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Bomba Atômica

 

Bomba Atômica
Bomba Atômica

A bomba atômica é uma aplicação bélica da fissão nuclear que utiliza a imensa quantidade de energia e radiação liberadas numa reação de fissão em cadeia para causar destruição.

Podemos descrever esta ação por etapas:

1-) O início da explosão de uma bomba atômica corresponde ao início da reação em cadeia que ocorre em pleno ar. Ao ser detonada atinge temperaturas da ordem de milhões de graus Celsius.
2-)
Após 10/4 segundos, a massa gasosa em que se transformou a bomba emite elevadas quantidades de raio X e raios ultravioletas, podendo destruir a retina e cegar pessoas que olharem diretamente.
3-)
Entre 10/4 e 6 segundos, a radiação já foi totalmente absorvida pelo ar ao redor, que se transforma numa enorme bola de fogo cuja expansão provoca a destruição de todos os materiais inflamáveis num raio médio de 1 km, assim como queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus.
4-)
Após 6 segundos, a esfera de fogo atinge o solo iniciando uma onda de choques e devastação que se propaga através de um deslocamento de ar comparável a um furacão com ventos de 200 a 400 km/h.
5-)
Após 2 minutos a esfera de fogo já se transformou completamente num cogumelo que atinge a estratosfera. As partículas radioativas se espalham pela atmosfera levadas pelos ventos fortes e acabam se precipitando em diversos pontos da Terra durante muitos anos.

Fissão nuclear

A palavra fissão significa partição, quebra, divisão. Fissão nuclear é a quebra de um núcleo atômico pesado e instável através de bombardeamento desse núcleo com nêutrons moderados, originando dois núcleos atômicos médios, mais 2 ou 3 nêutrons e uma quantidade de energia enorme.

Enrico Fermi, em 1934, bombardeando núcleos com nêutrons de velocidade moderada, observou que os núcleos bombardeados capturavam os nêutrons. Pouco tempo depois, após o bombardeamento de urânio com nêutrons moderados, a equipe do cientista alemão Otto Hahn constatou a presença de átomos de bário, vindo a concluir que, após o bombardeio, núcleos instáveis de urânio, partiam-se praticamente ao meio. Como os nêutrons não possuem carga elétrica, não sofrem desvio de sua trajetória, devido ao campo elétromagnético do átomo. Estando muito acelerado, atravessariam completamente o átomo; estando a uma velocidade muito lenta, seriam rebatidos; mas com velocidade moderada, ficam retidos, e o novo núcleo formado, instável, sofre desintegração posterior com emissão de partículas beta. Somente alguns átomos são capazes de sofrer fissão, entre eles o urânio-235 e o plutônio.

A enorme quantidade de energia produzida numa fissão nuclear provém da transformação da matéria em energia. Na fissão nuclear há uma significativa perda de massa, isto é, a massa dos produtos é menor que a massa dos reagentes.

Tal possibilidade está expressa na famosa equação de Einstein: E=mc2, onde E é energia, m massa e c a velocidade da luz no vácuo. No processo de fissão, cerca de 87,5% da energia liberada aparece na forma de energia cinética dos produtos da fissão e cerca de 12,5% como energia elétromagnética.

Reação em Cadeia e Massa Crítica Esse bombardeamento do núcleo de um átomo com um nêutron causa a fissão do núcleo desse átomo e a liberação de 2 ou 3 novos nêutrons. Esse nêutrons podem provocar a fissão de 2 ou 3 átomos que irão liberar outros nêutrons.

A reação em cadeia só ocorre acima de determinada massa de urânio. A mesma ocorre com velocidade máxima quando a amostra do material físsil é grande suficiente para a maioria dos nêutrons emitidos ser capturada por outros núcleos. Portanto, a reação em cadeia se mantém, se a massa do material é superior a um certo valor característico chamado massa crítica. Para o urânio-235 a massa crítica é de aproximadamente 3,25 kg.

Alguns elementos químicos, como o boro, na forma de ácido bórico ou de metal, e o cádmio, em barras metálicas, têm a propriedade de absorver nêutrons, porque seus núcleos podem conter ainda um número de nêutrons superior ao existente em seu estado natural, resultando na formação de isótopos de boro e de cádmio.

A primeira bomba atômica

Em 1939, Einstein informou ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, que talvez fosse possível construir uma bomba atômica.

1945. Nesse ano, um homem genial inventava uma bomba capaz de destruir toda a vida no planeta.

No início da década de 40, um grupo de cientistas foi ao Novo México para tentar detonar uma bomba atômica, antes de que os alemães construíssem a sua. Muitos cientistas, tentando escapar do nazismo e do fascismo, encontraram abrigo nos Estados Unidos, onde continuaram suas pesquisas. Enrico Fermi era um deles. Em 1942, foi o primeiro físico a produzir uma reação atômica em cadeia, sob controle, comprovando assim a teoria de Einstein. O experimento secreto aconteceu em Chicago.

Na Alemanha, uma experiência semelhante havia fracassado. Em silêncio, os americanos continuaram as pesquisas em Los Alamos, Novo México.

A pergunta que os cientistas precisavam responder era a seguinte: uma reação em cadeia, não controlada, poderia ser usada para fazer uma bomba?

Havia quem temesse que a bomba faria explodir todo o planeta. Ao mesmo tempo, os americanos anteviam a possibilidade de usar a bomba contra o Japão, forçando, assim, o fim da guerra.

Em julho de 1945, dois aparelhos foram levados, secretamente, até o deserto do Novo México. Os americanos estavam ansiosos para testar a nova invenção. A explosão foi tão poderosa que chegou a ser vista de três estados americanos.

Havia começado a era nuclear.

Bombas no Japão

Alguns meses antes de cair sobre Hiroxima a bomba atômica, muitos líderes japoneses já sabiam que haviam perdido a guerra. Procuraram conseguir que a Rússia - então neutra - os ajudasse a ter entendimentos para a paz com os Estados Unidos. A Rússia sabotou esses esforços e, por motivos do seu próprio interesse, fez deliberadamente prolongar-se a guerra. Quando o Almirante Kantaro Suzuki se tornou Primeiro-Ministro, em abril de 1.945, pediu ao seu chefe de secretaria que lhe levasse um levantamento completo do potencial de guerra japonês. O resultado foi constrangedor. O Japão estava estropiado, sem remédio. A produção de aço caíra a 100.000 toneladas por mês. Menos de 700 aviões eram produzidos mensalmente; de setembro de 1.945 em diante não haveria produção de qualquer espécie por falta de alumínio. As rotas de navegação tinham sido cortadas pelos submarinos americanos e dentro em pouco não chegariam mais alimentos ao Japão.

Os bombardeios se haviam tornado insuportáveis. Se continuassem, no fim daquele ano não restariam mais casas em nenhuma cidade de mais de 25.000 habitantes. "Os únicos navios de guerra grandes com que ainda contava a nossa marinha", disse Sakomizu, "estavam escondidos em portos secretos, camuflados com árvores.

Os aviadores jogavam volantes nos quais se liam: "As suas florestas estão secando. Por que não tratam de renová-las ? Podemos ver tudo". O próprio Togo, Ministro do Exterior, não sabia dessas coisas exatamente, pois os militares as escondiam dele. "Quando o Primeiro-Ministro Suzuki tomou conhecimento desses tristes fatos, disse: ‘Temos de acabar a guerra na primeira oportunidade’. Isso aconteceu em fins de abril de 1.945." Suzuki promoveu uma reunião do Supremo Conselho de Guerra, o qual constava dele, do Ministro do Exterior, do Ministro da Guerra, do Ministro da Marinha, do Chefe do Estado-Maior da Marinha e do Chefe do Estado-Maior do Exército - seis pessoas ao todo. Sakomizu serviu como secretário nesse conselho.

