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Biotecnologia

 

Biotecnologia é um processo tecnológico que permite a utilização de material biológico (plantas e animais) para fins industriais.

Engenharia Genética é o termo usado para descrever algumas técnicas modernas em biologia molecular que vêm revolucionado o antigo processo da biotecnologia.

A ciência e a tecnologia são duas atividades muito ligadas a nosso cotidiano.

A ciência está associada ao desejo humano de saber, compreender, explicar ou prever fenômenos naturais.

A tecnologia decorre de outro desejo: o de encontrar novas e melhores maneiras de satisfazer as necessidades humanas, usando para isso conhecimentos, ferramentas, recursos naturais e energia.

A biotecnologia é o conjunto de técnicas que permite implantar processos na indústria farmacéutica, no cultivo de mudas, no tratamento de despejos sanitários pela ação de microorganismos em fossas sépticas entre outros mais diversos usos.

A biotecnologia possui o conhecimento nas áreas de microbiologia, bioquímica, genética, engenharia, química, informática. Tendo como agentes biológicos os microrganismos, células e moléculas (enzimas, anticorpos, ADN, etc.), resultando em bens, como alimentos, bebidas, produtos químicos, energia, produtos farmacêuticos, pesticidas, etc. Contribui com serviços, como a purificação da água, tratamentos de resíduos, controle de poluição, etc.

Já na Antigüidade o homem fazia pão e bebidas fermentadas; uma das fontes de alimentos dos Astecas eram as algas que eles cultivavam nos lagos. A partir do século XIX, com o progresso da técnica e da ciência, especialmente a Microbiologia, surgiram grandes avanços na tecnologia das fermentações.

No início do século XX desenvolveram-se as técnicas de cultura de tecidos e a partir de meados do século surgem novos horizontes com a Biologia Molecular e com a Informática que permite a automatização e o controle das plantas industriais.

A Biotecnologia já tem lançado vários produtos no mercado mundial. Em alguns casos, como os da insulina e do hormônio do crescimento, a inovação consiste em substituir os métodos de obtenção tradicionais. Em outros casos, como o dos anticorpos monoclonais, trata-se de produtos inteiramente novos.

Produtos e Benefícios

A biotecnologia, mesmo com todos os benefícios e produtos gerados, tem provocado inúmeros debates e controvérsias, (biodiversidade, patentes, ética). Seu futuro depende dos fatores econômicos e sociais que condicionam o desenvolvimento industrial.

Alguns bens e produtos obtidos através da biotecnologia:

Agricultura: Adubo composto, pesticidas, silagem, mudas de plantas ou de árvores, plantas transgênicas, etc.
Alimentação:
Pães, queijos, picles, cerveja, vinho, proteína unicelular, aditivos, etc.
Química:
Butanol, acetona, glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc.
Eletrônica:
Biosensores
Energia:
Etanol, biogás
Meio Ambiente:
Recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água
Pecuária:
Embriões
Saúde:
Antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas, reagentes e testes para diagnóstico, etc.

Biossegurança

A Biossegurança é uma medida surgida no século XX, voltada para o controle e a minimização de riscos advindos da prática de diferentes tecnologias, seja em laboratório ou quando aplicadas ao meio ambiente. A Biossegurança é regulada em vários países no mundo por um conjunto de leis, procedimentos ou diretivas específicas.

No Brasil, a legislação de Biossegurança engloba apenas a tecnologia de Engenharia Genética — que é a tecnologia do DNA ou RNA recombinante — estabelecendo os requisitos para o manejo de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), para permitir o desenvolvimento sustentado da Biotecnologia moderna.

O órgão brasileiro responsável pelo controle das tecnologias de OGMs é a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança). A CTNBio é responsável pelas emissões de pareceres técnicos sobre qualquer liberação de OGMs no meio ambiente e acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico e científico na Biossegurança e áreas afins, com o objetivo de promover uma segurança aos consumidores e à população em geral, com permanente cuidado à proteção ambiental.

A Lei 8974 de Janeiro de 1995 - Lei de Biossegurança estabelece as diretrizes para o controle das atividades e produtos originados pela tecnologia do DNA recombinante. Estabelece ainda que compete aos órgãos de fiscalização do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura e do Ministério do Meio Ambiente a fiscalização e a monitorização das atividades com OGMs, bem como a emissão de registro de produtos contendo OGMs ou derivados, a serem comercializados ou liberados no ambiente.

