Em tempos de dólar alto, nada como prolongar a vida útil das bolas de boliche. Sem contar que sempre temos bolas que ficam bem na mão, tem balances favoráveis, etc, que gostaríamos de continuar a usar.
A 3M junto com a Brunswick lançou, há uns dois anos, uma lixa Trizact com uns suportes especiais, que refazem a superfície da bola sem tirar a eficiência. Dependendo do grão usado, a bola fica polida, com a vantagem de não usar pasta, que engordura a bola, tirando eficiência e impacto, mesmo quando tiramos o polimento.
Tenho prolongado a vida de minhas bolas com sucesso da seguinte forma:
1º) Coloco a bola em um panelão com água e detergente, aqueço no fogão sem ferver durante uma hora. É muito importante que não se retire a bola de dentro da água até esfriar totalmente, ou a bola pode rachar, devido à diferença de material do miolo e cobertura.
2º) Aplico as Trizacts desde a mais grossa (são 4 tipos) e insisto na mais fina até obter o acabamento desejado, mais ou menos polida.
por Décio Abreu (MG)
Alguns jogadores tem tido problemas quando os dedos não conseguem entrar nos furos da bola.
Os profissionais norte-americanos furam bolas especificamente para um torneio ou turno que vão jogar, mas sempre tem algumas bolas que usam em vários torneios. Considerando que jogam na Florida no inverno (quente e úmido) e viajam para outro torneio no norte na semana seguinte, com frio e clima seco, naturalmente o formato dos dedos variam.
Assim como eu, vários jogadores que jogam duas vezes por semana, é quase certo que os dedos incharão a partir do segundo ou terceiro dia de torneio, pois treino mais na semana anterior. Geralmente chego um dia antes para treinar e ainda tem mais quatro dias de torneio.
É quase Impossível não haver alteração na forma dos dedos, fora outros fatores como jogar pela manhã sem ar (atualmente, todos os boliches de shopping passam por isto), jogar pela manhã ou à noite mesmo com ar, alguns exageros nas refeições, etc.
O que fazer?
O que os "pros" e muitos outros fazem é bastante simples. Usam "plugs" um ponto acima ou abrem um pouco o furo dos "plugs" e colocam calços (pedaços de lixa, "tapes"/fitas plásticas, etc) que podem ser retirados à medida que os dedos incham.
Assim como usam o polegar mais largo e aplicam "tapes" na parte de trás do furo, que também vão sendo retirados quando necessário. Os "tapes" pretos pré-cortados são incômodos, pois ao serem retirados deixam cola. Os "pros" usam fitas isolantes que podem ser colocadas ou retiradas sem este inconveniente de ficar o polegar todo "melado" de cola. A 3M n.º 33+ m é excelente.
Envolver o polegar em um guardanapo de papel, colocá-lo no furo por alguns minutos antes do aquecimento também ajuda, principalmente pela manhã.
por Décio Abreu (MG)
Como acrescentar 10 pinos à sua média? É simples. Use esta tabela para descobrir as falhas do seu jogo e onde tem que melhorá-lo. Depois é só treinar...treinar ...treinar...
(Imprima e leve aos seus treinamentos)

"strike" é quando se derruba todos os dez
pinos na primeira bola jogada.
"double" ou "ligue" é quando se consegue dois "strikes" consecutivos.
"spare" é quando se derruba os dez pinos em duas bolas jogadas.
"splits" são figuras com pinos separados de forma que possibilitem a conversão do "spare" encaixando a bola entre os pinos. (3-10, 4-5, 9-10, 7-8, etc).
"railroads" são figuras com pinos separados por distancia maior, o que torna obrigatório o lançamento de um ou mais pinos sobre o(s) outro(s). (4-10, 6-7, 5-7, 5-10, 2-10, 2-4-10 etc)
"pocket" diz-se quanda a bola "encaixa" com precisão entre entre os pinos 1-3, quando o jogador é destro ou 1-2 quando é canhoto.
(*) Baseada em 568 jogadores, sendo 50 jogadores em
cada média
(exceto a média 210 que incluiu 18 jogadores )
("turkey" ou triplos strikes seguidos contam como 2 "doubles"
ou dois strikes seguidos)
O giro da bola provocado pelos dedos na hora do arremesso é necessário para se obter um bom ângulo de entrada nos pinos. Conforme experiências do ABC, o melhor ângulo é de 8 graus, entretanto os profissionais americanos têm se situado entre 2 e 6 graus. Uma trajetória de 6 graus atingindo o pocket 1-3 tem 43% mais chance de fazer strike que uma a 2 graus. Há quem afirme que o giro da bola provoca maior ação dos pinos, mas não existe no ABC estudo comprovando isto. Convêm ressaltar que não se deve prejudicar a consistência do estilo buscando aumentar o giro. Manter a consistência é mais importante que o aumento dos giros.
