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Boldo

 

Nome Científico: Peumus boldus Mol

Família: Monimiaceae

Nomes populares: Boldo - do- Chile; Boldo verdadeiro

Outras espécies: Coléus sp - falso boldo

Boldo
Boldo

Características

Árvore pequena, dióica, de folhagem permanente, originária das regiões montanhosas do Chile,mais precisamente dos Andes. No Brasil é encontrado somente no comércio;

Suas folhas são opostas, coriáceas, inteiras, ovais ou oval-elíptica, medindo de 3 a 6cm de comprimento por 2 a 4cm de largura, apresenta curto período, margens levemente enrolados para o lado da face dorsal e limbo de cor cinza - esverdeado. A face ventral possui pequenas protuberâncias mais escuras dotados de pêlos no centro, tornando-as ásperas ao tato As folhas do boldo, intensamente aromática e de sabor picante.

Uso e Indicações

Partes usadas

Folhas

Suas folhas possuem alcalóides derivados principamente do núcleo da aporfina. Entre os alcalóides isolados ocorrem boldina, iso-coridina, nor-isocoridina, laurotetanina e outros.

Contém ainda taninóides dentre eles o boldosídio, peumosídio.

As folhas fornecem ainda óleo essencial ascaridol, linalol etc... e são usadas popularmente no tratamento de problemas hepáticos apresentando também ação estomáquica, sedativa, e anti-helmíntica.

Apresenta atividade colerética devido aos derivados flavônicos; ação colagoga atribruida a boldina e aos óleos essenciais.

O boldo é usado como fonte de boldina e matéria prima de preparações farmacêuticas, tinturas, extrato fluído e vinho. É muito comum seu uso em forma de chás caseiros,onde são usadas suas folhas de sabor amargo. Atividade biológica da boldina é descrita como colagoga, que produz um aumento gradual do fluxo da bile em animais de laboratórios.

Em dose moderada é excitante das funções digestivas.

É tônico e excitante.

Combate também as afecções do fígado; hepatites, prisão de ventre, fraqueza orgânica, litíase biliar, reumatismo, dispepsia, digestão difícil, cólicas hepáticas, congestões do fígado, dores do estômago, embaraços gástricos e inapetência.

É empregado ainda contra insônia, quando age como tranqüilizante.

Boldo
Boldo

O boldo limpa as manchas da pele especialmente as do rosto causada por distúrbios do fígado. Emprega-se o suco das folhas e talos tenros, em gotas, nos casos de fortes dores de ouvido usam-se as folhas de varias formas em razão de suas propriedade terapêuticas (chás, tintura e extrato).

Tomado diáriamente auxilia na função da bilis, substância produzida pelo fígado que é importantíssima na decomposição de gorduras.

Por isso mesmo o boldo é um ótimo auxiliar nos regimes de emagrecimento.

Diurético,também é utilizado em casos de icterícia.

As folhas do boldo desprendem um perfume semelhante ao da Hortelã e da melissa.

Facilita a digestão e trata de distúrbios biliares; diurético; diminui o reflexo de blefarospasmo (tique de piscar o olho).

Popularmente também é utilizado para icterícia.

Infuso

2 gramas de folha em 100 ml de água frevente por 20 minutos. Tomar três vezes ao dia, antes das refeições

Boldo
Boldo

Cosmética

Tratamento de 1 semana ingerindo maceração de boldo, dá realce especial à pele, acabando com cansaço da pele.

Maceração

Colocar duas folhas de boldo em 1 copo de água filtrada ou mineral à noite e tomar pela manhã. Preparar outra dose para tomar à noite.

Aromaterapia

Efeitos colaterais

Em caso de overdose pode provocar vômitos.

Composição Química

Alcalóides - A substância boldina é o princípio químico ativo encontrada nas folhas
Flavonóides
Óleo essencial - encontrado nas folhas
Tanino
Boldo

Comentários

Suas folhas possuem alcalóides derivados principamente do núcleo da aporfina. Entre os alcalóides isolados ocorrem boldina, iso-coridina, nor-isocoridina, laurotetanina e outros. Contém ainda taninóides dentre eles o boldosídio, peumosídio. As folhas fornecem ainda óleo essencial ascaridol, linalol etc... e são usadas popularmente no tratamento de problemas hepáticos apresentando também ação estomáquica, sedativa, e anti-helmíntica. Apresenta atividade colerética devido aos derivados flavônicos; ação colagoga atribruida a boldina e aos óleos essenciais.

O boldo é usado como fonte de boldina e matéria prima de preparações farmacêuticas, tinturas, extrato fluído e vinho. É muito comum seu uso em forma de chás caseiros. Atividade biológica da boldina é descrita como colagoga, que produz um aumento gradual do fluxo da bile em animais de laboratórios. Em dose moderada é excitante das funções digestivas (Souza, et. al 1991 in Silva, É. B da, 1997).

Cruz, G. L. (1979) in Silva, É. B da, (1997), diz que o boldo é originário do Chile, que o mesmo é tônico e excitante. Combate também as afecções do fígado; hepatites, prisão de ventre, fraqueza orgânica, litíase biliar, reumatismo, dispepsia, digestão difícil, cólicas hepáticas, congestões do fígado, dores do estômago, embaraços gástricos e inapetência. É empregado ainda contra insônia, quando age como tranqüilizante.