Operacionalmente vinculada ao MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), a CTNBio iniciou suas atividades em Junho de 1996. É composta por 18 membros titulares e seus suplentes, entre os quais especialistas indicados pela comunidade acadêmica, com notório saber científico nas áreas humana, animal, vegetal e ambiental, obrigatoriamente com doutorado, além dos representantes dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Saúde, da Agricultura, do Meio Ambiente, da Educação e das Relações Exteriores.

A comissão reúne-se mensalmente, desde a sua criação, para certificar a segurança de laboratórios e experimentos relativos à liberação de OGMs no meio ambiente e para julgar pedidos de experimentos e de plantios comerciais de produtos que contenham OGMs.

O fundamento básico da Biossegurança é estudar, entender e tomar medidas para prevenir os efeitos adversos da moderna biotecnologia, sendo prioritário proteger a saúde humana, animal e o meio ambiente, para assegurar o avanço dos processos tecnológicos.

As características essenciais de um processo microbiológico industriais

Produtos obtidos a partir da Engenharia Genética

Produção:

Hormônio de crescimento humano.
Interferons
Insulina humana
Vacinas
Bioinseticidas

BIORREMEDIAÇÃO

Tecnologia que utiliza agentes biológicos, particularmente os microrganismos, para remover poluentes tóxicos do ambiente, principalmente do solo e da água. Os poluentes são decompostos em substancias atóxicas por meio do metabolismos microbiano.

Fonte: www.escolainterativa.com.br

Biotecnologia

O que é a Biotecnologia?

A aplicação de organismos, sistemas biológicos ou processos biológicos na industria transformadora e de serviços designa-se Biotecnologia.

A Biotecnologia moderna utiliza a tecnologia do DNA recombinante para conferir a Organismos Geneticamente Modificados (OGM) as características desejáveis. A data precisa da primeira utilização da Biotecnologia é desconhecida. Porém, podemos referir a produção de pão, vinho e cerveja como sendo das primeiras aplicações biotecnológicas.

O que é o DNA ?

O DNA (ácido desoxirribonucleico) é o material genético onde estão guardadas as informações sobre a constituição de todos os seres vivos. O DNA é constituído por uma cadeia dupla de nucleotídeos (unidade básica das cadeias polinucleotídicas). Cada nucleotídeo possui uma pentose, um grupo fosfato e uma base azotada. No caso do DNA a pentose é a desoxiribose e as bases azotadas podem ser a guanina, citosina, adenina e timina.

Onde encontramos o DNA ?

Podemos encontrar o DNA nas células procarióticas, nos núcleos das células eucarióticas, nas mitocrôndrias e nos cloroplastos. Alguns vírus também possuem DNA.

O que é uma proteína?

As proteínas são polímeros de aminoácidos, que desempenham um papel estrutural e funcional importante nos seres vivos. Existem proteínas que integram a estrutura do nosso organismo, p.e. a miosina que se encontra nos músculos, a queratina que se encontra nas unhas e nos cabelos.

A hemoglobina é uma proteína que desempenha uma importante função no nosso organismo, o transporte de oxigénio. A sequência e o tipo de aminoácidos presentes numa proteína são determinados pelas sequências dos nucleotídeos da cadeia de DNA que a codifica.

O que é um clone ?

A palavra clone é utilizada normalmente para referir-se a um organismo geneticamente igual a outro por exemplo, ao "reproduzir" vegetativamente uma planta por estacaria a nova planta é um clone da planta que lhe dá origem.

Porém, pode também ser utilizada para referir-se à população de organismos geneticamente iguais por exemplo, dois gémeos verdadeiros são um clone.

O que é um OGM?

OGM é uma sigla referente aos organismos geneticamente modificados. Um OGM é um organismo ao qual, com recurso às tecnologias de DNA recombinante, se alterou o material genético. Desta forma, o organimo pode apresentar uma característica que anteriormente não apresentava, ou apresentava em menor grau.

Fonte: biotecnologia-na-escola.up.pt

Biotecnologia

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Ciência e Tecnologia são duas atividades muito ligadas a nosso cotidiano. A "Ciência" está associada ao desejo humano de saber, compreender, explicar ou prever fenômenos naturais.

