
BMW X5
Desde a sua apresentação nos EUA (onde é produzido), em 1999, que não tínhamos voltado a conduzir um BMW X5. Dois anos volvidos, e algumas horas foram o suficiente para relembrar todos os atributos de um dos SUV mais apetecidos do mercado. Com um atractivo adicional: o da unidade posta à disposição da Automotor ser a versão a gasóleo, modelo inexistente por altura do seu lançamento.
E é neste "pormenor" que valerá a pena concentrar atenções. O motor é o conhecido 6 cilindros em linha turbodiesel de 24 válvulas e 2926 cc, com injecção common-rail e turbo de geometria variável, debitando 184 cv/4000 rpm e 410 Nm constantes entre as 2000 e 3000 rpm.
Não obstante os 2095 kg de peso em vazio, e a cai-xa automática Steptronic de 5 relações montada na unidade testada, o casamento entre o X5 e este motor é praticamente perfeito: ruído de funcionamento quase inexistente a baixo regime; sonoridade entusiasmante nas rotações mais elevadas; suavidade de funcionamento ímpar; superior disponibilidade e generosidade de resposta em todos os regimes; prestações de bom nível.
Os consumos são o único senão: para obter os valores anunciados, será necessário conduzir com um "ovo" debaixo do pé. Sobretudo em cidade, onde é difícil não superar largamente o prometido. Em estrada a coisa melhora, e sempre é preciso ter em conta que, apesar de tudo, os valores obtidos são muito inferiores aos das versões a gasolina, e que o preço do gasóleo (em Portugal) é francamente mais acessível.
Recorde-se que a BMW afirma que o X5 não é um SUV (Sports Utility Vehicle), mas um SAV (Sports Activity Vehicle). A nuance pode parecer um preciosismo, mas justifica-se depois de efectuados alguns quilómetros a bordo do modelo.
Em estrada, não nos recordamos de qualquer proposta do género que se aproxime, sequer, da eficácia exibida pelo X5. Apesar da altura mais elevada, do peso considerável, da maior altura ao solo, o X5 é quase inabalável em linha recta, mesmo a alta velocidade, exibindo uma invejável estabilidade. Como invejáveis são, também, as velocidades de passagem em curva que alcança, rapidamente nos fazendo esquecer que estamos a bordo de um automóvel com esta vocação, dimensões e peso.
Pena que, na unidade ensaiada, as rodas de 19 polegadas e a suspensão desportiva que esta montava (que muito poderão contribuir para uma aparência ainda mais atraente) impliquem uma sensível diminuição do conforto de marcha sempre que a qualidade do piso não é a melhor, ofuscando o desempenho das suspensões independentes oriundas dos Série 5 (dianteira) e Série 7 (traseira).
Os pneus de medida 285/45 também não são a melhor opção para o fora de estrada - não fossem estes, e decerto que o "nosso" X5 estaria apto a surpreender, de forma ainda mais efetiva, e até mesmo os mais experientes, pela facilidade com que enfrenta terrenos mais exigentes (apesar da BMW realçar que o seu terreno de eleição é o asfalto).
Deste modo, fica ensombrado o superior desempenho da transmissão total permanente composta por elementos tradicionais (três diferenciais, o central com uma repartição de 62% para trás e 38% para a frente), combinados com os mais evoluídos dispositivos electrónicos. Caso do controlo dinâmico de estabilidade DSC, que integra o ABS, o controlo de travagem em curva CBC, o BAS e o controlo dinâmico de travagem DBC. E do controlo de estabilidade ASC-X, especialmente adaptado à tracção integral. E do controlo electrónico de diferencial ADB-X (que impede que qualquer roda patine, aplicando travão sobre a mesma).
E ainda do genial sistema HDC, para controlo de descidas (criado pela Land Rover, funciona abaixo dos 50 kn/h quando a tal é instado pelo condutor, e mantém automaticamente o veículo numa velocidade linear de 10 km/h em descida).
Referência final para a qualidade de vida a bordo. Espaço habitável muito amplo, qualidade de construção e materais, e ergonomia, ao nível de qualquer berlina BMW. Posição de condução exemplar, visibilidade muito boa em todos os sentidos.
Assumindo-se o X5 3.0d como um automóvel de luxo, o equipamento de série é atraente: os airbags frontais e laterais e para a cabeça, o ar condicionado automático e independente, o computador de bordo, os estofos e volante em pele e as jantes de liga de 17 polegadas são só os elementos mais importantes (além de todos os dispositivos electrónicos de auxílio à condução mencionados).
Mas, como num BMW é sempre possível ir mais longe, a unidade testada montava um lote de opcionais, que, no seu conjunto, orçam em nada menos do que 2469 contos*! A saber: caixa automática (421 contos*); alarme (76 contos*): kit desportivo (771 contos*, composto por suspensão desportiva, jantes de 19" com pneus 285/45, "piscas" brancos, ponteiras de escape pretas, puxadores das portas na cor da carroçaria e regulação eléctrica dos bancos desportivos e do volante multifunções desportivo revestido a pele); barras de tejadilho (72 contos*); tecto de abrir eléctrico (281 contos*); espelhos antiencandeamento (104 contos*); lava-faróis (60 contos*); sistema auxiliar de estacionamento PDC (149 contos*); faróis de Xénon (135 contos*); computador de bordo na consola central (83 contos*); rádio Business (70 contos*); carregador de 6 CD (115 contos*) e sistema de som de alta fidelidade (132 contos*). Mas mesmo sem todos estes dispositivos, o X5 3.0d continuaria ser a referência do mercado na sua categoria...
Fonte: www.automotor.xl.pt

BMW X5
Montadora: BMW
País de fabricação: Alemanha
O modelo X5 da BMW é sem dúvida um dos mais luxuoso dos Utilitários no mercado ou, como deseja a BMW, o mais luxuoso da categoria SAV (Sports Activity Vehicles).O seu design é no mínimo imponente, fruto das suas elevadas dimensões: 4,67 m de comprimento, 1,87 de largura e 1,70 de altura. Destaque para seu interior bem equipado e luxuosíssimo.
Mas o modelo X5 da BMW não fica só na beleza do seu design ou no seu interior luxuoso do veículo proporcionado pelos equipamentos de alta qualidade. É também um veículo onde a segurança é levada a sério com a adoção do F.I.R.S.T. (Fully Integrated Road Safety Technology) que resulta na adoção de dez airbags divididos em frontais, laterais e para a cabeça. Possui suspensão independente que proporciona aos ocupantes um elevado conforto, mesmo nos pisos mais irregulares.
Ainda vem equipado com um sistema de travas antibloqueio: O ABS, DSC (controle dinâmico de estabilidade), CBC (controle de tração em curva), DBC (controle dinâmico de tração), ADB-X(bloqueio automático do diferencial), ASC-X(controle antiderrapagem) e finalmente o HDC (controle de descida).
O BMW X5 tem duas versões:
Motor: 3.0 L - 6 cilindros - 231 cv
Consumo na Cidade: 5.7 km/l
Consumo na Estrada: 9.7 km/l
Motor: 4.4 L - 8 cilindros - 286 cv
Consumo na Cidade: 5.3 km/l
Consumo na Estrada: 9 km/l
Fonte: www.ivox.com.br