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BMW Série 6

BMW Série 6 Coupé
BMW Série 6 Coupé

Um Série 6 (E63) totalmente novo foi apresentado em 2003, sentindo um espaço no topo da linha desde o fim da produção do Série 8. Baseado na plataforma do E60, o novo Série 6 foi apresentado com um motor V8 com 4,4L e 325 hp, para o 645Ci. Em 2004, um motor seis cilíndros em linha mais cheio de recursos foi apresentado no 630i. Este foi seguido de perto por um modelo conversível (o E64), o primeiro Série 6 nesta configuração.

Logo após esta novidade, o 645Ci foi substituido pelo 650i, com um grande deslocamento (4,8 L) e 360 hp. A Versão esportiva, M6 chegou em 2005, usando o mesmo V10 do M5 com 507 cv. Em 2007 o 635d (Biturbo 3,0L Diesel) foi introduzido com 300 cv. O 635d conversível (lançado pouco depois) foi descrito pelo revista Autocar como "O melhor Sére 6 de muitos."

2004-2005 645Ci - 4.4 L V8, 333 cv (248 kW).
2004-2005 645Ci Convertible - 4.4 L V8, 333 cv (248 kW).
2005- 630i- 3.0 L I6, 254 cv (189 kW).
2006- 650i - 4.8 L V8, 367 cv (274 kW).
2006- 650i Convertible - 4.8 L V8, 367 hp (274 kW).
2007- M6 - 5.0 L V10, 507 cv (378 kW).
2007- M6 Convertible - 5.0 L V10, 507 hp (378 kW).
2007- 635d- 3.0 L Biturbo Diesel I6, 290 hp (220 kW).
2007- 635d Convertible- 3.0 L Biturbo Diesel I6, 300cv.
2008/2009- 635i- 3.0 L Biturbo I6, 306cv).

Fonte: en.wikipedia.org

BMW Série 6

BMW 635d

BMW Série 6 - 635d
BMW Série 6 - 635d

Por definição, um GT, na tradição de carros como o Ferrari 250 GT e 275 GTB, os Aston Martin DB4/5/6 e, num passado menos distante, o BMW M635 CSi dos anos oitenta, é um carro que combina uma carroçaria exclusiva, um motor muito potente, engenharia de qualidade e soluções tecnológicas “estado da arte”. Tudo somado, permitem abater quilómetros de forma (ultra) rápida e… em grande estilo.

Ora, o BMW 635d pontua forte em todos estes aspectos. Para começar, o Série 6 é o único BMW que continua a merecer atenção (e distinção) por parte do grande público, pois, com excepção do M3, o sucesso comercial da marca na última década tornou banais os Série 3 e 5, ao passo que o distintivo 7, após o choque inicial, nunca foi conhecido pela sua capacidade de “virar cabeças”.

Depois, e isto é um ponto que não merece discussão, se existe uma marca que poderá fazer de um GT Diesel um caso credível, essa marca é a BMW, pois produz os melhores motores Diesel do mundo. Entre estes, o famoso seis cilindros em linha biturbo é o candidato perfeito para o casamento com o Série 6. Vinte anos de evolução permitiram superar os valores característicos do M635 CSi, com a potência a ficar-se nos mesmos 286 cv, mas obtidos às 4400 rpm em vez das 6500 rpm, e o binário a atingir valores dignos de uma locomotiva: 580 Nm disponíveis entre as 1750 e as 2250 rpm.

Outro ponto favorável desta unidade é a forma como se comporta para lá das 4000 rpm, o natural regime crítico em que os Diesel ditos normais começam a ficar sem fôlego, continuando a subir com alma e sem que a agulha do velocímetro ou o fundo das costas acusem qualquer quebra na progressão. De facto, só a caixa automática limita esta “corrida” às 4800 rpm, regime ao qual passa à mudança seguinte. A combinação deste motor com a excelente caixa automática de seis velocidades resulta em prestações dignas de registo… obtidas com toda a serenidade. Outra marca de um bom GT.

Aliás, como o motor começa logo a empurrar com força a regimes tão baixos como as 1500 rpm e o 635d esgota três relações nos primeiros 100 km/h do seu leque de acção, na prática, até resulta mais impressionante do que o M6 quando esmagamos o acelerador na saída de um cruzamento, ou de uma rotunda, saltando para a frente com a acutilância típica de um felino que liberta a energia armazenada nos seus poderosos músculos.

BMW Série 6 - 635d
BMW Série 6 - 635d

Aliás, dentro dos limites legais de velocidade, as prestações são comparáveis às de um 911 Carrera 2 Tiptronic com 325 cv e bem melhores que as de um Jaguar XK V8 de 300 cv, relativamente aos quais o 635d goza de um espaço significativamente superior e de consumos muito mais contidos.

Por outro lado, activando a função Sport, as passagens de caixa ganham uma rapidez semelhante a uma DSG e é um verdadeiro prazer atacar uma troço de estrada mais sinuoso utilizando o comando manual com selectores no volante.

Depois de superadas as dificuldades de amortecimento evidentes em certas irregularidades de alta frequência, comuns a todos os BMW com pneus Run Flat, as quais resultam num saltitar e em alguns ruídos de funcionamento da suspensão, com o elevar da velocidade o 635d ganha uma postura mais serena.

Os movimentos da carroçaria estão bem controlados e a potência pode ser utilizada para antecipar o realinhamento, completando-se a parte final da trajectória de volante direito. As melhores mudanças para comunicar com o chassis são a terceira e quarta, as quais nos servem o motor na zona de binário óptima (2000-3000 rpm). Utilizando o binário, até é possível contornar a falta do autoblocante e levar o 635d a realizar algumas manobras mais artísticas. Embora não seja uma vocação básica, esta atitude irreverente é fundamental no reportório de qualquer GT.

Então, qual é o problema? O problema é que o motor peca por falta de personalidade, faltando-lhe rotações e uma sonoridade inspiradora. Assim, o 635d é demasiado clínico e não consegue quebrar “a barreira do som”.

Fonte: www.autohoje.com

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