A "Tecnologia" decorre de outro desejo: o de encontrar novas e melhores maneiras de satisfazer as necessidades humanas, usando para isso conhecimentos, ferramentas, recursos naturais e energia.

As duas atividades, ciência (saber) e tecnologia (fazer) não são totalmente independentes: para poder fazer melhor é necessário sempre saber mais.

BIOTECNOLOGIA

Biotecnologia é "a aplicação dos princípios científicos e da Engenharia ao processamento de materiais, através de agentes biológicos, para prover bens e assegurar serviços."

Poderíamos simplificar a definição anterior dizendo que Biotecnologia é a utilização de agentes biológicos para prover bens e assegurar serviços.

Mesmo assim ficaríamos cheios de dúvidas: quais "agentes biológicos" ? Quais os conhecimentos básicos necessários? Que devemos entender por "bens" ou "serviços" ?

Vejamos o quadro a seguir:

Microbiologia, Bioquímica, Genética, Engenharia, Química, Informática   Microrganismos, Células e Moléculas (Enzimas, Anticorpos, DNA, etc.)
CONHECIMENTO
 
AGENTES BIOLÓGICOS
 
BIOTECNOLOGIA
 
BENS
 
SERVIÇOS
Alimentos, Bebidas, Produtos Químicos, Energia, Produtos Farmacêuticos, Pesticidas, etc.   Purificação da água, Tratamentos de resíduos, Controle de poluição, etc.

Assim, é Biotecnologia o conjunto de técnicas que permite à Indústria Farmacêutica cultivar microrganismos para produzir os antibióticos que serão comprados na Farmácia. Como é Biotecnologia o saber que permite cultivar células de morango para obter mudas comerciais. E também é Biotecnologia o processo que permite o tratamento de despejos sanitários pela ação de microorganismos em fossas sépticas.

BIOTECNOLOGIA: PASSADO E FUTURO

Já na Antigüidade o homem fazia pão e bebidas fermentadas; uma das fontes de alimentos dos Astecas eram as algas que eles cultivavam nos lagos. Por que criar uma palavra nova para uma atividade tão antiga? Porque as atividades biotecnológicas de hoje diferem muito daquelas artesanais.

A partir do século XIX, com o progresso da técnica e da ciência, especialmente a Microbiologia, assistimos a grandes avanços na tecnologia das fermentações.

No início do século XX desenvolveram-se as técnicas de cultura de tecidos e a partir de meados do século surgem novos horizontes com a Biologia Molecular e com a Informática que permite a automatização e o controle das plantas industriais.

No final da década de 70 a Engenharia Genética revoluciona a Biotecnologia "clássica" dando origem ao que denominamos "nova" Biotecnologia. Agora, torna-se possível "convencer " uma célula a fazer algo para o qual ela não estava programada.

A nova Biotecnologia já tem lançado vários produtos no mercado mundial. Em alguns casos, como os da insulina e do hormônio do crescimento, a inovação consiste em substituir os métodos de obtenção tradicionais. Em outros casos, como o dos anticorpos monoclonais, trata-se de produtos inteiramente novos.

O IMPACTO DA BIOTECNOLOGIA NOS DIVERSOS SETORES PRODUTIVOS

O impacto da Biotecnologia, seja ela clássica ou moderna atinge os setores mais diversos, como observamos no quadro a seguir:

SETORES
BENS OU SERVIÇOS OBTIDOS POR BIOTECNOLOGIA
AGRICULTURA
Adubo composto, pesticidas, silagem, mudas de plantas ou de árvores, plantas transgênicas, etc.
ALIMENTAÇÃO
Pães, queijos, picles, cerveja, vinho, proteína unicelular, aditivos, etc.
INDÚSTRIA
QUÍMICA
Butanol, acetona, glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc.
ELETRÔNICA
Biossensores, etc.
ENERGIA
Etanol, biogás, etc.
MEIO AMBIENTE
Recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água, etc.
PECUÁRIA
Embriões, animais transgênicos, etc.
SAÚDE
Antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas, reagentes e testes para diagnóstico, células-tronco e novos tratamentos, etc.