Balbach (198?) in Silva, É. B da, (1997), relata que o boldo limpa as manchas da pele especialmente as do rosto causada por distúrbios do fígado. Emprega-se o suco das folhas e talos tenros, em gotas, nos casos de fortes dores de ouvido.

Segundo Moreira (1978) in Silva, É. B da, (1997), usam-se as folhas de varias formas em razão de suas propriedade terapêuticas (chás, tintura e extrato).

Fonte: br.geocities.com

Boldo

Nome em outros idiomas

Inglês: boldutree, boldus, boldea
Alemão: boldea
Francês: boldo
Italiano: boldo
Espanhol: boldo

Origem

Chile, onde o boldo forma verdadeiras matas de arvores com até 12 a 15 metros de altura em diversas regiões e no norte se restringe quase que exclusivamente à cordilheira costeira dos Andes.

As matas de boldo no Chile são mais comuns até 900m de altitude, em geral sobre solos secos com exposição norte, pedregosos, sem terras finas.

Outrora o vale longitudinal chileno possuía extensas matas nativas de boldo, mas hoje estão praticamente destruídas, Freqüentemente o gado é levado a pastar nas matas de boldo, o que dificulta ou impede a renovação natural desta planta quando o pastoreio é muito extenso.

Outros princípios ativos

Glicosídeos (glucoboldina ou boldoglucina); Flavonóides; Sitosterol; Ácido oléico, linoleico, linolênico ; substâncias minerais.

Uso medicinal

Atribuem-se ao boldo, incontáveis virtudes medicinais. Tônicas e excitantes, constituem em decocções medicamento especialmente indicado para afecções do fígado e do estômago.

De modo geral atuam contra as seguintes enfermidades: hepatites, litíase biliar, cólicas hepáticas e congestões do fígado, flatulência , dispepsia, dores de estômago, distúrbios gástricos e digestivos, inapetência, fraqueza orgânica, tonturas e insônia, prisão de ventre e cólicas intestinais, reumatismo e gonorréia.

Combate a má digestão, fortifica o estômago e os nervos. Combate a insônia, limpa as manchas da pele, especialmente as do rosto causadas por distúrbios do fígado.

Usa-se o cozimento do boldo externamente para banhos e pedilúvios no combate ao reumatismo, à hidropisia, afecções da pele, sífilis, blenorragia e a outras enfermidades semelhantes.

O boldo promove o aumento da produção e fluxo de bílis e regula a atividade da vesícula biliar.

O perfume do boldo recorda aquele da hortelã e da melissa.

Dosagem indicada

Colecistites, eliminador de cálculo biliar (ácido úrico e oxalato de cálcio) Em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 20 minutos e coe. Tome 3 xícaras (chá) ao dia, sendo uma em jejum, e as demais 30 minutos antes das principais refeições.

Afecções gástricas, afecções hepáticas, afecções renais, inapetência

Coloque 3 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 5 dias, agitando o líquido de vez em quando. Coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições.

Insuficiência hepática, colecistites, cálculo biliar (ácido úrico ou oxalato de cálcio), inapetência
Coloque 2 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias, mexendo de vez em quando. Coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, antes das principais refeições. Antes da utilização, colocar as doses diárias ao sol, para evaporar o álcool nelas contido.

Colecistites, cálculos biliares

Decocção: Ferver 15g de folhas de boldo em 1 litro de água, por dois minutos. Coar, adoçar e beber duas xícaras (chá) por dia.
Vinho medicinal:
Macerar por três dias, 30g de folhas de boldo em um litro de marsala. Filtrar o líquido , colocá-lo em uma garrafa e consumir um calicezinho ao fim de cada refeição.

Toxicologia

Tomada em doses maiores que as recomendadas, pode provocar vômitos.

Cuidados com a planta seca: as folhas dessecadas vão reduzindo os teores das substâncias citadas à medida que envelhecem, até chegar ao ponto em que se tornam inúteis tanto para fins medicinais como aromáticos. Os estoques velhos deverão portanto ser substituídos por folhas novas da última colheita.

Adquirir a planta somente em casas especializadas, visto que a planta não cresce no Brasil, e somente é encontrada na forma seca.

Curiosidades

É utilizada em combinação com outras plantas aromáticas, na indústria de licores e bebidas alcoólicas amargas.

Os incas utilizavam as propriedades do boldo contra sangramentos e como amargo estimulante do estômago.

As propriedades medicinais do boldo foram descobertas incidentalmente através do carneiros. Encaminhados por acaso aos contrafortes da Cordilheira dos Andes, no Chile, alguns rebanhos de carneiros, não encontrando outro tipo de alimentação, passaram a comer as folhas de boldo, que cresce aí em abundância.

Depois de alguns meses, os pastores notaram que os animais estavam curados das doenças do fígado e da prisão de ventre que lhes são característicos.

Daí então o boldo ficou conhecido como planta curativa.

Outros usos

A madeira seca do tronco é excelente para serviços de torno em marcenaria e carpintaria, a madeira é castanho oliva, de grande dureza e durabilidade e de estrutura fina quando seca. A casca é rica em taninos, e por esta razão é utilizada para curtir e até tingir fibras.

Fonte: biovida.site50.net

Boldo

BOLDO-DO-CHILE

Nome Científico: Peumus boldus Molina

FAMÍLIA: Monimiaceae

Nome Popular: boldo-do-chile; boldo ( espanhol, inglês, italiano )

Parte Utilizada: as folhas, frutos e óleo essencial.