O Primeiro-Ministro leu ao conselho o calamitoso relatório e disse: "Devemos acabar a guerra o mais depressa possível" Os componentes do conselho concordaram em princípio.

Mas Anami, Ministro da Guerra disse: "Devemos esperar um pouco, pois dentro em breve as tropas imperiais expulsarão o Exército Americano de Okinawa até o mar. Poderemos então entrar em negociações de paz em posição mais vantajosa". Era uma atitude típica dos militares. Até o fim o exército afirmou, por um lado, que havia probabilidade de vitória e, pelo outro, reconheceu virtualmente a impossibilidade de continuar a luta, Suzuki, que era versado em letras clássicas, disse a Anami: "Faz-me lembrar o mercador da lenda chinesa que oferecia à venda um escudo que não podia ser penetrado por nenhuma arma e uma lança capaz de perfurar qualquer escudo".

No dia 3 de junho de 1.945, enquanto se travava a decisiva batalha de Okinawa, Suzuki pediu ao ex-Primeiro-Ministro Hirota que conversasse secretamente com o embaixador russo em Tóquio a fim de pedir a mediação russa para a paz. Constitui uma das ironias da História o fato de que o embaixador russo, que iria arrastar aos pés através de todas essas manobras frustradas de paz, não fosse outro senão Jakob Malik, que depois se tornaria tão conhecido como obstrucionista nas Nações Unidas. Hirota concordou em falar com Malik, mas, segundo Sakomizu, tinha receio de que a política secreta do Japão descobrisse os seus desígnios e o prendesse como traidor. Para livrar-se de vigilância, mudou-se para Hakone, uma estância de águas termais perto de Tóquio, e alugou uma casa vizinha à de Malik, a fim de poder visitá-lo secretamente pelos fundos. Até então os jornais russos tinham falado apenas de vitórias americanas e reveses japoneses.

Nessa ocasião começaram a dizer que as forças americanas poderiam ser vencidas e expulsas de Okinawa. Isso deu a Hirota a esperança de que a Rússia concordasse em servir de mediadora.

Mas, na sua terceira visita a Malik, o russo perguntou de repente: "Se a Rússia aceitar a mediação, que fará o Japão pela Rússia ?" Isso ocorreu a 24 de junho, três dias depois de haverem os japoneses perdido Okinawa. "Okinawa", disse Sakomizu, "foi um golpe mortal. Pela primeira vez a Rússia se via em condições de exigir corretagem". O imperador não era posto ao corrente, pelos militares, do andamento da guerra, mas quando Okinawa caiu nem os militares conseguiram ocultar ou atenuar o presságio fatal da catástrofe. Foi então que o Imperador determinou que o Supremo Conselho de Guerra se reunisse na sua presença e lhe fizesse uma exposição fiel da situação. Depois de cada qual dos ministros e dos chefes militares haver falado, o Imperador disse que o governo e os militares deviam elaborar algum plano para acabar prontamente com a guerra. "Isso é da maior importância porque agora o Imperador disse o que todos queriam dizer, mas hesitavam em sugerir", disse Suzuki e com toda razão, pois até a polícia militar estava prendendo a quem falasse em paz. "Depois que o Imperador falou", disse Sakomizu, "o Supremo Conselho de Guerra deliberou pôr termo a guerra.

Discutiram-se quatro meios de efetuar as tentativas de paz:

1) Falar diretamente aos Estados Unidos
2)
Pedir a mediação da Rússia
3)
Enviar uma mensagem Imperial ao Rei da Inglaterra, invocando os velhos usos da diplomacia entre as cortes
4)
Pedir a Ching Kai-Shek que iniciasse as negociações.

O Ministro do Exterior Togo queria o primeiro alvitre, mas todos os outros ministros hesitaram porque os Estados Unidos nessa época exigiam a rendição incondicional, o que significaria a perda do nosso Imperador e da nossa pátria. Depois de longas discussões a respeito de todos os meios propostos, resolveu-se oficialmente pedir a mediação da Rússia". A única pessoa ainda viva das que figuravam no Supremo Conselho de Guerra, o Almirante Soemu Toyoda, disse que o Imperador queria que o Príncipe Konoye fôsse mandado imediatamente a Moscou como enviado extraordinário. Enquanto isso, pela quarta e última vez, a 29 de junho de 1.945, Hirota visitou Jakob Malik na embaixada soviética em Tóquio. Ao fim de muita insistência, Malik prometeu transmitir a Moscou a mensagem de Hirota, mas, segundo diz Sakomizu, "por um correio regular de trem, arrastando-se como uma lesma através da Sibéria". Hirota esperou impacientemente durante alguns dias. Depois pediu outra audiência a Malik, mas este se escusou, dizendo que não se sentia bem. Enquanto isso acontecia em Tóquio, Sato, embaixador japonês em Moscou, foi falar duas vezes com Molotov a respeito das conversações entre Hirota e Malik. Segundo comunicou, Molotov se mostrava completamente indiferente.

A 12 de julho, o Imperador mandou chamar o Príncipe Konoye e lhe confiou pessoalmente uma mensagem para ir como Enviado Especial a Moscou pedir a mediação da Rússia para a paz.

No mesmo dia, o Ministro do Exterior Togo passou ao Embaixador Sato o seguinte telegrama urgente: "Sua Majestade extremamente ansioso terminar guerra mais depressa possível".

Isso foi comunicado ao Vice-Comissário do Exterior Rosovsky, que disse a Sato: "Molotov não pode recebê-lo agora porque está ocupado com os preparativos da viagem a Potsdam com o Marechal Stalin. "A 16 julho", diz Sakomizu, "Sato procurou novamente Rosovsky e solicitou com empenho que o governo russo nos desse uma resposta antes da partida de Stalin e Molotov para Potsdam.

Mas Rosovsky disse: ‘As propostas japonesa são muito vagas e difíceis de compreender. É preciso esperar que Stalin e Molotov voltem a Moscou’".

A 21 de julho, quatro dias depois de iniciada a Conferência de Potsdam, Sato recebeu novas instruções pelo seguinte telegrama: "Enviado especial mandado Moscou em obediência solicitação Imperador para pedir bons ofícios governo sentido obter condições paz diferentes rendição incondicional". Por alguma estranha razão, afirma Sakomizu, esse telegrama chego com atraso às mãos de Sato e este nada pode fazer antes de 25 de julho.

No dia seguinte foi divulgada a Declaração de Potsdam. "Ficamos animados", disse Salomizu, "ao vermos, depois de cuidadoso exame, que a declaração não falava de rendição incondicional para a nação, mas de ‘rendição incondicional de toda as forças armadas japonesas’.

O Ministro do Exterior Togo disse: ‘É melhor aceitarmos isso logo’.

Mas o Primeiro-Ministro Suzuki replicou: ‘Ainda não. Podemos agora entrar em negociações. Vamos esperar alguma resposta do governo russo aos muitos pedidos que fizemos para que nos servisse de mediador’". A 30 de julho Sato esteve de novo com Rosovsky, sem resultado. No dia 2 de agosto recebeu mais uma vez instruções para lembrar a Rosovsky a grande urgência necessária.

Assim fez ele, mas responderam-lhe: "Não haverá resposta enquanto Stalin e Molotov não voltarem a Moscou". Stalin e Molotov voltaram a Moscou no dia 5 de agosto. "Ficamos então à espera de resposta da Rússia", disse Sakomizu. "Esperávamos ansiosamente, ‘com os pescoços esticados como o de uma cegonha’, conforme diz um provérbio japonês". No dia seguinte foi lançada a bomba atômica em Hiroxima.

