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Botulismo


O botulismo é uma forma de intoxicação aguda que resulta da ingestão de uma toxina produzida pelo Clostridium botulinum. A doença caracteriza-se por paralisia muscular descendente progressiva e pode ser fatal.

A doença foi identificada pela primeira vez há mais de 200 anos, por médicos alemães. Era raro nos E.U.A. antes da Primeira Guerra Mundial.

O crescimento subseqüente dos enlatados comerciais neste período levou a um grande aumento dos casos.

O conhecimento do habitar do Clostridium botulinum, dos alimentos mais freqüentemente incriminados e das condições necessárias para a destruição dos esporos do micro organismo, levou a eventual eliminação do botulismo nas industrias comerciais de enlatados, sendo que a maioria dos casos de botulismo clínico, segue-se atualmente ao cosumo de alimentos caseiros em conserva, preservados de maneira inadequada.

No entanto, a necessidade de observação constante é enfatizada por surtos periódicos de botulismo causados por alimentos processados comercialmente.

O - Clostridium botulinum - elabora uma potente toxina durante o seu crescimento e sua destruição. São amplamente distribuídos no solo por todo o mundo. As toxinas tem efeito sobre a transmissão neuromuscular. São destruídos por fervura durante 10 minutos ou à temperatura de 80º graus durante 30 minutos.

O botulismo pode variar desde uma doença leve, até uma doença fulminante que culina com a morte em até 24 horas. Geralmente os sintomas se iniciam dentro de 12 à 36 horas após a ingestão da toxina. Quanto mais precoce os sintomas, mais grave será a doença.

Os sintomas mais comuns são:

Visão dupla;
Visão turva;
Dificuldade de fala e para engolir;
Diminuição da salivação;
Paralisia simétrica das extremidades;
Debilidade dos músculos respiratórios;
Náuseas,
Vômitos;
Distúrbios da marcha.

Quando há suspeita de botulismo, as autoridades de saúde pública devem ser comunicadas para auxiliarem nos estudos especiais necessários para a confirmação do diagnostico.

Devem ser obtidas amostras de fezes, sangue e conteúdo gástrico, bem como dos alimentos suspeitos e seus recipientes.

O tratamento é hospitalar e com soro adequado, sendo a insuficiência respiratórias a ameaça principal.

A taxa de mortalidade é de 10%.

Ao comprar seus alimentos, não fique atento só aos preços.

Preste muita atenção

As latas enferrujadas e estufadas devem ser descartadas. Conservas e enlatados devem ter procedência conhecida, data de fabricação e de validade afixadas à embalagem.

Consumidor chato costuma ter a vida mais saudável (e mais longa).

Robinson Botelho de Faria

Fonte: www.rampadeacesso.com

Botulismo

Botulismo de origem alimentar

É causado pela ingestão de alimentos contaminados com neurotoxina pré-formada da bactéria C. botulinum.

Produtos alimentares conservados de forma caseira que contêm peixe, vegetais ou batatas, são os mais susceptíveis de estarem envolvidos em surtos de botulismo.

Alimentos com pH ácido raramente são afectados.

Apesar dos esporos de C. botulinum serem termo-resistentes, a toxina é lábil a altas temperaturas, assim, durante a preparação de alimentos a toxina é eliminada, devido ao aquecimento intenso usado para garantir que todo o alimento fica cozinhado completamente.

É o tipo de botulismo mais frequente.

Está associado com alimentos enlatados e conservas, especialmente as caseiras, visto que não são aplicadas medidas padronizadas de eliminação de patogénicos.

Casos mais frequentes de contaminação

Comida preparada de uma forma caseira (fresca ou conservada) – normalmente associada a uma pasteurização inadequada.
Vegetais – muitas vezes associados a envenenamento.
Enlatados: leguminosas, vegetais.
Peixe, ou ovas, provenientes do mar, ou peixe tradicionalmente curado ou fermentado.
Presunto.
Molhos caseiros.

Botulismo a partir de feridas

A causa deste tipo de botulismo envolve perfusão da pele, por várias formas: feridas provenientes de punções, fracturas expostas, lacerações, em abecessos devido a drogas de abuso e incisões cirúrgicas.

Botulismo infantil

É resultado da colonização do tracto intestinal após ingestão de esporos de C. botulinum, uma vez que o tracto intestinal de uma criança com menos de 1 ano não contém ainda uma flora microbiana normalizada, assim como ácidos biliares inibidores do crescimento de C. botulinum, que é evidente num indivíduo adulto.

Neste tipo de botulismo as neurotoxinas mais frequentes são a A e a B.

Ocorre, geralmente, em crianças com menos de 1 ano e está associado à ingestão de mel, devido à prevalência de esporos.

Botulismo infeccioso no adulto

Fatores associados a este tipo de botulismo são a cirurgia ao intestino, doença de Crohn ou exposição a alimentos contaminados, mas sem causar doença, (geralmente não é possível identificar o alimento contaminante responsável, visto que o indivíduo só desenvolve a doença, em média, após 47 dias).

Botulismo de classificação indeterminada

Forma de botulismo mais recente e que se prende com as consequências do uso direto da toxina botulínica, no tratamento de várias paralisias ou desordens da contractura muscular por flacidez.

Por exemplo, o uso de toxina botulínica tipo A para o tratamento de torcicolo, pode causar disfagia devido à penetração da toxina em músculos da faringe, localizados muito próximo do local de administração da injecção.

A penetração da toxina em músculos mais distantes ou a fraqueza muscular devido à distribuição sistémica da toxina são raras.

Fonte: www.ff.up.pt

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