Principio Ativo

Encontra-se isolado em uma cadeia de alcaloides derivados da aporfina (0,25-0,50%): boldina, isoboldina, laurotetanina, laurolitsina. Óleo essencial (1-3%: carburos monoterpérnicos (paracimeno, alfa e bata-pineno, gamma-terpineno), monoterpenos oxigenados (ascaridol, cineol, linalol, alcanfor).

Flavonoides: Ramnetol, isorramnetol, kenferol. Taninos(1,2%)

Mecanismo de Ação

Tem uma ação hepatoprotetora, aperitiva, digestiva, colerética, colagoga, atiinflamatória, antihelmíntica, fungicida e diurética. As doses elevadas são anestésica, sedante e hipnótico.

Indicação

Hepatites, dispepsias hiposecretoras, mal estar, afecções do fígado e da vesícula, cálculo biliar, diarréia, digestão, febre, fraqueza orgânica, gota, insônia, má-flatulência, previnir icterícia, prisão de ventre, problemas diuréticos, reumatismo, uréria.

Contra-Indicação

Problemas na amamentação, pela presença de alcalóides, hipotensão. Obstrução das vias biliares. Não prescrever forma de dosificação com álcool a crianças menores de dois anos nem a pacientes em processo de desintoxicação alcoólica. Não utilizar na gravidez.

Precaução / Toxicidade

Não passar das doses recomendadas. Prescrever tratamentos descontínuos.

O óleo essencial, devido a seu conteúdo em ascaridol, não deve ser empregado por via interna (a essência, a partir de 300mg pode provocar vômitos e diarréia; doses mais elevadas podem produzir um efeito narcótico ou convulcivante). Não usar como antihelmíntico em crianças para tratamento de litiase biliar sem supervisão médica.

Efeitos colaterais: em alta dose pode provocar vômitos, diarréias e alteração do sistema nervoso ( efeito narcótico ). Pode ser abortivo e provocar hemorragias internas.

Forma Galênica / Posologia

Folha desidratada: 60 a 200mg ou por infusão: 3x dia.
Extrato líquido: (1:1 em álcool 45%) 0,1 a 0,3ml; 3x dia
Tintura (1:10 em álcool 60%): 25 a 50 gotas 3 x dia.

Referências Bibliográficas

1.FETROW, C.W.; AVILA, J.R.; Manual de Medicina Alternativa para o profissional. Guanabara Koogan, 2000.
2.NEWALL, C.A; ANDERSON L.A. PHILLIPSON, J. D. Plantas Medicinais – Guia para profissional de saúde. Editora
Premier, 2002.
3.TESKE, M.; TRENTINI, A M.M. Herbarium – Compêndio de Fitoterapia, 3ºedição revisada, Curitiba.

Fonte: www.opcaofenix.com.br

Boldo

Boldo
Boldo

Originário da África, o boldo, Coleus sp. (LAMIACEAE) é uma das espécies integrantes do projeto "Produção, processamento e comercialização de ervas medicinais, condimentares e aromáticas", coordenado pela Embrapa Transferência de Tecnologia - Escritório de Negócios de Campinas (SP), a qual está sendo cultivada e multiplicada nas unidades demonstrativas da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), Embrapa Semi-Árido (Petrolina, PE) e nos Escritórios de Negócios de Dourados (MS), Canoinhas (SC) e Petrolina (PE).

Esse projeto contempla também o treinamento de técnicos e a qualificação de pequenos agricultores e seus familiares na produção e manipulação de ervas, fundamentadas em boas práticas agrícolas.

DESCRIÇÃO BOTÂNICA

Erva perene, com ramos deitados sobre o solo e também eretos, semi-suculentos, densamente providos de pêlos longos, duros e grossos; folhas opostas, ovaladas e oblongas, grossas, de margem serrada, pilosas em ambas as faces, curto-pecíoladas; flores hermafroditas de cinco pétalas com dois envoltórios e metades laterais simétricas, azulviolácea, agrupadas em longas inflorescências eretas do tipo cacho.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Óleo essencial rico em guaieno e fenchona, barbatol, barbatesina, cariocal e barbatusol

FORMAS DE PROPAGAÇÃO

Sementes ou mudas produzidas a partir de estacas de galhos.

CULTIVO

Espaçamento de 0,50 x 1 m entre plantas. O plantio deve ser realizado no período chuvoso, preferencialmente em regiões de clima tropical, porém a planta também se desenvolve em regiões mais frias. Não tolera solos encharcados; preferindo regiões de solos ácidos. Recomenda-se uma adubação com esterco de gado bem curtido, esterco de galinha ou composto orgânico, quando necessário.

COLHEITA E BENEFICIAMENTO

Apenas as folhas adultas devem ser colhidas, antes da floração, devendo ser picadas para a secagem.

REQUISITOS BÁSICOS PARA UMA PRODUÇÃO DE SUCESSO:

Utilizar sementes e material propagativo de boa qualidade e de origem conhecida: com identidade botânica (nome científico) e bom estado fitossanitário.
O plantio deve ser realizado em solos livres de contaminações (metais pesados, resíduos químicos e coliformes).
Focar a produção em plantas adaptadas ao clima e solo da região.
É importante dimensionar a área de produção segundo a mão-de-obra disponível, uma vez que a atividade requer um trabalho intenso.
O cultivo deve ser preferencialmente orgânico: sem aplicação de agrotóxicos, com rotação de culturas, diversificação de espécies, adubação orgânica e verde, controle natural de pragas e doenças.
A água de irrigação deve ser limpa e de boa qualidade.
A qualidade do produto é dependente dos teores das substâncias de interesse, sendo fundamentais os cuidados no manejo e colheita das plantas, assim como no beneficiamento e armazenamento da matéria prima.
Além dos equipamentos de cultivo usuais, é neces sár ia uma unidade de secagem e armazenamento adequada para o tipo de produção.
O mercado é bastante específico, sendo importante a integração entre produtor e comprador, evitando um número excessivo de intermediários, além da comercialização conjunta de vários agricultores, por meio de cooperativas ou grupos.