A Biotecnologia tem provocado inúmeros debates e controvérsias, (biodiversidade, patentes, ética). Seu futuro depende dos fatores econômicos e sociais que condicionam o desenvolvimento industrial.

Mas, seja como profissionais, seja como cidadãos conscientes haveremos de tomar decisões. É neste contexto, ao despontar o século XXI, que mais uma vez o saber torna-se indispensável.

Fonte: www.ort.org.br

Biotecnologia

O que é biotecnologia e o que ela tem a ver com você

Como funciona? O que estuda? Como surgiu? E quais as vantagens de sua utilização?

Essas são algumas duvidas freqüentes que aparecem quando o assunto é biotecnologia. Mas, antes de responder a este questionário, vamos antes tentar entender o que é essa ciência.

A palavra biotecnologia é formada por três pequenas palavras de origem grega:

Bio significa vida
Tecnos representa o uso prático da ciência
Logos significa conhecimento

De acordo com o dicionário, a palavra biotecnologia tem o seguinte significado: aplicação de processos biológicos à produção de materiais e substâncias para uso industrial, medicinal, farmacêutico, etc. Simplificando, nada mais é do que a ciência que estuda a engenharia genética dos alimentos.

A palavra biotecnologia só começou a ser utilizada no século XX, mas suas técnicas já existiam há muito tempo, mais ou menos desde o ano 1800 a.C.. Naquela época, o homem já fabricava vinho, cerveja, pão, queijo e outros produtos que eram feitos por meio da fermentação.

De lá pra cá, muitas técnicas foram desenvolvidas em várias áreas diferentes. Hoje em dia, a biotecnologia já abrange a agricultura, a medicina, as indústrias farmacêutica e têxtil, entre outras áreas.

Foi depois dos anos 70, com cientistas americanos, que a biotecnologia concentrou suas atenções nas pesquisas com o DNA (material genético) e com isso foi possível criar os organismos geneticamente modificados (OGMs), também conhecidos como transgênicos. Depois de conseguir transferir genes de uma espécie para outra, foi possível evoluir as técnicas para a criação de medicamentos, hormônios, plantas modificadas e outros produtos.

Por meio de pesquisas, os cientistas podem usar a biotecnologia e a modificação dos genes para, por exemplo, transformar um alimento convencional em outro que seja mais tolerante aos herbicidas, ou desenvolver variedades de produtos enriquecidos nutricionalmente, ou ainda que ajudem os seres humanos no combate a determinadas doenças.

Não, não é magia, é biotecnologia!

Você pode estar se perguntando: o que eu tenho a ver com isso?

A resposta é: tem tudo a ver! A biotecnologia é um campo que não pára de crescer e ainda tem muito que evoluir.

Ao longo de nossa convivência com você, internauta ligado na ciência, a idéia sobre a biotecnologia e as perguntas que envolvem o tema ficarão mais claras, com os exemplos da aplicação dessa técnica que já tem trazido benefícios para diversas comunidades no mundo todo.

Explore as seções do Biotec pra Galera, conheça mais sobre o assunto, tire suas dúvidas com os cientistas. Descubra que a biotecnologia tem tudo a ver com você!

Aplicações

Medicina

A medicina utiliza muitos conhecimentos da biotecnologia. Graças a ela, hoje em dia já é possível tratar algumas doenças.

Um grande avanço da medicina foi a produção de insulina humana utilizando bactérias. A insulina é essencial para os doentes de diabetes. Antigamente, ela era produzida apenas em animais e não tinha um efeito tão bom quanto a humana. Com a transferência de genes também é possível produzir hormônios humanos, como o do crescimento.

Há também algumas técnicas para prevenir doenças. É o caso das vacinas, que, tanto para seres humanos como para animais, também contam com a biotecnologia.

Agricultura

Hoje, em vários países, já existem plantações de alimentos geneticamente modificados. Esses alimentos são resistentes a pragas ou doenças e, por isso, utilizam menos agrotóxicos. Há também plantas tolerantes a herbicidas, que permitem que agricultores também usem menos agroquímicos para combater plantas daninhas.

Com isso, diminuem os gastos dos produtores, além de aumentar a qualidade dos alimentos que vão pra nossa mesa. Por enquanto, esses são os maiores avanços da biotecnologia na agricultura. Mas já existem muitas pesquisas nesta área e, num futuro bem próximo, será possível produzir alimentos com mais vitaminas e nutrientes, plantas resistentesà seca, frutas que demoram mais para amadurecer, e outros produtos cheios de vantagens.

