É a região do planeta que encerra os seres vivos e na qual a vida é possível de uma maneira permanente.
Entretanto, considerando-se a totalidade do globo terrestre, esta região não excede a uma fina camada de alguns poucos quilômetros, englobando parte da litosfera, parte da hidrosfera e parte da atmosfera.
OBS.: São chamadas de regiões parabiosféricas aquelas nas quais a vida não é permanente, mas sim esporádica. Ex.: regiões polares e, a partir de 1969, a lua.
A biosfera, por apresentar componentes bióticos (seres vivos) e abióticos (seres inanimados) trocando matéria e energia, pode ser considerada um enorme ecossistema. A rigor, a biosfera deve ser encarada como tal, mas, devido as suas proporções gigantescas, costuma ser dividida em ecossistemas menores, conforme a situação que ocupam em relação aos três grandes substratos de nosso planeta. Assim, a litosfera é o substrato sólido do epinociclo (biociclo do meio terrestre) e a hidrosfera o substrato líquido de dois biociclos importantes; o talassociclo (meio marinho) e o limnociclo (meio dulcícola). A atmosfera interfere diretamente no epinociclo e indiretamente, pela difusão dos gases nela existentes, no talassociclo e no limnociclo.
A biosfera formou-se no curso de uma longa evolução, sendo seqüência de longos processos de adaptação entre as espécies e o meio ambiente. Como ecossistema, a biosfera é um conjunto altamente dinâmico que tende auto-regulação e capaz de resistir, pelo menos dentro de certos limites, às modificações do meio ambiente e às bruscas variações de densidade das populações causadas por agentes naturais. Considerando-se a evolução da biosfera, podemos considerá-la como resultado da ação de dois grupos de agentes: os físicos e os biológicos.
São dois os principais agentes físicos que interferem na evolução da biosfera: a água e a luz. A água por ser condição essencial para existência da vida, a luz por ser a fonte primária de energia de todos os componentes bióticos.
É sabido que a ação dos agentes biológicos sobre a biosfera depende das condições gerais (físicas, químicas, etc.) impostas pelo meio ambiente. Assim, por seleção natural, os componentes bióticos da biosfera vão se adaptando às condições determinadas pelos agentes abióticos somadas às exigências impostas pela comunidade da qual fazem parte.
Podemos descrever fisicamente nosso planeta, como uma bola rochosa (a litosfera), parcialmente recoberta de águas (a hidrosfera), dentro de uma capa gasosa (a atmosfera).
É a camada sólida externa da Terra. É formada por uma grande variedade de rochas e a sua superfície está geralmente coberta por uma camada de solo e outros depósitos de sedimentação. A profundidade em média é de 50 Km de profundidade.
Abrange todas as águas naturais da Terra. Os oceanos, mares, lagos e rios cobrem, aproximadamente, 3/4 de sua superfície. Abaixo do solo, em profundidade que varia de poucos a milhares de metros, encontramos água subterrânea (lençóis freáticos). Assim, existe um manto de água, quase contínuo, ao redor da Terra. Se ela fosse distribuída uniformemente sobre a superfície de nosso planeta, a qual consideraríamos plana, formaria um único oceano com, em torno de, 2.700 m de profundidade.
É a capa de gases e vapor d’água que envolve a Terra. Está constituída essencialmente por uma mistura de nitrogênio (78%) e oxigênio (21%), com quantidades menores de gás carbônico (0,03%), gases nobres (argônio = 0,93%; outros gases = 0,04%) e vapor d’água.
Dimensões Km
Diâmetro equatorial....................... 12.757
Diâmetro polar............................ 12.714
Circunferência equad. .................... 40.077
Circunferência do meridiano............... 40.000
Superfície Milhões em Km2
Fundo oceânico (70,78%)................... 361
Terras emersas (29,22%)................... 149
Superfície total da Terra................. 510
Maior altura conhecida (Monte Everest) .... 8.840 m sobre o nível/mar
Altura média da Terra ..................... 825 m sobre o nível/mar
Nível médio da superfície (terra e mar) ... 250 m sobre o nível/mar
Nível médio da litosfera .................. 2.450 m abaixo do nível/mar
Profundidade média do mar ................. 3.800 m abaixo do nível/mar
Segundo Arthur Holmes (1951)
A biosfera é o resultado da soma dos chamados biociclos: o talassociclo, limnociclo e epinociclo que são, respectivamente, o meio marinho, o meio das águas doces e o meio terrestre. Cada biociclo representa um ecossistema em equilíbrio e, por este fato, necessita-se saber os fatores que condicionam o mesmo.
O oceano é, não só o berço da vida, como o maior reservatório, que da própria vida, quer dos elementos que lhe são essenciais. O mar é assim a maior força para moldar as condições de vida, tanto na terra como na água doce.
As características do mar que apresentam maior interesse ecológico podem ser apontadas como segue:
Todos os oceanos se comunicam entre si. A temperatura, a salinidade e a profundidade são as principais barreiras que se opõem à livre deslocação dos organismos marítimos. Mas com pouca importância se comparadas com as barreiras do outros dois biociclos.
Compreende organismos fixados no fundo (bênton séssil) e organismos móveis (bênton vagante) que só se desloca nas vizinhanças imediatas. O bênton séssil é constituído por vegetais (algas principalmente) e por animais muito diversos, tais como os cnidários, briozoários e protocordados. O bênton vagante contém crustáceos, peixes, equinodermas. Incluem-se também no bênton os animais escavadores que se instalam no lodo.
Compreende o conjunto dos organismo flutuantes que se deixam transportar pelas correntes às quais são incapazes de resistir. O fitoplâncton compreende vegetais (algas) e o zooplâncon os animais. Entre estes distingue-se o plâncton temporário ou meroplâncton, constituído pelos ovos e as larvas de espécies bênticas ou nectônicas (larvas de poliquetas, de moluscos, de equinodermas) e o plâncton permanente ou holoplâncton rico em foraminíferos, celenterados, rotíferos, crustáceos, etc.
É o conjunto das espécies capazes de viver em plena água e de se deslocar ativamente contra as correntes marinhas. Compreende a maioria dos peixes pelágicos, os mamíferos marinhos, ou cefalópodos e diversos crustáceos.
Deve-se distinguir primeiramente o domínio pelágico de águas plenas e o domínio bêntico. Cada um destes domínios subdivide-se no sentido vertical, conforme a profundidade, em diversas zonas.
No que se refere ao relevo do fundo dos mares, distingue-se:
Os habitantes de água doce podem considerar-se convenientemente divididos em duas séries, como segue:
Os "habitats" aquáticos transformam-se por vezes muito rapidamente, como no caso duma lagoa repleta de vegetação transformando-se num pântano. Por outro lado, os grandes lagos e os cursos de água sofrem alterações mais lentas, e podem apresentar-se relativamente estáveis ao longo de várias gerações humanas.
Os fatores limitantes, que são provavelmente de especial importância na água doce e que por isso conviria medir em qualquer estudo minucioso dum ecossistema aquático, são os seguintes: temperatura; transparência; corrente, concentração de gases respiratório; concentração de sais bio-gênicos.
Primeiro, os organismo podem ser classificados quanto aos principais nichos, relativamente à sua posição na cadeia alimentar ou energética do seguinte modo: produtores, consumidores e decompositores.
Em segundo lugar, os organismo aquáticos podem ser classificados com base no seu tipo fisionômico ou nos seus hábitos de vida, de acordo com o modo de vida que possuam, da seguinte maneira: Bênton: organismos que permanecem fixados ou que vivem nos sedimentos do fundo; Plâncton: organismos flutuantes cujos movimentos estão mais ou menos dependentes das correntes; Nécton: organismos capazes de nadar e de navegar livremente; Nêuston: organismos capazes de permanecer ou nadar à superfície.
É o biociclo onde as influências do meio físico ou fatores ecológicos, luz, temperatura e umidade, variam intensamente, impondo assim maiores variações climáticas, influenciando a dispersão dos organismos de modo mais acentuado e característico.
Considerando a biomassa, a flora predomina sobre a fauna.
A variedade de formas é enorme e superior dos dois outros biociclos.
Os biótipos, ou seja, os indivíduos de uma população homogênea e de mesmo equipamento hereditário, caracterizam áreas restritas de dispersão, como nas comunidades das ilhas, florestas, montanhas, etc.
Ao comparar-se o "habitat" terrestre com o aquático, deve se ter em conta os seguintes pontos:
O solo, e não o ar, é a fonte de nutrientes muito variados (nitratos, fosfatos, etc.); constitui também por si só um ecossistema altamente desenvolvido.
A evolução no meio terrestre fez sobressair o desenvolvimento das categorias taxonômicas superiores, tanto no reino animal como vegetal. Deste modo, os organismo mais complexos e especializados, notadamente as plantas superiores, os insetos e os vertebrados de sangue quente, são presentemente os dominantes na terra. Os últimos incluem uma população humana crescente que, de ano para ano, exerce maior influência no funcionamento dos ecossistemas. Isto não quer dizer que muitas formas mais pequenas estejam ausentes ou tenham pouca importância; as bactérias, por exemplo, desempenham funções vitais nos ecossistemas terrestres.
