
Hepatoprotetor
Digestivo
Diurético
Colerético e colagogo
O boldo é um fitoterápico com propriedades estimulantes e tônicas, indicado no tratamento de doenças hepáticas e da vesícula biliar como hepatoprotetor, tônico das funções hepáticas e na constipação intestinal como laxativo.
O boldo ativa a secreção de saliva e do suco gástrico, com acentuada atividade colerética e colagoga.
Os princípios ativos encontrados no boldo são: Óleos voláteis (ascaridol), alcalóides (boldina, isoboldina, laurotetanina, laurolitsina e outros), taninos, Glicosídeos (boldoglicina), flavonóides (peumosídeo, boldosídeo, ramnetol, isorramenetol, kaempferol), farnesol, alfa e gama-terpinol, p-cimeno, eugenol e outros.
A boldina é considerada um dos principais ativos do boldo, e é responsável por sua ação colerética e colagoga (ela produz um aumento gradual no fluxo da bile e aumenta os sólidos totais da bile excretada), corrigindo a mádigestão.
Os glicosídeos flavônicos e a mistura de suas agliconas apresentam acentuada atividade espasmolítica.
O terpineol, um dos componentes do óleo essencial, é responsável pela ação diurética.
Devido à presença do ascaridol, o boldo chegou a ser indicado como vermífugo, porém essa indicação perdeu todo o valor, dado o número de agentes anti-helmínticos de baixa toxicidade disponíveis no mercado.
Má digestão
Afecções hepáticas
Cólica e litíase biliar (não complicada por obstrução)
Flatulência
Cálculos renais
Constipação intestinal
Reumatismo
Gota
Grávidas, lactantes e crianças não devem fazer uso do produto sem orientação médica.
Contra-indicado em portadores de disfunção renal, oclusão das vias biliares e doenças graves do fígado (insuficiência hepática, hepatite crônica ativa, hepatite aguda)
Quando consumido em doses excessivas o boldo pode provocar alucinações cromáticas e auditivas, tonturas, vômitos, diarréias e até convulsões
3.000 a 6.000mg / dia , divididas em 3 tomadas às refeições (ou a critério médico)
Fonte: www.pharmaspecial.com.br
Nome popular: Falso-boldo, Boldo, Boldo-brasileiro
Nome científico: Plectranthus barbatus Andrews
Família: Labiatae (Lamiaceae).
Origem: Índia.

Tônica (restaura energia), eupéptica (facilita digestão), hepática, colagoga (aumento da secreção da bílis), colerética (estimulador da bílis), calmante, carminativa (eliminador de gases intestinais), anti-reumática, estomáquica (favorece a digestão).
Características: Planta herbácea ou subarbustiva, perene, de até 1,5 metros de altura. Folhas suculentas e aromáticas, de sabor muito amargo. Não são conhecidas as substâncias que geram os efeitos benéficos da planta, nem as que causam o sabor amargo característico.
O verdadeiro boldo (Peumus boldus) é uma arvoreta do Chile cujas folhas secas e quebradiças com cheiro de mastruço são encontradas no comércio, mas não é cultivado no Brasil.
Folhas.
Informações etnofarmacológicas incluem o uso das folhas desta planta em todos os estados do Brasil como medicação afamada para tratamento dos males do fígado e de problemas da digestão.
Estudos farmacológicos feitos com seu extrato mostraram que possui ação hipossecretora gástrica, reduzindo não só o volume de suco gástrico, como a sua acidez. Pode ser usada, portanto, no tratamento para controle da gastrite, na dispepsia, azia, mal-estar gástrico (estômago embrulhado), ressaca, e como amargo estimulante da digestão e do apetite.
Usa-se o chá ou extrato aquoso feitos de preferência com a folha fresca. O chá é do tipo abafado (infuso), feito com 3 a 4 folhas com água fervente, em quantidade bastante para uma xícara (de chá). Toma-se 1 a 3 xícaras do chá, adoçado ou não, opcionalmente.
É facilmente reproduzida por meio de estacas, feitas com os ramos ou folhas.
Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil.
Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia.
Fonte: www.cultivando.com.br