REFERÊNCIAS

CORRÊA JÚNIOR, C.; MING, L. C.; SCHEFFER, M. C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2 ed. Jaboticabal, SP: FUNEP,1994, 162p: il.
FERRI, M. G.; MENEZES, N. L. de; MONTEIRO-SCANAVACCA, W. R. Glossário Ilustrado de Botânica. 1 ed. São Paulo, SP: NOBEL, 1981, 197p, il.
SARTÓRIO, M. L.; TRINDADE, C.; RESENDE, P.; MACHADO, J. R. Cultivo de plantas medicinais. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2000, 260p: il.

Fonte: www.campinas.snt.embrapa.br

Boldo

Boldo
Boldo

Há várias plantas conhecidas como boldo. Aquele que é bastante cultivado nas hortas domésticas é o boldo da terra.

Trata-se de um arbusto originário da África que atinge de 1 a 2m de altura. Tem folhas aveludadas e flores azuladas. Além dele, são populares também o boldo do Chile (Pneumus boldus) e o boldo baiano (Veronia condensata).

Indicações

O chá de boldo da terra atua como antiespasmódico hepático (diminui as cólicas do fígado). É indicado para aliviar os sintomas da má digestão quando causada por sobrecarga do fígado ou do aparelho digestivo em geral.

O boldo quando macerado é também excelente para banhos, amenizando os sintomas de stress e dores no corpo.

Preparo

Para preparar o chá de boldo coloque as folhas frescas e inteiras em um copo ou xicára em seguida adicione água fervente. Tampe com um píres e aguarde 6 minutos. Após esta infusão pode-se tomar o chazinho, que não dever ser adoçado e não é aconselhdo para grávidas. (Obs.: o recipiente deve ser de louça, barro ou vidro. Não use recipientres de plástico ou alumínio.)

O banho de boldo se prepara macerrando as folhas verdes com as mãos e colocando-as em recipiente de barro, vidro ou louça. Adicione água fria e deixe descansar por algum tempo. Derrame a água preparada sobre o corpo após o banho normal.

Cultivo

O boldo da terra se dá bem em todas as regiões do Brasil, embora possa sofrer com geadas. Pode-se fazer a muda a partir de uma estaca tirada da planta.

Enterre aproximadamente 30 cm da estaca.

O boldo cresce melhor ao sol. Para aumentar o volume de folhas da planta pode-se podar as flores.

Sabemos que muitas pessoas não tem quintal em casa para o cultivo de plantas. Nesse caso, pode-se usar aquele de caixinha encontrado em supermercados e farmácias.

Boldo
Boldo do Chile

Fonte: naturamistica.com.br

Boldo

Boldo? Qual boldo?

Falar sobre o boldo é um assunto e tanto: apesar de ser uma planta muito conhecida, é comum a confusão entre os vários tipos de boldo.

"Problemas de fígado?

Tome um chá de boldo-de-chile que é tiro e queda!". A receita é famosa, mas segundo o prof. Marcos Roberto Furlan, Mestre em horticultura e especialista em plantas medicinais, várias pessoas acreditam erroneamente que têm no quintal o boldo-do-chile (Peumus boldus), entretanto, essa planta é raríssima no Brasil.

O que acontece é que em nosso país outras plantas também são chamadas de boldo, principalmente o boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus) foto ao lado e o boldo-baiano (Vernonia condensata). Menos comuns são o boldo-português (ou boldo-miúdo) e o boldo chinês.

Bem, mas há uma explicação para a importância em saber qual é o boldo que se tem no quintal. É que como explica Mestre Furlan, o boldo-do-chile e o boldo-da-terra (o mais facilmente encontrado nos quintais) apresentam efeitos colaterais e diferenças nas indicações.

Então vamos observar as características de cada um dos mais conhecidos, para acabar de vez com as confusões:

Boldo-do-chile (Peumus boldus)

Planta originária do Chile, é considerada uma árvore, pois quando adulta atinge de 12 a 15 metros de altura. Apresenta propriedades estomáquicas, diuréticas e hepáticas.

Efeitos colaterais: pode ser abortivo e provocar hemorragias internas. Deve ser usado com cautela. No Brasil, é possível encontrar o boldo-do-chile (produto importado) em farmácias.

Boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus)

Arbusto originário da África, atinge de 1 a 2 metros de altura, apresenta folhas aveludadas e produz flores azuladas. Indicado como analgésico, estimulante da digestão e combate azias.

Efeitos colaterais: quando usado por longos períodos, pode causar irritação gástrica.

Boldo-baiano (Vernonia condensata)

Arbusto também originário da África, chega a alcançar de 2 a 5 metros de altura e pode se quebrar facilmente com o vento. Apresenta efeito carminativo e alivia os sintomas de úlceras e gastrite.