Embora o homem e seus associados mais próximos apresentem uma vasta distribuição por todo o globo, cada área continental tende a possuir a sua flora e fauna próprias.
As ilhas diferem muitas vezes grandemente do continente.
Situação de Equilíbrio atualmente alcançado pela Biosfera
A biosfera alcançou, através do tempo, um equilíbrio dinâmico que se caracteriza por uma elevada funcionalidade e uma grande estabilidade. Como resultado verifica-se um perfeito equilíbrio, tanto no n0 de indivíduos como no n0 de espécies. A manutenção desse equilíbrio de numerosos fatores dentre os quais citamos: - densidade populacional; competição intraespecífica e interespecífica; - mortalidade devido ao predatismo e outras doenças; - valor adaptativo das populações (fundo genético); - modificações do meio ambiente; - etc.
As populações que integram as comunidades da biosfera, no início de seu desenvolvimento, possuem uma taxa de natalidade maior que a taxa de mortalidade e crescem quase em progressão geométrica. Entretanto, este crescimento retarda, quando a população, ao atingir um determinado tamanho, começa a sentir as influências dos fatores limitantes. A partir desse momento, o seu tamanho passa a oscilar, aumentando ou diminuindo, mas sempre flutuando ao redor de um valor médio. Neste caso, a população atingiu um equilíbrio que é mantido pela equivalência de suas taxas de natalidade e mortalidade. Se um dos fatores limitantes aumentar de intensidade, ele poderá tirar a população de seu equilíbrio. Supondo-se, por exemplo, que sobrevenha sobre a população uma grave doença epidêmica, tornando a taxa da mortalidade maior que a de natalidade.
Esta doença terá um caráter seletivo; no caso da população apresentar uma variabilidade genética capaz de resistir a esta pressão seletiva, a população poderá se recuperar e, depois de algum tempo, voltar ao seu equilíbrio. A sobrevivência da população será mantida, porque os indivíduos com o genótipo que confere a resistência à doença vão continuar a se reproduzir e garantir a natalidade; seus filhos herdarão a resistência e poderão, também, se reproduzir e, assim, a população se manterá.
A instabilidade ambiental apresenta desafios aos indivíduos de uma espécie, a uma comunidade ou mesmo ao ecossistema todo. Para se manterem em harmonia com um ambiente em processo de mudança (provocada por agentes bióticos ou abióticos), os organismos não só precisam ser adaptados, mas adaptáveis. As espécies, além de possuírem variabilidade genética, apresentam também a capacidade de produzir variedades genéticas por mutação. Alguns variantes genéticos podem tornar-se menos freqüentes ou serem eliminados; outros podem tornar-se mais freqüentes e serem fixados como uma nova norma para a [população de uma espécie que, por sua vez, provocará uma reação em cadeia nas comunidades das quais venha a participar, selecionando aqueles mais adaptados e conferindo ao ecossistema e a biosfera um novo equilíbrio dinâmico (climax).
Concluindo, podemos dizer que as populações naturais, através de suas múltiplas interações com outras populações e com as condições físicas do ambiente, mantêm-se estáveis e, consequentemente, a biosfera também.
Fonte: www.photographia.com.br
Caatinga ocupa uma área de 734.478km² e é o único bioma tipicamente brasileiro. Sua biodiversidade também é única no mundo e sua vegetação diversificada inclui pelo menos 932 espécies, sendo 380 endêmicas, ou seja, exclusivas da Caatinga.

O termo Caatinga é originário do tupi-guarani e significa mata branca. Localizada em área de clima semi-árido, apresenta temperaturas médias anuais que oscilam entre 25ºC e 29ºC.
A fauna é rica, com 148 espécies de mamíferos, das quais dez são endêmicas. Entre as 348 espécies de aves, quinze são endêmicas e 20 encontram-se ameaçadas de extinção.
Em razão da semi-aridez e do predomínio de rios temporários, era de se esperar que a biota aquática da Caatinga fosse pouco diversificada. Mas já foram identificadas pelo menos 185 espécies de peixes, distribuídas em mais de cem gêneros. A maioria delas (57,3%) é endêmica.
Cerca de 100 mil hectares da chamada mata branca apresentam mostras significativas de degradação pela ação do homem na luta pela sobrevivência. As principais ações de desmatamento são as queimadas para produção de lenha e carvão e para agropecuária. A identificação de áreas e ações prioritárias para a conservação da Caatinga é um importante instrumento para a proteção de sua biodiversidade.
Fonte: www.rbma.org.br