Ao arrancar, a tração é 50-50% até 20 km/h. Depois disso, será o que for necessário para garantir a melhor tração. Acima de 180 km/h, somente a tração traseira funciona (nas manobras, como estacionar, também). Numa curva, se a traseira começar a sair, a tração atrás diminui e a dianteira aumenta, para ganho de aderência lateral (analogamente, se frente sai, aumenta a tração atrás). Só quando não for possível corrigir pela distribuição de potência entre os eixos é que entra em ação a atuação seletiva dos freios para corrigir a trajetória.
Sobre piso muito escorregadio ou em rampas muito inclinadas, o DSC pode até acelerar o motor e ao mesmo tempo mexer com a distribuição de tração, sempre visando a melhor aderência possível. O DSC pode ser desligado, ao contrário do xDrive. As semi-árvores da tração dianteira são de mesmo comprimento, contribuindo para o bom comportamento em curva, e a assistência hidráulica de direção pode ser opcionalmente sensível à velocidade (Servotronic), que os carros importados para o Brasil terão.
Outro auxílio importante para o motorista é o controle de descida de ladeiras, chamado de Hill Descent Control, HDC. Sobretudo quando o piso estiver escorregadio, e por não haver reduzida, o veículo mantém uma descida lenta e controlada, sem intervenção de quem está dirigindo. É outro caso de interação do DSC, pois durante a descida os freios são aplicados conforme necessidade e até seletivamente para corrigir trajetória.
O acionamento do HDC — por tecla no painel de 35 km/h para baixo — faz o carro baixar para 8 km/h suavemente e o mantém aí. Mas esta velocidade pode ser ajustada, por meio de botões “+” ou “-“ no controle multifuncional de bordo, entre 6 e 25 km/h. Se for desejado trafegar a mais de 35 km/h, o sistema passa ao estado de prontidão, mas se desliga em definitivo acima de 60 km/h.
Outro controle importante é o de estabilidade com reboque, que funciona com o DSC ligado. Se houver oscilação entre o veículo e o reboque, o sensor de guinada percebe o perigo e aciona o freio do reboque com rapidez, restabelecendo a estabilidade. A borboleta de aceleração do motor também é fechada. O sistema reconhece a existência de reboque no ato de engatá-lo e pode ser acionado a partir de 65 km/h. Há também o indicador de perda de pressão nos pneus, que alerta ao motorista sempre que um deles estiver com pressão 30% abaixo da ajustada, em velocidade superior a 15 km/h.
A função Car Memory (memória do carro) permite programar características individuais, como acender os faróis ao ligar o motor ou mantê-los acesos para poder chegar à porta de casa. A Key Memory (memória de chave) memoriza vários ajustes. Por exemplo, ao abrir a porta, o banco e o ar-condicionado estão regulados de acordo com a preferência daquele motorista. Há ainda computador de bordo.
O sistema de iluminação conta com faróis baixos de xenônio orientáveis para curva quando o motorista aciona o acendimento automático. Para o lado esquerdo mudam o facho em até 7 graus apenas, para impedir ofuscamento, e para direita chegam a 12 graus. Os faróis altos são lâmpadas bi-iodo h2 normais. Há também o sistema auxiliar de estacionamento à retaguarda e à dianteira, que se torna contínuo em distância menor que 20 cm, e limpador de pára-brisa automático.
A BMW não proporcionou um percurso de avaliação convincente: poucos quilômetros nos bairros Ibirapuera e Moema, em São Paulo. Assim mesmo, deu para perceber a qualidade de rodagem do X3, em especial a precisão de direção e a resposta do motor. Inclusive, não se percebe tanto a grande altura como seria de esperar, exceto ao entrar e sair. Faltou ocasião para analisar melhor o comportamento em curvas, a calibração geral do chassi rodante, o funcionamento do câmbio e dos freios. Mas conhecendo os antecedentes da marca bávara, trata-se mais de querer confirmar do que ter dúvidas.
Por outro lado, a BMW do Brasil criou uma minipista de teste fora-de-estrada, com intencionais e grandes desníveis para se avaliar a capacidade de tração em situações críticas. O X3 mostrou capacidade de vencer esse tipo de obstáculo com facilidade mesmo com pneus para asfalto, o que confirma as qualidades do xDrive apregoadas. Na vida real o usuário não deverá ter problemas para chegar àquele chalé no alto de uma montanha.
Surpresa mesmo, só na parte urbana da avaliação: um Astra começou a me seguir, eu escapava mas logo ele se aproximava, pois o tráfego no momento era relativamente pesado. Comentei com o funcionário do importador que estava comigo (ele parecia muito tranqüilo) e ele se desculpou: “Esqueci de avisar, estamos com segurança atrás de cada X3”.
Surpresa pelo fato, mas também por constatar a que ponto chegamos nessa terra descoberta por Cabral.
MOTOR - longitudinal, 6 cilindros em linha; duplo comando
no cabeçote, 4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso:
84 x 89,6 mm. Cilindrada: 2.979 cm3. Taxa de compressão: 10,2:1. Injeção
multiponto seqüencial. Potência máxima: 231 cv a 5.900 rpm.
Torque máximo: 30,6 m.kgf a 3.500 rpm.
CÂMBIO - automático, 5 marchas; tração
integral.
FREIOS - dianteiros e traseiros a disco ventilado; antitravamento
(ABS).
DIREÇÃO - assistência hidráulica.
SUSPENSÃO - dianteira, independente, McPherson; traseira,
independente multibraço.
RODAS - 8,5 x 18 pol; pneus, 255/45 R 18 W.
DIMENSÕES - comprimento, 4,565 m; largura, 1,853 m;
altura, 1,674 m; entreeixos, 2,795 m; capacidade do tanque, 67 l; porta-malas,
480 l; peso, 1.840 kg.
DESEMPENHO - velocidade máxima, 221 km/h (acabamento Sport); aceleração de 0 a 100 km/h, 8,1 s.
CONSUMO - em cidade, 5,7 km/l; em estrada, 11 km/l.
FORA-DE-ESTRADA - ângulo de entrada, 26º; de
saída, 24º; altura livre do solo, 201 mm; capacidade de rampa,
33%; capacidade de inclinação lateral, 50%; capacidade de travessia
de trechos alagados, 500 mm.
Dados do fabricante
Fonte: www2.uol.com.br
A partir do final deste ano, a BMW começará a vender um X3 atualizado na Europa. O renovado modelo é praticamente idênticado àquele que está sendo vendido, incluindo a gama de motores, que não recebeu alterações. As únicas modificações que o utilitário-esportivo compacto recebeu estão na parte exterior e no habitáculo. Trata-se de mais um leve retoque para o pequeno SUV continuar atraente ante às novidades que estão chegado ao mercado europeu.
Segundo comunicado feito pela assessoria da BMW, o interior ganhará revestimentos feitos em material de maior qualidade e agora há maior número de porta-objetos espelhados pelo habitáculo. A fabricante alemã também passa a oferecer uma nova tonalidade para a carroceria, batizada de Space Grey, e rodas de liga leve com novo desenho.
Outro ponto em que a BMW mexeu foi na denominação do modelo. A partir de agora, o nome do veículo e a identificação do motor serão acompanhados pelo distintivo “xDrive”, que é como a BMW se refere ao seu sistema de tração integral. Assim, o X3 equipado com motor 2 litros a diesel de 177 passa a se chamar “X3 xDrive 2.0d”. Este tipo de denominação estreou no X6 e a intenção da BMW é incluir este modo de indentificações em todos os seus modelos que estejam equipados com o sistema de tração total. No X3, por exemplo, a identificação do sistema fica na parte posterior das portas dianteiras.
Para finalizar, o X3 2009 estréia dos pacotes de equipamento, batizados de “Lifestyle” e “Exclusive”, que incluem alguns opcionais de fábrica e outros acessórios, vendidos em concessionários, que dão um toque exclusivo ao utilitário. A BMW já anunciou os preços da nova linha do X3, embora não tenha revelado quais os equipamentos de cada versão. A opção mais barata, X3 xDrive 2.0i, começa a ser vendida por 41 mil euros, enquanto a mais cara da gama custa 59 mil euros. O ponto desfavorável é que o modelo básico encareceu em 1,2 mil euros na linha 2009.
Fonte: allthecars.wordpress.com