Eram 8h66min8s do dia 6 de agosto de 1945. A interrogação foi a primeira reação de um dos tripulantes do Elona Gay, após presenciar a devastação produzida pela primeira bomba atômica jogada sobre uma cidade povoada.

Elona Gay foi o nome dado ao avião norte-americano B-29 pelo seu comandante em homenagem à própria mãe. A cidade era Hiroxima, no Japão, que desapareceu em baixo de uma nuvem em forma de cogumelo. As notícias sobre a cidade eram desencontradas, e ninguém sabia exatamente o que ocorrera. No dia 9 outra bomba atômica foi lançada sobre a cidade de Nagasaki. Os norte-americanos haviam treinado durante meses uma esquadrilha de B-29 para um ataque especial. Nos aviões, quase ninguém sabia o que transportava.

Morreram cerca de 100 mil pessoas em Hiroxima e 80 mil em Nagasaki. As vítimas eram civis, cidadãos comuns, já que nenhuma das duas cidades era alvo militar muito importante. O cenário histórico dessa tragédia que permanece até hoje na memória de milhares de japoneses era a guerra no Pacífico, entre Japão e Estados Unidos no contexto do término da Segunda Guerra Mundial.

Fonte: www.feranet21.com.br

Bomba Atômica

Uma bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso - uma única bomba é capaz de destruir uma cidade inteira.

Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, pelos Estados Unidos contra o Japão nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia e o Paquistão. Por sua vez, considera-se que Israel já tenha bombas atômicas, embora este se negue a divulgar se as possui ou não.

 

Tipos de armas nucleares

Bomba Atômica
Acelerador de partículas fabricado
pela Philips-Eindhovenem 1937
para a pesquisa e desenvolvimento de Bombas A

As bombas atômicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de liberação de sua energia.

Esta classificação, porém, esconde o fato de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogênio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.

Bombas de fissão nuclear

São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atômicos do urânio ou plutônio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por nêutrons. Ao bombardear-se um núcleo se produzem mais nêutrons, que bombardeiam outros nêutrons, gerando uma reação em cadeia. Estas são as historicamente chamadas "Bombas-A", apesar de este nome não ser preciso pelo fato de que a chamada fusão nuclear também é tão atômica quanto a fissão.

Bombas de fusão nuclear

Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogénio e hélio se combinam formando elementos mais pesados e liberam neste processo enormes quantidades de energia. Bombas que utilizam a fusão são também chamadas bombas-H, bombas de hidrogênio ou bombas termo-nucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que sua reação em cadeia ocorra.

Bomba Atômica
A nuvem, em forma de cogumelo, deixada
pela bomba atômica que explodiu em Nagasaki,
Japão, em 6 de Agosto de 1945 atingiu 18 km de altura

Bombas "sujas"

Bomba suja é um termo hoje empregado para uma arma radioativa, uma bomba não-nuclear que dispersa material radioativo que fica armazenado em seu interior. Quando explode, a dispersão de material radioativo causa contaminação nuclear, e doenças semelhantes às que ocorrem quando uma pessoa é contaminada pela radiação de uma bomba atômica. As bombas sujas podem deixar uma área inabitável por décadas.

Um exemplo prático do que pode acontecer no caso de um lançamento de uma bomba suja, foi o acidente radioativo de Goiânia, Goiás, Brasil, onde foi desmontado um equipamento médico contendo 19,26 g de Cloreto de Césio-137 (CsCl). Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) "112.800 pessoas foram contaminadas externamente, destas 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa vindo a desenvolver sintomas, destas 49 foram internadas, sendo que 21, em estado grave, precisaram sofrer tratamento intensivo, destas quatro não resistiram e acabaram morrendo."

Ainda, segundo o comunicado, "As 19,26 gramas de Césio-137 produziram treze mil e quatrocentos Kg de lixo atômico', este material necessitou ser acondicionado em 14 contêineres (contentores) fechados hermeticamente, dentro destes, estão 1.200 caixas, e 2.900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente por 180 anos.

Daí se vê o perigo de uma bomba suja, que pode conter toneladas de material radioativo.

Bombas de nêutrons (neutrões)

Uma última variante da bomba atômica é a chamada bomba de nêutrons, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os nêutrons gerados na reação de fusão intencionamente não são absorvidos pelo interior da bomba, mas se permite que escapem. As emanações de raios-X e de nêutrons (neutrões) de alta energia são seu principal mecanismo destrutivo. Os nêutrons são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de proteção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles.

Efeitos

Os efeitos predominantes de uma bomba atômica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de liberar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona diretamente com o processo de liberação de energia da reação nuclear, porém estaria presente em qualquer explosão convencional de idêntica magnitude.

O dano produzido pelas três formas iniciais de energia liberada difere de acordo com o tamanho da arma.

Fonte: www.geocities.com

Bomba Atômica

História da Bomba Atômica e O Projeto Manhattan

Meu Deus, o que fizemos "- Robert Lewis co-piloto do Enola Gay

Em 2 de agosto de 1939, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, Albert Einstein escreveu ao então presidente Franklin D. Roosevelt. Einstein e vários outros cientistas disse Roosevelt dos esforços na Alemanha nazista para purificar o urânio-235, o que poderia ser usado para construir uma bomba atômica. Foi logo depois disso que o governo dos Estados Unidos começou a empresa séria conhecido então apenas como "O Projeto Manhattan." Simplificando, o Projeto Manhattan foi o compromisso de acelerar a investigação que iria produzir uma bomba atômica viável.

Fazendo urânio enriquecido

A questão mais complicada de ser abordada na tomada de uma bomba atômica foi a produção de grandes quantidades de urânio "enriquecido" para sustentar uma reação em cadeia. Na época, o urânio-235 foi muito difícil de extrair. De fato, a razão de conversão do urânio em urânio metálico é de 500:1. Para agravar esta, a única parte do urânio que é finalmente refinado do minério é superior a 99% de urânio-238, que é praticamente inútil para uma bomba atômica. Para tornar a tarefa ainda mais difícil, o U-235 útil e quase inútil U-238 são isótopos, quase idênticos em sua composição química. Nenhum método de extração química comum poderia separá-los; apenas métodos mecânicos poderia funcionar.

Um enorme enriquecimento laboratório / planta foi construída em Oak Ridge, Tennessee. Harold Urey e seus colegas na Universidade de Columbia desenvolveu um sistema de extração que trabalhou no princípio da difusão gasosa, e Ernest Lawrence (inventor da Cyclotron) da Universidade da Califórnia, em Berkeley implementado um processo que envolve a separação magnética dos dois isótopos.

Em seguida, uma centrífuga de gás foi utilizada para separar ainda mais o isqueiro de U-235 a partir da mais pesados, não cindível L-238. Depois de todos estes procedimentos tinham sido concluídos, tudo o que precisava ser feito era colocar à prova todo o conceito por trás de fissão atômica ("dividir o átomo ", em termos leigos).

Robert Oppenheimer - Projeto Manhattan

Ao longo de seis anos, 1939-1945, mais de US $ 2 bilhões foram gastos durante a história do Projeto Manhattan. As fórmulas para urânio refino e montar uma bomba atômica de trabalho foram criados e visto para os seus fins lógicos por algumas das mentes mais brilhantes do nosso tempo. Dentre as pessoas que liberou o poder do átomo era Robert Oppenheimer , que supervisionou o projeto, desde a concepção até a conclusão.

Testando o Gadget aka bomba atômica

Finalmente, chegou o dia em tudo em Los Alamos iria descobrir se "The Gadget" (código-nomeado como tal durante o seu desenvolvimento) foi vai ser o fracasso colossal do século ou talvez um fim à guerra. Tudo se resumia a uma fatídica manhã em pleno verão de 1945.