Uma pesquisa bem legal está sendo feita para criar plantas que servirão como vacinas contra várias doenças.

Outras áreas

A biotecnologia não trabalha apenas com alimentos e indústria farmacêutica, há também pesquisas em outros campos. Um exemplo é a indústria de tecidos, onde já existem pesquisas para criar um tipo de algodão que já seja colorido naturalmente. Isso aumentaria a resistência das fibras e diminuiria os gastos com o tingimento, que também causa impactos ambientais.

Já é possível também produzir plástico utilizando bactérias. Este tipo de plástico pode ser utilizado em embalagens e outros produtos e é biodegradável, ou seja, ajuda a preservar o meio ambiente.

Há também pesquisas para buscar outras formas de gerar energia. Utilizando materiais como madeira, girassol, milho, soja e cana-de-açúcar, os cientistas utilizam a biotecnologia para produzir biocombustíveis, que não prejudicam o meio ambiente e que sejam mais baratos.

Fonte: www.biotecpragalera.org.br

Biotecnologia

A biotecnologia consiste na aplicação de processos biológicos no desenvolvimento de produtos e serviços que são revertidos em benefícios à sociedade através dos avanços promovidos em áreas tais como saúde humana e animal, agricultura e manejo do meio-ambiente.

O termo biotecnologia (bio = vida, tecno = utilização prática da ciência e logos = conhecimento) é relativamente novo, mas seus princípios são anteriores à Era Cristã.

Gregos e Egípcios produziam vinho e cerveja por meio da fermentação da uva e da cevada. Os produtos, expostos ao ar livre, apresentavam reações orgânicas que resultavam nas bebidas, constituindo uma forma primitiva de biotecnologia (CIB).

Nos últimos anos, porém, o termo vem sendo utilizado para se referir às técnicas desenvolvidas a partir dos avanços científicos no ramo da Biologia Molecular, sendo uma de suas vertentes a Engenharia Genética, que possibilitou a interferência controlada e intencional no DNA, o código da “construção biológica” de cada ser vivo.

Isso significa que os cientistas podem inserir genes de interesse específico em qualquer organismo ou mesmo retirá-los, originando os chamados OGMs (organismos geneticamente modificados). Estes conceitos têm definido e delimitado o que se denomina biotecnologia moderna, diferenciando-a da biotecnologia antiga.

Deposita-se na biotecnologia moderna a perspectiva de melhoria da qualidade de vida e de seu prolongamento através do desenvolvimento de vacinas mais eficientes, medicamentos mais específicos e com menos efeitos colaterais, métodos diagnósticos mais sensíveis, alimentos mais nutritivos, enfim, uma série de avanços que irão retornar diretamente para a humanidade. Várias destas promessas já são realidade.

Como exemplo de substâncias ou produtos produzidos atualmente pela biotecnologia pode-se citar interferon humano (substância natural sintetizada no organismo humano para defesa contra vírus), insulina humana, hormônio de crescimento humano, plantas resistentes a vírus, plantas tolerantes a insetos e plantas resistentes a herbicidas. No entanto, vários outros avanços ainda estão por vir.

Alguns exemplos do que a biotecnologia poderá fazer pelo ser humano no futuro (ABRABI):

Tratamento de doenças que ocorrem por problemas genéticos (terapia gênica)
Produção de órgãos e tecidos para transplante, sem o problema de rejeição
Plantas que poderão ser utilizadas como vacinas
Ampliação da utilização de microrganismos geneticamente modificados para produção de substâncias úteis para o homem
Vegetais enriquecidos em termos de nutrientes, tais como vitaminas, proteínas e provitaminas
Utilização de microrganismos geneticamente modificados para biorremediação (despoluição).

Fonte: www.biominas.org.br

Biotecnologia

Biotecnologia
Biotecnologia

Desde 1950 que a “Revolução Verde”, através de técnicas agrícolas sofisticadas como a criação de híbridos, prometeu livrar o Mundo da fome que ainda hoje o assola. A realidade mostra, pois, o quão vã foi essa promessa, apesar da produção dos principais cereais ter duplicado ou mesmo triplicado em algumas regiões.