Efeitos colaterais: ainda não foram verificados.

Aquele do quintal

Desta vez, vamos tratar do cultivo daquele boldo mais comum, provavelmente aquele que a maioria tem no quintal, no vaso ou na jardineira: o Boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus), também conhecido como falso boldo, boldo africano, boldo-do-reino e malva-santa. Pertencente à família das Labiadas, é uma planta herbácea perene que apresenta folhas pilosas, isto é, coberta de pequenos pêlos que dão uma aspecto aveludado.

As flores pequenas nascem em espigas, na ponta dos ramos, em tons que vão do azul ao violeta.

Cultivo

O boldo-da-terra pode ser cultivo em todas as regiões do Brasil e é muito resistente, sendo sensível apenas às geadas. Propaga-se por meio de estacas retiradas da planta-matriz, sendo recomendável manter um espaçamento de 1 metro entre as mudas. Para o cultivo em vasos ou jardineiras, é preciso garantir pelo menos 30 cm de profundidade. Desenvolve-se melhor a pleno sol, em locais sombreados a produção é menor. Como as folhas são as partes utilizadas com finalidades medicinais, o ideal é fazer a poda das inflorescências (pendões florais), um pouco antes da colheita, para obter uma planta volumosa.

Colheita

Cerca de seis meses após o plantio já é possível fazer a colheita das folhas.

Uso

O chá, que geralmente é maceração* das folhas, é um tônico amargo que facilita o trabalho da vesícula biliar, estimulando a secreção da bílis e favorecendo a digestão de gorduras. É indicado no combates às dores estomacais, males do fígado, diarréia e desconforto causado por gases intestinais. Porém, como foi citado acima, deve ser usado com cautela pois, em excesso, pode provocar irritação gástrica. É preciso ter cuidado para não confundir o boldo com algumas plantas ornamentais, que são aparentemente semelhantes.

Rose Aielo Blanco

Fonte: www.jardimdeflores.com.br

Boldo

Boldo
Boldo

USO MEDICCINAL

O boldo traz benefícios principalmente para o fígado. Ajuda-o a trabalhar melhor, e é ótimo para quem tem hepatite ou problemas freqüentes ligados ao fígado, como dor de cabeça, suores frios e mal estar.

O boldo, tomado antes das refeições ajuda na digestão e nas funções do aparelho digestivo. É ótimo para quem tem intestino preso, cálculos biliares e gastrite.

Também é muito bom para insônia.

USO ENERGÉTICO

O boldo é a erva da paz. Ele é ótimo para os ansiosos, apressados, que se cobram muito, que não conseguem dormir pensando nos problemas do dia seguinte.

Traz paz de espírito e longevidade.

PROBLEMAS MATAM!

Trabalha com a nossa noção de tempo físico e com a pressa, e a sensação de que não temos tempo para nada. Organiza o ideal.

OUTROS USOS

O escalda pés acalma e dá um sono tranqüilo.
A tintura mãe ajuda os muito exigentes com os outros.
Os banhos de macerado de boldo ajudam a acalmar crianças e adultos.
Esses mesmos banhos são ótimos para cuidar de neuróticos e doentes mentais agressivos.
Uma compressa de folhas de boldo piladas em pasta, colocadas no chacra coronário, limpa-o e nos abre para as mensagens do cosmos.
Essa mesma compressa no coração alivia angústia

Fonte: www.aleph.com.br

Boldo

Boldo
Boldo

O boldo é um fitoterápico com propriedades estimulantes e tônicas, indicado no tratamento de doenças hepáticas e da vesícula biliar como hepatoprotetor, tônico das funções hepáticas e na constipação intestinal como laxativo.

O boldo ativa a secreção de saliva e do suco gástrico, com acentuada atividade colerética e colagoga.

Os princípios ativos encontrados no boldo são: Óleos voláteis (ascaridol), alcalóides (boldina, isoboldina, laurotetanina, laurolitsina e outros), taninos, Glicosídeos (boldoglicina), flavonóides (peumosídeo, boldosídeo, ramnetol, isorramenetol, kaempferol), farnesol, alfa e gama-terpinol, p-cimeno, eugenol e outros.

A boldina é considerada um dos principais ativos do boldo, e é responsável por sua ação colerética e colagoga (ela produz um aumento gradual no fluxo da bile e aumenta os sólidos totais da bile excretada), corrigindo a mádigestão.

Os glicosídeos flavônicos e a mistura de suas agliconas apresentam acentuada atividade espasmolítica.

O terpineol, um dos componentes do óleo essencial, é responsável pela ação diurética.

Devido à presença do ascaridol, o boldo chegou a ser indicado como vermífugo, porém essa indicação perdeu todo o valor, dado o número de agentes anti-helmínticos de baixa toxicidade disponíveis no mercado.

INDICAÇÕES

Má digestão
Afecções hepáticas
Cólica e litíase biliar (não complicada por obstrução)
Flatulência
Cálculos renais
Constipação intestinal
Reumatismo
Gota

CONTRA-INDICAÇÕES e PRECAUÇÕES

Grávidas, lactantes e crianças não devem fazer uso do produto sem orientação médica.

Contra-indicado em portadores de disfunção renal, oclusão das vias biliares e doenças graves do fígado (insuficiência hepática, hepatite crônica ativa, hepatite aguda)

Quando consumido em doses excessivas o boldo pode provocar alucinações cromáticas e auditivas, tonturas, vômitos, diarréias e até convulsões

DOSAGEM USUAL

Boldo do Chile Pó: 3.000 a 6.000mg / dia , divididas em 3 tomadas às refeições (ou a critério médico)

Fonte: www.pharmaspecial.com.br

Boldo

Boldo
Boldo

Propriedades

Tônica (restaura energia), eupéptica (facilita digestão), hepática, colagoga (aumento da secreção da bílis), colerética (estimulador da bílis), calmante, carminativa (eliminador de gases intestinais), anti-reumática, estomáquica (favorece a digestão).

Características

Planta herbácea ou subarbustiva, perene, de até 1,5 metros de altura. Folhas suculentas e aromáticas, de sabor muito amargo. Não são conhecidas as substâncias que geram os efeitos benéficos da planta, nem as que causam o sabor amargo característico.

O verdadeiro boldo (Peumus boldus) é uma arvoreta do Chile cujas folhas secas e quebradiças com cheiro de mastruço são encontradas no comércio, mas não é cultivado no Brasil.

Parte usada

Folhas.

Usos

Informações etnofarmacológicas incluem o uso das folhas desta planta em todos os estados do Brasil como medicação afamada para tratamento dos males do fígado e de problemas da digestão.

Estudos farmacológicos feitos com seu extrato mostraram que possui ação hipossecretora gástrica, reduzindo não só o volume de suco gástrico, como a sua acidez. Pode ser usada, portanto, no tratamento para controle da gastrite, na dispepsia, azia, mal-estar gástrico (estômago embrulhado), ressaca, e como amargo estimulante da digestão e do apetite.

Forma de uso / dosagem indicada

Usa-se o chá ou extrato aquoso feitos de preferência com a folha fresca. O chá é do tipo abafado (infuso), feito com 3 a 4 folhas com água fervente, em quantidade bastante para uma xícara (de chá). Toma-se 1 a 3 xícaras do chá, adoçado ou não, opcionalmente.

Cultivo

É facilmente reproduzida por meio de estacas, feitas com os ramos ou folhas.

Referências bibliográficas

Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil.
Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia.

Fonte: www.cultivando.com.br

Boldo

Boldo
Boldo

Boldo-do-Chile é uma árvore arbustiva, de crescimento lento, nativa da região dos Andes do Chile e Peru, pode atingir mais de 10 metros de altura, possui folhas grossas de sabor amargo que resistem a verões secos e invernos frios e chuvoso.

O Boldo-do-Chile também pode ser encontrado como vegetação nativa no Marrocos e é atualmente cultivado em vários países como Itália, Brasil e norte da África. Produz pequenos frutos redondos e esverdeados, comestíveis e sabor agradável.

Indicações

Na medicina popular, o Boldo-do-Chile é indicado para inúmeras situações. Principalmente, age positivamente em problemas na vesícula biliar e fígado, atuando como um desintoxicante.

Pode auxiliar nos problemas de pedras na vesícula biliar.

Outros usos medicinais incluem: antiparasitário, anti-inflamatório, estimula a digestão, para casos de distúrbios do sono, problemas de flatulência, vermífugo, auxilia na diminuição dos níveis de colesterol, entre outros.

Fonte: www.fitoterapicos.info

Boldo

Boldo
Boldo

Boldo de Jardim

Nome Popular: Boldo, Boldo de Jardim, Boldo-Falso, Boldo-Brasileiro, Boldo Peludo, Planta dos Pinguço
Principais Substâncias:
Óleo essencial: guaieno, fenchona; barbatusol
Nome Cientifico:
Plectranthus barbatus
Caracteristicas:
Folhas aveludadas e flores azuladas-violaceas. Planta altamente tóxica, não deve ser usada em periodos prolongados, muito menos em grandes quantidades, recomenda que use num intervalo de 30 dias, pois pode causar irritação gastrica. As flores atraem insetos polinazadores.
Utilidades:
Analgésico, digestivo, controla a azia.
Forma de Uso:
Folhas

Boldo Chileno

Boldo
Boldo

Nome Popular: Boldo, Boldo-Chileno, Boldo-Verdadeiro, Bordo, Boldo-Importado, Boldo-do-chile
Principais Substâncias:
Boldina, reticulina, isocoridina, esparteína
Nome Cientifico:
Peumus boldus
Caracteristicas:
Planta muito usada nos casos de gastrite e problemas digestivos. O Boldo Chileno não causa problemas se usado por demasiados períodos.
Utilidades:
Abcesso, Artrite, barriga d’água, Calculos, Cólica Menstruais, Figado, Hepatite, Nausea, Tumor.
Forma de Uso:
Folhas e Flores.

Fonte: www.useplanta.com.br

Boldo

Nome Científico: Vernonia condensata Baker

Família: Asteraceae

Sinonímias Botânicos: Vernonia bahiensis Toledo

Boldo
Boldo

Nomes Populares

Boldo Chinês, Boldo Japonês em Pernambuco
Alcachofra no Ceará
Boldo Bahiano, Árvore do Pinguço em S. Paulo
Boldo Goiano em Minas Gerais
Carriconde, et al 1995 in Silva, E.B. da (1997).

Origem

Regiões do Mediterrâneo, sendo cultivada em todo sul da Europa, na Ásia Menor e ainda, na América do Sul e principalmente no Brasil.