Às 05:29:45 (Montanha do tempo de guerra) em 16 de julho de 1945, em uma chama branca que se estendia desde a bacia das Montanhas Jemez no norte do Novo México para o céu ainda escuro, "The Gadget" inaugurou a Era Atômica . A luz da explosão , em seguida, virou-se de laranja como a bola de fogo atômico começaram a atirar para cima a 360 metros por segundo, vermelhidão e pulsante como ele esfriou. A nuvem de cogumelo característica de vapor radioativo materializou a 30.000 pés. Sob a nuvem, tudo o que restava do solo no local da explosão eram fragmentos de vidro jade verde radioativo criado pelo calor da reação.

A luz brilhante da detonação perfurou o céu de manhã cedo com tal intensidade que os moradores de uma comunidade vizinha distante poderia jurar que o sol apareceu duas vezes naquele dia. Ainda mais surpreendente é que uma garota cega viu o flash de 120 milhas de distância.

Ao testemunhar a explosão, seus criadores tiveram reações mistas. Isidor Rabi sentiram que o equilíbrio na natureza ficou abalada como se a humanidade tornou-se uma ameaça para o mundo que habitavam. Robert Oppenheimer, embora entusiasmado com o sucesso do projeto, citou um fragmento lembrei do Bhagavad Gita. "Eu me tornei a Morte", ele disse, "o destruidor de mundos." Ken Bainbridge, diretor de teste, disse Oppenheimer, "Agora somos todos filhos da puta."

Depois de ver os resultados diversos participantes assinaram petições contra perdendo o monstro que havia criado, mas seus protestos caíram em ouvidos surdos. A Jornada del Muerto do Novo México não seria o último local no planeta Terra para experimentar uma explosão atômica.

Pessoal chave - Projeto Manhattan

Os cientistas que inventaram a bomba atômica no âmbito do Projeto Manhattan: Robert Oppenheimer , David Bohm , Leo Szilard , Eugene Wigner, Otto Frisch, Rudolf Peierls, Felix Bloch, Niels Bohr , Emilio Segre, James Franck, Enrico Fermi , Klaus Fuchs e Edward Teller . Veja uma cópia da carta Einstein escreveu Roosevelt que levou o Projeto Manhattan.

A detonação da bomba atômica em Hiroshima

Bomba Atômica
Explosão atômica

Como muitos sabem, a bomba atômica foi usada apenas duas vezes na guerra. A primeira foi em Hiroshima. A bomba de urânio apelidado de " Little Boy "(apesar pesando mais de quatro toneladas e meia) foi lançada sobre Hiroshima 06 de agosto de 1945. A Ponte Aioi, uma das 81 pontes que ligam o delta de sete braços do rio Ota, foi o alvo; ground zero foi fixado em 1.980 pés. Às 0815 horas, a bomba foi lançada do Enola Gay . Ele perdeu por apenas 800 pés. Às 0816 horas, em um instante, 66.000 pessoas foram mortas e 69.000 feridas por uma explosão atômica de 10 quilotons.

A área de vaporização totais da explosão da bomba atômica medido uma meia milha de diâmetro; destruição total de uma milha de diâmetro; dano grave explosão até dois quilômetros de diâmetro. Dentro de um diâmetro de duas milhas e meia, tudo inflamável queimado. A área restante da zona da explosão estava cheio de chamas graves que se estendiam até a borda final em um pouco mais de três quilômetros de diâmetro.

Nagasaki

Em 9 de agosto de 1945, Nagasaki caiu para o mesmo tratamento. Desta vez, uma bomba de plutônio apelidado de " Fat Man "caiu sobre a cidade. Apesar de "Fat Man" errou o alvo por mais de um quilômetro e meio, ainda empatou quase metade da cidade. Em uma fração de segundo, a população de Nagasaki caiu de 422.000 para 383.000. Mais de 25.000 pessoas ficaram feridas.

Japão ofereceu a entregar em 10 de agosto de 1945.

NOTA: Os físicos que estudaram estas duas explosões atômicas estimam que as bombas utilizadas apenas 1/10th de 1 por cento das suas respectivas capacidades de explosivos.

Subprodutos da bomba atômica de detonações

Enquanto a explosão de uma bomba atômica é mortal o suficiente, sua capacidade destrutiva não pára por aí. Conseqüências da bomba atômica cria um outro perigo também. A chuva que segue qualquer detonação atômica é carregado de partículas radioativas, e muitos sobreviventes das explosões de Hiroshima e Nagasaki sucumbiu ao envenenamento por radiação.

A detonação da bomba atômica também tem a surpresa letal escondido de afetar as futuras gerações de pessoas que vivem com ele. A leucemia é entre os maiores aflições que são passados aos descendentes de sobreviventes.

Embora o principal objetivo por trás da bomba atômica é óbvio, existem outros subprodutos do uso de armas atômicas. Embora de alta altitude detonações atômicas são quase letal, um pequeno, de alta altitude de detonação pode entregar um EMP bastante grave (Pulso Eletromagnético) para embaralhar todas as coisas eletrônicas, a partir de fios de cobre para a CPU de um computador, dentro de um raio de 50 milhas.

Durante o início da história da era atômica, era uma noção popular de que um dia as bombas atômicas seriam usados em operações de mineração e, talvez, ajudar na construção de um outro canal do Panamá. Escusado será dizer que isso nunca aconteceu. Em vez disso, as aplicações militares de destruição atômica aumentou. Testes de bomba atômica fora do Atol Bikini e vários outros sites eram comuns até o Tratado de Proibição de Testes Nucleares foi introduzido.

Fonte: inventors.about.com

Bomba Atômica

Poder de Destruição

Os efeitos de uma explosão nuclear podem ser dividos nas categorias: a explosão propriamente dita, a radiação térmica, a radiação nuclear direta e a indireta.

A explosão consiste em uma onda de choque que se espalha na forma de uma esfera com raio crescente. Esta onda de choque nada mais é do que uma oscilação da pressão do ar, ou seja, um aumento seguido de uma diminuição, ambos muitos rápidos. Por exemplo, a uma distância de 1 km, uma explosão de uma bomba atômica (fissão nuclear) de 20 kiloton provoca uma variação na pressão da ordem de uma atmosfera. Isso é suficiente para destruir construções de concreto, como casas e prédios. Uma bomba termonuclear (fusão nuclear), pode chgegar a até 10 megaton (= 103 kiloton). 1 kiloton significa 103 toneladas de explosivo TNT (trinitro-tolueno), o que equivale a 4 × 1012 J de energia. A densidade de energia que a onda de choque carrega diminui com o inverso do quadrado da distância (1/r2), por um fator puramente geométrico. A 2 km de distância, a mesma bomba atômica provoca uma onda de choque com uma variação de 0,25 atmosferas, o que é suficiente para destruir casas de madeiras e atirar escombros a mais de 360 km/h.

O outro efeito destruidor das armas nucleares é o calor que ela libera. Esta, porém sofre mais diminuição do que a onda de choque. Pois além do fator geométrico 1/r2 ainda há a absorção e espalhamento da radiação térmica pelo meio. Mesmo assim, a 2 km de distância, uma bomba atômica de 20 kiloton ainda provoca queimaduras de terceiro grau nas pessoas e é capaz de incendiar materiais inflamáveis como madeira e tecidos. No local da explosão, a bola de fogo se forma tão rapidamente que provoca ventos de 180 a 360 km/h, o que espalha mais ainda o incêndio causado. Este efeito não é uma exclusividade das bombas nucleares. Estas apenas tem uma maior intensidade. Novamente, para se ter uma idéia, com uma única bomba termonuclear (fusão nuclear) é possível, considerando os dois efeitos já descritos, destruir completamente uma área circular com raio de 10 km.

Com uma explosão nuclear, nêutrons e radiação g são emitidos. Ambos decrescem com 1/r2 e a distância na qual são letais é a mesma para as ondas de choque e térmica. Os efeitos desta radiação são o aparecimento de várias doenças, como tipos variados de câncer e modificações genéticas. Estas modificações se devem a troca das bases nitrogenadas na seqüência da molécula do DNA (ácido desoxiribonucléico).

Um outro efeito exclusivo de bombas atomica é devido aos elementos radiativos que são liberados na explosão. Eles são vaporizados devido ao calor liberado e vão para a atmosfera formando nuvens carregadas com elementos radiativos, as chamadas nuvens radiativas. Estas podem circular durante anos. Nas chuvas, estes elementos caem se infiltrando no solo, entrando em contato com o lençol freático. Quando essa água é absorvida pela vegetação, os elementos radiativos vão junto. Em seguida esses elementos podem chegar ao organismo do homem de várias maneiras diferentes. Uma delas é o homem ingerir diretamente alimentos vegetais contaminado. Outra, é o homem comer carne de animais que se alimentavam de vegetação contaminada. Uma vez os elementos estando no corpo humano, ele vai se acumulando, pois não é liberado. Cada elemento pode ter um efeito danoso particular. O 90Sr (strôncio) por exemplo é muito similiar ao cálcio. Devido a isso, ele se acumula facilmente no tecido ósseo do corpo humano. Assim, a pessoa fica com o esqueleto extremamente fraco e debilitado, podendo quebrar algum osso muito facilmente, além de ficar muito propenso a ter câncer nesses tecidos. Eliminando o material físsil de uma bomba termonuclear, é possível fazer uma bomba com uma explosão limpa, que não irá provocar chuva radiativa no futuro, e seus efeitos nocivos.

Podemos ainda citar outro efeito exclusivo de bombas nucleares. Além da radiação g, há uma grande emissão de raios X. Essas duas radiações interagem com as moléculas da atmosfera (por efeito Compton e ionização) criando uma grande corrente de elétrons que se espalha a partir do ponto de explosão. Estes elétrons são acelerados pelo campo magnético da Terra gerando ondas eletromagnéticas na forma de um pulso. Tal pulso pode gerar um colapso na rede elétrica de uma cidade impossibilitando qualquer uso de energia elétrica. Esse é o chamado efeito PEM (pulso eletromagnético).

Uma outra classe de bombas nucleares não apresenta efeitos explosivos, como destruição de construções de concreto, etc. São as bombas de nêutrons.

Eliminando o 238U, essas bombas 'reduzem' seu poder para a faixa dos kilotons. Quando ativadas, elas produzem um intenso feixe de nêutrons, que carregam uma dose letal de radiação. Estima-se que uma bomba de nêutrons de 1 kiloton sujeita o homem, protegido com colete, a uma distância de 1 km a uma dose de 103 rads. Isso é suficiente para matar em um prazo de poucos dias. Essas bombas de nêutrons tiveram um objetivo específico quando projetadas. Por exemplo, se um excército inimigo invadir um território, uma bomba de nêutrons poderia ser detonada, matando todo o contingente inimigo, porém, deixando intacto as construções (prédios, casas, etc). Pois já que, por outro lado, uma bomba termonuclear normal iria destruir todo o território, ao invés de salvá-lo.

Fonte: www.ifi.unicamp.br

Bomba Atômica

Ataque Atômico Sobre o Japão

06 e 09 de agosto de 1945

Bomba Atômica
Bomba Atômica

" A BOMBA ATÔMICA MUDOU TUDO EXCETO A NATUREZA DO HOMEM" ( Albert Einstein)

Projeto para construção da bomba atômica: PROJETO MANHATTAN
Duração:
1942 a 1946
Custo até agosto de 1945:
U$ 1.8 bilhões de dólares
Custo em valores de 1995:
U$ 20 bilhões de dólares
Total de pessoas empregadas no projeto:
150 mil pessoas
Sede:
Los Álamos no Novo México

Foram produzidos dois tipos de artefatos nucleares: uma de Urânio-235 lançado sobre Hiroxima; e outra de Plutônio lançado sobre Nagasaki.

A MISSÃO SOBRE HIROXIMA

A fortaleza voadora B-29 da Força Aérea dos Estados Unidos batizada de Enola Gay pelo seu comandante Coronel Paul Tibbets Jr em homenagem a sua mãe voou 2.735 Km desde a pequena Ilha Tinian do Arquipélago das Marianas até Hiroxima

PERSONAGENS

Para que as bombas fossem lançadas sobre o Japão, as Forças Armadas dos Estados Unidos criaram com elementos selecionados entre suas várias unidades, o 509º Grupo Aéreo, composto de cerca de 1.500 homes entre oficiais e praças.Para comandar o Grupo, foi escolhido o Coronel Paul Tibbets Jr.

Bomba Atômica
NIELS BOHR, físico dinamarquês que desenvolveu a moderna teoria da estrutura atõmica e molecular,
foi consultor dos cientistas em Los Alamos. Prêmio Nobel

Experimentado piloto de 29 anos que na Europa, em missões sobre a Alemanha,o Coronel Paul Tibbets Jr.já tinha se revelado competentíssimo piloto de bambardeiro de primeira classe. Em fevereiro de 1945, o 509, Grupo começou a realizar exercícios especiais, inteiramente diferentes daqueles que até então a Força Aérea Americana vinha ministrando.Os exercícios de bombardeio, conta GROVES (General Leslie B. Groves de 45 anos era um oficial inteligente, culto e muito enérgico, formado pela Academia Militar de West Point, engenheiro, era o chefe da equipe de cientistas que em Oak Ridge, no Tennessee, e em Los Álamos no Novo México, iria dar início à fabricação da primeira bomba -A.) faziam-se sempre a 9 mil metros de altura, cada avião não lançava mais que uma bomba de 4.335 quilos.Insistia muito em efetuar tais bombardeios a olho nu. Isso intrigava os pilotos veteranos (diga-se de passagem que ninguém do 509º Grupo (com exceção do próprio Tibbets, sabia para que missão estava sendo treinada), pois os dias sem nuvens que permitem bombardear a olho nu tinham sido raros no decurso da guerra na Europa e no Japão não seria diferente).

"O treino com uma única bomba evidentemente, simulava o eventual vôo atômico; nessa altura só teria no paiol uma bomba de milhões de dólares.Em tal caso a tripulação não poderia de modo algum errar o alvo e não nem se poderia confiar um bombardeiro orientado "pelo"radar".

Nos últimos dias de abril de 1945, o Grupo 509º foi transferido para a ilha de Tinian pequena e inóspita, no Arquipélago das Marianas, no meio do Pacífico. Ali no dia 5 de agosto de 1945, um dos B-29, o já batizado Enola Gay, foi escolhido para lançar a primeira bomba atômica sobre o território do Japão. Quando no dia seguinte, 06 de agosto de 1945 o Enola Gay recebeu a ordem para decolar levava a bordo a seguinte tripulaçã

Bomba Atômica
Paul Tibbets Jr. um dos melhores pilotos da bombardeiro dos Estados Unidos,recebeu a difícil missão de comandar
a B-29 até Hiroxima."Missão bem sucessida" disse Tibbets após lançar a bomba sobre a cidade.Morreu convencido
de que sua missão foi absolutamente necessária.

Piloto: Coronel Tibbets - comandante da missão-
Co-piloto:
Capitão Lewis
Navegador:
CapitãoVan Kirk
Encarregado do visor de mira:
Major Thomas Ferebec
Artilheiro de cauda:
Sargento Bob Caron
Encarregado do radar:
Sargento Stiborik
Eletricistas
: Sargentos Shumart e Duzembury
Radiotelegrafista:
Soldado Nelson
Encarregado de armar a bomba:
Capitão Willian S.Parson, com ajuda do Tenente Jepson e Sargento Beser.

Poucos minutos antes de o Enola Gay decolar, alçou vôo de Tinian, sob o comando do Coronel Claude Eatherly o STRAIGHT FLUSH avião de observação metereológica, que teria a missão de informar o Enola Gay em que ponto do Japão deveria ser lançado a bomba-A .

Às 6h20 minutos já tinha três opções para o lançamento da bomba: as cidades de Nokura, Nagasaqui e Hiroxima.

Bomba Atômica
ENRICO FERMI, físico italiano, também imigrante e ganhador do Prêmio Nóbel, comandava a equipe da Universidade de
Chicago que produzia a primeira reação nuclear em cadeia controlada em dezembro de 1942

Às 7h27 de 06 de agosto de 1945 são verificados pela última vez, todos os circuitos do enola Gay. Doze minutos depois o Coronel Paul Tibbets avista Hiroxima.

A manhã é clara, de agosto,com raríssimas nuvens no céu.Às 8h 15 minutos, o Major Tom Ferebec, enquadra no visor de sua mira uma ponte sobre o rio Ota, que corta Hiroxima.Ao aproximar de Hiroxima o B-29 voava a mais de 9 mil metros, mas, para jogar a bomba, teve que descer até 4.550 metros. Após o lançamento como fora instruído o Coronel Tibbets afastou-se imediatamente do alvo lá embaixo, dando um salto quase vertical e a tripulação sentiu que os tímpanos pareciam rebentar pelas sucessivas ondas vindas do cogumelo que se seguira à explosão e que por várias vezes sacudiram perigosamente o B-29 de 30 metros de comprimento e que quase vazia pesava 60 toneladas. E, finalmente às 8h65 minutos, a bomba a que levava o nome de Litle Boy é lançada da superfortaleza voadora B-29. quarenta e três segundo depois Hiroxima já é um mar de chamas. Em quanto às chamas começaram a se apagar cedendo lugar a uma espessa e corrosiva chuva negra, os sobreviventes da cidade além de chorar os seus cerca de cem mil mortos, verificam, cheios de espanto e terror, que Hiroxima havia simplesmente desaparecido.

Bomba Atômica
ROBERT OPPENHEIMER
Chefe do Laboratório de Los Alamos onde foi
produzida a primeira bomba apenas 28 meses
após sua chegada

A bordo do Enola Gay, ao olhar o aterrorizante cogumelo de fogo e cinza que se erguia a centenas de metros, o Capitão Robert Lewis, co-piloto do Coronel Tibbets murmurou: "Meu Deus, que fizemos".

Três semanas antes de o Presidente Truman autorizar o uso da bomba atômica contra o Japão, os cientistas do Projeto Manhattan percebeu o verdadeiro inferno de sua criatura, ao fazerem uma análise das conseqüências do primeiro teste da bomba de plutônio no deserto de Alamogordo no estado do Novo México.

Por esse motivo os cientistas fizeram uma petição tratando de obter um desvio nos planos. A bomba segundo os cientistas deveria ser utilizada apenas simbolicamente como um ameaça ao Japão, no entanto o pedido não foi aceito pelo General Leslie Groves supervisor do Projeto Manhattan que simplesmente engavetou o pedido.O secretário de Estado James Byrnes foi seu cúmplice e Truman assinou a ordem de lançamento sem saber que havia 24 americanos em Hiroxima. Apenas cinco deles sobreviveram à explosão. Três foram linchados pelos japoneses e dois morreram 11 dias depois contaminados pela radiação. Isso a espionagem americana só soube depois.

Bomba Atômica
O alcance da destruição

AS BOMBAS

ATAQUE ATÔMICO SOBRE HIROXIMA

Tamanho: 3,2m de comprimento
Diâmetro:
74 cm
Peso:
4,3 toneladas
Força:
12.500 toneladas de TNT
Mecanismo:
uma bala de 2,26kg de urânio 235 dispara num alvo de 7,71kg de U-235. quando as duas peças se encontram, ocorre uma reação em cadeia.
Nome:
era denominado de Litle Boy
Uso:
foi detonada às 8,15m do dia 06 de agosto de 1945, a 576 metros acima do Hospital Cirúrgico de Shima
Vitimas:
186.940 mortos

Cerca de 92% dos edifícios e casas foram destruídas num raio de 04 Km.Criou uma luminosidade que cega e em queda uma bola de fogo com uma temperatura de pelo menos 360 mil graus Fahrenheit. A bola de fogo se expande de 25,6 metros para 256 de diâmetro num segundo, criando uma enorme onda de explosivos e em seguidas ondas de abalos.Ventos de 644 a 965 Km/h e poeira são sugados para cima e criam nuvens em forma de cogumelo, que espalha detritos radioativos.Milhares de vítimas que estavam queimadas, mutiladas, cegas pelo clarão da explosão, vagavam entre os cadáveres calcinados e uma quantidade incalculável de escombros, procurando desesperadamente socorro.Nas primeiras semanas ficou impossível saber o número exato de mortos, devido ao caos que Hiroxima se encontrava. O governo japonês custava acreditar que uma única bomba teria produzido todo esse caos, e esse golpe iria ser respondido pelo Japão com a rendição incondicional;no entanto uma segunda bomba foi lançada sobre Nagasaki.

Bomba Atômica
JOHN VON NEUMANN
Matemático alemão que projetou lentes auto-explosivas utilizadas nas bombas de
Hiroxima e Nagasaki

Um porta-voz do governo japonês emitiu a seguinte declaração a população sobre a explosão de Hiroxima: "Julgamos que a bomba de Hiroxima é diferente das bombas comuns.Temos a intenção de publicar um comunicado especial logo que estejamos de posse de todos os elementos. Entretanto, não dêem ênfase ao fato em seus jornais, procedam como se tratasse de um bombardeio comum".

ATAQUE ATÔMICO SOBRE NAGASAKI

Tamanho: 3,25 metros de comprimento
Diâmetro:
1,25 metro
Peso:
4,5 toneladas
Força:
22 mil toneladas de TNT
Mecanismo:
dois hemisférios contendo plutônio, unidos por explosivos convencionais, disparando uma reação em cadeia.
Nome:
Fat Man (Gordo) alusão à Winston Churchill
Uso:
destinava-se a cidade de Kokura, mas o piloto do B-29, Comandante BOKS CAR, encontrou atividade antiaérea pesada na região e seguiu então para Nagasaki que era o alvo secundário. A bomba foi detonada as 11h02minutos de 09 de agosto de 1945, 503 metros acima da cidade.
Vítimas:
70.000 mortos

A bomba jogada sobre Nagasaki trouxe uma extensão de horror e um quadro apocalíptico indescritível, desafiando qualquer palavras e comentários.

As melhores narrações deste inferno são dadas a um sobrevivente o médico Dr.Paulo Nagai que estava em Nagasaki no dia 09 de agosto de 1945, que estando mesmo ferido teve forças suficientes para ajudar os feridos, vamos acompanhar o seu relato desta explosão:

Todos me chamavam ao mesmo tempo: eram doentes do hospital que tinham sobrevivido, ou melhor, não tinham ainda morrido...Como a explosão se dera na hora de maior movimento, na que funcionava o ambulatório para doentes externos, os corredores, as salas de espera, os laboratórios, eram um amontoado de corpos nus que pareciam de argila pela cinza que aderira a eles.Vinte minutos tinha passado da explosão depois da explosão. Toda a região de URAKAMI ardia em grandes labaredas.O próprio centro do hospital já pegara fogo. Somente a ala direita ao longo da colina permanecia intacta. Duas crianças passaram arrastando o pai morto, uma mulher jovem corria apertando contra o peito o filho decapitado.Um casal de velhos,mãos dadas subiam juntos um morro lentamente.Outra mulher, com as vestes repentinamente ateadas, rolou da colina abaixo como uma bola de fogo. Um homem enlouquecera e dançava em cima de um telhado, envolto em chamas. Alguns fugitivos voltavam-se a cada passo, enquanto outros caminhavam firme para frente, apavorados de mais para voltar.

Bomba Atômica
Hiroxhima no dia 6 de agosto de 1945: uma cidade devastada pela bomba atômica
Neste cenário morreram 70 mil pessoas na hora da explosão, outros 70 mil morreriam nas semanas sequintes, de radiação e queimaduras. Cerca de 92% dos edifícios e casas foram destruidos num raio de 3,2 quilômetros.

A pressão imediata (provocada pela bomba) foi tamanha que, no raio de um quilômetro, todo o ser humano que se encontrava do lado de fora,ou num local aberto, morreu instantaneamente ou dentro de poucos minutos. A quinhentos metros da explosão, uma jovem mãe foi encontrada com o ventre aberto e seu futuro bebê entre as pernas. O calor chegou a tal violência que a quinhentos metros, os rostos foram atingidos a ponto de ficarem irreconhecíveis. A um quilômetro, as queimaduras atômicas tinham dilacerado a pele, fazendo-a cair em tiras deixando a vista a carne sangrenta. A primeira impresão não foi, segundo parece a de calor, mas a de dor intensa, seguida de frio excessivo. A pele levantada era frágil e saía facilmente, a maioria das vítimas morriam com rapidez.

O Dr Paulo Nagai morreu seis anos depois da explosão da bomba, vitimada pela leucemia doença provocada pela exposição da radiação.

CAUSAS DE MORTES PELAS EXPLOSÕES ATÕMICAS

Uma muralha de ar de alta pressão varre 3,7 Km em dez segundos e achata edifícios, casas e seus ocupantes. Do lado de fora,pessoas viram cinzas e são atingidas por estilhaços dos prédios. Raios de calor entre 3.000 a 4.000 graus Celsius no solo causam queimaduras e ferimentos internos, e deflagram incêndios que se espalham por quilômetros. Também os nêutrons e raios gamas destroem células humanas.Partículas também atingem o solo e a água, que são sugados pela nuvem em forma de cogumelo.Em seguida surge a chamada "chuva negra", que também causa moléstia em longo prazo, como o câncer.

ASPECTOS POLÍTICOS DO ATAQUE ATÔMICO SOBRE O JAPÃO

Ao lançar as bombas atômicas sobre HIROSHIMA e NAGASAKI os Estados Unidos da América do Norte mostraram ao mundo, em especial à URSS todo o seu poderio bélico. Deixaram claro também que seriam capazes de utilizar qualquer meio para salvaguardar seus interesses políticos.

Do ponto de vista militar não havia urgência para terminar a guerra. Avaliações do antigo Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgadas após conflito indicaram que o Japão teria se rendido antes de 1º de novembro de 1945 - data marcada para uma invasão norte-americana. Jogar as bombas sobre o Japão foi um ato político e não militar. Esse foi sem dúvida o primeiro movimento da Guerra Fria. Essa decisão foi na verdade uma maneira de justificar um caríssimo projeto militar que segundo o historiador Robert Messer da Universidade de Illinois referindo-se ao investimento de US$ 1,8 bilhão no Projeto Manhattam para criar a bomba equivalente hoje a aproximadamente 45 bilhões. Diante das evidências chega-se a conclusão que além de acuar o Japão a idéia foi também intimidar a URSS. A bomba foi usada por motivos políticos pois Truman na verdade queria evitar que a URSS entrasse na guerra para eliminar a possibilidade de que viesse a ter uma presença importante no Extremo Oriente.

Bomba Atômica
Harry Truman
Foi o presidente Roosevelt que em 1942 decidiu fabricar a bomba atômica, mas coube
ao seu sucessor Harry Truman assinar a ordem autorizando que ele fosse lançada no Japão.
Ele o fez a 24 de julho de 1945.

O Japão se rendeu a 15 de agosto de 1945 terminando com isso a 2ª GUERRA MUNDIAL.

A partir desse momento,as relações entre as duas potências vencedoras da 2ª Guerra Mundial ficaram bastante tensas e elas passaram a disputar áreas de influência internacional.

Os bombardeios atômicos de Hiroxima e de Nagasaki - (74mil mortos e 84 mil feridos) inscrevem-se na lógica de uma guerra onde as destruições maciças de populações civis são praticadas em grande escala (42 mil mortos em Hamburgo, em 25 de julho de 1943; 150 a 200 mil mortos em Dresden, em 13 e 14 de fevereiro de 1945; 83 mil em Tóquio, em 10 de março de 1945). O Presidente Truman, ao desencadear o fogo nuclear, quis ao mesmo tempo poupar as forças americanas de um desembarque muito difícil e desfechar o golpe de misericórdia sobre um adversário exangue; pareceu também que a América já persuadida da fisura da Grande Aliança com a URSS, quis assinalar ser mais forte.

Assim, o primeiro efeito das bombas atômicas sobre o Japão foi simples ainda que profundamente importante: confirmou a crença do Presidente de que ele teria bastante poder para inverter a política de Roosevelt e tentar ativamente influenciar os eventos na esfera da influência da URSS.

Esse estado de tensão permanente, primeiro entre essas duas potências e, logo depois entre os blocos encabeçados por elas é chamado de GUERRA FRIA.

Esse período estendeu-se até a década de 80.

"Se a Luz De Mil Sóis,Brilhasse de Uma Só Vez No Céu

Seria Equivalente ao Esplendor Do Todo Poderoso

Eu Me Tornei Morte

Destruidor de Mundos"

(trechos do Bhagavad-Gita, livro sagrado hindu, lembrado pelos físico Robert Oppenheimer quando observou a explosão da primeira bomba atômica em 1945.)

Fonte: paginas.terra.com.br

Bomba Atômica

Rosa de Hiroxima

Pensem nas crianças mudas telepáticas
Pensem nas meninas cegas inexatas,
Pensem nas mulheres rotas alteradas,
Pensem nas feridas como rosas cálidas,
Mas não se esqueçam da rosa da rosa,
Da rosa de Hiroxima a rosa hereditária,
A rosa radioativa estúpida e inválida,
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica,
Sem cor nem perfume sem rosa sem nada.

(Vinícius de Morais)

Bomba Atômica

"Soldados alemães, cidadãs e cidadãos da Alemanha: nosso líder, Adolf Hitler, se foi...".

Com esse pronunciamento no dia 8 de maio de 1945 o almirante Dönitz, que fora nomeado por Hitler seu sucessor, anunciou pela rádio a rendição incondicional da Alemanha. Hitler e sua companheira de anos Eva Braun, haviam cometido suicídio no dia 30 de abril de 1945, após seu bunker em Berlim estar totalmente cercado pelo exército vermelho da URSS.

A Segunda Guerra Mundial terminava, mas somente no continente europeu. No Pacífico o Japão ainda resistia às investidas norte-americanas.

Em maio de 1945 os líderes aliados reunidos na Conferência de Potsdan, haviam exigido a rendição incondicional do império japonês. Essa imposição já era aceita por uma parte do gabinete japonês, mas não pelos generais-- o Japão nunca havia perdido uma guerra.

Bomba Atômica

"Meu Deus, o que foi que nós fizemos?"

Eram 8h 16min 8s. do dia 6 de agosto de 1945. A interrogação foi a primeira reação de um dos tripulantes do Elona Gay, após presenciar a devastação produzida pela primeira bomba atômica jogada sobre uma cidade povoada.

