Entretanto, no começo de sua carreira, teve que lutar para ser aceito.

Aos 22 anos de idade, Arrhenius já havia realizado muitas experiências relacionadas com a passagem da eletricidade através de soluções aquosas e decidiu continuar esse trabalho de soluções como preparo para o doutoramento. Durante dois anos, trabalhando no laboratório da Universidade de Upsala, colecionou numerosíssimos dados sobre centenas de soluções e concentrações. Formulou, então uma hipótese, cuidadosamente fundamentada, de que as soluções aquosas contêm partículas carregadas,isto é, íons.

Tratava-se de uma proposição revolucionária e seus professores a acharam tão diferente de suas próprias idéias que, muito a contra-gosto, concederam -lhe o grau.

Sem se deixar desencorajar, Arrhenius enviou cópias de sua tese a outros cientistas. Embora muito poucos tenham tomado a sério suas idéias radicais, o grande cientista alemão Ostwald ficou tão entusiasmado que viajou para a Suécia a fim de encontrar-se com Arrhenius. Estimulado por esse apoio, Arrhenius foi estudar na Alemanha e Holanda. Finalmente, em 1889, foi publicado seu trabalho "Sobre a Dissociação das Substâncias Aquosas". Embora convidado a ir para Leipzig como professor da Universidade preferiu voltar á Suécia como conferencista e professor secundário em Estocolmo. Sua teoria ainda não havia conquistado aceitação geral e os que eram contra apelidavam os seus adeptos de "horda selvagem de Ionianos". Até mesmo o contrato de Arrhenius como professor em Estocolmo, em 1893, foi questionado até que um tempestade de protestos chegou àquela cidade, de parte dos cientistas alemães. Dois anos após esta nomeação foi eleito Presidente da Universidade e recebeu o prêmio Nobel, tendo sido o terceiro a recebê-lo no campo da Química. Finalmente, era Arrhenius reconhecido como um grande cientista, como há muito o merecia.

Foi-lhe oferecida a ambicionada posição de professor de Química na Universidade de Berlim, mas tendo o rei da Suécia fundado o Instituto Nobel de Físico-Química, em 1905 Arrhenius tornou-se seu diretor. Continuou sendo um pesquisador incansável e um cientista extremamente versátil até sua morte, em 1927. O sucesso de Arrhenius em ciência deve ser creditado não apenas ao seu brilho como cientista mas também à convicção com que sustentava seus pontos de vista. Suas concepções sobre as propriedades elétricas das soluções aquosas eram tão avançadas em relação ao pensamento da época que teriam sido ignoradas, não fosse confiar ele na utilidade de sua teoria e em recusar abandoná-las. O fato do modelo iônico das soluções aquosas mudar de maneira efetiva a química inorgânica á um tributo justo ao méritos de Arrhenius.

Fonte: www.adoroquimica.hpg.ig.com.br

Svante August Arrhenius

Nasceu em Wijk (Suécia), em 19 de fevereiro de 1859, e faleceu em Estocolmo, em 2 de outubro de 1927.

Em 1876 ingressou na Universidade de Upsala, onde se doutorou em 1884. A partir de 1891, tornou-se professor na Universidade de Estocolmo.

Já em 1884, propôs sua célebre Teoria de Dissociação Iônica que revolucionou o mundo científico da época. De fato, suas idéias sobre a existência de íons foram de início muito combatidas, pois na época era aceito o Modelo Atômico de Dalton, que falava em partículas neutras e indivisíveis.

Aos poucos, porém, as idéias de Arrhenius não só foram aceitas, mas contribuíram para o desenvolvimento das teorias eletrônicas da matéria. Por seus trabalhos, Arrhenius recebeu, em 1903, o Prêmio Nobel de Química.

Fonte: www.alexquimica.com.br

Svante August Arrhenius

Svante August Arrhenius
Svante August Arrhenius

Svante August Arrhenius nasceu em Vik, Suécia, 19 de fevereiro de 1859 , e faleceu em Estocolmo, 2 de outubro de 1927. Químico sueco.

Estudou na Cathedral School de Upsala, quando sua família se transferiu para esta cidade proveniente de Vik, ingressando na Universidade da mesma cidade quando contava com 17 anos de idade. Posteriormente estudou na Universidade de Estocolmo. Ensinou classes de física na Escola Técnica Superior desta Universidade ( 1891-1895 ), alcançando o grau de catedrático na mesma ( 1895-1904 ). Em 1904 passou a dirigir o Instituto Nobel de Química e Física ( 1905-1927 ).

Sendo estudante, preparando-se para o doutorado na Universidade de Upsala, investigou as propriedades condutoras das dissoluções eletrolíticas, que formulou em sua tese doutoral.. Sua teoria afirma que nas dissoluções eletrolíticas, os compostos químicos dissolvidos, se dissociam em íons, mantendo a hipótese de que o grau de dissociação aumenta com o grau de diluição da solução, que resultou ser correta apenas para os eletrólitos fracos. Acreditando que a teoria estava errada, sua tese foi aprovada com a qualificação mínima possível. Esta teoria foi objeto de muitos ataques, especialmente por Lord Kelvin, sendo apoiada por Jacobus Van't Hoff, em cujo laboratório havia trabalhado como bolsista estrangeiro ( 1886-1890 ), e por Wilhelm Ostwald.

Posteriormente esta teoria foi aceita por todos, convertendo-se num dos pilares da físico-química , no ramo da eletroquímica. Sua concepção científica lhe valeu a obtenção do Prêmio Nobel de Química em 1903, "em reconhecimento dos extraordinários serviços prestados ao avanço da química através de sua teoria da dissociação eletrolítica”.

Além disso, trabalhou em diversos ramos da físico-química, como velocidade das reações, sobre a prática da imunização e sobre astronomia. Como consequência, em 1889, descobriu que a velocidade das reações químicas aumenta com a temperatura, numa relação proporcional com a concentração de moléculas existentes.

Em 1909 entrou como membro estrangeiro da Royal Society. Em 1911, durante uma visita aos Estados Unidos, foi condecorado com a primeira medalha Willard Gibbs e, em 1914, recebeu a medalha Faraday.

Fonte: pt.wikipedia.org