Características Botânicas

Arbusto alto, muito ramificado, atingindo até 5m de altura
Folhas alternas, alongadas ou lanceoladas
Flores esbranquiçadas, reunidas em capítulos terminais, apresentando crescimento rápido (Carriconde et al., 1996).

Considerada durante muito tempo como uma hortaliça rara, é hoje abundantemente cultivada nas regiões Atlânticas com invernos suaves.Plantas de origem africana, adaptou-se bem aos climas quentes do Brasil; encontrada nas regiões do Nordeste (desde o Ceará até a Bahia), Centro-Oeste e Sudeste, estendendo-se até o Paraná

A alcachofra não é só uma planta alimentícia indicada para os diabéticos, mas também uma importante erva medicinal que recebeu dos médicos árabes medievais o nome de al – Kharsaf.

O nome genérico Cynara vem do latim canina, que se refere à semelhança dos espinhos que a envolvem com os dentes de um cachorro.

A parte empregada é a folha. Possui carboidratos (sacarose, frutose e ácido clorogênico). As folhas contém substâncias que apresentam atividades analgésicas, não apresentando efeito colateral e foi observada leve atividade sedativa, que parece estar disssociada da ação analgésica, como também atividades bactericida e fungicida, ainda não especificadas;

No gênero Vernônia muitas espécies contém substâncias tipo sesquiterpenolactonas. Possivelmente algumas destas substâncias podem ser observadas na espécie V. condensata. São ricas em saponinas principalmente nas entrecascas dos ramos; informação confirmada em testes realizados em Recife, nos laboratórios da UFPE (Carriconde, et al, 1995);

As propriedades terapêuticas desta planta são:

Analgésicas
Anti-ulcerogênica
Antibacteriana
Antifúngica
Colagoga/colérica
Carminativa

O sabor amargo auxilia no estímulo das funções hepáticas e vesiculares, melhorando a atividade estomacal, por isso chamada digestiva. Nenhuma ação tóxica foi encontrada na literatura consultada (Carriconde, et al, 1995 in Silva, E. B. da (1997).

Composição Química

Carboidratos: Sacarose, frutose e ácido clorogênico
Sesquiterpeno:
Lactonas
Saponinas:
Plantas africanas do gênero Vernonia são ricas em Saponinas, principalmente nas entrecascas dos ramos (testes rápidos realizados com Vernonia condensata, em Recife nos laboratórios da UFPE ).

Uso Fitoterápico

Colagoga, colerética, depurativa, diurética, laxativa, hipoglicemiante, reduz a taxa de uréia, reduz o colesterol sangüíneo.

É indicado: anemia, anúria, aterosclerose, cálculos da bexiga, para favorecer a secreção da bile, bócio exoftálmico.

Clorese, colagogo, convalescença, doenças do coração, debilidade geral, diabete melito, diarréia, dispepsia, diurese, escrofulose, febre, doenças do fígado.

Gota, hemofilia, hemorróidas, hidropisia, hipertensão arterial, hipertireoidismo, ictéria, inflamação em geral, malária, nefrolitíase, obesidade, pneumonia, doenças dos pulmões.

Raquitismo, cálculos nos rins, doenças nos rins, sífilis, tosse, toxemia, uremia, uretrite, doenças urinárias.

Farmacologia

Supõe-se que a cinarina seja a principal responsável pelas atividades colagoga e colerética da droga, provocando o aumento da secreção biliar.

O amargo (cinaropicrina) aumenta a secreção gástrica e sua acidez.

A cinarina (derivado da luteolina) abaixa a taxa de colesterol de maneira significativa através de uma estimulação metabólica enzimática. É utilizada para casos de hiperlipidemia e ateromatose interior dos tecidos adipóides.

A alcachofra não dissolve os cálculos biliares, mas diminui as cólicas, exercendo um efeito preventivo nas pessoas predispostas a desenvolverem litiase. O incremento da eficiência metabólica o fígado deve-se aos componentes polifenóicos que provocam a diminuição plasmática do colesterol.

A cinarina possui propriedades antihepatotóxicas, estimulando a função

Fonte: www.ruas.com.br

Boldo

Nome científico: Plectranthus barbatus

Nomes populares: Falso-boldo, boldo nacional, malva-santa, malva-amarga, boldo-do-brasil, boldo-do-reino, alumã e sete-dores.

Família: Labiatae /Lamiaceae.

Boldo
Boldo

Aspectos agronômicos

Deve-se plantar logo após a retirada do ramo ( pedaços de ramos de uma planta-mãe ) e, de preferência, em período chuvoso, para facilitar a pega. Na ausência de chuvas, regar ddiariamente até a pega, e depois mais espaçadamente. Não é exigente quanto a solos. As folhas já podem ser colhidas poucos meses após o plantio ( a cada 4 meses ). Durante a floração, as folhas perdem parte de suas propriedades terapêuticas, por isso devem ser colhidas antes desse período.

Parte usada: Folhas frescas.

Constituintes químicos: Óleo essencial rico em guaieno e fenchona; contém ainda barbatol, barbatesina, cariocal e barbatusol.

OBSERVAÇÃO

Não se deve confundir o nosso boldo-nacional, erva aromática de 60-80cm de altura, com o verdadeiro boldo-do-chile ( Pelmus boldus ), árvore originária do Chile, de mais de 8m de altura. O boldo-nacional possui as mesmas propriedades do boldo-do-chile.