Elona Gay foi o nome dado ao avião norte-americano B-29 pelo seu comandante em homenagem à própria mãe. A cidade era Hiroxima, no Japão, que desapareceu em baixo de uma nuvem em forma de cogumelo. As notícias sobre a cidade eram desencontradas, e ninguém sabia exatamente o que ocorrera. No dia 9 outra bomba atômica foi lançada sobre a cidade de Nagasaki. Os norte-americanos haviam treinado durante meses uma esquadrilha de B-29 para um ataque especial. Nos aviões, quase ninguém sabia o que transportava.

Morreram cerca de 100 mil pessoas em Hiroxima e 80 mil em Nagasaki. As vítimas eram civis, cidadãos comuns, já que nenhuma das duas cidades era alvo militar muito importante. O cenário histórico dessa tragédia que permanece até hoje na memória de milhares de japoneses era a guerra no Pacífico, entre Japão e Estados Unidos no contexto do término da Segunda Guerra Mundial.

Os generais japoneses ainda tentaram resistir, até serem convencidos do contrário pelo próprio imperador Hiroíto. No dia 15 de agosto de 1945 os japoneses escutam pelo rádio a rendição incondicional do país. Em 2 de setembro o encouraçado norte-americano Missouri entrou na baía de Tóquio e a paz foi assinada.

A Segunda Guerra chegava ao fim, deixando um salde de 50 milhões de mortos em seis anos. A bomba atômica tinha sido mais um episódio desumano na história da Segunda Guerra Mundial.

Bomba Atômica

Será que não existia uma maneira menos estúpida de forçar a rendição japonesa?

Para alguns historiadores o governo norte-americano tinha que dar um basta pois não podia mais resistir às pressões do Congresso, que não aceitava mais perdas de vidas norte-americanas, numa guerra que já se prolongara demais. Uma outra corrente entretanto, acharia que estúpida é a pergunta feita acima, já que o uso de armas atômicas contra o Japão não correspondia a qualquer necessidade bélica. O Japão estava em negociações secretas com os Estados Unidos para capitulação definitiva. Era uma questão de dias.

Para essa segunda corrente, as bombas atômicas tinham outro endereço: a URSS.

Se até agora EUA e URSS estavam do mesmo lado, isso era fruto de uma aliança circunstancial, contra um inimigo comum que já não os preocupava mais: o nazifascismo.

As bombas de Hiroxima e Nagasaki, segundo essa última interpretação marcam o início do contexto conhecido como "guerra fria", a disputa político-ideológica e militar que bipolarizou o mundo entre o socialismo soviético e o capitalismo norte-americano por mais de 40 anos, até a desintegração da URSS, a reunificação da Alemanha e mais simbolicamente a queda do muro de Berlim em novembro de 1989.

Nas duas conferências que selaram o final da guerra, realizadas pelos três grandes vencedores -- norte-americanos, britânicos e soviéticos -- em Yalta e Potsdam, são estabelecidos os pontos de divisão do mundo entre os blocos capitalista e socialista. Em 25 de abril de 1945 a Conferência de São Francisco criou a Organização das Nações Unidas, cuja carta foi promulgada em junho.

Quanto ao Japão, que teve mais de um milhão e oitocentas mil vítimas, além de 40% das cidades arrasadas e a economia totalmente destruída, foi desmilitarizado e ocupado pelos Estados Unidos até 1951, quando as Nações Unidas (exceto a URSS e China), concluíram com ele, o Tratado de São Francisco, devolvendo sua soberania e marcando sua reconstrução integrada ao capitalismo internacional.

Fonte: www.historianet.com.br

Bomba Atômica

POESIAS

A BOMBA ATÔMICA

e = mc2
EINSTEIN
Deusa, visão dos céus que me domina
. . . tu que és mulher e nada mais!
("Deusa", valsa carioca)

Dos céus descendo
Meu Deus eu vejo
De pára-quedas?
Uma coisa branca
Como uma forma
De estatuária
Talvez a forma
Do homem primitivo
A costela branca!
Talvez um seio
Despregado à lua
Talvez o anjo
Tutelar cadente
Talvez a Vênus
Nua, de clâmide
Talvez a inversa
Branca pirâmide
Do pensamento
Talvez o troço
De uma coluna
Da eternidade
Apaixonado
Não sei indago
Dizem-me todos
É A BOMBA ATÔMICA

Vem-me uma angústia

Quisera tanto
Por um momento
Tê-la em meus braços
E coma ao vento
Descendo nua
Pelos espaços
Descendo branca
Branca e serena
Como um espasmo
Fria e corrupta
De longo sêmen
Da Via-Láctea
Deusa impoluta
O sexo abrupto
Cubo de prata
Mulher ao cubo
Caindo aos súcubos
Intemerata
Carne tão rija
De hormônios vivos
Exacerbada
Que o simples toque
Pode rompê-la
Em cada átomo
Numa explosão
Milhões de vezes
Maior que a força
Contida no ato
Ou que a energia
Que expulsa o feto
Na hora do parto.

II

A bomba atômica é triste
Coisa mais triste não há
Quando cai, cai sem vontade
Vem caindo devagar
Tão devagar vem caindo
Que dá tempo a um passarinho
De pousar nela e voar . . .

Coitada da bomba atômica
Que não gosta de matar!
Coitada da bomba atômica
Que não gosta de matar
Mas que ao matar mata tudo
Animal e vegetal
Que mata a vida da terra
E mata a vida do ar
Mas que também mata a guerra . . .
Bomba atômica que aterra!
Bomba atônita da paz!

Pomba tonta, bomba atômica
Tristeza, consolação
Flor puríssima do urânio
Desabrochada no chão
Da cor pálida do hélium
E odor de rádium fatal
Lœlia mineral carnívora
Radiosa rosa radical.

Nunca mais oh bomba atômica
Nunca em tempo algum, jamais
Seja preciso que mates
Onde houve morte demais:
Fique apenas tua imagem
Aterradora miragem
Sobre as grandes catedrais:
Guarda de uma nova era
Arcanjo insigne da paz!

III

Bomba atômica, eu te amo! és pequenina
E branca como a estrela vespertina
E por branca eu te amo, e por donzela
De dois milhões mais bélica e mais bela
Que a donzela de Orleães; eu te amo, deusa
Atroz, visão dos céus que me domina
Da cabeleira loura de platina
E das formas aerodivinais
— Que és mulher, que és mulher e nada mais!
Eu te amo, bomba atômica, que trazes
Numa dança de fogo, envolta em gazes
A desagregação tremenda que espedaça
A matéria em energias materiais!
Oh energia, eu te amo, igual à massa
Pelo quadrado da velocidade
Da luz! alta e violenta potestade
Serena! Meu amor . . . desce do espaço
Vem dormir, vem dormir, no meu regaço
Para te proteger eu me encouraço
De canções e de estrofes magistrais!
Para te defender, levanto o braço
Paro as radiações espaciais
Uno-me aos líderes e aos bardos, uno-me
Ao povo ao mar e ao céu brado o teu nome
Para te defender, matéria dura
Que és mais linda, mais límpida e mais pura
Que a estrela matutina! Oh bomba atômica
Que emoção não me dá ver-te suspensa
Sobre a massa que vive e se condensa
Sob a luz! Anjo meu, fora preciso
Matar, com tua graça e teu sorriso
Para vencer? Tua enégica poesia
Fora preciso, oh deslembrada e fria
Para a paz? Tua fragílima epiderme
Em cromáticas brancas de cristais
Rompendo? Oh átomo, oh neurônio, oh germe
Da união que liberta da miséria!
Oh vida palpitando na matéria
Oh energia que és o que não eras
Quando o primeiro átomo incriado
Fecundou o silêncio das Esferas:
Um olhar de perdão para o passado
Uma anunciação de primaveras!

A rosa de Hiroxima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

Fonte: www.secrel.com.br

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