Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Tunga  Voltar

Tunga

Tunga
Tunga

Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão (Palmares PE 1952).

Muda-se para o Rio de Janeiro onde, em 1974, conclui o curso de arquitetura e urbanismo na Universidade Santa Úrsula. É colaborador da revista Malasartes e do jornal A Parte do Fogo.

Na década de 80, realiza conferências no Instituto de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula e na Universidade Candido Mendes.

Recebe o Prêmio Governo do Estado por exposição realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 1986.

No ano seguinte, Arthur Omar realiza o vídeo O Nervo de Prata, sobre sua obra. Em 1990, recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas e, em 1991, o Prêmio Mário Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte pela obra Preliminares do Palíndromo Incesto. Para realizar seu trabalho, investiga áreas do conhecimento como literatura, filosofia, psicanálise, teatro, além de disciplinas das ciências exatas e biológicas.

CRÍTICA
TEXTOS CRÍTICOS

"Tunga pertence à geração de artistas brasileiros seguidores de Hélio Oiticica e Lygia Clark. Arquiteto por formação, imerso em literatura (de Nerval a Borges) e em referências filosóficas e científicas (arqueologia, paleontologia, zoologia, medicina), seu trabalho exibe a marca das grandes ficções do continente latino-americano. Freqüentemente lidando com o excesso - muitas de suas obras foram realizadas através do acúmulo de materiais pesados (ferro, cobre, ímã) -, ele apresenta objetos comuns que passaram por uma estranha transformação: dedais, agulhas gigantes ou pentes. Inventa um bestiário fantástico de lagartos e serpentes mutantes que parece saído diretamente de uma antologia surrealista. Jogando com as diferenças de proporções, Tunga considera a escultura como um conjunto de formas e figuras enigmáticas cuja estranheza e proporções fabulosas intrigam o espectador e causam transtorno em sua percepção habitual de próximo e distante, dentro e fora, cheio e vazio. Seu interesse no inconsciente e, particularmente, nos processos associativos das engrenagens do sonho, bem como na figura da metáfora, o levou a construir obras de arte com ramificações e efeitos de significado múltiplos. Estes se entrelaçam com erupções do fantástico, convidando o espectador a penetrar num universo barroco onde não se pode distinguir o real do imaginário."

Paul Sztulman

SZTULMAN, Paul. "Tunga". In: Documenta 10. Kassel: Documenta, 1997. p.226. (Texto traduzido)

"Na Galeria Luisa Strina, o artista expõe sete conjuntos de objetos-esculturas que, a um primeiro olhar, parecem peças de cerâmica. A cor terrosa engana. Ela não é do material, mas do seu acabamento insólito: maquiagem. As peças são fundidas em bronze e cobertas com base, batom e pó compacto. A superfície resultante não se pretende simulacro perfeito da pele: conserva o índice da mão que a plasmou em argila.
Os objetos-esculturas nasceram do desenho de corpos unidos. O artista isolou a linha que define ao mesmo tempo duas pessoas: fronteira e mistura de peles, vasos comunicantes e incomunicados. Metáfora das relações amorosas, essa linha ganhou volume e expandiu-se em duas formas: urna e cálice (ou aberto e fechado, masculino e feminino). Preenchendo o espaço entre elas, um lábio. Está montada a equação visual que, conforme os hábitos de Tunga, ainda se alimentou de inúmeras fontes de pesquisa, entre elas as ciências exatas."

Angélica de Moraes

MORAES, Angélica de. "Tunga expõe metáforas do amor". In: O Estado de S. Paulo, São Paulo, 15 mar. 1994. Caderno 2, p.D1.

"Muitos podem ser os dispositivos disparadores de obras, operadores de contágio e hibridação. Eles servem para dar liga ao conjunto de elementos que constituirão uma mesma obra, ou para juntar e amalgamar várias obras entre si e, nesta combinação, produzir uma outra, inédita. Um deles, talvez o que mais retorna, é a gelatina. Matéria orgânica gosmenta, próxima dos fluidos corporais - baba, meleca, esperma - que lambuza tudo, produzindo um continuum. (...) Outro dispositivo recorrente na fabricação de híbridos: os ímãs. À primeira vista, usá-los para ligar materiais parece óbvio: a vocação dos ímãs é justamente produzir atração entre minérios. No entanto, ao cumprir seu destino no contexto inesperado de uma obra de arte, eles provocam estranhamento. (...)

Outros inesperados operadores de junção: batom, base e pó compacto maquiam cálices, urnas e 'lábios' e fazem deles um só corpo. Outros ainda: finíssimos fios de toda espécie - de cobre, nylon ou prata - unem os elementos em cena em diferentes obras.

Por último, um tipo de operador que vale a pena privilegiar: os textos de Tunga que por vezes acompanham seus trabalhos. Narrativas com referências a documentos imaginários - recortes de jornal, relatórios de pesquisa, depoimentos, telegramas, cartas, inscrições arqueológicas, achados paleontológicos, registro de experiências telepáticas etc. - produzem uma impostação pseudocientífica impregnada de mistério e magia que acaba contaminando a obra. Nestes textos, onde ficção se entrelaça com dados objetivos e biográficos, obra e vida tornam-se inseparáveis - a vida se mostra obra, e a obra, cartografia da vida. Como se os novos elos que unem ingredientes incompossíveis para fazer obra, ou várias obras para fazer uma nova, fossem da ordem do necessário e, portanto, passíveis de explicação científica."