Contam-se os giros da bola entre a linha de falta e o pino 1. Os profissionais conseguem em torno de 14 giros. Para um amador 10 já é um bom número.
Alguns fabricantes estão usando núcleos de material densos (exemplo: cerâmica) para diminuir o raio de giração e assim facilitar o giro. O balanceamento e o número de camadas da bola também modificam este raio. Outro fator a influir no giro é a furação da bola. A mais favorável é a full finger, preferida pelos profissionais. Em princípio queremos mais giros para uma linha "outside" (a direita da seta 2) e menos giros para a linha "inside" (para a bola deslizar mais).
Elas permitem a obtenção de um maior ângulo de entrada. Larry Lichestein, ex-profissional que nos anos 70 abandonou o tour para consagrar-se como a maior autoridade em bolas, publica anualmente um guia de bolas com comentários e indicações. Nela vemos que enquanto as reativas atingem hook 16, as de uretano só chegam a 13. Contudo uma bola com índice 16 realça as inconsistências do lançamento. Por isso muitos amadores preferem uma bola "mais comportada", com índice menor.
O óleo que se entranha na superfície da bola deve ser extraído a cada 75 partidas. O método mais prático é coloca-la na máquina de lavar pratos, com água numa temperatura de 90 graus centígrados. ATENÇÃO: Não faça isto com as bolas de polyester, mesmo porque não são reativas.
De 6 a 12 bolas, com características diferentes adequadas a cada situação. Uma delas é para pino 10, com índice de hook menor ou igual a 3. A columbia blue dot, por exemplo, tem índice 1.
Com a saída do óleo da pista, carregado pelas bolas, fica mais difícil controlar a trajetória. A perda na ocorrência de strikes (cerca de 10%) pela diminuição do ângulo é mais que compensada com a manutenção do controle. É evidente que só se deve mover "inside" Quando diminuir o óleo nas linhas "outside". Saber quando mudar a linha é um dos pontos que separam os profissionais dos amadores.
Embora essa palavra inglesa signifique "desvantagem", por definição "handicap" é a vantagem numérica utilizada para haver equilíbrio entre jogadores de níveis diferentes, resultante de um cálculo segundo uma fórmula que varia conforme as regras do evento.
Geralmente o "handicap" é calculado da seguinte
maneira:
pega-se a média do jogador e subtrai de um valor base ( 220,00 * )
depois aplica-se um percentual sobre essa diferença
( 70% * para os homens e 80% * para as mulheres )
* esses valores e percentuais são os geralmente utilizados pelos organizadores dos eventos
Suponhamos que a média do jogador "A" seja 145,00 e do
jogador "B" seja 180,00.
No "scratch", ou seja, em condições normais sem o
"handicap", dificilmente o jogador "A" ganharia do "B".
Poderia ganhar uma ou outra partida, mas num campeonato com 24 partidas as chances do jogador "A" seriam pequenas comparadas com a média do jogador "B".
Nos eventos disputados com "handicap" as chances do jogar "A" ganhar podem ser maiores ou, pelo menos, existe mais equilíbrio, pois usando a fórmula acima teríamos:
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Jogador "A" --- a base de 220,00 menos a média de 145,00 igual a 75 Jogador "B" --- a base de 220,00 menos a média de 180,00 igual a 40 Durante uma disputa com "handicap" o jogador "A"
SOMARIA 52 |
Suponhamos que na 1.ª partida do evento o jogador "A" fez
154 pontos
e o jogador "B" fez 172 pontos. Esses são os pontos "scratch"
(sem "handicap").
Se o torneio for sem "handicap" o jogador "B " estaria melhor colocado que o jogador "A" (172 X 154).
Porém se o evento for com "handicap" o posicionamento seria diferente, pois o jogador "A" somaria o handicap de 52 aos 154 pontos que fez, resultando em 206 e o jogador "B" somaria o handicap de 28 aos 172 pontos que fez, resultando em 200.
Portanto com "handicap" o jogador "A" estaria melhor colocado que o jogador "B" (206 X 200).
Isso aconteceu porque o jogador "A" fez uma partida de 154 pontos (que é acima da sua média de145) e o jogador "B" fez uma partida de 172 pontos (abaixo da sua média de 180).
É claro que mesmo num torneio com "handicap" se TODOS os jogadores mantiverem suas médias sem grandes alterações sairão vencedores aqueles que possuirem uma média histórica superior.
Fonte: www.boliche.com.br