É necessário compreender bem o fenómeno que explica tal situação antes de enveredarmos por uma nova tecnologia como a dos organismos geneticamente modificados (OGMs). Porquê? Porque, de outro modo, corremos o sério risco de voltar a falhar, com um custo de vidas humanas que nenhuma sociedade pode aceitar – ou melhor, não devia. Para além de uma abordagem de princípio como a do controlo populacional, que ainda falha nas regiões onde é mais necessária, existe a abordagem estritamente ligada à agricultura que queremos.

Visto está que o aumento de produção não é suficiente, conclui-se que o problema verdadeiramente determinante reside na sua distribuição. O que se verifica, pois, é que o Hemisfério Norte, mais desenvolvido, e excedentário, enquanto o Hemisfério Sul é cada vez mais deficitário.

Será que o investimento nas biotecnologias pode corrigir este problema?

Em princípio não, se as desigualdades permanecerem – e, essas, só podem ser combatidas se existir vontade política.

A grande razão que apoia esta afirmação está intrinsecamente ligada ao negócio privado: tem de gerar lucros.

Alguém espera que, após milhões de dólares investidos, as indústrias biotecnológicas sejam atingidas por um surto filantrópico para ajudar o Terceiro Mundo?

A resposta é outra vez não: as culturas transgénicas ficarão praticamente confinadas às regiões onde existe dinheiro para as pagar, tal como se verifica atualmente.

De fato, o preço das sementes modificadas tende a subir devido aos crescentes custos do seu desenvolvimento e do processo de patenteamento.

Por outro lado, são conhecidos riscos que põem em causa a própria viabilidade dos OGMs, do ponto de vista agrícola. A saúde das populações e a Natureza também podem ter muito a perder se os receios dos ambientalistas se vierem a verificar à escala global – isto porque, em experiências laboratoriais e em testes de campo, os resultados confirmam-nos.

A opinião pública, que não foi chamada a participar numa questão tão crucial, não se encontra devidamente informada – apesar da maturidade das democracias onde a biotecnologia têm sido mais apoiada. A reação natural é, pois, de desconfiança, de rejeição dos alimentos geneticamente modificados.

O que, na prática, se revelou em perdas catastróficas para os agricultores que quiseram experimentar as novas culturas e, também, no recuo das intenções das principais indústrias das “ciências da vida” (ou biotecnológicas, resultantes da fusão das empresas farmacêuticas com as dos pesticidas e sementes).

Pode-se dizer que essas indústrias cavaram a sua própria sepultura: ao esconder da população informações vitais sobre as questões envolvidas, provocaram uma reação de desconfiança que pôs em causa a viabilidade da tecnologia.

A reação de alguns Governos não se fez esperar. Em países como a Inglaterra e a França inúmeras manifestações obrigaram o Governo a impor fortes restrições à plantação de transgénicos. Mesmo em Portugal o Ministério da Agricultura acabou por suspender as duas autorizações existentes.

O cenário atual, com a adopção de um Protocolo da Biossegurança inédito, é todo mérito dos cidadãos e suas associações. Estes, ao encararem o papel vital que têm no desfecho da questão, estão a garantir que o interesse público é salvaguardado.

Existem milhares de aplicações possíveis para os OGMs. O setor que mais visivelmente tem explorado esta técnica é o da agricultura.

Seguidamente são apresentados alguns dos potenciais benefícios resultantes do uso de transgénicos, tal como defendido e apresentado pelas indústrias da biotecnologia:

Controle de pragas

A perda de colheitas devido à ação de pragas tem trazido prejuízos avultados aos agricultores e um enorme desperdício de recursosEstima-se que tal aconteça, . anualmenteestes não são inócuos e, para , a 35% de todas as culturas. O uso de herbicidas para controlar o crescimento de ervas daninhas generalizou-se, mas além de prejudicarem as colheitas, estão na origem de problemas ambientais muito significativos.

A indústria biotecnológica desenvolveu plantas geneticamente modificadas que produzem o seu próprio pesticida ou que são resistentes à aplicação de um herbicida. Desta forma, alega que as culturas não são afetadas e que a aplicação necessária de biocidas é inferior, minimizando os problemas ambientais.

Resistência a doenças

Muitos vírus, fungos e bactérias são responsáveis por várias doenças que afetam as plantas. A engenharia genética tem desenvolvido formas de introduzir nestas espécies vegetais genes que lhes conferem resistência a organismos patogénicos.

Tolerância à geada

As geadas são uma das causas da perda de colheitas, sobretudo em regiões sujeitas a elevadas amplitudes térmicas. Foi descoberto num peixe que habita as águas do Ártico um gene que impede a formação de gelo, tendo sido introduzido no ADN do tomate e do tabaco. Desta forma produzem uma proteína que, aderindo à superfície dos caules e das folhas, impede a formação dos cristais.

Nutrição

A subnutrição é um problema usual em países do terceiro mundo onde, por vezes, as populações dependem unicamente de um tipo de cultura (por exemplo, o arroz). A indústria biotecnológica alega poder introduzir na constituição desta e de outras culturas uma série de nutrientes importantes para fornecer uma alimentação mais completa às populações.

Em 1999 investigadores suíços desenvolveram o chamado “arroz dourado” que produz beta-caroteno (provitamina A), metabolizado pelo corpo em vitamina A (cuja carência, no sudoeste asiático, leva à cegueira 250 000 crianças todos os anos).

Indústria farmacêutica

Medicamentos e vacinas exigem rigorosas condições de acondicionamento (temperatura, embalagem, humidade, etc.). Várias empresas têm tentado inserir em alimentos como a banana e o arroz os princípios ativos de determinados medicamentos ou mesmo vacinas. O processo facilitaria o seu transporte, armazenamento e administração, podendo revolucionar o combate a doenças nas regiões do Mundo mais desfavorecidas.

Fito-remediação

A poluição do solo e dos lençóis freáticos é um problema extremamente grave e comum em todo o Mundo. É possível alterar geneticamente determinadas plantas de modo a aumentar a sua capacidade de absorver metais pesados e outros contaminantes. No entanto, o destino destas pode ser problemático, dependendo dos poluentes envolvidos.

As novidades na área da biotecnologia são muitas e surgem todos os dias. Por isso se torna importante, principalmente para o cidadão comum, a compreensão dos termos e tecnologias envolvidas, pelo menos de uma forma simplificada.

O que é um gene?

Todos os animais e plantas são constituídos por milhões de células, estruturas individualizadas e altamente organizadas onde decorrem as reações metabólicas.

Cada célula contém um núcleo dentro do qual se encontram os cromossomas, estruturas formadas por moléculas de ADN e proteínas. O ADN é formado por sequências de quatro “blocos de construção” diferentes, que podem ser muito longas, a que se dá o nome de genes. São estas sequências que armazenam a informação de base que define a estrutura e a função de um organismo.

Embora esta visão possa facilitar a nossa compreensão acerca dos seres vivos, corremos o risco de os reduzir a qualquer coisa como uma máquina.

De fato, enquanto alguns genes são utilizados frequentemente pelas células, outros só são em circunstâncias especiais, e outros nunca!

Os processos que explicam estas diferenças permanecem, para a maioria dos genes, desconhecidos.

O que é a engenharia genética?

A variedade genética é fundamental para a viabilidade de cada espécie já que resulta em indivíduos diferentes entre si, com capacidades distintas de adaptação ao meio. As características de cada um podem ser passadas hereditariamente para os descendentes pela reprodução, sexuada ou assexuada.

Tirando partido deste fato, os agricultores foram seleccionando, durante milénios, as plantas que se distinguiam pela sua qualidade e rendimentos produtivos elevados. Fizeram-no ao longo de gerações sucessivas, encaminhando as espécies na direção desejada. Assim foi possível transformar gramíneas e legumes selvagens em culturas como o milho, trigo e arroz.

Ainda que exista uma enorme variabilidade de organismos em cada espécie, a Natureza traça limites. Uma rosa pode cruzar-se com outro tipo de rosa mas nunca com um rato. Mesmo entre espécies muito próximas é praticamente impossível que tal aconteça com sucesso. Por exemplo, um cavalo pode acasalar com uma burra, mas a mula resultante deste cruzamento é estéril. Estas fronteiras naturais são essenciais para a integridade das espécies.

Em contraste com as formas tradicionais de reprodução e de melhoramento de espécies, a engenharia genética transfere um ou mais genes de um organismo (transgenes) para outro, com o intuito de lhe introduzir determinados traços ou características desejáveis. Este tipo de procedimento ultrapassa ou rompe fronteiras entre as espécies e altera-as naquilo que têm de mais fundamental – o seu património genético – defraudando assim toda uma relação que vinha sendo estreitada com o ambiente. O processo ocorre sem que se conheçam as suas consequências.

O que são os organismos geneticamente modificados?

Um organismo geneticamente modificado (OGM, ou transgénico) é um organismo no qual foi incorporado um ou mais genes que lhe são estranhos, provenientes de outro organismo, com o objetivo de obter certas características tidas como desejáveis.

Ao contrário das técnicas de melhoramento tradicional, em que os resultados são visíveis apenas ao fim de alguns anos, com a engenharia genética as alterações manifestam-se logo na primeira geração.

Este processo permite que um organismo seja lançado na natureza sem que tenha passar pela difícil prova de admissão que é a seleção natural.

Fonte: www.stopogm.net

Biotecnologia

A Biotecnologia tem em vista criar produtos que beneficiem a humanidade através da utilização de processos biológicos.

O homem tem vindo a desenvolver a biotecnologia há milhares de anos, inconscientemente. No entanto, o desenvolvimento das técnicas da biologia molecular moderna, por vezes chamada Engenharia genética, vieram a gerar inúmeras possibilidades.

A biotecnologia sofreu grandes alterações desde o passado até aos tempos de hoje, e prevê-se um contínuo desenvolvimento desta tecnologia no futuro.

A biotecnologia no passado trabalhava essencialmente com cruzamentos controlados entre seres vivos com o objetivo de obter melhoramentos nas colheitas seleccionando as características que iam surgindo nas plantas e que traziam vantagens. Este processo era por tentativa/erro, portanto era muito lento e por vezes os agricultores tinham de esperar várias gerações de culturas para que começassem a ter rendimento.

À medida que a genética se foi desenvolvendo, também este processo se foi tornando cada vez mais rentável e assim, foi possível desenvolver variedades com resistências específicas a alguns vírus, bactérias, tolerância a determinadas condições como a seca ou o excesso de sal, resistência a insetos, entre outros.

A biotecnologia no presente permite-nos conhecer uma imensa variedade de produtos no mercado que foram obtidos através da mesma, como a cerveja, o queijo, o pão, o vinho, o vinagre entre muitos outros. No entanto, o processo de seleção artificial e cruzamentos controlados, utilizados no passado e que ainda se usam no presente, além de muito morosos, como foi referido anteriormente, visto que envolvem uma série de cruzamentos entre indivíduos por gerações sucessivas até se obterem as características desejadas, dependem também de vários fatores.

Só se podem obter características que já tenham surgido nalgum indivíduo, isto é, se nunca apareceu uma variedade com resistência a determinado fator, não é possível introduzir essa resistência o que torna a colheita mais vulnerável e com menor rendimento.

É apenas possível cruzar espécies próximas e compatíveis.

Muitas vezes, o gene que codifica a característica que se pretende obter está ligado a outro gene que não é desejado e são herdados simultaneamente, por exemplo, na alface a resistência a insetos pode ser adquirida conjuntamente com a tendência de apresentar um sabor amargo.

Com o desenvolvimento da Genética Molecular já é possível vencer estas desvantagens, identificando o gene responsável por uma determinada característica, extraí-lo, copiá-lo e inserir a cópia noutro organismo. Este organismo pode então obter a resistência desejada e ao mesmo tempo conservar as suas outras características sem herdar um gene que não é desejado. A tecnologia transgénica é muito mais flexível, rápida e flexível.

Este processo de modificação genética é por vezes chamado de "Biotecnologia Moderna" e está em grande expansão. Há quem encontre vantagens e quem lhes encontre desvantagens mas o mais provável é que se vá ligar á humanidade no futuro.

A biotecnologia no futuro apenas dependerá do rumo que o homem lhe der. Irá aumenta a produtividade, reduzir os custos da alimentação e proteger o ambiente de alguns contaminantes químicos, mas também é provável que vá trazer vários problemas para a humanidade.

Fonte: www.prof2000.pt

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