Suely Rolnik

ROLNIK, Suely. "Instaurações de Mundos". In: Tunga. Tunga: 1977-1997. Curadoria Carlos Basualdo. Miami : Museum of Contemporary Art, 1998, p. 115-136.

Fonte: www.itaucultural.org.br

Tunga

Filho do escritor Gerardo Mello Mourão, transferiu-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 70. Realizou sua primeira exposição individual (de aquarelas e desenhos) no Instituto de Arte da Universidade Católica de Valparaíso, Chile. Em 1974 formou-se em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, e realizou uma individual de aquarelas no Museu de Arte Moderna.

Nesse mesmo MAM, em 1975 apresentou uma instalação ambiental e um filme. Residiu em Paris, para onde viajou em 1976. A partir de então, sucessivas mostras suas foram apresentadas no Brasil e no exterior, entre as quais de destacam: Gabinete de Arte Raquel Arnaud Babenco, São Paulo (1981, 1983 e 1985); Galleria Sagittaria, Pordenone (Itália, 1981); Galeria Saramenha, Rio de Janeiro (1986 e 1992); Galeria Paulo Klabin, Rio de Janeiro (1989); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (Portugal, 1990); Galeria Millan, São Paulo (1991); GB Arte, Rio de Janeiro (1991); Galeria Cohn Edelstein, São Paulo (1997); Bard College’s Center for Curatorial Studies Museum, Nova York (EUA, 1997), Galeria Millan-Antonio, São Paulo (2004). Participou da Bienal de São Paulo (1981, 1987), da Bienal de Veneza (Itália, 1982 e 2001), da Documenta de Kassel (Alemanha, 1997), da Arco, Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madri (Espanha, 2000), entre outros certames do circuito mundial de artes plásticas. Detentor de diversos prêmios, em 1998 dividiu com Waltercio Caldas o segundo lugar do prêmio Johnnie Walker, quando apresentou no Museu Nacional de Belas Artes a performance Tereza B. artes.

No ano seguinte, ocupou a Galeria Cronopios, no Centro Cultural da Recoleta, em Buenos Aires (Argentina), onde realizou instaurações, performances e filmes, sob o título As aventuras da matéria. Em 2001, realizou no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo o evento Resgate, realizado também na Galeria Nacional do Jeu de Paume, em Paris. Em entrevista a Katia Canton, declarou: “Minhas obras são baseadas na relação entre matérias, energias, coisas físicas e minha fantasmática pessoal. Não me preocupo em extrair as qualidades estéticas das matérias usadas.

Elas me importam apenas enquanto servem para reproduzir mecanismos de tensão e explosão, análogos ao modo de operar do desejo.” (Bravo!, n. 36, set. 2000) Sobre sua obra, Arthur Omar realizou o vídeo O nervo de prata (1987).

Fonte: www.bolsadearte.com

Tunga

Tunga (Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão) muda-se para o Rio de Janeiro onde, em 1974, conclui o curso de arquitetura e urbanismo na Universidade Santa Úrsula.

É colaborador da revista Malasartes e do jornal A Parte do Fogo.

Na década de 1980, realiza conferências no Instituto de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula e na Universidade Candido Mendes.

De lá para cá, Tunga tornou-se um dos artistas contemporâneos mais relevantes da cena mundial, expondo em todo o mundo nas instituições de maior prestígio.

No trabalho do artista são claras as influências do barroco e do romantismo.

Sua constante construção de metáforas, através da associação livre entre diversas matérias que em princípio pareciam incompossíveis (imãs, cobre, vidros, etc), em busca de novas significações, nos revelam também uma correspondência com as experiências dadaístas e surrealistas, e a importância da dimensão onírica.

Cabe apontar que a obra de Tunga prolonga com rara inteligência o universo da escultura na arte contemporânea.

Em toda sua obra testemunhamos uma sábia interação entre questões filosóficas (como o contínuo e o descontínuo), da topologia e da matemática, e ainda questões do corpo articuladas à luz da psicanálise.

Tudo isso realizado numa poética exuberante, numa das provas mais eloqüentes de que generosidade formal e rigor conceitual podem caminhar juntos numa mesma obra.

O forte acento erótico contido na sua obra encontra-se evidente nos seus desenhos, nos quais vemos articuladas questões como o sexo, a violência e a morte.

Esteve presente na X Documenta, em Kassel, 1997.

Expôs no Museu do Louvre, Paris.

Fonte: www.cultura.gov.br

Tunga

[Antônio José de Barros Carvalho de Mello Mourão] (Palmares, PE, 1952)

No início da década de 70, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, em 1974, concluiu o curso de Arquitetura da Universidade Santa Úrsula.

Cola-borou com a revista Malasartes e o jornal A Parte do Fogo.

Na década de 80, Arthur Omar realizou o vídeo O Nervo de Prata, sobre sua obra, pela série Rio Arte.

Integrou diversas Bienais de São Paulo, entre elas a 19ª (1987), a 23ª (1996) e a 24ª (1998).

Importante retrospectiva sobre sua obra foi organizada pelo Bard College, em Nova York.

Representou o Brasil na Bienal de Veneza de 1982 e participou da 9ª Documenta de Kassel, em 1997.

A recorrência de formas (tranças, taca-pes, cobras etc.) e materiais (cobre, ferro, imã) não diminuem o interesse por sua obra onde o questionamento sobre a materialidade e o senti-do são permanentes.

Fonte: www.aloisiocravo.com.br

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal