
Se nunca teve a sensação de estar noutro planeta, então impõe-se uma visita ao Salar de Uyuni, no Sudoeste da Bolívia. Uma imensidão de sal a perder de vista, a cerca de 3800 metros de altitude, em plena cordilheira dos Andes. É um dos mais espectaculares lugares da terra.
O Salar de Uyuni, na Bolívia, é um dos poucos lugares do mundo onde pode experimentar a incrível sensação de estar noutro planeta. Habitualmente familiarizados com grandes superfícies cobertas por água (oceanos, mares ou grandes lagos), neve (Norte da Europa e da América) e areia (desertos do Norte de África, Ásia e Austrália), é com visível surpresa que avistamos pela primeira vez este resplandecente deserto de sal, animado por uma infinidade de reflexos de luz dos cristais em directa exposição ao sol. É uma sensação estonteante.

Se, durante do dia, o Salar de Uyuni surpreende e ofusca qualquer imagem que dele possa existir na nossa imaginação é, certamente, ao cair da noite, que esta paisagem se apresenta de uma forma mais surrealista. Quando se assiste, em simultâneo, ao um pôr-do-sol, a Oeste e ao nascer a lua, a Este, o cenário escapa a qualquer descrição. De noite, com o céu completamente limpo, a esfera celeste povoa-se de estrelas, em número tão grande como nunca, em vez alguma, a vista humana pôde alcançar. A milhares de quilómetros de qualquer fonte significativa de luz artificial, o salar constitui um verdadeiro paraíso para os entusiastas de astronomia que queiram familiarizar-se com o panorama de estrelas do Hemisfério Sul. Do sol tórrido do meio-dia, a temperatura pode descer facilmente para valores abaixo de zero durante a noite.
O Salar de Uyuni estende-se a perder de vista, entrecortado aqui e ali por algumas «ilhas» de terra, que retêm o bem mais precioso para a fauna e a flora destas paragens: a água. Por momentos, os limites desta imensidão de sal confunde-se com a linha do horizonte; noutros pontos, destaca-se ao longe o recorte da cordilheira andina; e, nas suas «margens» abrigam-se as aldeias e os lugares habitados por homens e mulheres que tiram da exploração do sal o seu sustento. Às feições rústicas características dos povos andinos, esculpidas pelo clima da alta montanha e pelo trabalho, juntam uma pele mais seca e escurecida pelo sol reflectido nos cristais. Os habitantes do salar raspam o sal da superfície protegendo a boca e os lábios com lenços e os olhos com óculos escuros. É uma vida de extrema dureza, para a qual as minas constituem a única opção.
Situado em plenos Andes bolivianos, a cerca de 3800 metros de altitude, o Salar de Uyuni é um imenso deserto de sal puro com mais de 12 mil quilómetros quadrados, rodeado por vulcões há muito extintos. A espessura da camada de sal varia entre 10 centímetros e 100 metros de profundidade. No Inverno (de Outubro a Março), a precipitação chega a acumular-se à superfície inundando grande parte do salar, embora não ultrapassando um nível de 20 a 25 centímetros. É o período do ano mais perigoso para atravessá-lo de jipe, dado o perigo potencial que representam os «baixios», autênticos buracos capazes de engolir por inteiro um automóvel!
Recomenda-se, por isso, a contratação de um guia conhecedor das passagens mais seguras. Recorra ao GPS e às comunicações via rádio, as grandes concentrações locais de lítio tornam, por vezes, as bússolas ineficazes. Evite, igualmente, sair dos rodados deixados pelos veículos que sulcaram previamente a superfície do salar, apesar, de ser muitas vezes difícil resistir à tentação de evoluir livremente fora dos trilhos. A estação seca (Verão) é a mais quente, mas também, a mais favorável para realizar expedições na região, com paragens obrigatórias nas ilhas de terra povoadas por cactos que se erguem até aos 10 ou 12 metros de altura e por uma fauna própria de pequenos roedores; e na aldeia de Jirira (no outro extremo do salar, tomando como referência a vila de Uyuni), onde é possível pernoitar em casa dos habitantes (a troco de alguma gratificação).
A vila de Uyuni não tem muito para oferecer aos viajantes. Não há água canalizada e muito menos aquecida, mas revela-se um ponto de passagem absolutamente indispensável no que respeita a combustíveis. Cuidados redobrados com a qualidade do gasóleo distribuído nos confins da Bolívia, que se apresenta geralmente como uma substância espessa de cor castanha, capaz de «entupir» literalmente os injectores mais sensíveis se não for previamente filtrado. É conveniente estar munido de «jerrycans» suplementares, para evitar reabastecer o veículo com combustíveis suspeitos. Em Uyuni, as casas alinham-se ao longo de ruas largas traçadas na perpendicular. Mesmo com limitações, existe um hotel (Avenida), uma pousada (Tunupa) e duas residenciais (Sucre e Urkupiña). Numa opção mais rústica, poderá experimentar o Hotel de Sal, totalmente construído em blocos de sal no meio do salar. Além das largas pistas de terra batida (com alguma «chapa ondulada» criada pela passagem de camiões) existe, agora, uma ligação regular de comboio entre a capital da Bolívia, La Paz e Uyuni.
Bolívia (República da Bolívia - 6/8/1825)
1.098.580 km2
7,4 milhões de habitantes
La Paz (legislativa e administrativa) e Sucre (constitucional)
Boliviano
Castelhano, Quíchua e Aimará
Nenhuma obrigatória
Passaporte e seguro de viagem
GMT -5
Salar de Uyuni, no Sudoeste da Bolívia, junto à fronteira com o Chile.
Por estrada, até à vila de Uyuni. Por comboio, a partir de La Paz.
A altitude condiciona o clima na Bolívia, que apresenta regiões com grandes amplitudes térmicas. É o caso do Salar de Uyuni, tórrido de dia (acima de 30º centígrados) e gélido à noite, com temperaturas frequentemente abaixo de zero.
Em altitudes superiores a 3000 metros, a rarefacção do oxigénio no ar provoca uma diminuição da resistência ao esforço, enjoo, vómitos e dor de cabeça, de acordo com a sensibilidade de cada pessoa. Recomenda-se um período de aclimatação nos dois ou três primeiros dias de permanência na Bolívia, antes de iniciar a viagem para o Salar de Uyuni (situado a 3800 metros de altitude). Aspirina e chá de folhas de coca revelam-se geralmente suficientes para superar o «mal de altitude».
Malas de viagem com fechos e sacos maleáveis para o percurso em 4X4; vestuário desportivo de cores claras; agasalhos para a noite; botas de «trekking» ou «randonnée»; chapéu; óculos de sol; cantil; canivete suíço; lanterna; bolsa de primeiros socorros; protector solar; binóculos; telescópio (para observar as estrelas); máquina fotográfica; câmara de vídeo; GPS; rádio para comunicações (recomendado); «jerrycans» de combustível e água potável.
Não fume ou apague cuidadosamente todos os cigarros.
Não faça lume e não danifique a frágil flora nas «ilhas» existentes no centro do Salar de Uyuni. Transporte todo o lixo até encontrar um recipiente apropriado.
Fonte: www.janelanaweb.com
O Salar de Uyuni é a maior planície salgada do mundo. Está localizado no Departamento de Potosí, no sudoeste da Bolívia, no altiplano andino, a 3.650m de altitude.
Cerca de 40.000 anos atrás, a área era parte do Lago Michin, um gigantesco lago pré-histórico. Quando o lago secou, deixou como remanescentes os atuais lagos Poopó e Uru Uru, e dois grandes desertos salgados, Coipasa (o menor) e o extenso Uyuni.
O Salar de Uyuni tem aproximadamente 12.000km² de área, ou seja, é maior que o lago Titicaca, situado na fronteira entre o Peru e a Bolívia e que apresenta aproximadamente 8.300km².
Estima-se que o Salar de Uyuni contenha 10 bilhões de toneladas de sal, das quais menos de 25.000 são extraídas anualmente. Além da extração de sal, o salar também é um importante destino turístico. Seus principais pontos de visitação são o hotel de sal, desativado, e a Ilha do Pescado, com suas formações de recife e os cactos de até 10 metros de altura.
No início de novembro, quando começa o verão, é lar de três espécies sul-americanas de flamingos: o chileno, o andino e o flamingo de James. Os flamingos aparecem no verão pois é quando se inicia o período de chuvas e também quando acontece o descongelamento das geleiras nos Andes que deixa o salar coberto de água, tornando-o um imenso lago com profundidade média de 30cm. Nesse período, ele parece um enorme espelho que se confunde no horizonte com o céu.
Assim os passeios ficam restritos a algumas áreas. Entretanto, entre abril e novembro todo o salar fica acessível, pois torna-se um imenso deserto seco com uma paisagem ainda mais exótica.
O salar é composto por aproximadamente 11 camadas com espessuras que variam entre 2 e 10 metros, sendo a mais externa de 10 metros. A profundidade total é estimada em 10km e é composta de uma mistura de salmoura e barro lacustre. O salar é também uma das maiores reservas de lítio do mundo, além de conter importantes quantidades de potássio, boro e magnésio
A Cidade de Uyuni foi fundada em 1889 pelo presidente boliviano Aniceto Arce. Por muito tempo antes disso, nenhum ser humano ousou ocupar as áridas terras do sudoeste boliviano. Somente na metade do século 15, os incas teriam tentado colonizar a região, mas o terreno inóspito e o clima ruim, aliados aos ataques de ferozes grupos de índios araucanos, que viram seu território ao norte do Chile sob ameaça, fizeram com que apenas fixassem a fronteira sul do seu império por ali e voltassem para Cusco.
A maioria da população de Uyuni, hoje, trabalha para o governo boliviano em postos de saúde ou do Exército, em minas ou em projetos geotérmicos, sendo que o turismo está ganhando cada vez mais importância para a sobrevivência da cidade, com várias pequenas agências de viagem organizando excursões pelas redondezas e uma hotelaria em desenvolvimento, ainda que básica.
Ruas de terra, largas e de pouco movimento, sofrendo com a ação do vento, frio ou sol, dão a Uyuni uma aparência de povoado perdido no meio do nada - ou, no caso, do deserto. Com 11 mil habitantes e pouco mais de 1 Km de raio, dista 220 Km de Potosí por íngremes estradas de terra. A cidade acampa um quartel do Exército e abriga um cemitério de trens, mas é a proximidade com o fantástico Salar de Uyuni e a belíssima região da província de Sud Upez que a põe no mapa, atraindo viajantes de todo o mundo.
A avenida principal, Potosí, concentra a maior parte do comércio, inclusive o Mercado Municipal, motivo pelo qual também é conhecida como Av. dei Mercado. Perpendicular a ela fica a Av. Arce, que parte da estação ferroviária e cruza a Plaza Arce, a praça principal, até a torre do relógio, já na esquina da Arce com a Potosí, A igreja fica em frente à torre, do outro lado da Av. Potosí, e ambas são bons referenciais, justamente no cruzamento das duas principais avenidas da cidade.
Salar de Uyuni, - a 20 Km da cidade de Uyuni, é o maior da Terra, com uma área plana de 12 mil KM2, a 3.600m de altitude, recheada de puro sal. No inverno, de maio a novembro, pode-se rodar por mais de 100 Km em linha reta, deslizando em uma verdadeira mesa, plana, toda branca de sal.
A tensão provocada pelas mudanças de temperatura desta crosta produz formas hexagonais no solo, como se fossem ladrilhos enormes. Nesses meses em que está seco e ensolarado, o contraste do branco salar com o azul celestial é fascinante - e óculos escuros é essencial. Aos que viajam no período em que está alagado, a experiência pode ser ainda mais impressionante. No verão, de dezembro a abril, as águas escorrem pelos Andes e formam um lago de 5 a 50 cm de altura sobre o chão de sal.
Nesses momentos tudo o que está no céu, até a linha do horizonte, é refletido - das montanhas que emolduram o cenário, aos veículos 4x4 que desbravam o local, formando um absurdo e espetacular espelho gigante. Tudo parece flutuar, especialmente as ilhas observadas ao longe.
Mas se estiver chovendo muito (mais comum em dezembro e janeiro) o passeio pode não rolar. 0 ideal é quando há apenas um pouco de água mas já com sol (abril e maio, apesar do clima estar mudando constantemente). Não hesite em tirar os sapatos e caminhar por esta rara paisagem sul-americana.
Hotel de Sal - Paredes, piso, teto, até as camas - todo o hotel foi construido com puros blocos de sal. Na entrada, uma pequena praia de areia branquinha que parece sal. E é mesmo. Mesinhas de sal com cadeirinhas de sal ali dispostas para relaxar e tomar uma cerveja. Esta, sem sal. Chamado Hotel de Sal Playa Bianca, fica dentro do Salar de Uyuni a cerca de 30 minutos de Colchani, e tem cinco quartos básicos com banheiros compartilhados. -Sobre as camas, uma colcha de pele de lhama completa o clima.
Ilha del Pescado - Mais adiante, seguindo a oeste e quase no meio do Salar, encontra-se a Islã de] Pescado, um ecossistema fechado onde nascem cactus gigantes e vivem pequenos animais. Você Pode fazer caminhadas pelas trilhas da ilha e curtir uma praia de mar de sal. Na época de chuvas, quando o salar pode ficar alagado, muitos tours não vêm até aqui, chegando somente até o Hotel de Sal.
Sud Lipez - Rumando ao sul e deixando o Salar para irás, entra-se numa grande extensão de areia dourada, cercada de distantes montanhas, na região de Sud Lipez. A forte presença de sulfur (enxofre) nessas montanhas produz um efeito degradê de cores, da terra ao mostarda, como se pintadas em pastei a óleo.
É o Desierto de Siloli. Cruzá-lo é encantar-se com a vastidão de areia e as belezas das rochas esculpidas pelo vento, como a Ãrbol de Piedra, ou árvore de pedra, um monumento imperdível para parar, apreciar e fotografar.
Logo a seguir, chega-se a uma impressionante lagoa de águas vermelhas que parece um caldeirão de ácido, a Laguna Colorada. A profundidade é pouca, no máximo 80cm, e a cor varia durante o dia, devido aos pigmentos das algas locais. A Laguna abriga colônias de milhares de fiamingos das espécies Chilena, Andina e James, esta última bastante rara, em uma concentração enorme observada de uma margem à outra, sempre em bandos. Em algumas partes, como nas proximidades do acampamento existente no local, grandes placas de gesso, bórax e sal formam estruturas parecidas com icebergs. Você pode caminhar por eles para mais uma vez ter a sensação de estar em outro mundo.
0 percurso continua rumo ao sul, passando pelo Sol de Mafiana, uma área de gêiseres, gases quentes que brotam do solo, expelindo fumaça na direção do céu. Mais abaixo, no pé do Cerro Polques, você pode parar para tomar um banho nas Termas de Chalviri, cuja temperatura das águas. alcança os 30'C. Prosseguindo, uma nova entrada por desertos, vendo pedras gigantescas espalhadas pela areia, como se jogadas por um gigante, as Rocas de Dalí.
Os nativos gostam de contar que o pintor catalão Salvador Dali inspirou-se nessa paisagem, e assim batizaram o local com seu nome.
Já quase chegando no Chile, ao pé do Vulcão Licancabur," estende-se a Laguna Verde, a 4.400m de altitude, que fica de cor esmeralda quando o vento da manhã começa a soprar. Ligada a ela está a Laguna Bianca que muda de cor, entre azul claro e branco, também de acordo com o vento. Com equipamento e disposição adequados, pode-se subir o Licancabur, com seus 5.868m, para encontrar uma lagoa também verde em sua cratera.
Lá, antigos povos atacamenhos faziam oferendas aos deuses. Ambas as lagunas têm águas tão geladas que chegam a inacreditáveis -20oC, sem congelar. Isso ocorre devido ao vento incessante na superfície e à presença de minerais pesados na sua composição, como enxofre e carbonato de cálcio. Nas margens da Laguna Bianca existe um acampamento que vende água e biscoitos e cobra US$3 por pessoa para quartos de três beliches. É básico, muito frio, não tem ducha e os banheiros ficam do lado de fora. Você pode cozinhar no fogão à lenha, o que é uma ótima pedida para se esquentar, caso pretenda passar a noite. Este local é o ponto de troca ~e veículos de quem vai pro Chile .
Fonte: www.viagensmaneiras.com