Uso Fitoterápico

Afecções hepáticas ( hepatite, cólicas, congestões, etc )
Afecções febris
Afecções gástricas
Dispepsias
Flatulência
Obstipação
Inapetência
Cálculos biliares
Debilidade orgânica
Insônia
Ressaca alcóolica.

Outros usos

Das raízes de planta muito semelhante ( Coleus forskolli Briq. ) extrai-se o Forskollin , reagente empregado em técnicas farmacológicas especias.

Riscos

Pode produzir irritação da mucosa do estômago, se usado em doses elevadas. Parece apresentar efeito cardioativo.

Doses utilizadas

Uso interno: Chá por decocção, dosagem normal, atuando nas afecções hepáticas e vesiculares, e influenciando, assim, beneficamente a digestão. Sumo: amassar 2 folhas em 1 copo e completar com água . Tomar 2 a 3 vezes ao dia.
Uso externo:
Chá por decocção, sob a forma de banhos, agindo como tranquilizante e proporcionando um sono reparador.
Tintura:
20g de planta fresca em 100mL de álcool. Tomar 20 a 40 gotas no momento do incômodo, ou até 3 vezes ao dia.

BOLDO BAIANO

Nome Científico: Vernonia condensata
Nome Popular:
alumã, aluman, árvore do pinguço, boldo, boldo baiano, boldo japonês e cambara guaçu e assa peixe.
Família:
Asteraceae

Aspectos Agronômicos

Propaga-se por estacas ou sementes, em viveiros, com espaçamento de 4 X 5m. O solo pode ser seco, pobre em nutrientes, leve e bem drenado.

Quanto a exposição ao sol, a mesma deve ser plena, tem preferência por climas tropicais e subtropicais.

A colheita das folhas deve ser feita quando a árvore estiver cheia, na medida da necessidade, ao longo do ano. Já as raízes, podem ser colhidas em qualquer época do ano.

Parte Utilizada

Folhas e raízes.

Constituintes Químicos

Taninos
Óleo essencial
Saponinas
Flavonóides
Lactonas sesquiterpênicas
Glucosídeos esteroidais

Origem

África

Aspectos Históricos

Usado na medicina desde tempos coloniais, o assa peixe vem sendo estudado há décadas pelos pesquisadores. No ano de 2000, a Fundação Oswaldo Cruz, que testou a planta em ensaios de laboratório e em cobaias animais, comprovou os efeitos analgésico e antiinflamatório da erva, dando origem a um novo medicamento, ainda não disponível comercialmente.

Uso Fitoterápico

Tem ação

Antidiarréica, aperiente, colagoga, colerética, diurética, hepática, desintoxicante do fígado, depurativa, tônico hepático.

É indicada

Ressaca alcoólica
Bom funcionamento do fígado
Estimular a secreção biliar
Aliviar os sintomas da gripe
Diarréia
CólicasIcterícia
Abrir o apetite

Riscos

Outras espécies do gênero Vernonia não apresentaram nenhum efeito tóxico, exceto um glicosídeo cardiotônico encontrado nas raízes de uma das espécies na África. Não se aconselha o uso prolongado da planta. A mesma pode ser abortiva.

Dose Utilizada

Uso Interno

Infuso:5 folhas por litro d’água. Tomar pela manhã (para o fígado) ou após as refeições (contra diarréia).
Tintura:
(aperiente) colocar 1 colher de folhas picadas para 1 xícara de álcool neutro 70º GL, deixar macerar por 3 dias. Tomar 1 colher (chá) da tintura dissolvida em água antes das refeições.
Maceração:
5 folhas em 1 copo d’água. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (ressaca alcoólica), recomenda-se tomar antes e após a ingestão de bebidas alcoólicas.

Bibliografia

Caribé,J.;Campos,J.M.Plantas Que Ajudam o Homem.São Paulo: Pensamento,11ªedição,1999.
Martins,E.R.;Castro,D.M.;Castellani,D.C.;Dias,J.E.Plantas Medicinais.Viçosa: UFV, 2000.
Martins, E.R.; Castro, D.M.; et al. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 88.
http://www.ervasdositio.com.br
http://www.herbosia.com.br/ervas.htm
http://www.olimpianet.com.br/usuairios/idp/ervas5.html
http://www.camboriu.com.br/sites/plantas/plantas5.html
http://www.ciagri.usp.br/planmed/boldo.html
http://www.agri.com.br/p_medic/boldo_baiano.htm

Fonte: www.unilavras.edu.br

Boldo

Boldo
Boldo

Boldus boldus

Família: Monimiáceas.
Sinônimo: Árvore do Chile.
Parte Utilizada: Folhas.

Principais Constituíntes

Boldina (alcalóide), boldoglucina (glucosído), óleo essencial, constituído por uma mistura de aldeído cumínico, terpineol, eugenol, éter acético, dois hidrocarburetos terpénicos e um sequiterpeno, menteno etc., ácido do cítrico, matérias mucilaginosas, resinosas etc.

Propriedades

Eupéptico, colagogo, diurético, laxativo, estomáquico, carminativo, hipnótico.

Indicações

Inapetências, embaraços gástricos, estimulando a digestão e combatendo a atonia gastrintestinal; empregado no tratamento da icterícia; útil na litíase biliar e nas afecções do fígado e do baço. Segundo alguns autores, é aconselhado contra insônia.

Fontes

Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais, René Morgan. Editora Hemus, 1994.
O totum em Fitoterapia, Jean-Luc Sallé. Editora Robe, 1996.

Fonte: www.emedix.com.br

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